Ficou feio e, como se sabe, não é possível generalizar. Vejo algo sendo feito, talvez individualmente, mas não por nenhum grupo jornalístico. Ocorrem investigações de cunho individual e isso, sabe-se, é muito mais complicado do que, sendo decisão de uma empresa, dispendendo tempo e até grana para sua realização. Sózinho é sempre muito difícil. Foi, inclusive, através de denúncias vindas de publicações pessoais, que tudo foi instigado e o MP deu prosseguimento. Ou seja, creio eu, é muito forte isso de afirmar que a "imprensa bauruense está na nossa mão".
Cilene Chalub Bordezan, a secretária municipal, que veio para a cidade com uma determinação específica, a de coordenar a concessão do lixo na cidade, fez o seu serviço e hoje, sabe-se da forma mais fora-da-lei possível. E manteve encontros com pessoas da imprensa, afirmando num dado momento: "no futuro isso pode nos ajudar muito". Eu sempre gostei muito do jornalista João Jabbour, o respeito por todo o seu passado, suas origens e labuta até chegar ao posto atual, de Diretor do Jornal da Cidade. O conhecido JC, não tem uma história controversa, pois desde sua criação teve um lado e dele nunca se afastou. Desde os tempos do Franciscato, foi um órgão criado e mantido para ser o reprodutor do ideal proposto pelos Donos do Poder local. Sempre tive espaço dentro de suas páginas, como leitor, na antes atuante Tribuna do Leitor. Ou seja, o JC sempre publicava opiniões antagônicas, mas nunca se afastou do campo de ação, a linha editorial proposta pelo proprietário, o dono do negócio. Praticou um bom jornalismo, desde que, as matérias não avançassem o sinal e não tocassem no viés político. Quem está predisposto a enviar textos para publicação sabe, existe um limite, pois do contrário não será publicado. E onde isso ocorre de forma diferente dentro da imprensa massiva brasileira? Eis algo das entranhas deste país.
Neste caso específico, o da atuação da empresa Estre, capitaneada pelo seu CEO, Hamilton Libório e tendo toda concessão do lixo sendo coordenada pela Cilene, nos diálogos já informados pelo Relatório de Informação, ressalto aqui o que captei e dito sobre a imprensa local. "Hamilton diz que acha importante Cilene criar um relacionamento com o JAbbour, em um ambiente em que ela não precise dele, pois no futuro isso pode nos ajudar muito. (...) ...na hora que o bicho pegar jornalista não tem muito comprometimento moral, mas pelo menos você têm um canal aberto. (...) Cilene diz que Jabbour é gente boa e já jantou com ele certa vez. (...) Cilene apresentou o projeto de concessão ao jornalista. (...) Hamilton diz que o relacionamento se constrói quando não se pede nada. (...) Que Jabbour teria dito que os vereadores Márcio e Estela betem muito em Cilene. (...) Que Jabbour disse que a Estela mora de aluguel, em um apartamento gigante aqui em Bauru, que é luxo puro e Estela não está conseguindo pagar o aluguel, 'que provavelmente é você quem está pagando, né?. (...) Hamilton responde; 'Eu tô pagando mesmo, mas nunca pedi para ela não bater em você'. (...) Cilene conta que Jbbour indagou se pode enviar a matéria a Cilene antes de publicar, que Cilene disse que pode e que quando Jabbour quiser é só ligar que ela explica tudo e ele publica. Jabbour teria dito que Cilene é uma pessoa séria, mas que Bauru não está preparada para ela. (...) Cilene diz que 'a imprensa tá na nossa mão, fique tranquilo'".
É o que encontrei sobre a imprensa bauruense. Do que li e ouvi nos bastidores desta cidade, não é possível afirmar que a "a imprensa está nas mãos" da Estre, somente levando em consideração o contato com o JC e Jabbour. Cilene cita somente o JC e profere a frase envolvendo todos. Nada contra um jornalista se encontrar, entrevistar pessoas como Cilene. Este o papel de um jornalista. Ela, inclusive, reforça a seriedade do Jabbour, ótimo isso, porém, algo precisa ser explicado e o JC ainda não fez sua mea culpa. A gravação afirma, Jabbour submete a ela o texto produzido por ele antes da publicação. E nas edições do JC, mesmo estes encontros tendo ocorrido, pouquíssima matéria consistente para ajudar a desvendar o imbróglio da concessão. Para mim, o JC ficou em cima do muro. Aguardo a próxima edição para ver o que sairá publicado. Entristecedor observar essas relações, mesmo ciente de que, o que saiu até agora é a versão da Cilene, não a do JC e de Jabbour.
É o que encontrei sobre a imprensa bauruense. Do que li e ouvi nos bastidores desta cidade, não é possível afirmar que a "a imprensa está nas mãos" da Estre, somente levando em consideração o contato com o JC e Jabbour. Cilene cita somente o JC e profere a frase envolvendo todos. Nada contra um jornalista se encontrar, entrevistar pessoas como Cilene. Este o papel de um jornalista. Ela, inclusive, reforça a seriedade do Jabbour, ótimo isso, porém, algo precisa ser explicado e o JC ainda não fez sua mea culpa. A gravação afirma, Jabbour submete a ela o texto produzido por ele antes da publicação. E nas edições do JC, mesmo estes encontros tendo ocorrido, pouquíssima matéria consistente para ajudar a desvendar o imbróglio da concessão. Para mim, o JC ficou em cima do muro. Aguardo a próxima edição para ver o que sairá publicado. Entristecedor observar essas relações, mesmo ciente de que, o que saiu até agora é a versão da Cilene, não a do JC e de Jabbour.
Creio que, o JC não está envolvido em nada a merecer investigação. Porém, deve explicações para seu público leitor. Cilene quando fala de imprensa, cita somente este órgão da imprensa e o faz de forma não muito abonadora. O JC tem história e precisa preservá-la. Pelo bem pelo mal, é o órgão da imprensa mais significativo na história bauruense, o de maior duração e hoje, se não representa mais o "quarto poder", continua semanalmente saindo às bancas e diariamente pelas redes sociais. Eu, que escrevo vez ou outra por aí, tendo textos espalhados em publicações variadas, sigo o prescrito por Mino Carta, atuando sempre dentro da verdade factual: " A objetividade total não existe, pois o jornalista se manifesta até na escolha de uma vírgula. Por isso, o dever é buscar a honestidade e a fidelidade aos fatos apurados, que diferem de opiniões ou verdades pessoais. (...) O verdadeiro jornalista atua de forma independente, confrontando e denunciando as mazelas dos poderosos, em vez de se curvar aos interesses das elites ou integrar os aparatos de poder.(...) O que serve aos donos do poder e reproduz um pensamento único não é jornalismo, mas mero ato de propaganda".Eis algo escrito sobre ele quando de seu falecimento: https://outraspalavras.net/.../mino-carta-e-o-jornalismo.../.
Reconheço muito mais honraria na atuação do jornalista João Jabbour, do que na do Jornal da Cidade. Jabbour é um ótimo jornalista, comprovado ao longo dos anos. O JC sempre executou um papel e dele não se afastará. Eu separo muito bem a ambos. Creio que, nada foi dito que desabonasse Jabbour enquanto pessoa honrada, porém no quesito atuação jornalística, precisa vir a público. A vereadora Estela Almagro foi também acossada pelas revelações das gravações do MP. Ela veio a público e tenta se explicar. O silêncio neste momento não faz bem para ninguém. Enfim, nem sei se o Sindicato dos Jornalistas irá soltar uma nota, mas me antecipo, tenho a certeza, o momento do jornalismo em Bauru não é dos mais auspiciosos, mas ele não está totalmente nas mãos do Vorcaro da Estre.




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