segunda-feira, 24 de maio de 2021

COMENTÁRIO QUALQUER (214)


OU VAMOS PRA CIMA, TODOS JUNTOS OU SEREMOS ENGOLIDOS – PELA REBELIÃO E NÃO AO CONFORMISMO
Começo escrevendo sobre a Cultura e resvalando em tudo o mais, pois a intenção é mencionar tudo. Não só a Cultura, mas precisa mudar o modelo de gestão pra tudo. Não existe mais condições de trocando o governo, as peças todas são trocadas. Chegam gente nova, outra visão e sem compromisso nenhum com o que estava sendo feito, tudo interrompido e um começar novamente. Seja na Cultura, no DAE, Emdurb, seja o que for. Nas esferas municipal, estadual e federal se faz necessário um copo técnico atuar e ele ter solução de continuidade. Nas agências reguladoras isso já acontece, mas ainda de forma incipiente. Na Anvisa se conseguiu manter um corpo técnico. Mas não dá mais para suportar trocas e esse recomeçar. No casa da Cultura municipal isso é evidente. Troca do secretariado e tudo fica a mercê do que o novo escolhido decide. Tem que ser um corpo técnico, com servidores de carreira, gente da área e não ficar uma coisa totalmente dependente de influência política. O modelo de trocar tudo está esgotado, não serve mais.

E tem mais, se a arte é transformadora ela não pode ficar dependendo do lado que vai as composições políticas e tudo ir se adequando a isso. Teatro, dança, cinema, música, tudo de acordo com o que manda e determina quem chega. Estamos criando uma época da inquisição moderna, não uma arte subversiva e transformadora. O artista não pode ficar passando pano aceitando migalha e conduzir a crítica de acordo com a conveniência. Aquela geração da década de 60, contestadora, contra a Guerra do Vietnã, o movimento hippie, confrontando nas ruas os absurdos da época, tudo aquilo não existiria se a arte fosse condicionada a um governo, atrelada ao sistema vigente. Ao invés de ter perspectiva de classe ficam aí dourando a pílula e num doído corporativismo. Ah, a secretária é do meio artístico, então vamos dar tempo ao tempo, sempre esperando que um milagre aconteça. A gente tem que ter postura, tem momentos da vida que é impossível ficar sambando em cima do muro como se tudo estivesse dentro da normalidade.

Nós estamos diante de um genocídio no Brasil e de um governo municipal que é um QG do bolsonarismo e quem aceita participar desse governo também é fascista. É como se voltássemos para a Alemanha dos anos 30 e encarar o general lá da frente nazista e pegar leve com ele, enfim, ele está só cumprindo ordens, no fundo era um cara gente boa. Pera lá, o cara era nazista, pô. Não dá mais essa conversinha de “alivia pra secretária, a prefeita chegou agora, vamos dar tempo ao tempo, esperar mais um pouco”, como se algo de bom pudesse vir de alguém sendo bolsonarista. Não virá. Desde o início, quando da indicação da secretária, estava na cara que ia dar nisso. Vai ver se ela defendeu a classe artística na Audiência Pública. Aquilo foi uma vergonha, com respostas, vazias, rasas, como era óbvio iria acontecer. Ela, a secretária está ali para isso, ela representa isso que todos estão vendo. Não tem como ela ser diferente e fazer algo diferente do que lhe mandam fazer. E daí, por que uma parte da classe artística fica aliviando? Muito simples, porque se ajoelham por migalhas e ficam esperando. A esperança de ter um projeto ou um edital aprovado. Arte não é isso, arte é subversão, é resistir, confrontar e propor algo novo, diferente, ousar e lutar por isso. Conformismo e usufruir de benesses, só isso, leva ao caos cultural. Esse negócio de permanecer a mercê, puxa saco de quem está no poder é deprimente.

A crítica não pode ficar só pautada na Cultura. Então quer dizer que se a Secretaria de Cultura pautar o meu projeto eu fecho os olhos para tudo o que de errado existe, não critico nada e tudo bem. A arte não pode se calar quando vê o cerrado sendo destruído, quando as APAs estão sendo sufocadas, quando a especulação imobiliária detona com patrimônios, tudo em prol de grana. Por causa de um projeto aprovado vozes se calam. Veja o Roger Waters, ele agenda show, mas não se cala de se pronunciar a favor da Palestina, contra o fascismo, contra as ditaduras. Veio aqui no Brasil e se posicionou contra o governo local. A artista tem que ter coragem, combater e não se vergar e muito menos se entregar. Compra briga por onde vai e agora se posicionando a favor da nova Constituinte chilena. Muitos podem querer dizer, mas ele é rico, ele pode. Respondo dizendo que ele não foi rico a vida toda e que sempre pautou sua carreira dessa mesma forma, postura firme, resoluta, inquebrantável, como a arte deve ser. E tem tanto artista rico que não fala coisa nenhuma, ou seja, a questão não ´s ser rico ou não, a questão é ter postura. O artista te quem escolher, a arte é transformadora, subversiva ou ela é simplesmente um edital. A arte com edital a gente fica quieto e sem edital a gente bota a boca no trombone e critica o poder público. Isso não é arte. Tem muito artista que faz qualquer coisa, não se importa nem um pouco se tem genocídio ou não e por causa de um mero edital, pra ele está tudo bem. Tendo o edital morreu a crítica. Isso está errado, isso não é perspectiva de classe, isso tem nome, isso é corporativismo.

Tudo que se faz tem que ter como ponto de partida a perspectiva de classe social, nunca a luta individual, mas coletiva, por um todo. Aqui eu não falo somente de classe artística, mas de todas as classe, porque evidente, a classe artística também está inserida numa classe social. Tudo só tem sentido se formos olhar pelo todo. Quando as pessoas passaram a tocar suas vidas de boca fechada, contidas, tudo se apequenou, piorou e quanto mais gente luta individualmente, mais estamos enfraquecidos. Aceitar tudo passivamente, sempre rastejando, isso enfraquece uma classe, uma categoria. O valor é conquistado na luta, no confronto e não na resignação, aceitando tudo de mão beijada e deixando de ir à luta. Quem se acomoda por causa de um edital e deixa de lutar por algo diferente do que lhe dão só por essa forma, é um fraco. Cuspo esse desabafo de uma só talagada, sem correções, reflexões despontando na cabeça e sendo despejadas no papel. Creio não ter desferido muitos despropósitos, pois tento ainda viver dentro de uma realidade, cruel e doentia, mas querendo sobreviver, sair do marasmo e buscar algo novo, fora desses esquemas mais que viciados. Ou todos juntos passamos a combater isso tudo, esse esquemão doentio, ou vamos todos adoecer e nos transformar em algo igual ou até pior que eles.

A BAURU DO FUTURO APÓS EXECUÇÃO DÍVIDA DA COHAB
O processo que deverá enterrar a Cohab-Bauru puxando a Prefeitura para o mesmo abismo é o de nº 0012357-66.2018.8.26.0071, na Sexta Vara Cível, juiz André Luís Bicalho Buchignani, fase final de cumprimento de sentença. Ou seja: tudo o que foi levantado durante a tramitação, a montanha de dinheiro que a Cohab deve para a Construtora LR tem de ser paga.

Com a repercussão da Operação João de Barro, agora que o Gaeco e o Juiz Fábio Bonini decidiram abrir todo o esgoto da "gestão" Gasparini Júnior, com medo de ganhar mas não conseguir levar, a LR pediu ao juiz André Luís urgentíssimas penhoras de todos os bens da Cohab em Bauru e em outras cidades.

Que assim decidiu: A tese da fraude de execução (fs. 2.360, item 17 e seguintes) também não comporta acolhimento. Em síntese, alega a exequente, ter havido fraude de execução porque a devedora teve vultosa quantia desviada por seus Diretores. Logo, não se trata de alienação de bem prevista no artigo 792 do Código de Processo Civil. De qualquer forma, não basta ao exequente requerer o reconhecimento da fraude, sendo mister a indicação do terceiro adquirente para os fins do artigo 792, §4º, do Código de Processo Civil. 6.4). Por fim, incabível a transferência à custódia (fs. 2.361) deste Juízo dos valores apreendidos na persecução penal, dado que tal montante nem sequer não foi penhorado. Vale dizer, para que haja tal transferência, antes deve a parte executada demonstrar a existência do numerário lá depositado e requer a substituição da penhora que garante esta execução pela penhora no rosto daqueles autos.

Diante disso, a grande expectativa para evitar o desastre total era a decisão do STJ na ação rescisória que a Cohab Bauru impetrou em 2018 e na qual já havia obtido sucesso parcial porque o ministro relator, Benedito Gonçalves mandou suspender o processo da bilionária dívida para a LR da Sexta Vara, em medida liminar.

Entretanto, dia 19 de maio, quarta-feira passada, saiu o julgamento de mérito daquela ação rescisória no STF e a Cohab perdeu, por unanimidade. Basta entrar no portal do STJ e consultar: Ação Rescisória 6.243-SP para conhecer a certidão do julgamento final.
E, daí?

Daí que o juiz André Luís da 6ª Vara ao descartar, por ora, uma penhora ampla, geral e irrestrita de Cohab e Prefeitura, que está junto no processo, disse que a execução do valor da dívida bilionária "já estava assegurada".

Que é o que, infelizmente, o povo da cidade de Bauru está para ver começar a acontecer, mesmo que a mídia dos donos da Sem Limites continue insistindo em esconder os fatos. Enfim, se já está RUIM, tudo pode PIORAR e até mesmo se tornar um HORROR.
Bauru por um fio...

COLATINA FAZENDO ESCOLA
Em foto de Diomara Dias, no Núcleo Eldorado, o vice prefeito Orlando Dias, com enxada nas mãos, tenta resolver o problema das ruas com entulhos acumulados ("Dr Orlando, aqui hoje vice prefeito aqui ajudando Zeladoria", legenda dela), deixando de lado a Saúde, sua pasta no mandato e a persistente falta de vagas hospitalares na cidade, algo mais do que acumulado e sem aparente solução, algo que, pelo visto, nem enxadada resolve. Seria mera imitação do prefeito de Colatina, o que finge fazer?

domingo, 23 de maio de 2021

PALANQUE - USE SEU MEGAFONE (153)


MAS A PREFEITA DIZ QUE ESTÁ TUDO BEM!
A novíssima (sic) prefeita de Bauru, a fundamentalista e negacionista Suéllen Rosin mente descaradamente para a população bauruense. Suas lives e aparições públicas são forte argumento para incriminá-la mais e mais, pois se contradiz com a realidade dos fatos. Ontem pela manhã, sábado, 22/05, amigo me liga de manhã lá do saguão da Beneficência Portuguesa e relata algo de um conhecido homem da imprensa/comunicação, cuja esposa pegou Covid e logo a seguir ele. Ambos se complicaram e em busca de atendimento hospitalar, foram recusados no Hospital Estadual, após a triagem de praxe nos locais públicos municipais. Não foi por descaso ou mal atendimento, mas por absoluta falta de vagas. Tentaram na UPA do Geisel, onde permaneceram horas, quase um dia e na impossibilidade de uma vaga, os familiares se reuniram, se cotizaram e estão pagando uma UTI na Bene pela bagatela de R$ 6 mil dia. Não identifico os dois, pois pelo que me informam, os familiares fazem de tudo para tornar o caso reservado.

O fato é um só, aqui em Bauru o que prevalece é a MENTIRA como norma de conduta. O que é dito da boca pra fora, o enfeite da sala é uma amostragem falsa do que se passa nos demais cômodos da casa. A prefeita não quer mostrar a realidade, pois irá contradizer a si mesma e ao seu mentor, o que acaba de ser multado no Maranhão por circular por lá sem máscara. Não se iludam com atitudes de bolsonaristas no poder, pois são insensíveis e o que melhor sabem fazer é o descaso, destrato e cuidarem de si, de suas imagens e que se dane o resto. A pandemia não acabou e as vagas hospitalares em Bauru está pela hora da morte. Diante dos fatos, se puder, tenha um ótimo domingo. Evite todo e qualquer tipo de aglomeração.

ALGO DO FUNDAMENTALISMO EM CURSO EM BAURU - VEREADORES JÁ CONTAMINADOS, BORGO ENCABEÇANDO O RETROCESSO
Assisti trechos da última sessão da Câmara dos Vereadores na segunda passada e algo me chamou a atenção, a demonstrar a quantas anda não só o conservadorismo, mas o fundamentalismo entre alguns vereadores, totalmente já contaminados pela vibe bolsonarista a incitar ódio em todas as relações. A vereadora Estela Almagro havia proposto na sessão passada, algo bem simples, assim disposto: "Repúdio à iniciativa do Projeto de Lei nº 504/2020, que tramita na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) e que associa a população LGBTI+ a “práticas danosas” e “influências inadequadas" em relação a crianças ao proibir a publicidade, por meio de qualquer veículo de comunicação e mídia, de material que contenha alusão a preferências sexuais e movimentos sobre diversidade sexual relacionada a crianças no Estado de São Paulo".

O que tramita na Alesp é uma aberração contra as minorias, bem ao estilo destes tempos pueris, vazios e de predomínio miliciano bolsonarista, onde as minorias representam um inimigo a ser combatido. Na propositura da vereadora bauruense algo bem simples, que a Câmara de Vereadores local ao menos não referendasse e tivesse um posicionamento bem claro e definido: Em Bauru não. O projeto na Alesp é da deputada Marta Costa, do Solidariedade e criminaliza famílias LGBT de qualquer menção em tudo daqui por diante. Um exemplo, se as crianças do ator falecido Paulo Gustavo aparecessem na TV anunciando fraldas seria considerado algo acintoso, pernicioso e seria criminalizado. O projeto prevê a cassação do registro de empresa que contratar alguém da comunidade LGBT para qualquer coisa, como mero anúncio. Algo bem ao estilo nazista. A propositura bauruense é simples, direta e reta, que em Bauru a mentalidade é diferente, entende o semelhante, a diferença e todos convivem bem.

Seria algo simples demais, mas um vereador, Eduardo Borgo, empedernido bolsonarista pede sobrestamento por uma semana e na justificativa, cita inclusive que seus colegas pastores ou evangélicos precisam de tempo para entender o que estará sendo votado, para se posicionar de forma mais adequada. O cara induziu que, irá preparar seus pares para até antes da votação na Alesp, Bauru ter um posicionamento repugnante, causador de vergonha nacional. Na mesma vibe, outro vereador, Benedito Meira endossa a solicitação e na votação a Moção é sobrestada, devendo ser votada amanhã, segunda, 14/05. Essa votação, diante de algo tão simples dentro do bom relacionamento humano entre diferentes, demonstra este novo momento brasileiro e tudo induzido por bolsonaristas, cada qual, querendo ser mais realista que o rei, ou seja, mais perverso que o próprio ex-capitão. Isso, ao meu ver, não se trata só de perversidade e imoralidade, mas algo mais perigoso.

Demonstra para onde o país está caminhando. Fosse outros tempos, seria primordial lotar a galeria da Câmara e protestar em alto e bom som, mas impossibilitado presença de público, temos que apontar o dedo de forma bem clara para quem produz retrocesso e se não for barrado, conduzirá a cidade e o país para um caos sem precedentes. Borgo, em tão pouco tempo, demonstra a que veio e precisa ser contido em suas pérfidas intenções. Representa mais do que um perigo para a normalidade institucional deste país, até hoje com boa convivência entre tudo, todas e todos, mas pelo que propõe, daqui por diante, cada vez mais segregacionista. Não podemos nos calar, pois tudo o que não precisamos é de um vereador atuando dessa forma e jeito.

AS PASSARELAS QUE A ENCHENTE LEVOU E UMA DEPOSITADA JUNTO AO RIO E SEM UTILIZAÇÃO - E POR QUE NÃO DELA FAZER USO???
Postei ontem aqui pelo facebook foto de uma quadra praticamente toda fechada na beirada do rio, casas desocupadas depois da última enchente ocorrida no rio Bauru, inviabilizando cada vez mais a moradia nas barrancas do rio. Placas de aluga-se ou vende-se se espalham no quarteirão da rua Pascoal Luciano, esquina com Araújo Leite, menos de 30 metros do manso rio, se tornando caudaloso e invasivo quando ocorrem fortes chuvas. Nos comentários, recebo algo mais e eis o motivo deste outro post. Orlando André Gasparini me envia três fotos tiradas ontem no final do dia, nas margens do mesmo rio, pouco mais adiante, bem debaixo de viaduto cortando a rodovia Marechal Rondon, quando ali, obras apregoam estar acontecendo um alargamento do rio e cuidados para que as enchentes não mais ocorram. Nas fotos, ele me lembra de ali estarem depositadas estruturas retiradas de algumas passarelas na rodovia e pelo passar dos meses ali esquecidas, talvez sem propositura de destinação futura.

E daí, me pergunta? "Elas não poderiam ser utilizadas nas passarelas que as enchentes do ano passado levaram na Nuno de Assis e a gente sabe, nunca mais serão recolocadas no lugar?". Seria algo realmente alvissareiro ver isso possibilitado e para tanto moverei mundos e fundos, céu e terra, pois como estão ali mofando, criando limbo, cairiam como uma luva para ao menos dois lugares na Nuno, hoje provocando grandes contornos dos usuários e moradores daquela região. Uma, bem conhecida e funcionando por décadas, estava localizada bem defronte a Disbauto, começo da rua Antonio Alves. Era de grande utilidade e desde então, mesmo com muitas cobranças, a Prefeitura nada fez e pelo que sabemos, nada fará. Daí, a ideia lançada aqui pelo Gasparini é salutar. Podem dizer que as mesmas são estruturas estaduais, pois estavam em rodovias não municipais, mas mantidas pelo Estado de SP, porém, hoje depositadas em território bauruense e, portanto, sem utilização, creio eu, bastaria existir um bom relacionamento entre as partes e uma solicitação.

Não creio que, o pessoal deste desGoverno municipal, o da novíssima (sic) prefeita Suéllen tenha esse cabedal, mas não custa tentar. Se nada vier deles, creio eu, possamos tentar diretamente com algum órgão estadual e ver das possibilidades e concretizando a doação para a Prefeitura, daí eles ficariam sem jeito e teriam que mostrar serviço. Ou uma coisa ou outra, mas cobrar, pedir e ver o que pode realmente ser feito, eis algo propositivo.

Como sabemos, Suéllen e os seus jogam pra torcida e pouco farão de fato por essa cidade e assim sendo, nada melhor do que, nós, os bauruenses de fato, lutando por uma cidade mais alvissareira, arejada e flamejante, tentar ao nosso modo e jeito ir resolvendo essas pequenas questões e ir dando um caminho, sugerindo e ao dar dicas, demonstrar que muita coisa pode ocorrer e até sem grandes recursos. Basta querer e como em mais de 100 dias de administração, vimos que a vontade política é pequena, empurrar estes para fazer ao menos o mínimo é o que nos resta neste insólito momento. Quem puder nos ajudar nessa empreitada, estamos contando com tudo, todas e todos, pois a estrutura está lá debaixo do viaduto sem nenhum utilização e se bobear, logo aparecerão outras cidades interessadas em sua utilização e as conseguirão junto ao governo estadual. Não percamos mais tempo. Se a Suéllen não tem bom relacionamento com Dória & Cia, nós podemos não ter nenhuma afinidade política com ele, mas ao menos temos que demonstrar interesse pelas coisas de Bauru. Vamos à luta?

sábado, 22 de maio de 2021

REGISTROS LADO B (46) e DIÁRI ODE CUBA (212)


NO 46º LADO B, AS HISTÓRIAS MUSICAIS DE MONTINEGRO MONTI, JUNTAS DAS DE SEU ENVOLVIMENTO COM AS QUESTÕES SOCIAIS E O CLAMOR POR UM PAÍS MAIS JUSTO - ATIVISMO E SABEDORIA
A cada semana uma abordagem diferenciada envolvendo pessoas conhecidas dentro do projeto pessoal deste mafuento HPA, o LADO B – A IMPORTÂNCIA DOS DESIMPORTANTES. Nesta semana, ao escrever sobre a visita do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, o quase preso e denunciado pelos EUA como traficante de madeira, vi a mídia massiva bauruense pegar leve e alguns até louvarem tão nefasta pessoa. Nos posts que a indefectível rádio Jovem Pan, ops, digo, Velha Klan e seu mentor, o produtor de péssimo jornalismo, Alexandre Pittolli produz, só elogios e alguém a combater de peito aberto na página da rádio a insanidade ali perpetrada. Sabem quem era: Justamente esse entrevistado, MONTINEGRO MONTI. Ele, pelo que sei, não tem vinculação partidária, não possui filiação partidária, mas luta desbragadamente por dias melhores e por um país bem diferente do que temos hoje. Eu já o conheço de longa data e por tudo o que representa, seu passado cantante, vindo de uma família toda musical, eis mais do que um belo motivo para ouvir mais dele, o algo mais. Quem o conhece sabe do que falo, pois Montinegro não é desses que se aquieta fácil. Tem o sangue quente para certas questões e noutras muito sensível. Quero juntar tudo isso e muito mais e em uma hora, tentar traduzir um bocadinho dessa pulsante pessoa.

Eu esbarro com Montinegro sempre que saio para as ruas de Bauru e isso demonstra onde está enfronhado. De suas atividades profissionais, hoje quase totalmente dentro do mundo da informática, ele se tornou um técnico, não só de som, como de aparelho eletrônicos e para tentar dar uma nova guinada em sua vida, deixou de lado temporariamente uma carreira de décadas dentro do campo musical. Advindo de uma família toda musical, ele não poderia deixar de seguir algo que estava no próprio sangue. Sua família é toda do segmento sertanejo e assim começou, mas dentro do cenário bauruense e regional, diversificou, conheceu outros personagens e ampliou seu leque de opções. Cantou por tudo quanto é lugar e com parcerias das mais inusitadas, daqui e do quadro nacional. Ousou, foi à luta, viu de perto tudo o que estava ocorrendo e assim tocou sua vida, embalando o sonho de muitos de nós. Essas histórias são mais que saborosas, pois revela algo mais de como também se deu esse seu sentimento popular, esse olhar transformador para um país injusto. A partir daí, além do trabalho, todo um sentimento e ação também voltados para uma luta que, ele bem sabe, não termina nunca. No atual momento, mesmo em desvantagem, não abandona o campo de luta e enfrenta tudo e todos os a defender a insanidade vivida por Bauru e o país.

Estar ao lado de uma pessoa assim é gratificante, pois enquanto muitos se aquietam, talvez por receio de perseguições, admoestações e amizades encerradas, até contratos não firmados, ele não consegue se manter calado vendo as injustiças acontecerem. Isso, por si, só demonstra seu valor enquanto pessoa humana. Ele é dessas pessoas instigantes e incessantes, pois constantemente está a me provocar com algo do tipo: “Henrique, não temos como ficar quietos diante disso” ou “Vamos responder a esse ataque?”. Na maioria das vezes, vou junto, ainda muito pelo meio virtual, pois a pandemia não terminou, mas indo. Ele mais nas ruas, trabalhando em suas atividades, angariando clientes, fazendo seus negócios e com os olhos mais do que atentos, vigilantes. A conversa de hoje vai retratar essa figura humana e esses envolvimentos de uma vida toda. Em outros momentos, ele me envia mensagens só para dizer ter cruzado com tal pessoa e dela deveria escrever. Diz o que sabe dela e indica o local onde possa encontra-lo, para dar prosseguimento a algo dos mais necessários, não deixar que elas caiam no esquecimento. Como não ter olhos também para ele próprio? É o que faço nesse momento tento passar para quem estiver nos vendo, quem de fato é esse Montinegro, cidadão dessas plagas, desses que se verga, mas não quebra, tropica, mas não cai.

O que acham de uma pessoa que lendo meus escritos posta lá algo assim: "Se Moro quer combater a violência porque não começa pelos Milicianos que continuam agindo no Rio de Janeiro e espalhando se pelo Brasil"? Ou assim, quando postei uma foto de um senhor todo engravatado assistindo jogo do Palmeiras lendo livro de Marx: “Sendo de ESQUERDA proativo, competente e campeão... será muito bem-vindo principalmente porque tenho certeza sendo de esquerda não vai cumprimentar e permitir Bolsonaro pisando no Gramado”. Num outro momento postei algo sobre os boçais que escrevem sobre esquerdistas que viajam e passeiam: “Bem assim meu amigo, não podemos deixar de se sentir indignados”. Essa indignação é latente, pulsante e se mostra sempre presente. Em 26/02/2019 a PM agrediu jovens festando o Carnaval no parque Vitória Régia e dentre tantos comentários o dele: “"Tem uma rádio na cidade de Bauru a "JOVEM PAN 97.5" que através do seu locutor e diretor ALEXANDRE PITOLLI coordena uma campanha chamada "BAURU SEM DONO" que na verdade tem o sentido contrário. Seu principal locutor amparado por seus "comentaristas" utilizam-se dos microfones para criticarem tudo na cidade de Bauru... apontam supostos problemas mas nunca apontam a solução, emitem opinião singular, divergem e questionam a legitimidade de um evento previamente organizado sem conhecerem as normas e os propósitos dos organizadores, incitando a população invadir a área restrita do evento feito no VITÓRIA RÉGIA sem responsabilidade com a segurança dos frequentadores quando incitam uma reação agressiva por parte da polícia simplesmente por não concordarem com o evento naquele local querendo assim proibir o direito daqueles que estão apenas se divertindo, com alvará devidamente aprovado pelos órgãos públicos".

Em 02/07/2020 a Câmara dos Vereadores se mostrava favorável a abertura escancarada do comércio em plena pandemia e Montinegro assim se posicionou num dos meus posts: “A CÂMARA MUNICIPAL e nossos vereadores aprovaram sem nenhuma responsabilidade esse "GENOCÍDIO ANUNCIADO" porém é bom que a população saiba que as VEREADORAS TELMA GOBBY e CHIARA que transferiram seus gabinetes para o prédio da JOVEM PAN Empenharam se para defender os interesses dos COMERCIANTES com a convivência do SEGALA que agora pronuncia seu voto nos microfones da rádio do "BAURU SEM DONO". Milhares de pessoas vindo de SP capital chegando 3m Bauru e cidades da região chegando e infectando os os IRRESPONSÁVEIS, que vão infectar seus FAMILIARES... Sabendo que não temos estrutura no sistema de saúde e Bauru ainda atende as cidades da região muitos desses irão para um SACO PRETO, SEM VELÓRIO, JOGADOS NUMA VALA COMUM E SERÃO APENAS MAIS UM NÚMERO NESTA TRISTE ESTATÍSTICA DA COVIDE 19". Ele é assim, e com esses registros mostro a verdadeira face de um batalhador, alguém que muitos, principalmente os mais jovens conhecem de ver seu posicionamento, mas pouco sabem de sua trajetória e envolvimentos. É disso que se trata essa conversa aqui proposta. Ou seja, falar disso tudo, junto e misturado, contar algo de alguém verdadeiramente de luta.
COMENTÁRIO FINAL:
A história de Montinegro é a de quem sai de um pequeno lugarejo, Quintana, perto de Pompéia e aos sete anos chega em Bauru com a família. Os seus, por parte de pai e mãe, todos com forte envolvimento musical, zona rural, música sertaneja de raiz. Ele começa aprendendo com os seus a dedilhar o violão e a cantar, algo que nunca mais parou. Em Bauru, teve que se adaptar, cantou em quase todos os bares da cidade, adentrou um mundo com outro repertório, o da MPB. Junto disso, trabalhou em vários lugares. Conta em detalhes de vários bares onde se tocava música ao vivo. Faz um apanhado de todos os músicos que teve o prazer de cantar e tocar juntos. Muitas histórias. Paralelo a isso começa o seu envolvimento social e a percepção das grandes diferenças sociais, daí o seu posicionamento ao lado dos oprimidos, culminando com hoje, mesmo perdendo clientes, não deixando de se posicionar contra os desmandos e esses perversos no comando de Bauru e do Brasil. Damos um salto dos governos petistas e falamos muito sobre o momento atual. A perversidade de uma mídia massiva toda comprometida com os donos do poder e a mentira acima de todas as coisas. Desembocamos na revolta de Montinegro com essa rádio, a Jovem Pan e o jornalismo no desvio, compromissado com Bolsonaro, daí fabricantes de fake-news, mentiras e falácias divulgadas de forma criminosa. Poderíamos falar mais, mas a bateria do celular dele acaba e a gravação é interrompida. Voltamos em  outro vídeo, este com mais oito minutos, para encerrar a conversa e desancar de vez esses perversos com o microfone nas mãos. Por fim, fala de ideia em montar uma rádio web, com programação de confronto, mostrando o contraponto de tudo o que se vê, lê e ouve na cidade. Ele quer incentivar um algo mais pelos meios da mídia alternativa, onde a possibilidade de mostrar a verdade dos fatos, hoje não mais sendo propagada pelos meios convencionais. A conversa com Montinegro foi mais do que relevante. 

INVIABILIDADE DE UMA CIDADE - E PRA ONDE EU VOU?*
* 14º texto deste mafuento HPA, publicado hoje edição semanal do jornal DEBATE, de Santa Cruz do Rio Pardo.

Bauru anda pela hora da morte. Explico. Desde a última eleição, o que já era ruim, piorou e hoje um descalabro administrativo. Suéllen Rosin, a atual prefeita é do seguimento fundamentalista, ou seja, pior até mesmo que tudo o que já enfrentamos até aqui, com o neoliberalismo predatório e tudo o mais. Evangélica neopentecostal, defende o mito, bolsonarista até o último fio de cabelo. Como o mentor destrói o país a nível federal, ela faz a sua parte a nível municipal. Batem um bolão e tudo o que já se presenciou de descalabro, hoje eleve no seu grau de máxima potência.

Isso é o que lhes posso dizer do atual momento bauruense. Quando se pensa que nada pode ocorrer de pior, eis que um fato novo desponta no horizonte. Bauru arrasta como pode, aos trancos e barrancos e por seguidas administrações uma eterna dívida contraída com a COHAB – Companhia de Habitação Popular de Bauru, essa empresa que, mesmo sem construir há mais de uma décadas, possui infinitos processos por descumprimento de contratos rolando ao longo do tempo. Por ser acionista majoritária, a Prefeitura de Bauru, quem sempre deu as cartas por lá, arca agora, quando tudo se esvai em sangue, com o rescaldo de todas as malversações cometidas ao longo de toda sua existência.

Nesta semana ela perdeu na Justiça uma ação de uma construtora e o valor a ser ressarcido está sacramentado em R$ 1,3 bilhões de reais. Você, assim como eu, cidadão comum, consegue mensurar isso? Pois bem, se já é difícil, existem outras ações e o montante deve passar fácil de R$ 4 bilhões. Seus advogados tentaram recursos de todas as maneiras e jeitos, tudo infrutífero, improcedente e agora, beco quase sem saída, a última instância será recorrer ao STF – Supremo Tribunal Federal. Chances mínimas, pois os argumentos de defesa já se esgotaram. Ou seja, tudo cai no colo de Bauru.

Agora entro propriamente no que me traz aqui. Junto essa dívida impagável, incomensurável, inalienável e intratável com o que já ocorre nas hostes da Prefeitura Municipal. Juntemos o jeito e maneira como a novíssima (sic) prefeita administra a cidade e adicione mais essa pitada de contas a pagar. Veremos a ebulição no seu ápice. Para ela, como já se percebe, a intenção é vender o que ainda resta de sugestivo para a iniciativa privada. Na bacia das almas da vez, o DAE – Departamento de Água e Esgoto. Tudo mais o que houver e puder ser passado nos cobres, será. Enfim, Bolsonaro faz isso lá, ela cá. Mas mesmo que venda até a alma de Bauru será pouco para começar a pagar esse valor. Imaginem Bauru fazendo um acordo de ir quitando R$ 20 milhões de reais mês. Dentro do valor principal, isso levaria décadas para efetivar a quitação, mas para os cofres municipais já encalacrados, mais que um desastre. Ou seja, impagável.

A solução a ser encontrada nem passa pela minha cabeça. Com estes hoje no comando, temo por tudo, pois sei do que são capazes. Acuados, devem piorar e se tornar mais perigosos. Um amigo, hoje morando em Natal RN, tendo desistido daqui já há quase meia década, liga e me pergunta: “Vai aproveitar a deixa e picar a mula ou vai esperar tudo explodir como Chernobyl?”. Junto os pauzinhos, coloco tudo na balança e começo a traçar planos futuros. Nasci e vivi aqui até hoje, com pequenos interregnos fora. É minha cidade, mas hoje está dominada por uma turba inconversável. Diálogo cada vez mais impossível, daí a ideia do gajo é sugestiva. Mas ir para onde e em que condições? Ele me diz: “Tudo será melhor do que conviver com o que se avizinha? O tempo ruge. Amanhã será tarde”. Nem durmo mais. Será que a Pasárgada do poeta ainda existe? Será que Cuba conseguirá resistir ao avanço imperialista? Andarilhar por caminhos e trilhas como em Nomadland seria uma alternativa? O corpo já apresentando sinais de pouca resistência pede calmaria, mas diante de tudo o mais aqui já citado, creio que levantar barraco será algo mais do que necessário, pois a tormenta não será suave, muito menos breve. Nenhuma decisão ainda foi tomada, mas a menos sensata será presenciar a hecatombe.
Henrique Perazzi de Aquino, jornalista e professor de História (www.mafuadohpa.blogspot.com).

sexta-feira, 21 de maio de 2021

O QUE FAZER EM BAURU E NAS REDONDEZAS (137)


NÃO PODEMOS MAIS NEM DORMIR
"Enquanto você "DORMIA", a ELETROBRÁS se foi... Agradeça ao GOVERNO que você escolheu... COMPRE o seu LAMPIÃO!", MANOELINO CARVALHO FILHO. O brasileiro não pode mais dormir, pois ao fechar os olhos, algo mais se vai e tudo provocado, instigado e proporcionado a nós por este desGoverno sem fim, o que de pior este país tem e, mesmo assim, ainda apoiado por inconsequentes e irracionais, desmemoriados de plantão. A cada dia uma nova surpresa, uma pior que a outra, num dia os Correios, noutra Eletrobras, amanhã poderá ser o dia da Caixa e do Banco do Brasil e todos sendo dilapidados na bacia das almas, assim como acontece neste momento com o DAE bauruense, onde uma CEI dos vereadores, sacramenta da invalidade (sic) da autarquia, tudo para ser vendida sem traumas para a população. Os piores, os que nos cravam a estaca são os que nos governam hoje e se não os colocarmos pra correr o quanto antes não vai sobrar nada deste país. Lugar onde o trabalho escravo virou moda, algo normal e o anormal é o trabalhador possuir carteira de trabalho assinada. Impossível conviver com tudo isso e encontrar algo bom. Eu quero, aliás, exijo meu país de volta.

O QUE O desGOVERNO BOLSONARO JÁ TROUXE MESMO PARA BAURU? PROMESSA DE UM TRATORZINHO...
Até este momento nada além de muita cloroquina, o medicamento imprestável para o tratamento da Covid. Alguém se lembra e poderia listar o que foi feito até agora? Ontem, o quase preso e ainda ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles passou por Bauru, foi louvado pelos tais de sempre, as "Forças vivas" e donos do poder local e prometeu algo. Ufa!, diria alguns. Ele falou grosso e empoado sobre o tratamento de esgoto na cidade e não citou que tudo só é possível por verba chegando dos governos petistas. No período dos dois governantes petistas, muita grana chegou para Bauru, depois destes, mais nada. Me desmintam se estiver errado. Pois bem, Salles prometeu (vejam bem, ele prometeu e não entregou nada) entregar um trator (sic) para o desassoreamento do rio Bauru. O equipamento prometido, retroescavadeira é algo pra dar risada diante de tudo o que estamos passando. Tenho minhas dúvidas se o tal trator chegará até Bauru ou deve ser, como tudo onde Bolsonaro e os seus estão envolvidos, nuvem de fumaça, promessas ao leu e inaugurações de obras já concluídas. E Bauru aplaudiu o tal tratorzinho sendo prometido, como fosse um maná vindo dos céus. Essa a Bauru de hoje, reunião dos descerebrados atuando pela cidade. Como endossar tamanha barbaridade? Impossível. E ainda aplaudem, beijam e abraçam o quase preso.

PECUARISTAS ECOLÓGICOS E O ECONOMISTA ENTREGUISTA, EIS A BAURU "SEM LIMITES"
Ontem, com a passagem do ministro "quase preso" do Meio Ambiente Ricardo Salles pela cidade, algo despontou das falas e presenças de autoridades e puxas-sacos de plantão, babando ovo para um cara já praticamente incriminado internacionalmente como prevaricador de madeira, entreguista com longa ficha corrida. O mais esdrúxulo foi constatar a presença no palanque e nas fotos pecuaristas da região, não pelo inusitado da cena, pois ela é trivial, enfim, estes sempre apoiaram ações bolsonaristas e só pensando em seus interesses, mas o discurso, quando se disseram apoiadores de ações em prol do Meio Ambiente. Na verdade, o que fazem é exatamente o contrário, apoiam ações deste Ministério do Meio Ambiente comandado pelo "quase preso", quando age em detrimento do meio ambiente e devastação de tudo em prol do lucro fácil. Na região, a ação destes, aliada da especulação imobiliária é para acabar de vez com a área de proteção ambiental das APAS e decretar a devastação e ocupação de todo o cerrado no entorno da cidade. Tudo em prol do "progresso" (sic) e do lucro. Pior não poderia ser.

Tem os piores e cito um, Reinaldo Cafeo. Deram um jeito do economista, sempre a serviço dos tais implantadores do lema "sem limites" em Bauru. Pois, o professor de desEconomia disse ontem: "Fiquei muito feliz e confiante com a conversa com o ministro Ricardo Salles, que foi bastante atencioso com nossas solicitações. O momento é de unir forças e buscar alternativas para equacionar os problemas relacionados ao meio ambiente em Bauru. Queremos garantir o desenvolvimento da cidade e o bem estar de todos os bauruenses". Sentei, respirei fundo e quase precisei de respeirador artificial, tamanha desfaçatez. Pura cara de pau. O defendido pelo cara é a liberação de todo o cerrado, devastação, fim da área de proteção da APAS, para zoneamento (esse o termo correto) do setor, liberou geral e lucros para os de sempre. O desenvolvimento para esse Camafeu, só se dá dessa forma e jeito. Sem maiores comentário e como diria Paulo Autran: "Sem palavras".

Estes são os representantes desta insólita Bauru que, ontem ciceroneou, paparicou, adulou e carregou no colo o "quase preso". Dessa forma e jeito, quando vejo estes todos, perfilados junto do ainda ministro, tendo à frente a bandeira nacional, me resta reproduzir a famosa frase: "O patriotismo é o último refúgio do canalha". Sem maiores explicações, pois não se fazem necessárias diante de todas as evidências. 

ENTRANHA BAURUENSE
MAIS UM CASAL SOBREVIVENDO DA VENDA NOS SINAIS – A HISTÓRIA DE LUCAS E KARINA
O povo brasileiro resiste bravamente pelas ruas aos desmandos dos seus atuais governantes, estes cada vez mais ignorando as reais necessidades de tanta gente vivendo do improviso. Ver gente pelas esquinas do mundo dando o seu jeito para ir tocando a vida, cada vez mais sem nenhum amparo, opção de encontrar emprego decente e para não cair na marginalidade ou mesmo, na miserabilidade, sem opções, vão pros lugares ainda possíveis e promovem cenas de arrepiar. Presenciei uma delas nesta semana, quando estive pelas ruas à procura de meu foragido cão, o Charles.

Num destes lugares, o cruzamento das avenidas, Nações Unidas com Nuno de Assis, estava ali distraído com algo ouvido pelo rádio quando sou abordado com simpático cidadão do lado de fora com isopor na mão. Pede um minuto de minha atenção, diz estar desempregado e não vai me pedir nada, só oferecer o que produz. Desligo o rádio e no pouco tempo até abrir o sinal, me oferece chocolates. Tudo devidamente envelopado e sendo vendidos por R$ 2 reais a unidade. Sempre tenho alguns trocados no console do carro e como sabia, nada na carteira naquele momento, fui honesto: “Compraria de todo coração, mas no momento não tenho nada. Prometo que se o encontrar novamente por aqui comprarei”. Ele me olha, todo paramentado, calça preta e camisa mangas longas e responde: “Leve um assim mesmo”. E me estende um chocolate. Fico sem ação, tento recusar, mas não consigo, aceito e lhe digo: “Tenha certeza, voltarei para lhe pagar”. Ele ainda responde antes do sinal abrir e eu ter que sair dali: “Não precisa”. Comi o chocolate imediatamente e aquilo não me saiu da cabeça.

Na parte da tarde de terça, 18/05, ainda sem ter encontrado o cão (o encontraria na madrugada seguinte), passo no local, bem no final do dia e ao revê-lo, agora prestando mais a atenção, acompanhado de uma mulher, estaciono o carro e vou lá no meio da pista, onde se encontra e peço para falar. Ele se aproxima e o pago. Relembramos juntos o ocorrido pela manhã. Sabe o que ele faz ao receber meus dois reais? Me oferece outro chocolate, este novamente grátis. Não resisto, peço para tirar fotos e travamos breve conversa, dessas pelas quais em poucos minutos, revelam mais do que todo o lero-lero que o ministro Ricardo Salles, o quase preso, produziu pela cidade na manhã de quinta quando aqui esteve para tergiversar. Seu nome é LUCAS MOREIRA, mora na vizinha Iacanga e vem aqui, pelo menos três vezes por semana, junto de sua esposa e sempre por ali, naquela esquina, ganham a vida vendendo chocolates feitos por ela, embalados por ele. O nome da esposa é KARINA LUCAS MOREIRA. Anoto tudo num papel ao voltar para o carro, pois queria escrevinhar deles, o que faço neste momento.

É o que sei deles e por este pouco, um encantamento maior. Para mim, representam o que de melhor e mais forte existe no brasileiro, essa disposição para ir à luta e tentar se safar. A gente bem sabe, os nossos governantes deixam muito a desejar e deixaram o povo ao deus dará e estes, sem saber como fazer, sem poder de se rebelar, pois foram treinados para não reagir, o que fazem é “se virar nos trinta”. Lucas é um garotão forte como tantos outros por todas as esquinas brasileiras, essa imensa legião de gente apartada de tudo e para não morrer de fome, inventam o que fazer. Esses com isso resolverão sua situação?

Paliativamente, só momentaneamente, mas isso, eles mesmo sabem, não durará muito. Algo mais precisa acontecer, pois ninguém aguenta por tempo indeterminado algo assim. Se um dos dois adoecer, o elo de trabalho quebra, se chover a semana inteira a renda não entrará e tantos outros motivos. Por enquanto é o que bolaram, colocaram em prática e estão na lida, lindos, divinais, soberanos e resistindo bravamente. Não consigo deixar de parar e depois fazer o que faço, contar essas histórias, espalhar tudo ao vento, como faço neste momento. Quero agora, encontrar a Karina pelas redes sociais e compartilhar com ela o texto escrito por mim sobre eles. E saber algo mais, até para contar com mais detalhes o pouco que sei deles e de como se deslocam, como vivem, como fazem a guloseima, o que faziam antes e tudo o mais. Isso me move.

A SENSIBILIDADE ESTÁ ENTRE NÓS
A IMAGEM A TOCAR QUALQUER PESSOA AINDA SENSÍVEL
ELAINE TAVARES
(https://www.facebook.com/elaine.tavares.520) é professora em Florianópolis, gaúcha de nascimento e um ser social dos mais intensos. Somos amigos internéticos e mesmo não a conhecendo pessoalmente, cada vez que a reencontro por aqui, em tudo o que vou lendo, descubro de seus envolvimentos e mais me encanta. Primeiro, ela faz o que já fiz um dia, cuidei de meu pai até seu último respiro e as histórias que guardo comigo disso são inenarráveis, marcantes e minhas. Muitas a contei por aqui. Ela conta as dela e não só cuida do seu, como possui um envolvimento social intenso, desde a participação em um programa semanal numa rádio comunitária de pescadores da ilha de Florianópolis, depois todo o seu trabalho acadêmico e as lutas pelas quais se junta e está engajada. Todas as mesmas pelas quais estou metido até o pescoço. Hoje ao navegar pelas redes sociais, dou de cara com essa foto e ao ler seu texto, sou tomado por forte emoção. Fui me inteirar mais do assunto, mas o primeiro lugar onde a vi foi aqui neste post agora compartilhado. Eu, saibam de uma vez por todos, só me envolvo, curto, ando e sigo pessoas como a Elaine Tavares, gente da melhor espécie, desses tantos inquebrantáveis deste mundo. É com estes que sigo, pois com estes reside toda a sensibilidade que ainda resta neste mundo.

Eis o texto que me encantou, o primeiro lido no dia:
"O AMOR - de tudo que há só o amor nos salva. Essa moça espanhola que acolheu o migrante de maneira tão terna está recebendo onda de ódio de todo o lado e teve até de fechar suas contas nas redes sociais. Não importa. Seu gesto de amor é muito mais grandioso e nos envolve em alegria. Sim, pessoas há que valem a pena. Pessoas há que são capazes de amar e sentir a dor do outro. Pessoas há que se importam de verdade. O abraço, aparentemente um gesto inútil, deve ter significado tudo para aquele homem fugido da fome, da dor e da morte que via o amigo morrer logo ali, ao seu lado, sem ter conseguido chegar. Obrigada, Luna. Te abraço com toda a ternura, tal qual a tua ao acolher esse homem em escombros. #GraciasLuna".

quinta-feira, 20 de maio de 2021

PRECONCEITO AO SAPO BARBUDO (165)


SALLES 1
DE QUASE PRESO A PAPARICADO EM BAURU
O quase preso Salles virá mesmo amanhã em Bauru?
"Ironias da vida: nesta quinta, o ministro Ricardo Salles iria a Bauru, a convite da blogueirinha Suh Tube (já pensando em 2024?) para cumprir uma agenda qualquer e, de quebra, atacar o deputado e ex-prefeito Rodrigo Agostinho, seu algoz na Comissão de Meio Ambiente. Por obra e graça da fortuna maquiavélica, calhou que, na véspera, a Polícia Federal, com aval do STF, resolveu realizar uma grande operação para apurar um suposto esquema de exportação ilegal de madeira. Salles virou alvo de busca e apreensão e teve seus sigilos fiscal e bancário quebrados, a mando da Justiça. Talvez ele nem mantenha a agenda - isto se não acabar sendo preso (do jeito que as coisas vão, não podemos duvidar de mais nada). Aliás, pode ser que caia do cargo, antes mesmo de quinta. De qualquer forma, ainda que insista na visita, com que moral poderá apontar o dedo a quem quer que seja - ou mesmo falar em projetos futuros, estando com a cabeça a prêmio? Vai ter muita coisa a explicar, se puser os pés na rua", jornalista Rodrigo Ferrari.

SALLES 2
O CIRCO ESTÁ TODO MONTADO - MINISTRO QUASE PRESO HOJE, AMANHÃ EM BAURU, SALLES VEM SÓ PARA ESPEZINHAR DESAFETO RODRIGO: E SE SAÍSSE PRESO DA CIDADE???
"AVISO DE PAUTA - A prefeita Suéllen Rosim acompanha a visita do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que estará em Bauru nesta quinta-feira (20). O ministro assinará um acordo de cooperação com a Prefeitura de Bauru, para o cumprimento da Agenda Nacional de Qualidade Ambiental Urbana, para a melhoria na gestão de resíduos, saneamento e áreas verdes urbanas.

O ministro vai vistoriar o descarte inadequado de resíduos da construção civil e o lançamento de esgoto no Rio Bauru. Nestas duas vistorias, a imprensa poderá acompanhar para registro de imagens. Depois, será assinado o acordo de cooperação, na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Vargem Limpa, com a presença de autoridades e imprensa.

Agenda
9h – Vistoria no ponto de descarte inadequado de resíduos da construção civil
Localização - https://goo.gl/maps/BbLMmbCxemTq7qrK8
9h30 – Vistoria no ponto de lançamento de esgoto no Rio Bauru
Localização - https://goo.gl/maps/tDRVNiuETobuxFrs9
10h – Assinatura do acordo de cooperação com a Prefeitura de Bauru
Local – ETE Vargem Limpa
Localização - https://goo.gl/maps/tfE2czUMoaFgn1dt6
Obs – nas duas primeiras vistorias, a imprensa poderá fazer o registro de imagens. Na assinatura do acordo, cada veículo de comunicação poderá contar com, no máximo, duas pessoas, para evitar aglomerações por conta da pandemia - ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO - PREFEITURA DE BAURU".

Num dia o ministro é quase preso e no dia seguinte vem para Bauru, terra de reduto fundamentalista, para espezinhar seu mais novo inimigo político, o ex-prefeito bauruense Rodrigo Agostinho. Como se sabe é o caso do roto falando do esfarrapado. Momento auspicioso para um baita de um protesto. Melhor seria se fosse dado voz de prisão para visitante tão enrolado com a Justiça. E a rádio Jovem Pan, ops, digo, Velha Klan, reduto do mais sórdido reacionarismo, vai puxar o saco do quase preso. Esse o Brasil mais que no fundo do poço. Só falta também aparecer seu Walace Sampaio e seu Eduardo Borgo adicionar pitadas de surrealismo fantástico no ato. 

SALLES 3
BAURU, A CIDADE QUE ACEITA NUMA BOA OS DESMANDOS BOLSONARISTAS E APLAUDE CRIMINOSOS COMO O MINISTRO SALLES – SUÉLLEN PASSA BOIADA JUNTO DO QUASE PRESO E AINDA MINISTRO
Não dá mais para contemporizar e ficar passando a toalha, Bauru regrediu e muito. Hoje existe uma turba insuflando a população a prestar reverência para o fundamentalismo bolsonarista, o mundo retrógrado dos negacionistas. Parece até uma conspiração contra a cidade e mesmo diante de tudo o que já foi comprovado contra o presidente miliciano e tudo o mais à sua volta, o desastre do país, a regressão que já era eminente, com eleição da cantora gospel e jornalista, a novíssima (sic) Suéllen Rosim, única eleita por um dos partidos mais conservadores do país, o Patriotas. Antes dela, já estava em evidência uma classe política atuante e de cunho populista de direita, principalmente ligados a setores religiosos, como o evangélico neopentecostal, católico da Renovação Carismática e afins. Foram ocupando espaços e junto de políticos neoliberais, tendo os dois últimos prefeitos pertencentes a esse grupo, se aliam com outros grupos de poder, como o empresarial, judiciário e midiático, daí, deu no que deu, retrocesso crescente, pulsante e ditando regras.

Hoje, quinta, 20 de maio é um dia mais do que especial para tentar entender o que se passa de fato deste envolvimento de Bauru com o conservadorismo. Ontem, o ainda ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles por pouco não foi preso, quando estão muito perto de descobrir seu envolvimento com o tráfico de madeira da Amazônia. O presidente do IBAMA já foi afastado e a coisa beira um grande escândalo internacional. No desGoverno do Senhor Inominável não se salva ninguém, todos com culpa no cartório, cada qual por motivo evidente, ligação umbilical com o modus operandi da famiglia do capiroto. Esse tal de Salles é o mais nefasto, o que está “passando a boiada” enquanto nós, os reclusos por causa da pandemia nos resguardamos e estamos preocupados com os rumos de algo sem controle. É um dos mais perversos e, creio, em breve será totalmente desmascarado e culpabilizado, pois transformou a pasta do Meio Ambiente num ambiente de confronto contra as regras de bom senso para o setor.

De quase preso ontem, ele vem para Bauru hoje só para não desmarcar agenda previamente marcada, onde a intenção é somente uma, criar problemas para o deputado federal, eleito por Bauru, Rodrigo Agostinho. Se hoje estivesse nas ruas protestando iria com certeza portando este cartaz: “SALLES, O MINISTRO NÃO VALE NADA, DESPREZÍVEL E CRIMINOSO, MAS TUDO O QUE DISSE DO RODRIGO É A MAIS PURA VERDADE”. Ou seja, é impossível defender Salles, mas ficou mais do que difícil querer defender Rodrigo, pois o mesmo após sua eleição votou quase tudo contra os trabalhadores e seus interesses. Só agora, quando já estava mais do que comprometido com o retrocesso, parece que caiu a ficha e se posicionou contra Bolsonaro, principalmente no quesito meio ambiente. Foi o bastante para despertar o ódio de gente como Salles e daí, dá-lhe levantar seu currículo e desanca-lo. Eles que se entendam.

Com a vinda de Salles algo evidente: como o jornalismo hegemônico da cidade é ligado ao neoliberalismo e também negacionismo, pois em todas as entrevistas para com o quase preso, todos pegando leve e sem tocar nos seus atos escabrosos. Todos se apegaram a um trator (no caso, retroescavadeira) que o ministro diz irá doar para Bauru, mas ainda não o fez e talvez nem dê tempo, pois está no bico do corvo para ser defenestrado. Seria de bom alvitre acompanhar essa entrega, pois com esse pessoal do Bolsonaro tudo é prometido e quase nada concretizado. Não se esqueçam que, até agora nenhuma grana veio para Bauru desde a eleição do atual presidente e tudo o que recebemos foi anterior, dos governos petistas. Isso é constatação e não balela e louvação como faz o seu Pittolli na rádio. Esse péssimo jornalista chama a 94FM de “Rádio Cafuné”, pela bajulação de poderosos da cidade, mas o que a Velha Klan faz é imensamente pior, pois defende o fascismo. Hoje no palanque, além da prefeita, gente como o vereador Eduardo Borgo, hoje descaradamente defensor bolsonarista de olhos fechados, criticando os adversários, mas sem olhos para olhar pro próprio rabo. Gente como esses, mais Reinaldo Cafeo, José Roberto Martins Segalla, Walace Sampaio e o bando de neopentecostais eleitos como vereadores, representam este momento de insanidade pela qual vive hoje Bauru.

O evento em alguns locais previamente demarcados hoje como ponto de passagem do ainda ministro foi pensado somente para cutucar o algoz Rodrigo. É o troco do bolsonarismo pela perda do até bem pouco tempo apoiador, com votos e postura. Na verdade, estão na mesma linhagem de entrega do país, pois Rodrigo acaba de prestar depoimento na CPI do DAE/Água e praticamente já prescreveu, o “DAE é inviável”, ou seja, será garoto propaganda de sua entrega para a iniciativa privada. Deprimente mesmo foi Pittoli, o da Velha Klan ter alardeado desde ontem, junto com o advogado Koffani a passagem do ministro pela rádio e quando acontece, muita babação de ovo, puxa-saquismo desvairado, Salles ali permanece por menos de dez minutos. Estes todos, ao louvarem gente desqualificada e tão enrolada com a lei, mostram sua verdadeira face, a mais escabrosa e algo pela qual Bauru precisa urgentemente superar, pois do contrário, seremos considerados muito em breve mais do que a mera capital do bolsonarismo, mas também palco de momentos como hoje, vergonha nacional. Quando o mundo incrimina o bolsonarismo, hoje aqui representado pelo Salles, Bauru o aplaude e finge desconhecer e não enxergar suas mãos sujas de sangue. Pioramos e muito.

OUTRA COISA
MAFUÁ DO HPA CHEGANDO LÁ...
No Dia do Pedagogo, 20 de Maio, foto de Piaget em sua biblioteca, lembra muito o Mafuá do HPA, modesto esconderijo deste mafuento criador de caso. Lugares como este são verdadeiros paraísos. Faço de tudo e mais um pouco para transformar o meu em algo parecido com o do conhecido mestre. Ainda chego lá...

quarta-feira, 19 de maio de 2021

ALGO DA INTERNET (176)


A CPI DE LÁ E AS CPIs DE CÁ – A NOSSA SE MOSTRA COMO JOGO DE CARTAS MARCADAS
Hoje em Brasília mais uma acareação da CPI no Senado, buscando soluções sobre a demora do Governo Federal na compra de vacinas e utilização de tratamento precoce, algo inqualificável no contexto mundial. O clima esquenta em vários momentos e os questionamentos são contundentes, reveladores, fortes e incisivos. Procuram encostar os depoentes na parede, até para tirar o máximo de informações, pela omissão, descaso e inoperância, junto de crueldade e irresponsabilidade. Lá em Brasília teve quem quase saiu preso e em alguns casos, como no depoente de hoje, o ex-ministro da Saúde, general Pazzuello, este depõe com segurança de não sair de lá preso. Quando diante de informações falsas, pessoas querendo esconder o jogo e se fingindo de morto, o melhor é ir pra cima, desmascarar e mostrar a crapulice evidenciada com algo mentiroso. Portanto, lá tudo dentro da normalidade. Convocar pra pegar leve, ficar dourando a pílula não faz sentido. Ou se extrai o que se quer, ou fica uma cara brincadeira, não de gato e rato, mas de amiguinhos brincando de detetive.

Faço nesse momento uma necessária comparação com as CPIs que acontecem em Bauru, ambas solicitadas por vereadores do atual mandato e bem diferente do que ocorrem em Brasília, aqui as perguntas me parecem leves, algumas até levantar a moral do inquerido. Bauru tem essa pegada de não constranger alguns e pegar pesado com outros. Dois pesos e duas medidas. O Jornal da Cidade faz constantemente isso, quando da passagem de políticos por Bauru, a maioria caba passando lá pela sala do Café com Política, são entrevistados e no dia seguinte sai um resumo na edição impressa do jornal. Se não repararam, lhe digo que, em pouquíssimos casos estes são inqueridos, mesmo quando estão sob fogo cruzado em seu lugar de atuação. Não é só o JC que age assim. A 94FM tempos atrás, lembro bem, entrevistou Alckmin enquanto governador e depois Dória e todas as perguntas fáceis de responder, nada na veia. Parece que o entrevistador agradece ao entrevistado por ter lhe cedido seu precioso tempo. O Jovem Pan, ops, digo, Velha Klan, age assim, quando convida semanalmente deputados com títulos militares e com todos uma babação de ovo. Trazem estes para levantar a bola dos caras, só isso, nada mais. Jornalismo chapa branca.

A classe política da atual legislatura age sempre da mesma forma. Trazer alguém, como vi nestes dias com dois depoentes, o ex-prefeito Rodrigo Agostinho numa e o atual presidente da Emdurb, Luiz Carlos Valle noutra e ficar com perguntinhas cerca-lourenço, denota tibieza de propósitos. Rodrigo responder desconversando na maioria dos casos e ainda se deu ao desplante de indicar procedimentos, orientar e sempre saiu pela tangente. Ou seja, não foi apertado. Por fim, deu sua opinião, a mesma corroborando com o que quer a CPI, mostrar para a população que o DAE é inviável. Todos saíram satisfeitos, ou seja, missão cumprida. Na outra, Valle fala do transporte urbano, lotado em todos tempo, agora mais, pois menos ônibus nas ruas, mostra números, mas nenhuma disposição para encurralar as empresas sobre obrigações contratuais. Saiu do jeito que entrou, sem que ninguém lhe cobrasse responsabilidades.

Essa minha impressão do que está em curso nas duas CPIs bauruenses. Numa, tudo vai se afunilar para tentar cravar a estaca nos costados do DAE e noutra, como a maioria dos atuais vereadores são do time fundamentalista e também bolsonarista, portanto, suélistas, ainda ocultos, diria mesmo, dentro do armário, pelo que se vê a culpa será toda de Dória e do Gazzetta, nunca da jornalista cantora gospel e do seu Jair, o Senhor Inominável. Não existe seriedade na forma como de procede apuração e o resultado será o mesmo do encontrado na investigação que os vereadores fizeram do Caso Cohab. Vão chegar a lugar nenhum, ou até mesmo ao lugar que desejam, nunca na solução dos reais problemas desta cidade. Cansa ter que ficar prestando a atenção em algo que já começa dando a entender um resultado de pouca valia. Bauru não merece entrevistas como acontecem hoje na imprensa local e apuração tão débeis, a ponto de todos já saberem do resultado antes mesmo dela começar a acontecer. Não seria o caso de dizer que tudo é um JOGO DE CARTAS MARCADAS.

A PREFEITA COMUNISTA DE SANTIAGO DO CHILE É SOCRÁTICA
Ela acaba de ser eleita e já começa com tudo, envergando no peito estufado a imagem de alguém que, como ela, luta por dias melhores para tudo, todas e todos desta América Latina. O post compartilhado é de alguém que gosto demais da conta, a jornalista e escritoras Marilene Felinto, cuja leitura me conforta e estimula. Sou amigo internético e desses, loucos para conhecer pessoalmente tão instigante pessoa. Quando achei o que postou, foi imediato, clico o dedinho pra compartilhar, pois nem tudo está devidamente perdido. Bauru, a aldeia onde moro, um dia já teve um prefeito comunista e nem tudo deu certo, ele morreu pouco depois da posse, mas seu vice foi o melhor prefeito dessa cidade, Tuga Angerami. Quem sabe, com muito trabalho, consigamos reverter a bosta onde estamos metidos nos tempos atuais e em breve um alcaide com esse perfil. Quando a gente não sai da luta, dá até para acreditar...
Eis o texto da Marilene:
"Karina Oliva, candidata ao governo da Região Metropolitana de Santiago, no Chile, comemorou a sua ida ao segundo turno das eleições com uma camiseta de Sócrates, ex-jogador do Corinthians.
Sean Jacobs
A candidata pertence ao partido Comunes, que representa a esquerda - mesmo posicionamento político do ídolo alvinegro, conhecido pela militância e atuação política.
https://www.uol.com.br/.../politica-chilena-comemora-ida...
Sean Jacobs"

GENOCIDA E O CUMPRIDOR DE ORDENS
Minha amiga, que se intitula astróloga, a paulistana Rosa MAria Martinello posta algo sobre o dia de hoje, o depoimento mais esperado da CPI do Senado, nos calcanhares do genocida e aqui reproduzo com louvor, não só endossando, mas passando recibo, carimbando e rubricando em três vias: "Pela manhã:
- Chefinho hoje vou depor.
- Depõe porra nenhuma. Depor é pra maricas! Já me viu depondo?
- É que me dá gagueira só de pensar na pergunta da Venezuela. Todo mundo viu os camaradas mandando oxigênio.
- Que mané oxigênio? Quem viu? Esquece êsso aê. Diz que foi fiqueção. FI-QUE-ÇÃO!
- Boa! Ficção! Que tirada hein Bozinho?
- Precisa de treino Arnesto! Onde já se viu um capacho das relações exteriores e mais tudo essoaê achando que Venezuela é exterior?
- Me treina?
- Empossivel! Precisa nascer como eu.
- Imbrochavel? Incomivel?
- Não. Enteligente!".

ENCONTREI O DANADO E O TROUXE NA MARRA PARA O MAFUÁ
Simony, enfermeira da Beneficência Portuguesa achou meu cão
O telefone celular toca às 3h30 da manhã desta quarta. Atendo e do outro lado uma mulher pede para ver foto que acaba de postar no meu whatts e pergunta se não é o Charles. Vejo e desperto na hora. Ela volta a ligar e me diz que ao sair do seu plantão, vê o cão encolhido num canto do estacionamento, com frio e acha que podia ser o meu, cujo anúncio do desaparecimento havia visto. Vou voando e ao chegar, seu Jair, segurança noturno, já sabendo do caso, subo pela rampa e adentro estacionamento e lá Simony está tomando conta dele. Foi uma festa, nos abraçamos muito. Agradeço muito aos dois, conto algo da saga dele por esses dias e ele, ainda meio molengão, cansado de tanto ruar, fome e frio, fica até quieto no retorno de carro até o Mafuá. O danado assunta no quarteirão, vai e volta no campo e entra pra dentro do quintal sem pestanejar. Abro a casa, preparo uns acepipes para ele, troco água e nos curtimos até ele, deitar e demonstrar querer descansar. Já acomodado em sua casinha, apago as luzes e com a adrenalina ainda em alta, creio não conseguirei mais dormir. Ufa! Graças a essa divinal Simony o fugitivo foi repatriado e pelo que percebi, cansou mesmo da rua e quer voltar pra sua rotina mafuenta. Tão logo clareie o dia, ele visitará um veterinário e vida que segue, com todos no seu entorno muito mais cuidadosos para não deixar o quatro patas escapulir sem rumo. O Mafuá em festa nesta quarta!!!

"EU VOLTEI AGORA PRA FICAR, TUDO ESTAVA IGUAL COMO ERA ANTES"
Depois de três dias sumido, recebo ligação 3h30 da manhã e vou ao encontro do meu cão Charles. Reencontro auspicioso, inesquecível. Muitas histórias para contar e também quero ouvir as dele, as que me contará com o passar dos dias. Volto pra casa depois de alimentar e deixá-lo descansando, chego e boto pra rodar a única canção possível para este momento, O PORTÃO, da dupla ROBERTO CARLOS e ERASMO CARLOS. É a mais apropriada para o momento desse retorno. Faz parte do LP "Roberto Carlos", 1974. Não tenho quase nada do Roberto, mas muitas de suas músicas, cantarolei durante anos e essa lembro de boa parte de memória.
Eis o link: https://www.youtube.com/watch?v=wyCKbyTCNLc
"Eu cheguei em frente ao portão/ Meu cachorro me sorriu latindo/ Minhas malas coloquei no chão/ Eu voltei/ Tudo estava igual como era antes/ Quase nada se modificou/ Acho que só eu mesmo mudei/ E voltei/ Eu voltei agora pra ficar/ Porque aqui, aqui é meu lugar/ Eu voltei pras coisas que eu deixei/ Eu voltei/ Fui abrindo a porta devagar/ Mas deixei a luz entrar primeiro/ Todo o meu passado iluminei/ E entrei/ Meu retrato ainda na parede/ Meio amarelado pelo tempo/ Como a perguntar por onde andei/ E eu falei/ Onde andei não deu para ficar/ Porque aqui, aqui é meu lugar/ Eu voltei pras coisas que eu deixei/ Eu voltei/ Sem saber depois de tanto tempo/ Se havia alguém à minha espera/ Passos indecisos caminhei/ E parei/ Quando vi que dois braços abertos/ Me abraçaram como antigamente/ Tanto quis dizer e não falei/ E chorei/ Eu voltei agora pra ficar/ Porque aqui, aqui é meu lugar/ Eu voltei pras coisas que eu deixei".

Como percebem, cantarolo sozinho hoje pelo Mafuá e começo a colocar os escritos em dia. Amanhã o bicho recomeça a pegar fogo...