Sábado, 11/04, dois eventos marterlando na cabeça: preciso estar em ambos. Por sorte, locais mais ou menos próximos.
No primeiro, o evento da comemoração dos 7 anos do Bar do Genaro, encravado no coração da vila Falcão, reduto eminentemente de trabalhadores, inicialmente ferroviários, depois de tudo o mais. Este bar tem uma característica mais do que predominante: é o bar da legítima esquerda bauruense. Aqui, aquele lema do bloco Bauru Sem Tomate é Mixto, o "a gente faz festa, mas tá puto da vida" é levado muito à sério. Vir ao bar, isso por si só, se traduz aqui pelas bandas de Bauru, numa real possibilidade de lazer. Mais que isso, um encontro de gente amiga, a maioria pensando e agindo da mesma forma, em busca de "um outro mundo possível" e lutando com todas suas armas contra o fascismo, esteja onde estiver. Os tempos, como se sabe, não estão nada fáceis e, ainda mais neste ano, não se pode bobear e achar que a reeleição do Lula está garantida. Com ele, neste momento, a única possibilidade do país continuar navegando num mar soberano, democrático e com justiça social. Do contrário, estaremos novamente, não mais correndo riscos, mas possibilitando que o país sofra uma reviravolta, que o destruirá enquanto nação digna. Eu, não quero ver o Brasil novamente nas mãos de gente ignóbil como qualquer um destes Bolsonaros ou filiado ao PL/Centrão. Daí, todos os momentos possíveis onde estamos juntos, devem se transformar em mais que um encontro festivo. Para os que ainda não perceberam, estamos dentro de uma guerra. Não só a travada lá entre Irã e os dois invasores, Israel e os EUA, mas com a possibilidade da insanidade voltar ao comando também do Brasil.
O quadro é este e é assim que saio hoje para as ruas, para qualquer atividade. Não existe mais como compemporizar. O Bar do Genaro completa 7 anos e sua trajetória é de luta. Ao longo do tempo, felizmente conseguiu também ir depurando muitos dos seus frequentadores. O evento de hoje, marcado para ter início 16h, teve música ao vivo, num conjunto de músicos que, além do inusitado encontro, propiciaram, além do tradicional samba e da MPB, também Jazz. Sabe lá que é você sentar numa mesa de calçada, num bar da vila Falcão e ouvir Jazz, com refinados músicos? Isto tudo acontece e possibilitado pelo encontro de pessoas, mais que diferenciadas, lá no quadrilátero do bar da esquerda bauruense. Não creio ali ter estado presente alguém com alguma chance de não votar em Lula. Hipótese remotíssima. Nas mesas, que vão se formando e se decompando, pois as pessoas saem de uma e logo estão em outras, a conversa é uma só, predominante: a eleição de outubro. O próprio Genaro faz questão de repetir isso a todo instante, mesa por mesa: "Neste ano, menos festa e mais conscientização. Cada evento aqui deve ser também um ato político por Lula e pelo Brasil".
Eu lá estive, amigas e amigos próximos, todos juntos e muitas rodas de prosa. Isso serve muita para nos aproximar mais e mais. Bar tem este lado louvável. Cada um com suas peculiaridades. Neste, o que me insiro, o lado de luta, ideal de ver a cidade, hoje comandada por fundamentalistas, o estado por gente descapacitada, envolvida com as tramóias do Banco Master e irmanados para ver Lula ser reeleito, com a esperança de todas as conquisdtas serem mantidas e continuar vendo o país com a altivez internacional, saindo deste lamentável quadro de dependência e submissão. De lá do bar, rodas constituídas, mais ou menos umas seis quadras, subindo a ladeira, encontra-se o estádio Aldredo de Castilho, onde o Noroeste joga sua primeira partida em casa, deste curto campeonato Série D do Brasileiro. Eu fui, tente arrigementar outros, os que sempre me acompanham, mas desta feita nada consegui. Interrompi as conversações no Genaro e fui presenciar uma partida de futebol.
Torcer para o Noroeste é como certa vez me vaticinou o falecido Roque Ferriera, quando lhe questionei de estar incomodado com isso de como o time era comandado. Sua resposta me aquietou: "Henrique, continue indo e torcendo, pois se for se preocupar com as ocorrências dos bastidores, deixará de torcer pelo seu time. Em todos, tem fatos lamentáveis ocorrendo nos seus bastidores". E assim o faço desde então. Hoje, jogo contra o XV de Piracicaba, pouca gente do estádio, menos de mil pessoas e de lá dentro, algo mais que discutível. A direção do Noroeste contrata uma equipe de marketing e após um lançamento festivo, surge uma terceira camisa, essa já vestindo o time hoje. Melhor seria fosse só camisa de colecionador. Não agradou ninguém, pois não prestigia nenhuma das cores do time, o vermelho e o branco, predominando um cinza. A numeração das camisas é pequena e de longe impossível enxergar. Quem narrou o jogo, três equipes esportivas da cidade e mais as do visitante, sofreram. Das arquibancadas, uma só voz: "Hoje seria o dia para o time estar inteirinho de vermelho". De um amigo, noroestino dos influentes, pedindo para se manter no anonimato: "A diretoria não ouve o torcedor. Parece estar acima de nós e assim, atitudes como essa são corriqueiras". O time também é corriqueiro, mas o torcedor entende, muitos do campeonato passado foram vendidos e na montagem atual, muitas peças novas. Poderia ser melhor? Sim, mas só o fato de voltarmos a disputar um campeonato de projeção nacional, ontem com transmissão do jogo ao vivo, pela TV Band, já é algo para se comemorar. Mas cuidar também dos bastidores, do bom relacionamento com seus torcedores é mais que primordial. Perdíamos de 2 x 0 atpe uns 35 minutos do 2º Tempo e ao final 2 x 2. Ufa!
No estadio, procuro ficar ao lado da velha guarda, uns que acompanham o time desde os cueiros e assim sendo, já viram de tudo. Nenhuma novidade com a chegada da SAF ao Noroeste. Pelo menos, a SAF é constituída de gente da cidade, o que se concebe como também torcedores e assim sendo, que as transformações venham para solidificar o glorioso e centenário time de futebol. Eu e muitos que conversam comigo sabemos, o futebol é algo caro, mas quado bem planejado, traz retornos. Que isso esteja em curso, um alento. Estamos todos de olho, pois torcedor vibra, sua e fala o que pensa, isso tudo dentro da normalidade do futebol paixão. E creio eu, seria de bol alvitre, ver em alguns jogos, a direção do clube - clube ou time? - espalhada nas arquibancadas e conversando, ouvindo, filtrando o que ouve, para depois poder aplicar no dia a dia com mais sapiência. Encastelados do lado de lá do estádio, dentro de camarotes e sem sentir o fulgor dos comentários dos seus torcedores, ficará sempre muito mais complicado. Existindo interação, podem eles lá ter a certeza, ficará mais fácil administrar. Saio de lá e desço conversando com um da velha guarda, vindo de Sampa, onde mora atualmente e se hospedando no hotel ali ao lado da ITE, só para assistir os jogos. Ouvir gente como ele é noroestar na acepção da palavra. Essa interação é necessária em todos os lugares onde queremos ser, fazer e acontecer. O pensamento é mais oxigenado quando exercido ouvindo a maior quantidade de pessoas. Isso, todos sabemos, mais complicado, mas a vontade é fazer de fato algo sólido, consistente e duradouro, por que não implangtar este modal organizacional de gestão?
Do campo, desço as seis quadras e volto para o Bar do Genaro. Por ali, novas rodas e uma conversação sem fim. Na conjunção dos encontros, o benfazejo de ver da disposição coletiva de botar o bloco na rua, defender a democracia conquistada e lutar para desmascarar a farsa existente a culpabilizar os governos de esquerda, os que fazem algo de sólido pelos trabalhadores e população em geral, não propondo flexibilizar nada, muito menos dar continuidade ao que fazia o neoliberalismo com as bruxuleante privatizações. Imaginemos um país, sem por exemplo, a Petrobras, que sempre deu lucros exorbitantes ao país? O mesmo se pode pensar aqui em Bauru, quando uma prefeita chega e praticamente decreta a falência do DAE, antes a "jóia da Coroa" da cidade. Lutamos todos, por um time de futebol forte, consistente, com gente da cidade lutando de fato pelas suas dores e cores, com administradores envolvidos de fato das questões do progresso destas plagas e por um país, com Lula, este oitentão danado de raçudo, que los levará para mais 4 anos de uma liberdade, que se bobear podeeremos perdê-la, danando com todos nossos sonhos. Estar na lida e luta faz parte da luta de todos, pelo menos no Bar do Genaro isso é consenso.





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