PARECE, CAPITULARAM, MAS É MELHOR FICAR SEMPRE EM ALERTA"Aconteceu o inacreditável. O Irã derrotou os EUA. Depois de uma tarde em que o Ogro Laranja cometeu todos os desatinos contra o clássico manual de estratégia, a Arte da Guerra, ele recua e anuncia o cessar fogo aceitando os 10 pontos impostos pela antiga Pérsia. Não sei como reagirá seu manipulador Netanyahu, mas o Coringa obeso se embretou em ameaças extremas e criou as condições para a sua capitulação. Com o garrote do Estreito de Ormuz na mãos, o Irã nem precisou puxar o nó. Trump, como um suicida trapalhão foi se estrangulando na sua retórica e na incapacidade militar estratégica do comando estadunidense. O garrote israelense também cumpriu sua parte e agora a aposta é se largarão a bomba do Armagedom ou se colocarão o corrupto e o pedófilo na cadeia. Não quero perder o novo julgamento de Nuremberg que espero que seja em Buenos Aires."
Celso Augusto Shröder
MANHÃ NA UPA DO GEISEL - CONSIDERAÇÕES
O SUS - Sistema Único de Saúde - brasileiro é perfeito? A resposta é uma só: evidentemente que não, mas como o próprio nome diz, é unico e mais que isso, uma iniciativa brasileira de atendimento, o mais amplo possível, abrangendo todas as camadas da população. Todos sabem, existem mundo afora, poucas iniciativas, tão amplas e gratuitas mundo afora. Quando se fala que "não se paga por isso", um erro, pois tudo é pago, com os impostos e recolhimentos outros junto ao Governo Federal. A discussão deveria se dar se o dinheiro é bem empregado e para quem conhece de fato, como se dá este atendimento, fica difícil não apoiá-lo e passar a defendê-lo com unhas e dentes. Dantesco mesmo é dar corda para a conversa mais do que fiada de que, "o SUS precisa acabar". Isso é conversa de fascista, gente interessada em transformar o país num local onde o menos favorecido não possua nenhum direito garantido. Conto a minha última incursão sobre o atendimento médico, num dos locais de ponta, uma UPA. As Unidades de Pronto Atendimento, atendem 24h, serviço atendendendo urgências e emergências de complexidade intermediária, funcionando ininterruptamente. Ela funciona como elo entre a UBS (básica) e o hospital, com exames, raio-X e observação, visando reduzir filas em prontos-socorros. Em cada cidade, atende irmanada com o serviço prestado pelo muncípio, ou seja, o município não faria quase nada sem o substancial auxílio do Governo Federal. Posto isso, os levo para o meu caso particular. Ontem, terça, 07/04, mana Helena precisava de atendimento hospitalar e não tendo plano de saúde, fui com ela no atendimento da UPA do Geisel. Chegamos às 9h e ela foi encaminhada para o atendimento. Sentamos, ela foi chamada, mediu a pressão e a glicose. Aguardamos e a partir daí, fico a observar tudo o quer acontece à minha volta.
Todos ali estão em busca de atendimento e o mais rápido possível. São muitas pessoas no saguão, quase todas as cadeiras ocupadas. Não demora muito e um pequeno entrevero. Um homem de meia idade, bermudas e camiseta - este o traje mais usual do momento, eu também assim me portava -, alterado já na fala, fala alto e assim, chamando a atenção, quer ser atendido. A segurança, postada na entrada das salas de atendimento, explica e não altera o tom de voz. Conseguem conter o sujeito, porém, uma meia hora depois, ele volta à carga e diz em voz alta, que algumas pessoas passaram em sua frente. Chega a chamar a segurança para a briga: "Aqui dentro você é uma coisa, vamos lá fora, pra ver quem se dá bem". Ela o encara e desfere: "Quando quiser, mas o melhor é se aqueitar e aguardar, pois todos aqui esperam". Pelo que observei, ele não agiu dentro da normalidade. O procedimento estava correndo dentro dos padrões e esperar, algo normal. Pela quantidade de pessoas, impossível atender todos dentro de um curto espaço de tempo. A maioria entende e aguarda.
O sistema de som estava em pane e todas as chamadas eram feitas no gogó, tanto pelas atendentes, seguranças e mesmo médicos. Pelo que entendi, tinham três médicos atendendo o público em geral, mais um pediatra, especializado em crianças. Talvez daí, alguns sugerir suspeitas de alguém ter passado na sua frente. Pelo que percebi, a coisa acaba fluindo, um pouco lenta, mas flui e todos são atendidos. Permanecemos ali sentados, aproximadamente uma hora e meia. Ouço num certo momento, a história do cara que se vangloriava de outro dia, quando precisou de internação, acionou o vereador e este deu o seu jeito, tendo o parente internado. O do lado, que estava de cabeça baixa, levantou e assim de sopetão, como tendo levado um safanão desfere: "E o sr acha que agiu correto? Se o vereador deu um jeito, ele com certeza, passou na frente, furou a fila. Isso não é correto, o correto é isso aqui funcionar sem interferências". O outro regateou e nçao consegui ver o resultado final, pois a mana foi chamada.
A médica a atendeu um pouco fria e quando a mana percebeu e via seria medicana só pelo que falava, ouviu: "Calma, minha senhora. Eu vou examiná-la". E o fez. Ouviu um detalhes o que estava ocorrendo, não pediu nenhum exame, pois acreditou ter um diagnóstico e assim a medicou. Daí ela foi para a sala de medicamentos, com pouca espera. Chamada, disse não queria tomar soro, mas foi convencida, o que iria tomar era rápido, dez minutos e aplicado para diluir três medicamentos por essa via. Sentou e eu, do lado de fora, ouço ela conversando com a técnica que a atendia. Na saída me disse: "Se não fiquei com boa impressão da médica, da mulher que me atendeu, mais simples, me explicou todo o procedimento. Gostei e confiei muito". Não vou entrar em detalhes sobre o atendimento, mas diante de intensa movimentação, muita gente mesmo, creio eu, os profissionais sabem ir resolvendo a situação. Na maioria das vezes, fazem o que podem.
Pelo que vejo, essa a situação na maioria das UPAs. A demanda é grande, existe um corpo técnico, creio que não condizente, porém o trabalho flui a contento. Poderia ser melhor? Sim, poderia, mas diante das circustâncias, não merece ser reprovado. Enquanto a mana estava sendo atendida, tomando o soro, eu conversei com um senhor, 70 anos, aguardando o mesmo procedimento em seu neto. Ele me falava ter acabado de tomar a vacina contra a gripe e contraiu uma forte gripe, que segundo ele já estava incubada. "Eu sempre tomei vacina, acredito nas vacinas, isso desde minha infância. Não entendo como alguns hoje desacreditam e falam besteiras, sem o menor conhecimento. Como podem se deixar levar por políticos safados, numa campanha contra a medicina. O Brasil padeceu demais quando em seu comando gente despreparada e mal intencionada. Olho para a saúde pública, venho aqui e sei olhar com o devido carinho cada situação. Sou atento, observador. Não reclamo sem procedimento. Eu gosto do SUS e imagino o desespero sem ele para nos atender. SAbe o que quero? Quero é ver o que pode ser feito para melhorá-lo", me diz. Da conversa, digoa ele, que também observei muito e penso do mesmo jeito. Se reclamo, a inteção não é criar problemas, mas ajudar.
Este mesmo senhor me conta: "Eu venho pouco ao atendimento, só quando realmente necessário. Sou muito observador e procuro conversar bastante. Ouço mais do que falo. Trabalhei a vida inteira num bom serviço, não ganho muito e quero preservar as conquistas que temos no Brasil. Não podemos por tudo a perder, elegendo quem pensa em destruir o que foi tão duramente conquistado. Eu até tento explicar para quem chega aqui revoltado, que aqui não é lugar para querer tirar proveito, nem para o sujeito vir despejar sua mágoa ou resentimento, de proventuras outros problemas nos costados do funcionário. Isso acontece muito, mas a maioria vem, espera e muito até ajudam, colaboram. Eu acho que a gente poderia se unir e montar uma Sociedade de Amigos e Proteção das UPAs, PSs e SUS. Eu participaria de algo assim". Puxar conversa, no meu caso é isso. O bomde tudo é que, minha mana chegou ruim, fraca e hoje, quarta, um dia após, já começa a reagir e em breve, vai estar nos trinques novamente. Ela, a mana, sabe muito bem de tudo isso que aqui escrevi. Ela, como eu, fomos lá, ela para ser atendida, eu para acompanhá-la e observar. Vi umasituação que, muitos podem considerar ruim, mas que pode melhorar. Basta querer e a administração municipal também fazer bem a sua parte. Tudo é uma corrente. Quando um falha, não adianta, algo falha e a máquina não funciona a contento.
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Hoje, em Brasília atores do filme "Por um Fio" estiveram em Brasília, apresentando o filme para o presidente Lula. Essa história, a do SUS é sempre muito emocionante, pois evidencia em cada relato - o do filme um deles -, este algo único, só existente no Brasil. Experimente ficar doente num país como os Estados Unidos e verás quanto gastarás. Eu conto uma história a seguir, vivenciada por mim e pela mana Helena Aquino, quando passamos uma manhã toda na UPA do geisel, em Bauru. São histórias como a do filme e como a vivenciado pessoalmente por nós, eu e mana, que mais do que emocionam, mas evieenciam o quanto precisamos valorizar o quer já existe e lutar por seu aperfeiçoamento.

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