PRIMEIRO EMBATE ETÍLICO, POLÍTICO, CULTURAL E RECREATIVO DO ANO NOVOÉ uma longa história. Este senhor de cabelos brancos da primeira foto é o patriarca da família Lago, morador da cidade de Águas de Santa Bárbara, pai de todos os Lagos que conheço e fazendo de questão de ne corrigir quando lhe pergunto a idade. "Eu não tenho só 94, tenho 94 e meio, pois fiz 94 em junho passado", diz. Ele é demais da conta. No Natal todos estiveram com ele lá em sua cidade, onde dirige seu veículo até hoje e sobre e desce as ladeiras de sua cidade motorizado. Mora só, após a perda da companheira de uma vida inteira e é monitorado por parentes morando próximo, mas não só por ele, mas por toda a pequena cidade, que o conhece muito bem. No Ano Novo todos se reuniram na casa do Claudio Lago, jd América em Bauru e ele sorridente, faz tudo o que todos fazem em dias de festa, inclusive toma uma cervejinha, sem alardes e muita vigia. É o masdcote da festa dos Lago.
Na tarde do dia primeiro, além dos familiares presentes, um bando de gente ligada umbilicalmente ao Claudio e Paulo Lago, os irmãos, um do PT e outro do PCO, estiveram presentes para o que designaram como "continuidade da festa". Com a necessidade de se reunirem, conversarem e falarem de política, indo muito além do fazer política no dia a dia, a prosopopéia festiva teve início lá pelas 16h e se findou quando terminaram os assados e a cevada. Não sei se alguém teve o mesmo problema neste dia, mas até o Zé Delivery estava desativado neste dia 1º do ano. Evidentemente, a comida e a bebida foram meros pretextos para o conversê, este parirando no ar nas várias rodas formadas. "Como é bom poder trocar ideias, confabular com gente de confiança e traçar planos de resistência e luta para os embates que, certamente virão, neste eleitoral ano de 2026", disse alguém.
Estávamos todos muito bem protegidos, pois diante de tudo o que tem ocorrido no mundo da política nos últimos tempos, nada melhor do que ter entre os presentes uma brilhante causídica. Maria Cristina Sant'Anna Zanin deu proteção a todos, contando e ouvindo histórias, de uma certa forma instruindo todas e todos, da forma mais impecável e jocosa possível. Enfim, dos presentes, todos personagens da vida política e social destas e de outras plagas, merecedores portanto, da proteção de alguém com sabedoria e sapiência institucional. Falou-se de tudo, inclusive das pendengas individuais dos presentes, vida pregressa exposta de forma a constatar: faz muito tempo que, todos estavam na lida e luta por dias melhores em seus locais de trabalho e no campo da política, municipal, estadual e nacional. O confessionário funcionou a contento e até o final do embate, ninguém conseguiu identicar quem era o padre confessor. Foi um rosário de histórias sendo desbaratada, tornando o ambiente mais que festivo, espécie de muro de lamentações e também de recordações. Ou seja, divertimento em excesso, até com sua própria história. Era o que todos estavam precisando para dar o pontapé inicial no novo ano, com os dois pés, como apregoado pelas Havaianas num comercial de final de ano.
Por falar em chinelos, dois dos presentes estiveram envergando a armadura, Ana Bia e Maurício Passos. este, vindo exclusivamente para participar do esfrega, diretamente da vizinha Pederneiras. Maurício é churrasqueiro e assume brilhantemente a incumbência, mesmo sendo vegetariano. Não come um mero pedacinho de carne, mas assa que é uma beleza. Não tira também da cabeça o boné cubano, o que num certo momento foi motivo de prolongada conversa, pois numa enquete realizada, mais de 80% dos presentes quer conhecer ou voltar pra famosa ilha caribenha em 2026, sendo este uma espécie de sonho de consumo generalizado, mais do que o de ganhar na acumulada Loteria da Virada. Como trilha sonora, outro dos Lago, um residindo hoje em Santa Cruz do Rio Pardo, se incumbiu da trilha sonora, recheada por Mano Chao, Mercedes Sosa e cantantes cubanos. Ou seja, além da boa prosa, comida e bebida, a música pairando no ar foi de altíssima qualificação.
Cada qual teve seu momento para contar algo pessoal e assim foi feito, tudo resguardado entre quatro paredes. Quem esteve presente desfrutou dessa iguaria, rindo à cantâros com algumas delas, já do arco da velha, como as lembradas pelo Claudio Lago dos shows realizados pelo Sindicato dos Bancários, tendo como palco um quintal nos fundos de uma casa na rua Araújo Leite e trazendo gente como Luiz Melodia e Cássia Eller. Saber dos bastidores de algo já histórico nos anais (ui!) da vida cultural desta cidade fez parte das revelações do dia. Muito mais coisas aconteceram e poderia permanecer horas aqui escrevinhando e revendo histórias, mas a intenção deste escrito é outra. Na verdade, encontros assim são mais que uma delícia. Reforçam em muito nosso caminhar e isso diz muito do que somos e no que estamos envolvidos. Somos todos lutadores de uma vida inteira. Nossa causa é mudar este mundo. Temos todos a certeza de que isso é possível. Nos juntamos para estrategicamente ver como driblar as adversidades todas.
Enfim, brincamos divertidamente com tudo, inclusive com as desventuras pessoais de cada um dos presentes. Ninguém ficou de fora ou isento, escapando ileso. Na verdade, a gente sempre soube que, isoladamente somos todos presas fáceis, mas quando juntos, unidos e coesos, nos tornamos não só uma pedra no sapato de quem nos importuna ou tenta maltratar com o ideal coletivo, presente dentro de cada um dos presentes, daí algo bem mais complicado e difícil. Somos contra os que, se disfarçam de democratas, de progressistas, de altaneiros, de gente do bem, mas no fundo agem perversamente, somente em proveito próprio, poucose lixando para o bem coletivo. A gente tem isso em comum, lutamos não somente para subirmos os degraus da tal escada da vida, mas quando o fizer, será sempre um fazer coletivo. Isso, a gente também sabe, incomoda e muito os que agem individualmente. Numa festa como essa, baita reencontro para juntarmos forças e começar o embate diário, tem muito disso. Precisamos ver como está o outro e assim, cada um conhecendo mais as condições de quem vai estar junto dele na lida e luta, a possibilidade de reforçar e diminuir as fraquezas e reforçar a equipe, nos preparando para o que der e vir, com todos em plenas condições de fazer o que tem que ser feito. Uma coisa é certa, este pessoal das fotos, os reunidos nesta tarde do primeiro dia do ano é destes que não desiste fácil.
Saímos combalidos fisicamente já tarde da noite, cada qual para seu canto, onde após breve descanso estaremos novamente esgrimando pela aí, com a cara e a coragem. Quando ver um de nós esbravejando pela aí, tenha a certeza, somos uma só voz, coletiva e se juntando a tantas outras de igual teor e qualificação. O Ano Novo exigia isso, que juntássemos a festa que cada um fez e fazia em cada lugar, trazendo-os para um único lugar e ali, criarmos mais coragem e força. Que venham as lutas, pois estamos preparados. Somos guerreiros e a gente sabe, nada vai ser fácil, tem muita força contrária, fascista mesmo, investindo pela aí, mas todos tenham a mais absoluta certeza, a gente vai combater o bom combate e unidos. Estaremos nos vendo em vários campos de luta neste ano que se inicia. É da nossa índole, está no nosso sangue, aprendemos a assim o ser desde cedo e festar juntos é sempre uma forma de nos fortalecer. Enfim, como diz um dos lemas lá do bloco Bauru Sem Tomate é Mixto: "A gente faz festa, mas tá puto da vida".
HPA, no pontapé inicial do ano









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