quarta-feira, 14 de março de 2018

ALGO DA INTERNET (138)


A IMAGEM DO DIA - ATRAVESSARAM O RUBICÃO
Uma "perigossíssima" professora é violentamente agredida numa manifestação pacífica em São Paulo ao protestar contra o estado de precariedade dos profissionais da Educação no estado mais rico da Federação. Autorizados pelo prefeito, um que até bem pouco tempo queria ser presidente da República e hoje, já quer ser Governador do Estado, a Polícia desce o cacete no povo e tudo termina em tragédia.


Essa imagem é sintomática para exemplificar como agem as polícias sob o comando de governos verdadeiramente democráticos e os que possuem o autoritarismo como norma de conduta. Não existe tirar nem por. Nunca que um Governo tendo a frente, por exemplo, o PT, Lula ou Dilma aconselharia ou teria como regra descer o cacetete no lombo do povo. Percebe-se que, com o advento do golpe essa tênua linha demarcatória de Justiça foi alterada. Governos que não se alinhavam com os preceitos democráticos, mas estavam contidos, pois os mandatários acima deles possuiam espírito democrático, não agiam, mas agora, quando no comando do país um Governbo não só ilegítimo, mas golpista e insano, eis que esses soltam a franga e começam a mostrar que a truculência é a forma como agem diante de toda e qualquer manifestação, seja nas ruas ou em qualquer outro lugar.

Para começo de conversa tenham isso sempre em mente. Algo assim era não só inconcebível, como nunca seria perpetrado tendo como mandante os governantes, nos governos democráticos de Lula e Dilma, pelo menos os últimos nesse sentido que temos como base de comparação. Alguém em sã consciência discorda disto? Pois bem, alguém também não percebe a clara diferença entre a forma como a polícia agia antes e no presente momento? Isso não ocorre somente no Brasil. Na Argentina, algo idêntico. Até o final do governo de Cristina Kirchner inconcebível a polícia agindo de forma truculenta contra o povo e coibindo manifestações. Com a chegada do neoliberal Maurício Macri, o país passou a viver praticamente num estado policialesco, onde as manifestações estão sendo barbaramente reprimidas numa forma de conter o povo. É a forma como os truculentos, impondo o medo, conseguem conter as massas. O processo em curso na Argentina está demorando um pouco mais para ser implantado aqui, mas estamos a um pulo da violência ser a regra básica para conter as manifestações no Brasil.

Melhor, estávamos a um pulo, pois a partir do dia de hoje, a barreira foi transposta e a verdadeira face dos poderosos no comando do país está sendo escancarada. Estejamos todos preparados, pois toda e qualquer manifestação neste país deverá ter como reação a violência, pois os que nos comandam atualmente, seja na Prefeitura paulistana, no Governo Estadual ou no âmbito Federal não conhecem o diálogo e não estão acostumados a respeitar conceitos e preceitos democráticos. Nesse e em tantos outros quesitos, ponto positivo para quem? Os Governos petistas, pois deles nunca se esperaria algo nesse sentido. De agora em diante, quando os usurpadores instalados no poder já tendo ultrapassado mais esse Rubicão, esperemos tudo, inclusive para toda e qualquer manifestaão envolvendo movimentos sociais o pau deve comer. Tenho comigo que, desunidos apanharemos muito, mas unidos alguma chance de virar essa mesa e reverter o quadro, defenestrando esses ignóbeis que nos governam e restaurando a dignidade e o respeito ao próxiumo como norma e procedimento básico de ação. Apanhar é certeza que iremos, mas unidos em estado de resistência podemos vencer. Tenham em mente: os que nos comandam hoje se borram todos de medo de ver povo nas ruas.

HPA

terça-feira, 13 de março de 2018

MEMÓRIA ORAL (222)


A MARMITEX DO ATALLA POR R$ 50 E O ALMOÇO NUMA MARMITARIA NO JD. SILVESTRE POR R$ 11 - A CRONICA DO ALMOÇO

A notícia a me arrebatar ontem foi uma que li pela aí, a de que o chef gourmet Alex Atalla estava vendendo quentinhas, as tradicionais marmitex lá num determinado lugar na capital paulista por preços variando de R$ 27 a R$ 50 reais a unidade. Veja o link: https://www.metropoles.com/…/alex-atala-passa-a-vender-marm…. Nada contra, mas para quem como eu, que ando comendo (e muito bem) em lugares nesta Bauru por R$ 10,00 (vide história aqui já contada do restaurante Dona Maria, defronte o Pão Açucar da Araújo, onde pago R$ 10 e como fartamente), hoje me deparei com algo pelo qual, não me seguro nas calças e quero relatar em detalhes: minha experiência por lugares indescritíveis nesta insólita Bauru, dita também como "sem limites". Eu como "limitadamente", gasto o que posso, mas escolho bem os lugares onde frequento.

Tudo começou com minha ida para o Jardim Silvestre, lá pelos lados do Mary Dota, na sua parte baixa, onde o amigo Lindovan Dantas montou um Pet Shop junto à sua residência. Como gosto de privilegiar amigos nos gastos (um ajuda o outro e assim tocamos nossas vidas em permanete contato e colaboração mútua), comprei lá um saco de ração pro cão e só hoje, depois de quase 30 dias fui lá pagar (viajei e voltei, mas o amigo nem acionou a polícia: ufa!!!). Quito a dívida e pergunto para ele uma dica para o almoço. Ele me indica o seguinte: "Suba ali, dobre acolá, vá mais uns cem metros, contorne, faça a curva e lá vai encontrar uma marmitaria, com apenas umas duas mesas, mas comida boa, caseira e do jeito que a gente gosta". Achei o lugar, chama-se Marmitaria Parada do Frango (Avenida José Silvestre quadra 4 - fone 32374368). Fica no meio da avenida, num local mais alto que o nível da rua e dos mais agradáveis. Você entra e de frente o caixa, na parede do lado de fora o cardápio do dia escrito a giz e ao lado a cozinha, com um vidro, onde se vê tudo sendo preparado. Nas mesas aquelas toalhas tradicionais em xadrez, tudo muito simples, porém atrativos até não mais poder e até um exemplar do Jornal da Cidade, edição do dia para leitura dos clientes. Atendem mais para entrega, mas como tinha um comendo, pedi da mesma forma. Duas opções, um prato menor por R$ 11 e outro maior por R$ 13, os mesmos preços da marmitex. Foi caso de amor a primeira vista.

A comida chegou, pedi o do dia com bisteca de porco. Veio prato feito com arroz, feijão, salada, uma torta, um refogado e a bisteca. Na medida exata. Paguei os R$ 11 e mais um suco, tudo por R$ 14,50. Sentei do lado de fora e degustei tudo recebendo um ventinho dos mais agradáveis no rosto (dia quente esse, de rachar mamona no asfalto). Sai de lá mais do que satisfeito e com a mais absoluta certeza.,a de que, cada vez mais vou continuar privilegiando lugares como esse para fazer minhas refeições. Comi maravilhosamente bem (não que no Atalla não o fizesse) e pelo preço, atendimento, prontidão e comprovadamente algo bem feito, ao estilo familiar, quero mais é conhecer lugares outros espalhados Bauru afora e com preços dentro do meu orçamento. Fiz mais uma de minhas refeições (e muito bem) em maravilhoso lugar, preços dos mais honestos e algo encantador presenciado por lá, a casa estava muito bem movimentada. Um entra e sai danado de bom, comprovando que tudo o que escrevi é a mais absoluta verdade. Não conheço ninguém da casa, daí não cito nenhum nome e escrevo tudo sem eles nem imaginarem.

Dai, comidas ao estilo e preço das fornecidas pelo Atalla passarão ao largo de minha prestimosa atenção. Meus lugares são bem outros. Eis um deles. Estou agora querendo tirar uma siesta e peço absoluto silêncio para não atrapalhar meu sono, o dos justos. De pança devidamente e fartamente cheia me despeço e deixo a dica para os que ainda não almoçaram.
A diferença é que nesta aqui, a do chef Atalla, o preço é R$ 50 pratas.

segunda-feira, 12 de março de 2018

O PRIMEIRO A RIR DAS ÚLTIMAS (53)


DISCUSSÕES E PROPOSTAS PARA COMEÇAR A SEMANA


1.) SE A FAZENDA É DO MICHEL TEMER ou de algum apaniguado próximo dele e foi conseguida e é mantida de uma forma muito irregular, nada melhor do que os brasileiros ainda com coragem e sangue nas veias irem lá e OCUPAR, mostrarem pro resto do país a grande sacanagem que é a reforma agrária, sempre inconclusa e a favorecer os mais abastados e os que menos precisam. Apoio não só a ocupação, como dou minha contribuição para que os que lá estão neste momenbto consigam se manter. Se cada um fortelecer o movimento, expondo suas opiniões e propor colocar o bloco na rua, algo de diferente pode ocorrer neste país, do contrário cada vez mais a corda estará sendo apertada no pescoço de quem luta, de quem denuncia e de quem propõe uma melhor divisão de renda neste país continente. Desde já marco presença na próxima quarta e no apoio para todos os atos na sequência em prol da manutenção da ocupação da Fazenda Esmeralda.

2.) CONVERSA PRA BOI DORMIR - UM CLÁSSICO EXEMPLO
Sina, antiga Sanbra, sendo desativa. Seria para sempre?

Primeiro foi a Mondeléz, a fábrica de chicletes propiciando mil empregos em Bauru e anunciando a saída da cidade. Agora, uma piada de muito mal gosto, a saída "temporária" (sic) da ex-Sanbra, hoje SINA, que anuncia estar desativando seu funcionamento por aproximadamente oito meses e para não causar preocupações na vida da cidade, diz que voltará a abrir as portas após esse período e recontratará todos os hoje demitidos. Oito longos meses sem nenhum pagamento na conta dos funcionários e uma vaga promessa, eis como agem os capitalistas, sem dó e piedade, apostando na passividade dos trabalhaores, sempre esperando, esperando e esperando. Alguém em sã consciência acredita na promessa? Por mim e para os ainda conscientes, creiam, todos estão desde já na rua da amargura e com uma promessa (que nada vale) na algibeira. Eis como são tratados os trabalhores dentro da crueldade do regime neoliberal predatório. Bauru no epicentro da crise, como todos à nossa volta. Leia isso: https://www.jcnet.com.br/Geral/2018/03/sina-faz-parada-provisoria-mas-informa-que-nao-fechara.html

3.) ALGUÉM PODE ME EXPLICAR O QUE ESTÁ POR DETRÁS DISSO AQUI?

Viajei, fiquei 15 dias longe do país e ao voltar ainda tento me inteirar de alguns fatos e ocorrências. A mais esdrúxula é essa a envolver gente que estava de um lado e agora, dizem estar de outro. Tento ler e entender as justificativas do jornalista Luis Nassif, a do blogueiro e queria conseguir chegar numa avaliação mais próxima da realidade dos fatos. Seria mesmo possível isso tudo e até o mundo dos blogs de oposição ter sido invadido por interesses outros que não a derrocada do projeto golpista e neoliberal de Temer & Cia no Brasil? Achei alguns links a respeito e queria me inteirar mais, ler mais, para avaliar com mais profundidade sobre o que já vi publicado. Ainda estou incrédulo, mas... Quem puder me substanciar com algo a mais, por favor, publique por aqui e vamos debater a respeito.
https://jornalggn.com.br/noticia/o-estranho-caso-do-advogado-internacional-que-virou-blogueiro

4.) CHICO SEMPRE - Esse eu iria assitir onde estivesse: um dos melhores da MPB, letrista como poucos e dos mais dignos enquanto ser humano, sempre junto das melhores causas deste país, sem medo de opinar e se posicionar: https://www.facebook.com/groups/chicobuarqueateofim/permalink/1330347950400349/?pnref=story.

5.) VOCÊ ESTÁ EM DÚVIDA SE O QUE OCORREU NO BRASIL EM 2016 FOI MESMO UM GOLPE? Leia clicando a seguir no resumo da aula inaugural proferida pelo professor Luis Fepipe Miguel, na disciplina “Tópicos especiais em Ciência Política 4: O golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil”, do curso de bacharelado em Ciência Política da Universidade de Brasília. é para tirar todas as dúvidas ainda existentes: https://grupo-demode.tumblr.com/post/171564606847/golpe

6.) RELIGIOSOS E A FAXINA - O religioso deposita o papel lá e quem limpa é o pobre. Ler, creio eu, ninguém nunca o fará. Isso me faz lembrar frase dita pelo Silvio Selva tempos atrás, mais ou menos assim: "Você faz a manifestação, joga papel em qualquer lugar e depois quem limpa é o pobre". Lembra daquele pedido de oração que mandaram você escrever no papel e depois seria levado para Israel com os custos da passagem sendo com seu dízimo ??? Pois éh ... Essa gravação vale uma dissertação: https://www.facebook.com/groups/1771523439825736/permalink/1922067558104656/?pnref=story

domingo, 11 de março de 2018

PALANQUE - USE SEU MEGAFONE (110)


VIZINHOS E OS DE SIVALDO CAMARGO 
Tem dias em que amanhecemos sem vontade nenhuma de escrever e quando abrimos a página de diletos amigos, eis lá algo do jeitinho que você gostaria de ter escrito um texto. Encontro algo assim hoje no publicado por Sivaldo Camargo em algo muito singelo sobre o relacionamento com seus vizinhos, lá onde mora, no jardim Redentor. Reproduzo aqui não só o texto, mas também suas lindas fotos, todas recheadas de algo em falta nos dias de hoje, o amor pelo próximo e mais que isso, a compreensão entre humanos. Gostei tanto ao ponto de reproduzir para todos os que me leem nesse momento. Quando a gente encontra vizinhos como os do Sivaldo, a gente pode sair sossegado, deixando até as portas abertas. Eis algo bem do jeito como gosto de enxergar e escrever sobre os personagens Lado B desta insólita cidade "sem limites":


“São as águas de março fechando o verão”.
Estamos vivendo um tempo de valores estranhos, onde para alguns segurança é ter uma portaria com vigilantes armados, 24 horas. Eu não preciso disso, porque tenho meus vizinhos que cuidam dos meus pertences e são meus amigos e também convivemos as dificuldades do dia a dia. Eles tem a chave da minha casa e me ajudam quando viajo, isso se chama amizade, coisa que em condomínios isso não passa pela portaria. Mas hoje o que me chamou muito a atenção quando abri a janela do meu quarto foi o trabalho do André Luis. Acordei com muitas imagens de enchentes em vários pontos da cidade, devido a chuva de sábado. Ai não me contive e fui falar com meu vizinho André Luis casado com Valdete Bento da SILVA, pais de uma família de sete filhos. Alguns reclamam dos sacos de material reciclado que fica nas calçadas e também na praça, eu nunca me importei com isso, porque já imaginei o que é sustentar uma família com sete filhos vendendo material reciclável. Em nossa conversa hoje andré Luis me explicou um pouco do seu trabalho.
P.A. D - material plástico como detergentes e etc.
A.P.P - baldes de brancos
P.E.T - refrigerantes ( verdes e brancos )
Oléos ( recipientes de óleos comestíveis)
Ai tem a parte de alumínio, ferro ferro velho e etc.
Meus amigos olhando tudo isso e imaginando indo pelos bueiros e caindo nos rios ou chegando nos aterros sanitários. Cheguei a simples conclusão o André e Valdete são mais importantes para a cidade do que muitos JUIZES, VEREADORES E ETC...".
Qualquer dia escrevo algo dos meus. Por enquanto, os do Sivaldo tornam meu domingo mais palatável.

sábado, 10 de março de 2018

DICAS (170)


PRECISO DIVAGAR UM POUCO... - SÁBADO EM BAURU 

1.) SE AINDA TEM UM RESTINHO DE CARNAVAL HOJE VAMOS NESSA
E ainda por cima com animação e cantoria de Jô Moura, uma cantante encantante. Será na entrega do Troféu Quesito Carnaval Bauru, no salão da Associação dos Moradores da vila Independência, nos altos da avenida Castelo Branco, a partir das 19h30. Eu e Ana Bia Andrade já estamos quase prontos e convidamos os amigos mais próximos para se juntar na troupe que ainda quer carnavalizar um pouco mais nossas vidas. Vamos? Leia mais: http://carnavalembauru.com.br/com-animacao-de-jo-moura-trofeu-quesito-sera-entregue-neste-sabado/

Entrega Troféu Quesito, neste exato momento no Centro Comunitário da vila Independência, com gente de todas as matizes do carnaval bauruense. Tudo junto e misturado, como deve ser a coisa. Algo assim precisa acontecer todo mês, pra gente não deixar de carnavalizar a vida em nenhum momento de nossas vidas. Link a seguir: https://www.facebook.com/henrique.perazzideaquino/videos/2031200906909908/

Jô Moura e Silvio Bevista juntos num memorável samba na festa entrega Troféu Quesito Carnaval Bauru 2018. É lindo demais, a gente perde até as estribeiras e o sono. Não quero mais ir embora. Link a seguir: https://www.facebook.com/henrique.perazzideaquino/videos/2031347446895254/

2.) VOCÊ AINDA ACREDITA NUM JUDICIÁRIO QUE RESOLVEU NÃO INVESTIGAR TUCANOS???

3.) AS INDICAÇÕES DE FILMES DO FILHO
Meu filho quando passa aqui pela casa do velho, em primeiro lugar enche a casa de alegria e por fim, sempre me deixa indicações variadas e múltiplas de tudo um pouco, desde filmes para assistir, leituras variadas e até dicas para escrevinhar meus textos. Adoro. Ontemn, mal chegou de viagem, chegou e já foi colocando dois trailers de filmes e perguntando se os conhecia. Um já está em cartaz na cidade, o outro ainda não. Comos gostei de ambos, repasso aqui e divido um pouco do prazer que tive pelas boas dicas:

1) "Projeto Flórida"
https://www.youtube.com/watch?v=iAgSk43ejuM
2) "Três anúncios para um crime"
https://www.youtube.com/watch?v=vHNXg6oBhmQ

Depois dos trailers, quero assistí-los o quanto antes.

4.) É EM BUENOS AIRES, MAS PODIA MUITO BEM SER EM SÃO PAULO, BAURU...
Uma mãe veste o filho e o prepara para ir pra aula matinal. São 7h30 da manhã e ela lhe ajuda a calçar as meias. O inusitado da cena são eles residirem nas ruas da capital argentina. Na Argentina de hoje mais gente vive nas ruas, muito mais que na Venezuela, tudo depois que o neoliberalismo predatório, insano, cruel e a favorecer uma infima minoria do povo tomou as rédeas do país. Algo difere do país que nos transformaram depois do golpe?

5.) LEITURAS BÁSICAS para uma tarde modorrenta e quente de SÁBADO

sexta-feira, 9 de março de 2018

INTERVENÇÕES DO SUPER-HERÓI BAURUENSE (111)


SÍNDROME DA CADEIRA VAZIA
Guardião, o super-herói bauruense está invocado com algo presenciado com a maior frequência pelos lados da aldeia bauruense: é um tal de procurar o responsável pelo setor e o mesmo estar distante, omisso, inoperante, evasivo ou divagando sobre suas funções. Daí, numa forma de desabafo, posta o seguinte texto para as tais constituídas “autoridades” do município:

“Ontem o desagravo foi com a Secretaria Estadual de Educação. Enviam alunos aos borbotões do Cristino Cabral para o Ernesto Monte, mesmo cientes de lá não comportar o excesso, mas sendo ordem do governador, todos são obrigados a cumprir e nem pensar em discordar. Não adianta reclamar, tudo feito de cima para baixo e a conclusão é que se é para acatar sem discutir, qual seria mesmo a função do pomposo cargo de Diretora Regional de Ensino? Se ela não vai dizer coisa com coisa, melhor seria se reportar diretamente para o dono da boiada, o insano que nos governa lá do Palácio dos Bandeirantes. A cadeira aqui se não está vazia, mesmo preenchida, nada acrescenta.

Algum munícipe querendo saber sobre os destinos de seu imóvel junto à COHAB, a tal quer um dia construiu residenciais pela região toda e hoje administra uma incomensurável massa falida, impagável, não sabe a quem se dirigir. O encarregado de dourar a dívida é também chefe da coordenação política do prefeito, mas vive mesmo viajando pra Brasília, tudo para acompanhar dia após dia e poder informar para os incautos para quanto foi o montante do que o município terá um dia que pagar. Já sobre novas moradias, nem pensar, pois esse deixou de ser o objetivo dele estar por lá. Se a cadeira não está vazia motivada pelas constantes viagens, ele pode estar reunido no Palácio, mas nunca disposto a discutir situações do setor. Cadeira empoeirada por falta de bunda nela sentada.

Imaginem algum munícipe disposto a querer tratar lá na Câmara Municipal de Bauru sobre alguma questão social, seja de moradia, transporte, saúde, educação e tenha que confrontar interesses dos donos do poder local, deveria procurar quem na atual legislatura? Se o fizer e se dispuser a percorrer gabinete por gabinete, pura perda de tempo, pois ninguém por lá estará propenso a lhe dar ouvidos. Lá o negócio é aprovar passeatas de cães, moções de aplauso para pastores, tornar conselhos municipais somente consultivos ou mesmo quando se tem notícia de que o povo vai lotar as galerias e alguma possibilidade de confronto, para evitar desgastes, se vota tudo correndo e todos saem em desabalada carreira pela porta dos fundos. Procurar algum deles para discutir temas de interesse popular é sempre se deparar com a cadeira vazia e quando não, o mesmo que falar para paredes.

Um prefeitão do tamanho de um Bonecão de Olinda, grande como um Cavalo de Tróia, desses que para chegar a ocupar a tal cadeira, prometeu resolver tudo em meros 100 dias, mas hoje, diante da ficha já no chão, algo triste para os destinos da cidade. Primeiro se espera a coisa acontecer e só a partir dela já causando embaraços, corre-se atrás do prejuízo e de tentar buscar a solução. A cadeira continuará vazia, pois com a viola em caco serão marcadas reuniões, convescotes, idas e vindas de um lugar para outro, como baratas tontas, mas sem cola consistente para juntar-lhes os pedaços ou remontar o quebra cabeças, o tempo urge e a coisa se agrava. Igual o Temer que, para melhorar seu nível de aprovação após não conseguir aprovar a reforma da Previdência, apelou para um intervenção militar no Rio. Aqui com os pombos batendo asas, o negócio é correr pro lado do Skaf e ver se o tal novo Ginásio de Esportes amenizaria as perdas. Sentar na cadeira, mesmo com Gabinete repaginado, nem pensar.

Pedir algo para os tais deputados estaduais é o mesmo que chover no molhado. Um não existe, a não ser para seus súditos lá na igreja e o mais ilustre deles jura estar pendurando as chuteiras e abandonará a prática de acompanhar todos os decretos do governador para a região e diante de algo consumado, promove a divulgação de tudo o que está chegando ser mais uma obra de sua iniciativa. Aposentado como médico no serviço público e agora, também como parlamentar (seria para se lamentar ou para se rejubilar?), as que seriam ocupadas por novos interessados continuarão vazias, mas já são motivo de intensa disputa. Pelo andar da carruagem e dos nomes sendo disponibilizados para a contenda que se avizinha, os estofados de ambas continuarão intocáveis e como carro com dez anos de fabricação, único dono, mas nunca tendo saído da garagem, tinindo de brilho.

Se tem uma coisa que nessa cidade está impecável, essas são as cadeiras de nossas autoridades. Diante da interminável crise (moral, ética, financeira, gástrica, de ideias, propostas, atitudes e ações), para amenizar despesas, proponho um leilão das mesmas e toda a renda revertida para tapar os buracos na cidade (não é o que queriam fazer com a verba do Carnaval?)”
, conclui o super-herói.

quinta-feira, 8 de março de 2018

AMIGOS DO PEITO (144)


QUANDO A GENTE JÁ NÃO ESTÁ LÁ MUITO BOM - DRIBLANDO AS DORES DO CORPO

O tempo passa, o tempo voa e a gente começa a sentir o peso dos anos no lombo. Eu estou me arriando que é uma facilidade e nem cheguei aos 60 (faltam dois e tarará). Algo não vai muito bem quando você chega no metrô paulistano e o vigia da catraca já abre pra você passar sem pagar ou como ontem, quando fui nos Correios e diante de um salão cheio, umas vinte pessoas, quatro guichês atendendo, já estava pronto para esperar mais de meia hora (sempre ando com um livro na algibeira), quando a moça de um dos guichês chama: “Atendimento prioritário, pode vir”. Olho para os lados, nenhum idoso e daí percebo a chamada dela era pra mim. Chego em casa e a primeira coisa que vou fazer é me olhar no espelho. Inexorável o resultado do tempo, a aparência não engana mais ninguém (só a Ana Bia Andrade).

Um amigo me conta algo de outro, um que descobriu recentemente estar com câncer e já fez alguns desses procedimentos normais para os em tratamento. Ele mais jovem que este já cansado HPA e ao saber da notícia, junto com outra história, essa me passada ontem pelo meu mano, Edson, um que consegue levar os conselhos ouvidos na sua religião a sério e me disse ter parado de pecar, pois isso não ajuda em nada, nos tornando mais fragilizados diante do “criador” e do que virá depois da partida deste mundo. Eu não quero retrucar com ele, tão convicto, contrito e decidido, mas muita igreja, me desculpem, faz mal ao ser humano. Tem que amenizar tudo aquilo com um pouco de rua senão endoidece. Volto de uma viagem e minha irmã, Helena Aquino havia permanecido num spa hospitalar por seis dias. Me disse renovada, assim levamos o barco adiante.


Vou conferir minha diabetes e ela está pela hora da morte, o corpo cansado sente a falta de uma séria dieta. Mas como abandonar esses incontornáveis doces, um mais delicioso que o outro? Da cerveja tenho tentado cortar volta, mas nas saídas noturnicas, o que fazer quando “todos os caminhos nos levam para Roma?”. Da boêmia, já não sou mais o mesmo e vivo de saudades, mas adoro um botequim. Pé sujo é comigo mesmo. Será que terei que fazer como o Silvio Bevista, que vai em todos e só toma suco de laranja? É o jeito. Até os 50 estava nos trinques, me achando o rei da cocada, mas passados só mais alguns anos, desembocou tudo de uma só vez e agora bato cartão em médicos que é uma beleza. Até me confundo, vou em um com os exames do outro e na confusão misturo remédios, dietas e embolo o tratamento. Acho até que isso tudo faz parte da debilidade a me acometer e já desvirtuando meu raciocínio lógico (será que tive isso um dia).

Acompanhei o lamento e o medo do meu amigo Almir Ribeiro, com quem costumo digladiar por aqui, questões de encaminhamento da linha de ação, mas sem armas na mão, só pelo gogó. O medo dele diante da cirurgia feita é o mesmo a acometer todos os com remédios na cristaleira, como eu, querendo dar um bicudo em tudo, mas com medo de acelerar o processo de degringolamento. Meu irmão reza e crê em algo para mim insustentável, daí diante das dores do corpo, queria poder carnavalizar mais e mais a vida, fazer ainda o que não pude, pois ir embora sem ter ninguém falando mal de ti, que você deixou de fazer isso e aquilo deve ser uma merda. Gostoso é ir e ver aquele amontoado de gente comentando das agruras que o sujeito aprontou vida afora.

Portanto, quando vejo o Antonio Pedroso Junior, outro que dias atrás escreveu que já pode tomar umas cervejinhas pela aí após longo tratamento para cuidar dos pés, me convidar para uns convescotes, irei sem medo de ser feliz. Ir embora a gente vai mesmo, mas ruim deve ser sem ter aprontado. Meus amigos estão todos ou em vias de ir pro estaleiro, outros já lá em avaliações e procedimentos, alguns voltando pra suas vidas com mais uma recauchutagem e, infelizmente, uns que partem. Já percebi e isso me dói, depois de certo tempo de vida, não adianta insistir, a gente vai tateando, remando contra a maré, tentando buscar umas peças recondicionadas para prolongar a estadia, pois o negócio é aqui e não do lado de lá. Insisto nas vias neste mundo e não em algo incerto e não sabido.

Quero montar o clube dos PREJUDICADOS, um imbatível time de futebol e aqui na minha cabeça já tenho a escalação praticamente montada, todas as posições preenchidas e até o técnico já em vias de ser contatado. Só dá gente com problema na junta, com falta de óleo na lubrificação, com a repinboca da parafuseta gasta, mas todos ainda com alguma lenha pra queimar (ou querendo queimar, o que já é algo bom). Nenhum resignado. Meu recado para esses todos é um só: como não sabemos se estamos no segundo tempo, na prorrogação ou nos acréscimos finais, o negócio é rosetar, sem medo de ser feliz. Se me virem pela aí numa errada, se penalizem, façam vista grossa e não me denunciem, pois estou só tentando tirar o atraso e segundo me consta, o tempo urge e a contagem regressiva já se iniciou. E quero levar comigo esses tantos com dores por todos os lados. Vamos?