quarta-feira, 3 de junho de 2026

PRECONCEITO AO SAPO BARBUDO (230)


EU CRESCI OUVINDO QUE, "DECISÃO DA JUSTIÇA É PRA SE CUMPRIR", MAS HOJE, QUANDO ALGO OCORRE EM DESACORDO AO QUE PENSAM A ELITE E A DIREITA, PREGAM TUDO AO CONTRÁRIO
Uso isso como título do que quero escrever, pois é mais do que sabido estarmos vivenciando um momento dos mais trágicos e tensos da vida política nacional. Emergiu para o epicentro dessa vida política esse esprectro repugnante do bolsonarismo, que de uma certa forma sempre existiu, mas estava, não adormecido, mas contido e assim inerte. Fluiu e hoje, após a passagem desastrosa do seu Jair pelo poder, não querem dele mais se afastar. E a partir daí, não o conseguindo pelos meios normais, usam de todos os artifícios possíveis, alguns até então inimagináveis, para fazer valer sua linha de pensamento e ação como as únicas possíveis. Como não conseguem mais conviver com o diferente, quando não conseguem viabilizar o seu modus operandis, esperneiam e ameaçam. Isso passou a ser uma constante.

Isso de que, "decisão da Justiça é pra ser cumprida", segundo a concepção deles é só quando essas decisões lhes são favoráveis. Quando uma ou outra lhe contraria, pois não vejo, mesmo o STF tão favorável assim aos interesses populares, querem virar a mesa. E jogam pesado para isso. Seria para rir, não fosse o momento trágico. Eu ainda não vivi para ver um Judiciário atuando totalmente de forma isenta e sem estar atrelado aos interesses dos donos do poder. Até porque, muitos dos nele atuando, são oriundos dessas classes sociais ou no mínimo, quando lá chegam, se acomodam e passam a achar mais conveniente decidir mais de acordo com o que é imposto por quem de fato manda. no pedaço. O conservadorismo impregna tudo, inclusive o Judiciário.

Se algo mudou, isso ainda se deve a decisões esporádicas, nunca do grupo todo. Porém, mesmo esporádicas isso incomoda quem sempre teve decisões sempre muito favoráveis para como pensa deve ser o mundo. Olho por exemplo, para Flávio Dino e fico contente com o que ouço. "A floresta dos valores que nós representamos está fortemente ameaçada e por isso, caminho sempre buscando as árvores, que são capazes de com suas copas generosas, nos proteger enquanto a tempestade não cessa", sigo frase dita pelo ministro do STF - Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, dias atrás, quando foi homenageado com um título Honoris Causa. Ah, se todos agissem e pensassem desta forma e jeito, com certeza teríamos um outro país. Infelismente estes são poucos e mesmo poucos, incomodam muito.

Este outro país, pelo que vejo, piorará e muito se deixarmos o radicalismo e a banalidade, por exemplo, dessa thurma hoje de perversos e danosos radicais da ultra-direita assumir novamente o poder. Com certeza, serão piores do que já foi feito ao país quando da passagem de Jair Bolsonaro no poder. Assim como, lá nos States, no segundo mandato Trump está sendo imensamente pior do que no primeiro. Aqui, teremos uma terra arrasada e a destruição de tudo o que ainda temos em pé, com instituições, direitos e livre expressão. Seremos governados por gente tão inescrupulosa que, mudar a Constituição e destituir quem age contra seus interesses será mera formalidade. Quando vejo estes investindo hoje contra alguns atos judiciais que lhe são desfavoráveis - e como agem em relação às universidades públicas - , penso que isso é só o começo. Estes não aceitam o contraditório. Estão prontos para calar toda e qualquer manifestação contrária.

No que me resta de vida, estarei lutando dentro dessa minha trincheira escrevinhativa, contra estes fascistas todos. E estes estão por todos os lados, inclusive aqui juntinho de mim. Bauru é um antro desse espectro conservador, hoje ainda mais radical do que já foi no passado. Os que se fingem de bons mocinhos, são perversamente e infinitamente piores. Travam planos miraculosos, não só contra a legislação vigente, como tudo o que talvez possa surgir como iniciativa de lhes sacar privilégios. Todos presenciamos como foi urdida e mantida a trama daqueles tantos que, financiados por gente daqui, se mantiveram diante dos quartéis. Aquilo foi conspiração golpista na sua melhor acepção, às claras, sem medo de mostrar a cara. Ou melhor, mostraram os dentes, mas as caras mesmos, seus líderes ainda não foram mostrados, pois não possuem coragem para fazê-lo diante do fracasso golpista. Eu repito a todo instante: estamos diante e dentro de uma acirrada guerra. Jogam com todas suas armas para vergar o país soberano e instituir um regime autoritário, predatório, muito corrupto e onde direitos não mais existirão. Como não quero isso, denuncio e coloco a cara a tapa, luto e estou na lida contra o que sei - não precisa ninguém me dizer -, enfiará o país num caminho quase sem volta. Eu sei muito bem identificar, mesmo que estes ainda ajam veladamente, quem está de um lado e do outro. E também sei, ainda é muito possível avançarmos como nação livre, soberana e justa.
 

ESSA É PARA QUEM AINDA PASSA O PANO PARA O SENADOR PAULISTA QUE NADA FAZ DE BOM, ELE É FAVORÁVEL A ESCALA 7 X 0, ESCRAVIZANDO O TRABALHADOR - SÃO PAULO ELEGEU UM SER ABOMINÁVEL, MARCOS PONTES
Na onda fascista bolsonarista muitos foram eleitos com este estigma, o que infelicitou o país e tomou conta das cabeças dos que, iludidos lhes deram voz e mandatos. Assim foi feito com o senador Marcos Pontes, nascido e criado em Bauru. 

Este personagem da vida pública nacional, traiu a nação quando foi o escolhido para nos representar como astronauta e na volta, deu uma banana para todo o investimento feito em sua pessoa. Sua trajetória toda depois da volta do espaço foi voltada para negar o público e incentivar o privado. Meteu os pés pelas mãos em muitos dos seus investimentos e conseguiu ser indicado e eleito como senador da República. 

Desde então, sem nenhum projeto consistente e viável, vive só de seu discurso conservador, predatório e pueril. Foi um péssimo ministro de Estado, só reafirmando tudo o que Bolsonaro lhe impunha. Lembro bem de sua cara amarela quando Bolsonaro ao seu lado, dizia da terra nã oser redonda. 

Essa sua iniciativa em Bauru, com o Arraiá Aéreo é algo onde se misturam sua iniciativa privada, um negócio particular, com ajuda pública da também fundamentalista alcaide bauruense, Suéllen Rosin, lhe dando toda sustentação. Distribuir algum alimento ao final não reduz o feito maior, o lucro embutido com o evento. 

E, para lacrar, este seu posicionamento, não favorável a escala 6 x1, muito menos com a 5 x 2, mas com a 7 x 0, ou seja, o trabalhador terá que atuar nos sete dias ininterruptos da semana e para obter algum descanso semanal, terá que negociar pessoalmente com o patrão, sem intermediação de legislação existente. Ou seja, regiume escravocrata na sua acepção. Este é o bauruense MARCOS PONTES, sem tirar, nem por, digno representante de como pensa e age a elite local. Não avançaremos um só centímetro enquanto nação soberana, com gente assim com o poder da caneta. 


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