"Eu acho que o Brasil precisa editar uma lei para classificar a Ku Klux Klan como organização terrorista e intervir nos Estados Unidos", publicado no Facebook por Felipe Facin Lavarda.
ALGO DA NECESSÁRIA TRIVILIADADE ANTES DE COMEÇAR A CONTENDA...Um pouco de poesia antes da bola rolar e sangue voar para todos os lados e poros, como ocorre por estes dias no campinho aqui onde me situo e atuo. Dias atrás fui entrevistar o Roberto, do Sebo do Bau para o reínicio do Lado B, as entrevistas que farei via Youtube. Conversamos e ele me falava de um cara que adentrou o sebo e roubou o relógio do seu funcionário, este em cima do balcão. Digo a ele, na saída, roubarei também algo. Ele ri e diz: "Leve o que quiser, você pode". Posso nada, mas assim mesmo trouxe este livro instigante do português Fernando Namora, "Domingo à tarde", edição portuguesa de 1970, que havia batido o olho ao chegar.
Quando abri o livro, logo na primeira página uma arrebatadora supresa, ele fez parte do acervo, uma biblioteca não mais existente na cidade, a da CFP (Centro de Formação Profissional) Engº Aurélio Ibiapina, o da famosa em Bauru, Escolinha da Rede, ou seja, a escola profissionalizante, algo idêntico ao SENAI e que, com a privatização das ferrovias, obra do governo FHC, teve fim. Os livros foram espalhados pela aí e muitos caíram nas mãos de sebos. Eu, emocionado, pois estudei na Escolinha, assim como o sindicalista Roque Ferreira e o pérfido astronauta Marcos Pontes. Tenho inenarráveis recordações dos meus tempos de Escolinha e alguma dos livros emprestados desta biblioteca.
Estivemos ali para cursar algo profissionalizante, no meu caso, Metalurgia, que nunca mais utilizei na vida. O que guardo para sempre são as recordações do lugar, do aprendizado ali tido e do estágio nas famosas Oficinas da Rede, a RFFSA, hoje barracões abandonados e sem destino. As gravações feitas neste livro, que guardarei com todo carinho, me fazem voltar no tempo. Tenho visto ali no Sebo do Bau muitos e muitos livros com carimbos de bilbliotecas diversas, a maioria de escolas públicas e prefeituras, todas com muitos muitos livros espalhados pela aí. A degradação é perceptível, pois estão se desfazendo de acervos, exterminando bilbliotecas, como faz aqui a SMC - Secretaria Municipal de Cultura de Bauru, dando cabo de quase todas suas bibliotecas ramais, dando inclusive sumiço com os livros, estes desaparecendo do acervo como num passe de mágica. Tristeza total e absoluta.
Eu muito me emociono com estes pequenos detalhes das entranhas da vida educacional brasileira. Com este tipo de degradação, este espalhamento proposital de livros, não é possível ocorrer uma transformação na mente dos educandos. Sem livros, sem incentivo, sem leitura, a compreensão vai pro beleléu e somos todos mais facilmente dominados. Nos tempos que estudei as bibliotecas podiam não ser um primor, mas bufavam de livros e lembro de professores, todos guardados em minha memória, que muito me incentivaram a ler, algo que carregarei para sempre como benfeitores dentro da trajetória construída ao longo do tempo. Lerei em breve este livro, pensando nisso tudo, o que como já estive ao lado dele décadas atrás e de como chegou até minhas mãos nos dias de hoje. Tomo meu café da manhã de hoje tendo ao lado este "Domingo à tarde". Tudo isso "endoidece gente sã".
Em tempo: O Sebo do Bau irá fechar em breve. Continua vendendo todo seu acervo por R$ 1 real a unidade.
Quando abri o livro, logo na primeira página uma arrebatadora supresa, ele fez parte do acervo, uma biblioteca não mais existente na cidade, a da CFP (Centro de Formação Profissional) Engº Aurélio Ibiapina, o da famosa em Bauru, Escolinha da Rede, ou seja, a escola profissionalizante, algo idêntico ao SENAI e que, com a privatização das ferrovias, obra do governo FHC, teve fim. Os livros foram espalhados pela aí e muitos caíram nas mãos de sebos. Eu, emocionado, pois estudei na Escolinha, assim como o sindicalista Roque Ferreira e o pérfido astronauta Marcos Pontes. Tenho inenarráveis recordações dos meus tempos de Escolinha e alguma dos livros emprestados desta biblioteca.
Estivemos ali para cursar algo profissionalizante, no meu caso, Metalurgia, que nunca mais utilizei na vida. O que guardo para sempre são as recordações do lugar, do aprendizado ali tido e do estágio nas famosas Oficinas da Rede, a RFFSA, hoje barracões abandonados e sem destino. As gravações feitas neste livro, que guardarei com todo carinho, me fazem voltar no tempo. Tenho visto ali no Sebo do Bau muitos e muitos livros com carimbos de bilbliotecas diversas, a maioria de escolas públicas e prefeituras, todas com muitos muitos livros espalhados pela aí. A degradação é perceptível, pois estão se desfazendo de acervos, exterminando bilbliotecas, como faz aqui a SMC - Secretaria Municipal de Cultura de Bauru, dando cabo de quase todas suas bibliotecas ramais, dando inclusive sumiço com os livros, estes desaparecendo do acervo como num passe de mágica. Tristeza total e absoluta.
Eu muito me emociono com estes pequenos detalhes das entranhas da vida educacional brasileira. Com este tipo de degradação, este espalhamento proposital de livros, não é possível ocorrer uma transformação na mente dos educandos. Sem livros, sem incentivo, sem leitura, a compreensão vai pro beleléu e somos todos mais facilmente dominados. Nos tempos que estudei as bibliotecas podiam não ser um primor, mas bufavam de livros e lembro de professores, todos guardados em minha memória, que muito me incentivaram a ler, algo que carregarei para sempre como benfeitores dentro da trajetória construída ao longo do tempo. Lerei em breve este livro, pensando nisso tudo, o que como já estive ao lado dele décadas atrás e de como chegou até minhas mãos nos dias de hoje. Tomo meu café da manhã de hoje tendo ao lado este "Domingo à tarde". Tudo isso "endoidece gente sã".
Em tempo: O Sebo do Bau irá fechar em breve. Continua vendendo todo seu acervo por R$ 1 real a unidade.




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