historinha pra começar a conversa
A ELUCIDATIVA RESPOSTAOs sacanas estão espalhados por todos os lugares. Aqui nas plagas bauruenses, percebe-se nitidamente que, os que se enriquecem de um dia para a noite, algo de muito errado aconteceu pelo percurso. Eu tive o prazer de ouvir de um juiz aposentado, já falecido, a frase que bem expressa o que rola nas entranhas bauruenses: "Henrique, não se iluda, olhe para essas novas e velhas fortunas aqui de Bauru. Todas elas, sem exceção, foram construídas de duas formas, ou uma ou outra. Ou o sujeito ganhou na loteria ou fez algo errado, no escondidinho pelo caminho e assim chegou a riqueza. Ressalto que, até o presente momento, aqui em Bauru, ninguém até agora ganhou na loteria".Foi impossível não relembrá-la como se deu o diálogo que tive com esse respeitado juiz, quando ontem versando sobre novas fortunas, algumas constituídas da noite para o dia, em poucos anos, como se um raio caísse sobre os ombros da pessoa - um raio de sorte - e ela, sem mapa sem nada, sem estar guiada por nenhum arco-íris, consegue chegar até um pote de ouro e num pluft-plaft-zum acorda rica. Pois estava perambulando pelo centro, dou de cara com antigo conhecido, ele vestusto conhecedor de artimanhas e atalhos enriquecedores de contas bancárias e lhe pergunto:
- E então, que fazes por aqui? Como andam as coisas?
Ele, como querendo se explicar, me responde e, a partir daí, sei de onde provém sua vistosa riqueza:
- Meu caro, sofro muito, pois as autoridades brasileiras não compreendem minha forma de atuação empresarial.
algo concreto, se repetindo por muitos lugares
ADORNI NA ARGENTINA E DENTRO DE ADMINISTRAÇÕES PÚBLICAS NO BRASIL, ALGO AINDA EM CURSO, PRESTES A RUIR - A PRÁTICA DO ENRIQUECIMENTO ILÍCITOO ex-chefe de Gabinete do desGoverno Argentina, Manuel Adorni, renunciou ao cargo neste final de junho de 2026, após ser alvo de investigações por suspeita de enriquecimento ilícito. O escândalo envolveu viagens luxuosas e a aquisição de imóveis, agravado pela omissão de cerca de US$ 500 mil não declarados ao fisco, que ele alegou serem provenientes de investimentos em Bitcoin realizados entre 2014 e 2018. O caso ganhou grandes proporções na mídia e na Justiça federal argentina. Os principais pontos que motivaram o inquérito e a crise política incluem:
- Omissão Patrimonial: Adorni admitiu não ter declarado aproximadamente US$ 500 mil, justificando que o valor era fruto de investimentos anteriores à sua entrada na política e poupados na informalidade.
- Investigações Financeiras: A Justiça passou a analisar a compatibilidade de sua renda com a aquisição de imóveis, reformas residenciais de alto padrão e viagens de luxo ao exterior feitas por sua família.
- Defesa e Renúncia: Adorni negou veementemente ter cometido qualquer crime ou corrupção. Ele apresentou sua renúncia, mas afirmou que colaboraria com a Justiça para provar que a evolução de seu patrimônio ocorreu de forma lícita.
- Desdobramentos Políticos: O caso se tornou uma forte crise no governo de Javier Milei. Embora o presidente tenha inicialmente resistido às pressões da oposição e apoiado seu aliado, o ex-porta-voz acabou deixando o posto de chefe de gabinete no final de junho, sendo substituído por Diego Santilli.
O presidente, líder da extrema-direita Javier Milei fez de tudo para ele continuar no cargo, mesmo diante de tamanha evidência de seus delitos. As perguntas que rolam nos bastidores polítricos argentinos são essas: Se Milei o defende, o que esconde? Seria essa a ponta do iceberg para tantos outros escândalos financeiros? Seria ele o único com este procedimento? Adorni renunciou e está prestes a ganhar um cargo com alto salário na YPF, a petrolífera argentina, ou seja, mesmo diante de tudo, pelo visto não podem descartá-lo, pois sabe demais. Com certeza não agiu sózinho e nestes casos, quando cai um, caem todos.
Casos como este se repetem pela aí e demonstram algo bem peculiar do procedimento de quem está à frente de governos populistas, com ligação umbilical com a extrema-direita. Podem reparar, todos exercem, sempre na penumbra, inúmeras atividades e atitudes suspeitas, sempre envolvendo altos valores financeiros e em todos, numa simples comparação, antes de ingressarem nos cargos públicos, meros cidadãos com situação mediana financeira e depois, num vapt-vupt uma explosão, tudo de uma hora para outra, algo incompatível com a renda, o soldo de seus proventos. Em todos os casos, uma só certeza, sempre existe gato nessa tuba.
Comparo o que aconteceu com Adorni, o até então Chefe de Gabinete do despóta Milei com o que se vê pela aí. Impossível achar normal dentro de uma administração, um prefeito (a) eleito ter adentrado o cargo, morando mal, sempre de aluguel, com rendimentos medianos declarados pelo Imposto de Renda e na sequência morar num rico condomínio, tudo págpo, sem que exista comprovação para tanto. Como se dá essa mudança tão rápida? Para tudfo não existe mágica, ou seja, algo ocorreu. Diante da insistência de políticos, buscando altos financiamentos continuados para obras que nunca se concluem, mas o dinheiro circula, precisa existir uma riogorosa fiscalização, buscando a origem, o fio da meada. Obras sempre super-faturadas, votações de aprovações por legislativos todos votando cegamente, quase sem nenhuma discussão, por essas aprovações, tudo é sempre muito suspeito. Ninguém se enriquece de uma hora para outra, sem ter ganho na loteria ou ter feito uma maracutaia muito grande com dinheiro. Quando existe uma rede de denúncias constante, o Ministério Público tem que agir, desbaratando a trama, desvendando o conluio e esclarecendo os fatos. Políticos com o mesmo procedimento deste Adorni na Aergentinam existem aos borbotões no Brasil, principalmente dentro da extrema-direita, onde se passam todos por santos - na verdade, do pau oco -, porém, aptos a cometer as maiores barbaridades. Tudo se repete, nada é novidade, as histórias de enriquecimento são quase idênticas. Tudo é tão evidente, a fratura é tão exposta, faltando só encontrar a ponta deste iceberg, para tudo ruir e seus implicados pagarem por seus crimes.
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