Após um post de Sônia Lima, com essa foto e curto texto: "Ônibus fazendo horário de sábado e nesta lotação de que adianta a quarentena".
Essa foto mostra tudo e mais um pouco. As empresas diminuiram os horários e circulam como se estivessem num sábado ou domingo, com número de passageiros reduzidos. Porém, no horário de pico, na ida e volta do trabalhador a lotação é essa da foto, todos muito juntos, sem conseguirem manter um mínimo de distanciamento. Primeiro se percebe a volta ao trabalho, depois as condições para isso não se mostram favoráveis aos trabalhadores, pois o empresário se diz prejudicado, perdendo dinheiro com o fraco movimento, daí ele decide por conta própria (ou até mesmo com a anuência da Prefeitura), diminuir o número de carros rodando pela cidade. E assim o fazem, e nem uma manifestação, um quebra-quebra, um movimento para reestabelecer a normalidade. Somos mesmo um país de cordeirinhos, pois nos fazem de gato e sapato, continuando impassíveis, cordatos, calados e contidos. Ontem, conversando com a mulher da faxina do lugra onde moro, ela me contava detalhes dos dois horários que pega ônibus, 6h da manhã para o serviço e por volta das 17h da tarde para sua casa. Em todos, essa cena da foto é o usual, a rotina. Ela me diz diante do meu espanto: "Só por deus, meu filho". Sim, ela é religiosa, evangélica e conta com a ajuda do sobrenatural para continuar sobrevivendo e até o presente momento, 65 anos, não ter agora contraído o vírus. "Eu não tenho escolha. Tenho que vir trabalhar. Tenho que entrar no ônibus lotado, pois do contrário não chego no serviço. Não reclamo, pois os que reclamam são mal vistos. Isso de reclamar causa problemas, daí me calo", conclui. E nós, os que podemos botar a boca no trombone e virar isso tudo do avesso, o que fazemos por esses sem voz?
Compartilhando com Elson Reis, Ademir Elias, Ricardo Santana, Ricardo Polettini, Nelson Itaberá, Nelson Fio, Vitor Oshiro, Thiago Navarro, Thiago Roque, José Roberto Segalla, Marcos Souza, Edvaldo Francisco Minhano, Sandro Bussola...
SE GRITAR PEGA "CENTRÃO" NÃO FICA UM MEU IRMÃO
São os piores possíveis. Sujos, imundos, desses que tudo fazem por dinheiro. Sem nenhuma novidade. Sempre agiram assim e mesmo no governo democrático de Lula e depois no de Dilma, aprontaram das suas. Bolsonaro se aproxima deles para simplesemnte tentar continuar sem problemas de cassação de seu mandato. Troca descaradamente cargos e muita verba, emendas parlamentares por apoio. Tempos atrás, foram utilizados para se conseguir aprovar algo mais palatável para a população. Eles só se movimentam e votam com os bolsos bem cheios. Em todos os casos, execrável ter que atender aos clamores destes perversos. São o lado nojento, repugnante, gosmenta dessa coisa denominada política. Nojo!
NÃO É O FATO DE SER SOMENTE CONTRA A ATUAÇÃO DOS MILITARES, MAS...
Após postagem de Silvio Selva com esse texto: "Enquanto o Exército Argentino distribui alimentos e o chinês constrói hospitais. Os pé-rapado, pintor de meio-fio. Lustrador de mosque-FAL do exército brazuca, forjam documentos pra tirar dinheiro de pobre. Vagabundo é pouco".
As Forças Armadas brasileiras estão hoje numa posição nada confortável. Se antes, ou até pouco tempo, se encontravam numa posição "quase" isenta, hoje não mais, pois fazem parte cerebral desse desGoverno do Senhor Inominável, são consultores, enfim, também executores. Credibilidade cada vez mais em queda livre. Não me canso de dizer e olhar para o passado, se antes ao menos nacionalistas, hoje perveros, a maioria das cabeças pensantes destes são neoliberais predadores e favoráveis ao desmonte do Estado brasileiro. Ao aceitar a participação ao lado do capitão, se mostram igual a ele. Podiam ficar sem essas, mas a maioria dos que hoje estão encastelados em cargos públicos, loteando o Palácio do Planalto demostram um compromisso com o atraso. Foi uma decisão do Alto Comando e levando de roldão todo o mais. E quando lá entronizados, tudo o mais acontece naturalmente, pois faz parte da ação diária destes hoje no comando do país, a insanidade. Essa agora, de milhares de militares receberem o Auxílio Emergencial aos necessitados na pandemia, não só algo fora de propósito, pois são todos assalariados e mais, passando na frente, sem a necessidade da tal avaliação rigorosa a que tantos são submetidos e humilhados. De vergonha em vergonha, as Forças Armadas brasileiras denigrem a cada dia algo pelo qual tinham como orgulho. Questão de escolhas, preferências. Que vergonha!
UMA PERDA
O SERGIO LIMA DO FRUTAL LIMA SE FOI...
Em 08/02/2010 escrevi esse texto sobre o Frutal Lima e seu proprietário, SERGIO LIMA. Esse estabelecimento fez história em Bauru e hoje, agorinha de pouco, a triste notícia, o Sergio nos deixou. Ele e o Frutal deixaram uma marca registrada ali na Rodrigues, entre a Gustavo Maciel e a Agenor Meira. Muitas décadas de bom atendimento, aberto até altas horas e sempre com um suco impecável e um lanche inesquecível. Eis aqui o link da história do bar, por mim retratada: https://mafuadohpa.blogspot.com/search?q=frutal+lima
- "Poxa...vendi muito ticket alimentação pra ele...", funcionário público Jean Morales.
- "Frequentei muito nos anos 80, não raro com minha ex-companheira, e sempre com o mesmo pedido: X-Salada e vitamina com leite. Depois as visitas se tornaram mais esporádicas, mas nunca deixaram de acontecer. Uma das últimas vezes levei meu filho para conhecer. Triste com a notícia", professor Almir Ribeiro.
- "Putz , que triste...quantas vezes após fechar a Livraria Vamos Ler as 22:00 , ia para o Frutal comer um X-salada , depois passava no Bar da Rosa , que era bem diferente do que é hoje , e tomar umas pra ir pra casa... descanse em paz Sérgio...", Jorge Simões Cantão. - "Parada obrigatória antes de pegar meu ônibus pro Parque Vista Alegre, depois da sessão no Bauru I...", Paulo Balderramas.
- "Frequentei muito o Frutal Lima, desde 1973, qdo cheguei aqui na sem limites. Ficava ao lado de um fliperama, (em frente do atual), que eu era viciado. Saia da Fundação e ia pra lá jogar e comer aqueles lanches saborosos. Batia um papo mais com o Élvio, irmão mais velho. RIP, Sérgio.", fotógrafo Pedro Romualdo.
- "Um sobrevivente do Centro. Uma pena. Tive a honra de fazer uma entrevista da semana com ele, para o JC. Descanse em paz", jornalista Rodrigo Ferrari.
- "Notícia triste....era onde , muitas noites, na volta das aulas na FEB, íamos comer o Xsalada e tomar aquela vitamina de morango com leite....", Cleide Portes.
- "Comecei a frequentar o Frutal no ano de 1976, na época frequentava a comunidade de jovens da Catedral e todo domingo depois da missa das 18 horas era obrigatório o x salada e o suco. Não me esqueço certo dia assim que chegou meu x salada explodiu a Nações Unidas, nesse dia a curiosidade foi maior que a fome, com o passar dos anos veio outros hábitos entre eles a cervejinha, depois de bebericar no Lanches Fátima (Gustavo com Batista) a noite terminava no Frutal. Até o fechamento sempre fui assíduo fregues, muitas vezes procurando um fast food para almoçar acabava no x salada do Frutal, amigo além de histórias pudemos desfrutar o sabor que era único", Sivaldo Carmargo.
- "Nos anos 80 batia cartão para tomar caracálcio!", professor Reginaldo Furtado.
Em tempo: Sua morte não foi causada pelo COVID-19 e sim, por complicações no fígado.


















