sábado, 23 de março de 2024

DIÁRIO DE CUBA (242)


OLHOS PARA O NEIZINHO
Esse cara de costas aí nas duas fotos é um dos meu ídolos de infância. O via jogar muita bola no ARCA - Associação Reacreativa e Cultural Antarctica -, onde hoje é o supermercado Assaí, na Marcondes Salgado. Baixinho, 1m50 por aí, endiabrado, com a bola nos pés era o terror dos grandões e duros de cintura. Hoje, ele mora lá no Residencial para Idosos Vida Longa, no José Regino. Enfim, tem um bom lar pra morar, mas no encontro de hoje, disse estar a padecer de algo quase o impedindo de sair pras ruas, uma catarata lhe embaçando a vista. Pra vir de ônibus pra cidade, pede ajuda para alguém ler a placa do ônibus e tem medo de ser atropelado, principalmente pelas motos. Adora futebol, mas agora nem TV vê mais, apenas ouve, como se fosse rádio. Nei continua do mesmo jeito, malemolente dos pés à cabeça, gente muito boa e agora, circulando pelas ruas com todo cuidado do mundo. Sua aposentadoria não suporta o luxo de pagar por uma cirurgia e daí, por onde ande, conta seu drama e fica a espera de um milagre. O milagre, enxergo assim, é um pessoal que o conhece se juntar, levá-lo para um atendimento num oftalmo e diante de uma cifra, montar um plano, um projeto, uma rifa, uma vaquinha e devolvê-lo pra vida. Visão é tudo e eu sou daqueles que não suporto ver gente como o Neizinho de cabeça baixa pelas ruas. Ele, ou melhor, ninguém merece algo assim em sua idade.

OLHOS PARA UM POETA PORTUGUÊS E ALGUÉM DO BRASIL A LHE DAR A DEVIDA ATENÇÃO
O POETA NUNO DEIXOU DE SE COMUNICAR COM JEFERSON ASSIM DO NADA E QUANDO ESTE FOI VERIFICAR DOS MOTIVOS, A SURPRESA
Conto a história, desde o princípio, de como vim a conhecer algo do poeta português NUNO JÚDICE. Acho lindo - e muito doloroso - como tudo se deu, daí resolvi contar mais uma de minhas histórias, entrelaçamento humano entre pessoas que se gostam, se unem e mantém laços de afeto ao longo da vida.

Recebo ligação do amigo Jeferson Barbosa da Silva, bauruense exilado em Natal RN. O motivo era me contar de sua tristeza pelo passamento do amigo poeta. Mantinha troca de correspondência habitual com ele, quase diárias e ele respondendo a todas do outro lado do oceano. Na semana passada nota algo estranho, pois por três dias seguidos nenhuma resposta. Intrigado, questiona pelo e-mail e nada. Resolve acionar o google e daí decifra a charada, Nuno havia falecido. Havia se comunicado até seu último dia de vida. Jeferson fica tocado, pois este o havia respondido até seu último suspiro e quando se deu a interrupção, este havia partido. Uma história desses dolorosos rompimentos de escritas, contatos e troca de correspondência. A morte é abrupta e lacra tudo. Jeferson desabafa comigo e a partir daí, resolvo relatar o ocorrido e apresentar Nuno, para quem, como eu, ainda não o conhecia.

“Conheci o poeta Nuno Júdice lendo os poemas de seu primeiro livro, "A Noção de Poema", 1972, que começa num poema intitulado "Apogeu da Gramática", que assim se encerra”, me escreve Jeferson:
Ordenarás a extensa nomenclatura da imagem.
Não te detenhas no estuário reversível da metáfora!
Cumpre o espírito emissário das hierarquias outonais!
Regressam já as aves indicativas do idioma.
Elas dizem: "Está próxima."
Ei-la, a cidade.

“Ficamos amigos. Em 2016 visitei-o em Lisboa. Nuno Júdice foi um vitorioso reconhecido. Criador de extensa e riquíssima obra. Militante das boas causas culturais. Guerreiro da Causa Lusófona, cansou de viajar para os países de outros continentes resgatando a originalidade e a grandeza da Língua Portuguesa! Dirigiu por muito anos a excelente Revista Colóquio Letras. Parte cedíssimo. Quanta coisa boa certamente fica em sua escrivaninha, à espera. Quem virá para continuar sua grande luta? Quem?”, questiona Jeferson.

Recebo dele algo sobre Nuno, pertinente ao final do relato: “A Universidade de Lisboa lamenta o falecimento do ensaísta, poeta, ficcionista e Professor Nuno Júdice, alumnus da Universidade de Lisboa, licenciado em Filologia Românica pela Faculdade de Letras. Nuno Júdice (1949 - 2024). Ensaísta, poeta, ficcionista e Professor, Nuno Júdice, alumnus da ULisboa, formou-se em Filologia Românica pela Faculdade de Letras de Lisboa. Foi Professor Jubilado da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde se doutorou em 1989, na área de Literaturas Românicas Comparadas, com uma tese sobre Literatura Medieval O Espaço do Conto no Texto Medieval (Vega, 1991).

O seu primeiro livro de poesia, “A Noção de Poema”, foi publicado em 1972, após o qual se seguiu a publicação de inúmeras obras de Poesia, Ficção e Ensaio. Colaborou em ações de divulgação da cultura portuguesa no estrangeiro, comissariando a área de Literatura da Exposição Universal de Sevilha, em 1992, e a Feira do Livro de Frankfurt dedicada a Portugal em 1997. Organizou a Primeira Semana Europeia de Poesia quando Lisboa foi Capital Europeia da Cultura em 1994. Foi Conselheiro Cultural da Embaixada de Portugal e Diretor do Instituto Camões em Paris desde 1997 até fevereiro de 2004. Manteve uma atividade permanente de divulgação da cultura portuguesa, tendo acompanhado o processo que levou Portugal a ser o país tema no Salon du Livre de Paris em 2000. Membro da redação da revista O Tempo e o Modo entre 1969 e 1974 e diretor, entre 1996 e 1999 da revista de poesia Tabacaria, da Casa Fernando Pessoa. Foi ainda curador para a área cultural da Fundação José Saramago, criada em 2008. Em janeiro de 2009 assumiu as funções de diretor da revista Colóquio-Letras da Fundação Calouste Gulbenkian e, sob a sua direção, a revista retoma um ritmo regular com uma periodicidade quadrimestral. Ao longo da carreira literária, Nuno Júdice foi distinguido com diversos prémios, entre os quais o Prémio Ibero-Americano Rainha Sofia em 2013, o Prémio Pen Clube e o Prémio D. Dinis da Fundação Casa de Mateus. Recebeu, em Portugal, o grau de Oficial da Ordem de Santiago e Espada e, em França, o de Officier des Arts et des Lettres”.

É muito triste a gente passar pela vida e não tomar conhecimento da passagem junto de nós de alguém como Nuno Júdice. Espero ter reparado, minha até agora ignorância. Merece não só o escrito, como garimpagem em busca de algo mais de sua vasta obra. Gosto muito da sensibilidade de pessoas como o querido Jeferson, hoje exilado lá no Nordeste, procurando – sem conseguir – se afastar das coisas deste torrão bauruense, motivo de seus diários contatos para comigo. Eis a última homenagem do amigo para com o que se foi: https://youtu.be/ZSTY8LekVdE?si=bKDIjJpgdBOjyAcG.

Deixo a pergunta no ar sobre a quase diária troca de e-mails entre eu e Jeferson: quando interromperemos o estreito relacionamento, troca de afagos, sugestões, dicas e conversações sobre temas que nos tocam profundamente? Será quando um perceber que o outro não mais responde e assim se foi para sempre...

sexta-feira, 22 de março de 2024

FRASES (243)


NÃO DÁ PARA ESQUECER: DEZ ANOS DA PRIMEIRA FASE DA OPERAÇÃO LAVA JATO
O rescaldo que faço é muito negativo. A princípio utilizada como saneadora da corrupção no país, ela gerou uma corrupção própria, a de se apossar do país e em parceria com interesses estrangeiros, fez de tudo e mais um pouco para sacar do poder tudo o que pudesse provocar algum atendimento social, colocando em seu lugar, com apoio declarado e explícito da mídia, a bestialidade de Jair Bolsonaro, desGoverno do qual fizeram parte. Foi perturbador tudo o que conseguiram fazer, sempre com amplo apoio institucional e operacional da mídia nativa, dentre as mais ativas a TV Globo de Televisão e os jornalões, vistos ainda como grandes, Folha SP, Estadão, O Globo e Zero Hora. Todos unidos ajudaram a desempregar muita gente e favorecer grupos estrangeiros.

Sabe quem foi o maior responsável pelo desmonte deste emaranhado bestial, projeto político de conquista de poder? Um jovem hacker de Araraquara, hoje um dos únicos presos diante de tanta coisa tão aviltante ainda em curso, Walter Delgatti Neto. Ele foi quem possibilitou que o país pudesse conhecer de fato como se deu a manipulação fraudulenta do sistema de justiça e esclarecer os verdadeiros interesses que moviam a Operação Lava Jato. Cometeu delitos graves no percurso e, na qualidade de peixe pequeno, paga o preço enjaulado. Outros, fizeram muito mais, continuando livres, leves e soltos. Um deles, Dallagnol, cassado, porém querendo neste momento se tornar prefeito de Curitiba no próximo pleito e Moro, ainda senador, em vias de ser cassado, porém, ainda sem nada existir para prendê-lo, pois o conjunto de sua obra é a revelação de como se dá algo muito perigoso, o entrelaçamento de membros da Justiça com a ilegalidade e a promiscuidade.

Nenhuma corrupção é maior do que quando a própria Justiça está degenerada. A Lava Jato comprova este entrelaçamento, pernicioso e criminoso em quase toda sua trajetória. Hoje, tudo praticamente comprovado, mas devido ao massacre midiático ocorrido no período de ascenção, ainda perdura quem acredite terem feito bem ao País. Estes não entenderam nada do que de fato se passou ou, são como eles, entreguistas, servis a interesses não nacionais ou também gente disposta a fazer de tudo para destruir a soberania nacional. O hacker Delgatti é um símbolo, um marco e mesmo com seus erros, não pode ser esquecido. As revelações escabrosas do que ocorria se devem a ele, hoje esquecido e encarcerado.

A Lava Jato serve para nos mostrar que, quando existe um relacionamento não condizente com o processo democrático, entre o Judiciário e a mídia, isso pode resultar em catástrofe. Vivenciamos no seu auge um messianismo, violação das leis e criminalização de quem se colocasse no seu caminho. Foram pérfidos, cruéis e insanos, não nos esqueçamos disso. Este espírito lavajatista continua vivo e, infelizmente, operante. Não nos esqueçamos das empresas brasileiras destruidas pela Lava Jato. Portanto, para mim, o pior saldo é a constatação de que a Lava Jato é pai e mãe do bolsonarismo.

OBS.: Vi o hacker Delgatti ser preso na caçamba de um camburão e aguardo ansioso por ver Moro e Dallagnol no mesmo cenário.

ESTE FOI GRANDE
Hoje na Folha de São Paulo.
Algo da imensa perda e da falta que faz um jornal como o DEBATE.
Olho para os lados, procuro desesperadamente e me vejo diante de poucas leituras, dessas realmente admiráveis: Carta Capital, Piauí, Página 12 e o que mais mesmo?
Faço o mesmo observando a atuação de quem escreve e produz jornais ou publicações hoje e a mesma conclusão: a liberdade que cada um fala em alto e bom som da boca pra fora é uma falácia, pois na hora de exercê-la, pura balela. A maioria dos ainda em circulação estão atrelados a interesses e fogem do padrão de escreverem algo realmente dentro do que Mino Carta me ensina como liberdade factual dos fatos. Enfim, quem ainda consegue praticar sem estar atrelado a algo o amarrando? Sergião foi um dos últimos e como demonstra o texto publicado na Folha de SP, foi também elemento primordial em algo histórico para a história do jornalismo brasileiro e das liberdades hoje conquistadas - e que alguns tentam a todo custo perdê-la pelos descaminhos sendo utilizados.

a última de Bauru
8 SUPLENTES DE VEREADORES SERÃO CONVOCADOS PARA A VOTAÇÃO DECISIVA SE PASSAR O PEDIDO DE DESTITUIÇÃO DA MESA DIRETORA DA CÂMARA MUNICIPAL DE BAURU
"Se for aprovado a destituição da Mesa Diretora da Câmara Municipal , na votação final quem denunciou não poderá votar.

O Decreto-Lei 201/67 diz que nessa situação os denunciantes tem que afastar e consequentemente serão convocados imediatamente os oitos suplentes.

São eles : Coxa no lugar do Lokadora , Carlão do Gás no lugar da Chiara Raniéri , Kleber Leite no lugar do Eduardo Borgo , Professor Massa no lugar do Roberto Segalla , Iara no lugar do Pastor Bira , Ivo Leite no lugar do Benedito Meira , Chico Maia no lugar da Estela Almagro e Renato Purini no lugar do Berriel.

Ao receber essa informação nosso JORNALISMO INVESTIGATIVO entrou em contato com dois Juristas locais que confirmaram as trocas.
No momento , estamos aguardando o retorno da Consultoria Juridica da Câmara Municipal de Bauru", Marcio Teixeira.

CONCLUSÃO DESTE HPA: Nada será fácil. A luta é dura e o jogo é bruto. E a cada dia um lance novo. Agora, mais essa. O que virá depois???

O PT REAGE CONTRA INVERDADES DITAS COMO SEUS ATOS
Por que permanecer calado diante de agressões mais do que gratuitas. Se o intuito foi ferir ainda mais um partido, o tiro daiu pela culatra, pois pelos menos dseta vez, a antecipada descoberta de uma fraude, uma intenção exposta como bestial. A única reação possível era a tomada pelo presidente do PT, acionando o Judiciário. Quem mentiu ou disse o que não deveria, que se explique. Aqui a nota publicada na coluna Entrelinhas, do Jc, edição de hoje:
RECADO DO HPA (29)*
* Eu entregando - positivamente - o amigo. Enfim, por que guardar só pra gente a belezura ouvida pela aí?

quinta-feira, 21 de março de 2024

CENA BAURUENSE (249)


NUM DIA ONDE NÃO QUERO ESCREVINHAR MUITO, VOLTO À CARGAS COM MINHAS FOTOS
01. Em 18/02/2024 publiquei: "Frequento a Feira do Rolo desde quando por ali se instalou e desde sempre, alguns corredores instransponíveis, sugestionáveis, representando o inusitado lá na frente e sempre a despertar imensa curiosidade. Hoje, apertado para o xixi, fui convidado a conhecer um destes, com banheiro lá nos fundos. Entrei pisando em ovos, olhando para todos os lados, eu e mais ninguém. Usado por alguns dos comerciantes do lugar, este é um lugar onde guardam pertences e mercadorias. Cheio de plantas e naquele horário, vazio, pois todos estavam envolvidos em suas atividades na feira. O largo da feira, quadro 1 da rua Julio Prestes sempre teve muitos corredores e com quartinhos abrigando moradores em lugares apertados. Hoje conheci um destes lugares, ponto de apoio dos comerciantes e também de descanso, algo desconhecido da multidão a circular pelos paralelepípedos do largo".

02. Em 19/02/2024 publiquei: "Essa ação ocorrendo todo final de dia lá na praça Machado de Mello, com a distribuição de comida, formando enorme fila só é linda até quando não se identifica e tem divulgado, com pompa quem a patrocina. É deste jeito desinteressado que deve ocorrer algo neste sentido. Passo sempre por ali e fico a admirar o despreendimento e abnegação de quem a realiza, sem querer saber qaber quem a faz. Lindo saber que, diante deste mundo insano e cada vez mais individualista, existam pessoas e entidades promovendo algo neste sentido sem fazer nenhuma questão de ficar se enaltecendo".

03. Em 23/02/2024 publiquei: "Caro HPA, creio ter fotografado a última das mangueiras da antiga Avenida das Mangueiras, atual Comendador José da Silva Martha", com essa legenda, o tradutor Murilo Coelho me envia a bela foto, segundo ele, do "último dos moicanos" na região do antigo Altos da Cidade".

04. Em 26/02/2024 publiquei: "O bosque defronte a FIB é muito lindo, com muitos bancos debaixo de altos eucalíptos e numa das extremidades essas imensas raízes e troncos envelhecidos, ali colocadas de forma estratégicas, dão um toque peculiar ao lugar."

05. Em 27/02/2024 publiquei: "Este senhor ostentando camiseta chilena no último domingo na Feira do Rolo me fez relembrar de tempos idos, quando afluiam em Bauru, latinos de diversificadas origens, tudo possibilitado pelo famoso trem, ligação diária daqui até a Bolívia e com isso, vai-e-vem divinal, algo perdido com o fim do modal trem de passageiros. Nunca mais voltaremos a ter o que já tivemos por essas bandas de latinidade, pulsante movimentação a nos impulsionar".

06. Em 28/02/2024 publiquei: "Essa muvuca aí da foto é o epicentro da dita Baixada do Silvino, quando ela adentra uma pequena quadra que vai dar na avenida Nações Unidas, onde já tivemos no passado um posto de combustível, um supermercado do outro lado da rua e uma loja de produtos nipônicos - eles ainda moram no andar superior -, tudo convergindo com cemitério de azulejos, bares antológicos, farmácia e uma bocha, não mais existente. Hoje tudo sendo dominado por mais edificações indo ao chão, sendo anexadas ao patrimônio do supermercado Confiança, em constante ampliação. Por ali, muitas décadas atrás, o início do percurso da história desta aldeia bauruense, local hoje renegado por muitos".

07. Em 04/03/2024 publiquei: "Na Feira do Rolo, o maior acontecimento de reunião e congraçamento dominical desta cidade, a cada semana, mais e mais tipos populares, como este e sua bicicleta, além do som próprio, deslizando entre todos, como numa passarela, nosso mais edificante desfile. Perder essa festa com horário marcado para começar e terminar é não vivenciar Bauru na sua essência".

08. Em 05/03/2024 publiquei: "Foto da calçada e lateral da praça Rui Barbosa, junto rua Gustavo Maciel, quando diferente tapete ornamenta o chão. O resultado é fruto das pombas - e outras aves - terem escolhido pousar - e repousar - nas árvores ali existentes. Pura sorte quem passa pelo tapete e não é devidamente carimbado".

09. Em 06/03/2024 publiquei: "Exatamente uma semana atrás tirei essa foto de uma das lindas árvores espalhadas nas beiradas das calçadas bauruenses e hoje, quando a publico, não consigo me lembrar sua localização. Na verdade, acho até prudente, diante de tantos cortes de árvores indiscriminados ocorrendo sucessivamente na cidade, creio ser melhor não indicar sua localização, pois podem alegar subsolo ou ela própria oca, para sacá-la do cenário. Já tivemos no passado, ruas sendo desviadas para que árvores de grande porte não fossem cortadas e hoje, o inverso, para embelezar (sic) uma esquina, não pensam duas vezes, cortam e limpam rapidamente o local, como se nada por ali tivesse existido antes. Viver com menos árvores num momento onde o clima se torna cada vez mais árido é tarefa para administradores fora da casinha". Tota Rodrigues me esclarece: "Entre o Geisel e o Sambódromo".

10. Em 07/03/2024 publiquei: "A Pastelaria Kobayahi é uma das mais antigas e tradicionais de Bauru. São mais de 50 anos de existência, sempre na mesma região, proximidade com os trilhos férreos entre as ruas Antonio Alves e Araújo Leite. No painel na parede dois casais pioneiros e no balcão, a filha de um destes, dando sequência a algo de grande sabor, pois não só o pastel caseiro, mas as coxinhas, feitas com batata e mandioca são mais do que especiais".

11. Em 08/03/2024 publiquei: "Na rua Araújo Leite, pouco antes da esquina com a Marcondes Salgado, tenho lembranças inesquecíveis deste local, onde por décadas funcionou uma selaria. Nas minhas recordações, lembranças de seus proprietários, do cheiro do couro, material utilizado para fabricação da selas para montar cavalos e de produtos expostos na calçada. Até hoje, ao passar pelo local, me volta à mente lembranças das vezes em que adentrei aquela loja, creio eu, a última da cidade exclusivamente com aquela específica finalidade".

12. Em 09/03/2024 publiquei: "Em cada inscrição num muro, uma história muito diferente da outra. Nessa aqui, altos do Jardim TV, perto dos predinhos do MCMV - Minha Casa Minha Vida -, uma dessas e em forma de ameaça, porém sempre tem quem goste de viver correndo perigos e riscos. Agora, jogar bosta na parede dos outros é demais da conta, não?".

13. Em 11/03/2024 publiquei: "Na quadra 3 da rua Sebastião Arantes Figueiredo, acesso da vila São Paulo pra rodovia Bauru/Arealva, um enorme pinheiro, peça única no meio do quarteirão é um marco, plantado por um morador querendo alcançar o ceú".

quarta-feira, 20 de março de 2024

PRECONCEITO AO SAPO BARBUDO (200)


A IMPORTÂNCIA DOS AMIGOS...
Escrevi disto ontem e volto a reafirmar hoje. Dias atrás, acordo e sou agraciado com essa caricatura feita pelo baita amigo Fernandão Dias, ou simplesmente Fernando do JC, o chargista cuja arte vale mais do que um textão de mil palavras. Sempre presente no alto da página 2 do ainda único jornal diário impresso bauruense, ele é um ser de luz. Fernandão foi o primeiro em doze edições do bloco Bauru Sem Tomate é Mixto a ter repetido o traço na estampa da camiseta do bloco. Valor inestimável, senso crítico já reconhecido por todos e mesmo assim - outro quesito mais do que positivo -, presente onde as coisas de fato acontecem. O danado é presença constante onde os fatos acontecem. Sai de seu estúdio, em sua residência nos altos do Bela Vista, circulando pela cidade e com seu jeito de motociclista altaneiro, ou seja, progressista, boêmio inveterado, circula pelos bairros e bares, principalmente nas rebarbas de Bauru.

Ganhar uma caricatura deste quilate é para poucos e estando eu agraciado pela força de seu traço, sendo assim enxergado, olhos de lince, sou arrebatado e prostrado confesso algo já do conhecimento de todos: o Fernandão é phoda! Tenho no meu novo Mafuá - como tinha no antigo -, galeria de caricaturas feitas por amigos e conhecidos, todas emolduradas e na parede, como estante de meus troféus. Essa não é somente mais uma delas. Todas são muito importantes para mim. Toda manhã fico a observar como já fui retratado e tendo várias alternativas, olhar de muitos artistas, matuto sobre onde já estive enfurnado, metido e qual o posicionamento, o que consideram de fato numa pessoa como eu. Tenho um lado e dele não me afasto, isso é de vital importância para o reconhecimento do outro. Uns se vergam fácil, outros deixam evidente seu preço e se deixam levar. Aqueles cuja ideologia ainda é o ponto forte, o inquebrantável modo de tocar a vida, com estes a negociação é mais dura, diria, inflexível, intratável, inegociável. E daí, quando recebo o presente vindo do Fernandão, quase choro, pois ele me retrata com estes olhos, o de quem me enxerga do outro lado e estampa o que observa de mim. Até no uso permanente das alpargatas nos pés o danado foi preciso, diria mesmo, cirúrgico. Quanto vale um trabalho deste se fosse contratar com ele? Ele não me cobra nada, disse ser um presente, pois me admira no que faço e como faço. Gratidão é pouco para expressar o sentimento latente dentro de mim neste momento.

NOTA DE REPÚDIO
O Partido dos Trabalhadores através de sua Executiva e Diretório Municipal de Bauru repudiam de forma veemente a fala do presidente da Câmara dos Vereadores de Bauru, Júnior Rodrigues em referência aos acontecimentos na última sessão legislativa, ocorrido em 18/03, quando vinculou diretamente, o que denomina de “baderna” aos partidos e entidades da esquerda, especialmente ao PT. Uma vez que na galeria além de populares havia diversas agremiações políticas de vários matizes, tanto de esquerda como a direita. Fez ainda ilações de uma suposto pessoa estar armada que teria sido seguida por policiais. Sua afirmação se mostra inconsistente, portanto, falsa, pois o Vereador Coronel Meira checa o dito com o comandante da Polícia Militar presente no dia, com forte aparato e afirma nada existir neste sentido. Na galeria da Câmara estavam presentes representantes de diversas agremiações partidárias, todas interessadas nos rumos do ali sendo decidido e na defesa do interesse público, ato legitimo e DEMOCRATICO. Preocupante a fala desorientada do presidente da Casa Legislativa, num momento onde o acirramento gera sempre desconforto e preocupações desmedidas. O PT Bauru estuda a utilização de medidas judiciais reparadoras e cabíveis para quem faz uso de fala em desacordo com a verdade dos fatos.
Bauru SP, 20 de março de 2024.
Claudio Lago – Presidente do PT Bauru
Henrique Perazzi de Aquino – Secretário de Comunicação do PT Bauru
Luciano Assis – Dirigente Regional da Macro Região do PT Estadual


A PERVERSIDADE NÃO PODE VENCER - SE NÃO ENTENDEM POR BEM, QUE VENHA LOGO A CANA DURA
O que aconteceu com o Brasil não é tão difícil de ser entendido, mas muitos preferem continuar apoiando a treslouquice de um ex-governante, hoje quase preso, com uma culpabilidade mais do quer comprovada, do que cair na realidade, enxergar o que de fato ocorreu e voltar - ou adentrar - a lucidez, a sensatez. Que treslouquice é essa mantendo muitos no desvio, com a cabeça a mil e acreditando numa pessoa mais do que criminosa, golpista, genocída e negacionista? Os crimes desta pessoa estão todos mais do que expostos, tudo mais do que pronto para colocá-la na cadeia, situação incontornável e mesmo assim, uma devoção tão desvairada, louca mesmo, finge desconhecer os fatos concretos, tudo para dar vazão a loucura de enxergar no bandido o salvador da pátria. E mesmo quando os argumentos todos são apresentados, postos na mesa, estes não mudam de ideia. Em alguns momentos e com algumas vezes, literalmente desisti e os vejo hoje como perigosos, iguais ao seu mentor, pois quando não conseguem mais discernir o certo do errado, declinando na continuidade da cegueira, impossível dialogar e querer demonstrar o contrário. E estes não são poucos. O Brasil mudou e muito desde o retorno de Lula. Vergamos o mal, talvez momentaneamente, pois muitos deles estão pela aí e clamando contra as punições do que atentaram contra a democracia. O golpismo é cego e faz o país andar para trás. Oferecem muito perigo quando não contidos. A lei com estes precisa ser implacável, dura, inflexível, pois quando não discernem mais, só mesmo uma forte medida coercitiva. Não dá mais para pegar leve com os perversos. Sem trégua para essa bandalha.
Tá aí Mafalda para não nos deixar falando sózinho...

terça-feira, 19 de março de 2024

AMIGOS DO PEITO (223)


DISSE ADEUS AO MAFUÁ DO HPA
Este mais um ciclo encerrado em minha vida. Foi muito doloroso no final. Primeiro, a residência dos meus pais desde os anos 70 - lembro-me de ali assistir a Copa de 70 -, depois a vida toda deles ali, minha infância e tudo o mais que veio pela frente. Fui e voltei, até o momento quando partiram os pais e a casa ficou, dentro da partilha do inventário, para mim. Cuidei dela muito bem no início, levando para lá todo meu acervo, coleção de anos e anos, mas as enchentes não deram trégua e muita coisa foi perdida. Levantei um espaço grandioso, onde pude desfrutar de momentos inesquecíveis por ali. O bloco do Tomate fazia ali suas festas, o Núcleo de Base do PT onde militou trouxe debates grandiosos para o espaço. Ou seja, no todos, entre reuniões, festas e a ampliação do acervo, o Mafuá fervia e acontecia. Teve seu tempo e eu envelheci e fui me cansando. Quando veio a pandemia já me encontrava num estágio onde abandonei de cuidá-lo a contento e ele foi se deteriorando. Sempre foi a residência oficial do meu fiel cão Charles - nome dado por meu pai -, primeiro parceiro de meu pai, depois meu e de todos os que ali passavam. Abrigou de tudo um pouco e terei para todo o sempre carinho mais do que enorme pelo lugar e por tudo o ali vivenciado.

Consegui um outro espaço e removi o que pude. Coloquei a casa à venda e por mais de dois anos uma placa permaneceu fixada no seu portão. Demorou, muitos me fizeram propostas, mas nenhuma me arrebatou. Não que a atual tenha conseguido, mas preferi fazer o negócio e na última sexta, 16/03, fechei o negócio, tirei tudo o que pude e bati asas. Demorei para escrever e creio eu, ainda não assimilei a perda. Estando em Bauru, lá estava, ao menos duas vezes no dia, primeiro para estar com o Charles e depois para curtir tudo o que nela sempre me acompanhou. Hoje, tudo já é saudade. O Mafuá se foi e agora estou ainda montando e dando minha cara um novo Mafuá, muito menor, mas meu canto, pelo menos onde ainda de uma forma privilegiada irei revirando minhas coisas todas pelo avesso, tocando a vida e fazendo o que gosto. Aquilo tudo daria um livro, que talvez até escreva, pois foi mais do que uma vida ali contida. Hoje, já estou em outra, mas muito dos meus pensamentos continuam gravitando sobre minha existência naquela quadra 1 da rua Gustavo Maciel. Muita saudade, mas muita esperança de continuar e tocar com muita vitalidade meus projetos e sonhos. Foi-se o que era doce...

DOIS AMIGOS...
Eu adoro escrever de gente, quanto mais de amigos. Tudo nesta vida é muito mais agradável quando vivenciado ao lado de pessoas queridas, dessas sem decepção. Tenho o privilégio e prazer de ter algumas podendo assim denominar. Isso é um encanto. E com cada uma delas muitas histórias. Alguns há pouco tempo, outros mais e em cada reencontro um algo novo, um relato a ser destacado. Eu construo histórias com todos meu amigos, algo como li um dia na abertura do livro/romance "Viva o Povo Brasileiro", do baiano João Ubaldo Ribeiro: "O segredo da verdade é o seguinte: não existe fatos, só existe histórias". Eu gosto muito de histórias, mas também não renego e nem desprezo estórias. Essas todos me consomem. Vivencio tudo o que tenho pela frente como um esbarrão de vida pra ser consumido intensamente. Isso me move e me leva adiante. Eu sou tocado pela história dos outros, principalmente a dos mais fracos, a dos oprimidos e outro dia um cara foi lá no Mafuá, quando estava desmontando tudo e disse isso a ele, desse meu envolvimento e comoção com a história do outro. Falamos sobre os em situação de rua e ele me disse algo muito triste, pelo qual não quero nem assimilar, pois não gostei. "Cuidado, pois se ficar se preocupando muito com estes, vai terminar como eles. Dê atenção, mas não desmedida", me disse. Eu não penso assim e nem quero ser excludente, ou mínimo, deixar de olhar os numa condição iferior ou pior que a minha, sem querer mudar este mundo pra melhor.

Mas posto foto de dois diletos amigos, tiradas dias atrás. Um do último domingo, quando pai Lulinha, o sindicalista Aguinaldo Anastácio Da Silva Silva me arrebatou novamente para a beirada de um riacho, nos fundos do Vale do Igapó, tudo para tomar um passe na Umbanda. Fui e, mesmo sendo descrente da religiosidade, vi que, ele munido das melhores das intenção, me proporciona algo mais do que bom. Só por ter se deslocado junto de mim para, juntos numa tarde de domingo, travarmos algo pensando no meu bem pessoal, isso me encanta e me deixo levar. Aguinaldo já vivenciou de tudo nesta vida e a cada reencontro, suas histórias me arrebatam. Ele um dia foi esteve um Cuba, tempo de sua militância num movimento mais fenétrico, morou em lugares indescritíveis em Sampa e arredores. Sair com ele é também ouvir suas histórias, seus relatos e isso tudo me encanta. Fiz um dia uma entrevista com ele para meu Lado B e percebo que, deixei muita coisa sem sem abordado. Ele tem muita coisa pra nos contar e ensinar e o melhor de tudo de estar com amigos é isso, aprender sempre algo novo.

Roberto Pallu é um amigo recente. Era conhecido, mas contato mesmo tivemos ano passado, quando juntos tocamos um projeto coletivo dentro do edital contempaldo na Lei Paulo Gustavo. Foi uma inolvidável convivência, onde em primeiro lugar, aprendi muito, pois quando vi numa cidade a possibilidade de realização de um belo trabalho histórico, teria queconvidar como parceiro alguém conhecedor de todos os meandros do tal audiovisual. Este danado é expert no assunto e quando convidado, não pensou duas vezes, tocamos o barco juntos e nos aproximamos. Eu aprendi mais com ele, do que ele comigo, mas creio não ter se decepcionado. Quase construimos outros projetos juntos e agora, outros no prelo e nos planos. Ele é crica, mas sabe o que faz e o vejo como pessoa sincera, já tendo vivenciado infinidades de campanhas políticas, como publicitário e entendido em fazer/construir dessas coisas. Gosto de quem, mesmo tendo vivenciado de tudo, não fica falando mal de quem já tenha trabalhado junto. Pallu age assim e isso o engrandece como pessoa humana. Eu estou no momento extraindo um nectar dele, algo que não sei. Outro dia um amigo me disse que tenho que fazer essas coisas, aprender e depois fazer eu mesmo. Não tenho essa pretensão. Não tenho mais idade para isso. Quero fazer o que sei fazer, do meu jeito, mas ouvindo os outros, aprendendo, mas não querendo tomar o lugar de ninguém. Isso pode retardar eu chegar aos píncaros da glória, mas foda-se, sou assim e dou um passo de cada vez. Tem horas que dou muitos para trás, mas tenham certeza, não piso em ninguém. Isso conta muito no meu currículo de vida.

Tive vontade de escrevinhar algumas linhas destes dois, após as duas fotos tiradas deles, de Lulinha na beira do riacho onde tomei meu passe e do Pallu, quando le entrego uma touca com a iniciais NY, trazida para ele de minha última viagem. Tem outros tantos aqui para escrever algumas breves linhas e vou tentando preencher essas lacunas diárias com algo aqui guardado dentro de mim. Baita abracito do tamanho do mundo pra esses dois e todos os demais, meus diletos amigos e amigas.

MEU RETORNO PRA IACANGA, ALGO PRO FUTURO, REVENDO UMA PADARIA E NELA, LEMBRANÇAS DO MUCHACHO
Estive algumas vezes em Iacanga. Uma bela cidade. Fui mais nos tempos quando vendia minhas chancelas. Na tal prainha fui pouco, nem tenho lembranças de lá - de Arealva tenho mais. Voltei lá pelos idos de 2019, junto de Ana Bia e de Patricia Caju, quando essa estava apresentando um projeto divinal de levar Monteiro Lobato pras escolas. Quem nos levou até o pessoal da Cultura Municipal, Sueli Amorim, foi o então vereador Muchacho, um cidadão destes que a gente um dia conhece e nunca mais se esquece. O conheci através do Gilberto Bessa, numa festa em sua casa e ficamos amigos na hora, ali no ato. Quando fui pra Iacanga recorri a ele para conhecer as pessoas da cidade. E depois de tudo, ele leva o grupo para, antes da despedida, conhecer uma padaria na cidade - adoro padarias. Sentados numa das mesas, papeamos tão gostoso e saboreamos o delicioso pão do lugar e também os salgados. Não me esqueço destes lugares, talvez mais pelas pessoas que ali nos leva. Assim se deu com a padaria a nós apresentada pelo, meses depois falecido Muchacho, num trágico acidente automobilístico.

O tempo passou e cá estamos em março de 2024. Hoje volto pra Iacanga. Conheci muita gente mais que legal e revejo a querida Sueli Amorim, hoje não mais na Cultura e sim, na Educação. Fui pra um prosa já imaginando projetos futuros com algo pelo qual adoro estar envolvido, trabalhar com Memória Oral. Foi uma proveitosa conversa e na hora de ir embora pergunto para ela: "Quando estive por aqui nos idos de 2019, Muchacho me levou numa padaria, no meio de um quarteirão, salgados deliciosos, coisa e tal". Ela sacou de cara e me explicou onde ficava.

Bastou passar em frente e reconheci o lugar. Entro, sento, creio eu, no mesmo lugar onde estive alguns anos 
atrás, peço alguns salgados - a esfirra feita na hora e com carne de verdade é um espetáculo. Um filme passa na minha memória e é como se estivesse ali com a Caju, carioca que não vejo desde então e o Muchacho, macanudo que nos deixou muito antes do combinado. A cabeça gira e como era próximo horário almoço, comi por mim e por eles todos. Volto pela estrada ainda relembrando daquele primeiro dia e de como, mesmo passado algum tempo, quando retornamos pra um lugar marcante, tudo parece voltar à mente como se tudo tivesse acabado de acontecer. Tomara, das conversas ocorridas hoje, nasça algo a me fazer voltar muitas outras vezes para Iacanga, a padaria e a partir daí surgirem muitas e muitas boas histórias. Eu torço muito para tudo dar certo.

OBS.: Na primeira foto, a padaria hoje e na outra, o grupo nela em 2019. Só depois de rever a foto tirada lá em 2019, vejo que, por pura coincidência, hoje retornei lá com a mesma camisa. Que coisa estranha isso tudo...

segunda-feira, 18 de março de 2024

COMENDO PELAS BEIRADAS (142)


A SESSÃO DO VERGONHOSO ENCERRAMENTO SESSÃO CÂMARA VEREADORES DE BAURU TÃO LOGO COMEÇOU

https://www.youtube.com/watch?v=AozYS0ZDKaY
Vale a pena assistir a sessão da Câmara dos Vereadores de hoje, segunda, 18/03, pois nela e com muita clareza, a posição da Mesa da Câmara, constituída dos três golpistas vereadores, que após a sacanagem perpetrada na última sexta, se viram encurralados com um pedido de substituição deles, ou seja, poderiam ser destituídos numa sessão onde ainda poderia ocorrer a votação da concessão do esgoto/água em Bauru. O presidente, acuado e com medo, receio de cair e não presidir a sessão da concessão, encerra a mesma e adia tudo para a próxima semana. O furdunço está decretado e estabelecido.

MEU ÁUDIO APÓS ENCERRAMENTO DA SESSÃO E REAÇÃO DA GALERIA LOTADA E CONTRÁRIO ABUSO PODER DA MESA DIRETORA DA CÃMARA VEREADORES
Abaixo o áudio gravadio por mim e cujo JC repercute, com minha autorização, em sua postagem: https://www.facebook.com/henrique.perazzideaquino/videos/378803751588325


O PRESIDENTE DO PT, CLAUDIO LAGO CONTA ALGO DO OCORRIDO HOJE NA CÂMARA DOS VEREADORES E SUAS CONSEQUÊNCIAS
https://www.facebook.com/henrique.perazzideaquino/videos/2335528666639323

PARA EVITAR MESA DIRETORA TER SEUS TRÊS NOMES ENVIADOS PARA COMISSÃO DE JUSTIÇA E PROVÁVEL DESTITUIÇÃO, PRESIDENTE CÂMARA DE BAURU ENCERRA SESSÃO SEMANAL SEM AO MENOS TER COMEÇADO
Pairava algo de estranho no cenário da Câmara dos Vereadores de Bauru na sessão a ocorrer hoje, segunda, 18/03, três dias depois onde a Mesa Diretora da casa, constiuída de três vereadores situacionistas e ligados umbilicalmente com a alcaide Suéllen Rosim. Após promoverem um artimanha para beneficiar os interesses da alcaide na votação da concessão, diminuindo os votos necessários para alcançar essa finalidade, não poderiam esperar outra coisa se não uma reação coletiva contra eles, enfim, aprontaram feio e sabiam de antemão, o dia de hoje seria complicado.

E foi. Mal a sessão começou, dois vereadores da oposição, Eduardo Borgo e Estela Almagro interromperam a sessão com sucessivos pedidos de "Questão de Ordem", tentando a todo custo que o presidente lesse pedido feito por oito vereadores, com solicitação de encaminhamento para Comissão de Justiça submeter votação de destituição destes. Juninho Rodrigues, o presidente e os secretários Marcos Souza e Miltinho Sardim se viram acuados e em papos de aranha, ou seja, não conseguiram tocar adiante a sessão. Diante da insistência dos oito vereadores, com documento em mãos propondo a destituição, não colocaram o tema em votação, pois isso poderia acarretar a queda deles ainda na sessão de hoje, portanto, eles não estariam à frente da provável votação da concessão, essa provavelmente podendo acontecer no mesmo dia.
O TRIO DA MESA DA CÂMARA DE BAURU JUNTOS 

Qual a solução encontrada? Juninho encerrou a sessão sem dar início ao rol dos oradores e assim, joga pra frente a decisão sobre os dois temas. Ou seja, ganha tempo, primeiro para respirar e tentar reverter a situação. Quando da nova sessão, próxima segunda, o início já seria com a leitura do pedido de destituição e depois deste concluído, pelo sim, pelo não, a votação da concessão. A alcaide insiste e joga pesado. Os três vereadores jogam todas suas fichas na defesa do indefensável projeto de Suéllen, numa concessão "carta branca" para fazer o que bem entender com quase 3,5 bilhões de reais.

Algo é certo. Os três se enfiaram numa problemática meio que sem volta. Seus nomes estarão marcados negativamente junto aos eleitores bauruenses. Na galeria lotada da Câmara no dia de hoje, foram achincalhados com diversos chamamentos nada apreciativos, porém merecedores da reprimenda, pois agiram de formsa inconcebível, promovendo alteração inconcebível de ser feita sem anuência dos demais vereadores. Como já havia ouvido de pessoa bem inteirada do meio político bauruense, "ou os três estão muito próximos da alcaide e jogam juntos ou são muito zé manés, se queimando para sempre".

O jogo é bruto e jogado com as peças existentes. A alcaide instrumentalizou os seus para não arredar pé de lutar até o fim pela concessão, mesmo tudo sendo feito de forma incipiente, até amadora e num projeto chinfrim, curto e muito grosseiro. Só mesmo quem reza cegamente na cartilha da alcaide poderia seguir ao seu lado. Os três nada mosqueteiros vereadores da Mesa da Câmara terão dias sem sono daqui por diante. Imagina como vai ser a noite de cada um destes quando diante de seus travesseiros e imaginando como será o dia de amanhã, o futuro de cada um deles depois de tudo consumado, quando a alcaide já tiver batido em retirada desta cidade e eles, ainda querendo almejar algo dentro do mundo político. Creio eu, acabaram de decretar melancólico fim de suas carreiras. A concessão pode até passar, mas estigmatizados estarão negativamente para todo o sempre. Isso tudo se deve a escolhas feitas. Ainda dá tempo de um recuo, um voltar para trás, mas pelo visto, pela ligação já demonstrada, irão até as últimas consequências e se autodestruirão junto de uma derrocada e esclarecimento, que certamente virá disso tudo com o passar dos anos. A história os julgará e eles já devem imaginar o lugar que lhes caberá neste contexto.

domingo, 17 de março de 2024

CHARGE ESCOLHIDA A DEDO (204)


TUDO PODE SER REVERTIDO, PORÉM OS TRÊS MERECEM A DESTITUIÇÃO DA MESA DIRETORA OU O MELHOR DE TUDO, A CASSAÇÃO DE SEUS MANDATOS
O lance atual em jogo e pouco percebido é que, certamente, teremos lá na frente algo para reverter o quer a Câmara irá decidir nesta segunda, 18/03. Pelo sim, pelo não, ambos os lados anunciam medidas judiciais. Se a situação, a bancada pelo desGoverno de Suéllen Rosim perder na votação da concessão, já anunciam previamente medidas para reverter o quadro. E o mesmo deve ocorrer com a oposição, ainda mais depois do ocorrido com a alteração da quantidade necessária de votos para a concessão ser aprovada. Não quero me ater aos interesses da alcaide e de seu grupo - que na verdade é o dela e o de seus genitores, tudo o mais é irrelevante para estes -, mas sim a quebra de decoro, compostura, propositura, fugindo da normalidade até então existente. Isso da Mesa Diretora da Câmara, todos alinhados com os interesses do poder contituído, alterando preceitos mínimos de convivência pacífica, diz muito e precisa ser contido e mais que isso, precisa ser severamente punido. Sugeri aqui em texto publicado ontem o pedido de CASSAÇÃO do mandato dos três componentes da Mesa Diretora e agora ouço que, a intenção dos vereadores feitos de bobos, os não comunicados da trama sendo urdida as escondidas é diferente e se resumirá simplesmente da DESTITUIÇÃO da tal Mesa. Dizem que, se lá foram colocados pelo voto de todos, também o serão retirados pelo voto destes. Ou seja, os três se o intento da destituição for alcançado, continuarão conspirando contra tudo e todos, espécie de vale tudo, sob o comando de alguém mais poderoso que eles. Em Reginópolis, como descrevi no texto anterior, cassaram logo o desafeto e aqui, pelo que vejo, irão acomodar a situação. A verificar na sessão desta segunda, quente do começo ao fim e não só pela alta temperatura das ruas, atingindo 40º a sombra, mas pelas possbilidades de tudo o que pode a vir ocorrer dentro da Casa de Leis bauruense.

Vamos ao fato principal que me faz escrever este texto. Esse movimento que os três fizeram para conseguir uma liminar no TJ - Tribunal de Justiça -, mudando a Lei Orgânica do Município, para aprovar por maioria simples a votação da concessão da a´gua/esgoto, isso vai dar uma briga enorme lá na frente, pois é quase certo, a liminar não se sustentará por muito tempo e irá cair. Isso no momento em que chegar na instância superior do Judiciário, pois não existe liminar para alterar a Lei Orgânica vigente num município, sem legal repercussão antes em instância superior. Fizeram a manobra pra segurar e votar sob o jugo da liminar, mas ela não se sustentará por muito tempo. Isso tudo vai gerar uma grande insegurança jurídica para eles mesmos, os três e a alcaide. É a típica jogada maluca do xadrez, onde o cara acha que vai dar o xeque mate, mas pode virar o jogo ao contrário. A grande batalha judicial será em como desfazer a jogatina construída neste momento por três personagens, agindo de forma isolada de todos os demais. Primeiro que o tiro pode sair pela culatra e alguns mais decidirem diante de tamanha desfaçatez, mudar o voto e se isso não ocorrer e a concessão for aprovada, certamente a comemoração durará pouco, pois tem tudo para ser revertida judicialmente num curto espaço de tempo. E para tanto, dá-lhe recursos em todas as instâncias possíveis. Enquanto isso não ocorrer, tudo estará embargado e sem que a alcaide possa desfrutar das benesses da esdrúxula aprovação.

O ponto é também, pelo já anunciado pelo Judiciário, tentar entender o que aconteceu de fato para tamanho atraso e incompetência na construção da ETE - Estação Tratamento de Esgoto. Tudo foi sacramentado no segundo mandato de Rodrigo Agostinho, não foi concluído e depois, em todo governo de Clodoaldo Gazzetta e também no de Suéllen Rosim, tudo paralisado, embargado e postergado. Hoje, tudo às moscas no local da construção da ETE. Não seria a intenção, após o rompimento do contrato com a empresa ganhadora da licitação, buscar fundamentação desde o início das irregularidades, numa apuração coerente e digna do nome, constatar seus erros, não só de um alcaide, mas de todos os que, mantiveram a obra com irregularidades, culminando no entrave atual. O dinheiro federal sempre esteve na contas da Prefeitura, verba carimbada e mesmo assim, com projeto irregular e obra seguindo o quer ali estava prescrito, deu no que deu. Ninguém pode ser contra uma apuração, mas ela deve envolver todos os que tiveram poder de canetar, assinar papéis e decidir o que seria feito. Não seria de bom alvitre, diante de tudo o que já ocorreu, uma aprovação muito da esquisita na Câmara, dela saindo um novo nome de empresa, através de licitação, porém, dando continuidade a algo feito errado desde o começo. Sim, o Judiciário precisa agir em todas as instâncias e entender tudo, punir quem de direito e tentar resolver nosso interminável problema do tratamento de esgoto. 

Não será com uma votação como a ocorrendo na sessão da Câmara, dando "carta branca" para algo incerto e não sabido, projeto sem fundamentação e consistência que se resolverá o problema do DAE e da ETE. Serão resolvidos outros problemas, mas nunca os reais de Bauru. Tenhamos tudo isso em mente ao irmos para a Câmara acompanhar o desenrolar dos acontacimentos. Evidente que os três agiram não respeitando as normas vigentes e, portanto, merecedores de severa punição. A votação está mais do que comprometida com a liminar conseguida e a grita da população e dos vereadores feitos de bobos é mais que pertinente. Só com muita pressão popular tudo pode ser revertido. Sem a grita do povo, este se mostrando forte e decidido, ciente do que quer, nada ocorrerá e todo o mal será consolidado. Portanto, momento de BOTAR O BLOCO NA RUA.

OBS.: Na primeira ilustração deste texto, Fradim do Henfil, fazendo o "top topo top", usado aqui, pois foram três os que pisaram feio no tomate e agora merecedores de servera punição. Na segunda ilustração, banncer montada pelo PSOL Bauru quando compartilharam meu texto anterior. 

COMENTÁRIOS DIANTE DE MEU POST
- "À que ponto chegamos em nossa Camara Municipal, o vereadores que foram pegos de surpresa, com tão vil atitude, devem se unir, e buscarem uma situação legal, para desclassificar o pedido dos vereadores, e tomarem as medidas burocráticas que o caso requer, se hoje agiram assim, como será que os demais irão agir amanhã ? Se os três cometeram um desrespeito aos demais vereadores, solicitando sem comunicação aos demais edís, a liminar acima citada, colocaram as raposas para tomarem conta do galinheiro, que baixeza, é leão querendo engulir leão. (...) Que saudades da época, que os vereadores não eram remunerados, que brigavam pela melhoria da cidade, pelo seu embelezamento melhoria, e progresso, hoje os vereadores são muito bem remunerados, com excessões nada fazem, não cumprem suas promessas com seu eleitorado, e com a população em geral, legislam contra o povo, quando foram eleitos para nos defenderem e representarem, trabalham em concluo com os interesses do executivo, que nem sempre são os da população, e ainda tem a cara de pau, de nos pedir para neles votarmos e os reelegermos , sou bauruense nato, aqui nasci em 1943, nunca vi em todos esses anos de vida, tantos políticos eleitos, de tão péssima qualidade, e que só correm atraz de seus interesses e dos que lhes convém, por isso Bauru, está cada vez pior, abandonada a sua sorte.Deixo claro, que toda regra de excessão, tem um grupo de vereadores que lutam pelos nossos interesses, mas aõ vencidos pelo voto de minerva no desempate, dado pelo atual Presidente da Câmara de Bauru", JAIR FONTÃO ODRIA.

- "Isso é uma vergonha Bauruenses um dos Vereadores esteve aqui no terreno baldio da Prefeitura Municipal de Bauru, aonde eu realizo um trabalho voluntário sem usar 1 centavo do dinheiro publico, gravou video tirou fotos isso se passaram alguns mese ai disse que ia fazer acontecer o cara simplesmente desapareceu, talves pensando que eu fosse um bobo, seria melhor se tivesse visitado o Recanto do Girassol Vermelho em Bauru, como cidadão porque como Vereador para a nossa Comunidade é um Zero a Esquerda, mentir e enganar a população é praxe para os politiqueiros sem palavra. (...) Tem que dar a resposta nas urnas quanta Trairagem com o Povo Bauruense que elegeu os Vereadores. Aprendi deste menino lá na roça que deitar no travesseiro com a CONSCIENCIA TRANQUILA é a melhor forma de caminhar pelas ruas mostrando a cara para a SOCIEDADE, Deus vê tudo aquilo que os homens não vê a Honestidade, a Verdade e a Sabedoria na construção de um Mundo melhor vale muito, muito mais do que Ser Politiqueiros querendo ganhar vantagem e fingir que esta do lado do Povo. As urnas vai dar a resposta Deus pode tardar mas nunca ele Faltará", JAIME PRADO.

- "Como dizia o saudoso Roque Ferreira: voto não tem preço, tem consequência!", JOSÉ ANDRÉ GASPARINI.

DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS