quarta-feira, 7 de maio de 2025

PERGUNTAR NÃO OFENDE (222)


COMO O PAULISTA SE DEIXOU CAIR NESSA ARAPUCA?
Viajo daqui para ali pela região e num curto percurso, os pedágios todos prometidos pelo fundamentalistas Tarcísio de Freitas já estão todos instalados e encapados com um plástico preto, esperando só a ordem para começarem a cobrança. De nada adianta a grita geral contra a insensibilidade deste que, pelo tempo de percurso de seu mandato já deu para perceber: é infinitamente pior que Jair Bolsonaro. O Bozo é péssimo, mas é meio tchalau, ou seja, lerdo e quer mais é beneficiar a si e aos seus, deixar a coisa rolar e se empanturrar de grana. Fez isso em toda sua vida como parlamentar. Tarcísio é mais esperto, um come quieto. O feito de ter sido eleito para governar os paulistas, só demonstra o quanto deixamos de pensar no nosso bem estar, para ficar pregando um anti petismo e esquerdismo que só nos levao ao buraco. Com Tarcísio, como já apregoou, pode-se reclamar para quem quer que seja, até para a Liga da Justiça, que ele se manterá irredutível. Essa irredutibilidade é o que desgraçará de vez o estadio maior da federação brasileira. Agora mesmo, repassou para as empresas do Paulo Skaf, o homem forte do SESI, algo onde só mesmo quem veio para fazer maldades poderia intervir. Algo deste tipo será rotina em todos os seus desGovernos. Privatizará até nossa alma e a turba, iludida e sem noção o aplaudirá até quando perder o último fio de resquício de direitos. Bolsonaro se mostrou contido quando queriam privatizar o Banco do Brasil, mas Tarcísio não estará. Não perderá a oportunidade, inclusive para a nossa muito rentável Petrobrás. Se for para beneficar o grupo onde vender o Brasil é o lema, fará o possível para depenar o país. Um vendilhão, capataz do que de pior temos como político. Hoje, ainda se mostra contido, calado, mas pelas suas ações e pelo que já fez, danos maiores dos proporcionados pela famiglia do capiroto. Se não for contido e culpabilizado já pelo que já fez, como o eleitor anda comendo gato por lebre faz tempo, temo pelo pior. Travo luta contínua contra tudo o que representa esse cidadão.

DECEPÇÃO E CONSTATAÇÃO
Ele é pessoa bem próxima de mim, laços sanguíneos e bem antes do papa falecer, já demonstrava contrariedade pelos rumos que "sua" (sic) igreja, a católica, estava tomando tendo em Francisco, o papa argentino no comando. Ele, que é adepto da Opus Dei e dessa outra do mesmo engajamento, a Canção Nova, me dizia sempre, que a "verdadeira" (sic) igreja pensa e age de forma bem diferente. Numa das conversas, quando lhe falava do papel da igreja de estar ao lado do pobre, dos menos favorecidos, sua resposta foi estarrecedora: "Você deve saber, o mundo sempre teve os ricos e os pobres. Uns sendo conduzidos e outros condutores. O papel nosso enquanto igreja é o de conduzir essa massa. Eles lá e nós aqui". A partir daí não deu mais para argumentar, nem para prosseguir em alguma forma de plausível diálogo, franco e aberto. Isso nunca mais me saiu da cabeça. Toda vez que o reencontrei, parece que na sua testa estava a tal declaração feita a mim de como age a igreja onde ele milita, reza e diz ser seguidor. Isso tudo me voltou hoje, justamente quando lá na Capela Sistina, em Roma, os cardeais estão reunidos em busca do consenso e do nome a dirigir a igreja depois de Francisco.

Não o tenho visto, mas imagino do seu contentamento pelo passamento do "papa petista e comunista", como chegou a me sugerir e de sua expectativa para que, tudo volte ao normal lá nas hostes do que o seu segmento religioso acredita. De uma coisa tenho a mais absoluta certeza, mesmo tendo abdicado disso de seguir religiosos faz tempo, sei que dificilmente sairá do conclave alguém com as características do falecido. Se for buscado alguém com as do mundo atual, temo pelo pior e mais um retrocesso em curso. Teria ocorrido com Francisco um acidente de percurso?
 
BONITO, REABERTO SEM NENHUMA PROGRAMAÇÃO
Quase quatro anos fechado, será reinaugurado (sic, melhor, reaberto) hoje à noite o Teatro Municipal Celina Alves Neves, com apresentação local, a Orquestra Municipal. Tudo bem, pelo que se fala, o ar condicionado está recuperado, novo e em funcionamento, assim como os assentos para os espectadores. Que mais? Nada além disso, pois da programação nenhum sinal à vista de algo ocorrendo com seriedade. Pelo que se sabe dessa nova programação de cargos e funções, tudo proveniente da cabeça da alcaide, teremos um órgão só para agendar eventos na cidade e este, pelo que se sabe, só agirá de acordo com o que "ela" determinar. Nossa Orquestra é ótima e hoje se apresentará atendendo clamores para que toque tudo. Não se espantem se até algo gospel estiver embutido no programa. Vejo na escolha deles para reabertura como falta de programação. Isso não existe e não existirá. Se o tal do Conselho Municipal de Cultura não tomar partido, partir para cima, o tudo dominado será a mola mestra daqui por diante. Quando foi fechado para a reforma atual, lá ocorria festival de stand ups e pelo visto, isso terá continuidade. Está mais do que na hora da criação de um grupo de apoio, sem vínculos com a Prefeitura, tipo "Amigos do Teatro", com estatuto previamente elaborado e pessoas querendo realmente construir algo grandioso tendo o nosso maior palco como pano de fundo. Confesso, dessa administração não espero nada. Para quem está se propondo a dinamitar o Sambódromo e levantar outro pela aí, o destino deste será uma incógnita. Torço para que assim não ocorra, mas tudo o que já fizeram e continuam fazendo na cidade, demonstração mais evidente de que devemos todos estar com os pés e mãos para trás, dedinhos cruzados e sem muita esperança. Um dia eles irão embora ou mesmo, o Judiciário lhes dará cabo.
E  o sectário, ops, Secretário Cultura cantando foi o Uó do Borogodó. Sem palavras...

terça-feira, 6 de maio de 2025

PALANQUE - USE SEU MEGAFONE (203)


LACRANDO COM LADY GAGA
Critiquem como quiserem, sem fazer uso de mentiras e falácias. Gostar é uma coisa, porém reconhecer da magia contida e embutida dentro de um imenso espetáculo como este, algo inegável. O investimento total, na casa de 100 milhões de reais, sem dinheiro público, este só entrando com serviços essenciais foi o mais rentável. Já apregoam ser da casa dos 600 milhões o retorno. 

Deu tudo muito certo. Ela propiciou um espetáculo único, soube reverenciar o Brasil e os brasileiros. Estes deram um retorno mais que diferenciado. Não dá pra ficar fazendo e aceitando críticas vazias e sem fundamento e argumentação. Do palco nas areias, quase quatro horas contagiantes e a cidade fervilhando com mil possibilidades advindas dele. Aceitemos, melhor assim, dói menos. Lady Gaga foi e é um sucesso, e em todas perspectivas.

CHEGOU A "GOELA", MAS QUAL O DESTINO DAQUELE SIMPÁTICO PADEIRO/PROPRIETÁRIO DA "COPACABANA"?
A padaria Goela bomba aqui na avenida Brisolla, onde por décadas funcionou a Copacabana. Acompanhei todo o processo de fechamento de uma e abertura da outra, pois moro aqui perto. Passo todos os dias diante de suas portas. Inevitável olhar e ir até conferir. Ontem entrei e comi um salgado, provei do pão. Estão iniciando e as considerações farei depois, quando a poeira baixar. O ocorrido por aqui é normal dentro deste nosso mundo. Um se vai, definha e fecha e outro ocupa seu espaço. 
O que percebo aqui e agora é um fervo, como se dá em tudo que seja novidade, aqui e alhures. A casa está cheia por estes dias. Inauguraram no domingo, funcionando até 8h da noite e pelo visto, voltaremos a ter padaria até à noite aos domingos aqui na região. Tudo ainda sendo azeitado e os cheirando novidades já frequentando.

Eu, na qualidade de observador de tudo, do processo por inteiro, do definhar da antiga Copacabana, tenho a dizer que, neste momento, olho para a efervecência do que vejo e sinto saudade daquele senhor - mais moço que eu -, que ali ficou até seus últimos dias e resistindo como pode. Gostava demais do pão feito por ele e de um em especial, o árabe, vendido em saquinhos. Ele ficou sózinho nos últimos tempos. Até tentou colocar gente pra lhe ajudar, mas desistiu e foi só. Um dia o vi, quando ali comprando pão, chegar uma família e pedem pão com alguma coisa, tipo um lanche e suco, creio que de laranja. Ele sózinho, pedia calma e ia tentando atender quem ali ainda entrava. Ele, na verdade, tinha que bater escanteio e fazer gol, uma loucura. A família viu a situação e não aguentou, se levantou e foi embora. Cenas como aquelas devem ter se repetido muito naqueles dias. Não existia mais remédio, tudo já estava consumado.

Eu, cá com meus botões e torcendo para que o Goela tenha sucesso, penso naquele senhor, bom padeiro e do seu destino. Enfim, por onde andará? Uma vez contou algo de sua história, que acho conveniente não expor aqui, pois não ouvi o outro lado e, na verdade, nem quero fazê-lo, não é da minha conta, porém, vendo como com grana tudo foi reabilitado no lugar, a praça revivida, plantas novas ganharam espaço e até um jardim com elas cercando uma área vip. Tudo isso é bonito, não tenho dúvida, mas o que gostaria mesmo de saber é para onde foi atuar o antigo padeiro e proprietário, o permanecendo ali até as últimas consequências, ou seja, até o arroz secar. Tem momentos da vida da gente que, males vem para o bem e depois da bancarrota, surgem novas possibilidades, novos horizontes se abrem e a vida segue seu rumo. Espero mesmo que para ele isso tenha ocorrido, pois nessas passadas diárias ali defronte, impossível, no meu caso, não se recordar dele e de como, com sua fleuma tentou fazer a coisa andar, a roda girar e só desistiu quando não havia mais nenhuma possibilidade. São as tais histórias que vou observando nas minhas andanças pela aí.

TÁ TUDO DOMINADO - A QUE SE DIZ PETISTA E O QUE SE DIZ BOLSONARISTA 
A vereadora petista que salvou um bolsonarista: Quando os contornos da política em Bauru se Dissolvem em Ironia.

Era para ser apenas mais um capítulo na já turbulenta relação entre as bancadas na Câmara de Bauru. Eduardo Borgo, vereador bolsonarista e defensor ardoroso de Jair Bolsonaro – aquele que, mesmo após as cenas do 8 de janeiro, insiste em tratar o episódio como um mal-entendido turístico –, via-se diante de um processo por quebra de decoro. A denúncia, movida por uma advogada que se disse ofendida após a sessão em que Borgo concedeu um título de cidadania ao ex-presidente, tinha vídeos, testemunhas e certo fervor público. Mas, como em tantos outros dramas políticos, o que parecia sólido dissolveu-se no ar. Links quebrados, arquivos corrompidos, testemunhos truncados – e, no fim, um processo que, sem materialidade concreta, foi arquivado.

O inesperado, porém, não foi o desfecho, mas quem o garantiu: Estela Almagro, vereadora do PT e presidente da Comissão Processante. Sim, a mesma Estela que quase nunca menciona Lula em discursos, que evita elogios a ministros do governo federal e cujo silêncio estratégico já incomoda setores do seu próprio partido. Foi ela quem, com precisão quase cirúrgica, argumentou pela falta de provas, pela ausência de autoria clara e pela fragilidade jurídica da acusação. E, assim, Borgo – que há poucos meses era ovacionado por seus pares ao homenagear Bolsonaro – teve seu mandato preservado por uma mão vermelha.
A ironia não poderia ser mais espessa. No mesmo plenário onde Borgo defendeu com unhas e dentes um ex-presidente que chamou o PT de "bandido", foi uma petista quem evitou que ele fosse manchado por uma acusação de decoro. E não foi por falta de vontade alheia: Markinhos de Souza, presidente da Câmara, chegou a ser chamado de "quarto membro da comissão" por sua tentativa de influenciar o processo. Estela, no entanto, manteve-se firme no rito, nos autos, na legalidade.

O que explica esse movimento? Coerência institucional? Talvez. Mas também é difícil ignorar o jogo político que se esconde por trás do formalismo. Afinal, em uma cidade como Bauru, onde as alianças municipais muitas vezes se sobrepõem às nacionais, salvar um adversário de um processo frágil pode ser menos sobre ética e mais sobre manter portas abertas. Borgo, afinal, não é um qualquer: é um vereador barulhento, com base eleitoral, capaz de inflamar ou acalmar ânimos dependendo do momento. E, para uma oposição que precisa escolher suas batalhas, garantir que ele não vire mártir pode ser mais útil do que vê-lo condenado por um processo que, no fim, não mudaria nada.

Enquanto isso, o cidadão comum assiste, perplexo. De um lado, um bolsonarista que, mesmo salvo, dificilmente abrandará seu discurso. De outro, uma petista que, mesmo crítica ao governo Suéllen Rosim, mostra que na política local as linhas são mais fluidas do que os slogans sugerem. E no meio, a pergunta que fica: quando a oposição salva um adversário de si mesmo, é sinal de institucionalidade saudável – ou de um cinismo tão arraigado que já nem parece cinismo, apenas realidade?

O plenário de Bauru, mais uma vez, virou palco. Os atores seguem seus scripts, misturando convicção e conveniência. E o público, lá fora, tenta decifrar se o que vê é um jogo de princípios ou apenas mais um ato de sobrevivência política.
Fernando Redondo / Jornalismo Independente

DOIS LIVROS DE HUMOR LIDOS NA SEQUÊNCIA, WOODY ALLEN E CHICO ANÍSIO
Já li quase de tudo na vida, mas nada até então, nem do norte-americano, nem do mais famoso e competente humorista da tv brasileira. O faço neste momento, um na sequência do outro. Estilos completamente diferentes, um mais clássico, cheio de citações e versando sobre ocorrências mundiais e o nosso, numa escrita também cuidadosa, com citações bem com a cara deste Brasil das entranhas, mas no fundo, vejo boas coincidências. O faço não por mera coincidência, mas para desopilar o fígado. Estava necessitado.

São eles: "Cuca Fundida", de Woody Allen, 1980, 5ª edição, L&PM Editora RS, 152 páginas e "Tem aquela do...", Chico Anísio, 1979, 3ª edição, Editora Rocco RJ, 136 páginas.

No quesito humor, riso mesmo quem me provoca são as estórias do Chico. Boas leituras. Neste momento de tensão, precisava de algo assim, desviando um pouco a atenção diante de tantos temas escabrosos à nossa volta. Na sequência, algumas poucas frases, de um e outro:
- "Não há nada de mal com a vida eterna, desde que você esteja devidamente vestido para ela" (Woody).
- "Fui expulso da faculdade muitos anos atrás, vítima de certas acusações infundadas, não muito diferentes das que mandaram um conhecido personagem para a cadeira elétrica" (Woody).
- "...capaz de afirmar que trocaria que trocaria todas as realizações de sua vida por uma pomada que o livrasse das hermorróidas" (Woody).
- "O carnaval era a razão, o sarro, o motivo. O que cada um queria era exatamente o que estava fazendo: sair pelas ruas, muitos com uma meia de meulher escondendo o rosto, cantando e curtindo, tirando uma forra dos 362 dias de trabalho e preocupação. (...) Pouco a pouco o bloco crescia.Carnaval não tem dono; como um bloco pode ter?" (Chico).
- "Primeiro foi a rua quem ficou sabendo; depois o bairro e, afinal, toda a cidade já era sabedora de que a palavra masculino na referência do sexo, em sua carteira de identidade, era tão verdadeira quanto Catolé do Rocha ser a capital do Irã" (Chico).
- "A construção da barragem corria o perigo de não ficar pronta no dia aprazado. Não houvesse o contrato assinado e talvez fosse possível dar-se um jeitinho, acertar dali; afinal somos todos brasileiros exatamente para usarmos do direito de quebrar esses pequeninos galhos. Quem botava tudo a perder era o contrato" (Chico).

segunda-feira, 5 de maio de 2025

OS QUE FAZEM FALTA e OS QUE SOBRARAM (200)


HISTÓRIAS DE PERDEDORES
"Se você não consegue ter sucesso, a melhor coisa que pode lhe acontecer na vida é ser um fracasso completo". Leio essa frase no release de um lançamento de um livro de um escritor argentino e assim como, alguns anos fui tocado quando li uma definição sobre os ecritos do Luiz Antonio Simas, "historiador das insignficâncias", junto as duas coisas e tento me posicionar para algo pelo qual tenho tentando construir alguns dos meus textos.

Todos nesta vida possuem um lado. Ninguém é indiferente, ainda mais neste tempos quando a perversidade tenta botar as asinhas de fora, nada como, corajosamente, se posicionar e mostrar o lados dos que lutam, lutam, porém perdem o jogo. Perder não quer dizer se resignar, nem desistir. Eu vivo no meio de perdedores, enfim, a maioria do povo brasileiro. Nas histórias expostas pela nossa mídia massiva, explos de sucesso dentro do mundo capitalista, onde o que vale é ter importância, ou seja, ter grana e poder. Os que não possuem, ralam muito e desta forma, na labuta, constroem vigorosas experiências de resistência, sempre remaqndo contra a maré.

É destes que gosto de escrever. Observo como se desenvolvem e é sobre suas pequenas vitórias, que para mim são imensas, incomensuráveis, essas sim valorosas e merecedoras de destaque. Não me peçam para ficar mostrando e escrevinhando sobre os que, aliados do poder estabelecido, adoram se mostrar como vitoriosos. Passo batido por todos estes. O que vale mesmo a pena retratar, pelo menos para mim, são as histórias vivenciadas nas "quebradas do mundaréu", como fazia e escrevia Plinio Marcos. Era isso, nada mais, só refoirçar os caminhos pelos quais continuo navegando, circulando e produzindo meus textos. Qualquer dia publico algumas dessas histórias, como uma escrita tempos atrás e nunca publicada, do amigo Neto Keller, que ontem se foi e em cada vez que o revia, ao ouví-lo, sempre uma renovação de histórias, que vou anotando, escrevinhando secretamente e um dia, ainda criarei coragem de publicar.

ALGO DE NETO KELLER*
* Algo que mais gosto é escrevinhar e poder contar as histórias de gente como NETO, que ontem se foi. O via nos últimos tempos nas imediações da praça Machado de Mello, sentadinho ali na padaria, tomando uma gelada ou simplesmente deixando o tempo ir passando. Neto deixou uma história e algo dela consegui retratar. Dele guardo sempre boas recordações, desde quando o conheci, nas viagens de ônibus pela Reunidas, ambos trabalhando em JAú, eu como bancário, ele como vitrinista, junto de Paulo Keller. Muito tempo depois o reencontro no La Pingueta, creio que antes de ter este nome, como cozinheiro, uma de suas especialidades e sempre disposto a boa conversa. Depois, nas imediações da praça, onde devia morar. Resistiu o quanto pode. HPA

NETO, UM DECORADOR NO CAMINHO DO SUCESSO
Antonio Dangio Neto, esse seu nome dado na pia batismal, lá em Jaú, sua cidade natal. Hoje, 50 anos depois, foi simplificado e no mundo da decoração, onde vive num entrosamento mais do que perfeito, é simplesmente Neto. Aos 13 anos algo significativo que iria mudar sua vida. Conhece numa festa Paulo Keller, já um decorador em ascensão e algo se acende dentro dele. Estava dado o rumo de sua vida. Segue nesse caminho, numa profissão, que hoje, com trinta anos de tarimba, alcança um patamar de inigualável sucesso. Permaneceu ao lado de Paulo até sua morte, uma espécie de fiel escudeiro e está dando continuidade ao seu trabalho de forma brilhante, com novas portas se abrindo e um horizonte cada vez mais amplo despontando a cada passo dado. Neto tem se sobressaído não só por ter trabalhado ao lado de um conceituado decorador, mas pelos próprios méritos, todos expostos e reconhecidos nas festas e eventos diversos onde atua. Segue fielmente um lema, que continua sendo o seu, o de pegar o sonho das pessoas e transformar em realidade. Faz isso com categoria, esmero e dedicação, comprovando que para conseguir dar a volta por cima e se firmar num mercado cada vez mais competitivo, não basta trabalho, sendo necessário uma boa dose de talento e, principalmente, de profissionalismo. Neto sabe fazer e faz bem feito. Daí estar com a agenda cheia de novos compromissos. Vive e deixa viver, uma boníssima pessoa, que por si só merece os píncaros da glória. Vê-lo em plena agitação na preparação de um evento e depois, todo engravatado no transcurso do mesmo é entender um pouco dos dois lados de uma mesma moeda. Trabalho e reconhecimento andam sempre de mãos dadas e Neto é a própria personificação dessa união.

OBS.: Não vivo de elogios, nem bajulo ninguém que não queira. É que o Neto é tudo isso aí mesmo, um batalhador, caladão, simplão, mas fazendo e acontecendo. Merece esse mimo de final de ano, pelas agruras passadas numa reviravolta em sua vida, transtornos que de instransponíveis, já estão se mostrando contornáveis. Para tudo existem saídas e ele está encontrando a sua e dando a volta por cima.
Publiquei este texto acima em 24/12/2009.
Tive o prazer de ouví-lo para um bate papo no meu LADO B - A IMPORTÂNCIA DOS DESIMPORTANTES, onde, ao seu modo e jeito, conta algo de sua vida e, principalmente do relacionamento intenso que teve com Paulo Keller. Abaixo reproduzo o texto da época, 13/07/2023:

NO 118º LADO B, NETO KELLER, ANTONIO DANGIÓ NETO E ALGO MAIS DOS 15 ANOS AO LADO DE PAULO KELLER, UM DOS MAIORES FESTEIROS DESTAS PLAGAS
Prazer inenarrável ter sentado hoje pela manhã com NETO KELLER e poder conversando ir revivendo algo da trajetória dele e de seu eterno companheiro de todas as horas, o coriga, homem de muitas possibilidades profisionais e artísticas, Paulo Keller. Reencontrei o Neto por acaso dias atrás, justamente logo após acabar de realizar o 117º Lado B - A Importância dos Desimportantes, quando com o professor José Xaides ali na praça Machado de Mello. Ao término daquele bate papo, eu e Xaides precisávamos de água e um café. Lembramos da padaria, uma que até bem pouco tempo funcionou 24h do dia e para lá nos dirigimos. Lá ao fundo, tomando sua cerveja, por volta da meia dia, o Neto. Fui até ele para o habitual cumprimento e Xaides o conheceu. Nasceu dali, numa troca rápida de conversa, a vontade de tê-lo aqui para ele ser o centro das atenções. Fiz o convite e ele topou na hora, mas disse teríamos que conversar, enfim, queria saber o que queria dele. Trocamos telefones e fomos conversando, até que dei o xeque-mate nessa semana: "Neto, viajo na sexta e queria muito antes de bater asas, ter aquela conversa pessoal contigo, ao vivo e a cores". O convenci e, para minha surpresa, marcou na mesma padaria da praça onde o revi - depois descobri, ele mora ali perto, na quadra do Teatro Edson Celulari e bate cartão todo dia pela manhã, primeiro o café e depois a cerveja.

Eu conheci o Neto desde meus tempos de Jaú, anos 80 - lá se vão mais de quarenta anos -, quando trabalhava numa corretora de seguros do Bradesco, viajando diariamente no trecho entre as duas cidades, pela Reunidas e várias vezes cruei com o Neto. Ele era o decorador e o vitrinista da loja Riachuelo. Quem por lá sempre aparecia era também o Paulo Keller, que na época trabalhava como figurinista de uma loja de tecidos finos de Jaú. Três vezes por semana em Jaú e outros três em Bauru, na Gebara Tecidos. No meio disso tudo ele conhece o Neto e a partir daí, foram 25 anos juntos. Tudo foi só interrompido com o falecimento do Paulo, de forma súbita, sem doença aparente e sem ficar acamado. Foi numa espécie de sopro. Neto e eu, sentados lá na padaria revivemos algo de sua infância, os lugares onde trabalhou e a descoberta por montar vitrines, o Paulo no caminho e daí pra frente uma vida em conjunto, unidos e coesos. O encantamento da histórias destes dois reside no trabalho que faziam, sempre juntos, as festas todas, os embalos entre plumas e paetês, decorações para festas variadas e os figurinos para tudo quanto é tipo de evento. Junto ou aliado a isso tudo veio o Carnaval. Não dá para falar de Carnaval em Bauru sem citar a participação de Paulo Keller, cantor de primeira - quem não se lembra dele cantando New York New York - e as montagens dos carros alegóricos, adereços, fantasias e um mundo de cores, lantejoulas e balangandãs.
Meus bate papos sempre possuem algum tipo de som ao fundo, pois na maioria são gravados na rua, ou melhor, no olho da rua. Desta feita, gravando no fundo da paradia, com muitos ônibus coletivos estacionando defronte o local, algum barulho, depois o som da padaria ligado e quando fui educadamente pedir para a moça do balcão se poderia abaixar, ela me olha com cara de susto e diz: "Ninguém abaixa minha música, aqui o som permanece ligado o dia todo, ele me embala". Diante deste forte argumento, a entrevista foi feita envolta em muitos sons, porém, dá para ouvir perfeitamente como se deu a conversação. Neto é alguém que, percebi ali, queria e quer contar suas histórias. Contou algumas, mas tem muito mais. Me disse que havia dado até hoje, do alto dos seus 64 anos, uma só entrevista em sua vida, para Luly Zonta, anos atrás.

Eis o link da gravação do bate papo, duração de 45 minutos: https://web.facebook.com/henrique.perazzideaquino/videos/576881921326701

Com o fechamento deste Lado B, tenho a certeza de que, é algo assim, com gente realmente Lado B que quero dar continuidade a este projeto. Se já fiz 118, espero chegar logo ao 200 e abordando gente realmente sem espaço nas mídias, mas com boas histórias, relatos contundentes de vida. Isso é o que gosto de fazer e, desta forma, continuarei fazendo, mais e mais, pois para mim, isso é VIDA. Assim prossigo...

NO FACEBOOK HOJE:
"Não sei porque você se foi, tanta saudade vou sentir e de tristeza vou vivendo... Ah meu amado, Antonio Dangio Neto Keller , aprendi tanto com você nessa vida, sou eternamente grato por ter me ajudado inúmeras vezes, por ter me ajudado aqui em BAURU quando comecei minha nova vida pessoal e profissional. Nada disso seria possível se não fosse você. *ETA LELÊ HEIN* , e agora? Não posso deixar esse mantra morrer, como me esquecer do banho que dei em você no hospital e você exigente como sempre, me ensinando o jeito certo de fazer a sua barba. Você lutou contra a solidão com o sorriso no rosto. Nunca quis incomodar ninguém,foi vivendo, sobrevivendo e infelizmente até o dia que precisou de maior cuidado. Ah tio Neto, você jamais iria conseguir viver naquela casa de repouso, mas meus tios não tinham escolhas, todos de uma certa idade,como iriam cuidar de você? É lógico que você iria dar sua escapadinha para ir tomar sua cervejinha, sempre com o sorriso no rosto, sempre de bem com a vida. Nos ensinando que a vida é bela. Sorria meu bem , Sorria... Que sua passagem seja feliz e dê um abraço em todos aí no céu, Vó Edith, Vô Pedro, Tio Luís e Tia Elvira estão a sua espera,e tenho certeza que seu eterno amor está lá feliz da vida por ter você com ele. Cuide de nós, daí que daqui vamos cuidar de todos, minha mãe Iolanda Maria Dangio estará bem perto de nós, vamos cuidar dela. Acredito que não foi do jeito que queria, mas pode estar perto da sua família por quase dois meses. Descansa aí e obrigado por tudo, nada do Will da Unimed seria possível sem você. Te amo Tio", WILLIAN DANGIÓ.

domingo, 4 de maio de 2025

ALGO DA INTERNET (225)


JUNTANDO VÁRIOS PEDAÇOS DA MESMA HISTÓRIA

1.) PELAS ALTERAÇÕES DE VALOR NA REFORMA, VEM AÍ UM PALACETE E COM PROGRAMAÇÃO JÁ CONSOLIDADA, TRABALHADA HÁ ANOS...
"UFAAAA...REFORMA DO TEATRO MUNICIPAL ACABOU...ESTRANHO PORQUE ERA 1.500.000 DEPOIS 3.000.000, AGORA 5.000.000, COMO É BOM TER GRANA SOBRANDO HEIN, IMAGINO O QUE DIRIA O EX VEREADOR BERRIEL KKKK, VEM AÍ A INAUGURAÇÃO, PELA GRANA QUE ABUNDA DEVE VIR AÍ A LADY GAGA.
GLÓRIA A DEUS ALELUIA" Rafael Santana de Lima.

Eu aguardo com uma ilimitada expectativa. Vejo a propaganda e preparado para o que virá. Enfim, devem ter se preparado e baita equipe, toda profissionaluzada está na retaguarda de tudo, nos anunciando que, a ocupação não será, como antes, quase que exclusiva para stand up. Agora vai...

Na verdade, quem conhece e acompanha o que se passa de fato dentro da atual administração, sabe que, nada de bom se avizinha. O Teatro Municipal pode até ter sua última obra concluída, depois de tanta demora e aditivos, sem nenhuma planificação séria, ou seja, igualzinho a alcaide faz com a Câmara. Sabe que a cidade, depois de pequena grita, tudo acaba caindo no esquecimento e assim, segue seu jogo. Um dia a casa cai.

2.) COMO AGE HOJE A CÂMARA DE VEREADORES DE BAURU
"Os vereadores da base – liderados por Sandro Bussola, Markinho Souza, André Maldonado e seus lacaios – não apenas se ajoelharam diante da prefeita, mas se superaram na arte da bajulação e da traição ao interesse público. Agiram como capachos, instrumentos servis de um projeto autoritário e destruidor. Negaram, sem nenhum pudor, a necessidade de análises técnicas e aprofundadas, ignoraram o clamor dos servidores e da sociedade e atropelaram até mesmo as próprias normas internas da Casa de Leis", SINSERM.

Bauru já passou por algo similar, não igual, no passado, quando tratoravam decisões e tudo era também, de certa forma aprovado como queriam. Hoje tudo é mais escancarado. Uma servilidade nunca vista, algo que, de tão explícito gera mais que um zum zum zum. Diria mesmo, um descaramento tão servil, prejudicando os destinos da cidade, atos que causarão, com toda certeza, no futuro mais que intranquilidade, pois aprovar dinheirama fácil, sem projetos é o mesmo que entregar quantia enorme nas mãos de quem só vai festar. E daí, a pergunta que não quer calar é só uma: quem irá pagar essa conta no futuro? Um dia estes todos aí se irão e os cofres, as contas permanecerão. E daí?

3.) PREFEITA INCHANDO GOVERNO E DEIXANDO BEM CLARO, ALGUNS VEREADORES NÃO DISCUTEM NADA, SIMPLESMENTE VOTAM PERFILADINHOS COM O QUE ELA MANDA
QUER IMAGEM MAIS PRÓXIMA DA REALIDADE?
"A Câmara Municipal de Bauru realizou na tarde de segunda-feira (28) a décima terceira sessão ordinária do ano. Por 14 a 6, os vereadores aprovaram o polêmico projeto que cria mais três Secretarias Municipais e novos cargos de confiança. Mais informações com o jornalista José Eduardo Amantini", Diário do Brasil / TV Preve.

Reproduzo para quem ainda puder achar que tudo o que está em curso em Bauru possa ser obra de ficção ou fake news. Cliquem no link da matéria sobre o tema: 

Inconstitucional, ilegal e moral, eis como tudo é entendido. Tudo enviado para a Câmara sem tempo hábil para nenhuma discussão e quando não aprovado, ainda enconstam os vereadpres contra a parede, com alegação de serem contra a cidade. "Temeroso", afirma o vereador Natalino da Pousada, se segurando para não afirmar algo além. São muitos cargos e funções, grande bagunça, monstruosidade mais que ilegal, todos com indicação pessoal da alcaide. A cidade sabe que, tem muita gente com cargo já prometido e só aguardando a promessa para assumir isso e aquilo, sem nenhum preparo para tanto. Bauru virou uma grande bagunça, que como não me canso de repetir, provavelmente, em breve tende a terminar num plantão policial. E no final do vídeo, dois vereadores servis, enviam recadinho para a alcaide, como justificativa. Pérfidos, como ela, a alcaide. "Nós somos a base e estamos dispostos sempre a ajudar", declara um deles.


SERÁ QUE UM DIA AINDA SABEREMOS DE TUDO? ASSIM COMO A REAL HISTÓRIA DA FACADA E DA ÚLTIMA INTERNAÇÃO DO BOZÓFILO
Dúvidas que vão martelando a cabeça de todo brasileiro sensato...

sábado, 3 de maio de 2025

MÚSICA (248)


QUE LADY GAGA QUE NADA, ESTAMOS É COM O "PRETO BÁSICO", NO AEROCLUBE DE BAURU
João Biano, Adilio Nascimento, André Fonseca e Helton Carmesan no comando da bela noitada. Não quero saber de mais nada.

Nesta noite de sábado, onde tudo parece convergir para o show da Lady Gaga, dizem que o maior de sua carreira, ocorrendo na praia de Copacabana, Rio de Janeiro, tem quem não está lá muito interessado em espiar o que se passa lá no palco armado nas areias cariocas. Eu sou um destes. E junto comigo, duas pessoas - Ana Bia e Neiva - e lá no Bar Aeroporto, num dos pontos mais altos da Cidade do Sanduíche, Bauru, junto de seu bucólico Aeroclube. Casa cheia para presenciar a apresentação do quarteto Preto Básico. São tantas coisas, explicito algumas.

O Preto Básico é capitaneado por dois reconhecidos sambistas oriundos aqui da terrinha. João Biano coemçou cedo e dele guardo inenarráveis recordações de sua participação no musical Opinião, revivido em Bauru, pela verve criativa de Sivaldo Camargo, com apresentações no Templo Bar. Biano fez as vezes de Zé Keti/João do Vale. Logo depois ganhou o mundo e munca mais parou, ou seja, continua em plena ebulição e sempre evolução. Com o grupo carioca Monobloco, ganhou literalmente o mundo e isso vai muito além das participações no carnaval. Já teve a oportunidade de conhecer boa parte do mundo, sempre cantando e encantando. Vez ou outra, quando a agenda permite, volta pras origens e se junta ao grupo, rodando pela aí. O outro que quero destacar é o Adílio Nascimento, que revolcionou o carnaval bauruense dando vido ao bloco Primavera, ali na parte baixa do jardim Redentor e só parando por falta de pernas. O cara bate muito, tem o dom da boa percussão, estudioso e sabendo como colocar em prática. Concilia a arte no que faz, com seu ofício na área de enfermagem e assim toca sua vida. Só não se foi daqui, por ainda estar contido, pensando muito no que já tem garantido. Oportunidades não lhe faltaram, pois é mestre no que faz. De uns tempos para cá é ele quem leva o pessoal da "batida perfeita" para descida anual na Batista de Carvalho do bloco Bauru Sem Tomate é Mixto.

O lugar onde tocariam é o Bar Aeroporto, que tempos atrás, foi muito frequentado por mim. Nos tempos quando dirigido pelo amigo Frederico Weiser, o Ico, batia cartão, depois tudo por lá se modernizou (sic), atriando novo público, com a cara da Zona Sul e dele me afastei. Sem problemas, ou seja, cada um procura estar junto de onde se sente bem. Como prefiro botequins da Zona Norte, outra pegada, neles continuo tentando comparecer. Daí, para estar hoje no Bar Aeroporto só mesmo com gente do quilate do Preto Básico por lá. Não tenho muito saco para adentrar um lugar onde logo na entrada tem uma estátua do pérfido astronauta bauruense e com uma baita bandeira brasileira ao fundo. Zero de patriotismo, 100% de bolsonarismo. O samba do bom me fez voltar ao lugar. Dia de casa cheia e quando a banda começou seu repertório, só com clássicos de nossa MPB, não teve quem conseguiu permanecer indiferente e quieto no seu canto. Os danados sabem o que fazem e como fazem. 100% de satisfação. 

Lá no Rio de Janeiro e mostrado para todo o mundo - para nós numa transmissão ao vivo pela TV Globo -, o show da cantante norte-americana Lady Gaga. Não posso desdizer da moça, alías ela tem repertório e sabe com quem deve estar. Tenho comigo dois CDs dela ao lado do Tony Bennett e gosto muito. Só não tenho o hábito de ir à fundo no que faz, pois tenho outras preferências. Agora mesmo, quando movimenta o país, leio que declarou ser fã do presidente Lula e isso, por si só, diante dessa avalanche ultradireitista nos rodeando, representa muito. Ou seja, ela sabe se posicionar. Copacabana e o mundo falam muito dela e eu, dentro de todas minhas limitações, sei do seu valor, gosto do que vejo em suas apresentações, o refino no belo visual, mas prefiro algo como o Preto Básico. 

Este retorno para o Bar Aeroporto foi algo como, preencher bem o final do sábado e se recarregar de boas energias, além de apertar a mão destes dois queridos, Biano e Adílio. Cantaram de tudo, quase tudo sabia de cor e salteado. Como quase todos por lá, "botamos o bloco na rua" e isso é o que vale. Esse grupo não pisa no tomate, sabe escolher seu repertório como poucos e cantam muito. Biano arrasa na voz e Adílio no tom exato da batida da mão nos instrumentos. Os outros dois do quarteto complementam muito bem e assim saio de lá com minha bateria particular completada, carga total para tudo o que virá pela frente nos próximos lances da vida. Isso é o que vale.

Chego em casa e pela TV, Lady Gaga faz seu show. Cansado, sento diante da TV e espio a movimentação toda. Tento filtrar aquela loucura toda. Ela sabe conduzir um belíssimo espetáculo, visuak impecável, um discurso positivo, ou seja, não é conservadora, porém, como bem sei, cada um no seu quadrado e preferências. Tem espaço para tudo, todas e todos neste mundão. Vou para o quarto ler um pouco, televisão desligada e tentando me desplugar de tudo o mais. Bom mesmo foi ter sabido onde botar os pés na noite deste sábado. No mais, vida que segue.

E assim começou o show deles: 

E quando cantaram Bosco e Blanc gravei novamente: 
GENTE, RINDO MUITO AQUI: AGORA A GADAIADA SURTA DE VEZAgora laskou, o gado "Vai infartar kkk. Primeiro foi Roger Waters, depois Bono Vox e agora a Lady Gaga, todos amam o Lula. Isso prova que o mundo lá fora conhece mais o Brasil do que certos brasileiros, mostra que lá fora não tem gado tocado por fake News", Castelão Evaristo.

sexta-feira, 2 de maio de 2025

quinta-feira, 1 de maio de 2025

UM LUGAR POR AÍ (195)


AREALVA CIDADE DAS ÁGUAS
"ESTREIA DO DOCUMENTÁRIO “AREALVA, CIDADE DAS ÁGUAS” SERÁ EM 30 DE ABRIL
Em 2024, com o incentivo da Lei Paulo Gustavo, foi produzido o documentário “Arealva, Cidade das Águas”, idealizado pelo historiador Henrique Perazzi de Aquino, com filmagem e edição de Pallu Roberto.

A proposta do documentário foi entrevistar moradores e visitantes para entender por que Arealva recebeu esse título tão especial. Agora, em celebração ao mês de aniversário do município, teremos a primeira exibição pública desta produção!

📅 Data: 30 de abril (quarta-feira)
🕢 Horário: 19h30
📍 Local: Auditório Professor Nelson Teixeira Mendes – Casa da Educação e Cultura

“Esta será a primeira exibição pública do documentário, e estamos aproveitando o mês de aniversário do município para exibí-lo”, comenta Gilson Carraro, Diretor do Departamento de Cultura Municipal.

✨ Venha prestigiar e conhecer mais sobre a história e as riquezas naturais de nossa cidade!", Gilson Carraro, Diretor de Cultura de Arealva.

QUARTA, 30/04, AREALVA E A TV ESTEVE POR LÁ REGISTRANDO O EVENTO https://www.facebook.com/share/v/1BgWHGzsak/

"Rolou cinema em Arealva!
Na quarta, a cidade foi cenário da exibição de dois docs sobre sua história – e um deles, “Arealva, a Cidade das Águas”, foi feito por bauruenses e mostra tudo o que torna o município tão especial!", Diário do Brasil TV Preve.

GENTE, QUEM PUDER IR SERÁ UMA ALEGRIA IMENSA, INCOMENSURÁVEL...
É hoje a primeira exibição pública do documentário "AREALVA - CIDADE DAS ÁGUAS", possibilitada através de uma divinal lei de incentivo do Governo Federal, a Paulo Gustavo e onde eu e Roberto Pallu pudemos descrever nosso entendimento do significado daquela placa lá na entrada da cidade de Arealva, "Cidade das Águas". Apresentamos a ideia junto do Vinicius, contamos com a ajuda do Branco, acompanhamento da então Secretaria de Cultura, do cinegrafista Caio e assim, entrevistamos 22 personalidades da vizinha cidade. Foi um intenso trabalho, muitas horas de gravação, muitas idas e vindas e ao final, tudo concentrado num Documentário curto, porém, bem elucidativo.

O resultado final poderá ser visto hoje lá em Arealva, às 19h30 na casa de Educação e Cultura, num lindo local, junto de um parque municipal e da Biblioteca Municipal. Gostaríamos de poder reunir todos os entrevistados, apresentar nosso trabalho e conversar muito com todos e todas. Tenho convidado todos os que tenho contato e lá estaremos nessa que será, segundo o atual Diretor de Cultura, o amigo e atuante Gilson Carraro, o último evento do Aniversário da cidade, ocorrido no início deste mês.

Assistam clicando a seguir o Documentário por inteiro, nos seus 21 minutos: https://www.youtube.com/watch?v=E0oX9x1zCHk&t=77s