terça-feira, 24 de fevereiro de 2026


ZANIN VOLTOU, ANA BIA FEZ ANOS E O HPA PRESENCIOU O FELIZ REENCONTRO
Isso vale uma bela e longa história. Duas valentes mulheres, uma chegando na casa da outra, depois de longa viagem, tudo para comemorar seu aniversário. Escrevo das duas.
Maria Cristina Zanin Sant'Anna é dessas abnegadas advogadas, das pessoas que, diante de tudo o que se vê acontecendo no mundo de hoje, distorções em cima de distorções, coloco sem nenhum problema a mão no fogo. Ela é muito mais do que se pode considerar como "gente fina". A conheço de militância verdadeira, não só pela causa da Justiça plena como na defesa dos Direitos Humanos. Zanin é lutadora das boas causas e amiga de longa data. Estava em viagem, problemas de saúde com o irmão, indo e vindo para Bauru e ao chegar, me liga e queria ver Ana Bia, essa recém saída de recente cirurgia de varizes.
É o tipo de sensibilidade a diferenciar as pessoas neste atribulado e confuso mundo onde vivemos. Zanin é assim e é exatmente por isso, que eu e Ana Bia, a aniversariante do dia, a admiramos, somos amigos e confiamos em tudo que faz. Encontro com ela num café, conversamos sobre essas tantas questões hoje nos atormentando e da intensa luta, essa ainda começando a ser travada, sobre a permanência deste país dentro do salutar Estado Democrático de Direito. Evidentemente, eu e todos os que ainda respeito e sigo junto na caminhada desta vida, temos por princípio nos esgrimar frontalmente contra o fascismo e essa ultrajante ultra-direita, capitaneada pelo bolsonarismo. Zanin é uma eterna militante desta causa e além de tudo, uma ótima advogada, dessas que, sempre que posso e a vejo por perto, faço questão de repetir, "nada como ter a salutar companhia de uma excelente causídica por perto". Sempre que ajo assim, ela ri e seguimos em frente, enfim, a luta de uma vida inteira, precisa muito de bons ao nosso lado.
E daí, a levo em casa e festejamos, desta forma, ao noso modo, mais um aniversário da companheira de todas as horas, Ana Bia. Uma gostosura chegar em casa de surpresa, com um bolo, doces e salgados debaixo do braço, montarmos uma mesa simples num canto da sala e ali, com uma velha vela, fazermos a festa. Foi o modo como encontrei para comemorar mais uma passagem de ano de Ana Bia. Comemos e brindamos com taças de vinho do Porto - só Ana não bebeu, por causa da convalecença da cirurgia -, mas rimos pra dedéu, trocamos confidências e relembramos boas histórias, dessas a mover sempre para frente nossas vidas.
Enfim, tenho certeza, Ana ficou feliz com a surpresa e Zanin, nos presenteou com sua presença, algo que sempre nos dignifica cada vez mais. Eu a tenho como uma das mais sinceras amizades, dessas que, me enchem de orgulho. Eu tenho esse orgulho comigo, carrego isso como algo inerente ao posiconamento e escolhas que fiz ao longo de minha vida, o de manter ao meu lado gente brava, disposta a colocar a cara a tapa por causa dessa causa, que nada mais é do que ver o Brasil continuar trilhando caminhos altaneiros. Somos de briga, não nos vergamos, nada mais nos amedronta, pois já vimos quase de tudo nesta vida e mesmo, diante de algumas decepções - umas certas, outras ainda surpreendendo -, não temos escolha e assim sendo, continuamos na incessante busca de outro mundo possível, bem mais palatável do que o atual, onde Trumps, Bolsonaros, Rosins, Tarcísios, Mileis, Pontes, Moros não nos vergarão. Antes tivemos Malufs, Collors, Figueiredos, Médices e outros quetais. Ou seja, a luta continua. Feliz aniversário, querida Ana Bia e vida longa para nossa causídica, Cristina Zanin, mulheres de fibra.

A FESTA QUE FAÇO AO REENCONTRAR PESSOAS QUERIDAS - ZANELLO É O CARA
Zanello é um velho bardo destas plagas. Eu sempre gostei demais da conta de escrevinhar, passar para o papel histórias de gente como ele. Mais simples que ele impossível. É um fotógrafo, no que essa profissão tem de mais sublime. Depois do advento do celular, este bravo cidadão teve que se reiventar para continuar conseguindo tirar fotos pela aí. Fez e aconteceu até quando deu. Já contei algumas de sua peripécias em antigos escritos. Na junção de muitos destes, com certeza, daria um belo livro. Qualquer dia ainda sento com ele, ouço tudo o que lhe vai pela cabeça e sai algo mais consistente sobre essa vida das mais empoderadas que conheço.
O gosto de reencontrar pessoas como ele pela rua é a festa que faz, ou seja, o danado fica contente em estar trombando comigo e eu idem. Somos dois bobões deste mundo. Podemos até ser chamados de bobos alegres, designação mais ajustada para seres como nós, demonstrando felicidade por continuar vivo e podendo continuar se vendo pela aí.
Neste último domingo, para minha felicidade, o vi na Feira do Rolo e ao meu ver, empunhou seu celular num pau de selfie e me disse: "Quero gravar algo contigo, nem sei o que, mas quando ligar o celular, a gente descobre do que vai falar". E assim foi feito. Estávamos pouco adiante da Banca do Carioca, o livreiro da feira, justamente defronte a do Betinho, um pioneiro, ele e seu pai, deste negócio de feirar. Este, também conhecido do Zanello se junta a nós e gravamos algo sobre os primordios da Feira do Rolo.
Zanello me diz estar agora gravando curtos vídeos. O faz tão logo bata de frente com gente conhecida e que caia no seu agrado, com algo para contar. Fico contente, pois me considerando deste time, fiz parte de uma dessas gravações. Ele liga o aparelhinho e deixa a coisa rolar. E tudo acontece espontaneamente, de uma forma divinal. Ele, assim como eu, até podemos ser considerados como diferentões, mas na verdade, somos o que somos, pois vemos que, em lugares como aquela feira, nada melhor do que querer se apresentar com algo a diferenciar dos demais. Eu cheguei junto envergando a camiseta deste ano bloco do Tomate, a chinelada na Suéllen e no Trump. Zanello não sai sem seu jaleco de fotógrafo e neste dia, estava com um chapéu típico de gaúcho, desses mais rasos e presente de um amigo sulista, pampeiro.
Passa mais uns dias, quwria postar as fotos e hoje recebo pelo whatts, mais um convite advindo do espevitado amigo. Ele vai fazer aniversário na sexta e me convida para ir vê-lo numa missa, onde vai tocar sua viola caipira e depois, quer que comemore com ele e alguns outros diletos considerados, seu aniversário. Diz, pelo menos para mim, que o "chopp será por minha conta". Nem precisava, pois estar com gente da estirpe do Zanello é para mim motivo de orgulho e contentamento. Sei que, compoarecendo no que me convida, terei mais, no mínimo, uma dezena de novas histórias, dessas que ouço e depois não me seguro, quero contar por aqui. Aguardem mais um bocadinho, creio que, semana que vem terei mais coisinhas pra contar do mundo "zenelista" de encarar isso tudo, que a vida, como a construímos e vivemos. Adoro ter comi sincero amigo, gente como este aqui fotografado dançando lá no meio da feira no domingo passado.

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