Impossível passar por lá e mesmo sem parar para prosear, não olhar para o que está acontecendo lá pelos lados do Bar do Barba. Eu já me movimentei demais por este senhor, fazendo até campanha para conseguir recuperar sua sanfona. Hoje, sei por ele me dizer, ela está novamente avariada, talvez algo mais sério, quase inutilizada, mantida num pedestral em seu estabelecimento, pois dela não quer se separar, muito menos dispor.
Hoje eu paro por lá e puxo assunto, pois o vi discutindo com uma pessoa, indisposta pelo som proveniente do bar. Barba leva tudo numa boa e sabe ir tocando seu pequeno negócio. "Você não acredita, mas o cara veio reclamar que a música proveniente daqui é ruim e eu, a comparando com tudo o que ouço rolando pro aqui, vejo que está dentro do padrão popular. Aqui rola um karaokê bem popular e quem toca, o faz por prazer, por ver um microfone disponível e dele fazer uso", me diz.
Neste sacrossanto lugar da feira é complicado querer censurar alguém ou menosprezar o que por ali acontece, de uma forma mais natural impossível. Barba sabe que, tem quem não goste, assim como tem quem goste e respeite. "Aqui é um bar onde recebo meus amigos, eles circulam aqui dentro e me ajudam a tocar isso pra frente. Assim como abro o microfone, abro minha cozinha e os deixo à vontade. Isso aqui é muito mais democrático do que muitos outros lugares por aí", me diz.
Depois disso me leva para conhecer uma espécie de altar, no corredor, ao lado da porta de sua cozinha. Lá ele guarda algumas preciosidades recebidas destes tantos amigos que por ali já passaram. Faz questão de mostrar um chaveiro com a reprodução da Torre Eiffell de Paris, recebida do amigo advogado Marcos Alves de Souza, um que bate cartão todo domingo. Coincidência, Marcos não compareceu no bar neste domingo e Barba todo respeitoso me diz: "Ele vem todo domingo e hoje sabe o que fez? Me ligou de Paris, onde está, só para se justificar e não ficar preocupado com sua ausência. Veja só, ele gosta de estar aqui conosco, mas vai sempre também para Paris. Somos opostos e assim, com gente como ele e você, que sempre estão aqui, sem ficar me criticando, mas observando e propondo me ajudar a levar isso aqui de portas abertas é que sigo em frente. Devo um obrigado a todos vocês".
Eu me encanto com a sensibilidade de gente como o querido e respeitado Barba, pois ciente de todas suas dificuldades, faço questão de aqui passar e sempre consumir algo. VAlorizo lugares como esse, seguindo aos trancos e barrancos, com gente fiel nos acompanhamentos, como deve ser a vida de todos nós. O bom da vida é exatamente isso, ter quem olhe e nos ampare, critique, mas não nos abandone na beira da estrada. Na Feira do Rolo, histórias como essas se renovam a todo instante. Teria outras tantas para contar sobre o vivenciado hoje. Isso mesmo, essa foi só uma delas. E por fim, conto a última. Barba, depois de tudo, me convida: "Você não quer também cantar no karaokê do bar?". Declino, pois se já reclamaram do cara, creio iriam me atirar ovos chocos. Fico só na assistência e platéia. Melhor assim.
NOROESTE EM CAMPO, JOGANDO SUA CLASSIFICAÇÃO EM BAURUHoje rolou a última rodada da fase de classificação da Série A4 do Brasileirão e nela o glorioso e centenário Esporte Clube Noroeste faz parte. De oito times, seis se classificam, dois caem fora e a partir da próxima rodada começa o mata mata. O jogo em Bauru é contra o Sampaio Correa, de Saquarema RJ. Chegamos em segundo lugar no grupo e após o final da contenda, gol no último minuto de jogo, ganhamos de 1x0, mantivemos assim a classificação. Enfrentaremos na rodada seguinte a Portuguesa carioca, lá da Ilha do Governador.
Este foi um resumo do que aconteceu para nós na rodada. Um domingo um tanto frio, véspera de início de Copa do Mundo, horário não de costume do público torcedor bauruense, um domingo à tarde, mas mesmo assim, aproximadamente umas 1500 no estádio. E a partir daí, mesmo com o jogo sendo também transmitido ao vivo por uma dessas TVs alternativas, inegável, o melhor mesmo é ir no campo. Eu sou sócio torcedor, pago anuidade de R$ 30 reais, mas venho em todos os quando estou pela cidade. Enfim, sou trocedor e gosto demais da conta de rever amigos, pessoas queridas, bater papo e ficar no meio do furdunço provocado por cada nova partida. Não tem preço isso de você estar lá, deixar até de ver se foi ou nã ode fato pênalti contra o Noroeste, depois desperdiçado pelo time adversário, mas ficar dentro do burburinho da partido.
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| AURÉLIO ALONSO |
Mais do que a partida em si, onde a classificação era dada como certa, para mim e outro tanto de torcedores, nada como estar no campo. Revi gente querida e muitos conhecidos, cumprimentei e fui comprumentado. Gilson Dias, que um dia foi diretor do saudoso jornal Bom Dia, num dedinho de prosa me pergunta: "E o que está achando disso tudo, trace um panorama?". Respondo: "Panorama do Noroeste, da Seleção ou do que rola no país?". Rimos e ele me diz: "Do Brasil, claro?". E assim como ele, nos reencontros algo parecido foi se repetindo. Fico boa parte do tempo junto do jornalista Aurélio Alonso, abraço efusivo dou no artesão dos trenzinhos de madeira, meu velho considerado Francisco Cardoso, lá do Gasparini, assim como no Heraldo, amigos desde os tempos de Escolinha da Rede.
Com o Batista, ainda viajando, do alto dos seus mais de 70 anos, antes vendendo assinaturas de revistas país afora, hoje mapas. Disse a ele, ciente de um dia ter me dito que, "jogo na loteria toda semana e se um dia ganhar quero ser o presidente do Noroeste, um que vai se dedicar exclusivamente para ele". Pergunto se jogou essa semana. Me disse que sim e reforça: "Se ganhar, vai ser meu Chefe da Comunicação". É isso, vou ao campo e saio com emprego quase garantido, bastando o Batista ganhar na loteria (toc toc toc). Dos políticos hoje dou um abraço no Carrijo, proseio com o Raul Paula e vejo de longe o vereador Lokadora. Estes, como eu, batemos cartão e por motivos diferentes ou não, mantemos a chama noroestina acesa. E o compositor Jotha Luiz, outro não perdendo sequer um jogo.
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| BATISTA |
Estavam por lá o Colé, hoje aposentado da Prefeitura, vi o Vitor Agrela batendo forte percussão numa das torcidas organizadas epresenciei a discussão do Rafael Antonio com o José Luiz Pereira, ambos transmitindo o jogo pela Jornada Esportiva. Por fim, por gostar demais do tereno repórter de campo, o Jota Martins, o vendo com seu equipamento de transmissão sempre falhando, brinco e tenho lido no ar: "Comprem um equipamewnto novo para o Jota". Eles me respondem: "Aceitamos um PIX". Faria mesmo, pois sei a luta que deve ser manter uma rádio no estilo do que fazem, tudo pelo gosto de manter uma equipe esportiva no ar, produzindo algo dentro de um padrão respeitável, do que venha a pode rser cahamado dignamente de amantes do futebol.
Eu vou ao estádio exatamente nessa condição, a de amante do futebol, mais ainda por amor a este time, o que me toca, o de minha aldeia, parafraseando algo vislumbrado por Fernando Pessoa. Assim como Rafael Antonio transmite jogos do Noroeste por amor a este time, citei estes tantos por lá pelo mesmo motivo. Estamos e estaremos sempre de volta, exatamente por, mesmo podendo fazer outro tanto de coisas pela aí, preferimos estar no estádio vendo o Norusca jogar. Isso nos faz feliz, nos agrupa e, na alegria de mais uma vitória ou mesmo quando saímos de lá depois de uma acachapante derrota, voltamos. Creio que o amor por essa coisa cahamada futebol passa muito por tudo isso que tentei descrever aqui, após presenciar uma partida da séria A4 do Brasileirão.
E PRA FINALIZAR, TEXTO DO JORNALISTA LEONARDO DE BRITO, SOBRE A CONTENDA DESTE DOMINGO À TARDE, ALGO NECESSÁRIO DENTRO DA CRÔNICA ESPORTIVA DESTAS PLAGAS: "O Noroeste não fez uma bela exibição e contou com a sorte na vitória sobre o Sampaio Corrêa por 1 a 0, gol de Yuri Ferraz, na última bola do fraco jogo no Alfredo de Castilho. O time de Saquarema, Região dos Lagos (Litoral fluminense) perdeu um pênalti cobrado por Elias, que vinha sendo o jogador mais brilhante da partida. Mas o Norusca mereceu vencer - atacou mais, mandou bola na trave. E o mais importante: avançou no Brasileiro da Série D. Na segunda fase da Quarta Divisão, o Noroeste enfrentará a Portuguesa do Rio Janeiro. O jogo de ida será no Estádio Luso-Brasileiro, na Ilha do Governador, e o de volta em Bauru. Quanto a sorte, ótimo contar com ela. Já dizia Nélson Rodrigues, "com sorte você atravessa o mundo e sem sorte não atravessa a rua". Texto sobre a Copa do Mundo de 2026 no meu blog emconfiancawordpress.com". Leonardo foi abafado pela chegada de leva de novos ditos jornalistas esportivos na cidade, mas nada ainda o suplantou. Continua sendo cada vez mais necessário. Leitura obrigatório após os jogos.











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