Do curso de História, a grata lembrança são das aulas das duas mestras e depois, um seleto grupo se dirigindo para o Bar do Lori, quatro quadras fora do perímetro da USC, onde discutíamos os destinos do mundo, até o momento em que, o dono do estabelecimento nos colocava pra fora, pois já havia havia passado da hora dele dormir. Tudo o que consegui compreender deste treco denominado DIALÉTICA devo graças a essa, hoje senhora de cabelos brancos, já com 80 e lá vai fumaça nos costados. Eu deveria ir lá hoje no evento pra tirar satisfação, enfim, ela foi, guardadas as devidas proporções, uma das tais pedras que encontramos pelo caminho. Essa, no bom sentido, me conduziu para conseguir entender e decifrar as maledicências e malversações pelas quais podíamos nos enroscar. Não fosse mestras como elas, hoje poderia estar adorando um destes mitos desconjuntados e adorando pneus, clamando aos OVNIs para baixarem aqui e até acreditando na tal da Terra Plana.
Fui salvo. O professor Adalberto Retto Jr, da Arquitetura da Unesp, hoje é mais que um protetor da velha mestra. Ele, diante de tudo o que recebeu de ensinamentos lá atrás, soube não só reconhecer, como juntar pessoas queridas, todos de um considerável quilate de luta e resistências, colocá-los numa sala na universidade - com nome de outra do mesmo quilate, Adriana Chaves - e deitar bocadinho de falação, boas lembranças e comparações de como agiu e soube proporcionar a muitos dos presentes, a grandeza do mundo que ajudou a descortinar. Eu posso assim ser considerado, o de ter sido transformado por aulas como as dela. O professor Clodoaldo Meneghello Cardoso disse quando com a palavra: "Aprendi muito contigo, não só com as palavras, mas com teu silêncio".O que ela tinha embutido dentro de como professava suas aulas ficou expresso na forma de gratidão e reconhecimento, nesta singela, justa e necessária homenagem. Ela proporcionou a todos essa gratidão efetiva de uma vida inteira.
Fiz questão de comparecer, rever muita gente querida, colocar conversas em dia, tomar conhecimento de como muitos se encontram hoje na fila do pão, ou seja, como se dá a continuidade daquilo tudo. Eu, falo por mim, sigo na lida e luta, a de uma vida inteira, pois continuo acreditando naquilo aprendido lá atrás nos bancos escolares, o de continuar enquanto for vivo aprendendo e desaprendendo muitas coisas. Foi revigorante rever aqueles cabelinhos brancos e me recordar de como ela nos denominava nas prolongadas explicações, com aquela calma e fleuma que sempre foi uma de suas características principais: "gatinhos e gatinhas". Da sala da homenagem fomos alguns continuar a prosa na sala dos Direitos Humanos, ali pertinho e a prosa advinda tomou rumos de que, se deixassem, iríamos prolongar tudo ad eternum. Deu para notar que, muitos ainda estão com gás suficiente para continuar pela aí, mangas arregaçadas e esgrimando bravamente contra essa corja de vendilhões nos arrodeando. Salete nos revigora para continuar a contenda.
A HOMENAGEM
Na edição virtual do Jornal da Cidade - Bauru SP, edição de 17/12/2025, a reprodução da fala/homenagem do professor Adalberto Retto, lido durante sessão de homenagem na Coingregação da Unesp. O texto é longo, merece ser lido e daí, reproduzo o link com a indicação de sua leitura:
https://sampi.net.br/bauru/noticias/2949555/articulistas/2025/12/homenagem-a-professora-salete-alberti
IMPERDÍVEL
É HOJE E AMANHÃ, 20H, TEATRO MUNICIPAL DE BAURU, ENTRADA GRATUITA
Estréia de "Harém das Ausências" novo espetáculo da Cia Estável de Dança, direção de Sivaldo Camargo e coregrafia do carioca Wallace Guimarães Costa.
A melhor e mais aguardada estreia em Bauru, dentro do universo do que a dança nos possibilita.
Superação num espetáculo onde a Cia Estável de Dança faz uma demonstração de toda sua competência artística.
E para quem perdeu, tudo gratuito, quarta, 17/12, 20h, a repetição. Depois só em 2026. Não percam...
Dica do HPA
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Dica do HPA











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