sábado, 21 de fevereiro de 2026
O MATERIAL BÁSICO, DIRIA, ELEMENTAR, LEVADO PARA O HOSPITAL, QUANDO DA INTERNAÇÃO DE ANINHA
Ontem pela manhã, como já noticiado, Ana Bia baixou no Hospital da Unimed para uma cirurgia de varizes. Eu, na condição de marido, fui o acompanhante em toda a saga. Das 6h da manhã, quando lá chegamos, até a liberação na condição de "alta", por volta das 21h30, lá estive. Das 7 às 13h estive apartado dela e acompanhando tudo numa sala de espera. Para não roer as unhas, olho para os lados e todos na mesma condição com seus celulares à mão e vasculhando suas redes sociais. Eu também o fiz, confesso, masd em menor escala. Preferi antes e ciente de que, passaria horas ali confinado, nervoso querendo saber de como se dava a contenda, passei domingo passado na Banca do Carioca, lá na feira do Rolo e no Sebo do Bau, do também amigo Roberto, me municiei de baratíssimas aquisições, lotei meu enbornal e fiquei a ler. Li junto duas edições atrasadas da revista Carta Capital, muito palatável nestes bicudos tempos, onde a maioria das publicações já claudicaram.
Ela lá sangrando na sala de cirurgia e eu tentando desviar a atenção. Terminei a leitura da bela biografia deste conturbado cidadão do mundo jornalístico, dominando o cenário da então Capital da República, o Rio de Janeiro, Antonio Maria, num perfil para distrair qualquer cidadão na minha situação: "Um homem chamado Martia", escrito por Joaquim Ferreira dos Santos". Terminado o livro, devoro as revistas. Sou chamado ao microfone, Ana vai para o quarto e lá ficamos juntos até o momento da alta. Não deu outra, quase devoro outro livro, o "As armas e os barões - Trilogia do Espanto", uma biografia do Flávio Moreira da Costa, quando aos 25 anos, perambulando pela Europa, após as decepções vivenciadas aqui no Brasil, período nefasto da ditadura militar, passou fome no interior da Grécia e alhures.
Faltou pouco para terminar e o faço neste sábado, com Ana já reinstalada em sua residência, sob os meus cuidados domésticos e médicos assistenciais. Devo terminar este e começar outros tantos. O duro é que, aqui em casa a oferta é maior e assim sendo, a dúvida que sou acometido é em qual devo enfurnar leitura, nas brechas e intervalos dos tantos chamados dela, atendidos todos prontamente. O gosto é ir conciliando, atendimento com leitura e assim devo permanecer, fazendo o que gosto, neste final de semana dos mais auspiciosos. "Eu não quero outra vida pescando no rio de Jereré, lá tem peixe bom, tem...", cantava o prosador popular e vou na dele.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário