quinta-feira, 11 de junho de 2026

COMENDO PELAS BEIRADAS (185)


TORCER OU NÃO TORCER PELA SELEÇÃO, EIS A QUESTÃO
Chegou o dia do começo de mais uma Copa do Mundo de Futebol. Essa, a mais sórdida de todos. No que diz respeito ao México e ao Canadá, sem nenhum problema, mas no que diz respeito aos Estados Unidos, esse o país e o fator que, desde sempre, colocaram essa Copa e tudo o que por lá ocorre neste momento a perder. A realização deste encontro futebolístico mundial num país onde este esporte é praticamente desconhecido e seu presidente, o prepotente pirata, roubando na mão grande o planeta e se fazendo impor pelo poderio bélico é pra desacreditar toda e qualquer realização sensata. Não existe como algo dar certo tendo à frente alguém como Donald Trump. Impossível. O que ele patrocina mundo afora, para tentar manter a supremacia de seu país globalmente é um acinte para todos os demais países do globo. E, diante deste cenário catastrófico, eis que mais uma Copa acaba por se realizar lá. Não sei o quanto isso traria de resultados positivos seu cancelamento ou mesmo, realização em outros territórios, talvez até mesmo só no México e Canadá. Enfim, quem hoje consegue se posicionar contrário ao poder de mando dos EUA? Talvez, de fato, só a China e a Rússia. E desta forma, com atos arbitrários e totalmente na contramão do bom senso, tem início este torneio, o envolvendo o maior número de seleções nacionais já visto.

E daí, a pergunta que todos se fazem: diante de tudo isso, também aliado ao descalabro do futebol brasileiro e de sua manipulação por interesses outros que não o futebol, chegando ao cúmulo da camisa da seleção ser indumentária da direita fascista, você ainda consegue torcer para o escrete nacional? Minha resposta é a mesma que, daria décadas atrás o então técnico da seleção brasileira, SIM. Na qualidade de brasileiro, separo bem as coisas. Sei de toda sacanagem das entranhas do futebol e de sua utilização mesquinha e sem vergonha, mas continuo sendo brasileiro. Sou também avesso à forma como é conduzida a convocação de jogadores, mas me pergunto: em qual momento foi diferente? Talvez só com Saldanha, quiçá com Telê Santana. Eu gosto demais da conta deste treco denominado futebol. Anteontem mesmo estava diante da TV vibrando num jogo da série B, Náutico X Fortaleza. Torci muito pelo time pernambucano, como continuarei fazendo com ele e com o time do meu, o glorioso e centenário Noroeste, em campeonatos não interrompidos com a realização da Copa. Se bobear voltarei num destes domingos lá em Santa Cruz do Rio Pardo, para presenciar mais um jogo da Santacruzense na 4ª divisão do paulista de futebol.

Escrevo isso para dizer que, estarei assistindo a alguns poucos jogos e, se possível, todos os do Brasil. Não me peçam para torcer contra. Torço contra – e muito -, para tudo o que ocorre nos bastidores, mas não contra o time do Brasil. Seu muito bem dividir e separar o joio do trigo. Adoraria ver seleções como a do Uruguai e Portugal, minhas outras torcidas nessa Copa, se darem bem. Escolhi essas e assim seguirei. Torço muito por Vini Jr, Endrick, Rayan, Luiz Henrique e alguns outros, poucos por sinal, se darem bem. Sei de todas as dificuldades e vejo um só astro hoje nessa Copa, ciente de como deve ser combatido este grande mal da omissão e em condições de erguer sua voz e dizer o que realmente precisa ser dito para todo o mundo, o francês Kylian Mbappé. Talvez ele não faça nada e assim deve ser nesta Copa, a da omissão e de todos de cabeça baixa.

Certa vez fui buscar para irmos juntos ao campo do Noroeste, o querido Roque Ferreira, que não dirigia e lhe dizia de estar triste, contrariado com os destinos do que via nos bastidores do clube e que talvez isso pudesse refletir na minha torcida. Ele calmamente, olhando para o campo me disse: “Henrique, torça, você veio aqui para isso. Se for pensar nessas coisas e nessas barbaridades todas que acontecem a todo instante e em todos os lugares, não só aqui, deixará de torcer e até de gostar de futebol. Torça e depois, façamos o que sempre fizemos, denunciar e se posicionar”. Sigo agindo dessa forma e jeito. É o que farei nessa Copa, a mais obscura e tenebrosa de todos os tempos. Assim sendo, na medida do possível, estarei por aqui, também falando de futebol. Torcendo dentro do que ainda entendo ser possível. A cada nova Copa, ando mais moderado, mas ainda torcendo. Eu continuo tentando. No mais, me verão por aqui esgrimando e destrinchando com minhas opiniões algo disso tudo. Nos vemos pela aí...

ISSO AQUI É SÓ PARA DEMONSTRAR A HUMILHAÇÃO A QUE LATINOS HOJE SÃO SUBMETIDOS AO QUERER ENTRAR EM SOLO NORTE-AMERICANO
Não tenho nenhum motivo para querer voltar lá, pelo menos enquanto perdurar este governo de Donald Trump, altamente perigoso para o planeta. Sei o quanto somos indesejados e daí, por que iria querer ir pra lá, nem que fosse como turista, meros dias? Melhor manter distância. Os exemplos são muitos e se repetem a todo instante. HPA

A COPA DA VERGONHA, NEM JORNALISTA DA TV GLOBO ESCAPOU DA HUMILHAÇÃO
A jornalista Karine Alves, da TV Globo, relatou ao vivo no Bom Dia Brasil que foi submetida a uma revista minuciosa ao desembarcar nos Estados Unidos para cobrir a Copa do Mundo. Segundo ela, agentes inspecionaram suas roupas, seus pertences e até seu cabelo, em uma abordagem que descreveu como constrangedora.

O episódio reforça as críticas que vêm cercando a organização do torneio. Em vez de recepcionar profissionais da imprensa e visitantes do mundo inteiro com o espírito de integração que a Copa promete, os Estados Unidos acumulam relatos de revistas rigorosas, dificuldades com vistos, detenções e deportações.

A FIFA vende a Copa como uma celebração global do esporte. Mas, para muitos jornalistas, torcedores e integrantes de delegações, a impressão é que a primeira disputa não acontece dentro do estádio. Acontece na imigração. E até agora, a burocracia, humilhação e a desconfiança parecem estar vencendo de goleada.
(Ploc Social)

SIMPLES ASSIM

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