segunda-feira, 27 de abril de 2026


TIBIRIÇÁ, CLUBE DA VIOLA, DEPUTADO VICENTINHO, TUDO JUNTO NO QUINTAL DOS BATÉ, DISTRITO RURAL, TARDE DE DOMINGO

Continuo escrevinhando mais e mais sobre o que vem a ser essa tão real e palatável REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIBIRIÇÁ, pois dela me utilizo como exemplo de vida, diante de tanta deturpação no modus como vivemos hoje nas nossas ditas "democracias". "Em Tibiriçá tudo ocorre de forma diferente, outro formato e a vida flui mais saborosa, sem os sobressaltos de uma cidade dita como normal", diriam muitos. Sim, lá tudo é diferente e muito do que vejo por lá tem um endereço, o quintal dos Baté, mais precisamente a residência oficial de dona Irene Cosmo, a que melhor personifica essa família, também chamada Baté. Creio eu, para entender tudo o que por lá ocorre, talvez um amplo estudo acadêmico. Eu não me ponho mais em nada desde tipo, pois já nas beiradas de completar 66 anos de vida, quero desfrutar o que me resta em lugares como este. É o que faço e aqui contando da última incursão no distrito rural, distante uns 15km da fundametalista e conservadora Bauru dos anos atuais.
Pois então, vamos aos fatos, uma tarde de domingo e um evento reunindo tudo o que existe de proposta familiar a envolver os Baté/Cosmo, quando em reunião familiar, fazem e acontecem. Como última novidade no espaço da residência da matriarca, conquistada ao longo de décadas, como lugar de festa e reunião, congraçamento humano. Daí, pensando novamente nisso do estar juntos, algo mais para se reunirem e demonstrar como se deve tocar a vida, convidam o Clube da Viola para ser o epicentro deste evento dominical. Nada menos que a dupla Suka & Miranda, esposa e marido cantadores de viola caipira tradicional como condutores e o chamarisco para também atrair mais gente. Elas viriam de qualquer jeito, pois um chamado dos Baté é sempre algo arrebatador.
Um palco é montado no meio do quintal, com bom som, uma lona para se refugiar do inclemente sol, que insiste em continuar forte, mesmo em pleno outono. No chamado convite pedem para levar um coller com suas bebidas e trazer um kit churrasco, desfrutando de tudo o mais. Muitos o fazem, mas o grosso da coisa já está montado e pronto. Chegou, viu, participou, comeu, está inserido no contexto. Do palco a renovação de cantantes do Clube da Viola, sob a batuta da Suka, que um dia foi Sueli - tempos quando foi servidora da Unesp Bauru - e hoje só a conhecem pelo nome artístico, dos mais conhecidos e requisitados no mundo do sertanejo raiz regional. Os Baté, quando o assunto é chamar os seus e os apreciadores deste modal de vida diferenciado para ali estarem, são expoentes de algo único, o fazendo com maestria e sapiência, algo em falta hoje pela aí. O clima diferenciado já é sentido na chegada e adentrando o portão da casa, com uma grafite de dona Irene bem ao lado, a demonstrar quem é de fato a rainha ali naquela REPÚBLICA, chamada também de Distrito Rural de Bauru. Chegará o dia em que, essa República irá emborcar e tomar conta de toda Bauru, para a felicidade geral dos bauruenses.
Pois bem, assim a festa rola e só mesmo eles para fazerem tudo funcionar como um relojinho. Onde tem tudo para dxar errado, por lá, pode ter certeza, tudo acabará dando certo. Sempre deu e mesmo quando a perfeição passa ao largo, o resultado positivo é sempre grandioso. No vento deste domingo, só a confirmação do que aqui tento descrever em palavras. Uma paeja sertaneja, com produtos, a maioria ali mesmo oriundo de produção do distrito, a cantoria rolando solta pelo potente microfone e nas mesas, uma rica troca de informações e "figurinhas", sempre pelo viés positivo. Por lá, felizmente, não existe espaço para o negacionismo, nem o fundamentalismo, seja ele qual for. Os Batés são festeiros por natureza e também religiosos, sem misturar a baboseira de que, festa não é coisa divina. Estão em todos, desde o Carnaval, com a agora Escola de Samba Estrela do Samba de Tibiriçá, como no real sincretismo religioso ali proposto e executado.
E por fim, como epicentro e lacração dessa festa fantástica, os Batés propuseram algo mais de reconhecimento para quem lhe ajuda, apóia e permanece ao lado deles, a recepção para o Deputado Federal Vicentinho PT/SP, que ali comparece e circula com desenvoltura entre tudo e todos. O deputado veio uma vez, assuntou, sentiu como as coisas aconteciam por ali e a partir daí, passou a dar o seu quinhão de ajuda e contribuição. E assim, acabou logo aceito como mais um integrante da grande Família Baté. É assim que as coisas se dão por lá. Nada lhes é imposto. A pessoa pode chegar, sem problemas, mas para ter aquele sorriso estampado no rosto de todos, precisa mostrar a que veio. Vicentinho o fez e hoje, além da homenagem é já visto como parte integrante do grande conglomerado Baté/Cosmo/Tibiriçá.
Escrevo pouco mais de Vicentinho. Um bom político não póde querer viver só de belas palavras. Tem que mostrar a que veio, com interesse real e comprovado pelas questões do lugar. Ele, com muita experiência de vida, sabe onde pisa e como pisa. Sabe ser ali um solo sagrado e chegou devagar, ouvir muito, viu tudo e propos algo mais, onde poderia ajudar a melhorar a qualidade de vida daquela população. Foi aceito, pela sinceridade demonstrada e assim, neste domingo só mais um capítulo, não de uma aproximação, mas consolidação de amizade e compromisso. E depois, vê-lo livre, leve e solto, de mesa em mesa, pessoa por pessoa, sózinho, sem acompanhento, é a prova mais concreta de que, já é da casa, está entre os seus.
Junto tudo e finalizo sobre os objetivos dessa união, quando fica demonstrado a comprovação de que, neste mundo cada vez mais insano e doente, existe bolsões de realidade, onde a vida insiste em fluir de forma salutar, saudável, simples, generosa e recheada de um impagável prazer pela vida. Isso é a Tibiriçá proposta pela Família Cosmo, festeira e com os pés no chão. Sofreram muito para chegar altaneiros até aqui. Neste domingo, quando juntam o Clube da Viola, o convite coletivo para estarem todos juntos e nele inserido o deputado que está ao lado e junto deles, isso tudo junto e misturado é a cara deste modal de vida, onde o que vale mesmo é a felicidade humana. Por lá não cabem os aproveitadores e sabotadores da belezura de uma vida sem aborrecimentos. Sim, eles existem, mas quando juntos, essa demonstração ali encontrada de FELICIDADE.
Conto uma historinha. Estava já indo embora, cansado, lá pelas 16h - afesta perduraria até as forças se esavirem do corpo, ou seja, noite adentro -, quando sou abordado tirando o carro de onde o estacionei. Dois jovens num carro, vindos da vizinha Presidente Alves e perguntando se aquela movimentação era uma festa paqrticular, pois rodaram o distrito e vendo aquela imensidão de carros parados, queriam assuntar. Na verdade, deu para perceber, queriam encontrar algo onde reinasse a FELICIDADE, para aportar e participar. Contei do que se tratava e que, seriam bem vindos, podendo claro, paricipar. Vi seus olhos brilharem, pois creio eu, disso isso a eles, não encontariam lugar no domingo mais alvissareiro para participar. Para quem chega pela primeira vez, talvez até assuste como tudo rola por lá, pois não estamos mais assim tão acostumados com um lugar tão democrático e reinando essa tal de felicidade plena, sem precisar de condições ultrajantes para estar inseridos no grupo. Não sei se foram conferir, mas todos lá dentro do portão da casa de dona Irene, viveram uma tarde das mais felizes de suas vidas e todos, indistintamente, saíram felizes com o que viram, presenciaram e, mais que tudo, participaram. Este um motivos por me verem escrevinhando mais e mais deste distrito e dos Baté, destes Cosmos, que já fizeram minha cabeça.

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