sábado, 6 de junho de 2026

CENA BAURUENSE (278)


EIS MINHA CONTRIBUIÇÃO, FEITA COM MEU OBSERVADOR E ATENTO OLHAR, PARA O QUE VOU ESPIANDO, VENDO, ANOTANDO E AQUI COMPARTILHANDO
01. Publicado em 24.03.2026: 
Dias atrás retornei até a Câmara Municipal e quando, lá do alto da escadaria, olhei para trás, levo um susto. Talvez premeditado, já conhecido, mas sempre um susto, o da maioria das lojas naquele quarteirão fechadas, portas abaixadas e, representando muito bem parte significativa do centro comercial bauruense. Sinal dos tempos? Não só isso, mas também muito do descaso como os últimos administradores municipais - a atual nem conta, pois incomPrefeita, só quer saber de empréstimos, sem lastro e projetos muito mal explicados - trataram a situação da recupação da região. Ah, se a promessa de restaurar a Estação da NOB, levando pra lá parte significativa dos órgãos municipais, como isso seria vital para tudo ter vida nova, mas como vivemos tempos de infinitas promessas - nunca cumpridas -, creio eu, o abandono só terá algum trato com novos administradores, gente realmente olhando para Bauru com o carinho, atenção e respeito merecidos. Por enquanto, só desalento, abandono, jogo de cena e cada vez mais portas fechadas.

02. Publicado em 25.03.2026: Tudo bem que a cidade está um caos, não se prepara adequadamente para nada com essa administração fundamentalista, porém, não tem como escamotear, foi uma chuva atípica, 20 minutos onde caiu o mundo e o resultado é este que se vê, como o lago do parque Vitória Régia, totalmente transbordando. O que é feito em Bauru para minimizar os efeitos das mudanças climáticas? Essa a pergunta que não quer calar.

03. Publicado em 29.03.2026: Eu cresci ali na região da baixada da rua Antonio Alves e todas minhas bicicletas foram consertadas pelo LUIZÃO, com sua Bicicletaria São Luiz, três quadras para cima dos trilhos férreos. Dizem que Luizão se aposentou pela idade, passando o negócio para os filhos, mas ele dali não arreda pé, as vezes estes tendo que segurá-lo, para não subir em escadas e querer consertar telhados e algo mais nas alturas. Luizão é destes que, se parar adoece. Passando pela rua e o vendo, ali resistindo com aroeira - verga, mas não quebra - é o elo mantido com um passado, cheio de peripécias, quando por lá passava só para encher nossas bolas de capotão ou mesmo os arriados pneus de nossas "magrelas". Ele é um dos ecantos iluminados de nossas ruas.

04. Publicado em 29.03.2027: Este conglomerado de casas de madeira, creio eu, já foi um apart hotel ou algo parecido, depois local de treinamento de variadas empresas, culminando com a sua aquisição e utilização pelo grupo empresarial Paschoalotto. Sua localização é numa pequena rua, a João Bathista Garcia Filho com a Manoel Pereira Rola, entre a Brisola e a Henrique Savi, sendo por demais conhecida e querida por todos. Ali, como já disse, área pertencente a um grupo empresarial, daí posto aqui algo, como a boa recordação que tenho do local e que vejo ocorrendo no presente, ou seja, algumas das casas de madeira sendo derrubadas, indo ao chão sem nada em seu lugar. Talvez exista outros planos para o lugar, mas o que externo aqui é o sentimento de mais uma perda para Bauru, pois quando aquelas casas foram viabilizadas, numa área dita e vista como nobre na cidade, trouxeram espécie de aconchego para região e creio eu, agora seu ciclo de vida esteja laconicamente se encerrando.

05. Publicado em 30.03.2026: Diante da incomPrefeita Suéllen Rosin, se apresentando como tocadora de obras, realizadora e coisa e tal, lhes apresento a situação do Estádio Olímpico Municipal Milagrão, na vila Nova Esperança. Este foi todo equipado, entregue em impecável condições, porém, foi esquecido, abandonado, rejeitado e ultrajado. Hoje, se perguntarem para a bufona, dirá estar nos planos sua revitalização. Faltam quantos dias mesmo para a descompatibilização do cargo?

06. Publicado em 01.04.2026: Lá dos altos da cidade, detrás do antigo aeroporto, onde ainda existe muito mato e estradinhas de terra, vislumbra-se lá na frente, junto da Praça do Avião, lonas montadas e a espera de visitação pública. Eu adoro circo, principalmente os mambembes, aqueles com artistas múltiplos, onde o bilheteiro é visto em várias funções, num desdobramento para enaltecer o que venha a ser artista popular. Circos com astros globais desvirtuam o espetáculo circense e se aproximam de espetáculos showbiz. Este circo visto de longe produz uma singular belezura e quando adicionada a quantidade de publicidade espalhada cidade afora e antes nunca vista, demonstra algo muito além do espetáculo circense. Daí, me reservo só em continuar olhando de longe.

07. Publicado em 03.04.2026: Nos "achados e perdidos" de Bauru, eis um cantinho de ruas, talvez uma praça, meio que esquecidas, bem detrás do residencial Camélias - que não sei a denominação -, onde um senhor instalou sua máquina de moer cana, vendendo também mel e debaixo de frondosas árvores, proporcionando abençoada sombra, deixa a vida lhe levar.

08. Publicado em 05.04.2026: Este da camiseta com slogan de resistência é Wander Florêncio, bravo guerreiro destas plagas, presente em todas as manifestações em Bauru, sempre com o olhar voltado para as lutas e conquistas populares. Ouví-lo é estar sintinizado com o sentimento das ruas, o de que, se algo precisa e deve ser feito, é este, o da sensibilização junto aos que mais sofrem. Voltando nossos olhos, mentes e ações para estes, desta forma, com certeza, alguma possibilidade de vencer essa luta, do contrário, a perda será inexorável, arrebatadora. Wander sabe o que faz, fala e onde pisa os pés. Ele é do time dos que, não saem mais às ruas com qualquer vestimenta. Em cada ida para as ruas, algo novo, uma mensagem de luta, resistência e a nos incentivar, demonstrar e apontar o caminho. E como contrariá-lo? Sigo na sua cola.

09. Publicado em 07.04.2026: Um colchão, provavelmente deixado - irregularmente - por um morador defronte sua casa é transportado para debaixo dessas árvores, ali ao lado das pistas do Aeroclube e da de skate da rua Araújo Leite, com a ideia de ali proporcionar descansos ou mesmo sonecas.

10. Publicado em 07.04.2026: Nada como, depois de um dia tenso, cabeça explodindo de preocupações, soltando fumaça por todos os poros, você passar pela quadra 11, diante da Pizzaria Fornaza e lá de dentro se irradiar para tudo o mais o som de um artista da magia do sopro, irradiando sua música, não só pelas mesas do seu interior, mas também por quem passava pela rua, daí, a bruta e incontrolável vontade de ir presenciar aquilo tudo mais de perto. Foi o que fizemos, eu e um grupo na última sexta, a dita Santa pelos católicos. Nos fartamos, de pizza e do som irradiado, para mim, pelo desconhecido músico. Quem seria ele?

11. Publicado em 08.04.2026: Aqui a rua de terra que leva do trevo da Unesp até o IPMET, o centro metereológico bauruense, caminhada que muitos fazem como exercício e até bem pouco tempo atrás, existia logo a seguir um bairro inteiro, todo destruído e depois removido, em partes, para junto do cemitério Cristo Rei. O IPMET é da Unesp e a especulação imobiliária não toca, mas essa regula tudo o mais nesta cidade e vai cerceando o florescimento de construções populares cidade afora - cidade adentro, também.

12. Publicado em 10.04.2026: A cena do cavalo em busca de pasto, algum alimento numa rua de asfalto dos altos do Jardim Santa Edwirges, parte baixa da Marçal de Arruda Campos e do supermercado Panelão não é assim tão usual, mas bem possível naquela região da cidade. Paro o carro, deixo o animal passar e depois vejo, ele não estava só. Outro o seguia com um espaço de 50 metros entre um e outro. Qual o destino e se foram interceptados ou mesmo, resgatados, não fiquei para acompanhar o desfecho da caminhada.

13. Publicado em 14.04.2026: Em Bauru, um dia, na beirada dos trilhos férreos, tivemos uma indústria Matarazzo, edificação tombada pelo patrimônio histórico e depois, forçada por uma administração municipal, destombada e demolida. Em seu lugar, até a presente data, nada de aproveitável. Por lá, o chão batido, com vestígios do que, um dia marcou presença. Essas fotos pertencem ao arquivo do Nei Silva Lopes, servidor público municipal, com arquivo de inestimável valor em referência ao nosso passado histórico. Vez ou outra, cá estou recorrendo a algumas dessas fotos, nos fazendo voltar no tempo.

14. Publicado em 15.04.2026: Hoje foi mais um dia para presenciar a resistência dos entregadores bauruenses - motoristas de apps -, com seus fretes desvalorizados e exigências mil pela frente, atuando de forma precária, sem registro em carteira, pouca assistência quando necessitam, além de serem considerados empreendedores, mas nem conseguindo pagar a contribuição mensal do INSS. Muitos políticos se aproveitaram do momento deles nas ruas e fizeram vídeos, se mostram ao lado da luta empreendida por estes, mas tudo da boca para fora. No dia a dia, cada vez mais desamparados e muito sózinhos, batendo de frente contra o poder estabelecido, um que não muda, não altera seu modus operandis e continua explorando muito o ser humano.

15. Publicado em 17.04.2026: Muito sensibilizado com o causa cubana e este criminoso bloqueio econômico, comercial e financeiro praticado há mais de 60 anos pelo insano EUA, não posso me deparar com nada que lembre a resistente ilha do Caribe que, já quero assuntar do que se trata. Neste caso, uma pequena casa denominada por muitos como "adega", localizada na avenida Duque de Caxias, logo depois da esquina com a Azarias Leite. Tendo Cuba no nome, sempre vale a pena parar, conferir e valorizar o estabelecimento.

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