sexta-feira, 27 de agosto de 2021

O QUE FAZER EM BAURU E NAS REDONDEZAS (140)


ALGO MUITO ESTRANHO PAIRANDO NO AR BAURUENSE - SERÁ QUE "ELE" NÃO VEM MESMO?
Nada me tira da cabeça que está em curso algo desdizendo o apregoado de que o capiroto não vai estar amanhã em Bauru. A movimentação dos bastidores está causando estupor, pois deputados estão pra cá se deslocando, já no dia de hoje, não só paulistas, como gente de projeção nacional no quesito fundamentalismo genocida. O exemplo maior é o ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, já com agenda na cidade na tarde de hoje. Estava em curso uma manifestação na Praça Portugal, de protesto a aberração da cavalgada, não ela em si, mas o que representa e na noite de ontem, seus idealizadores a desmarcaram diante do anúncio da não vinda do Senhor Inominável, que segundo fontes, teria agenda definida para a manhã de sábado em Goiânia. Porém, algo de muito estranho está em curso na cidade e já se percebe que, a tal da cavalgada não será uma simples manifestação de ruralistas, do agro negócio e dos seus muares. Tem algo mais em curso, uma ligação umbilical como o Ato golpista e conspiratório marcado para o dia 7 de setembro. Não me espantará em nada se amanhã cedo, formos surpreendidos com a chegada nada inesperada do próprio gran vizir para comandar a aberração golpista. Quem passar pela região do Recinto Mello Moraes no dia de hoje pode se certificar do que aqui escrevo. Existe uma movimentação muito além de uma mera manifestação regional e tem gente querendo passar a perna nos que iriam lá protestar. Creio haver uma trama muito da safada em curso. A verificar...


RACHADURAS E CONTRADIÇÕES BAURUENSES
Bauru é uma cidade “rachada” por natureza e não é de hoje. Hoje mesmo existe um racha no quesito vinda do capiroto na cidade pra participar de inaudita cavalgada, onde forças conservadoras tentam golpear o país e promover não só um golpe, mas tornar o país bolsonarista de cabo a rabo, passando por cima de instituições e tudo o mais. Bauru, novamente no epicentro de atos dantescos a lhe envergonhar dos pés à cabeça. Mesmo com Bolsonaro tendo já aprontado de tudo, deslizes mais do que motivadores para já estar em cana, continua tendo cego apoio e assim divide opiniões. Um estabelecido “racha”. Este um deles, outros também em evidência no momento. Cito dois, um em curso e outro dito, mas nunca provado, pois inexistente.

Dias atrás em manchetes no único jornal da cidade, a pauta principal depois espalhada pelos outros meios de comunicação, o prédio da Câmara Municipal de Bauru, ali na praça D. Pedro aparece com vários gabinetes de vereadores com paredes com enormes rachaduras, de baixo até em cima, evidenciando algo preocupante na edificação. Alguém aventa a possibilidade de interdição até o presente momento? Nada disso, talvez mais um remendo e tudo continuará como dantes no quartel de Abrantes. O que talvez ocorra será voltar à baila o assunto da construção de novíssima edificação, com projeto já pronto, lá na distante Nações Norte, muito distante do acesso popular e com previsão de gastos inimagináveis. Isso me faz lembrar que já poderia estar atuando no prédio da Estação da NOB, lá na praça Machado de Mello, num andar inteiro só para eles e com todo o conforto deste mundo. Recusaram, pois a preferência sempre é para construção de algo novo.

Já que citei a Estação da NOB, sigo escrevendo dela. Ela, como se sabe é uma edificação dos anos 30, inaugurada pelo então presidente, Getúlio Vargas e levantada para aguentar o tranco, ou seja, atritos de forte intensidade, como o de trens trepidando tudo no seu entorno. Desde então, nenhuma rachadura apareceu em sua estrutura, evidenciando ser ela mais do que segura, mas por uma mera questão política, foi interditada e hoje está entregue às moscas. Sem rachadura, mas sem força política que garante sua recuperação e devolução para utilidade.

São os dois lados da mesma moeda. Enquanto um prédio se mostra ruindo e funcionando, esse outro, sem nenhum trinco, foi lacrado e está mofando a céu aberto. São as tais vergonhas explícitas desta terra varonil, dita e vista como Sem Limites. Vá entender uma coisa dessas. Eu entendo e muito bem, sei o que se passa na mente dos que promovem nestas plagas os grandes projetos, todos de altíssimos valores, porém, a cada dia, menos valorizados, desprestígio total e absoluto para a importância do que nos resta de patrimônio histórico e cultural em bens materiais. Portanto, o “racha” de Bauru tem seu buraco muito mais embaixo...


NÃO É TODO DIA QUE ALGUÉM COMPLETA 80 ANOS - NEY E ESSO, HERÓIS DA RESISTÊNCIA
Estes dois tem muita coisa em comum e a maior proximidade não vem pelo homossexualismo assumido, em ambos os casos, desde muito tempo, diria mesmo, adolescência. Corajosos, arrojados, intrépidos e inovadores, despojados e abnegados, persistentes. Olha quanta coisa encontro para justificar e enaltecer esses dois oitentões, NEY MATOGROSSO e ESSO MACIEL.

"A importância de Ney Matogrosso para o Brasil vai além da qualidade de suas músicas. Foi no auge dos "anos de chumbo", o período mais repressivo da ditadura militar, que ele surgiu na cena artística. Com sua voz marcante, fez de seu corpo e sexualidade objetos de luta, sendo porta-voz de uma geração que precisava ir contra o sistema e experimentar a liberdade", encontro sobre o Ney num dos sites o homenageando pelo aniversário redondo, comemorado dia 01/08. Ele foi e é grande. Já do nosso Esso, escrevi tanta coisa e não me canso de fazê-lo, até porque sei de sua coragem em ser o que é, resistir e persistir. Mudaria quase nada do citado do Ney quando para o Esso.

Ambos envelheceram e estão aí, na crista da onda, cada um ao seu modo e jeito. Ney lançando um EP, sucessos novos e com planos de continuar alçando voo pela aí. Esso continua sua sina lá pelos lados da vila Falcão e aos 80, conta sempre com amigos mais próximos que o auxiliam em algumas coisas mais pedregosas e embaraçadas. Cortaram a luz de sua casa, ele ficou às escuras por uns dias, mas se juntaram e tudo foi reestabelecido, devolvendo a tranquilidade que precisa para tocar sua vida, a sua e a de seus cães. É o que quer fazer e em paz, tranquilidade. Ele tenta, nem sempre consegue a contento, mas segue adiante.

Olho para trás na vida de ambos e me admiro de como conseguiram chegar até aqui tão altivos, resolutos e senhores de si. Quis juntá-los, pois gosto de ambos e, inevitável, aos 80 sendo, fazendo e acontecendo. Olho para eles, revejo algo do que já fizeram, dos envolvimentos de uma vida inteira e me pergunto para mim mesmo: Terei condições de ao menos chegar nessa idade com a altivez de ambos? Vou tentando, mas as adversidades são tantas e as principais são os percalços de saúde e agora, esse capirotismo deste país, que nos tira a calma, tranquilidade e nos faz ferver mais do que deveríamos depois de certa idade.

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