quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

O PRIMEIRO A RIR DAS ÚLTIMAS (168)


ACABOU/ COMEÇOU
VIDA QUE SEGUE, FELICIDADES MIL PRA TUDO, TODAS E TODOS.
A gente perde muitas, mas ganha algumas e continuamos na lida e luta, pois no ano novo a batalha será dura, contínua e sem tréguas. Vamor vergar esses fascistas de merda. HPA
PORQUE EU ADORO A POSTURA E O FAZER DE MARIA INÊS FANECO, CRIADORA DO "ESQUADRÃO DO BEM" - PRECISAVA PUBLICAR ISSO, OU NO FINAL DO ANO OU BEM NO COMEÇO DE OUTRO
Gente deixa eu explicar uma coisa para quem não me conhece , eu sou pipoqueira, vendo pipoca quando ninguém me proibe de trabalhar, essas entregas que fazemos são doações que chegam , eu não tenho dinheiro para pagar aluguel de vocês, nem luz , nem comprar as coisas absurdas que estão pedindo, gente vcs estão confundindo as coisas, tem milagres que temos que pedir para Deus, para a Mariana noiva do Guilherme ou trabalhar, tem gente pedindo cestas e mandando endereço do Paraná, Grande São Paulo, Lençóis , somos de Bauru SP, nossas entregas são feitas somente em comunidades, não atendemos individualmente, tem um homem bravo dizendo que tem gente que precisa mais, é simples meu Senhor monta um projeto e vai atender, vocês adoram dar palpites e criticar mas não fazem merda nenhuma. Atendemos mais de mil famílias esse mês, sem ajuda de prefeitura ou governo , tem igrejas pedindo doações ... como assim ??? O que vcs fazem com o dízimo que recebem ??? Porque vcs não ajudam os seus fiéis ??? Feliz 2026 saúde e trabalho para todos

A CAMISETA ESCOLHIDA PARA A PASSAGEM DO ANO
Ontem, dia 31/12, após eu e Ana terminarmos de produzir o que comeríamos na passagem do ano, deitamos e tiramos uma leve soneca. Acordo no meio dela com o Canal Brasil passando um documentário, destes a me fazer acordar na hora. Era o "Moacy Luz - O embaixador dessa cidade", sobre a vida e obra do músico e compositor Moa, ele circulando lá pelos lados da Muda, o bairro onde mora, altos da Tijuca, coração suburbano carioca. Moa não está bom, saúde claudicante, mas resiste e percorre lugares inauditos de sua trajetória, como o quarto de livros do falecido Aldir Blanc, ele junto da viúva. Eu estremeci vendo aquilo. Depois com trechos de outro documentário, o "Dia de Feira com Moacyr Luz", outros momentos a me fazer chorar de emoção. Um dia fui ao Rio, só para conhecer o Bar do Dona Maria, lá nos altos da Muda, pois lia que lá era o reduto, quarteirão onde moravam Moa e Aldir. Sentei no bar sózinho, comi um tremoço e bebi umas. Com o filme, não tive como, fui até o armário e escolhi a dedo a camiseta, a vestimenta com a qual atravessaria este momento, de um ano a outro. E o fiz com devida galhardia, respeito por tudo o que aprendi de bom ouvindo e entendendo as canções cariocas do Moa e do Aldir. Quando o filme terminou, vi havia perdido hora de tratar dos cinco gatos, lá na vizinhança do meu Mafuá. Fui correndo e eles todos me esperando. Enchi o pratinho deles e volto, banho tomado, visto a camiseta, festejo com ela e só não durmi com a vestimenta, pois está um calor da porra, daí o fiz descamisado. Acordo depois do almoço, peço para Ana Bia tirar uma foto minha com a camiseta e conto a história. Procurem os dois filmes pelo Facebook/Google e recerenciem algo de salutar para iniciarem o ano com o pé esquerdo sempre à frente. Eu não sou babaca de querer começar o ano com o pé direito e nem com os dois pés. Começo com o esquerdo e creio, o faça acertadamente. A frase do Moa na camiseta, comprada um dia lá na quadra do Samba do Trabalhador, numa segunda no Andaraí, me acompanha e quando voltar, trarei outras. Quero muito ainda poder rever muitas outras vezes o Moacyr Luz por lá. Este um dos meu redutos. Isso me move e me faz continuar sonhando, vivendo utopicamente.

EU E OS MEUS NA PASSAGEM DO ANO - CONTINUAMOS NA LIDA E LUTA


Aqui, eu e Ana Bia, com aquela cara de cansados, quando dissemos aos presentes: "Quando sairem, deixem a porta fechada, por favor".

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

FRASES DE LIVRO LIDO (227)


TERMINO DEZEMBRO COM SEIS LIVROS LIDOS – AQUI UM BOCADINHO DE CADA UM
O que me anda dando mesmo enorme prazer é poder continuar desfrutando de bom livros. Não consigo ficar um só dia sem permanecer algumas horas dedicadas à leitura. Afogo tudo, inclusive mágoas e também alegrias, na leitura. Me tiram da monotonia. Viajo sem tirar os pés do lugar onde me encontro. Só neste mês de dezembro, consegui ler, além das revistas Carta Capital e Piauí, seis livros. Não conto vantagem, pois pelo tanto de outros tantos aqui à minha volta, tenho certeza, poderia ter lido, no mínimo, o dobro. Sigo, levando-os para todos os lugares por onde vou. Hoje mesmo, enquanto aguardava ser atendido num salão de espera lá na Unimed, termino o sexto. Descrevo algumas particularidades de cada um deles:

1 – “Meu querido canalha”, crônicas de Ruy Castro, Carlos Heitor Cony, Aldir Blanc, Marcelo Madureira, Bráulio Pedroso e Geraldo Carneiro, editora Objetiva RJ, 1ª edição, 2004, 141 páginas. Quem nunca foi canalha uma vez pelo menos na vida que levante a mão? Não um canalha político, mas no dia a dia. Pelas histórias lidas, algumas hilariantes, escritas para diversão, não para serem seguidas, estilo manual. Essa canalhice pode parecer machismo, e até o é, mas quando descrito pela verve de um Ruy Castro ou Aldir Blanc, ganha conotações de picardia. Se entrar em detalhes de algumas das crônicas, posso até apanhar. O fato é que, a leitura de um tema como este é magnifica para desviar um bocadinho que seja do foco quase contínuo do campo da política. Se a gente não fizer isso de vez em quando, deixando a sisudez de lado, o que seria desta vida. Ser canalha uma ou outra vez é uma coisa, já uma vida toda, deve ser um fardo, pois deve ter momentos que até o pervertido, clama por se tornar um sujeito normal, sem arroubos e salamaleques.

2 – “Universidade, pra que?”, Darcy Ribeiro, série UnB, editora UnB DF, 1ª edição, 1986, 36 páginas. A Universidade de Brasília nasceu da verve e vontade de gente como este intrépido Darcy. Com o golpe de 64, ela foi desfigurada e comandada por um sujeito com vestimenta verde-oliva. Com a redemocratização, seu primeiro reitor foi Cristovam Buarque no evento da posse, o convidado de honra é justamente seu criador e mentor principal. Darcy produz um discurso épico, transformado num pequeno e contundente livro. Terminei sua leitura justamente após assistir o premiado “O Agente Secreto” no cinema. Lá, um professor universitário sofre atroz perseguição e é morto pelo simples fato do exercício de seu ofício com afinco, dedicação e sem se vergar aos poderosos de plantão. Ele não se vergou um só momento, foi exilado e voltou para fazer o que mais gostava, movimentar a Educação. Termina o discurso com um questionamento servindo para a grande maioria do mundo acadêmico destes tempos: “E nós, intelectuais, com poder precaríssimo, mas precioso, de mobilização da consciência nacional, estamos fazendo o que?”.

3 – “Tio Pedro”, Orígenes Lessa, coleção Texto Imagem, editora do Brasil SP, 1ª edição, 1985, ilustrações de Roberto Echeverria, 48 páginas. Estou tentando ler toda a obra o lençoense Lessa, junto com a de seu filho, Ivan. Cada um na sua, diferentes como a água e o vinho, porém, cada qual com seu estilo. Vejo no que se transformou a escrita do Ivan Lessa, desde os seus tempos do Pasquim, numa trajetória seguindo os passos do pai. Ambos com uma escrita precisa, cirúrgica. No curto texto, ilustrado pelo artista bauruense, algo bem marcante de todos os seus livros, lições para os jovens de como deve ser encarada a vida. Mostra os preconceitos e os falsos valores de uma sociedade consumista na deformação da consciência das pessoas. Achei num sebo e a ilustração da capa, aliada do nome do autor me fez trazer para casa e devorar numa tarde, sala de espera de um consultório dentário. Esqueci até da dor de dente.

4 – “Adalgisa Nery”, de Ana Arruda Callado, coleção Perfis do Rio, Editora Relume Dumará RJ, 1999, 1ª edição, 148 páginas. Sabia muito pouca coisa a seu respeito, mas pelo que ouvi, foi uma ousada mulher, corajosa, impetuosa, linda e na junção disso tudo, tornou-se uma lenda na história dos ricos personagens da ex-Capital Federal. “Ela foi a primeira moça do Rio a usar vestidos com as costas de fora”, leio. Na verdade, foi muito mais que isso. Dois casamentos, viúva do pintor Ismael Nery e do diplomata Lourival Fontes. Vivenciou o Rio e sua época de camarote, porém, não se contentou em ser uma diva quieta. Enxergou que, mesmo com todas as benesses possíveis, tornou-se uma defensora dos do outro lado, os fracos e oprimidos do seu tempo. Fosse homem, já seria perseguida, sendo mulher, o foi duplamente. Como deputada estadual, no meio da infame ditadura militar pós-64, peitou milicos e conservadores. Poetisa e dona de um espaço para crônicas nos jornais cariocas, desceu a lenha até não mais poder nos vetustos da época. Pagou o preço, pois teve que se isolar e no final da vida, não querendo mais perturbar ninguém, se auto internou num retirado asilo, onde veio a falecer alguns anos depois, mais precisamente em 1980. Uma história que daria bela narrativa de alguém que, bela como se ouvia de todas bocas, soube se impor e assim atravessou gerações. Coleciono estes belos livros com Perfis do Rio, um mais vibrante que o outro. Carioca sabe falar de si mesmo com a devida maestria. Eu, na qualidade de leitor, devoro o que encontro pela frente.

5 – “As grandes entrevistas do Pasquim – Doze depoimentos antológicos”, editora Codecri RJ, 1ª edição, 1975, 160 páginas. Tenho a coleção quase completa dos livros da editora do rato que ri, a Codecri, com publicações que são verdadeiras raridades, todas editadas na época da ditadura militar. Comecei a ler o Pasquim aos 13 anos, já com três quatro anos de sua existência e depois, consegui quase completar a coleção completa. Guardo alguns até hoje. O modo como entrevistavam seus convidados tornou-se pioneiro, com a transcrição exatamente da forma como tudo transcorria. E regado a um bom uísque. Tem muito de machismo, impossível dissociar isso dos pasquineiros, porém, foram baluartes e revolucionários. Esse jeito de ser e estar carioca, que tanto seduziu o país, está personificado na forma como Ziraldo, Jaguar, Ivan Lessa, Millôr, Paulo Francis, Sergio Cabral, Glauber Rocha cercavam os entrevistados. Adorável ler como Elke Maravilha, Jorge Amado, Almir Pernambuquinho, Madame Satã, Meneghetti e Florinda Bolkan se saíram cercados pela troupe. Olho para trás, principalmente para o modal impresso, hoje nos seus estertores e me bate bruta saudade, pois creio, nunca conseguirei ler com a mesma desenvoltura pelo computador. Talvez por isso guarde o que me restou dos Pasquins, tentando livrá-los de traças e cupins, atravessando o tempo, onde vez ou outra, sento e abro tudo com a mesma sofreguidão de antanho. Sou um saudosista.

6 – “Moreno como vocês”, Sonia Nolasco, W11 Editores SP, 2003, 1ª edição pelo selo Francis, 248 páginas. Quando estava quase findando a leitura, pergunto para o dileto amigo Sivaldo Camargo se ele se lembrava dela, Sonia Nolasco em Bauru. Ele se lembrava, não só dela, mas de sua irmã. Falamos de como, anos depois, se transformou numa catedrática de Rio de Janeiro e Nova York, assim como seu marido, o controvertido jornalista Paulo Francis. Nolasco tem um sobrenome pomposo na Bauru de antanho. Hoje não mais. De seu livro, uma história contagiante de dois amigos, Bira e Ronaldo, um permanecendo no Rio de Janeiro e outro indo morar em Nova York. Belezura de citações, de lá e de cá, sem pedantismo, como Francis era mestre em fazer. Tivemos uma geração de deslumbrados por Nova York, anos 80, quando mesmo todos cucarachos, não sofriam tanto como nos tempos atuais. Muitos se foram para buscar o que não tínhamos aqui, como muitos aqui de onde moro, Bauru se foram para o Rio, a deslumbrante capital. Nolasco se foi para fazer companhia ao marido, mas nunca mais voltou. Creio eu, nem para Bauru. E voltar pra que? Fazer o que aqui? Fosse o Rio, como os personagens fizeram ao longo da obra, compreensivo. O livro fala muito dessa busca e dois quando lá, muito também da frustração. Enfim, quantos que buscaram Nova York como destino final estiveram totalmente satisfeitos após alguns anos por lá. Muitos, como o personagem do livro, fingem tudo ser mil maravilhas, porém, como nem tudo são flores, Nolasco nos apresenta o outro lado da moeda. Todos seus livros são uma delícia de leitura.

São estes. Como percebem, tento ser o mais eclético possível. Leio de tudo, menos aqueles livros com teses cheias de escrita acadêmica. Meu chips aos 65 anos, não permite mais compreensão. Fico nas adoráveis trivialidades. Mês que vem tem mais.

REALIDADE

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

INTERVENÇÕES DO SUPER-HERÓI BAURUENSE (188)


BAURU VAI ENTRAR NO ANO NOVO COM O PÉ DIREITO OU COM OS DOIS PÉS?
Eu não tenho dúvidas, pois desde que a cidade decidiu votar na inconsequente Suéllen Rosin, a cidade fez sua opção, mostrou estar do lado daquela conduzindo a cidade para o lado bolsonarista de como viver. Suéllen é fundamentalista, segue religiosamente o previsto e prescrito pela cartilha sugerida pelos tais do PL - não é Perfect Liberty e sim, Partido Liberal, ou na verdade, quase tudo a mesma coisa. Este o meu entendimento, o do escrevinhador destas linhas, porém, o espaço aqui neste momento não é meu e sim do super-herói bauruense, o intrépido GUARDIÃO. Quem por aqui me lê já conhece minha linha de ação, como penso e tenho estes todos que atravancaram o país, o colocaram numa linha rasteira conservadora e retrógrada. Vejamos o pensamento do Guardião, prevendo a Bauru adentrando 2026.

"Bauru está perfeitamente inserida dentro de tudo o que ocorre dentro do contexto conservador do momento. Até na contratação dos artistas que aqui se apresaentam, ela, a alcaide, segue à risca os mandamentos da cartilha bolsonarista. Retirou da Cultura os Eventos e Shows. Trouxe para seu colo e traz para os shows nas praças bauruenses os ídolos ligados ao pensamento tacanho. Paga os tubos, valores sempre altos e acha que assim cai nas graças do povão, um que, segundo ela, gosta demais disso. É a tal da política do "pão e circo" elevada na sua máxima potência. Daí por diante, não existe como pensar na Bauru atual adentrando 2026 com os dois pés, como proposto na campanha publicitária da Havaianas, mas sim, continuar pisando primeiro - e sempre- com o pé direito", começa sua fala.

Sua linha de pensamento é bastante coerente. "Olhem para a forma como ela impõe para os vereadoresaprovarem tudo o que vai pela sua cabeça. Ela bola lá com seu restrito grupo - os pais, o marido e quem mais mesmo de plena confiança? -, envia coisas absurdas para serem aprovadas pela Câmara e pressiona, faz o jogo com os nobres edis. Ou eles aprovam, ou serão tratados à mingua, sem atendimento nenhum para suas reivindicações. E estes, acostumados com este tipo de procedimento, o tal do toma lá dá cá, votam cegamente em tudo. Quando algum vereador da oposição causa maior problema, promovendo uma maior discussão dos temas e propostas, todos se sentem incomodados, pois isso dará maior trabalho, mais tempo, quando tudo poderia ser resolvido rapidamente, indo lá votando e pronto, tudo como combinado. Na Bauru de hoje, pelo menos lá dentro da Câmara, discutir e prorrogar, não votar agora, ter nova CEI - Comissão Especial de Inquérito - aberta, tudo fachada, pois na composição, os escolhidos estarão cegamente votando pelo apresentado por ela, seja o que for. Existe um grupo fechado, que não quer discutir nada, está lá para simplesmente dizer amém, votar no que ela enviar para eles e ir logo pra casa. Pensar a cidade é coisa pra outro lugar, pois lá jogo de cartas mais que marcadas", continua.
Alcaide segue à risca, enviando tudo para aprovação num mero papel de pão.

Guardião, pelo visto é cético com mudanças. "Veja o grupo composto por quem a defende. São todos farinha do mesmo saco. Tem vereador que não abre a boca pra nada. Ouve aquela prosopopéia toda sendo discutida lá da tribuna e fica indiferente em sua mesinha, quieto, esperando o sinal o momento de levantar e desferir seu voto. Tem alguns que, tão distantes, ficam na dúvida na hora de votar e esperam um sinal de algum líder, lhes indicando como fazê-lo. Este o quadro. Poucos do seu lado discutem algo. Ninguém vai ter alterado seu voto por causa dos temas candentes sendo ali votados, de como Bauru irá conseguir pagar os empréstimos ora conseguidos, como será realizada as obras do que foi aprovado. Não querem nem saber se existe inconsistência nos textos enviados para aprovação. Isso são detalhes que, parece, não lhe dizem respeito. Estão ali para chutar o balde pra frente, sempre com o pé direito, o indicado pela alcaide", conclui.

Não existe como negar, a cidade perdeu muito com a atual composição de sua Câmara de Vereadores. Hoje, até dinheiro para distribuir pela aí, de acordo com o entendimento de cada um, ocorre e com isso, a festa é feita. Isso de vereador fiscalizar o Executivo e este, enviar para aprovação, no mínimo, algo palatável, é coisa do passado. Tudo superficial, banal e mesmo sem sentido, fora da lei, tudo é aprovado. E a toque de caixa. Guardião sente que, a situação ganhou contornos cada vez mais intrincados, com os tais elos de ligação e interesses quando os temas são levados para os vereadores decidirem. "Não existe mais preocupação de apresentar um projeto bem elaborado. Pode ser tudo feito num simples papela de pão, redigido numa mesa de bar - ops, digo de igreja neopentecostal -, pois existe uma só certeza, tudo será aprovado. Existe até a licensiosidade a permitir que discussões acaloradas ocorram, dando uma conotação de legalidade, de que tudo ocorre dentro dos parâmetros normais, porém, quando da votação o perfilamento é o dos tais 17 x 4. Desesperança absoluta. Em Bauru, tudo ocorre com o chute feito com o pé direito da alcaide e depois referendado pelos mesmos pés direitos da maioria dos vereadores. Chutar com os dois pés, como apregoa Fernanda Montenegro no comercial do chinelo é obra de ficção. Alguma dúvida? Esperar até o próximo pleito para tentar modificar e alterar o esquema é ver a cidade sendo destruída em todas suas instâncias".

OBS. : Guardião é obra do traço do genial artista Leandro Gonçalez, com pitacos escrevinhativos do mafuento HPA.

NA MARRA, NO PEITO, NA RAÇA, SABENDO SE IMPOR, OS 17 X 4 FORAM VENCIDOS E CONTRARIANDO DESEJO IMPOSTO PELA ALCAIDE, VOTAÇÃO FOI ADIADA
Última sessão do ano, segunda, 29/12, antes do recesso, extraordinária, convocada pela alcaide Suéllen Rosin, impondo aprovação imediata do reajuste IPTU. Como sempre, inconsistente, mal elaborada, fora das normais e a beneficiar seus interesses. Foi rejeitada e postergada para melhor apreciação e discussão em 2026.

"Nesta segunda-feira (29/12), a Câmara Municipal realizou, após convocação da prefeita Suéllen Rosim (PSD), a 10ª Sessão Extraordinária de 2025. Os vereadores da 34ª Legislatura se reuniram no Plenário “Benedito Moreira Pinto” para apreciar, em Primeira Discussão, três Projetos de Lei de iniciativa da chefe do Poder Executivo.
Única matéria aprovada, o PL n.º 108/2025 (dispõe sobre repasse de recursos para entidades) passou pela segunda rodada de votação na 11ª Sessão Extraordinária, ocorrida logo na sequência, e acabou aprovado.
Já a votação do PL n.º 94/2025, que trata de ajustes na base de cálculo de impostos municipais, foi adiada.
Leia a matéria completa no site do Poder Legislativo! (link na bio)
#camarabauru #baurusp #bauru #poderlegislativo #sessaoextraordinaria", site da Câmara.

Tivemos um ano inteiro marcado por processos enviados de forma vapt-vupt pela atual administração, toque de caixa, colocando vereadores na parede, "ou votam ou a cidade perde e vocês serão os responsáveis". Isso cola para incautos. Desta feita, a oposição, os tais lutando desbragadamente contra a imposição dos 17 x 4 (total de 21 vereadores eleitos), conseguiu postergar para abertura do próximo ano, fevereiro 2026, com projeto melhor elaborado e reconhecida consistência. A total subserviência precisa ter fim...

domingo, 28 de dezembro de 2025

CARTAS (251)


O QUE SOMOS, AFINAL?
Dias atrás, vendo um dileto amigo, Dirceu Mosquette Junior, hábil em manipulações pela tal da IA - que ainda não aprendi a navegar -, peço a ele para me fantasiar de bobo da corte. Ele já havia feito algo parecido com ele mesmo e como gostei do resultado, queria me ver com a vestimenta. Ele vasculha minhas fotos, encontra uma adequada e me envia o resultado final. Ficou aqui guardado até o presente momento, exatamente este, quando chegamos ao final do ano e depois de tantas rasteiras, trapaças e jogos de cana, artimanhas feitas antes na surdina, hoje nas nossas víceras, afrontando tudo e todos, creio que, se ainda não podemos ser assim declarados, estamos bem pertos.

Tudo o que temos visto acontecer nos costados dos interesses desta cidade, estado e país, feito pelos vendilhões ululando pela aí, é para termos virado essa mesa já faz tempo. Porém, ficamos cá só escrevinhando, como que pisando em ovos, querendo ainda ser educadinhos com quem nos apunhala desavergonhadamente. Aqui em Bauru, a coisa chegou a um tal nível, que um promotor aposentado, vereador de alguns mandatos, conservador de reconhecida cepa, porém não aceitando a pouca vergonha implantada como método lá na Câmara, clama para que o MP - Ministério Público -, citando nomes de vários procuradores, para que façam algo, pois lá pelos lados da Câmara nada será feito.

Chegamos ao ponto de clamar aos céus, pois não estamos conseguindo nos unir para dar uma basta na pouca vergonha vigente. Se um acontecimento hoje causa alarde, consternação, o que virá amanhã suplantará este e assim sucessivamente. Os tais dos 17 x 4 lá vigentes na Câmara precisam ter um fim. É o escracho, o mesmo que vemos vigente dentro da atual composição da Câmara dos Deputados e quiçá, quase tomando conta também do Senado. Os piores estão dominando a cena, com a caneta nas mãos para fazerem das suas e danarem com nossas vidas. Os interesses deles e os que aprovam não fazem nenhum bem para a coletividade e sim, para seus interesses, cada vez mais escusos. Esperar até a próxima eleição para tentar modificar tudo é tempo demais e o estrago será incomensurável.

A vestimenta de BOBO DA CORTE é a que mais se adequa não só a mim, mas para todos os que possuem vergonha na cara e estamos aqui patinando, deixando os desavergonhados tomarem conta da situação. O Judiciário já entrou em ação em vários lugares deste país, tentando reestabelecer algo com princípios elementares de funcionamento. Por aqui, creio eu, ainda falta aquele algo mais, o que fará isso tudo terminar dentro de um plantão policial. Tomara falte pouco, pois a cidade não aguenta mais, ou melhor, quando os de hoje se forem, será difícil administrar esta cidade, pois não restará pedra sobre pedra. Trabalhei na última administração de Tuga Angerami, 2005/2008 e vi como ele de desdobrou para em quatro anos conseguir recuperar Bauru. Foi um trabalho de Hércules. O de quem sucederá a atual administração será imensamente pior, pois pelo montante de dívidas sendo contraídas, uma atrás de outra, sem palnos de ação convincentes, nem se existisse ajuda dos céus, seria muito difícil. Ainda dá tempo, porém não será com essa atitude contemplativa atual que tudo virá a cabo e esclarecido. Os milhares de bobos da corte precisam ter mais coragem e tomar atitudes mais ousadas. Pelo que se observa, "eles" não são assim tão fortes. Nós é que estamos sendo fracos demais.

QUANDO NÃO ESTOU COM VONTADE DE ESCREVINHAR NADA, RECORRO PARA DILETOS AMIGOS, OS QUE CONTINUAM ESCREVINHANDO E ACOMPANHANDO OS ACONTECIMENTOS COM A DEVIDA ATENÇÃO
PREFEITA E LEGISLATIVO DÃO RISADA NA NOSSA CARA, DESAVERGONHADOS
Eles estarão ali como quem terá vencido uma disputa que nunca será travada diante da cidade. Compartilharão entre si uma cumplicidade silenciosa, própria de decisões que serão tomadas longe dos olhos públicos, com a tranquilidade de quem acreditará não ser chamado a responder pelos efeitos do que aprovará. No plenário, o ambiente será controlado, quase protocolar. Fora dele, a cidade assistirá, mais uma vez, ao próprio futuro ser decidido por meio de acordos construídos à margem do debate, da transparência e da participação pública.

Em Bauru, o ano político termina como começou: com pressa, atropelo e silêncio imposto. A prefeita Suéllen Rosim, amparada por uma maioria confortável na Câmara Municipal, decidiu mais uma vez empurrar decisões estruturais para os últimos dias do calendário, quando o debate público já está exaurido, a cidade desacelerada e a vigilância social enfraquecida. Não é coincidência. É método.

Sessões extraordinárias convocadas em série, projetos complexos tramitando em regime de urgência, votações encadeadas que praticamente eliminam o intervalo entre primeira e segunda discussão. Tudo isso forma um roteiro conhecido, repetido à exaustão ao longo de 2025. O resultado é previsível: concessões, reorganizações administrativas, alterações na Planta Genérica de Valores e autorizações para empréstimos passam sem o devido escrutínio público, embora impactem diretamente o orçamento do bauruense por muitos anos.

A Câmara, que deveria funcionar como espaço de contenção e fiscalização, opera como correia de transmissão do Executivo. A maioria governista não apenas aprova, mas aceita o cronograma imposto, mesmo quando isso significa votar temas sensíveis às vésperas do recesso, com vereadores ausentes, viagens em andamento e pouca possibilidade de participação da sociedade.

Esse cenário fica ainda mais simbólico quando se observa o comportamento da liderança do governo. Sandro Bussola, vereador experiente e líder da prefeita no Legislativo, reaparece nas redes sociais em viagem internacional, desta vez aos Estados Unidos, enquanto temas centrais para a cidade avançam em plenário. A imagem não é inédita. O nome do vereador já foi associado, em outros momentos, a deslocamentos e viagens custeadas por entes públicos, como a Cohab, episódios amplamente noticiados à época e nunca plenamente esclarecidos à população.

Bussola é relator da CEI da Sucata, uma das investigações mais sensíveis da atual legislatura, que apura denúncias envolvendo a venda irregular de materiais inservíveis da Emdurb. Ainda assim, deixou de participar de diligências importantes, como a visita técnica à própria empresa investigada. Não se trata de detalhe burocrático. Relator ausente é investigação fragilizada.

Enquanto isso, a oposição, minoritária mas atuante, tenta cumprir seu papel com os instrumentos disponíveis: discursos, requerimentos, embates em plenário e exposição pública. O episódio envolvendo a vereadora Estela Almagro, cujo vídeo viralizou ao ultrapassar a marca de um milhão de visualizações, é revelador. A repercussão não veio do acaso, mas da percepção social de que há algo profundamente errado na forma como a Câmara vem funcionando. Quando um vídeo de fiscalização vira fenômeno nas redes, não é espetáculo. É sintoma.

O que se desenha ao fim de 2025 é um Legislativo esvaziado de sua função essencial. Não por falta de vereadores, mas por excesso de alinhamento automático. A pressa constante, a urgência fabricada e a falta de transparência não são falhas pontuais. São a engrenagem de um modelo que prefere decidir rápido para não ser questionado.

Bauru entra em 2026 com compromissos financeiros assumidos, mudanças administrativas em curso e investigações inconclusas. Tudo isso decidido por uma Câmara que, na prática, abriu mão de exercer plenamente o papel que lhe foi conferido pelo voto popular. Não é uma crítica ideológica. É uma constatação institucional.

O risco não está apenas no conteúdo dos projetos aprovados, mas no precedente que se consolida. Quando o Executivo governa por urgência permanente e o Legislativo aceita, a democracia local se torna decorativa. E quando isso acontece, o custo nunca é abstrato. Ele aparece no IPTU, nos contratos, nas concessões, nos empréstimos e, sobretudo, na sensação crescente de que as decisões importantes são tomadas longe demais da população.

Encerrar o ano assim não é apenas uma escolha administrativa. É uma escolha política. E como toda escolha política, terá consequências.
FERNANDO REDONDO / Jornalismo Independente
Registro Profissional: 26.640/SP

sábado, 27 de dezembro de 2025

CENA BAURUENSE (273)

DUAS MULHERES ASSASSINADAS EM BAURU E MAIS CENAS DESTA INSÓLITA CIDADE

FEMINICÍDIO BAURUENSE
Foi nessa esquina, Maria C. de Arantes com São Gonçalo, bem do lado dos muros do Tiro de Guerra, que aconteceu hoje o mais recente feminicídio na cidade de Bauru. Uma moça residia numa kitinete com sua criança, tendo medida protetiva contra o ex-marido. Agredida constantemente, se recuperava da última, mudando constantemente sua residência, porém foi por este descoberta. Tiveram na esquina uma discussão, ouvida pelos vizinhos e foi ali executada, com um tiro certeiro. Ele, na sequência, foge com a criança. Eu, mana Helena e o filho Henrique, passávamos pela região, quando nos deparamos com a cena momentos após o ocorrido. O corpo estava no chão, a polícia ainda não havia chegado. Vizinhos estavam consternados, câmaras registraram a fuga e presenciamos a chegada dos primeiros policiais. Daí, em momentos uma grande caçada pela região, até com uso do helicóptero da corporação. Tudo muito rápido, girando com muita adrenalina em nossas cabeças e na de todos os presentes. O fato é que, nessa pacata esquina, ocorre mais um brutal ato de feminicídeo neste país. Todos brutais, banais e insanos, representando bem como somos no geral, um povo já somatizando essas barbaridades e atrocidades, como atos corriqueiros. O cara perseguia sua vítima, ela tinha a medida protetiva a seu favor, mas isso é pouco diante da mente desvirtuada, doente e criminosa de muitos homens, passando por cima de tudo para fazer vingar seu bestial instinto. A chuva do final do dia lavou todos os resquícios do local, mas não apagará da mente de quem presenciou a cena, o horror que precisamos encarar e reverter a todo custo. Mulheres não podem continuar sendo eliminadas desta vil forma. Barbaridades que nos mancham a todos e só se reveterá com uma ampla ação coletiva contrária e também elucidativa, denunciando e não deixando passar, não tratando como normais atos tão indignos da ação humana.

O JC ASSIM NOTICIOU O FATO: https://sampi.net.br/.../mesmo-sob-medida-protetiva...

PEQUENA AGRICULTORA, DONA DAGMAR FOI ASSASSINADA E ROUBADA EM BAURU
https://sampi.net.br/.../idosa-desaparece-em-bauru...
No meio da tarde desta sexta, 26/12, recebo um pedido de dileta amiga: "Por favor, se puder compartilhar com teus contatos, ficarei agradecida". Era algo sobre o desaparecimento de Dona Dagmar. Vinha desta forma: "Por favor ajudem a divulgar, Dagmar era moradora do bairro Rio Verde, próximo ao aeroporto Bauru-Arealva. Vendia ovos orgânicos na feira da pracinha na frente da Assenag". Preocupava todos seus conhecidos, pois morava só no sítio e há alguns dias estava sem dar notícia. Por fim, elas vieram e da pior foma possível.

A citada amiga, ainda no meio da tarde me envia emovionado recado, antes de minha publicação: "Não divulga não, acabaram de achar o corpo de minha amiga. Não precisa mais, obrigada, viu!". Pergunto sobre o que houve, ela me conta: "Eu ainda não sei como ela foi morta, mas ela foi achada na propriedade mesmo. Não tenho informações e nem tenho informações de quem possa ter os telefones de ninguém da família dela. São todos de Santa Catarina, ela ficou viúva ano passado, morava sózinha, mas tinha o casal de caseiros. Era uma pessoa que viveu para o trabalho. Eu a conheci no curso de Turismo Rural, fizemos juntas. Tinha uma granja de ovos e leite orgânicos. Muita gente conhece a Dagmar da feira ali na Fuas de Matos Sabino".

Pela notícia apurada pelo JC, ela foi assassinada pelos casal de caseiros, numa ação envolvendo até com a venda de seu veículo. Ou seja, no mundo atual, morar só num sítio, isolado no mato se torna algo perigoso. Até na busca de caseiros, isso se torna algo preocupante. E assim se foi dona Dagmar, a catarinense Dagmar Grimm Streger, idosa de 76 anos, viúva, que gostava de produzir algo orgânico, tocar a vida de forma simples, ter um pedaço de terra pra chamar de seu e teve a vida interrompida bruscamente. Trata-se da segunda mulher assassinada brutalmente na semana.

E A CONTINUAÇÃO DAS CENAS MOVENDO ESTE HPA EM BAURU
01. Publicado em 01/11/2025: Sabe aqueles dias em que você sai para almoçar com amigos, escolhe uma padaria com comida pra servir, lá nas beiradas do Camélias e numa das mesas, um vozerião se alevanta, tomando conta de todo o lugar. Quando pensava em reclamar para a gerência - brincadeirinha, adoro barulho de outras mesas -, eis que o vozeirão se torna conhecido, daí o congraçamento de muitas mesas ao redor e tudo vira um festim daqueles, onde a prosa é mais importante do que o que ali nos trouxe, a comida. Na mesa dos falantes, tudo capitaneado pela comunicadora Tania Guerra e a cantante Martynha Ferraz, fazendo e promovendo a alegria para quem se predispôs a sair pra almoçar fora no sábado e escolheu a tal da padaria como seu reduto. Melhor impossível, ou seja, em Bauru, querendo a gente encontra, garimpando e vasculhando vielas, ruas e adjacências, lugares de inolvidável valor. Eis um deste. Virei freguês de carteirinha.

02. Publicado em 05/11/2025: Na reforma da residência na Otávio Pinheiro Brisolla, a preocupação do morador quando da retirada de árvores. Ah, se todos agissem assim, mas se nem mesmo a Prefeitura respeita regras básicas para o corte, imagina os moradores. O exemplo deveria vir de quem aplica a lei.

03. Publicado em 06/11/2025: Impossível - pelo menos para mim - passar indiferente diante do prédio abrigando o Bradesco, ali na Ezequiel Ramos com Agenor Meira, local onde trabalhei por algumas décadas. Quando olho para aquele segundo andar, antes local de sua Diretoria Regional, sei que hoje está quase deserto e é o mesmo sentimento de quando aporto em Bariri, ali na praça o mesmo banco, quarenta anos atrás com 40 funcionários na agência e hoje, se tiver, cinco no máximo. Sim, os tempos são outros, muitos dos empregos de antanho se evaporaram, não num piscar de olhos, mas não mais existem. Substituído pelo que mesmo? O que foi ser bancário décadas atrás e o que é ser hoje, até no pandemônio delicioso que via o Sindicato dos Bancários, tempo dos Lagos, promover nas esquinas do centro, até lacrando portas com cadeados - inclusive no Bradescão, tão reticente e duro com a luta dos trabalhadores -, enfim, passo diante do prédio e sei ter participado de uma época que não volta mais.

04. Publicado em 08/11/2025: Hoje na rua Alberto Segalla, ali defronte o Bauru Shopping, algo cada vez mais difícil de encontrar nas ruas brasileiras. Quando todos os veículos estão mais ou menos padronizados, tornando as nossas ruas com pouca cor, se deparar com um fora do padrão, numa cor destoando de todas as demais é algo pra se comemorar, soltar rojão e querer conhecer seu proprietário. Enfim, ter um carro com uma cor diferente deste besta padrão de branco e cinza é como você se deparar com um Garrincha no meio deste mundo de pernas de pau.

05. Publicado em 10/11/2025: Na quadra da rua São Gonçalo, aquela bem detrás do Confiança Nações, ao lado da igreja Santa Rita e pertinho da Avenida Duque de Caxias, tinha até bem pouco tempo um bar, daqueles bem simples, mas delicioso para se sentar no final da tarde, numa mesa sob a sombra da calçada e ali desfrutar de uma cervejinha gelada. Ou mesmo, para aqueles que não gostam muito de fazer compras, tomar uma enquanto a cara metade percorre os corredores do mercado. Isso não será mais possível, pois o imóvel onde se encontrava está já em plena demolição, sendo que quem passar por lá amanhã, talvez não encontre mais nenhum resquício daquele aprazível lugar.

06. Publicado em 11/11/2025: "Com a onda de adesivos "Leia a Bíblia" fixados na parte traseira de carros deflagrada por neopentecostais em Bauru, apareceu um veículo com adesivo diferenciado", com essa legenda o jornalista Aurélio Fernandes Alonso divulga a boa nova que viu circulando pelas ruas de Bauru no necessário contraponto que se fazia até então.

07. Publicado em 12/11/2025: O primeiro destes núcleos habitacionais foi o Redentor, nos anos 70. Estava nas rebarbas da cidade, muito afastado do centro nevrálgico bauruense. Depois vieram o Mary Dota e por fim, dois considerados pontas de vila, o Rasi e o Gasparini e até a vila São Paulo. Neste momento desponta o Loteamento Bauru Azevedo, com essas fotos de sua principal avenida, a Washington Vianna, já bem perto das imediações do aeroporto Moussa Tobias. Ressalto, reafirmo e deixo registrado, essa grandiosidade de expansão territorial só é possivel graças a ação direta do Governo Federal.

08. Publicado em 16/11/2025: Na noite do último sábado, 15/11, no palco do Teatro Municipal de Bauru, todos os homenageados pela anual premiação do Luiza Mahin, evento maior do mais ativo conselho municipal de Bauru, o da Comunidade Negra, agora capitaneado pela jornalista Camila Fernandes. A cada ano, em evidência, muitos dos que estiveram na lida e luta em prol da decência humana por estas plagas.

09. Publicado em 17/11/2025: O recado do Neto pra Isa, na parede da rua Joaquim da Silva Martha, quadra junto do supermercado Pão de Açucar está em inglês e traduzido é "tantos lugares para você ir e você insiste em continuar na minha mente". Só depois fui entender tratar-se de frase de uma canção do Alok, que não conheço quase nada, mas curti, pois isso de explicitar amor é sempre uma delícia.

10. Publicado em 19/11/2025: Essas são as duas portas fechadas que mais envergonham essa cidade. São as do Museu Ferroviário, lacrada desde que, Suéllen Rosin assumiu a Prefeitura de Bauru. Antes orgulho desta cidade, cujo progresso se deve à ferrovia e ferroviários, hoje mantém quadro funcionários atuando internamente, sem mover os devidos esforços para ver os museus abertos ao público. Assim como alcaide foi responsabilizada pelas obras nunca concluídas do estádio Olímpico Milagrão, precisa o ser por manter dois museus fechados, numa vergonha sem nenhum precedente na história bauruense.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

RELATOS PORTENHOS /LATINOS (153)


TOMARA MALU NÃO TENHA MESMO RAZÃO – PITACO NATALINO DO MAFUENTO HPA
Não se fala em outra coisa nesta semana natalina. O imbróglio lá com a Havaianas já é coisa do passado, assim como os quase 500 mil reais encontrados no apartamento do deputado neopentecostal Sóstenes Cavalcanti. No Brasil, já se sabe, sempre foi assim. Uma coisa escabrosa encobre outra e assim sucessivamente. A bola da vez é essa tal de MALU GASPAR, jornalista da TV Globo, denunciando que o ministro do STF, o que está segurando o avanço da direita no braço, Alexandre de Moraes estaria fazendo um lobby a favor do banco Master, do criminoso já solto Daniel Vorcaro, que sabe-se, pagou uma fortuna incalculável para o escritório de advocacia onde atua a esposa do ministro.

Malu produziu uma série de denúncias contra o Xandão, envolvendo até o presidente do Banco Central, o insonso Galípolo, sobre reuniões entre ambos para amenizar a situação do banco com as garras da lei. O fato concreto é que, o banco tem este contrato com o escritório onde atua a mulher do ministro. Eu cá do meu canto, acho isso muito estranho e torço muito, mas muito mesmo para que, o Xandão continue atuando dentro das quatro linhas da legislação brasileira, ou seja, dando exemplo de atuação e conduta.

Levo em consideração que, Malu faz acusações muito sérias e se baseia em supostas conversas coletadas junto a pelo menos seis fontes. Ninguém quer que ela abra os nomes dessas fontes, pois dentro do bom exercício do Jornalismo, fonte é segredo de estado. Quem tem preserva. Neste caso, como trata-se de grave acusação, ela precisa no mínimo, dar uma garantia de que, não está fazendo neste momento o jogo da TV Globo, que odeia Bolsonaro, mas como defensora da thurma da Faria Lima, quer ver Lula longe da reeleição. A TV Globo sabe-se acoberta Sergio Moro e nada fala dele estar diante de um inquestionável paredão. Age como nada lhe acontecesse, finge-se de morta. Acoberta Moro e pelo visto, faz um jogo sórdido para impedir que Lula ganhe as próximas eleições.

Isto tudo faz parte da trama sendo urdida e concatenada neste exato momento. Tudo são peças deste intrincado tabuleiro. E onde se encontra essa tal de Malu? Eu confesso abertamente gostar muito de outra Malu, a atriz, de sobrenome Nader, linda e excelente no seu ofício. De outra Malu, recordação de livro lido, autoria de Marcelo Rubens Paiva, o Malu de Bicicleta, que depois virou filme lá pelos idos de 2003. Que boa leitura, de uma ciclista carioca e um conquistador paulistano. Infelizmente, neste caso ora tratado, a tal Malu está no epicentro de algo mais que rocambolesco.

Se a denúncia da Malu se confirmar, teremos dias de intenso conflito pela frente. Se não se confirmar, o que espero, ela ficará acuada e sem provas para suas denúncias, cairá no descrédito e será até alvo de processo. Xandão vinha tão bem, incisivo e comandando a resistência contra o avanço do fascismo no país. Sim, ele representa hoje essa pessoa poderosa, corajosa e fiel seguidor da lei. Tem enquadrado os golpistas todos com altivez. Louvo isso a cada instante. Causou surpresa ver o nome de sua esposa junto do escritório com um valor altíssimo do Master. Ter ciência de que isto não alterou sua conduta é, no mínimo, tranquilizar o país.

Até o momento ele não pisou no tomate. Malu, funcionária de quem é, fica até segunda ordem sob suspeita. A TV Globo, como se sabe, não dá ponto sem nó. Seus interesses nunca foram os mesmos de governos populares, como o de Lula. A propaganda favorável, sem contestação ao Agro, Moro e a Faria Lima a fazem estar constantemente sob suspeita. Eles buscarem uma jornalista para, mesmo sem provas, causar problemas no percurso do final do governo Lula não seria novidade. Coloco tudo isso na balança, leio, vejo e ouço tudo o que encontro pela frente. Como fiel defensor deste país liberto das amarras neoliberais e do atual neocolonialismo, me posiciono ao lado de tantos renomados jornalistas, vendo no ato desta Malu, algo inconsistente. Os próximos dias serão vividos intensamente. Cruzo os dedos e acredito, o Xandão não nos decepcionará, assim como a TV Globo, novamente estará expondo seu lado mais vil. Com essa expectativa, sigo atento, alerta ligado. Dinheiro a gente sabe, produz cócegas, ainda mais nesta quantidade.

OU COMPROVA, OU ESTÁ PROVADO, INVENTOU TUDO
É complicada, mas não é irreversível, a situação da jornalista Malu Gaspar. É complicada porque a jornalista informou que Alexandre de Moraes se encontrou com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para fazer lobby em favor do Banco Master. Mas não tem provas, e Moraes e Galípolo já disseram que não é nada disso. É uma denúncia grave, que saiu em notinha da coluna da jornalista do Globo e foi reproduzida por Folha e Estadão. Seria mais um foguetinho com mais uma intriga, se não mexesse com o mais poderoso ministro do Supremo.

Malu Gaspar deu detalhes na sua coluna. Moraes procurou o presidente do BC “pelo menos quatro vezes para fazer pressão em favor do Banco Master”. E acrescentou: “Ao menos três dos contatos foram por telefone, mas pelo menos uma vez Moraes se encontrou presencialmente com Galípolo para conversar sobre os problemas do banco de Daniel Vorcaro”.

Malu credita as informações, com essas imprecisões de pelo menos e ao menos, a seis fontes diferentes. Os detalhes, como recomendam os manuais do jornalismo, estão presentes para dar verossimilhança ao que é contado. E o detalhe mais importante é o que cita seis fontes. Uma, duas, três, quatro, cinco, seis fontes. Sem nomes. Não é pouca coisa para uma informação em off, em que os informantes não aparecem. Não é pouca coisa tratando-se de Alexandre de Moraes e do caso Master.

Malu Gaspar precisa revelar suas fontes? Não. Fontes são protegidas, mesmo sem identificação, ou o jornalismo investigativo não existiria. Mas ela precisa tomar algumas providências, a partir da nota de Moraes e do Banco Central que desmentem o que ela escreveu. Precisa buscar provas.

As notas, emitidas hoje, dizem que o ministro tratou nas conversas com Galípolo das sanções que sofria pela Lei Magnitsky de Trump. Malu precisa muito mais do que dar coerência ao que informou, com acréscimo de detalhes que mostrem o encadeamento dos fatos, horários e detalhes das falas. Precisa provar. Como conseguir as provas? Com as suas fontes ou com novas fontes. São seis fontes. Uma delas, segundo a jornalista, teria ouvido a história do lobby de Moraes do próprio ministro.

Malu Gaspar viu, no julgamento dos golpistas, como Moraes lidou com as informações que desvendaram o golpe. Uma informação levava a outra, um personagem tinha conexão com outros, por fatos, falas, registros no celular, documentos. Toda a estrutura e os mecanismos do golpe têm evidências que levaram às provas. É assim que funciona. Malu Gaspar terá que procurar as fontes, ou pedir a seus jornalistas que as procurem, para saber quem se dispõe a falar. E quem falar, assegurando que ouviu dizer que Moraes fez lobby pelo banco, terá que levar a Malu as provas. Algumas dessas fontes teriam ouvido gente de dentro do BC.
Não tem outro jeito. O episódio oferece ao jornalismo, e à colunista da Globo em particular, a chance de provar que Moraes era lobista. Mas a situação atual é esta: sem provas, nada feito.
Moisés Mendes

SER PERONISTA, LULISTA, CHAVISTA, GUEVARISTA, OU SEJA, LUTANDO SEMPRE CONTRA AS INJUSTIÇAS SOCIAIS
Eu, como sabem, ouço diariamente o jornalista uruguaio, radicado há décadas na Argentina, no seu diário programa de rádio, o La Mañana, pelas ondas da 750AM portenha. Não existe algo similar no Brasil. Hoje o ouço na defesa do que ainda resta de salutar no PERONISMO. Compartilho sua brilhante fala, pois ela traduz muito do sentimento que também nutro em relação ao sentimento popular de quem os defende de fato.

Num momento onde a maioria da população está jogada as traças, ignorada nos seus direitos e tendo que aceitar as condições retrógradas impostas por governos neoliberais, tolhendo direitos e até mesmo a garantia do salário, ver gente atuando na defesa dos trabalhadores é para, não só se posicionar junto deles, mas também apludir e incetivar. Fiz isso com Fidel, com Che, com Chávez, com Allende e depois com Lula, Nestor e Cristina Kirchner, Pepe Mujica, Petro e Claudia Sheinbaum.

Evidentemente, muitos usaram o nome da esquerda e mesmo do peronismo, fingindo defender os interesses populares, mas agindo ao contrário. Traidores existem em toda parte e, infelizmente, aos borbotões. Eu sempre soube identificar o joio do trigo. Evidente que, um Carlos Menén, também peronista, pertencia a uma ala não só divisionista como traidora. A Revolução Sandinista da Nicarágua foi por mim defendida com unhas e dentes, mas impossível querer apoiar no que se transformou o Daniel Ortega. Muitos chegaram ao poder e decepcionaram, como agora no encerramento do ciclo chileno. Evo foi grande na Bolívia, já quem veio depois decepcionou e hoje o país volta aos braços da direita predatória.

O peronismo que defendo é o mesmo que Victor Hugo o faz através de sua fala. São ideais inquebrantáveis de lida e luta, de quem realmente faz e quer ver o povo no comando da situação, impondo a sua questão e vergando a dos interesses da minoria privilegiada e opressora. Lula pode não fazer um governo plenamento de esquerda, mas diante da direita hoje predominante nos legislativos, faz muito. Luto por algo mais avançado, mas sei que, diante das circunstâncias, Lula faz muito, assim como Nestor fez, Cristina quer voltar a fazer, se não fosse impedida. Quando forças investem contra estes clamando pelos direitos dos trabalhadores, continuo ao lado destes, exatamente com vejo Victo Hugo fazer diariamente pelas ondas da rádio argentina. Ouço, indico e acho ele um baluarte, algo que, ainda não temos com o mesmo nível e alcançando o país num todo.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

CENA BAURUENSE (272)

EU VOU TIRANDO FOTOS DA CIDADE E DEPOIS AS PUBLICO COM AS DEVIDAS EXPLICAÇÕES
01 - Publicado em 16/10/2025: Mundo afora, quitandas existem aos borbotões, mas no Brasil, algo assim específico não são muitas. E em todas, a lindeza da exposição das cores das frutas e verduras, todas esbanjando aquele peculiar cheiro de comida fresca na calçada, esbarrando em quem por ali passe, como nessa, na esquina das ruas Padre João com Araújo Leite, local onde no passado funcionou por décadas um bar/merceria histórico, o Canella.

02 - Publicado em18/10/2025: Antes uma residência, décadas atrás ali morou minha madrinha Santa e muito tempo depois, a famosa loja Elo Musical, fundada em 1986 no jd Bela Vista, da família do seu Elias, que comigo vendemos Kenko Patto. Desde 1995 na avenida Duque de Caxias, portanto 30 anos neste endereço e desde meses atrás, essa placa comunicando o novo momento: ALUGA.

03 - Publicado em 19/10/2025: Uma pequena banca de lata na rua Antonio Alves, defronte estacionamento, quase esquina com a Duque de Caxias e nela embutido inesquecíveis lembranças, de quando ali atuavam o casal Leoni, ambos aposentados, ele açougueiro, ela telegrafista, dando uma conotação e a certeza de que, em cada parada, dali brotaria altos papos, infindáveis conversações. Hoje, a banca persiste no local, como amostragem de tudo o que através dela já foi um dia possibilitado.

04 - Publicado em 20/10/2025: No hall de entrada do prédio de direção da FAAC Unesp Bauru, um painel reverencia a saudade deixada pela ida de Neguinha e faz citação a lugar icônico e antológico do campus, o bar do Ubaiano.

05 - Publicado em 21/10/2025: Qualquer sessão da Câmara de Vereadores, como na desta semana, necessitando de forte aparato policial, deixa claro estar sendo ali travada luta contra os interesses populares, daí os que apunhalam estes interesses, precisam de "proteção", pois do contrário o povo os impediriam de fazer o que fazem.

06 - Publicado em 22/10/2025: Inevitável, como neste dia, quando me deparo com mais uma bandeira brasileira exposta, aqui sob um carro estacionado na rua Virgilio Malta, a pergunta que não quer calar: Trata-se de patriotismo ou bolsonarismo?

07 - Publicado em 23/10/2025: Passando regularmente pelas esquinas da Julio Maringoni com a Saint Martin, algo me intrigava, dos motivos daquela inscrição em inglês na parede. Só ontem, quando parei para fotografar, constatei ser de uma escola de idiomas e assim sendo, justificável, porém, assim como eu, quantos passam e sabendo pouco da língua inglesa - nem conhecemos de fato a portuguesa - , ficam sem saber traduzir e seguem seus caminhos querendo decifrar a charada. Enigma "Estamos na Esquina!" é um convite a ser decifrado.

08 - Publicado em 24/10/2025: Esquina das ruas Araújo Leite com Capitão João Antonio, poucas quadras baixo da Duque de Caxias e lá uma casa, toda atijolada, que sempre muito me impressionou e agora, o amigo Nei Silva Lopes, me informa, "acho que venderam e vão demolir". Passo por lá e a vejo destelhada, fotografo e já sinto saudade de sua imponência no local, logo sendo substituído por algo dito moderno e mais prático, usual e dentro dos requisitos exigidos pelos novos tempos.

09 - Publicado em 25/10/2025: Para surpresa geral de toda comunidade do distrito rural de Tibiriçá, distante 12km de Bauru, de uma hora para outra, acordaram dias destes com as portas fechadas do supermercado Energia, do Tiago, que por tantos anos ali atuou na esquina da praça principal, sem que nada por ele fosse comunicado. Simplesmente arriou as portas e desapareceu. Das noícias circulando, dizem estar reabrindo portas na vizinha Avaí, porém aos clientes de tantos anos em Tibiriçá, nem um adeus, até breve ou simplesmente tchau.

10 - Publicado em 26/10/2025: Se me pedirem uma só foto para demonstrar como essa atual administração municipal, a da IncomPrefeita Suéllen Rosin toca a cidade e, consequentemente, as obras públicas sob sua responsabilidade, nesta foto do Mauro Landolfi, tudo concentrado num só click. O Calçadão da Batista, nessa obra, pífia, pequena, mas que nunca termina, mais que uma fratura exposta no meio da cidade, demonstrando da incapacidade de gerir, de fazer, de concluir e de tocar algo sério. O descalabro suellista tem essa cara e identidade.

11 - Publicado em 27/10/2025: A esquina da Nações, boca de entrada e saída da Baixada do Silvino foi colocada abaixo. No local, muito tempo atrás um posto de combustível e na parte superior, dentre tantas coisas, um pequeno hotel. Hoje, terrão e futuramente, algo mais do supermercado Confiança Rodoviária. Do outro lado, rua Araújo Leite/Alves Seabra, resta ainda o Cemitério dos Azulejos, mas como o próprio nome já diz, em breve será também devidamente enterrado/soterrado. Posso até discordar, mas não existe como segurar a ação do que virá pela frente, inexorável e irremediável. Bauru nasceu nessas imediações e agora, restam as últimas lembranças do outro lado da rua Alves Seabra.

12 - Publicado em 28/10/2025: Quem adentra o pátio da TV Diário Brasil, altos do jardim Ipiranga/Ouro Verde, dá de cara com essa antiga máquina de bombear combustível.

13 - Publicado em 29/10/2025: Estava preocupado, pois ali no trevo rotatória ligando a Nações Unidas com a Luiz Edmundo Carrijo Coube, junto da SORRI, havia até dias atrás um pequeno comerciante, vendendo frutas e legumes, com sua barraca encostada num paredão. Primeiro despontou uma farmácia na esquina, depois com a quase conclusão de uma loja de biscoitos, quando estão lajotando o espaço onde ele se encontrava, ele perdeu o mesmo. Daí, para onde iria? Passo por lá no final da tarde e o vejo, ocupando um outro espaço, agora ainda junto ao largo, espaço vazio, do outro lado da rua, defronte a farmácia, boca de entrada do Geisel e fico feliz, por ter conseguido encontrar lugar para continuar com seu pequeno negócio. Viva o pequeno e aguerrido comerciante!

14 - Publicado em 31/10/2025: O restaurante/boate do João, lá nos altos da rua Antonio Alves fechou as portas. Em seu lugar vai surgir algo novo, daí tudo foi colocado abaixo, restando somente um imenso painel com foto, agora exposta pra rua.