domingo, 14 de outubro de 2012

CARTA (92)
Meus caros e caras - Envio essa Carta Aberta com o intuito que seja lida e entendida por muitos. Fruto da observação de um visitante, que gostou muito do que viu, mas saiu frustrado com algumas coisas. Um entendimento de quem circulou pelas ruas e deu um pitaco baseado em observações feitas a olho nu. Espero que a compreendam e a passem adiante, pois da discussão de seu enunciado  esperança de que frutifique algo novo. Leiam e comentem. HPA  (Essa a introdução a uma Carta que enviei para meios decomunicação e outras autoridades que consegui e-mail, sobre o que visualizei das eleições em São Luís MA, após minha estada por lá. Leiam e entendam onde fui me meter).

O POVO MARANHENSE E SUA POUCA REPRESENTATIVIDADE NAS ESFERAS DE PODER
Vim conhecer pela primeira vez o Maranhão nos meus 52 anos. Sou jornalista, professor de História, pequeno comerciante, além de blogueiro (Mafuá do HPA – www.mafuadohpa.blogspot.com)  em minha cidade natal, Bauru SP. Escrevinho de tudo um pouco e na qualidade de atento observador, adoro ir me envolvendo com as movimentações advindas das ruas. Meu maior apreço é juntar e contar histórias dos mais simples, pois para contar a história dos poderosos existem muitos, bastando uma olhada rápida pelo que circula na mídia nativa. Dos menos favorecidos, tipos populares, personagens do povo, os que atuam com as mangas das camisas arregaçadas, aos trancos e barrancos, sempre levantando e dando a volta por cima, escrevendo sobre esses são poucos e me predisponho a fazer isso, sem aquele tom professoral, recheado de preconceitos e conselhos. Registro o que vejo, reproduzo suas falas, anseios e desejos. Das histórias desses o lado mais saboroso de nossas crônicas.

Observei o maranhense nas ruas e em todos os lugares por onde estive durante o período em que aqui permaneci, de 08 a 13/10. O tipo físico marcante o torna de fácil identificação. A cor bronzeada e marrom, bem característica e a mediana altura são traços pra lá de definitivos na sua constituição. Tudo isso aliado a um jeito bem peculiar de tratar a própria língua. O maranhense se pronuncia com muita correção, predominando nas conversas o uso correto da língua portuguesa. Na maioria das vezes cordial, principalmente no trato com os de fora, os forasteiros, turistas. Lúcido e altivo, batalhador inveterado, vibrante pelas coisas de seu estado natal, não os percebi em nenhum momento fazendo referências desabonadoras ao Maranhão. São orgulhosos de o serem. Isso me cativou. Conversei com muitos, um atrás do outro e tornei-me fã dessa garra, perseverança, principalmente dos ludovicenses, que tive mais contato.

Meu escrito é para repassar a quem de direito e a quem possa levar isso adiante uma reclamação, um sinal de alerta observado desse contato com o povo maranhense. O faço na despedida, fruto de alguma reflexão e de muita observação. Cheguei ao estado justamente no exato momento em que os jornais anunciavam que a cidade de São Luís teria segundo turno nas eleições ocorridas em 7 de outubro. Minha constatação do resultado do pleito à prefeito da capital, algo feito a olho nu, sem necessidade de grandes referências e citações é só uma. Em ambos os candidatos que disputarão a eleição no segundo turno não vejo representada a cara do maranhense que vi nas ruas e nas conversas. Tudo bem que poderão alegar serem ambos prvenientes de famílias tradicionais, possuidores de laços indissolúveis com a história do estado, mas nada disso me convence de que o povo, aquele que aprendi a identificar por tudo quanto é canto da cidade não está neles representado. Falta DNA maranhense em ambos. Na Câmara de vereadores, com certeza dentre seus representantes eleitos muitos devem possuir isso que falta na dupla concorrente ao Executivo. Não que não sejam boas pessoas, adequadas à função almejada, londe disso, trata-se de mera observação. O presenciado pode servir de alerta para a cidade, que está perdendo o que de melhor possui, sua cara, cheiro, gestos e atitudes, deixando que outra, com pouca coisa a ver com sua real identidade ocupe um espaço onde não deveria estar. Sou mais por ver o povo ocupando o espaço que sempre foi deles. O Maranhão deve ser mais de sua gente, cada vez mais, até tomarem conta de tudo. Esse meu pensamento e minhas observações.

Um forte abraço a todos os maranhenses pela ótima receptividade dada a todos que visitam essa bonita terra. Henrique Perazzi de Aquino – Bauru SP
(obs final: todas as fotos foram tiradas por mim  e representam o povo maranhense).

sábado, 13 de outubro de 2012

MEUS TEXTOS NO BOM DIA BAURU (196,197 e 198)* *eis mais três artigos, publicados aos sábados na seção “Formador de Opinião”.

EU NOS NOVENTA ANOS DO RÁDIO – publicado edição de 28/09/2012
Rádio é comigo mesmo, ouço desde os cueiros. Acredito que minhas primeiras recordações sejam com a Bandeirantes, programa do Seu Leporace, o do Trabuco, cuja musiquinha sei até hoje. Fiori Gigliotti fez história e o “abrem-se as cortinas” e o “fecha-se o espetáculo” foram marcantes. Em Bauru ouvi muito Flávio Pedroso e Valter Neto. Paulo Sérgio Simonetti e João Carlos de Almeida narrando jogos são gratas recordações. Tenho uma vaga lembrança de uma gincana de auditório no Sindicato dos Ferroviários, o da rua Antonio Alves. Saia correndo levando o solicitado sem nunca ganhar nada, tudo estripulia do Barbosa Jr, no ar até hoje. Netão, aprontando até hoje no microfone não sabe dessa, mas lá pelos meus quinze anos, ele tinha um programa com o famoso bordão, “se você não quer ser notícia, não deixe acontecer” e abria para ligações de ouvintes. Certa vez, em plena ditadura militar liguei de um orelhão e quando me pede para dizer o nome, solto algo assim: “Um viva para todos os comunistas de Bauru, que são perseguidos pela ditadura”. Desliguei e voltei correndo para casa com medo de ser descoberto. Esse escrito é para reverenciar alguns desses revolvedores de boas lembranças. Galvão de Moura e Dedé, culpados pelo meu noroestismo. José Esmeraldi fazia bailar e João Dez e Meia, o refinado. Laudze Menezes descia a lenha pelas manhãs. Subi muito ao São Geraldo para falar com o Beto Pampa lá no estúdio da 96, um dos incentivadores de muita MPB nas FMs e lá no fundo, batendo sempre uma máquina de escrever estava João Jabbour. A 710 foi resistente enquanto viveu José Nelson Carvalho e a Auri-Verde, Tobias Ferreira. Sempre detestei a intromissão dos religiosos no dial, mais enganando incautos que profetizando. Uma praga no seu dial. Depois da bajulação, para espanto de alguns, registro o meu momento mais importante do rádio. O papel tido na Revolução Cubana, nas matas de Sierra Maestra motivando um país a resistir. A revolução deve essa ao rádio. Do momento atual, escrevo qualquer dia desses.

ELEIÇÃO VISTA DA BANCA DO ADILSON – publicado edição de 05/10/2012
Dias que antecedem uma eleição e querendo saber das novidades, nada melhor do que uma passada pela Banca do Adilson, ali na esquina da Treze com a 1º de Agosto. Gravita de tudo naquele democrático balcão de conversa fiada. Uns a trazem, alguns a escutam e muitos a multiplicam. Numa animada roda, o assunto era responder a pergunta trazida pelo vento: “Em quem você não votaria de jeito nenhum?”. Juntou gente. Adilson guarda debaixo do balcão um caderno lotado com santinhos colados, candidatos de várias eleições passadas, feito um álbum de figurinhas. A preciosidade circula de mão em mão e ajuda a fervilhar a discussão. Filtro e resumo o que consegui captar. “De jeito nenhum voto em alguém daquela agremiação, que mesmo tendo criado o Real, moeda benéfica, quebraram o país duas vezes antes de entregá-lo ao seu sucessor. Eu nos que transformaram as privatizações numa bandalheira, mensaleiros escapando do banco dos réus por causa da ajuda midiática. Eu nos que mantiveram o país em posição satelitar, dependente e passiva, preferindo a Alca ao Mercosul. E eu nos espalhadores de maledicências via internet, sempre com o intuito de favorecer o seu lado, ludibriadores da fé pública. Eu em partidos vinculados ao neoliberalismo ou ao detestável Consenso de Washington. Eu no voto de cabresto assoprado dos púlpitos, tudo goela abaixo. Eu nos que são pagos para fiscalizar, porém tornam-se loteadores de cargos públicos. Pulo fora de santo do pau oco, preconceituoso e moralista, esses os piores. Quem faz uso desmedido da primeira pessoa, se diz salvador, mais capacitado, eleito dos céus, iluminado, mantenho distância. Renego os defensores da especulação imobiliária. Cansei de votar nos menos ruins, depois tão ruins quanto todos os já denominados ruins. Em conservador não voto e fico atento nos progressistas só da boca para fora.” Adilson pouco participa, ocupado com seus clientes, mas diante de tantas opiniões, interrompe e solta a definitiva: “E sobra quem disso tudo?”. Tem início outra discussão.

CÂMARA DE POPULARES E GAIATOS – publicado na edição de 13/10/2012
A eleição já é coisa do passado, mas o assunto continua rendendo boas e picantes histórias na Banca do Adilson. O ponto fervilhou com temas variados. “Tem muita Mãe Diná na cidade. Tem um aí que diz ter acertado quase todos os nomes dos eleitos. Pergunto: “se és tão bom quanto apregoas, por que não usa esses predicados para jogar na loteria?”, foi a sacada do Adilson para o internético imbatível no quesito prognóstico. Ali na banca tudo é levado muito a sério, mas sem perder a galhardia. “Pela quantidade de médicos eleitos, acredito que nossos problemas na área da saúde serão resolvidos e se não o forem, nem eles contribuírem para tanto, teremos que fazer fila diante dos seus gabinetes, buscando aquilo que não nos ajudaram a ter”, diz um. Na mesma toada, um gaiato até então quieto soltou essa: “A mesma quantidade de pastores evangélicos foi eleita, o que me faz pensar que poderiam fazer uma reverência coletiva antes dos pronunciamentos, evitando a mesma ladainha a cada subida no púlpito (sic)”. “Se o Adilson permitir fixo uma lista aqui na parede lateral da banca, com o nome de todos os que foram eleitos para fiscalizar o Executivo e estão a manter relações incestuosas com a Prefeitura. Só sei que irá ocupar bom espaço”, foi a sugestão de um. “E aquele mais preocupado com a vida dos animais, do que da degradação humana, alguns vivendo em situação mais calamitosa do que os protegidos por sua ação parlamentar. Vou levar um projeto para ele: Adote um miserável”, ideia lançada por outro. Ali é um campo minado de ideias e variações outras. Opinião é o que não falta. “Tem uns que são eleitos com um discurso e o engavetam já no começo do mandato, agindo teleguiados pelos preceitos de um manda-chuva de seu partido. E quando esse interesse contraria o interesse popular? Na hora do voto isso é nítido. Vou criar outra lista com esses. Posso?”, desfere outro. Adilson observa, franze a testa e prevê muito trabalho para tourear tantos interesses: “Isso aqui parece a Câmara dos populares de Bauru”.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

O QUE FAZER EM BAURU E NAS REDONDEZAS (20)

PASSEIO CICLÍSTICO HISTÓRICO E OS PROBLEMAS NAS OFICINAS DA NOB E NO HOTEL SAVASTANO
Tem início hoje mais um belo projeto, o 1º Passeio Ciclístico Histórico de Bauru, iniciativa do Departamento de Proteção do Patrimônio Cultural (o qual já presidi por quatro anos, 2005 a 2008), da Secretaria Municipal de Cultural. Trata-se de um circuito com visitação de doze pontos históricos e edifícios tombados pelo CODEPAC na área central de Bauru. A monitoria é do professor Fábio Paride Pallotta, percorrendo o trecho junto aos participantes e contando um pouco da história dos locais visitados.

Aproveitando o tema da preservação de bens tombados, dois deles são motivo de preocupação e merecem uma atenção mais do que especial. Escrevo sobre ambos. No primeiro, o desabafo da arquiteta LUDMILA TIDEI PAULETO enviado por e-mail em 02/10, antes da última reunião do Conselho: “Caríssimos Colegas e amigos Conselheiros: Acabo de ver algumas fotos recentes das oficinas da NOB e estou muito preocupada com a integridade de tais edificações. A situação em que elas se encontram é péssima. Existem vários buracos nas paredes, embaixo das janelas, não há rebocos em algumas partes dos edifícios, existem edifícios que estão com a entrada fechada, pois estão em situação de cair, faltam vidros, os edifícios estão tomados pelo mato, enfim, uma lástima pior do que eu esperava. Estou sinceramente preocupada com esta parte de nosso patrimônio, talvez a principal parte.... não é? O que podemos fazer pelos edifícios? Será que não existe nada que nós, "pobres mortais", possamos fazer? Abraço a todos, Ludmilla”. O presidente do Conselho, o geógrafo Sérgio Losnak deu o posicionamento do que poderia ser feito no momento: "A degradação das oficinas vem de um processo longo, desde a sua desativação. Penso que o mais apropriado, como forma de conservação seria dar uso aos prédios, para isso falta realmente uma proposta tanto da União como do Município. O Município se mostrou interessado pela posse, porém para isso a ALL, deve repara-los e entrega-lo como recebeu - na ocasião NOVOESTE - assim o imbróglio permanece. O que podemos fazer? Penso que podemos elaborar um laudo de conservação e solicitar providencias para a União, ALL, CONDEPHAAT e Ministério Público Federal, além disso, algumas ações simbólicas de conscientização na cidade são necessárias para criar a sensação de pertencimento deste patrimônio. É nosso dever agir. Abraços, Sérgio”. A ideia foi acatada.

O segundo imóvel em situação deplorável no centro, dentre outros é o do HOTEL SAVASTANO, na esquina da avenida Rodrigues Alves e rua Monsenhor Claro. Uma imponente deificação, que durante décadas funcionou de forma bastante ativa, depois com a degradação do local, teve suas portas fechadas e os proprietários não mais se interessaram por nenhuma ação de preservação. Falou-se em venda, locação, mas como estava no meio de um problema de sucessão, nada de concreto foi feito. Dizia-se que os herdeiros aguardavam a área ser revitalizada, para na valorização, repensar o que seria feito do imóvel. Em sua parte inferior, algumas lojas na lateral da rua Monsenhor mantiveram-se locadas e hoje um algo novo. Uma movimentação interna dentro do hotel. Primeiro uma informação de que um dos locadores, proprietário de uma loja de móveis antigos, faz uso, com consentimento do proprietário, para reforma de móveis. Numa rápida observação num final de semana constatei mais que isso. O imóvel está ocupado por moradores, suas portas se mantêm abertas durante a noite e por ali circulam pessoas em busca de pouso e outras finalidades. Suas janelas do primeiro piso estão quase sempre abertas e observar pessoas nas janelas, nos mais diferentes horários do dia não é novidade nenhuma. Quem estaria ocupando aquelas instalações? Estariam mantendo-o intacto? Que condições são essas? Perguntas ainda sem respostas. O que me motivou a escrever e observar melhor o destino do Savastano foi por uma universitária constatar isso tudo e me solicitou uma averiguada. Não fiz a averiguação, mas faço a denúncia. O Savastano merece uma ampla revtalização e sua utilização para diversas finalidades, menos a de continuar no processo degenerativo dos dias atuais.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

BAURU POR AÍ (74)

A MORTE PELO ESCORREGÃO NOS SANTINHOS E SUA RELAÇÃO COM O JULGAMENTO DO MENSALÃO
Estou fora de Bauru nessa semana e não estou acompanhando o desenrolar dos desdobramentos eleitorais aí na cidade. Da reeleição de Rodrigo nenhuma novidade. Alguém foi surpreendido? Alguém em algum momento chegou a acreditar que algum outro candidato pudesse fazer frente à blindagem conquistada por Rodrigo? Isso só aumenta sua responsabilidade e o de que quem se predispõe a acompanhar e fiscalizar seu novo mandato. Dos vereadores, pouca novidade. Alguns acreditava que não se reelegeriam, mas conseguiram chegar lá novamente, outros, que nem esperava foram surpresas. Não consegui ainda nada que merece significativos comentários aqui na formatação do meu HD, se houve avanço ou retrocesso, mas vejo em alguns nomes, posicionamentos e posturas necessitando de muita fiscalização maior por parte dos órgãos que ainda se predispõem a fazer isso.
Mas aqui de longe, quero ser breve, curto e grosso. Aqui de onde estou vi na TV e ouvi no rádio algo sobre a senhora que faleceu em Bauru após escorregar num mar de santinhos espalhados nas ruas no dia do pleito. Foi notícia nacional. Li aberrações pelo facebook e sentindo a grita geral contra os santinhos, minha opinião é a de que sempre tivemos uma prática de distribuir impressos com algo sobre candidatos e candidaturas. A propaganda da TV e no rádio são insipientes para fazer chegar ao eleitor a mensagem final do candidato, suas propostas, linha de ação... No papel a real possibilidade disso, mesmo ciente da sujeirama que pode proporcionar. A novidade desse ano é que inventaram um tal de santinho plastificado, que além de sujar como todos os outros, tem sua decomposição alongada e quando pisamos em cima dele, dependendo do calçado que se está usando, fica liso que nem quiabo. De um papel sempre útil, para aquela sujeirama que todos indistintamente fazem, para aqueles que hoje gastam mais e mesmo sem premeditar nada, criaram uma arma contra o eleitor. Vi pelo facebook que alguns tentam identificar o autor da propaganda que a senhora havia pisado. Mesmo que isso seja possível, o que acho pouco provável, a questão é outra. Devemos buscar outras formas de propagandas, sem abandonar definitivamente o papel, talvez o único meio de chegar até o eleitor que não está atento nos meios de comunicação. Conciliar o uso e repudiar os abusos. Muitos me dizem e vi isso no dia da eleição, que o tal do santinho, mesmo detestável, tem serventia na obtenção de votos nos moldes permitidos. Sem querer culpabilizar alguém, o que se faz necessário é uma discussão séria sobre o uso do papel nas eleições e já que ainda não vi nada de salutar no impedimento de sua distribuição desenfreada, que ao menos o plastificado seja proibido. Deve-se lamentar pela morte, mas o culpado são todos, indistintamente, pois 99% fizeram uso dos mesmos. Buscar um culpado quando todos usaram é o mesmo que o ministro Barbosa faz hoje, em culpabilizar a corrupção brasileira pela metade, com aplauso da mídia nativa, incriminando um lado e isentando outro. Ou vamos ao cerne da questão ou continua-se do mesmo jeito, pois nada estará resolvido, em ambos os casos.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

CENA BAURUENSE (102)

A SOLUÇÃO PARA O FUNCIONALISMO E A DÍVIDA DO HOSPITAL ESTADUAL DE BAURU - EU TENHO A SOLUCIONÁTICA
“A melhor notícia deste período eleitoral diz respeito à decisão da Famesp que, conforme anunciado assumirá Hospital de Base a partir de 2013 em Bauru, SP. A fundação se comprometeu a tal em reunião no Ministério Público, deixando claro que a prefeitura estará fora da parceria por enquanto. A informação foi dada nesta quinta-feira (4) pelo secretário estadual adjunto da Saúde, José Manoel Camargo, em encontro com o promotor das fundações, Luiz Gabos, em Bauru. Mais pelo link http://www.vivendobauru.com.br/destaque/hospital-de-base”, essa notícia, escrita por Renato Cardoso para o grupo Bauru na Política é de assustar e representa algo que deve ser repudiado. Mas repugnante que isso, uma aceitação pacífica, sem contestação de algo que nos está sendo enfiado goela abaixo como solução para o Hospital de Base, mas que na verdade é entregá-la de bandeja para algo pouco conhecido, ou seja: Quem irá controlar e fiscalizar essa tal de Famesp?

Numa entrevista no rádio, o vice-presidente da FAMESP diz: “Já estamos em Bauru Há mais de dez anos. A Famesp é bauruense”. Não tenho nada contra uma empresa de fora de Bauru administrar algo tão grandioso como nossa saúde, mas essa Famesp quando faz uso disso é porque nos enxerga como cegos letárgicos.
Dia desses o Pedro Valentim, escreveu no facebook que tinha denúncias graves da estrutura do Hospital Estadual, também administrado pela Famesp. Precisamos discutir de forma corajosa que tipo de denúncias seriam essas. Na última sessão da Câmara Municipal de Bauru, o vereador do PSDB, Marcelo Borges afirma da forma mais irônica do mundo que é inconcebível Bauru ter seus hospitais administrados pela Famesp. Eu também acho isso, mas não vindo dele, pois seu partido foi quem infelicitou essa cidade com a péssima administração da AHB e hoje, tenta tirar o corpo fora, como um dos que se dizem contra um grupo ligado às mesmas pessoas que foram pegas com a mão na botija estarem na administração de todo o conglomerado de saúde na cidade.

Dessa bagunça toda a envolver a área da saúde municipal, com a Prefeitura sendo alijada da administração do HOSPITAL DE BASE, quando o Governo Estadual deixou bem claro quem irá cuidar de tudo: a FAMESP. Daí fui ler e vi que o maior problema disso tudo continua sem solução:  O QUE FAZER COM A DÍVIDA DE R$ 150 MILHÕES E QUAL O DESTINO DOS QUASE MIL FUNCIONÁRIOS DO HOSPITAL. Eu tenho a solução, primeiro simples. O mesmo vice-presidente disse num entrevista para o rádio que a Promotoria poderia definir se os funcionários seriam repassados para a FAMESP, pois que assim seja. Que a promotoria se pronuncie e obrigue a FAMESP a recontratar todos os mil funcionários. RECONTRATAR TODOS. Seria uma bela solução, mas para isso, estaria faltando a decisão impositiva  da Promotoria. No problema da dívida, acho mais simples, bastando a Justiça se pronunciar, levantar o montante do rombo e exigir, que todo o dinheiro repassado indevidamente, no conhecido MENSALÃO BAURUENSE, seja de fato devolvido aos cofres do Hospital. Para isso, ninguém pode ficar de fora, desde o tesoureiro, ao que manipulava a grana, ao que recebia e ao recebia gordas comissões pelo lobby executado, ou seja, todos indistintamente, inclusive os mandarins. ESTARIAM DISPOSTOS A FAZER ISSO: PENALIZAR TODOS? Se isso for feito, quitam tudo rapidinho.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

DIÁRIO DE CUBA (58)

MINISTRO VANUCCI, ANTES O BOM DIA E HOJE O JC AFIRMAM QUE “CHE” PASSOU POR BAURU, MAS...
Eu já havia escrito sobre isso aqui no blog num texto publicado em 21/07/2010, sob o título: “Che Guevara passou por Bauru em 1966 – Agora um fato concreto”, quando havia comprado a idéia da passagem por Bauru ser verdade. Leia ele clicando a seguir: http://mafuadohpa.blogspot.com.br/search?q=che+guevara+passou+por+bauru+em+1966 . A polêmica não é nova e o JC reafirma da passagem, entrevistando alguns militantes, porém nada ainda pode ser selado como definitivo. Nos comentários do meu texto de 2010, Marcos Paulo Caselachi Resende, um teórico sobre o tema Cuba e seus personagens discorda dessa possibilidade, pois dentro das datas apresentadas, não haveria essa possibilidade. Confrontando os dados da matéria do JC, “46 anos de Che Guevara em Bauru” (leiam clicando a seguir: http://www.jcnet.com.br/Geral/2012/10/46-anos-de-che-guevara-em-bauru.html) com o texto publicado abaixo, escrito pelo Marcos a meu pedido, um pouco mais de luz no tema. Leiam o do BD, o do JC, os comentários do meu texto anterior e o abaixo e tirem todos suas conclusões:
“Henrique, vou fazer pra voce um breve relato do começo da campanha do Che na Bolívia, qualquer dúvida que pintar me pergunte, são tantos fatos históricos, vou me atentar aos principais, mas qualquer dúvida me avisa. Antes de mais nada, isso me faz ter a certeza que esses ditos militantes de esquerda sequer devem ter parado alguma vez na vida para ler alguma coisa, além de desconhecerem a ciência comunista e falarem tantas besteiras me causa surpresa ver o desconhecimento histórico do Che, há um vasto números de documentos, livros e pesquisadores, como podem cair em crendices?? É gente querendo aparecer, só pode. Já li e reli muitas vezes o diário e tudo que já foi publicado na literatura nacional e estrangeira sobre a luta na Bolívia e em outros lugares, entender o contexto histórico e as táticas de guerrilha são muito úteis para formação revolucionária.
Depois do fracasso na luta no Congo, os guerrilheiros retornaram para Cuba onde começaria o preparo para a luta na Bolívia, escolheram este país por estar no coração da América do Sul, a ideia era depois da Bolívia os focos de guerrilha se espalharem para Paraguai, Chile, Argentina, tanto que já contavam com militantes em Salta na Argentina para lutar. Em janeiro de 1966 Che estava em Praga com outros guerrilheiros para a preparação da última etapa antes da Bolívia, onde seria transformado em Ramón, por volta do dia 15 de Janeiro sua esposa Aleida seguiu para encontrá-lo em Praga, onde passariam mais alguns meses juntos, mas, inesperadamente no final de maio de 66, corria a notícia de que os EUA poderiam fazer um ataque a Cuba, ainda mais depois da morte de um soldado cubano quando este visitava a base em Guantánamo, Che pede para Aleida retornar a Cuba imediatamente e disse que em caso de ataque ele também retornaria para defender este país que aprendera a amar. Em julho de 66, Che regressa a Cuba e parte para um treinamento último dos guerrilheiros e seus últimos momentos com esposa e filhos que não reconheciam o tal Ramón. No final de outubro de 1966, tudo estava pronto para começarem o novo ciclo da luta guerrilheira na Bolívia, Che parte para Madri na Espanha, há o registro do passaporte como Ramón na imigração em Madri, vários historiadores como Jorge Castaneda, Jon Lee, Pierra Kalfon e etc. todos já publicaram livros com esses documentos, de lá ele seguiu para a fronteira entre o estado do Acre com o Peru, mais precisamente Puerto Maldonado. É o começo da aventura, eles pagaram barqueiros para descer o rio até percorrerem o caminho terrestre para chegar em Cochabamba, que é onde começa o diário do Che na Bolívia, dia 7 de novembro de 1966 ele descreve sua chegada a Cochabamba, depois de 2 dias de boa viagem em um Jipe, dali seguiriam para o departamento de Santa Cruz, onde no rio Nancahuazú se iniciaria os combates a 250km de Santa Cruz de la Sierra, onde viria a cair em La Higuera.

Tudo isso é documentado e está publicado na literatura estrangeira por renomados historiadores, fora o próprio diário do Che, livros dos sobreviventes, inclusive do Pombo citado pelo Vannuci onde não há a menor procedência do que ele diz, essa conversa que ele diz ter tido em 87 precisa ver realmente o contexto disso, ou ele não falava um espanhol a ponto de não entender bem, ou quis jogar pra galera mesmo, se você pegar o espaço de tempo entre a saída dele de Cuba pra Madri para depois descer até Cochabamba seria fisicamente impossível uma viagem até SP, para depois Bauru, ainda contando pernoites em SP e Bauru para depois seguir de trem, sendo que em 7 de novembro ele já estava em Cochabamba, o Pedroso fala de arquivos abertos do serviço de inteligência do Brasil dos militares, peça para ele mostrar, sabe porque?? A Bolívia, quando o Che já estava lá e sabendo de uma possível ação guerrilheira, ela pede ajuda aos EUA e o mesmo ordena os serviços de inteligência de todos os países vizinhos, incluindo o Brasil, a levantar sobre o possível paradeiro dele, aqui os nomes que tiveram a maior parte da responsabilidade nisso no serviço de inteligência foram Américo de Melo, Aulio Gélio e Marinho Galo, não há nesses arquivos qualquer documentação do paradeiro do Che e sim apenas um serviço solicitado para ajudar a levantar qualquer tipo de ação dos guerrilheiros nesses países incluindo o Brasil.
Acho lamentável a forma como se brinca aqui com a história, passa-se uma borracha e reescrevem linhas religiosamente feitas para crendices de gente que quer aparecer, as pessoas estão malucas, porque pegam uma notinha ali, outro conceitinho aqui e forma uma história sem nenhum pingo de evidências.
Camarada Insurgente Marcos Paulo Caselachi Resende - Movimento Comunismo em Ação

CONCLUSÃO DESTE MAFUENTO HPA: Respeito por demais Vanucci e Del Royo, mas é preciso confrontar o que dizem com os fatos apresentados pelo Marcos. A verdade poderá vir dessa checagem, com documentos e não idéias lançadas ao sabor do vento. É o que proponho. No mais, no passado jovens estudantes da Unesp Bauru me disseram da possibilidade de um curta metragem sobre o tema e os aconselhei a realizarem, idéia fantástica, mas não como fato real, talvez uma ficção que todos gostariam que tivesse de fato ocorrido e podendo juntar velhos militantes da esquerda bauruenses como atores e figurantes. A passagem por Bauru possui o mesmo caráter nostalgico de outro encontro, que se realizado teria sido mais do que revolucionário, o de Che com John Lennon. Ambos permanecerão no nosso imaginário e assim os entendo.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

INTERVENÇÃO DO SUPER-HERÓI BAURUENSE (45)
CONSERVADORISMO É IGUAL EM QUALQUER LUGAR, TANTO AQUI COMO ACOLÁ
Não recrimine Guardião, o super-herói de Bauru por se espelhar em traços platinos para exemplificar o que ocorre aqui no nosso quintal. Algo que o tira do normal é ver a ação do CONSERVADORISMO sobre a ação das pessoas nos dias de hoje. “Eles estão por todos os lugares e com um pensamento cheio de teia de aranha representam o retrocesso, os passos para trás dados nos dias de hoje”, começa explicando algo sobre o tema. O conservador vê problema em tudo, quer logo ir cortando árvores e mais árvores para impor ali o que diz ser o progresso, feito a qualquer custo, tudo para embolsar mais alguns zilhões em sua conta bancária. “É o que prega contra a ciência, é o que fica afirmando que a América Latina retrocedeu, quando a vemos avançar com alguns governos progressistas. Reza na cartilha do neoliberalismo, do pensamento único, da defesa da revista Veja e de seu conluio com o lado criminoso ao lado de Cachoeira. Apregoa que liberdade de expressão é ter uma empresa e manter monopólios com dezenas do mesmo grupo dominando o negócio. Acredita no Impostrômetro da CIESP/FIESP. São os promotores da especulação imobiliária sem escrúpulos e comedimentos. São os que defendem o ministro Barbosa, hoje salvador da pátria e ontem o execravam, como hoje execram o Lewandowiski. Se bober defendem a TPF e uma igreja intervindo nas ações do Estado, como nas questões do aborto e da descriminalização da maconha. Enfim, pensam mais com os seus botões e tudo pelo aumento do seu lucro, dinheiro em caixa e nada mais”, resume Guardião sobre o tema que coloca na roda de discussão.
O espelhamento nos traços platinos é porque uma dupla de argentinos publica charges diárias no Página 12 argentino (www.pagina12.com.ar) e lá no canto alto esquerdo da página na internet e na primeira página do jornal impresso sempre um desenho com um senhor gordinho, engravatado, o típico representante do conservadorismo platino. Daniel Paz e Rudy assinam o desenho e com tiradas sempre bem sacadas deixam à mostra, com muita ironia, um nervo mais do que exposto, o do conservadorismo platino, que também é o nosso, brasileiro e dos demais países de nossa América. A maior cidade latina, São Paulo evidencia bem isso no resultado do último pleito, pois mesmo com a tremenda rejeição de Serra, ele chega ao segundo turno da eleição paulistana. Com muitos candidatos e na divisão de votos, a metade paulistana mostrou sua cara. Algo de idêntico teor ao que acontece em Buenos Aires e escancarado pelo cantante Fito Paes, quando ano passado disse em alto e bom som: “Eu tenho vergonha de uma metade de Bueno Aires que é por demais conservadora, preconceituosa, só olha para seu próprio umbigo e não pensa nos demais”. Sem tirar nem por, tudo igual ao que ocorre no Brasil. “Existe uma parcela da população que não pensa mais no seu semelhante, só em si mesmo. Seu negócio é angariar cada vez mais e fechou definitivamente os olhos para o seu semelhante, para o bem comum”, conclui Guardião.

Combater e explicitar, denunciar e repudiar esse CONSERVADORISMO fará um bem para o que esse país quer ser daqui para frente. A Câmara de Vereadores bauruense eleita ontem é um ótimo local para se colocar em prática algo contra as pessoas que fazem questão de continuar tendo um posicionamento voltado somente para os benefícios de uma minoria e em detrimento da maioria. Ontem no facebook, Guardião localizou duas postagens ontem, uma do advogado Luiz Henrique Herrera sobre o candidato mais votado no domingo. “Fabio Manfrinato (7939), com 30 segundos de programa, teve legitimidade democrática superior a de Chiara (9977), com programa eleitoral e possibilidade de debate. Essa é a prova da maturidade politica de um povo”, na sequência o professor Almir Ribeiro deu o tom do que escrevo nesse texto: “O candidato a vereador mais votado de Bauru vem de boa cepa: Valdemar Costa Neto (julgado corrupto, quadrilheiro e lavador de dinheiro  pelo Supremo Tribunal federal), Garotinho, João Maia, Blairo Maggi, Magno Malta...”. Existirá mesmo um percentual de 50% dos eleitos mais conservadores e o outro mais progressista. É isso que Guardião quer discutir e entender melhor.