terça-feira, 14 de agosto de 2012

O QUE FAZER EM BAURU E NAS REDONDEZAS (17)
UMA EMILLIANA LIVRARIA NO CAMPUS DA UNESP BAURU
Confesso algo aqui e que talvez não seja novidade para muitos que me conhecem. Não me seguro nas calças diante de uma LIVRARIA. Meses atrás escrevi aqui com muito entusiasmo quando da abertura da Nobel, lá na rua defronte o shopping e depois, com tremendo amargura comuniquei o seu fechamento. Lemos tão pouco e como reproduzi no texto com a vinda para Bauru do professor Muniz Sodré, “como discutir isso tudo num continente de iletrados”. Num outro momento, na meteórica passagem pela histórica cidadezinha uruguaia, Colonia Del Sacramento, com menos que 3 mil habitantes na sua área urbana e lá uma livraria e algo ouvido da proprietária: “E vendo bem, os uruguaios lêem muito”. Diante disso tudo, divulgo livrarias e livros sempre que trombar com algo que me chame a atenção.
Semana passada fui espiar o CELACOM, lá no campus da UNESP Bauru (a tal palestra do Muniz) e vi uma banca de livros, com temas do Congresso. Fiquei interessado em alguns e ao voltar com o filho em 10/08 descobri que tudo fazia parte de revenda feita por uma livraria divinal, existente lá no espaço colado à cantina central do campus, a VERSO & PROSA. Mais encantado fiquei ao tomar conhecimento que tudo era brilhantemente comandado por EMILLA GRIZENDE, uma jovem de trinta anos e há cinco no comando do negócio livreiro. Sua história é bonita demais. Veio de Juiz de Fora MG para estudar (é Historiadora, como eu) e percebendo uma oportunidade, isso aos 25 anos, abriu a livraria e a toca até hoje. Não é encantador?
Tem mais. Uma resistente, pois vai tocando o barco, nem sempre com vento a favor, mas mesmo tendo que remar muito, não desiste. “Com a internet ocorreu uma alteração no padrão de leitura da geração de estudantes universitários. As vendas caíram, pois muitos preferem ler hoje baixando tudo via computador. O hábito de antigamente sofreu alterações, mas como muitos ainda preferem continuar lendo tudo no papel e não conseguem fazer leituras alongadas na tela de computador, as livrarias não fecharão tão já. E eu, com minha livraria vou buscando preços mais acessíveis a cada nova compra”, me diz. Lá, além dos livros, produtos como camisetas, chinelos e bolsas personalizadas pelos estudantes e distribuidas pela livraria. Comprei alguns livros e encomendei outros, ou seja, sai de lá endividado e com compromissos assumidos.
Além de todas as particularidades possibilitadas por essas pequenas livrarias, o que me faz escrever dessa por aqui é pelo fato da Emilla ter conseguido uma promoção especial para  livros da Cia das Letras, com descontos de 25% no preço da capa. Trata-se de uma parceria da editora com as livrarias universitárias, algo bem específico e criado para aumentar a venda dos livros dessa editora. Vi mais de vinte caixas lotadas desses livros por lá e tudo teve início ontem, 13/08, prosseguindo até 14/09. Um mês com preços mais acessíveis. Divulgo com gosto e muito contentamento, pois sei da batalha que é conseguir manter livrarias em funcionamento no Brasil. Essa uma bela história e papear com a simpática Emilla, outro fator determinante para lá estar. Ela é livreira de fato e de direito, pois conhece de tudo e papeia gostosamente sobre cada obra. Recomendo e depois tem um bar logo em frente, também com módicos preços.
UMA COISINHA DESSA TERÇA: Circula um boato pelas redes sociais internéticas e isso precisa ser confirmado ou não. Falam que Marcelo Borges, o vereador tucano de Bauru não estará concorrendo à reeleição, não porque estaria pensando em cuidar dos seus negócios particulares, mas porque já tem como certo atuar como Diretor da SABESP em Bauru. Quer dizer, o DAE já teria seus dias contados, tudo sacramentado pelas hostes do Palácio das Cerejeiras. Li mais nos comentários por lá, que a chegada da SABESP é um acerto entre a Prefeitura e o Governo Estadual: a cidade aceita a quase estatal da água e eles, o Governo, nos passam em condições satisfatórias o repasse da administração do Hospital de Base (prestes a fechar e que condições seriam essas?). Não acho recomendável o prefeito Rodrigo fazer esse tipo de acordo, pois já foi apunhalado em diversas outras oportunidades e o será novamente (é ver para crer). Dois comentários entre aspas recolhido de papos lidos por lá: “Não seria isso presente de grego?” e “Tem gente aos MONTI interessada nisso”. Conferindo...

Por fim, uma observação de minha lavra. Pegaram muito no pé da FUNPREV tempos atrás quando fez aplicações com lucros não tão vantajosos para a instituição e hoje ela divulga o oposto, um índice mais do que satisfatório de lucratividade no mês passado. Não seria o caso de aplaudirem pelo bom serviço prestado ao funcionalismo municipal ou isso não seria mais do que mera obrigação? Registro como curiosidade.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

INTERVENÇÃO DO SUPER-HERÓI BAURUENSE (42)
DEBATE ENTRE CAPAS: GUARDIÃO E BATMAN - OS QUESTIONAMENTOS AOS PREFEITÁVEIS DE BAURU
Guardião, o super-herói bauruense é um contumaz observador dos acontecimentos de Bauru. Poderia muito bem hoje retratar a questão do empurra-empurra de como tratam a questão da saúde na cidade. Um diz ser tudo culpa do governo estadual e o outro afirma ser culpa do municipal. Imbróglio cheio de culpas e culpados e um padecer sem fim para quem necessita desses serviços públicos. Nesse momento, onde candidatos à Prefeitura trocam acusações mútuas e todos estão a participar de debates nos mais diferentes meios e condições. Até ONGs, Associações de Classe, Institutos e Organizações variadas estão promovendo os seus (citamos duas, a Batra e a Vivendo Bauru). Assim sendo, eis aqui uma proposta de um diferenciado debate e num inusitado campo. Super-herói gosta de prestigiar o trabalho e atuação dos iguais entre si e dessa forma, Guardião foi assistir no cinema ao último filme do Batman, em exibição na cidade, o “Cavaleiro das Trevas Ressurge”, último da trilogia do diretor britânico Christopher Nolan e o mais instigante dos três.
Juntamos a proposta de um debate envolvendo os prefeitáveis e um filme baseado em HQ. Mas qual a liga nisso tudo? É que o episódio derradeiro da trilogia traz Batman às voltas com a luta de classes no mundo capitalista pós-globalizado e Bauru estando inserido nesse contexto, Guardião aproveita a deixa, remete tudo para os problemas vividos e a serem enfrentados pela nossa aldeia. E como ninguém mesmo estará preocupado em questionar algumas das questões aqui propostas, a analogia está feita. Gotham City não é Bauru, nem o malvado Bane pode ser comparado com nossos meliantes, desde os de colarinho branco aos de arma em punho, mas uma analogia é mais do que possível e Guardião a estabelece nesse momento:
1 - A Gotham do filme é ameaçada por ataques terroristas e por uma ebulição populista, essa um tanto parecida com a Ocupem Wall Street, quanto com os ultraconservadores do Tea Party. É o mundo real explodindo na tela. O que fariam diante do povo nas ruas exigindo o seu quinhão e os detentores dos mesmos a defendê-lo com unhas e dentes? De que lado estaria a Prefeitura?
2 - No filme de ação com subtexto político estão retratados os medos, os receios da sociedade atual. O vilão do filme, guardadas as devidas proporções com a ficção possui muita coisa de real. Os empresários idem e essa ação desenfreada do poder do dinheiro, que tudo pode e nada teme pode estar acontecendo debaixo dos nossos olhos, até sem nos darmos conta. Isso seria tolerável?
3 - A Mulher-Gato, ora boa, ora má, uma Robin Hood individualista, rouba descaradamente os bilionários otários e se revolta aos ver belos objetos nas mãos das pessoas, a seu ver, incapaz de possuí-los de forma prazerosa e se imagina redutora da concentração de renda na cidade. Como vê a questão da concentração de renda em Bauru e o que acha da expropriação e uma divisão equitativa disso tudo? Acha justos os questionamentos levantados sobre a forma como foram conseguidos? Ou acha que tudo é normal nesse mundo a envolver negócios?
4 - O único superpoder do Batman, ou melhor, do bilionário Wayne é sua fortuna. Num certo momento ele percebe que suas empresas não mais ajudam uma instituição filantrópica. O motivo é a diminuição dos seus lucros e tem uma crise de consciência, perde o sono por causa disso. Acredita que o mesmo ocorra com nossos donos do dinheiro?  Essa luta de classes é perceptível aqui e com grande intensidade? É indiferente a isso ou pretende fazer algo para alterá-la ou até transformá-la? Uma vez pobre, Batman leva uma surra e é jogado no fundo de um poço. Imagina ser assim mesmo e que sem grana quem os tinham em grande monta perderiam toda sua força, inclusive a criativa?

5 - Impactante a cena da tomada de Gotham por uma horda de moradores liderados pelo vilão Bane. Isso pode ocorrer, sob o comando de vilões e por questões mais do que plausíveis, com o povo revoltado pela continuidade dos maus tratos reservados à periferia. Poderia se juntar a algo parecido, se tivesse certeza de que seria para o bem da maioria da população bauruense, mesmo que isso contrariasse, por exemplo, financiadores de sua campanha?
6 - O golpe de misericórdia nas questões do capital é dado com a invasão da Bolsa de Valores e um diálogo magistral. “Aqui não tem nada para vocês roubarem, aqui não tem dinheiro”, diz um agente da Bolsa ao vilão. “E o que vocês estão fazendo aqui, então?”, responde Bane. Reconhece como justo o império dos que acumularam muito e deixaram de investir no trabalho e passaram só a negociar com papéis. Isso é humano ou desumano? Cruel ou normal?
7 - A atuação da polícia e do policial é outro ponto alto do filme. Ora acuados, sem reação, ora com medo, ora tentando se unir em busca de um ideal profissional e com débeis lideranças, mau preparadas e todas com vinculação mais do que explícita com o poder financeiro da cidade. Vê alguma relação com a nossa polícia? Como combateria isso se de fato estivesse ocorrendo por aqui?
8 - Batman virou um mito. Imaginem alguém, na cidade atuando como um paladino do mercado financeiro. Isso seria tolerado? Outro diálogo, marcante no filme é o de dois policiais ante uma Bolsa ocupada pelos vilões. “Precisamos agir rápido. O dinheiro de todo mundo está aí dentro”, diz um. “O meu não. O meu está debaixo do colchão”, responde o outro. “Se não pegarmos esses caras, o dinheiro que está debaixo do seu colchão não valerá nada”, recebe como resposta. Acredita que deva mesmo existir uma ação igual a do Federal Reserve, o banco central americano, sempre ponto a salvar o sistema financeiro, mesmo quando ele só pensa nos seus próprios botões e nem um pouco na coletividade?
São algumas perguntinhas propiciadas pelo filme e que enriqueceria muitos os debates de nossos prefeitáveis. Guardião finaliza agindo igual a esses promotores de variados debates e aguarda o pronunciamento de cada um via internet, pelo seu e-mail ou respostas pelo log. Garante que as respostas serão todas publicadas na íntegra. Piada ou não, HQ ou não, o questionário proposto por Guardião e referendado por esse mafuento escrevinhador, o HPA e pelo desenhista do personagem, o desenhista Gonçález está lançado e aguardando resposta (s).

domingo, 12 de agosto de 2012

FRASES DE UM LIVRO LIDO (61)
UM LIVRO SOBRE ALGUÉM DIFERENCIADO, CAIO FERNANDO ABREU, QUE ADORO
Um dos escritores que desde que o descobri caiu no meu gosto foi o gaúcho CAIO FERNANDO ABREU. Dele poderia escrever laudas e laudas e depois, da imensa tristeza quando de sua partida, pois estava privado dos seus instigantes escritos. Descobri por acaso num sebo no centro de Curitiba (paguei meros R$ 5 reais) um livro de memórias (ou seria um romance?), o “Caio Fernando Abreu – Inventário de um escritor irremediável” (editora Seoman – www.seoman.com.br, 2008, 192 págs), de uma jovem jornalista mineira, a Jeanne Callegari (www.jeannecallegari.com.br).

Vamos direto as frases que fui grifando no meu exemplar:
- “Viver é não só suportar, mas sobretudo lutar contra o que se é”.

- “O Caio inclassificável, que se recusava a fazer parte de movimentos, filosofias e seitas, mas que passeava e pairava por todas elas”.
- “...desde pequeno, tinha traços ambíguos, não gostava de futebol, preferia desenhar, escrever. A sociedade santiaguense da época não estava preparada. (...) Era a época dos comentários maldosos, velados”.
- “Incapaz de se condicionar a algum rótulo, ele seria não um, mas muitos:  o Caio tímido da infância e da adolescência, o Caio enfrentativo e ousado da juventude, o Caio mais sereno e maduro do fim da vida. Para cada pessoa que o conheceu, um Caio diferente, às vezes oposto ao que outros se recordam”.
- “Caio e João Gilberto Noll (...) como não tinham dinheiro para comprá-los, aproveitavam para roubá-los na Feira do Livro de Porto Alegre”.
- “Anos mais tarde, Caio diria que toda sua literatura seria fruto do choque, do contraste entre a vida interiorana em Santiago do Boqueirão e a vertigem causada pela velocidade da capital paulista (...) Ele costumava dizer sobre o choque que foi trabalhar como jornalista em São Paulo: Me estupraram até o último hímen”.
- “Ele fez parte da turma que achava que festa e subversão podiam estar ligadas, e que a revolução era individual, de comportamento”.
- “Queria tanto que alguém me amasse por alguma coisa que eu escrevi”, Hilda Hilst.
- “Assustou-se, no entanto, com o que chamaria de vampirização das pessoas: todo mundo só querendo saber de falar e falar, de fazer comentários espertos, de mostrar um equilíbrio que não possuíam”.
- “Caio sempre achava um jeito de colocar defeito no lugar onde estava. Sentia-se estrangeiro onde quer que fosse, sem possibilidade de cura”.
- “Era aquela velha história: quem não fosse conhecido não seria publicado, mas como se tornar conhecido se não aceitavam publicá-los?”.
- “Tenho muita pena de você. Você nunca vai me enlouquecer”.
- “...a morte de Ana Cristina Cesar foi um marco, também, do fim da década de 70. Como se Ana não aceitasse, ou não pudesse aceitar a mudança, ela se matou, congelando sua imagem nos doces anos em que se podia pensar em mudar o mundo. Porque era mais ou menos isso: mudar ou morrer”. “Com que direito, Deus, com que direito ela fez isso? Logo ela, que tinha uma arma para sobreviver – a literatura -, coisa que pouca gente tem”, Caio.
- “Quando não há jeito, o melhor é rir, ele pensava. Era adepto da cultura das abobrinhas, que é simplesmente falar bobagem”.
- “Caio chegou a dizer, certa vez, que devia ser insuportável para a Academia, e também para a crítica, lidar com um escritor que confessava que o trabalho do Cazuza e da Rita Lee foram influências muito maiores que Graciliano Ramos”.
- “Caio estava sempre repetindo. Ele adorava essa frase. Como era bom poder tocar um instrumento, pensava, como era bom poder escrever, ter essa arma para lutar contra as aguras do mundo”.
- “Não quero fãs, quero amantes” e “Quando duas ou mais pessoas estiverem reunidas em nome de Deus, eu estarei no meio delas. Mas sempre com um decote bem profundo”, Caio.
- “...literatura gay – para Caio, por exemplo, isso não existia. Graciliano Ramos não era chamado de escritor Hetero; porque ele deveria ser chamado de escritor gay?”.
- “...todos nós somos seres humanos, erramos, nos equivocamos, coisa e tal. Mas eu estou me sentindo extremamente constrangido de estar na posição de render homenagens ao tipo de ideologia que eu profundamente desprezo”, Caio do Roda Viva.
- “Segura o turbante, meu bem, e sente o ritmo”, Vicente Pereira, amigo de Caio, pouco antes de morrer de Aids, numa animadora frase.
- “Diz que faz parte de uma geração muito colonizada, que cresceu assistindo ao cinema americano, e que portanto sempre acredita que vai haver um beijo da Doris Day com Rock Hudson no final, e todos serão felizes para sempre”.
- “...a AIDS era uma doença cheia de estigmas, que talha o ser humano no que ele tem de mais delicado, que é a sexualidade. E por isso ara preciso desmistificar, não se envergonhar. Falar da doença era a melhor forma de combatê-la, e principalmente de combater os preconceitos ligados a ela, os clichês associados aos soropositivos. Por isso, ele dava entrevistas; mesmo sabendo que o interesse maior não era sua obra, e sim na doença, ele falava”.
MINHA CONCLUSÃO FINAL: PROCUREM LER TUDO O QUE ENCONTRAREM PELA FRENTE DE CAIO FERNANDO ABREU.

sábado, 11 de agosto de 2012

DICA (97)

O LIVRO DE REGINÓPOLIS, UMA FESTA, EU E FAUSTO POR LÁ
O livro,“Reginópolis, Sua História”, escrito por mim e desenhado brilhantemente pelo amigo Fausto Bergocce, tantas vezes reverenciado por aqui (com filho é assim mesmo, infindável escrevinhação) tem mais um capítulo ocorrendo nesse final de semana. Todo ano a maior festa a ocorrer em Reginópolis é a festa de sua padroeira, quando cobrem parte da praça da igreja, armam um imenso palco e a cidade e região fazem e acontecem durante o mês todo, de sexta a domingo. Eu e Fausto pedimos permissão ao padre Geraldo e montaremos um espaço nosso nesse final de semana para continuar divulgando o livro aos que ainda não tiveram a oportunidade de comprá-lo. Nosso quiosque estará aberto à visitação hoje à partir das 18h (até o arroz secar) e amanhã durante o Festival de Música Sertaneja (das 10h e até por volta das 18h), junto a violeiros raiz de todo o sertão paulista. Do livro em si não tenho muito mais o que falar, além do prazer de tê-lo escrito e de tudo o que o mesmo tem me proporcionado. Fui conhecer o Ziraldo em seu estúdio no Rio, tivemos um convite para fazer um evento na famosa Confeitaria Colombo (a mais charmosa do Rio), recebi elogios de Paulo Betti, Cristina Pereira, Miguel Rep, Muniz Sodré e tanta gente, entre eles, o violeiro Levi Ramiro (foto ao lado), morador da Estiva (parede meia com Reginópolis), distrito de Pirajuí, que conhece bem algumas das histórias ali relatadas, pois ouve isso constantemente de gente que vai cruzando os seus caminhos sertanejos. Meses atrás quem passou por Reginópolis para entregar um Núcleo Habitacional aos seus moradores foi o governador Geraldo Alckmin e o prefeito da cidade lhe deu de presente o livro. Tenho minhas divergências políticas com Alckmin, mas ele é nosso governador e vê-lo folheando e falando bem do que estava vendo é sempre gratificante. Eu e Fausto estamos organizando uma exposição com todos os originais (250 coloridas aquarelas) num local público de Bauru (talvez a Galeria junto ao Teatro ou mesmo a Casa Ponce Paz) para setembro e o Fausto deverá ter outra exposição de sua obra no Templo Bar de 28/08 a 08/09, com outros trabalhos seus.Aqui em Bauru quem se interessar pelo livro, informo que ele continua sendo comercializado em três pontos: Banca do Orlando, rua Primeiro de Agosto, Banca Aeroporto, da Hilda, junto ao Aeroclube e Banca Rodoviária, do Valdir e da Vera Tamião, no terminal rodoviário. Enfim, continuamos ralando e na estrada, vendendo nosso peixe.
O TIGRÃO SE FOI E COM ELE A BUZINA (texto publicado na Tribuna do Leitor, Jornal da Cidade, edição de hoje, 11/08/2012) e o BUZINEIRO DO NOROESTE (texto publicado na seção Minuto de Silêncio, Bom Dia, edição de hoje, 11/08/2012):
Abro o JC de hoje (ontem) e lá na página  dedicada aos anúncios fúnebres uma foto me chama a atenção. Morreu o Tigrão, que também era chamado formalmente de Wilson Sanches, pelo qual ninguém o conhecia. Sempre foi o Tigrão e minha história com ele é dos anos 70/80, no campo do Noroeste, quando ele batia cartão em todos os jogos, e sempre muito bem acompanhado. Fez fama por carregar um trambolho composto de uma potente bateria e buzina dessas de caminhão, barulhenta e estridente. Com esse aparato fazia e acontecia nas arquibancadas e o barulho emanado daquilo tudo fez história nos jogos do nosso querido Noroeste. Além de ficar registrado eternamente em nossa memória, era uma espécie de cartão de apresentação (ou de visitas, sei lá) para todos os torcedores. Era o incentivo quando o time estava a atacar e bombando para fazer um gol e também um alerta quando o time estava aos tropeções e servia como uma espécie de despertador para o torcedor, que após escutar a buzina, voltava a torcer de forma aguerrida. Ele fez isso por décadas e tinha a simpatia de todos. Um menestrel que deveria ter esses instrumentos, a buzina principalmente, imortalizados num museu noroestino. Trigrão faz parte de uma geração de torcedores românticos, como pouco se vê nos dias de hoje. Deixa saudades e ótimas recordações em todos nós. Ganhou a vida com o comércio de carros, mas sua fama foi a do buzinaço no Alfredo de Castilho, lugar ainda não ocupado por nenhum outro torcedor. Em 25/02/2012, jogo 1x1 com o Rio Claro, eu, Tigrão e os quase mil torcedores que acompanham religiosamente o Noroeste estávamos lá no campo e eu tirei essa foto que hoje ilustraria esse texto. A buzina ele já havia aposentado fazia tempo, mas não o ímpeto de torcer pelo time do coração. Tigrão é merecedor de uma placa no estádio e um buzinaço no próximo jogo (a Sangue Rubro podia organizar isso), tudo em sua homenagem.
HPA, professor de História, jornalista e blogueiro, mas antes de tudo noroestino, como Tigrão.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

OS QUE SOBRARAM e OS QUE FAZEM FALTA (37)
MUNIZ SODRÉ E ALGO SOBRE ESSE DUPLO OFÍCIO DE SER E FAZER NO JORNALISMO E NA LITERATURA
Na última quarta, 08/08, 20h, ocorre a abertura do CELACOM (http://www2.faac.unesp.br/celacom/), o XVI Colóquio Internacional da Escola Latino-Americana de Comunicação, evento bancado e patrocinado pela FAAC UNESP Bauru. Lá no site uma explanação do que foi e continua ocorrendo no evento, sendo recomendado também ver as novidades num blog, com o perfil dos participantes (http://www2.faac.unesp.br/wordpress/celacom/). Confesso ter ido exclusivamente para assistir logo após a sessão de abertura, a conferência inaugural, com o tema “Literatura e Comunicação na América Latina”, proferida por nada menos que MUNIZ SODRÉ, um comunicador dispensando apresentações e rapapés. Um mestre na acepção da palavra. Reverencio esses, onde busco frequentemente inspiração para atuações variadas. Dessa feita tinha um privilégio a mais, ele e sua esposa Raquel Paiva (doutora em Comunicação e professora da UFRJ), são amigos pessoais de Ana Bia (cariocas por adoção, menos Ana, essa da gema), minha companheira de todas as horas, tendo vivenciado experiências profissionais juntos. Além de ouvi-lo, tive o prazer da convivência com os dois, em algo que relato aqui da forma como pude compreender o escutado, pois fico um tanto retraído diante dos meus ídolos e na maioria das vezes, me escapa o principal, me ater atentamente ao que dizem. Viajo nesses momentos e talvez me tenha escapado algo mais contundente, mas de minhas anotações, extraídas da fala desse que considero um “Dos que Sobraram” nesse país, eis o que consegui salvar. Da abertura do evento, não quero registar a presença de nenhuma autoridade, mas a do seu apresentador, o jornalista e radialista da rádio Unesp FM, Wellington Leite, que possuidor de qualidades marcantes, sabe ocupar seu espaço e acaba se saindo muito bem quando chamado. Ponto positivo.

Na maior parte do tempo Muniz explanou sobre a convivência da prática do jornalismo como sendo um gênero literário e vice-versa. Dá início citando um dos pioneiros por aqui, João do Rio e outro expoente de tempos não tão remotos, João Antonio, com a citação de um grande exemplo mundial, Gabriel Garcia Marquez. “Além da literatura, só o jornalismo poderia satisfazer a esses. O melhor são textos nem muito curtos, nem muitos espichados, frase de Drummond. Clarice Lispector ensinava para que modifiquemos frases essencialmente ricas. Na mesma linha, sugiro para que não se escreva bem demais, além de toque para que todo texto literário possua notas sujas. (...) Com Garcia Marques, a valorização da função de repórter, um tendo que aprender com o outro. O realismo objetivo é a busca dos efeitos de real, corrente das narrativas de não ficção. A narrativa provocante busca detalhes. O estilo norte-americano é relator de ações, narra como se estivesse no centro dos acontecimentos. Hemingway cria a narrativa de parágrafos. (...) Um texto curto às vezes é mais forte do que toda a teoria. Tudo o que você tem a fazer é escrever pelo menos uma frase verdadeira. Usar esses recursos literários no jornalismo ainda não é literatura. A escrita literária e escrita jornalística de Hemingway é um marco. Já a escrita literária como fator de ascensão social é algo que veio com Truman Capote. (...) A imprensa costuma dar nomes, veja o caso do Comando Vermelho, nome criado pela imprensa, não pelos do grupo. Cria-se o fantasma. Não devemos acreditar e levar ao pé da letra o que se passa nesses livros autobiográficos. A ficção literária enriquece o pensamento, pode iluminar o real histórico e transformar a realidade. Jorge Amado baianiza a Bahia e o baiano acredita e até incorpora isso. O Globo fez uma reforma gráfica recente, ficou mais bonito, mas seu conteúdo continua o mesmo, sem reforma. Cada um inventa ao seu modo e jeito. Confundimos o real com o imaginário na mídia. (...) A matemática e a lógica nos empurra para que acreditemos que sua teoria é verdadeira. Os grandes criadores literários são cheios de ficção. O equilíbrio do mercado é ficcional. Para entender e compreender a realidade veja o quanto temos que mentir, fugir da realidade. (...) A ficção hoje é uma forma de conhecer o real e essa fala é poderosa. Ela pode ser muito mais interessante do que qualquer coisa que alguém tenha dito, depende de como é produzida. (...) Vivemos momentos de nomadismo entre a ficção e o jornalismo, sem saber ao certo até onde vai a comunicação e até onde vai o jornalismo. O caminho é ler muito, literatura, discutir literatura nos cursos. Todos os grandes da escrita inventaram muito, intuíam muito. Veja sempre o espaço e veja junto o tempo, procurando contextualizar tudo antes de chegar a alguma conclusão”, essas algumas das provocações do professor Muniz Sodré, ou seja, como discutir tudo isso num continente de iletrados.
Como é bom ser provado, instigado, adorável isso.  Acredito que assim a reação ocorre mais rapidamente. Ele tem um discurso que contamina. Entendi que literatura não é jornalismo, mas há frequentes aproximações. E depois, fomos todos para o coquetel no saguão do evento. De lá, eu e Ana sequestramos Muniz e Raquel e passamos um tempinho curtindo essas duas maravilhosas pessoas só para nós. O ensinamento da noite será a execução daqui para frente de um bocadinho do que o vi expor. Foi uma noite de aprendizados mil. Aguardem-me com a prática disso tudo.
OBS FINAL: Estar com Muniz Sodré é a alegria de constatar in locu que ainda existem alguns “QUE SOBRARAM” nesse cruel mundo. Por outro lado, a cada dia partem alguns e esses engrossam o caldo dos “QUE FAZEM FALTA”. Cito cinco. Três universais, o maestro Severino Araújo, da Orquestra Tabajara, que nos fazia dançar mesmo sem o saber (meu caso), Celso Blues Boy, que me introduziu no mundo do abrasileirado blues e Magro, um integrante do MPB 4, o grupo vocal que mais tenho discos e cujas letras cantarolo sozinho pelas ruas, como um desses seres que vejo falando pelas ruas consigo mesmos. Daqui de Bauru, gente de nossa aldeia, perdemos nessa semana o Tigrão, buzineiro do Noroeste, que nos encantava com seu barulhento arsenal nos campos de bola e com seu Carmelo, mestre do violão, que aos 96 ainda tentava ensinar acordes para os interessados em aprender tão delicada e magistral arte.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

CARTAS (90)

COMO O MENSALÃO PODERIA TER SIDO EVITADO - carta de minha lavra e responsabilidade publicada na edição de hoje, 09/08/2012, do Jornal da Cidade, Bauru SP, Tribuna do Leitor.
Esse tal de mensalão é mesmo instigante. O dia desses chegou e tentam se safar como podem. Que atire a primeira pedra quem no mundo político não cometeu algo parecido, essa é minha provocação. Ouço dizer que nesse torrão todos são honestos até serem pegos com a mão na botija ou os que ainda o são é pela absoluta falta de uma vantajosa oportunidade. Desacredito disso, quando utilizado dessa forma generalizada, afinal, sabemos ser toda unanimidade burra. Ainda bem, concluo, mas que existem uns mais iguais que os outros, isso existe.

Escrevo sobre prováveis lições ainda não tiradas desse mensalão. Sim, acreditem, elas existem. A maior delas reside no campo das hipóteses. É que tudo isso poderia ter sido evitado. Tenho comigo que nada disso estaria ocorrendo hoje se lá atrás quando da reeleição do presidente FHC em 1997, naquele escândalo da compra dos votos, votação da garantidora emenda parlamentar, a Justiça tivesse agido, denominado tudo talvez de “Mensalão da Reeleição”, devassando tudo, nada disso estaria ocorrendo hoje. Eram muito mais de 40 os receptores e receptadores. Nada foi feito. Aquilo foi um derrame de dinheiro ainda sem explicações. Punição ocorrendo ali, o mau exemplo não seria perpetuado e os de hoje não estariam no banco dos réus. Sabe como são as coisas nesse país, um observa o outro, vê que dá certo e já quer fazer igual. Só não entendo dos motivos desses de hoje estarem sendo julgados e aqueles escaparem pela tangente.

Tivemos outros momentos para exemplar a corrupção. Na sequência daquilo, outro mau exemplo, quando permitiram que o “Mensalão do Valerioduto”, como ficou conhecida a campanha de reeleição do governador Eduardo Azeredo ao governo de Minas Gerais em 1998. Listas e listas de beneficiados com dinheiro ilegal, inclusive com o nome de um atual ministro do STF. Tudo organizado pelo mesmo publicitário, o Marcos Valério. Percebam como só chegamos ao julgamento de hoje por não termos nos mobilizado desde lá atrás. De certa forma, tudo foi ensinado aos atuais mensaleiros e uns fazem mais certo, outros menos. Todos aqueles, FHC, aquele governador tucano e o Valério ainda não enfrentaram o STF por esses delitos. Inconcebível, não? Falhas da Justiça, não tão justa assim. E falta de mobilização de nossa parte.

E para terminar, outra elucubração. Fico maravilhado com toda a mobilização contrária aos atuais mensaleiros. Comovente a quantidade de cartas, manchetes e editoriais na imprensa. Todos muito preocupados em caçar os corruptos e clamando por justiça (ou justiçamento, sei lá). Registro aqui uma dessas entidades sempre alerta, mobilizada para o que der e vier e a uso como exemplo. A bauruense Batra, que dita normas para futuros vereadores, prega moralidade na coisa pública, cita caminhos, aponta erros, tudo num primor de dar gosto. Quero vê-la sempre assim, hoje e voltando seus olhos para os ainda não punidos, pois do contrário o ideal trilhado perderia o sentido. Prego a contínua mobilização deles e de todos os brasileiros, com o mesmo ímpeto para também julgar e punir severamente os bastiões da corrupção nos casos do Valerioduto Mineiro, da Privataria Tucana e no caso do envolvimento da revista Veja com o contraventor Cachoeira. Quero estar ao lado deles hoje e amanhã. E dessa forma faremos finalmente Justiça com “J” maiúsculo e minha bandeira não voltará tão cedo para o armário. 

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

UM LUGAR POR AÍ (28)
COLONIA DEL SACRAMENTO, UM PEDACINHO URUGUAIO PERTINHO DE BUENOS AIRES
Semana passada na visita que fiz a Buenos Aires, essa minha terceira ida para lá, sempre quis dar uma esticada para conhecer uma ponta do Uruguai, numa curta distância de barco, atravessando o rio da Prata. Na quinta, 02/08/2012, fizemos isso, eu e Ana Bia. Acordamos cedo e perto do nosso hotel a estação do Buquebus, com um ferry-boat personalizado e o local lembrando muito um aeroporto. Podia não ser isso, mas tratava-se da ligação entre dois países e tanto de um lado como do outro, algo moderno e confortável. Preferimos pegar um que saia de Puerto Madero às 8h45. Pagamos no dia anterior pela internet e na chegada foi tudo muito rápido, inclusive no momento de averiguação dos passaportes. O barco tinha até um free-shop no seu andar superior, mas tanto na ida como na volta preferimos dormir num reclinável banco, pois o tempo estava um tanto fechado e pouco se via do riozão (o da Prata a separar os dois países) de água à nossa volta.
O lugarejo é tombado pelo patrimônio histórico da humanidade e chama-se Colonia Del Scramento. Uma cidadezinha colonial, à beira d’água, fundada por portugueses, patrimônio da Unesco, povoada por pousadas e restaurantinhos e galerias. De cara um Centro Turístico e informações variadas sobre as andanças. Preferimos caminhar e o fizemos muito. Primeiro pela orla, dando uma volta quase completa na área possível de visitação. Logo no início uns trilhos e uma rotunda, conservada, porém sem nenhuma utilização útil, uma vez que trens não mais circulam por ali. Os galpões, bem diferentes dos nossos são um encantamento para os olhos, principalmente suas coberturas de zinco.
 
Fiquei encantado pela quantidade de carrinhos, alguns muito pequenos e com muitos anos de utilização. Não identifiquei as marcas, mas os vi em uso e de pronto percebo que teriam problemas para circular no Brasil, diante desse nosso atual sistema de vistorias automotivas. Tirei fotos ao lado de alguns e os vejo ainda muito úteis. Circulam de um lugar para outro, num local onde o trânsito é dos mais calmos e pelo que vi, o importante não é a ostentação, mas sim a pessoa possuir um meio de locomoção. Fiquei encantando com a preservação do lugar, muito limpo, mas o que me assusta em lugares assim é a quantidade mínima de gente pelas ruas. Sou um bicho urbano e não sei como me viraria num lugar com tão pouco movimento.
Encantador são as casas antigas, muito bem preservadas. Em muitas pude ver o antigo estado totalmente preservado do lado externo e com todas as modernidades do seu lado interno, principalmente com a instalação de aquecedores. O lugar é muito frio, venta bastante (beirada de um grande rio) e quando chove, tudo fica mais gélido e as ruas mais vazias. As edificações me faziam parar a caminhada a cada instante. Foram fotos e fotos, inclusive a de algumas ruínas. Fácil encontrar roteiros que contam um pouco da história do lugar e com todas as pessoas que paramos para conversar, percebemos uma amabilidade imensa. Ficávamos sabendo um pouco mais da história do lugar a cada parada.
O restaurante escolhido para o almoço parecia algo saído de séculos passados. Foi difícil escolher, pois haviam muitos no seu centro histórico, um mais chamativo que o outro. Algo que provei logo de cara, além do vinho, foram as cervejas uruguaias. Durante as poucas horas que por lá permanecemos, tomei quatro de marcas diferentes (garrafinhas de long-neck) e uma constatação, as nossas são melhores. Os vinhos são ótimos e a comida idem. Queria algo típico do lugar e só não aprovei com um 10 a escolhida, pois preferi algo com uma pitada doce e isso não me caiu muito bem (a tal da diabetes). Tudo ia nos chamando muito a atenção, desde o corte das arvores, até na forma como faziam os lanches.
Algo que trouxe de recordação desse pedacinho uruguaio foram CDs. Como a cidade é pequena cacei por uma livraria e encontre uma, que a proprietária nos disse ser a única no lugar. “Libreria El Virrey”, seu nome, muitos títulos e vários CDs. Preferi uma coletânea com 2 juntos e quase quarenta músicas, com vários artistas do país todo. Estou tendo a possibilidade de ouvir e tomar conhecimento de ritmos variados e confesso, tenho gostado do que tenho ouvido. Foi encantador ver uma livraria aberta e com ampla aceitação pela população local. Quando que aqui uma de nossas cidadezinhas pequenas, do tipo de Reginópolis poderia se dar ao luxo de ter como loja comercial uma livraria? No Uruguai isso é possível.
Queríamos andar mais e mais, mas um chuvisco intermitente começou e daí para uma chuva foi um pulo. Tentamos andar mais e paramos ao lado de uma edificação em ruínas para conversar com duas estudantes peruanas. Aproveitamos para visitar algumas galerias em busca de recordações e por fim, quando a chuva aumentou, achamos um bar quase defronte o local de embarque e por lá ficamos bebericando e jogando conversa fora com uma atendente, muito atenciosa e que nos contou muito da história e do dia a dia do local. Ainda com chuva, às 16h30 voltamos e desmaiamos no barco, com o mesmo conforto da ida. Adentramos novamente Buenos Aires no finalzinho do dia e preferíamos caminhar até o hotel, vasculhando cada cantinho que encontrávamos pela frente. Adoramos a pequena experiência uruguaia e a indicamos para quem por lá estiver e com um dia livre dentro da grande Buenos Aires. Da próxima vez, quero mais, talvez uma pernoite em Colonia Del Sacramento.