AS IDEIAS SE SECAM
Dizer que "as ideias se secam" significa que a criatividade, a inspiração ou os argumentos acabaram ou esgotaram-se, assim como a água de um rio ou poço que seca durante uma estiagem. Assim me senti hoje, quando diante do computador, nada me vinha à mente para as escrevinhações de praxe. Eu, para evitar algo desta natureza, comprei um caderninho de anotações, que dei o pomposo nome de "Fundo Gaveta", nome emprestado da escritora Clarice Lispector, que assim denomina algo dessa natureza, onde anotava algo que não deveria esquecer. Achei o nome fantástico e assim denominei o meu caderninho, peça insubstituível, que anda comigo por todos os lados e nele anoto, dentre outras coisas, temas para escritos futuros. Faço uso dele exatamente em dias como hoje, quando sento, penso em tanta coisa e nada aflora com aquele ímpeto arrebatador.
Creio eu, esse deve ser o mal de toda pessoa que, como eu, tem adoração por escrever, transpor para o papel tudo o que lhe vêm à mente. TEnho também outro caderno, um para escritos que não posso publicar, desabafos pessoais, textos que, certamente não passariam pelo crivo do politicamente correto. Para mim, é muito bom ter algo assim. Primeiro porque são cadernos e cadernos, tudo escrito à mão. Gosto muito de manter este hábito salutar, o de manter a mesa cheia de canetas, de todas as cores e com elas vou rabiscando de escritos. O nome Mafuá para meu local de trabalho é algo inerente ao meu modus operandi, ou seja, sou um tanto bagunçado, papéis por todos os lados e poros. Livros abertos em páginas específicas, revistas cheias de anotações, discos que retiro da estante para ouvir e demoro para devolvê-los, tudo numa bagunça que só eu mesmo entendo. Quando dona Mel, nossa prstimosa faxineira, passa por aqui, de quinze em quinze dias, fico de olho nela, pois adora deixar meu espaço um brinco, tudo arrumadinho, daí não acho mais nada. Uma loucura.
Escrevia do nome Mafuá e relembro quem me sugeriu o nome. Foi o Sivaldo Camargo, nos tempos quando dividiamos uma pequena sala lá na SMC - Secretaria Municipal de Cultura, nós dois diretores e minha mesa, sempre dheia de papéis variados e múltiplos. Ele um dia adentra a sala e me diz: "Sua mesa é um verdadeiro mafuá". Adorei, tanto que incorporei tão logo completei meu ciclo por lá, no final do último governo de Tuga Angerami, 2005/2008 e criei meu blog, o Mafuá do HPA, com publicações diárias deste então. Uma loucura isso de querer escrever e publicar ao menos um texto por dia. Já me disseram que, quando algo se torna obrigação, um perigo. Sei disso, mas como escrevo muito, mesmo sendo uma baboseira - como o faço neste momento -, mantenho o treco de, ao menos uma publicação a cada dia.
E hoje, quando as ideias se secam, se esvaem, se esgotam, cá estou eu enchendo linguiça e contando algo de mim e de minha rotina. Tenho acordado cada vez mais cedo, tipo 5h da manhã e o faço, pois neste horário dona Ana dorme o sono dos justo e eu, sem ser importunado, coloco as leituras em dia e escrevo, vasculho as redes sociais. Claro, que faço tudo, regado pelo meu café matinal. Não faço, nem sei fazer café direito. Esquento uma xícara grande de leite, coloco nela café solúvel, suas gotas de adoçante e como, pelo menos, um pãozinho, mesmo amanhecido. Abro a janela da cozinha, 12 andar, deixo entrar a primeira brisa do dia no rosto, como em pé, olhando para um ponto de ônibus, bem defronte a Praça da Paz e só depois, mergulho de vez naquela quantidade imensa de papéis. Essa minha rotina e hoje, não quis pegar o tal caderninho de anotações, onde certamente encontraia algum tema para discorrer. Preferi bater cabeça e assim, acabo por contar algo mais de como passo parte considerável dos meus dias.
Assunto não me falta, sei disso, mas nem sempre a cabeça anda boa para deitar e rolar dentro de algum tema. Quando o dia transcorrer sem percalços, tudo flui naturalmente, mas se como hoje, algo intercorrência me abate, daí, tudo vira uma lástima. Com o baixo astral instalado dentro da gente, nada flui a contento. Eu me sinto assim hoje, problemas pessoais, que espero resolver em breve e tudo voltando ao normal. Era isso, amanhã estarei mais inspirado. Obrigado por me suportarem...
UMA CIDADE ÀS ESCURAS
"Contrato milionário com CPFL pra troca das lâmpadas queimadas, e outro contrato de 51.000.000 milhões com a construtora Zopone pra trocar às lâmpadas boas por lâmpadas de LED e a cidade está mais escura como nunca antes se viu. Rua Júlio Prestes quadras 1 e 2, mais Rua Cel. Marcondes Salgado, quadra 5 a meses na escuridão. Bauru, cidade sem comando, é um caos administrativo dos recursos financeiros e do endividamento", frase copiada de publicação do Sem Limites Ong, visto por mim, quando compartilhado pela amiga, moradora da vila Falcão, cercanias dos muros da ferrovia, onde tudo está e sempre foi esquecido, muito escuro, Claudia Cassia Coelho. Bauru estará tão endividada e com seus problemas todos sem terem sido resolvidos, ao final deste período Rosin, que o próximo prefeito (a) permanecerá de pires nas mãos quase seu mandato inteiro. E, pelo visto, continuaremos fazendo pouco para impedir que os Rosin produzam o estrago irreparável financeiro nos cofres municipais.

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