quinta-feira, 22 de agosto de 2024

MÚSICA (238)


EM NOITE COMEMORANDO 35 ANOS SEM RAUL SEIXAS, BAR DO GENARO, ALGO DOS REENCONTROS
Fazia algumas semanas que não retornava ao Bar do Genaro. Ando meio assoberbado, daí o motivo principal de minha ausência. Desta feita, Fabrício Genaro, dono do estabelecimento, promove algo único na cidade por estes dias, a lembrança dos 35 anos da passagem de Raul Seixas. Tanto ele, como ele, somos raulzistas de quatro costados. Daí, dei meu jeito e lá compareci. Combino de levar a mana Helena, que bate cartão por lá, muito mais que eu e dois diletos amigos, o presidente do PT Bauru e agora, candidato a vereador Claudio Lago e o também candidato a vereador pelo PT, mas por Pederneiras, Maurício Passos.

Lá é desses lugares onde você sabe sempre encontrará pessoas da sua laia, ou seja, pessoas de sua convivência, principalmente ideológica. Isso é bom, o papo flui e as conversações de prolongam. Dá pra sair de uma mesa, sentar em outras e a conversa é como não mudasse o rumo, muito menos o prumo. Ainda mais tendo tudo, como nesta noite, pano de fundo o inesquecível e imortal Raus Seixas. Fabrício arrumou um telão e contou com a colaboração de seu parceiro, Silvio Durante, dos tempos quando ambos assessoraram Roque Ferreira no seu período de vereança. E, enquanto a conversa rolava, no telão eram passados clipes variados de Raul, em apresentações variadas. Vi algumas deles se apresentando no Programa do Chacrinha e morri de saudades do que vi, principalmente das chacretes.

Conversa vai, conversa vem, tudo motivo para prolongadas prosopopéias. Por lá, o jornalista Aurélio Afonso, ex-JC, aprosentado e botequineiro juramentado, juntamente com Reginaldo Furtado, professor, hoje livreiro, Tatiana calmon, dispensando apresentações e um que, fazia algum tempo não o via, Andre Luiz Guizelini Balieiro, irmão da jornalista Kitty Balieiro e de um grande amigo meu, Paulão Balieiro, já falecido, que junto comigo, cursamos o Vanessa Coletagial no Cristino Cabral. André trabalhou décadas num cartório, depois foi ser gauche na vida e, assim como eu, luta para conseguir se aposentar. Puxei ele prum canto e num curto espaço de tempo, algo impossível, tentamos colocar as conversas em dia. Precisamos de um segundo tempo, onde mesmo assim, teremos depois, muita coisa para falar um ao outro.

Sair à noite e rever, estar com pessoas assim é sempre gratificante. Gosto muito. Nestes lugares, a gente nunca joga conversa fora. Aliás, se ganha muito. Primeiro que, fala-se de tudo um pouco, desde os que sabem deter o conhecimento para resolver todos os problemas deste mundo, como os resignados, sabem que o buraco é mais embaixo e estão ali, para passar tempo, estar entrelaçado com pessoas queridas, dessas que fazem nossas vidas seguir adiante, com menos sobressaltos. Saio de lá, pouco antes das 21h, pois queria ver um jogo de futebol na TV e o alvará estava também mais do que vencido. Pouco tempo, mas o suficiente para conseguir me recondicionar, mais que isso, me reernegizar, ou mesmo recarregar baterias para os embates enfrentados no dia a dia. Raul pairava no ar.



EM NOITE COMEMORANDO OS 50 ANOS DA FAAC UNESP, NO ALAMEDA, A FELICIDADE DE VARIADOS REENCONTROS
Eu não sei se a maioria dos que me conhecem sabem, mas fui funcionário da antiga FEB - Fundação Educacional de Bauru, lá nos altos da vila Falcão, muito tempo antes dela se transformar em Unesp, hoje o seu maior campus. Trabalhava num setor, hoje não mais existente, o Setor de Provas. Era um lugar cheio de não me toques, tipo o que continha uma das chaves do cofre. Naquela eóca, idos de 1978, pelaí, o professor deixava no setor a prova e passava depois buscar a quantidade de cópias que iria precisar. Muitos, nem deixavam, fazia questão de ficar esperando e levavam tudo no ato. Daquela época, um funcionário ainda continua por lá, Silvio Decimone, que se não me engano, já foi bedel e hoje é servidor administrativo do Setor de Pós Graduação. Ele é, pelo que sei, um dos únicos remanescentes daquela época da vila Falcão e da FEB. Recebeu, juntamente con outros, justa homenagem na festa dos 50 anos da FAAC - FAculdade de Arquitetura, Artes, Comunicação e Design.

Na verdade, a festa é, como se diz, um blend, uma colagem dos tempos da FEB com os da Unesp, para se chegar aos 50, agora comeorados. Tem muita história por detrás de tudo. Um pouco foi revibido no palco montado no Alameda, festa para mais de 300 pessoas. Um luxo eu estar presente. Ana Bia, a cara metade é professora do Design e, consequentemente, fui a tiracolo. Conheço muito dos profissionais ali atuando, desde servidores aos professores. Eu mesmo, já fui ex-aluno, quando certa vez, tentei, fui aprovado no curso de Tecnologia, mas em menos de dois meses, percebei, Exatas não era minha praia e fui fazer HIstória, na USC.
Acompanhei com todo o carinho as falas de quem subiu ao palco, em muitas homanagens.
 Hoje a FAAC é dirigida pela diretora Fernanda Henriques, tendo como seu vive, Juarez Xavier, ambos queridos amigos. A fala dos dois foi algo saboareado em cada palavra, sentida, pulsante, envolvente, a demonstrar, como gente como eles, como a universidade pública deve ser tocada, ainda mais nestes tempos. Um privilégio ter a Unesp em Bauru e a FAAC, com seu quadro de belos profissionais, muitos do quais conheço pessoalmente. Alguns anos atrás consegui completar a duras penas meu Mestrado em Comunicação, graças a minha orientadora, paciente como nenhuma outra, Maria Cristina Gobbi.

Foi uma noite e tanto. Conversei com muitos professores queridos, destes que, certamente orgulham a universidade pública, alguns já aposentados, mas fazendo parte de sua história. Se citar alguns nomes, me esquecerei de outros. Prefiro louvar tudo de forma genérica e guardar comigo, os tantos diálogos, envolvendo questões outras desta cidade, estado e país, que travo com muitos deles. Ou seja, a FAAC realmente possui muita importância dentro do cenário brasileiro. Talvez por tudo isso que aqui escrevi, também por causa de Ana, que me faz voltar lá constantemente, me sinto muito em casa quando por lá estou presencialmente. Da festa, posso só reafirmar, ter sido inesquecível. Souberam executá-la a contento. Todos que lá estiveram sairam contentes e os quew não estiveram, perderam algo realmente grandioso.

MEU 5° LIVRO LIDO NO MÊS É UM DE RUY CASTRO
Eu já li muita coisa do jornalista e escritor carioca RUY CASTRO. Creio que, o primeiro tenha sido a biografia dele do Garrinha e depois outra, a do Nelson Rodrigues. Não sei precisar qual delas foi a primeira, depois vieram outros. Tem um muito bom, com sua reunião de frases dos famosos de Mau Humor. Vários sobre a Bossa Nova e personalidades e passagens cariocas. Seu estilo me persegue e se volto pra leitura é por gostar ou me identificar. Neste, que li quase de uma só sentada e por estes dias, quando estou mais aqui dentro de casa, acabrunhado com minha diabetes alterada. Leio e durmo, durmo e leio.

Foi por demais interessante essa desprentesiosa leitura este seu passeio pela alma dos craques deste país. Não só dos craques, mas contando detalhes de personagens que gravitavam no entornos destes. As histórias sobre as crônicas do Nelson Gonçalves e sobre Mário Filho, o que dá nome ao Maracanã, irmão do Nelson e dono de um lindo jornal carioca, só de esportes, o cor-de-rosa Jornal dos Sports, que conheci e onde Henfil publicava charges diárias, criando denominações que seguem até hoje grudadas nos times cariocas, como Urubu, para designar o Flamengo. Ruy me pegou de calça curta quando escreveu algo de Garrinha que nunca tinha me atentado ou mesmo de Zico ou de Pelé. Seu escrito sobre Bellini, li fiz questão de reler novamente. Foi tudo tirado de um tempo, onde a TV engatinhava e tudo o que sabíamos ou ouvíamos/líamos de bola era pela rádio ou jornais. Ele nos conduz para o que é essencial sobre estes personagens, que todo boleiro gosta de tomar conhecimento. Foi leitura dinâmica, feita ao estilo vapt-vupt. Gostei demais da conta e se tivessem outras tantas pela frente, passaria a semana envolvido em suas tranças, ou tramas.

quarta-feira, 21 de agosto de 2024

DICAS (248)


RESISTIR É PRECISO

EU, MINHA CIDADE, O PT E MEU CANDIDATO A VEREADOR, CLAUDIO LAGO
Tudo nesta vida são motivações, tomada de decisões, uma atrás de outra. Somos obrigados a tomá-las em tudo na vida. Numa eleição, não poderia ser diferente. Nela, como vivo aqui há exatos 64 anos - com alguma pouca ausência -, tenho, felizmente muitos amigos e muitos deles estão no páreo eleitoral deste ano. Eu não misturo o Lé com o Cré, sabendo muito bem diferenciar as coisas e cada um que me conhece sabe como separo essas coisas, principalmente quando se trata de um voto, o que lá no fundo, no frigir dos ovos, vai decidir a vida de uma cidade. Meu voto pode ser decisivo e assim sendo, dou a ele um importância vital, pois pode decidir algo do pleito.

Eu, como até as pedras do reino mineral sabem, sou petista. Milito dentro do Núcleo de Base DNA Petista Bauru, um agrupamento onde pessoas com ideias e cencepções convergentes se unem, discutem, tentam interagir com tudo, inclusive com os destinos desta cidade. Por lá, a decisão minha e de todos que lá militam foi tomada lá atrás: era a hora e vez de incentivarmos o companheiro Claudio Lago a participar do páreo. Ele, militante de muito tempo, foi um dos grandes batalhadores do Sindicato dos Bancários na cidade, algo realmente onde se pode vislumbrar luta e lida séria, algo compromissado com as transformações sociais tão necessárias e candentes por aqui e por toda parte. Portanto, o danado tem longa história.

Fizemos tudo o que esteve ao nosso alcance para que o mesmo fosse o escolhido para disputar a Prefeitura de Bauru, como pré-candidato a prefeito. Conseguimos, com o PT unido, aprovar numa plenária, casa cheia, pela candidatura única na cidade. Teríamos um disputa interna, com dois candidatos e ali, mostraríamos para todos a importância de ter alguém como o Lago neste papel. Passaram um trator por cima do que os petistas bauruenses decidiram e por fim, sob a alegação de que tudo foi decisão da Federação dos partidos, envolvendo PT, PV e PcdoB, outros nomes vieram à baila. Foi uma catástrofe anunciada. Não deu outra, vergonha em cima de vergonha. Infelizmente, nossa vereadora, Estela Almagro, esteve por detrás deste triste momento da vida partidária petista e hoje, temos um candidato que ninguém nunca viu na lida e luta transformadora deste país. Tem mais. Hoje, já se fala de sua inapetência por motivos documentais ou até mesmo por não ter se descompatibilizado à tempo de funções outras. Tudo incide em algo bem simples, está no lugar errado, momento errado e é o candidato mais errado que poderiam ter escolhido para representar o PT. Ou seja, Crepaldi é um objeto estranho no meio petista, daí, impossível seguir com alguém assim a nos representar.

Sendo este ou não quem irá encabeçar a chapa onde o PT seguirá neste pleito, neste caso, infelizmente, a vida segue e o Núcleo de Base DNA petista decide continuar dando seu total apoio para que, Claudio Lago, siga agora sendo seu representante, tentando uma vaga na Câmara de Vereadores. As possibilidades são grandes e as dificuldades maiores ainda. De 17 passaremos a ter 21 vereadores. Militância petista é algo de luta, de arregaçar as mangas e ir à luta, sem pedir licença, enfrentando tudo e todos. Portanto, este meu voto e de todos os que, junto comigo, militamos seriamente. Não apoiamos alguém só por ser baita amigo, como se apresenta comigo. Tem que ter muito mais e isso se mostra no dia a dia. Deste grupo, quando o escolhemos, o fizemos pelo preparo adquirido ao longo dos anos. Foi o conjunto da obra que nos fez convergir para seu nome. Este, portanto, é o seu momento e assim, faremos de tudo para que consiga chegar lá.

Temos uma tarefa das mais difíceis pela frente. Muito difícil. Em primeiro lugar eu me apresento, quem me conhece sabe quem eu sou, onde atuo, como milito, tenho uma trajetória de vida. Coloco tudo isso na mesa e corajosamente, digo que, meu candidato para mudar algo dentro da Câmara de Vereadores de Bauru é este companheiro de todas as horas, CLAUDIO LAGO. Posso discorrer sobre o danado e do que pode fazer dentro de nossa Câmara por horas. Claudião não estará lá para fazer acordo com a parte contrária, mas para fiscalizar de fato as ações do Executivo e propor uma cidade completamente diferente da que vemos hoje sendo conduzida sob a batuta de Suéllen Rosim. Ele sabe que, tem muita coisa sendo tocada desordenamente e danando com Bauru. Inconcebível não termos conseguido conlcluir a ETE - Estação de Tratamento de Esgoto, não termos conseguido liberar o dinheiro pra Cultura, quase R$ 3 milhões, que seriam divididos para classe artística poder trabalhar. Também sabe da importância do DAE continuar sendo bauruense e do servidor público municipal ser mais valorizado, assim como sua FUNPREV receber o invenstimento necessário, para não colocar em risco a aposentadoria do servidor. A questão da água é algo discutido a todo momento pelo nosso grupo e estará na ponta da língua dele como vereador. Seu olhar pra periferia da cidade - a questão da moradia e transporte - será altaneiro, proemimente, necessário, numa espécie de revolução tardia, pela qual essa cidade precisa passar.

Não dá mais para Bauru permanecer, observar calada algumas das aprovações ocorrendo dentro das hostes da Câmara, contando inclusive com voto de quem nos representa. Ter um vereador como Lago por lá é a certeza de que, estará presente nas lutas do dia a dia desta cidade, opinando, mostrando sua cara, com atuação marcante, incisiva e obrigatoriamente a defender quem de fato precisa de alguém como ele por lá, para não só estes ter uma representatividade autêntica, mas atuante, sem máculas ou jogos duplos.

Quando venho aqui para sugerir, propor que votem nele, o faço, sem medo de errar, não colocando em risco tudo onde estive enfurnado até agora, pois sei, este é dos poucos, dentre todos os que vejo hoje postulando a vaga, como alguém comprometido com a luta, tendo ela como seu objetivo de vida. Se alguém pode nos representar bem, oriundo do campo ideológico, este alguém é Claudio Lago. Em todas as boas e necessárias lutas, pode perceber e registrar, estivemos eu e Lago envolvidos nela. Estamos dando a cara a tapa faz tempo. Somos de luta. Resistimos como a aroeira, vergamos, mas não quebramos.

Precisava fazer essa DECLARAÇÃO. Creio, ter até demorado para fazê-la. No começo desta campanha, diante de tantos nomes pipocando por todos os lados. Já tenho meu voto definido e sei, o fiz de causa pensada, junto de outros companheiros (as). O mandato coletivo não precisa necessariamente ter muitos nomes conpondo a chapa, mas ter uma proposta coletiva, um ideal de luta. Eu vivencio algo transformador e sonho com essa transformação.

Com Lago lá, tenho a plena certeza, seu mandato será muito mais que um mandato verdadeiramente popular. Por tudo isso e muito mais, corajosamente, venho aqui e lhes apresento meu voto. Se quiserem conversar a respeito estou totalmente à disposição. Não quero convencer ninguém de nada, mas só mostrar de uma real possibilidade, algo onde possamos construir algo realmente novo, nesta cidade, estado e país. Conseguimos tirar o pior presidente da República que este país já teve do poder, recolocamos Lula no poder e precisamos também ajudá-lo na tarefa, de mesmo sendo minoria nas votações em Brasília, seguir adiante e reconstruir este país. Na nossa Bauru tudo passa hoje por um processo de degradação crescente. Gente como Lago vai ajudar a impedir o avanço destes todos se elegendo só para fazer negócios e endividar mais os cofres municipais. Acho que já me alonguei demais. Eu quando decidi meu voto, o fiz pensando em quem realmente pode estar lá é fazer algo de concreto, sem encher linguiça e dourar a pílula. Por tudo isso e muito mais, estou com CLAUDIO LAGO para vereador. Somos petistas e seu número é 13000.

terça-feira, 20 de agosto de 2024

DOCUMENTOS DO FUNDO DO BAÚ (196)


ALGO MAIS

E SE ISTO SE CONSUMAR???
Como já é sabido até pelas pedras do reino mineral, a campanha da composição montada pela Federação (PT, PV e PCdoB) para Bauru é como se fosse uma embarcação velha, fazendo água por todos os lados. Já tentaram tapar a água, que invade a o convés, mas sem nenhuma atitude ainda eficiente e definitiva. Ou seja, o nome escolhido, da forma mais surreal possível, não vinga, não emplaca e só continua por causa do prazo já encerrado das convenções. Na verdade, como fazer campanha para um candidato sem nenhuma atitude de conciliação ou mesmo de aproximação com o ideal de vida da esquerda brasileira? Se já é difícil continuar a campanha com este bode enfurnado no meio da sala, ainda agora vem essa nota do Entrelinhas do JC, algo solicitado por Pedro Valentim, a impuganção da candidatura do elevado a concorrer como representante da Federação, por não ter se descompatibilizado no tempo hábil. Se isso vai vingar é outra coisa, mas tudo causa turbulências numa embarcação já sem condições de navegar, sendo que, estamos no início do percurso, ou seja, da dita campanha eleitoral.

Estive em Jaú quando o ministro Alexandre Padilha lá esteve para se confraternizar com candidatos daquela cidade e da região. O nosso (sic) candidato lá compareceu, juntamente da presidenta vitalícia do PCdoB e é como se não tivessem ido, pois passaram totalmente desapercebidos. Como fazer campanha se escondendo? Pois é o que fazem.

Descaradamente. Ficaram sentadinhos na primeira fila, sem mover sequer o pescoço para os lados e quando foi anunciado que o ministro gravaria alguma mensagem com os candidatos, correram para a fila, gravaram e desapareceram como num passe de mágica. Enfim, como interagir com a festa ali em curso, se tudo ocorreu na penumbra aqui na cidade de Bauru?

Aqui na cidade, outro candidato passa por situação similar e pode ter sua candidatura impugnada, Antonio Izzo Filho, o único que no debate da Band ousou dar cutucões contundentes na direção de Suéllen Rosim, lembrando até o Palavra Cantada. Nada mais além dele. Izzo, assim como o candidato dito representante da esquerda, são praticamente cartas fora do baralho. O que virá como resultado deste pleito, se o nome do indigesto continuar e passar na prova dos nove do Tribunal Eleitoral será vexaminoso em todos os sentidos.
 Retrocesso é certeza e eleição da Suéllen no 1º Turno, outra hipótese justificável e pouco compreensível. Enfim, como o PT, representando um percentual de voto, principalmente na periferia da cidade, se deixar levar por um candidato que nunca lá pôs os pés? Só pode dar merda.

Nhaca mesmo dará se seu nome não vingar. A trama foi urdida sempre entre poucos e sendo interrompida pela Justiça Eleitoral, uma vergonha a mais para ser adicionada a tudo o que aqui já denunciei e foi escancarado como um golpe no que o partido havia decidido internamente, o caminhar com candidatura própria. Não choro mais o leite derramado. Existem hoje campanhas em curso e nas ruas, todos almejando chegar no mínimo à vereança. Todos, indistintamente, terão uma campanha sem a presença física do candidato à prefeito, pois esse desconhece o caminho das ruas e no máximo, gravará algo em estúdio. Será que alguém se arriscaria a sair com ele pelas ruas? Se já está difícil conseguir votos, perder mais alguns seria algo bem fora da casinha.

E agora mais essa. O cara pode cair fora sem nem bem ter entrado. Já escrevi que, poderia ter ficado sem essa, se tivesse a honradez de recusar convite tão inviável e despropositado. Não o fez, assumiu para si algo onde não sabe nem como se posicionar. No debate, foi o pior de todos, pois pego de surpresa, nem que quisesse, tudo o que ali falou foi de improviso e numa preparação de última hora, feita nas coxas. Péssimo isso de uma campanha ser tocada nas coxas, quando tudo poderia estar já nas ruas, alegria estampada na face dos candidatos a vereador, mas impossível isso ocorrer diante dos fatos. Quem pariu matheus que o embale, diz o ditado, pois bem, que assim seja. E agora, teremos mais sete dias para esperar o que ele vai usar como justificativa e depois, mais alguns para a decisão do Tribunal. Só depois, debaixo de uma vergonha sem fim para quem articulou essa composição, saberemos como tudo terá continuidade. Poderíamos estar vivenciando outro momento, mas como é sabido, tem gente jogando contra os interesses populares nesta esdrúxula composição. Eu, petista de quatro costados, morro de vergonha disso tudo...

outra coisa
REPERCUSSÃO DE UM POST DE ONTEM
Poste ontem algo sobre amigo escrevendo sobre a necessidade de lermos e para a militância estar bem /aprumada, ter as teorias todas na ponta da língua. Compartilho aqui comentário do militância social, Laércio Simões: "Pois é. O que difere o militante, de um indivíduo comum é justamente a, teoria e postulados metodológicos que servem de referência para o seu, conhecimento, experiências e, sua atuação. Sem, "método", nao tem militância. Tem ação voluntária, o que pouco ou nada, contrubui, para uma ação transformadora. Uma vez que: A sociedade esta sempre em constante evolucão e mudança. (...) O cansaço vem do tempo, do movimento das coisas e principalmente: dos resultados. Eu, particularmente estou muito, cansado. Enfim: São mais de quarenta anos de militância. De, ativísmo político. Mas...

E por fim publico o texto que me motivou a escrevinhar ontem:
"Militância e Estudo
Uma das consequências da virada militante à noção de "experiência vivida" é a desvalorização da leitura e do estudo nos meios radicais. Ora, para que ler, se a minha experiência imediata já é fonte suficiente de conhecimento?? Eis o problema com isso: não existe isso de experiência imediata. Toda experiência é mediada por conceitos. A noção de que teríamos acesso imediato a uma experiência pré-conceitual, que magicamente se cristalizaria em conceitos verdadeiros, é um preconceito empiricista que já deveria ter morrido de velho.

Pelo contrário: toda experiência é imediatamente mediada, não existe isso de um fundo pré-conceitual que viria a redundar em conceitos. A mesma experiência pode ser concebida... isto é, conceitualizada, de diferentes formas. Até o mais "imparcial" historiador, por exemplo, carrega consigo algumas decisões conceituais que envolvem comprometimentos filosóficos. E agora eu pergunto: quais os conceitos que temos mais imediatamente disponíveis para dar conta de nossas experiências?? Aqueles que nos fornecem o senso comum. O senso comum é o equivalente conceitual do status quo. O que quer dizer o seguinte: confiar na nossa primeira educação para dar sentido às nossas experiências resultará em interpretações que reafirmam inevitavelmente o status quo.
É só com muita dificuldade que nos elevamos acima da doxa (crença comum), dos conceitos correntes. Qualquer militante deveria dedicar uma boa parte de seu tempo "livre" ao estudo da economia política, da filosofia, da literatura e das artes. É só aí que se pode começar a questionar o arcabouço conceitual que nos foi relegado, a maioria das vezes para a reprodução daquilo que está.

A influência do positivismo à americana nas organizações de "esquerda" é uma praga com raízes profundas. O empirismo é uma praga contraproducente para qualquer um que queira criar um mundo que ainda não existe... porque justamente por não existir, esse mundo não pode ainda ser experimentado, mas tem de ser pensado, compreendido antes.
Saudações Comunistas!!", Camarada Insurgente Marcos The Rocker

segunda-feira, 19 de agosto de 2024

PRECONCEITO AO SAPO BARBUDO (205)


COMEÇOU A PAULEIRA

ISSO MOVE MULTIDÕES

RODEADOS DE PERVERTIDOS
Leio nos comentários de uma conhecida: "Dei aula para um casal de professores renomadíssimos na universidade pública. Carreira longa, aproveitando todos os recursos oferecidos pelo Estado, bolsa pesquisa, morar no exterior para pesquisa pós-doc, etc... Um belo dia vejo os dois, já aposentados, mas na universidade ainda, de verde e amarelo na passeata no biroliro. Não botei fé".

São tantas as decepções. Quando vejo os com menos informação, os as recebendo somente pelos canais internéticos, esses ainda tento algo, converso, insisto, busco encontrar o elo onde deixamos isso tudo acontecer e até me culpo, pois como todos, faço parte dos que, poderiam ter feito mais e deixamos a coisa ir rolando, chegando na situação atual, agora de difícil reversão. Porém, o que dizer destes, os bem formados, com cursos por todos os lugares e creio eu, sabendo muito bem discernir o joio do trigo, mas o para se posicionar ao lado dos que cravam a estaca nos nossos peitos. São tantos os assim. Aqui bem do meu lado, familiar muito próximo, conseguiu formar o filho por causa dos programas educacionais existentes, quando este cursou sem pagar e só começou a fazê-lo ao final, ainda com tudo parcelado a perder de vista. Fala bosta por aí dos programas sociais, de tudo, sem olhar para o próprio caso, o do filho só ter conseguido se formar e hoje morar no exterior, sem ter devolvido ao governo o investimento a ele feito. Isso não é ingratidão, creio ser algo entre a burrice e algo de consciência, de ter desvio de conduta. Estamoas rodeados destes.

AOS 64, MOLÃO COMO ESTOU HOJE, LEIO ALGO POSTADO POR AMIGO, SOBRE "MILITÂNCIA E ESTUDO"
Sim, sei da importância de leituras, não só acadêmicas, mas os clássicos e, principalmente para todo e qualquer ser que se diz militante social, saber exatamente onde está enfurnado, até para não dizer besteira e não fugir tanto do que está prescrito nos manuais ou nos grandes pensadores. Já fiz muito isso, talvez não da forma como deveria e sei, poderia ter lido muito mais, me aprofundado muito mais em leituras "pesadas". Deixei a desejar, sei disso. Mesmo assim, procurei não me desviar de algo a me seguir uma vida inteira, a de estar atento ao que diziam os próceres do que sigo e a vida que levo. Mesmo deficiente, creio estar a contento no quesito militância. Estou por aí desde que me conheço por gente, todos que me conhecem sabem onde estou, como me posiciono e o que defendo. Assim seguirei.

Junto isso com meu estado astual, onde acometido por uma súbita moleza interior, que creio não deva ser Covid, sem a descartar, pois tomando todas as vacinas possíveis, sei que se ela chegar, os efeitos talvez não sejam tão implacáveis. Me cuidei. Porém, confesso, estou mole, querendo só cama. Ficar quietinho no meu canto. E isso tudo me faz pensar em tudo o que ainda tenho para ler e como venho fazendo isso nos últimos tempos. Juntei livros uma vida inteira e sei, não os lerei todos, porém continuo comprando e o prazer inenarrável de ir organizando tudo nas prateleiras, escolhendo os que lerei é algo deslumbrante e apaixonante.

E diante de tanta oferta, o que ainda leio? Não sei se isso também seja efeito de uma Covid que, creio ter tido durante o período crítico, mas a mente está um tanto cansada, não capta mais como antes leituras específicas, com muito detalhamento e teorias necessitando aprofundamento e dedicação. O meu chip está cansado, talvez a demonstrar final de carreira e daí, hoje continuo lendo muito, até mais que antes, mas me concentro em algo mais leve. Minha média tem sido de uns sete livros mês, junto da leitura da revista Carta Capital e Piauí, por inteiro. Jornal, folheio o Jornal da Cidade e me concentro em algo mais pelos sites e blogs. Ou seja, leio pra dedéu, porém, nada mais onde a cachola ferve, entra em ebulição. Muito romance, biografia, reportagem, crônicas, contos, história e assim, creio eu, com todos dentro de minha linha de pensamento e ação, algo que pode ser considerado sem consistência, porém, me mantém plugado, sintonizado em algo efervescente.

Que me desculpe este meu amigo, pois sei, ele está, com uns 20 anos menos que eu, lendo muito mais, mas só leituras ditas consistentes. Não creio ter perdido o fio da meada, mas algo interior se alterou e me levou para amenizar tudo daqui para frente. E agora, acometido dessa moleza, vejo diante de mim uma infinidade de leituras, todas se exibindo para mim, oferecidas e me instigando a mesmo mole, devorá-las, pois se ruim estou, não sabendo quanto tempo me resta, nada como ir tirando o atraso. Ou seja, querem falar de trivialidades, contem comigo e quiserem algo mais sério, consistente, indico este meu amigo, pois ele tem tudo na ponta da língua - meu filho também segue essa linha, mas é mais eclético. Eu já, mesmo sem ter debandado, não registro mais de memória nada contundente. Tenho que consultar meus alfarrábios para quase tudo. Assim sigo. A moleza deve passar e a leitura continuar.
Obs.: As duas fotos minhas foram tiradas por Tatiana Karnaval Calmon no último domingo, Jazzcob, no Vitória Régia, quando já começavam sinais da moleza interior.

SEM PALAVRAS
Fernanda Montenegro protagonizou um ato inesquecível ontem ao ler Simone de Beauvoir para mais de 15 mil pessoas no Parque Ibirapuera. A maior de todos os tempos, inigualável, inesquecível!

domingo, 18 de agosto de 2024

BEIRA DE ESTRADA (183)


UMA COISINHA SOBRE SILVIO SANTOS E OUTRA SOBRE ALAIN DELON - O RESTANTE TODO JÁ FOI OU ESTÁ SENDO DITO SOBRE OS DOIS
1 - "É certo que não se deva bater de frente contra a imagem popular de Silvio Santos por ocasião de sua morte, mas deveria haver algum comedimento na babação de ovo em louvor ao homem do baú. Detentor de corporação de comunicação, explorador da boa fé das pessoas e intimidades com a ditadura e com a extrema direita deveriam levar setores progressistas a terem mais cautela em seu deslumbramento acrítico", Gilberto Maringoni.

2 - "Vou deixar este mundo sem me sentir triste. A vida já não me atrai. Vi e experimentei tudo. Odeio a era atual, estou farto dela! Vejo criaturas realmente detestáveis o tempo todo. Tudo é falso, tudo é substituído. Todo mundo ri um do outro sem olhar para si mesmo! Nem respeito pela palavra dada. Só o dinheiro é importante. Ouvimos falar de crimes o dia todo. Eu sei que vou deixar este mundo sem me sentir triste por isso! ” - Alain Delon.
(8/11/35 - 18/8/24)

QUAL O MAIOR PROBLEMA DE SUA CIDADE: EDUCAÇÃO, SAÚDE, HAMAS OU MADURO?, POR EDUARDO SAKAMOTO
"Escolas sem papel higiênico, falta de remédios em postos de saúde, quadras e parques jogados às traças, creches em quantidade insuficiente, transporte público caro, acúmulo de lixo e sensação de insegurança são desafios de muitas cidades. Mas para uma parte do eleitorado o principal tema a ser discutido nas eleições municipais é o terrorismo do Hamas ou a violência de Maduro. Sejam em debates na TV, em brigas nas ruas de grandes cidades ou em propaganda eleitoral (ilegalmente antecipada), a impressão é que estaremos escolhendo um ministro das Relações Exteriores ou um secretário-geral das Nações Unidas, em outubro, e não alguém para cuidar dos problemas do território em que vivemos.

É grave a situação no Oriente Médio após o ataque terrorista do Hamas deixar mais de 1.100 mortos em Israel e a resposta do governo de Benjamin Netanyahu ser um crime de guerra com quase 70 mil cadáveres em Gaza. Da mesma forma, é extremamente preocupante que o governo de Nicolás Maduro esteja escondendo as atas eleitorais que provariam o resultado da eleição e reprimindo violentamente os protestos da oposição.

Mas transformar os dois temas em assuntos centrais do pleito municipal interessa a 1) quem não é capaz de produzir um debate qualificado sobre as demandas da população da cidade em que deseja ser prefeito ou vereador; 2) a grupos interessados em excitar o eleitorado mais radical, acordando a ultrapolarização existente, para ser instrumentalizado na campanha. Em ambos os casos, perde o interesse da cidade.

Essa estratégia é, claro, hipócrita porque quando tratamos de Gaza/Israel e Venezuela, estamos falando de violações a direitos humanos. Ironicamente, muitos dos mesmos grupos e personagens que cobram um posicionamento sobre os direitos humanos fora do Brasil são aqueles que pisam nos direitos humanos aqui dentro com discursos misóginos, homotransfóbicos, fundamentalistas e violentos. Precisamos falar de direitos humanos sim, o respeito desse mínimo civilizacional lá fora, mas também aqui dentro, nos municípios. Só que falar sobre soluções para fora é muito mais fácil".

LUCIANA FRANZOLIM VOLTOU DO CHIPRE PARA UNS DIAS EM BAURU E FEIROU HOJE
Luciana Franzolin partiu de Bauru algumas décadas atrás, após intensa vida bauruense. Nada muito diferente do que um dia fez Mauro Rasi, quando a cidade acabou ficando pequena diante de tanta coisa dentro de sua cabeça. Por aqui, possui intenso trabalho no campo da fotografia. Lembro de ter dado minha contribuição, pouco antes dela partir, numa bela exposição na feira dominical da Gustavo, entre caixotes e legumes. Depois a víamos pelas publicações, via Londres. Casou, se tornou mãe, retornou para Bauru por um tempo e depois partir para a ilha de Chipre, pertinho da Grécia, no meio do mar Mediterrâneo. 

Sua vida continuou por lá, vendo o filho crescer. Teve um problemão de saúde e hoje, deu literalmente a volta por cima. Está novamente nas paradas de sucesso e toda sorridente, novo amor e novas perspectivas sobre a vida. Voltou para passagem rápida para rever a cidade, lugares e amigos. Estive, ou melhor, tive o prazer de estar junto dela e de Alkis Papadouris na manhã deste domingo, 18/08, revendo algo no centro de Bauru e circulando pela feira da Gustavo Maciel, culminando com uma foto dela diante da imagem de Eni Cesarino, no armazém defronte a Feira do Rolo.

Rever Luciana, após tantos anos fora de casa é algo divinal. Com qualquer um que volte depois de tanto tempo e vai revendo seus lugares - ela obrigatoriamente bateu cartão no Armazém Bar -, a sensação deve ser mais que deja vu. Luciana está se reinventando, com ótimo astral, de bem com a vida, no momento somente tentando redescobrir lugares por aqui que lhe são gratos. Eu e Ana Bia, junto do Silvado Camargo, seus dois diletos amigos, estivemos circulando com eles e em outra passagem obrigatória, na banca de livros do Carios, Alkis ganhou de presente um chapéu de palha, aba bem larga, para proteção das intempéries provenientes do sol. Lindo demais ver o mundo dar várias voltas entorno de si mesmo e Luciana passar por aqui, com saudade de sua cidade e nós, dela. Agora, nos instiga para irmos lá conhecer Nicósia, a capital chipriota, com 200 mil habitantes, vivenciando algo com o mar Mediterrâneo por todos os lados e poros. 

O QUERIA SERIA BAURU CULTURALMENTE NÃO FOSSE O SESC? - EU NO ÚLTIMO DIA DIA DO JAZZ FESTIVAL, PARQUE VITÓRIA RÉGIA, ACOMPANHANDO O CANDIDATO VEREADOR CLAUDIO LAGO
Em termos de Cultura de verdade, Bauru deve literalmente as calças para o SESC, unidade BAuru. Eles continuam produzindo e realizando algo único dentro desta city. Inigualável trabalho. Na tarde deste domingo, 18/08, só a confirmação. No encerramento do Festival de Jazz, que aconteceu durante toda semana na parte interna do SESC, na rua Aureliano Cardia, hoje vieram para a praça pública e presentearam Bauru com mais um raro espetáculo. Isso hoje, fazem com extrema sapiência, diante das atividades da SMC - Secretaria Municipal de Cultura, cada vez mais acanhadas, sem nexo e sem padrão definido, ou seja, mais perdidos que cegos em tiroteio. Já fmos melhor melhor no quesito Cultura advinda das hostes públicas municipais e hoje, lamentavelmente, vivenciamos algo como o fundo do poço. Daí, o SESC nos salva.

Estarei por estes dias publicando muito por aqui de minhas andanças junto do amigo, hoje candidato a vereador pelo PT, Claudio Lago. Ele já circula nestes meios culturais todos, conhecendo todos seus artífices e problemas, mas ver in loco é mais que necessário, não só para simples constatação, como para ver como poderão ser feitas políticas públicas que, verdadeiramente, possam atingir e atender as demandas todas, hoje tão em falta em Bauru. Lago conversou com muita gente, viu, ouviu, navegou como todos os presentes dentro do que acontece de bom na cidade, também proveniente de algo público, mas deu para sentir das deficiências do poder público municipal, hoje totoalmente ausente de vivências culturais.

O festival em si foi um arraso, um maravilhamento, culminando com seu encerramento a agrupar tanta gente em torno de boa música. Algo que, poderia estar vicejando por todos os poros bauruenses e não está, muito pela inércia e péssima gestão, sem olhos voltados para a Cultura, dessa aberração que é o desGoverno de Suéllen Rosim. Só a perda do montante possibilitado à Bauru pelas Leis Paulo Gustavo e Aldir Blanc II, verdadeiros casos de polícia, algo que deve gerar nos próximos dias uma manifestação de artistas e todos os demais interessados em fazer arte. Lago sabe que, a perda desses valores implica e muito na vida de tanta gente envolvida com essas questões, hoje menospresadas pelo insanidade de quem administra a cidade pelo viés fundamentalista.
Nas andanças deste HPA, junto de Claudio Lago, estaremos a cada instante, não só passando rapidamente por questões mais que necessárias, mas pulsando junto com quem ainda resiste, faz e acontece, como antevendo algo diferente, ousado, ou seja, outra proposta, a de ser, fazer e acontecer, fazendo com que Bauru reencontre ou construa caminhos diferentes, tornando possível que o clamor popular esteja latente, sendo o motor transformador, elevando Bauru a um patamar muiuto diferente do que vemos hoje. Eu e Lago sempre estivemos pela aí, basta ver minhas publicações. O que verão nestes próximos dias é somente a extensão de tudo o que já fazemos, estamos e temos a certeza, precisa ser feito dse forma diferente.

sábado, 17 de agosto de 2024

PALANQUE - USE SEU MEGAFONE (193)


VIVER TUDO INTENSAMENTE, POIS É ÚNICO

APROVEITANDO PARA ALGO MAIS SOBRE O CASO APAE E MORTE
Na estrada de terra ligando a rodovia Bauru/Marília, junto ao Posto Comandante, até a estação férrea de Val de Palmas, acontece de tudo e mais um pouco. Até tentam mantê-la limpa, mas a renovação da jogatina de todo tipo de lixo no local é constante, quase ininterrupta. Restos de tudo e muita incineração, resquícios de fogo por toda a margem da estrada de terra. Ouço agora que, uma das hipóteses de onde o corpo da funcionária da APAE teria sido descartado seria lá e que a própria APAE incinerava ali papéis descartáveis. Uma varredura já foi feita e nada do corpo, mas como tudo ali acontece, essa hipótese não deve ser descartada. As fotos foram sacadas de postagens do vereador Marcelo Afonso e retratam muito bem algo visto por todos os lados, tudo muito próximo da rodovia.

Uma coisa é o desaparecimento de forma violenta da servidora da APAE, provavelmente assassinada pelo atual presidente da entidade na cidade, onde ambos atuavam como seus dirigentes maiores. Creio, sem erro, que o motivador deste assassinato tenha sido DINHEIRO. Podem existir outros fatores, mas no frigir dos ovos, quando tudo estiver devidamente elucidado, impossível na junção do A + B, não chegar na copnclusão de que tudo tenha tudo, lá no fundo, ou como mola mestra, algo a envolver as questões financeiras da entidade. Quando se olha as imagens, depois o envolvimento do presidente, tudo já demonstrado, falta somente, neste momento, a conclusão final, ou seja, a descrição de como tudo se deu, doa a quem doer.

Digo isso, do doa a quem doer, pois hoje as APAEs vivenciam algo surreal, com muita grana advinda de doações e contratos milionários, dinheiro público em abundância, para o atendimento de algo primordial, do qual não tripudio, nem regateio. Só mantenho uma firme opinião de que, tudo hoje acontece um tanto sem controle eacompanhamento adequado. Todos os lugares onde existe algo parecido, muito dinheiro envolvido e com brechas latentes para desvios, deveria ocorrer ou um acompanhamento mais de perto ou mesmo, o próprio governo, o fornecedor dos convênios e dinheirama em caixa, providenciarem a execução do trabalho. Tem vários casos já denunciados de desvios em APAEs e a coisa continua fluindo como dantes, sem mudanças estruturais. Creio que, diante da tragédia ocorrida em Bauru, a lebre poderia ser desvendada e uma atitude mais séria tomada. Muito pouca fiscalização com muita grana em curso. Quer perigo maior? Aconteceu virou manchete.

O PAPEL DO MINISTRO FLÁVIO DINO NO STF É ESSENCIAL NA LIMPEZA/HIGIENE...
PASSOU DA HORA - TINHA QUE SER ATRAVÉS DO STF E DO DINO
"STF forma maioria, e apoia a decisão(até então unitária de Flávio Dino, para suspender pagamento de emendas parlamentares.
Nesta sexta (16), o STF em julgamento virtual, formou maioria, para interromper o pagamento das emendas impositivas do Congresso, num placar que já está 6 a 0.
Seis ministros(incluindo Dino) já votaram para confirmar decisão do ministro, que suspende os repasses para as "emendas parlamentares" em caso que está sendo julgado em plenário virtual, e o prazo para os ministros depositarem seus votos é às 23h59 de hoje, mas que com já existe maioria a favor da medida...

Para Dino, não há transparência e rastreabilidade, sobre o destino do dinheiro destinado pelos parlamentares, e seu voto foi seguido integralmente por Moraes, Zanin e Fachin, e mesmo com algumas alterações, a maioria dos ministros, defendem a existência das emendas, porém elas "não podem ser alocadas sem o atendimento à programação estratégica voltada à consecução das prioridades do país".

Estas "emendas impositivas" são repasses que a União é obrigada a fazer, a pedido de deputados e senadores, e nelas estão incluídas as "emendas pix", que saem automaticamente dos cofres federais, para o caixa de estados e municípios, e as emendas individuais e de bancadas estaduais, que têm trâmite mais lento.

Todas elas estão suspensas com esta decisão do STF, que avalia que elas também não cumprem "critérios técnicos de eficiência, transparência e rastreabilidade". Desde 2020, as transferências feitas pela "emenda Pix" somaram R$ 20,7 bilhões, e sua utilização, por parte do Legislativo, aumentou após a decisão do STF, que colocou fim ao orçamento secreto em dezembro de 2022. Outro influenciador do aumento foi a aproximação das eleições municipais.

Neste ano, houve um recorde de recursos enviados com a liberação de R$ 7,7 bilhões por parte do governo do presidente Lula, até que o Procurador-Geral da República, entrou com ação no STF no início do mês, pedindo que a corte considere as emendas Pix" inconstitucionais, pois conforme Paulo Gonet, os riscos deste tipo de transferência em períodos eleitorais causariam danos "irreparáveis ou de difícil reparação ao erário", com "mau ferimento dos deveres estatais de transparência, máxima divulgação, rastreabilidade e controle social dos gastos públicos", e então a PGR acionou o Supremo, após a associação de jornalismo, pedir o fim das "emendas Pix", e então o ministro Flávio Dino determinou que as "emendas Pix" só sejam liberadas, caso haja total transparência sobre a destinação e os objetivos do recurso, e manteve a suspensão após a ação da PGR, reiterando a decisão proferida anteriormente, que condicionou a execução dos repasses a uma série de medidas, para que os pagamentos possam ser "rastreados" da origem ao destino, e que os parlamentares autores dos pedidos possam ser identificados.

É claro, que o Congresso, mal-acostumado como estava, em ser "o dono dos recursos públicos" não gostaram da decisão(ainda preliminar, mas...)que tira-lhes das mãos, a grana que "banca" suas carreiras políticas, e irão esbravejar, atrapalhar o andamento do Congresso, e tentar reverter esta decisão do STF, até as últimas consequências..."

UMA SÓ PALAVRINHA SOBRE COMO ANDA A CULTURA MUNICIPAL BAURUENSE
Na vizinha Lençóis Paulista seu teatro está em plena atividade, com pelo menos dois espetáculos na semana, tudo com entrada gratuita, atores e cantores conhecidos e aqui em Bauru, nosso teatro fechado há mais de um ano, sem previsão de abertura, mas algo movimentando sua calçada algumas vezes por semana. 

O espaço é utilizado como embarque e desembarque de viagens turísticas, com muitas malas e pacotes espalhados pelo local, possibilitando intensa movimentação, algo em falta no quesito espetáculos teatrais, na antes agitada - administrações anteriores - agenda do Teatro Municipal Celina Alves Neves. 

Nosso teatro já é quase uma extensão do terminal rodoviário.

sexta-feira, 16 de agosto de 2024