segunda-feira, 15 de novembro de 2021

REGISTROS LADO B (71) e BEIRA DE ESTRADA (143)


NO 71º LADO B, UM JORNALISTA COM RODINHAS NOS PÉS, AURÉLIO FERNANDES ALONSO
O jornalista AURÉLIO FERNANDES ALONSO é de uma cepa à moda antiga, dessas pouco usais hoje. Hoje, infelizmente, a imensa maioria dos jornalistas – talvez nem tanto por culpa deles, mas por imposição das empresas onde atuam – pratica o jornalismo “bunda grudada na cadeira”, ou seja, produzem seus textos de firma indireta, sem contato físico com o local dos acontecimentos. Tudo à distância, eliminando custos e tempo. Neste 71º LADO B – A IMPORTÂNCIA DOS DESIMPORTANTES, o papo semanal será com alguém fazendo questão de remar contra a maré e continuar creditando que nada é melhor do que, “estar aonde o povo está”, ou seja, sair das redações e estar no palco dos acontecimentos. O motivo dele estar aqui não é somente este, mas todos os demais, juntos e misturados. Aurélio é um cavador de boas matérias. Por um bom tempo, até bem pouco antes de conseguir sua aposentadoria no Jornal da Cidade, produziu, por exemplo, o Caderno regional, hoje não mais existente, onde todo domingo ele apresentava matérias das mais interessantes, feitas todas com assuntos na região de Bauru. Antes Aurélio viajava com motorista, fotógrafo e ele, quem escreveria a matéria. Nos últimos tempos era coringa, dirigia, fotografava e escrevia. Os tempos mudaram e ele tentou acompanhar, mas quando deram cabo nas matérias in loco, por sorte, já podia requisitar sua aposentadoria e assim o fez. Hoje, sente falta de uma redação, mas usa seu tempo viajando por aí, revendo lugares e pessoas, circulando como gosta e louco de vontade de voltar a escrever, livre, leve e solto.

AURÉLIO é praticante do jornalismo dentro da verdade factual dos fatos, ou seja, ouve todos, inclusive a parte contrária, mas nunca faz acordos com essa. Por não ser praticante do jornalismo balcão de secos e molhados comprou brigas homéricas ao longo de sua vida, mas também, para seu orgulho, conquistou confiança e credibilidade por onde passou. Reconhecido por muitos, de algo não o podem acusar, de ter sido desleal e omitir, falsear ou golpear a verdade. Isto, por si só, grande feito. Depois de aposentar as letrinhas diárias, com um monte de coisas pululando na cabeça, sentou em seu computador e resolver juntar muitas das histórias que tomou conhecimento ao longo da vida e escreveu um livro. Alguns podem até achar tratar-se de realismo fantástico, mas na verdade, como sabemos, este vive na maioria de nossas pequenas cidades, daí em cada uma, mais de uma história fantástica. Juntou tudo e criou algo como uma novela interiorana. O danado escreve e viaja, gosta de estar com a mente arejada e para tê-la a contanto, nada como vicejar pela aí. Bota constantemente o carro na estrada e sempre que pode, está confirmando histórias pelos mais diferentes lugares. Um atento observador não só da história, como da política regional. Dono de um texto onde o requisito principal é a apuração dos fatos, ele continua apurando tudo à sua volta e só se posiciona ao lado das boas causas. As boas e as mais que necessárias. Não o convidem para embarcar em barcas furadas, pois como atento em tudo que faz, não se deixa ser conduzido.

Conversar com gente como Aurélio é mais que uma delícia, pois sempre bem informado, dá para se discutir tudo. Não é destes se arvorando de saber tudo, pois sabe não ser assim as coisas, mas tem opinião formada sobre quase tudo, aceitando também ser convencido, desde que os argumentos sejam válidos. Desta forma, vê-lo sempre envolvido em boas discussão em bares, lives, encontros, palestras, ou seja, por onde circule. Neste bate papo falaremos de jornalismo, jornalistas, política, cidades do interior, viagens, ferrovia, terceiras vias, precarizações e fundamentalismo. Ou seja, de tudo um pouco e dele também. Ele, oriundo da região de Ourinhos e Santa Cruz do Rio Pardo, tem muita história para contar desde que, formado pela Unesp Bauru, ganhou o mundo e não parou mais de escrever. Tempos onde muitos se intitulam jornalistas. Eu mesmo, professor de História, tenho meu MTB, mas Aurélio é jornalista de verdade, com diploma e tudo. Falaremos também deste tema. Enfim, no bate papo um pouco da vida pessoal do Aurélio e depois o algo mais de sua vida estradeira e com a sopa de letrinhas sempre diante de seus olhos e dedos. Outro predicado a seu favor vem por ser frequentador de bares, botequins, desde os mais imundos até alguns mais rebuscados. Em todos, recolhe histórias, conversa aos borbotões e bebe de menos. Ouve mais do que fala, outra de suas qualidades.

Abaixo uma ou outra coisinha onde o citei nos meus textos publicados pelo facebook e no meu blog pessoal, o Mafuá do HPA (publicações diárias desde 2007 – www.mafuadohpa.blogspot.com):

- Publiquei em 28/02/2016: “O QUE AINDA BUSCO NOS JORNAIS - "O DESBRAVADOR DO SERTÃO", JC REGIONAL AUTORIA DO AURÉLIO FERNANDES ALONSOc- Diante de um jornalão, principalmente os dominicais, com mais cadernos e número de páginas que os dias normais, nem tudo merece leitura. A cada dia estamos mais e mais seletivos. Escolher a leitura é algo dos mais interessantes, como fiz hoje diante do JC no meu portão. Trouxe para dentro de casa junto com a Carta Capital, a última Brasileiros e um livrão da Ecléa Bosi, que pretendo destrinchar em no máximo dois ou três dias. Tudo ali diante dos meus olhos, mas algo me chamou a atenção no JC de hoje e logo numa pequena chamada de capa, sem foto, sem nada: "A história de Theodoro, o desbravador". Começo a folhear o jornal e na Coluna do Rufino, percebo que o citado jornalista também se apercebeu da grandeza do que estava embutido logo a seguir, pois produz a primeira nota da coluna e com direito a foto do autor, o jornalista Aurélio Fernandes Alonso. Folhei logo o jornal todo e me concentrei no caderno Regional, com 3 páginas. No título do Caderno lá estava o título, O DESBRAVADOR DO SERTÃO. Sabia que iria me deliciar e de fato o fiz, me lambuzei todo. Primeiro escrevo do autor, o Aurélio, um pacato cidadão, mais dado a escrever do que falar, mas quando fala, tem fortes argumentos para te segurar numa longa conversa. Nos encontramos de vez em sempre lá no Alfredo de Castilho, jogos do Noroeste e ano passado papeamos até cansar num final de jogo, onde falamos de tudo e mais um pouco. Foi ótimo para conhecê-lo melhor e crescer em mim a admiração pelo bom trabalho, pautado pela ética, lisura e jornalismo como nos velhos tempos. Ele, fiquei sabendo depois é cria d'o Debate, o vibrante semanário de Santa Cruz do Rio Pardo, que quase fechou as portas por querer denunciar algo de um juiz local. Diante disso informo algo, tudo que tem a assinatura do Aurélio eu já vou lendo e na imensa maioria das vezes acabo gostando. Dessa sua pesquisa, a envolver a história de José Theodoro de Souza, um sujeito que saiu de Pouso Alegre MG "para iniciar a guerra ao índio e ocupar terras nas regiões de Botucatu, Bauru e parte meridional do Estado" eu me encantei. Contando com a substancial ajuda de dois historiadores, João Carlos Figueiroa e Celso Prado ele foi a fundo e dá uma amostragem do tanto que ainda pode ser feito em relação às nossas origens. Quem quer saber de como se deu a chegada do homem branco por essas plagas deve se preparar, pois a carnificina comeu solta. O exemplo maior foi a glorificação do matador de índios Machado de Mello, como praça bauruense e bem defronte nossa estação ferroviária, na época ponto de entrada e saída da cidade. Cultuamos até hoje os matadores, isso um fato. Vale muito a pena a leitura do rico material produzido pelo sempre competente Aurélio. Cliquem a seguir e leiam:http://www.jcnet.com.br/…/2…/02/o-desbravador-do-sertao.html Na qualidade de historiador, indico, recomendo, dou aval, sugiro e acrescento: jornalismo linha de frente. Valeu, seu Aurélio!

- Publiquei em 23/12/2018: “CARICATURAS DE REGINÓPOLIS DO FAUSTO, TEXTO DE HOJE DO AURÉLIO NO “REGIONAL” DO JC E EU COM ELE REVENDO A CIDADE E, PRINCIPALMENTE, AS PESSOAS - Na edição de hoje do Jornal da Cidade, o último dos moicanos pelo modal impresso em Bauru, a primeira parte que leio ao pegá-lo às mãos agorinha mesmo é o Caderno Regional, escrito sempre pelo brilhante jornalista e amigo Aurélio Alonso, o “Caricatura resgata autoestima – Cartunista Fausto Bergocce fez 120 caricaturas de tipos populares de Reginópolis, enquanto Diogo Ladeira criou o desenho afetivo em Pederneiras”. São três páginas de pura emoção e nelas uma frase escolhida pelo jornalista para abrir um dos textos resume o que sinto a respeito do assunto: “O chargista e ilustrador Fausto Bergocce levou muito a sério a frase do escritor Leon Tolstói: ‘fale de sua aldeia e estará falando do mundo’. É bem isso o que ele fez ao desenhar 120 caricaturas dos mais variados tipos populares de sua cidade: Reginópolis”. O texto todo já disponibilizado no site do jornal é esse: https://www.jcnet.com.br/…/caricatura-resgata-autoestima.ht…. Agora, a parte que me toca nesse cabimento. No começo da semana, como escrevi o livro sobre Reginópolis (eu escrevi e o Fausto desenhou, com mais de 250 ilustrações), fui convidado pelo Aurélio para dar um pulo juntos na vizinha Reginópolis e registrar os encontros com os três escolhidos por ele, dentre os 120 personagens. Aceitei de pronto, pois rara oportunidade de rever a cidade, amigos lá deixados e colocar os pés no barro, estrada e reviver algo a me encher de alegria e contentamento. Estivemos com seu Alberto, o barbeiro, seu Zezinho, o do armazém na praça e seu Maurílio, o do escritório de contabilidade. Aqui publico três fotos do Aurélio tirando fotos deles, nove ao todo, todas de minha lavra e servindo para ilustrar esse outro lado do brilhante texto de um dos Cadernos mais saborosos dentro da atual fase do jornal, pois além de mostrar sempre algo regional, conta com a sapiência desse jornalista. (...)”.

- Publiquei em 11/07/2019: “PRA QUE DISCUTIR COM COXINHAS - Tomo conhecimento que meu amigo Aurélio Fernandes Alonso, jornalista de uma cepa construída à moda antiga, atuando dentro da verdade dos fatos, recentemente aposentado e se desligando do Jornal da Cidade, hoje atuando ao lado da filha em projetos novos, gosta de rua, de frequentar lugares escolhidos a dedo e se envolveu recentemente em inócua contenda. Num desses lugares onde gosta de estar, a banca de jornais da Ilda, ali ao lado do original aeroporto de Bauru, o na Octávio Pinheiro Brisola, no último domingo se deparou com alguém que não aceitava discutir opiniões, mas impor a sua. Educado, bem informado e com o passar dos anos, não querendo mais levar desaforo pra casa, argumentou com um boçal, um defensor da crueldade do atual momento, esse divisor de águas entre o que tínhamos no passado e a merda toda flutuando no ar que temos hoje. Não estava presente, mas ouço dizer ter sido um esfrega considerável. No frigir dos ovos, o sujeito na tentativa de macular sua imagem, o chama de "petista". Eu, na qualidade de petista, explico algo. Aurélio não é e nunca nem foi petista, creio nunca o será, mas é um sujeito dotado de bom senso, sabe reconhecer aqui e ali os erros e acertos, somente isso, nada mais. O que o sujeito fez foi praticar a bestialidade no seu grau mais insano, ou seja, tudo o que não está dentro da sua linha de pensamento e ação só pode ser coisa de petista, como se o ser fosse demérito. Vivemos algo assim hoje e o ocorrido com o calmo, tranquilo e reflexivo Aurélio é somente a ponta o iceberg do que está em curso e do que virá pela aí se não retomarmos as rédeas da situação. O melhor mesmo é virarmos logo essa mesa, devolvendo um pouco de sanidade nas relações, mas como isso está em falta no mercado, convido todos para sacar da vitrolinha um disco salutar de nada menos que João Gilberto (dele todos o são) e ouvir um clássico, o PRA QUE DISCUTIR COM MADAME”.

- Reproduzi do Opinião do JC, de 05/11/2020: “VIAGEM DE VEREADOR QUESTIONADA,por Aurélio Alonso - A função do vereador é vigiar o Poder Executivo, propor projetos de lei e acompanhar atentamente a execução orçamentária. Nos últimos anos, a atividade de legislador vem sendo deixada de lado. As Casas Legislativas viraram meros homologadores de comendas e muito clientelismo servil aos interesses do prefeito de plantão. Não é atribuição de vereador buscar emendas em Assembleias e Câmaras federais. Essa distorção aumentou no Brasil, porque o parlamentar municipal virou cabo eleitoral de luxo de deputados. Por isso, é comum o vereador viajar a São Paulo e Brasília para visitar os seus "padrinhos" políticos, com a despesa custeada pelo Legislativo. Uma viagem a São Paulo tem um custo com pedágio, combustível, alimentação e hospedagens. Para Brasília, a despesa fica mais cara, pois é na maioria das vezes feita de avião, cuja passagem tem preço mais elevado (se for de carro ou ônibus também não é tão barato comparada à viagem à capital paulista). O correto é o vereador custear com seus próprios recursos essas viagens. Afinal, o subsídio visa cobrir despesas de suas atividades legislativas, mas nota-se que a função de vereador virou profissão. Há tolerância de permitir determinadas viagens com custeio com verbas públicas, desde que sejam esclarecidos o itinerário e se preste contas. A autorização destes gastos depende de passar pelo crivo da mesa diretora da Casa, do qual foi a forma de controlar a despesa. Independente de existirem formas de inibir a despesa, a minha opinião é que está na hora de acabar com a mamata.
Usa-se o argumento da busca de emendas parlamentares (outra deformação da atividade que transformou o deputado em despachante de luxo que direciona essas verbas para atender a interesse de política paroquial). É uma descarada forma de fazer lobby a determinados projetos que muitas vezes não atende ao interesse púbico e simplesmente ajuda apaniguados com vistas às eleições futuras. Por analogia, o vereador tem sua atividade na cidade que representa, a Constituição lhe concedeu inviolabilidade de voto e opinião na circunscrição do município. Fora dos limites do município, o edil não tem essa prerrogativa: se exceder ao dar uma opinião e cometer calúnia, injúria e difamação será processado. Então, vereador não é deputado e sua atuação fora da cidade que ele pague a despesa do próprio bolso. Só para lembrar, já houve casos de uso desse dinheiro em casas de prostituição, congressos fajutos, abuso de gasto com combustível e manipulação de notas fiscais para se locupletar da grana.

Escrevinhei muito mais dele, mas creio, como aperitivo está mais que bom. Daí o convite: Vamos juntos? HOJE NO 71º "LADO B" UM PAPO RETO COM O JORNALISTA AURÉLIO FERNANDES ALONSO, FALANDO DE TUDO UM POUCO E MUITO MAIS. Eis o link:  
https://www.facebook.com/henrique.perazzideaquino/videos/1176467852882706

OUTRAS COISAS

1.) NÃO SEI MAIS ONDE ENFIAR A MINHA CARA DE TAMANHA VERGONHA PELA PREFEITA QUE TEMOS EM BAURU - https://www.youtube.com/watch?v=caD41tj_MjM

Deprimente ter que assistir o filósofo Paulo Ghirardelli falar tanta verdade num curto vídeo, algo que deveria fazer o cidadão de bem desta cidade tomar uma atitude enérgica contra o que representa essa incomPrefeita para nós bauruenses. Eu depois de assistir este vídeo não seu mais onde enfiar a minha cara de tanta vergonha. Paulo mesmo diz que, já morou em Bauru e antes a cidade tinha fama de ser "sem limites", progressista, avançada e coisa e tal, mas hoje, afunilou e recaímos em algo que não dá mais para entender. Acertadamente ele qualifica Bauru como "Bolsonaristicamente a Terra do Comunismo Cagão", tudo por causa de uma mente totaltamente desajustada, a da pessoa que fez o escândalo lá dentro do McDonald's e depois pelo papelão que a alcaide nos faz mais uma vez passar.

Mais do que certo que a promiscuidade está na cabeça das pessoas e desta forma e jeito, o comunismo chega até Bauru e pelos meios mais inusitados, atravésa de uma rede de fast food norte americano. é muita vergonha, burrice, desconhecimento do que é ser prefeito (a), do que é governar uma cidade como Bauru ou qualwuer outra. Quando o normal do mundo é uma coisa, o normal da coisa aqui em Bauru, com esse pessoal fundamentalista é exatamente o contrário, pois todos sabemos, quem segue a cabeça de alguém como Jair Messias Bolsonaro não pode ser considerado uma pessoa normal. Num certo momento do aúdio, Paulo diz e dou toda razão a ele: "Se a prefeita quer ser ignorante que seja. O que não pode é ser a mais ignorante do Brasil, pois depois dessa do comunismo chegar por aqui via banheiros, ela passou de todos os limites. Não dá mais para suportar o bolsonarismo neste nível tão baixo. Quando Bauru terá de fato uma prefeita? Só mesmo criando um zoológico para bolsonaristas e ela indo nele parar. Como deixamos pessoas assim nos governarem?", conclui.

Nessa próxima sessão da Câmara de Vereadores talvez tenha início o processo de cassação da incomPrefeita, pelo que já foi apurado de irregularidades na CEI, presidida a contragosto pelo Seu Bira, fundamentalista como a alcaide, mas como afirmou Paulo Ghirardelli no vídeo aqui compartilhado, ela deveria o ser pelo conjunto da obra, tudo culminando com a vergonha que faz Bauru passar com isso de comunismo num banheiro de um bar. Suéllen é o ridículo elevado à sua máxima potência. Contemporizar com isso é passar mais e mais vergonha. Enfim, com que cara vou sair por aí daqui por diante apregoando ser bauruense? Serei motivo de chacota generalizada. Podem perceber, com graus mais ou menos elevados, mas todo bolsonarista possui algo muito parecido com o que essa senhora fez lá dentro da loja do Mc e da ação da alcaide. Ele pensam e agem na imensa maioria das vezes exatamente deste modo e jeito. É muito pra cabeça de qualquer um.

2.) O 15 DE NOVEMBRO, FERIADO E A HISTÓRIA REVIVIDA
Olho para o passado cada vez mais entristecido, pois não conseguimos evitar a chegada de gente como estes que hoje nos governam. Como foi possível? Eu como historiador, li tanto, tentei entender isto tudo e mesmo tentando ao máximo decifrar algo ocorrido lá atrás, as transformações ao longo do tempo, imaginava muita coisa, mais não uma decripitude tão consistente. Já cansei de rever como se deu a Independência e também a República. O povo não participou ativamente destas e de tantos outros atos históricos. Esteve ausente propositalmente, ou seja, não o queriam incomodando no que faziam. Para mim, o que desembocou nessa República que tivemos é de pouca importância. Os atos mais importantes de nossa história são os levantes, as manifestações populares, as contestações onde o povo conseguiu se manifestar e exercer sua cidadania. Quase todos foram na sequência sufocados e da forma mais brutal possível. Todas as grandes decisões históricas deste país foram de gabinete, dadas por uma minoria, golpes e mais golpes.
Os donos do poder nunca deixaram que o povo se manifestasse livremente em toda nossa história. Permitiram arroubos, mas quando estes provocaram algum tipo de risco para seus interesses, foram sufocados. O povo bem que tentou em muitos momentos e até continua tentando, mas sempre com poucas chances. Diante deste momento insano que vivemos, onde reina essa bestialidade que é a bolsonarização de mentes e atitudes, olho para trás e tento imaginar como se deu a República. Ela se deu e o povo não a percebeu de fato. Mudou algo, mas para ele tudo continuou como dantes. E desembocamos nisso, nessa perdição, onde a resistência é cada vez mais dificultada. São tantas coisas, os olhos querem fechar, o sono me balança, mas não consigo dormir. Levanto, despejo isso no papel, como um peso me impedindo de descansar e volto pra cama para tentar fechar os olhos e dormir. Tomara consiga...
OBS.: Este último escrevi na bacia das almas, quase dormindo, ou melhor, levantei para escrevê-lo, pois creio não conseguiria fazê-lo se não despejasse algo no papel.

domingo, 14 de novembro de 2021

RELATOS PORTENHOS / LATINOS (97)


ELEIÇÕES NA NICARÁGUA E ARGENTINA - SEM JAMAIS ESQUECER QUE A DIREITA É INIMIGA DA DEMOCRACIA
Se o resultado da próxima eleição presidencial é o fato mais aguardado no Brasil, outras pela América Latina são tão ou mais importantes. Dias atrás ocorreu uma na Nicaraguá e ainda estou entendendo o que de fato está a ocorrer por lá, pois não será pelas informações vindas dessa pérfida mídia massiva que irie me informar e posicionar. Que já torci muito por Daniel Ortega no passado, não tenham a menor dúvida, assim como fazia votos para perpetuação da Revolução Sandinista, uma que defenestrou Somoza do poder e alavancou algo pelo qual aquele país nunca havia visto. Os primeiros anos foram auspiciosos, mas depois, como tudo o mais nessa América, quintal do Grande Irmão do Norte, os boicotes e contra-informações vicejam por todos os meios e poros, daí para se entender de fato o que ocorre num país, se faz necessário ter informações de fontes mais confiáveis. Hoje, pelo que se lê o país é dominado por um tirânico casal, Ortega e esposa, sufocando tudo o mais. Mas o que seria esse tudo o mais? Pelo que sabemos daqui, o jogo sempre foi bruto, lá e cá. Ortega não é flor que se cheire, mas do outro lado, a oligarquia joga mais que pesado para voltar ao poder e fazer pior do que tudo o que já foi feito. Conhecemos esse filme, morremos no final.

Hoje o que me arrebanha a atenção é a eleição na Argentina, quando o governo de Alberto Fernández e cristina Kirchner tem dificuldades para manter a maioria dentro das casas legislativas. A eleição deles é um tanto diferente da nossa e mês passado foi feito uma prévia, onde os resultados demonstraram que o partido do neoliberal, bandido comprovado com grana em paraísos fiscais e até envio de armas para o golpe na Bolívia. Falo de Maurício Macri, um cara tão algoz de um apís, quanto Bolsonaro, só que mais perfumado e queridinho das elites platinas. Alberto tentou de tudo para reconquistar a confiança do argentino, mas tanto lá como cá - quiçá mundo inteiro -, existe uma divisão muito be mestabelecida entre os lados, o tal do Fla x Flu. O Judiciário de lá é tão lavajista como o nosso, só mudando a nomenclatura, mas ação ocorrendo meio que da mesma forma e jeito, dando e entender existir algo maior por detrás de tanta coisa em comum.

Eu, como não poderia deixar de ser, torço por Alberto e Cristina. Alberto não é Dilma, nem corre riscos, pois por lá ainda não existe nenhuma possibilidade de "conluio golpista", mas o jogo sujo ocorre com intensidade muito parecida. Como não temos mais como imaginar o Brasil reelegendo Bolsonaro para um segundo mandato, por lá, depois de toda falcatrua descoberta - e ainda não punida -, se Macri voltar no próximo pleito, o país terá o mesm odestino que o Brasil. Alberto pode não conseguir fazer um governo tão transformador, mas de algo não podemos acusá-lo, ele é imensamente melhor que o antecessor e tenta em tempos difíceis fazer com que o país reaga. Retroceder jamais, pois já conhecemos esse filme, tanto lá como cá. Faltam novas lideranças nos campos democráticos, tanto lá como cá, mas Alberto ainda tem dois anos pela frente e algo mais de bom ainda deve pintar por lá e isso é perceptível, diante de como ele é recebido mundo afora. Tenta neste momento desafiar o FMI e do resultado de hoje, serão eleitos 127 novos deputados e 24 novos senadores. Torço para que os peronistas continuem à frente da maioria parlamentar, pois só assim, algo real para retirar a Argentina do fundo do poço. Com neoliberais, por onde esteja, só destruição e dilapidação de reservas e riquezas.

DISCUTIR BANHEIROS, SEM ÁGUA PRA PUXAR DESCARGA
A Bauru da incomPrefeita Suéllen Rosim é mesmo surreal, recheada de histórias da carochinha, algo para boi dormir e ela ir empurrando seu desGoverno com a barriga, engambelando sua turba de adeptos pelas redes sociais só com trivialidades, mas com pouco ação concreta. A novidade da vez é a questão dos banheiros da lanchonete McDonald's, que implanta em suas lojas de Bauru um banheiro de uso coletivo, ora masculino, ora feminino. Para a imensa maioria dos ditos ainda normais, nada de surpreendente, mas para cabeças em desalinho, ao estilo da ministra Damares, a que enxerga luzes misteriosas num pé de goiabeira, nada como a alcaide enxergar anormalidades e até indecência em algo tão trivial.

Já estamos em pleno século XXI, quando avanços tecnológicos pululam pela aí, mas pode reparar, por onde exista algum governo de cunho fundamentalista, no caso brasileiro, os de evangeélicos neopentescostais, tudo é desvirtuado e tratado como doença, desvio, anomalia e perversão. Isso cansa, mas infelizmente viceja. Na pegada da alcaide, o mais fundamentalista vereador do atual mandato, o antes carnavalesco Eduardo Borgo, se aproveita do tema é crava mais uma tentando abiscoitar adeptos de cabeça fora da casinha, com "o que sou contra é que grupos minoritários tentem empurrar goela abaixo pautas sobre sexualidade em nossas crianças".

A polêmica rende publicações irônicas pelas redes sociais, todas entendendo como mais que bestial a prefeita se importando com algo dessa natureza, quando a cidade está sem água para uma mera descarga em seus banheiros. Melhor que tudo foi a resposta do PC do B, em Nota Oficial, também publicada na Tribuna do Leitor do Jornal da Cidade: "NOTA COMUNISTA DE ESCLARECIMENTO - Tendo em vista as últimas notícias de que o McDonald's seria um lugar comunista, o PC do B de Bauru esclarece que apoiamos a iniciativa de oferta de banheiros sem a separação de gênero. Entretanto, o sr McDonald's não integra os quadros de filiados o nosso partido e nem seriabem vindo, em razão da ausência de afinidade com os nossos valores partidários. Desejamos uma sociedade em que o capital não se sobreponha à dignidade da pessoa humana e uma remuneração digna aos trabalhadores. Atenciosamente. PC do B Bauru".

Para passar vergonha, basta qualquer um dessa ignóbel administração abrir a boca, pois sem tirar nem por, representam tudo de contrário no mínimo necessário de bom senso nas relações humanas. Estão totalmente fora da casinha e depois de mais essa, uma só certeza, são mais fundamentalistas do que se imaginava. Não temos mais onde enfiar a cara diante de tanta coisa fora de qualquer ajuste.

REENCONTROS POSSÍVEIS
Depois de mais de ano e meio sem se ver presencialmente, um sentir o bafo do outro frente a frente, eis que, ontem, sábado, 13/11, se deu o reencontro. Meu filho HA e sua cara metade, a bela Gabi vieram dar com os costados em Bauru. Eu não fui lá onde moram, Araraquara e nem eles vinham pra cá, separados por essa necessidade de isolamento, questão de sobrevivência destes tempos. A conversa continuou rolando livre, leve e solta, mas só pelos meios virtuais. Faltava o entrelaçamento, o abraço, o olho no olho. Indescritível reencontro. Consegui tirar poucas fotos registrando isso de um distanciamento entendível, porém nos fazendo sofrer. Eu e este danado nos entendemos pelo olhar. Tenho o maior orgulho por ter conseguido em vida, eu e Cleonice, a mãe, construir ao longo de quase 30 anos, um filho desses que a gente sabe é diferenciado. Ele lê muito mais que eu, saca tudo de longe, fala línguas, não se deixa enganar, está angajado nas boas causas, devora filmes, conhece algo do processo em curso e quando juntos, juntamos pauzinhos e hablamos por horas. Ele, lá na cidade comandada pelo PT, vive meio que num oásis, curtindo seu momento família, construindo algo para o futuro, cada vez mais o filhão que imaginava ter. Sou um sortudo, pois o gajo é mais que ótimo. Não podia ter tido presente melhor. Estar com ele é para mim, mesmo que por pouco tempo, é a confirmação do quanto valeu a pena tê-lo. Ele é um ser que entende e saca tudo o que precisa e não precisa ser feito, sofre muito por isso, mas me enche de orgulho, enfim, tristeza mesmo é ter filhos e depois de soltá-los no mundo, descobrir que os mesmos se desgarraram e se tornaram pessoas pérfidas. Não deve existir desgosto maior. Disso não reclamo, pois acertamos na mosca, eu e sua mãe. Felicidade maior não pode existir, este o alento que temos diante de um mundo virado de cabeça para baixo. Pelos menos colocamos no mundo alguém com os pinos no lugar. Eu amo de paixão este eterno moleque, meu filhão. Eu e Ana Bia estávamos mais do que alegres no dia de ontem, felicíssimos da vida. E no final da tarde ele volta para seu canto e voltamos a nos falar só pelos meios internéticos. É a vida.

sábado, 13 de novembro de 2021

DICAS (214)


O FUJÃO VOLTOU...
Estava ficando muito feio para a imagem do vereador, o Seu Bira, o fato dele ter sorrateiramente fugido da cidade, para ir em encontro com o hoje pérfido lavajatista Sérgio Moro, no lançamento de sua empreitada política em Brasília - a qual dizia nunca iria participar -, ao invés de permanecer na cidade e atuar na finalização da CEI investigativa da Câmara de Vereadores, a qual preside e desvendou desmandos da atual incomPrefeita Suéllen Rosim. Todo mérito, diga-se de passagem, nenhum se deve a ele e muito por causa da relatora, vereadora Estela Almagro PT e outros.

Outros vereadores estavam idignados com a ausência, tanto que Chiara Ranieri não se conteve e cobrou publicamente alguma explicação para a ausência do presidente, justamente neste momento. A pressão em cima dele, que também é pastor evengélico, neopentecostal, diga-se de passagem, com gente afirmando ele ter levado "dedada" (sic) da mãe da alcaide, lhe dizendo assim na lata: "Você nos colocou nessa, agora tire". Daí, ele fugiu, bateu asas e foi refrescar a moringa ao lado de alguém que deveria neste momento estar preso, o ex-juiz e ex-ministro bolsonarista Sergio Moro, diante de tudo o que já foi comprovado de sua atuação como juiz na Lava Jato. O Seu Bira, além de fugir pela tangente, o fez para estar ao lado de alguém que atuou contra os interesses deste País, algo abominável.

Ele deve ter sido "tocado" por algo divino, pois na bacia das almas voltou e compareceu na cerimônia de posse da entrega da documentação da CEI, a que certamente vai acabar incriminando ou abrindo portas para isso e dar início a processo de penalização da alcaide. O Seu Bira é homem sempre sorridente, mas desta feita, mesmo com máscara, dava para perceber seu constrangimento, pois terá que se explicar para a mãe da prefeita e também para vereadores, população, eleitores, fiéis e quiçá, para ele mesmo quando coloca a cabeça no travesseiro para tirar a soneca diária. Será que Seu Bira ficou contente com o resultado da CEI encurralando a fundamentalista alcaide? Será que o Seu Bira preferiria outra solução, mais conciliatória e menos investigativa como resultado da CEI? São questões a serem respondidas nos próximos capítulos desta intrincada novela, bem ao estilo dos enredos sucupiristas que Dias Gomes empregava no seu clássico "Bem Amado".
Finalizando, ainda bem que Seu Bira capitulou e preservou sua imagem, pois depois de ter ido dar bençãos (sic) para o Moro, não estar na entrega da documentação final da CEI seria mais do que uó do borogodó.

Em tempo: Inesquecível o papel cumprido pelo vereador Seu Bira quando apoiou e jogou pesado pela compra e utilização de remédios inservíveis para tratamento da Covid 19 em Bauru. "O que é isso vereador Bira? Pilantrice, estupidez, charlatanismo. Deus está vendo e nós também. Os estudos já foram feitos e não restam dúvidas sobre a ineficácia da ivermectina no tratamento do covid. Em 2016, seu partido e de seus companheiros aprovaram no Senado e na CF a Pec da morte, congelando por 20 anos as verbas para saúde e educação. Sendo assim, deixe de demagogia. Trabalhe com responsabilidade e busque alternativas sérias no combate a covid", palavras ditas pela munícipe Duda Fernandes o questionando sobre o assunto. Esse é o Seu Bira, sem tirar nem por.

A LAGOA DE CAPTAÇÃO ESTÁ SECA
Neste vídeo, Jairo Alves da Silva, diretor do SINSERM, o Sindicato dos Funcionários da Prefeitura Municipal de Bauru e um dos temas mais candentes em Bauru no momento, o da captação e reserva de água pelo DAE. Jairo produz em suas páginas nas redes sociais amplo material de informação da atual situação, colocando o dedo na ferida e apontando culpados, explicando dos motivos deles terem mais que culpa no cartório. Aqui um destes vídeos, onde no local dos acontecimento, mostra por A + B, algo que a alcaide fundamentaslista esconde, escamoteia de toda a cidade. Vai muito além da incompetência administrativa. Tem mais gato nessa tuba do que possa imaginar nossa vã filosofia. Em curso, como não poderia deixar de ser, algo para denegrir, sujar, enlamear a imagem do DAE, tudo para propiciar sua privatização. Estejamos atentos com os algozes do povo.

Eis o link do vídeo: 

"LAGOA DE CAPTAÇÃO PARTE II - NO DIA DE HOJE, EU E A DIRETORIA DO SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICO MUNICIPAIS DE BAURU E REGIÃO, ESTIVEMOS FAZENDO UMA VISITA À LAGOA DE CAPTAÇÃO DO BATALHA, QUE ENVIA ÁGUA PARA A ESTAÇÃO DE TRATAMENTO, RESPONSÁVEL POR 40% DO ABASTECIMENTO DE ÁGUA DA CIDADE. VERIFICAMOS QUE APENAS UMA DAS BOMBAS DE SUCÇÃO ESTAVA FUNCIONANDO, COM NÍVEL MUITO BAIXO, ASSOREADA E COM GRANDE QUANTIDADE DE PLANTAS MORTAS. ISSO É FRUTO DE ANOS DE DESCASO, INCOMPETÊNCIA E POLITICAGEM NA DIREÇÃO DA AUTARQUIA. PAGOU-SE MILHÕES NA ELABORAÇÃO DO PLANO DIRETOR QUE JAMAIS FOI IMPLEMENTADO. NÃO SE PENSOU EM AUMENTAR A RESERVAÇÃO, INTERLIGAÇÃO, REVERSÃO EFICIENTE DO SISTEMA DE ABASTECIMENTO, PERÍODOS DE SECA, MUDANÇA CLIMÁTICA, ETC. HOJE, A POPULAÇÃO É PENALIZADA COM O RODÍZIO. SOFRE MUITO, CULPA OS FUNCIONÁRIOS E PEDE A SOLUÇÃO DO PROBLEMA. SUGEREM ATÉ A PRIVATIZAÇÃO DO DAE. ENTENDO QUE HAJA UMA GRANDE UNIÃO DOS TRABALHADORES, POPULAÇÃO E SINDICATO PARA UMA DEFESA INTRANSIGENTE DO DAE. DO CONTRÁRIO, VAI SER INEVITÁVEL A PRIVATIZAÇÃO. OS SERVIDORES NÃO TEM CULPA OU RESPONSABILIDADE PELA MÁ CONDUÇÃO DA AUTARQUIA, AFINAL, SÃO CONCURSADOS E COMPETENTES, A POPULAÇÃO, REFÉM DESTA POLITICAGEM NOJENTA, MUITO MENOS, POIS PAGA SEUS IMPOSTOS E SUAS CONTAS. PORTANTO, NÓS, ENQUANTO ENTIDADE DE DEFESA DOS TRABALHADORES, SEUS DIREITOS, GARANTIAS E VALORIZAÇÃO, DOS SERVIÇOS PÚBLICO COM QUALIDADE E EFICIÊNCIA, QUEREMOS UMA POPULAÇÃO SATISFEITA E BEM ATENDIDA, DEVEMOS LUTAR CONTRA A PRIVATIZAÇÃO, TERCEIRIZAÇÃO, PARCERIA PÚBLICO PRIVADA, CONCESSÃO OU QUALQUER HIPÓTESE DE TRANSFERIR A GESTÃO DE UM BEM ESSENCIAL À VIDA, QUE É A ÁGUA. DAE É PÚBLICO, FORA SUÉLEN!", Jairo Alves da Silva.

CHAMADA PARA TOMADA CONHECIMENTO DE QUEM VAI SER O 71º LADO B, DESTA FEITA COM O JORNALISTA COM ASAS NAS PERNAS AURÉLIO FERNANDES ALONSO
Será na segunda, feriado nacional, dia 15/11, 16h aqui pelo facebook do mafuento HPA, uma conversa interminável sobre assuntos e temas infindáveis. Por aqui só daremos início e o prosseguimento, cada um faz como quiser na sequência. Aguardamos tudo, todas e todos...

sexta-feira, 12 de novembro de 2021

COMENDO PELAS BEIRADAS (110)


TEM PESSOAS QUE A GENTE GUARDA BOAS RECORDAÇÕES PARA UMA VIDA TODA - SUELI LIMA UMA DESTAS
Já faz uns dez dias que ela se foi para sempre de nossa convivência e dela trago comigo boníssimas recordações. Trabalhei por quatro anos junto da Prefeitura Municipal de Bauru, 2005/2008 e por lá conheci muitos servidores municipais, alguns de inesquecível valor, fibra, resistência, abnegação e sempre na lida, luta. SUELI LIMA uma destas. Eu já convivia com ela das lutas sociais pelas ruas, embates quando nos encontravámos e ela sempre disposta. Assistente social, atuou por muito tempo também na Saúde Municipal, sempre ao lado do comprido e querido Aurélio, ambos residindo ali no coração do Beija Flor, bem defronte a um espaço público dedicado aos moradores. Sua casa era uma espécie de Quartel General, onde todos se acercavam quando precisam se juntar para partir pra algum embate. Ela nunca se furtou de lutar e disponibilizar sua casa para reuniões, quando lá nos reuníamos para depois partir pro pau, enfrentar os touros à unha. Demorei um bocadinho para escrever dela, pois demorei para digerir sua partida tão cedo, aos 59 anos. Guardo dela aquela cara de quem não foge da luta. Nos quatro anos que estive do lado de lá, atuando junto do poder público, ela sempre me acompanhou em tantas andanças, disponibilizada que estava pelo prefeito Tuga para fazer exatamente o que sabia fazer, ajudar na organização e enfrentamentos aos contrários, os representantes do poder local.

Ela chegava com seu sorriso franco, aberto, altiva e com uma couraça, sem medo de por a cara para bater. Poucos são os que, hoje em dia, saem de sua zona de conforto, colocam a cara a tapa, pois temem um algo mais, uma perseguição ou algo parecido. Sueli nunca foi cagona. Ela tinha a coragem dentro de si. Foram tantos os embates, algo dessa luta que nunca termina. Essa foto que tirei dela numa viagem que fizemos com a Maria Fumaça, daqui até Lençóis Paulista, ela como boa timoneira, fez questão de ir ter com o maquinista, entrona como poucos, pediu para ir ali, na cabine, vendo tudo, desbravando o caminho. Essa a imagem que terei dela para todo o sempre, uma desbravadora. Mais uma que se vai antes da hora. Minha amiga desde o primeiro momento quando a conheci. Daqui envio baita abracito para Aurélio e todos os familiares, a filha e todos que estiveram à sua volta nos difíceis momentos por que passou. Ela dignifica nossa luta e sua trajetória nos conduz a continuar esgrimando.

FAMÍLIA COSMO LEVA MATRIARCA DONA IRENE PARA REVER A ANCESTRALIDADE E ACENDER CHAMA DO "ESTRELA DO SAMBA"
Coisa mais linda do mundo, assim denomino o que os Cosmo, lá de Tibiriçá proporcionaram para a matriarca da família, propiciando a ela um passeio desses mais do que alvissareiro pela Salvador, terra dos ancestrais, das crenças e também do samba e do Carnaval. Quando aqui em Bauru estão a discutir os destinos da festa carnavalesca no ano de 2022, num jogo de queda de braços com a fundamentalista prefeita, a família Cosmo se antecipa e vai galhardamente desfilar a sapiência de quem já decidiu, a festa começa por lá e só termina aqui, com o bloco Estrela do Samba nas ruas e, como sempre, tendo dona IRENE COSMO como epicentro de tudo.

E lá estava ela, a mãe de todos, a que presenciou de tudo lá pelos lados de Tibiriçá, aquela que vive hoje numa redoma, cuidada, amparada e paparicada por todos. Tudo foi festa nessa estada de alguns dos Cosmos por Salvador. Desde o avião, onde para sacramentar o grande feito, conseguiram levar dona Irene até a cabine do piloto e ali, com certeza, não foi ela quem visitou a cabine de comando, mas a cabine de comando que foi agraciada com a visita de tão ilustre personagem.

Os passeios todos, todos os pontos turísticos visitados e em todos, lá estava dona Irene, esbanjando simpatia e resistência. O peso da idade é algo pelo qual ela tira de letra, quando junto dos seus, num lugar onde deve lhe trazer recordações imensas, assim como um filme passando pela cabeça, pois muita coisa, ela sabe, começou por ali. Imagino a cabeça de todos percorrendo todos os lugares carregados de tanta crença, algo que certamente já pensam em transpor para um dos enredos do Estrela do Samba. Eu mesmo, admirador de carteirinha dessa família, sabedor de toda garra e disposição para a luta, algo nunca abandonado por nenhum deles, quando lá no reduto, no terreiro, no palco onde tudo teve início, a imaginação deve ter subido pelas paredes.

Na volta, todos carregados com muito além da bagagem, muitas histórias, algo mais desse inebriante e necessário contato, troca de experiências, tudo visando a implementação de algo mais para o que virá pela frente. Como já definiram aqui por Bauru que vamos ter Carnaval em 2022, não não Sambódromo, mas nas ruas, creio que o enredo do Estrela do Samba já foi definido e sacramentado nessa viagem. Tem que vir algo dessa união mais do que feliz e soberana, entrelaçando os Cosmos com a Bahia, a festa que viram por lá com a festa que só eles sabem fazer por aqui. Quando os vi por lá, fiz questão de ir acompanhando todas as postagens e imaginando Dona Irene desfilando numa das avenidas aqui de Bauru, em cima de um carro alegórico, a baiana mais bonita do mundo, ela contando com o samba no pé algo do vivenciou pela Bahia. Digam se não seria a coisa mais linda do mundo, o ponto alto do Carnaval de Bauru em 2022?


EU E A MÁSCARA*
* 39º texto deste HPA, com exclusividade para edição do semanário DEBATE, de Santa Cruz do Rio Pardo SP:

Recebo sinais quando saio pela aí portando minha máscara vermelha com a inscrição “Tô com Lula”. Foi o que fiz hoje e pela quantidade deste sinais, achei melhor juntá-los num texto. Enfim, merecedores de nota.

Na farmácia chego e entro na fila, pego a senha e sento para aguardar minha vez. Uma senhora, lá com seus oitenta anos, olha para os lados e como querendo me dizer algo meio que escondida, oculta, sem que ninguém note me diz assim do nada:

- Tá difícil, né filho! Tá cada vez mais complicada a vida e antes não era assim. Eles tentam botar a culpa do Lula, mas a dificuldade com ele era bem menor. Sobrava algum, hoje falta, a geladeira está vazia. Se eu chegar viva até a eleição, também voto nele.

No posto de combustível, estaciono junto da bomba, desço do carro e o frentista parece não acreditar:

- Onde consigo uma máscara dessa? Sabe, aqui no posto não posso nem pensar, mas se chegar em casa e presentear uma dessas para minha esposa, ela vai me encher de beijos. Ela fica mais na TV, chego tarde da noite e isso seria um presente pra ela, pois todo dia me conta tudo de ruim que o Bolsonaro aprontou para cima de nós, os pequenos trabalhadores.

Por sorte, tinha mais uma no carro. Dei para ele, mas pedi para ele lavar antes de entrega-la, pois estava usada. Ele quis mesmo assim e sai de lá cheio de contentamento. O dia estava prometendo e na padaria, último lugar antes de ir pra casa, lugar quase fechando, eu o último cliente, a moça do caixa, pergunta assim como quem não quer nada:

- O sr conhece o Genaro?

Digo assim sem pestanejar:

- Ganhei a máscara dele, lá no bar que leva seu nome. Essa aqui ele é quem distribui para seus clientes e amigos. Claro que conheço, meu amigo, militamos juntos na resistência contra esse desgoverno.

Ela sorri, me leva até a porta, pois vai fechá-la ao sair e desfere:

- Preciso voltar mais vezes lá. Espero reencontrá-lo por lá, lugar onde posso conversar sem problemas, pois aqui, a recomendação é para não tocarmos nesse assunto de eleição de jeito nenhum. Com o sr senti segurança, quebrei a regra, pois teremos que ir com Lula para recuperar esse país de volta.

Estava me esquecendo no cara do estacionamento, quando parei o carro para ir cobrir a conta corrente. O valor ali cobrado é de R$ 2 reais por hora. Desço quase em cima da hora e na volta, pouco mais de dez minutos lá dentro, quando lhe digo quando devo:

- O sr não precisa pagar nada. Só de ver o que está escrito na sua máscara, me encheu de esperança. Está mais do que pago ver que a gente vai desmontar essa arapuca que montaram contra nós. A gente tá calado, cheio de dificuldade, mas sabe muito bem em quem deve e não deve votar.

Tudo nesta sexta. Sem tirar nem por. Sim, percebi alguns olhares atravessados, outros desviando olhar, alguns querendo dizer algo, contrariados, mas destes, percebo que, antes bufavam e espumavam, hoje estão mais contidos. Os tempos estão mudando e mesmo os mais empedernidos capirotistas já percebem que os ventos sopram contra eles. Diante deste quadro todo, minha reação é somente uma: não saio mais sem minha máscara e se não converso com que a vê pela minha cara, sei que a mensagem está mais do que transmitida. Na reação sentida, algo pulsante pelas entranhas do Brasil, a de que a maioria da população não aguenta mais a desgraça onde nos enfiaram. Luzes, sinais, esperança...

Henrique Perazzi de Aquino, jornalista e professor de História (www.mafuadohpa.blogspot.com)

quinta-feira, 11 de novembro de 2021

UM LUGAR POR AÍ (154)


DUAS CIDADES VIZINHAS, AREALVA E IACANGA, DUAS HISTÓRIAS DESTES INTOLERANTES TEMPOS ONDE O CAPIROTO GENOVIDA FAVORECE O DESABROCHAR DOS PIORES INSTINTOS
Tomo conhecimento de duas histórias, ocorridas em cidades muito próximas de nós, mais próximas entre si e a demonstrar algo mais do que perigoso se alastrando como praga por todos os lugares, tipo urtiga que, quando deixada toma conta de tudo. Vamos aos fatos:

Um vereador da cidade de Arealva posta em sua página no facebook a reprodução de uma atrocidade, a de travesti que é privada de usar um banheiro feminino e se sentindo ultrajada agride o seu algoz, quebra tudo e é também agredida. Ele o fez não como crítica, mas buscando discutir o assunto, entender algo dos motivos de se chegar a algo assim, quando tudo poderia ser resolvido dentro de um mínimo de bom senso. Sabe o que aconteceu? Uma avalanche preconceituosa na cidade, agressões as todas as travestis da cidade, com algo do tipo: "Elas é que merecem ser agredidas", "Onde vamos chegar com essas pessoas?", "Não vamos deixar elas avançar, somos família". E uma clássica: "Vocês nunca serão mulheres como nós".
Ficou evidente todo o preconceito de uma cidade pequena, expressado e assinado por gente conhecida, aproveitando-se da oportunidade para botar pra fora e extravasar todo o preconceito e ódio embutido em seus peitos. Elas, as travestis da cidade, reagiram e ontem teve live com duas destas ao vivo, postando a revolta e pelo que apurei, hoje, quinta, um fotógrafo da cidade se ofereceu para fazer fotos com algumas delas na cidade, espécie de book para demonstrar o quanto são belas e não merecem os ataques gratuitos feitos a elas e após uma postagem propondo um diálogo, longe de confronto, provocação ou algo parecido. O vereador até se desculpou com elas, retirou o post do ar, mas o pau continua comendo solto pelas redes sociais na cidade, com postagens atingindo mais de mil visualizações, numa cidade de pouco mais de cinco mil habitantes. Tudo foi desviado para outra pegada, a servindo aos interesses da perpetuação do preconceito.
Em Iacanga, algo também com um vereador, esse declaradamente bolsonarista, vindo das camadas populares, mas hoje propondo resolver tudo no braço, com violência, tendo passagens nada honrosas, dele e de outros pelo legislativo local. Ele teve no último final de semana seu rancho invadido e um jovem, sob efeito de bebida subtrai fios de cobre do local. Este jovem é de Bauru, chegando de volta conta o fato para a mãe e essa, perplexa, de imediato diz que terão que devolver e se desculpar. Contatam o tal vereador, mas este não aceita desculpas. Mesmo assim, a mãe vai até ele, com duas sacolas e antes mesmo que entregassem foram violentamente recebidas. Aos gritos, a chave do carro onde se encontravam é retida, são submetidas a agressões verbais e nenhuma possibilidade de diálogo. A polícia é chamada, toma conhecimento do fato, tenta acalmar os ânimos, mas pouco consegue. A mãe sabe dos erros cometidos pelo filho, aceita desde o princípio que ele pague por seus erros, tanto que, lá foi para devolver e ver como poderia fazer para resolver tudo. A truculência do miliciano é brutal, demonstra algo da perdição destes tempos, onde eles não procuram mais a polícia para resolver suas questões. Evidente que isso não elimina o que ocorreu do outro lado. Crimes de ambos os lados.
Quando a mãe procura o lesado, esperava resolver, arcar com os custos pelo erro do filho, mas foi recebida como criminosa, sem chance sequer de falar algo. Na delegacia continuaram os ataques, como agressão, desacato, dano ao erário e algo depois investigado por essa mãe, diante da forma como foi recebida, como improbidade administrativa, peculato e até enriquecimento ilícito. Por fim, devolveu os fios, mas sem conseguir solução e diálogo, tenta entender algo destes tempos, da truculência em curso, incentivados pelo bolsonarismo vigente.

Junto os dois temas e creio, poderia esmiuçá-los melhor, com maior riqueza de detalhes, mas não acho ser este o objetivo inicial. Quis dar opinião pessoal, contar algo do que acontece pela aí, da truculência incentivada e reinante. Havia escrito dias atrás outra história, de um amigo que vendeu tudo na cidade e comprou pequeno pedaço de terra em área no entorno de Bauru e lá, querendo só tranquilidade. Não a encontrou, pois ele não sendo bolsonarista, de cara, se deparou com um outro no local, resolvendo tudo com revólver na cinta e hoje o ameaça. Este o cenário se alastrando e necessitando de ser estancado imediatamente. Na maioria, estes hoje agindo truculentamente, são na também oriundos das camadas populares, conseguiram algo e agora, investidos de respaldo federal, botam pra fora o que de pior existe, um ódio pulsante, nojento, repugnante e querendo se impor como regra. O Brasil precisa dar uma basta no milicianismo, truculência reinante como norma e regra.

RECONHECIMENTO EM PRAÇA PÚBLICA: MOÇÃO DE APLAUSO PARA OS DEZ ANOS DA CIA ESTÁVEL DE DANÇA, CONSEQUENTEMENTE PARA SIVALDO CAMARGO, A CARA DE TUDO O QUE FOI, É E CONTINUA SENDO FEITO
Essa Companhia Estável de Dança é mesmo do balacobaco. Está completando dez anos de existência e também de resistência. Tem muita história para contar. Muita gente ali iniciada, primeiros passos dados ao lado deste desbravador de talentos, o amigo Sivaldo Carmargo, já ganharam o mundo e conseguiram cavar espaços para continuar dançando pro resto de suas vidas. Quando não isso, nunca mais se esquecerão dos momentos passados ao lado de tão versátil e performático mestre. Sivaldo não é somente o Diretor da Cia, é também uma espécie de faz tudo. Eu olho para o que ele faz lá na Cia, naquele quartinho minúsculo lá no primeiro andar do prédio da Cultura, ali na Nações, todo decorado por ele com preciosidades recolhidas ao longo do tempo e me pergunto: Como pode? Pois é, ele consegue e se ele consegue, por que nós todos também não podemos conseguir? Nos tempos de pandemia, quando muitos permaneceram trancados e com pouca atividade, esse macanudo não parou um só instante. Matuta a cada instante de um algo novo para colocar em prática na Cia Estável de Dança. Ele é desses que liga no meio da noite, quando você já está mais pra lá do que pra cá, só para te dizer ter tido nova ideia, algo que quer colocar em prática e precisa ver o que alguns acham. Quando me escolhe para contar algo assim, coisas que vão e voltam pela sua cachola, fico cheio de orgulho, pois ser escolhido para avaliar algo sendo construído por ele e que, certamente um dia irá para os palcos é muito luxo. Desconheço gente com memória mais privilegiada que o Siva. Ele tem memória de elefante. Lembra de tudo, coisas de antanho e com preciosidade de detalhes. E faz, faz muito, nunca deixou de fazer, compra brigas, enfrenta tudo o estiver pela frente, tudo para poder continuar bailando e atuando. Ele é meu amigo e tenho o maior orgulho dele e de tudo o que faz. Ele sim é um dos poucos MIDAS desta aldeia, pois onde coloca às mãos, tudo dá certo. Daí, não aconselho a criarem brigas e desavenças com o danado, pois certamente ele chegará lá e se você teve a oportunidade de participar e não o fez, perdeu a vez e vai ficar chupando o dedo.

Sivaldo conseguiu nessa semana mais um grande feito para seu extenso e divinal currículo, a FOLHA CORRIDA. A vereadora Estela Almagro apresentou lá na Câmara um pedido de Moção de Aplauso não para ele, mas para algo onde sempre esteve à frente, a CIA ESTÁVEL DE DANÇA. Foi lindo presenciar o feito - de forma virtual -, quando muitos vereadores falaram e teceram merecida louvação para o danado do bailarino. Chiara já foi sua aluna e até o sisudo Meira, após assistir curto vídeo, um dos tantos que fizeram com seu trabalho, este da TV Tem, coisa de uns quatro minutos, algo de apresentações em asilos, periferia e escolas. Meira confessa que conhecia quase nada deles e ficou tocado, daí, vai querer conhecer mais. Todos elogiaram a iniciativa da vereadora e a aprovação foi por unanimidade. Não é por ser amigo pessoal dele desde muito tempo e ter tido a oportunidade de trabalhar com quatro anos na mesma sala, ele como Diretor de Ação Cultural e eu de Patrimônio Cultural, segunda administração do excelente Tuga Angerami, mas por ele ter me orientado em algumas coisas na vida, dessas onde toco a coisa e as vezes preciso de uma organização, um conselho. Quando disse no último ano do Governo Tuga que, reuniria meus escritos num blog e diante de minha mesa sempre cheia de papéis, aquela desorganização organizada, ele me deu o nome para a coisa: "Só pode ser um mafuá, que tal Mafuá do HPA". Devo isso a ele. Bauru deve muito a ele por estes dez anos de Cia. Escrever de gente como o Sivaldo é fácil, mamão no mel. Motivos favoráveis estão por todos os lugares. Enfim, se alguém aí tiver um que seja desfavorável que diga agora ou cale-se para sempre. Esse "sujeitinho" é dessas poucas e boas unanimidades desta cidade. Na verdade tem uns desafetos, mas estes não conseguem abrir a boca, pois do outro lado só realizações, trabalho e coisa da muito séria. Ele agora receberá mais essa honraria para a Cia, uma Moção de Aplauso. A data já está marcada, será no próximo dia 16 de Novembro, lá na Câmara e vou colocar um terninho colorido para tirar foto ao lado dele e talvez lhe presentear com uma sapatilha nova. Ele só não estará de todo feliz da vida, pois nestes dez anos, data redonda, queria muito mais, a pandemia impediu muita coisa e agora, além de tudo lhe falta um palco com ar refrigerado para a apresentação de gala encerrando o ano bauruense com chave de ouro. Ele vai conseguir, aqui ou acolá, pois é destes que não desiste, aliás, resiste, persiste e insiste. Encerro essa puxação de saco para com ele e a Cia, com algo mais. Vou contar um segredo, algo que não deveria fazê-lo, mas não resisto e abro o bico - ninguém mandou eu ficar sabendo. Quem foi outro agraciado com uma Moção nesta cidade que, além de receber o prêmio, está matutando em retribuir aos vereadores com um algo mais? Ele vai querer dançar, botar o bloco na rua, ou melhor lá na Câmara, mas quer mais. Quer presentear os vereadores com uma lembrança. Sivaldo é assim, acalorada e espaçosa pessoa. Meus sinceros parabéns para ele e todos os envolvidos nestes dez anos de Cia. Acho que acabei escrevendo muito dele e pouco da Cia, mas para quem presenciar a entrega da Moção, deixo a falação para ele, que lá estará com um dos seus impecáveis terninhos.

Em tempo: Ele sempre reclama muito de mim e das fotos que faço dele, quase sempre com um copo na mão. Ele foge de minhas fotos e hoje, posto algumas, nenhum com copo às mãos. Dia 16 ele estará com mais um registro positivo de seu trabalho em mãos. Ele coleciona algo asim, incansável desbravador de talentos. Essa Cia é a Secretaria Municipal de Cultura merecedora de Nota DEZ e com louvor. 

LARGAR O OSSO
Condução desastrosa da pandemia, com mais de 600 mil mortos. Desemprego alto, o Brasil de volta ao Mapa da Fome e milhares na fila do osso. Inflação descontrolada, com a gasolina a subir toda semana, o botijão de gás a mais de 100 reaise a explosão nos preços dos alimentos. Um país sem rumo nem perspectiva de melhora. Este cenário de horrores levou Bolsonaro aos piores índices de popularidade e longe da vitória em todos os cenários nas pesquisas eleitorais para 2022. Ele está ferido, mas não é cachorro morto. A esquerda e o campo democrático cometeram o erro de subestimá-lo uma vez e hoje ele está no Palácio do Planalto. Trata-se de um adversário perigoso e assim deve ser tratado. O capiroto nunca desceu do palanque e o mesmo discurso extremista que afastou setores mais moderados uniu como nunca toda sorte de armamentistas, intolerantes, racistas incomodados com o ganho de espaço social pelos negros, machistas, tipos que se queixam de não poderem mais fazer piadas sobre gays, enfim, deu voz ao caldo reacionário que sempre existiu na sociedade brasileira. Hoje, após três anos de catástrofe, o antibolsonarismo é o fenômeno mais forte na sociedade. O jogo precisa ser jogado e - não nos iludamos - será uma batalha dura, que terá golpes baixos de todo tipo e ainda com muitas incertezas. Eles não vão largar o osso com tanta facilidade.

quarta-feira, 10 de novembro de 2021

O PRIMEIRO A RIR DAS ÚLTIMAS (109)


NADA COMO SER BRONCOLINO, O PRIMEIRO A RIR DAS ÚLTIMAS, AQUI COM O QUE DE MELHOR TIVEMOS NA ÚLTIMA SESSÃO DA CÂMARA DOS VEREADORES - IMBRÓGLIO ESTELA, BORGO E CARLINHOS DO PS
Rir é preciso, já que como gosta de repetir um dos citados neste meu texto, o vereador Carlinhos do PS, "a coisa está medonha". Medonha e irônica, cheia de aprendizados. Na última sessão da Câmara, entrevero entre os vereadores Eduardo Borgo e Estela Almagro, quando este fazia uso de seus preciosos minutos de fala e a vereadora Estela Almagro, que já havia estourado seu tempo, pedia aparte. Borgo até a deixou falar, mas se encheu, a interrompeu e disse que ela não mais falaria no seu tempo. Ela não teve tempo de concluir sua fala. 

Na sequência do rol dos oradores vem Carlinhos do PS, eminente combatente, com unhas, dentes e garras afiadíssimas contra a atual administração da incomPrefeita fundamentalista. Carlinhos quase nunca pede a palavra e quando o faz, todos sabem, prestam muito a atenção, pois chumbo do grosso. 

Ele pediu a palavra dentro de seu tempo regimental e todos prenderam a respiração, olhos, ouvidos e bocas voltados para o que falaria. Carlinhos desta feita foi breve e produziu o algo mais da sessão, sua cena mais hilária e cheia de entrelinhas. Calmamente se dirige à tribuna e diz algo assim: "Não quero falar nada e cedo meus minutos em forma de aparte para que a vereadora Estela o use adequadamente como convier e conclua sua fala interrompida". 

Estela falou, Borgo bufou, Carlinhos voltou para sua mesa com aquele ar blasé que lhe é peculiar e a sessão, desta forma e jeito, teve seu epicentro, ponto maior de audiência, irreverência, maledicência e troco muito bem dado. Assim caminha as coisas pelos lados do Legislativo bauruense, entre tapas e beijos, turbulência e pestilência, enfim, tudo acaba se ajeitando ao modo e jeito deles. 

Vejam que nem citei o tema tratado pelos envolvidos, pois o resultado é o que mais me pegou para escrevinhar essa hilária nota.

O NOVO – MAIS VELHO IMPOSSÍVEL - PARTIDO ONDE MORO E DALLAGNOL FORAM BUSCAR REFÚGIO E TERMINO JUNTANDO TUDO COM UMA HISTORINHA DE VEREADOR BAURUENSE ALIADO A ESSA PORCARIA
Este é o país da pouca-vergonha ou dos desavergonhados ocupando o poder. Quando num país com as instituições funcionando normalmente gente como Moro e Dallagnol, ambos oriundos da pérfida Operação Lava Jato, depois de tudo o que comprovadamente já foi descoberto deles, continuariam soltos e sem pagar pelos seus atos? Aqui é o paraíso para gente como eles. Depois de tudo ainda querem – e vão – se candidatar a cargos públicos. Mais do que sabido que o Partido da Lava Jato nasceu velho. Num texto primoroso de outro Moro, este jornalista do Intercept, algo merecedor de compartilhamos:
Moro e Deltan abraçam a política tentando fugir da lata de lixo da história.

"A minha primeira ideia é esta: Algo como dois pilares derrubados e um de pé, que deveriam sustentar uma base do país que está inclinada, derrubada. O pilar de pé simbolizando as instituições da justiça. Os dois derrubados simbolizando sistema político e sistema de justiça...". A descrição acima partiu do teclado do celular de Deltan Dallagnol e foi endereçada a Sergio Moro. O então chefe da Lava Jato no Ministério Público do Paraná falava de um monumento (nunca erguido) que vislumbrava para celebrar a si mesmo, aos colegas e ao comandante informal (e ilegal) da operação, o então juiz da 13a vara da Justiça Federal de Curitiba. Homem de raciocínio simplório, Deltan nunca escondeu que via a si mesmo e aos seus como super-heróis embrenhados numa luta maniqueísta contra o mal dos males, a corrupção (entendida aqui no sentido estreito do roubo de dinheiro público), personificada no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Do alto do pedestal em que foi colocado por parte considerável da imprensa, Deltan passou a sonhar que ele e a Lava Jato iriam refundar o Brasil. Acreditou nisso quando Sergio Moro atirou longe a toga e foi correndo, feito cachorro faminto que vê frango assado girando na padaria, ser ministro do mais abjeto personagem da história política brasileira, Jair Bolsonaro. Eram favas contadas que, dali em diante, Moro seria entronado na primeira cadeira vaga no Supremo Tribunal Federal. Deltan seria ungido pelos colegas e pelo presidente como o novo procurador-geral da República. A cruzada bíblica da Lava Jato livraria o país de seus pecados, prenderia os pecadores etc. Só que não. Os operadores da justiça que se jactavam de terem sido capazes de deslindar o maior esquema de corrupção política da história foram incapazes de ir ao Google buscar alguma informação sobre Bolsonaro, o cavalo em que apostaram seco.

E veio a Vaza Jato. A divulgação dos diálogos entre Deltan, Moro e outros personagens da operação nas 109 reportagens da série – publicadas a partir de 9 de junho de 2019 – deixou claro que havia algo de muito errado na operação. Descobrimos que Moro não pagava um real pela delação de Antonio Palocci, a mesma que havia mandado divulgar de sopetão na véspera do primeiro turno da eleição de 2018. Que os procuradores não conseguiram justificar aquela decisão do chefe. Que Moro mandava e desmandava no Ministério Público, a ponto de ordenar trocas de procuradores em audiências e a publicação de notas à imprensa contra o "showzinho de defesas".
  Que Deltan colocou no bolso centenas de milhares de reais pagos por gente que ele deveria investigar etc.

A lista de irregularidades e abusos é longa. Escolha à vontade. Mas havia mais: o público descobriu que Deltan tinha planos de se lançar na política ("seria facilmente eleito" senador, empolgava-se). Usaria as tais dez medidas contra a corrupção (muitas de viés claramente autoritário) como plataforma eleitoral. Seu partido seria o próprio Ministério Público – ele dizia a si mesmo que o MPF deveria “lançar um candidato por Estado”. Deltan tinha pronto o projeto da estrutura que ocuparia o "pilar derrubado do sistema político". Era o Partido da Lava Jato. Mas aí quem desmoronou foi o pilar da própria operação. Tendo perdido o poder intangível com que chegou ao governo, Moro passou a ser tratado por Bolsonaro como um capacho qualquer. Terminou pedindo demissão para não ter que fazer (mais) politicagem vagabunda para o chefe-presidente. E foi ganhar dinheiro do outro lado do balcão, na firma que tenta reerguer o que sobrou da Odebrecht, que a ação desastrosa da Lava Jato ajudou a destruir.

Ministros do Supremo Tribunal Federal que antes haviam apoiado incondicionalmente (e erradamente) a operação revisaram suas posições. Lula foi solto. Decisões foram anuladas. Moro foi carimbado como "juiz suspeito" – ou seja, parcial, incapaz de decidir com justeza, de exercer com a responsabilidade devida a tarefa que a sociedade lhe outorgou. Enquanto isso, Deltan aproveitou um problema real em sua família para sair da Lava Jato e tentar se esconder das punições que o futuro lhe reservava no Ministério Público Federal. Agora exonerado, os processos em andamento contra ele — que poderiam torná-lo inelegível — serão extintos como que por mágica. Ficha suja é coisa com que só a patuleia precisa se preocupar.

Mas a perda da fama e da relevância cobra um preço alto de quem um dia se encantou por elas. Como me disse certa vez um advogado que negociou para clientes graúdos algumas das delações premiadas mais celebradas da Lava Jato, falando sobre Moro, é difícil se habituar ao cotidiano ordinário depois de ter tido tanto poder nas mãos.
Assim, Moro pegou um avião nos EUA para se filiar a um partido político mezzo-velha-direita-mezzo-tosquice-bolsonarista. Eduardo Girão, o folclórico senador obcecado por maconha da CPI da Covid, será correligionário de Moro. O ex-juiz – que no emprego que deixou nos EUA recebia um salário de ao menos R$ 1,7 milhão por ano – viajou de classe econômica, numa jogada populista tão sem vergonha quanto a de político que em época de campanha desanda a comer pastel e beber pingado em padaria popular, com a pança roçando balcão de fórmica.

Deltan andava escanteado numa saleta do MPF em Curitiba, tal qual um Ernesto Araújo destronado do cargo de ministro, tocando casos banais demais para a importância que ele próprio se atribuiu. Mostrando que a afinidade com Moro segue em boa forma, de sopetão mandou avisar que vai disputar as eleições em 2022. O anúncio veio um dia depois do desembarque sob vaias do ex-juiz em Brasília. Quase um uníssono. As decisões surpreenderam a ninguém e confirmaram o que hoje já é sabido pelo mundo todo: a Lava Jato tornou-se ela mesma um partido político. Mas, graças à aposta errada em Bolsonaro (e ao bom jornalismo), é um partido que ganha vida formal já velho, tão podre e carcomido quanto qualquer outro. Até 8 de junho de 2019, Moro era tido como indemissível e mesmo mais poderoso do que o presidente a que servia. Fazia todo o sentido imaginar que o superministro chegaria em 2022 como favorito no pleito presidencial. Deltan tinha razão: seria facilmente eleito senador pelo Paraná.
Esse é o vereador Seu Bira, o fujão.

Mas os tempos são outros. Moro arrota uma candidatura presidencial, mas muita gente experiente duvida: aposta-se que ele irá optar por uma disputa mais tranquila, buscando uma cadeira no Senado. O agora ex-procurador também brandiu planos mais modestos. Em vez de senador, diz que tentará se tornar deputado federal. Ironicamente, é um downgrade feito por gente cuja carreira política foi seriamente atingida pela Lava Jato – Gleisi Hoffmann, presidente do PT, ex-senadora e hoje deputada federal pelo Paraná, é um exemplo. Eu duvido que Moro não conquiste uma vaga no Senado. E que Deltan não saia das urnas como um bem votado deputado federal. Curitiba, afinal, se orgulha tanto da Lava Jato quanto dos seus ônibus biarticulados, que se arrastam superlotados mas distraem da realidade com a recordação da cidade que um dia se viu como exemplar. O Paraná a-do-ra um bom demagogo com discurso duro e simplório contra a criminalidade – dê uma olhada em quem são os parlamentares do estado em Brasília. Mas não será a consagração imaginada por um e outro nos tempos áureos da Lava Jato. Pelo contrário. Disputar a eleição em 22 se tornou a última chance, a tábua de salvação para que Moro e Deltan não afundem de vez na irrelevância e na lata de lixo da história do país. Do país que se pergunta como conseguirá escapar da tragédia do bolsonarismo – esse sim, o grande legado da Lava Jato”, Rafael Moro Martins - The Intercept.

Finalizo com uma historinha bem bauruense, com a cara do bolsonarismo vigente nestas e em muitas plagas espalhadas país afora. A vereadora relatora da investigação sobre os desmandos da atual incomPrefeita numa CEI é a petista Estela Almagro e tem como presidente na mesma, um pastor vereador, o seu Bira. Bira é morista e no dia da entrega dos documentos finais, quando tudo que foi apurado seria exposto e sacramentado, estará ausente da cidade e desta forma, justifica sua ausência. Sabe onde o danado vai estar? Em Brasília, mas sua missão não é oficial, mas para presenciar a filiação de Sergio Moro no mesmo partido que milita e faz política. Ou seja, são farinha do mesmo saco. Viaja para bem longe, foge de comprometimentos com o que foi apurado, deixa a batata quente só para Estela descascar e estará nos rapapés com nada menos que Sérgio Moro, aquele que o texto acima conclui não ser um sujeito nada sério, ou seja, atuando nas hostes da aplicação das leis, mas com atuação exatamente ao contrário. O pastor vereador evangélico fundamentalista seu Bira comungaria (sic) de tudo o que foi feito? Pelo visto sim. Estejamos cientes disso. Fugiu, inventou desculpa para se ausentar ou foi festar?

ÚLTIMAS DA RÁDIO PEÃO SOBRE ADMINISTRAÇÃO SUÉLLEN, A QUE NÃO DEIXA PEDRA SOBRE PEDRA
1 - “COMO É QUE É... É A MAMÃE QUE GOVERNA BAURU E ENFIA O DEDO NO NARIZ DE VEREADOR...ABSURDO”, li isso num posto do amigo músico e servidor público Rafael Santana de Lima. Fui me inteirar e lá mesmo a explicação para o que está em curso: “Segundo a Vereadora CHIARA RANIERI a mamãe da PREFEITA chamou o Vereador Bira, (PRESIDENTE DA CEI E QUEM PROPÔS A CEI), enfiou o dedo no nariz e disse: "O senhor colocou a minha filha nessa agora tira ela dessa" ou seja, meteu o dedo no nariz do LEGISLATIVO né... Isso é muito GRAVE”. No mesmo post, alguém pergunta: “Quem manda então é ela?”. A resposta do Rafael: “Sim amiga...já haviam murmurinhos, agora explicitou, pelo que eu entendi a filha só recebe salário e é claro FAZ LIVE”. PITACO DO HPA: Tudo faz sentido. A viagem do pastor seu Bira para Brasília, fugindo da entrega dos resultados da CEI, como que para tentar fugir das responsabilidades assumidas com a mesma. Pelo que deu para sentir no clima nos bastidores, o pau come lá no intestino do Palácio das Cerejeiras.

2 - Recebo ligação de servidor público municipal, destes muito bem informados e me passa algo pelo qual já havia notado algo na última sessão da Câmara de Vereadores: “Henrique, se você ainda não percebeu fique atento. O líder da prefeita na Câmara, o robusto evangélico fundamentalista, Marcelo Alonso está atritado com a prefeita. Não que ele seja um ótimo líder, mas é o que ela possui no momento e ambos estão se bicando, de carinha virada. Ele já não a defende como antes quando empunhando o microfone nas sessões e nas suas lives. Pintou um clima entre eles, ou seja, ela está ficando a cada dia mais sozinha e isolada”. PITACO DO HPA: Eles se merecem e se não estão juntos no momento, creio eu, até pelos interesses em comum, devem estar acertando tudo nos bastidores e em breve voltarão a tudo ser como dantes. Um não vive sem o outro, posturas muito parecidas, estilo de fazer política seguindo os preceitos bolsonaristas sem muito trato com o linguajar, na base da grosseria. Com o pastor seu Bira tendo que se virar nos trinta após a dedada na cara, agora Marcelão de carinha virada, ou seja, problemas e mais problemas nas hostes governistas.

3 - Amigo de longa data, trombo hoje pela manhã com amigo, servidor de carreira e atuando lá dentro do coração da administração da fundamentalista e incomPrefeita. Paramos para atualizar a conversa e ele me diz para prestar bem a atenção no que a prefeita foi de fato fazer em Brasília por estes dias e no que já faz de fato cidade afora: “Ela reúne forças e centraliza fogo no recape do asfalto cidade afora. Nada ainda está sendo divulgado, mas o plano já está em curso. Tudo o que consegue amealhar de grana está sendo concentrado em obras de recape de asfalto. Ela já começou, sem alerde e por um lugar onde repercute, a avenida Getúlio Vargas, já em obras. Depois virá a avenida Rodrigues Alves, outras avenidas centrais e as principais dos bairros. Ela sente que o momento não está favorável e corre contra o tempo, buscando grana e paralisando tudo o mais, pois acha que, assim reverte esse péssimo momento”. PITACO DO HPA: Não sei se isso é conselho de jerico, mas não creio que ela esteja agindo desta forma, por livre e espontânea iniciativa. Alguém a instrui para agir assim e ela, sem grandes arroubos administrativos, deve ter achado a ideia fantástica, revolucionária e a saúda para escapulir do escalpo.

4 - Por fim, ouço de nobre edil, vereador dos mais influentes na casa de leis que, os rumores são mais que fortes para, nos próximos dias vir a público algo mais contundente contra a alcaide, também visto pela maioria como incomPrefeita: “A CEI nos mostra um caminho onde a prefeita está cada dia mais complicada. Tudo a leva a crer que, o caminho a ser seguido será mesmo o de uma processante contra ela. Motivos não faltam e hoje, são poucos os que ainda estão em cima do muro”. PITACO DO HPA: Desde o início dessa aventura – algo como uma nau sem rumo – de grupo vencedor sem nenhuma experiência ou traquejo com a coisa pública, os prognósticos mais alvissareiros apostavam que ela não chegava ao fim do mandato, outros apostavam ficha que nem na metade e alguns diziam que se passasse de um ano seria algo para soltar fogos. Pois bem, a fervura está transbordando a panela. Até mamãe Rosim, a encarregada do exercício do Fundo Social de Solidariedade, hoje pelo visto já tem ampliada suas funções, com a de também dar “dedadas” em vereadores, tudo para tentar segurar no braço algo despontando logo ali na curva da esquina.

A Rádio Peão está mais atuante que nunca, enfim, assunto não lhe falta e as especulações correm solta pelos quatro cantos cidade afora.