terça-feira, 18 de agosto de 2015

CARTAS (145)


CARTA 1 - "CUIDADO! TODOS OS DESVAIRADOS ESTÃO SOLTOS"*

*Carta de minha lavra e responsabilidade publicada na Tribuna do leitor, edição de hoje do Jornal da Cidade:

O povo nas ruas está tão doente e insano quanto aquilo que diz querer combater. Não se encontra mais discurso uniforme e sensato. Coisa rara. Difícil foi presenciar algo anteontem, dentre tantos exemplos degradantes, o de alguém propondo realmente o fim da corrupção, essa endêmica e afetando tudo e a todos. Numa roda outro dia discutíamos sobre isso, o posicionamento conservador de certa camada da sociedade, principalmente a paulista e, num certo momento, disse: “Como estão conservadores hoje”. Fui corrigido e agora entendo. “Sempre o foram. Agora com os últimos acontecimentos estão tendo a oportunidade de colocar mais e mais as manguinhas para fora”, me disseram.

Pelas faixas pedindo a volta do Sarney, do regime militar, da morte do Lula e da Dilma, do extermínio de todos os que resistiram ao regime militar, a defesa do Cunha pelo simples fato de ele servir aos interesses dos que estão nas ruas, mais e mais a parcialidade da Justiça, tudo culminando com a violência ao pensamento em desacordo, a aversão ao vermelho, aos movimentos sociais e principalmente, o mais nefasto de todos, propondo o fim das suadas conquistas sociais, tenho que concordar, o conservadorismo vivenciado agora não é de hoje. Um velho filme, infelizmente não superado e muito menos resolvido.

Daí minha conclusão em forma de pergunta. De nada teria valido essa luta empreendida nesses anos todos, pois o espírito casa grande e senzala continua predominando entre nós? A corrupção que querem ver finda é a do PT, mas só essa e nenhuma outra mais. Está todo mundo cego, com ódio nas ventas e atirando para tudo quanto é lado. E os aloprados cada vez com mais voz, expondo a bestialidade toda quase sem contestação. Se é para derrubar o PT tudo vale, os fins justificam os meios. E o resto? A barbárie, como se sabe, alimenta-se do silêncio conivente. Pregar contra a corrupção é uma coisa, fazer isso ao lado de um discurso xenófobo, excludente, conservador e pregando um golpe é algo passando e muito de todos os limites.

É chegado o momento de conter os excessos e não dar a devida atenção aos insufladores do caos. Quem mente descaradamente como meio de propagar ideias, necessita de alguém cumplice do outro lado do balcão, alguém que aceite ser enganado. Muitos não estariam cumprindo esse papel? Não será dentro desse bestial quadro que resolveremos nossos seculares problemas. Falta seriedade nesse movimento oriundo das ruas. Hoje, o Brasil está menos alegre e se deixando levar por uma corrente que o tornará menos soberano, mais dependente, menos livre e cada vez mais obtuso, representando os interesses mais egoístas da humanidade. Só se atem aos ditames do capital, da usura, do pensamento único, do mercado, daí uma desesperança de algum conserto para o futuro. Nossos filhos padecerão demais nessa triste conjuntura. Por isso me vejo na luta com as armas que possuo, algumas poucas palavras.
CARTAS 2 - 8 ANOS DE ANIVERSÁRIO DA REVISTA BRASILEIROS*

* Carta de minha lavra e responsabilidade na edição de Agosto, n° 97 da mensal Brasileiros:

"Caro Hélio Campos Mello (diretor responsável) e toda equipe, os mais efusivos parabéns a tudo, todas e todos. Tive o prazer de saber da revista, pelo jornalista Ricardo Kotscho, em uma passagem dele por Bauru. Ganhei dele um número da edição zero. Daí por diante, comprei toidas nas bancas. Sou um chato, telefono quando a edição atrasa, quando esgota, quando não vem e compro, distribuo para amigos como presente, indico, faço o diabo. Isso tudo tem um motivo. Ela me representa. Simples assim".


Explicação para quem desconhece a Brasileiros: Só mesmo conhecendo e lendo suas páginas. Não adianta tecer loas e loas se não lerem, terem contato com um produto editorial de primeira linha, atuando dentro da verdade dos fatos. Um salutar jornalismo e com aquele slogan que, quando conferido é a mais pura verdade: "A revista mensal de reportagens, tendências, personagens, cultura, política e economia - Mais que informação, reflexão!".

Uma das poucas dentro do atual mercado editorial brasileiro que leio e indico.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

ALGO DA INTERNET (106)


DOIS MOMENTOS A DEMONSTRAR A IRRACIONALIDADE DO QUE VAI PELA CABEÇA DA MAIORIA DOS MANIFESTANTES DE ONTEM NAS RUAS BAURUENSES

CASO 1: “Chego para o almoço e meu companheiro, Roque Ferreira relata que fui mencionada em uma postagem de uma pessoa que não é minha amiga no face, e que com certeza não seria jamais em qualquer lugar. Se ele não me conta, nem fico sabendo.... Paulo Eduardo Ladeira, um jovem que não conheço, e que não faço questão de conhecer, demonstra em suas posições (que dei print) são machistas, racistas e autoritárias. Menino, vá estudar, vá se informar, e verás que as mulheres há muito tempo lutam por igualdade de direito, lutam por não serem encarceradas, lutam pelo direito à manifestação, lutam contra todo tipo de opressão e violência. Meu marido, não é meu dono, respeita minhas posições, e nem sempre concorda com o que penso. Somos pessoas distintas. Cada um responsável por seus atos. Foi se o tempo que umas palmadas ou umas cintadas calavam as mulheres e chegará o dia que nenhum homem se sentira dono das mentes, corações e opiniões das mulheres. Sou mulher, eu posso poder. O poder e querer são meus”, TATIANA CALMON (Confira na primeira ilustração).

Meu Comentário: Fui ler o post do tal Ladeira e ali contido a linha de pensamento da imensa maioria dos que estiveram nas ruas ontem: obtusidade total para o momento brasileiro. Em suas mentes somente uma coisa, destruir o PT, Lula e Dilma, mas sem mover uma palha para acabar com a tal corrupção que assola o país. Distância de gente pensando e agindo assim é o mínimo que podemos fazer nesse e em todos os momentos de nossas vidas.
CASO 2: “Caro Chico Maia, mal sabem os que nos comentários agrediram e destilaram ódio contra homens, mulheres e crianças do Assentamento Horto de Aimorés, que estas terras eram da FEPASA, que uma boa parte destas terras foram griladas (roubadas) no município de Pederneiras por grandes proprietários. No início da década de 90 denunciamos que a área estava sendo utilizada ilegalmente por empresas do grupo Hermínio de Moraes. Depois de muita luta, inclusive com ocupação as terras foram destinadas à reforma agrária. Hoje os assentados trabalham e produzem. Junta-se o ódio de classe, o preconceito e a ignorância sobre a importância da Reforma Agrária e temos isso como resultado. Este ódio ultrapassa a crítica ao governo, o combate a todas formas de corrupção. Isso é a expressão mais deformada que a burguesia e seus vassalos sentem pela classe trabalhadora de campo e da cidade. Isso prova na pratica que pôr mais concessões que faça à burguesia ela continuará a odiar a classe trabalhadora. Só há uma saída, e é pela esquerda, o que exige, organização, mobilização e combate., nas ruas e nas lutas, para que possamos construir um mundo novo, fraterno, justo e solidário. Um mundo socialista”, vereador ROQUE FERREIRA no facebook após ver a enxurrada de levianas críticas desferidas por alguns ao Ato ocorrido ontem em Aimorés (Confira nos comentários do post do Roque).

Meu Comentário:
Obtusidade total, escancarada, a demonstrar o quanto o conservadorismo sempre existiu na mente da maioria desse povo paulista e num momento onde o fascismo cresce e põe as mangas para fora, esses demonstram nos seus escritos como sempre pensaram. Existe uma camada da população prontinha para sepultar tudo o que ocorreu de avanço progressista nos últimos tempos. Querem o trabalhador calado e sem poder dar sequer um pio, essa a lei deles, demonstrada nos escritos que leio, como mantra lá deles. Os comentários que li feitos nesse post do Roque são a demonstração clara e evidente de que a pobreza mental vigora nesses ditos manifestantes.

Os exemplos são mais do que claros. Impossível alguém sensato pensar em participar de algum ato proposto aos moldes do ocorrido ontem.

INTERVENÇÕES DO SUPER-HERÓI BAURUENSE (86)


O CAVEIRÃO ISRAELENSE DA PM EM VISITAÇÃO NA CIDADE – SUPER-HERÓI BAURUENSE BOICOTA O FALSO GUARDIÃO DE PASSAGEM POR BAURU

O Caveirão da Polícia Militar paulista passou por Bauru e esteve à visitação como se fosse algo auspicioso sua utilização nas ruas de nossas cidades. Longe disso. “O treco blindado é uma verdadeira peça de guerra, sangrenta, desumana, cruel e usada na imensa maioria das vezes para reprimir ações populares. Isso tem um nome: repressão ao povo (lembrem-se de como a polícia tratou os professores no Paraná). Alckmin, nosso governador e os seus possuem muito medo das ruas e daí gastarem os tubos e mais um pouco com verdadeiros artefatos de guerra. O governador, sempre apostando nessa parcela dos paulistas que tudo aceita, sempre abaixando a cabeça e dizendo amém, informa que o dito cujo será somente utilizado em catástrofes, mas sabemos que a intenção é bem outra, a crítica se faz necessária. O blindado transporta 24 militares de cada vez, são em número de cinco no estado de SP e com gastos de mais de 30 milhões”, explica Guardião, o super-herói bauruense sobre o treco exposto no último final de semana em Bauru.

Duas coisas incomodam e muito nisso tudo. A primeira é nome dado ao blindado: GUARDIÃO. Aqui em Bauru e com esse nome já existe o intrépido super-herói, um que, na verdade promove ações exatamente ao contrário das previstas pelos procedimentos habituais do Governo do Estado. Assim sendo, nosso super-herói lança de cara a pergunta que não quer calar para os idealizadores do negócio: “Guardião de que mesmo, hem? Só se for dos interesses deles e nãos os do povo, os que vão estar do lado de fora do tal tanque de guerra”. Pior que tudo é a origem do tal blindado, ISRAEL, talvez hoje em dia o país com um dos governos mais insanos do planeta. Impensável para um regime democrático pensar em comprar uma peça de guerra de um país cujo Governo promove as ações mais violentas do planeta, vide a ação contra os palestinos. Merecedora de repúdio e escárnio a compra e depois sua utilização nas ruas paulistas”.

Na revista Caros Amigos, edição de Agosto 2015, no artigo “Em Defesa o Boicote a Israel”, escrito por José Arbex Jr, algo mais desses apetrechos israelenses: “A Polícia Militar aplica nos morros do Rio de Janeiro, nas favelas de São Paulo e nas periferias das grandes cidades as táticas de repressão e o uso de equipamentos israelenses, como o caveirão, graças aos serviços contratados de instrutores militares sionistas, os quais, por sua vez, contam com um bom laboratório de desenvolvimento de seus métodos: as técnicas de controle de populações urbanas palestinas. Aliás, não por acaso, os mesmos instrutores e equipamentos são cada vez mais adotados pela polícia de fronteira entre o México e Estados Unidos. É a exportação do terror oficial contra as populações pobres made in Israel. Está mais do que na hora do Brasil interromper seus acordos militares, comerciais, científicos, culturais e acadêmicos com o estado que realiza o apartheid sionista”.
Dias atrás, o verdadeiro disse isso.

Guardião, o verdadeiro, se mostra indignado e demonstra sua indignação e o constrangimento dessa visitação a um aparato que será, com certeza, utilizado contra o próprio povo que for lá visitá-lo. “Só mesmo alguém com segundas intenções para apresentar uma potente arma de guerra e vir a público dizer que será usada para a paz. Pensa que somos bocós de mola. A barbárie, como se sabe, alimenta-se do silêncio conivente. Ficando quieto agora, quando mesmo se espera, veremos a tal pecinha bélica soltando fogo contra o povo em nossas ruas, daí será tarde demais. Pois se ninguém se atentou para isso, aqui está o registro. Alckmin demonstra estar mal intencionado em relação ao povo paulista e com medo de algo, pois para comprar algo assim, sua fobia deve ter alcançados índices alarmantes. Teríamos que pressionar para devolver isso tudo e já”, conclui o verdadeiro Guardião.
OBS.: Guardião é obra do traço do artista Leandro Gonçalez, com pitacos desse mafuento HPA.

domingo, 16 de agosto de 2015

FRASES (134)


UM DOMINGO CHEIO DE BOAS COISAS PARA FAZER
Na Feira do Rolo logo pela manhã conhecendo mais a História para não entrar em erradas. Comprei um livro do Eric Hobsbawm, o A ERA DOS EXTREMOS (que li, já o tive, emprestei e não me devolveram), um clássico, o testemunho do historiador inglês sobre os jogos do poder do século XX mundo afora, inclusive com esses reflexos pipocando aqui e ali até hoje. Na mesma banca saco um CD da SADE, o PROMISE, como meu pastel com o filho e ainda ganho uma cerveja do amigo Carioca. Na saída a foto histórica. Ele havia ganho uma moldura e o que resolveu colocar lá, trazer para a feira e mostrar para seus diletos amigos, um velho LP do Cartola, com seu cigarrinho apontado para cima e sem deixar cair a cinza, com a xícara verde e rosa das cores da sua Mangueira e com a outra capa, a do Lado B (o que sempre mais me interessa) recheado de belos escritos sobre essas coisas mais do que interessantes. Um quadro a demonstrar que o verdadeiro brasileiro aposta mais é no país, quer vê-lo diferente, altaneiro, sempre pra frente, mas nunca apostando suas fichas em algo que o faça andar para trás, mais conservador e cheio de ódio nas ventas. Se o povo me conduz para o lado da luz, por que iria eu, um ser periférico me aliar a algo que dizem vai ocorrer na Zona Sul, reduto de interesses bem diferentes dos meus? Da Feira do Rolo vou direto ver o Noroeste e na volta volto para bebericar uma loira gelada com o Carioca e ver se o quadro do Cartola ainda não foi arrematado. Minha bandeira verde e amarela, de luta do dia dia é a vislumbrada num quadro como esse, feita por um agente mais do que popular e daí ele o leva para a rua. Minha luta é nas ruas pela resistência popular. Quer melhor cena e cenário que esses? Um país melhor todos queremos, mas sem retrocessos e abilolados propondo o retorno ao que de pior tivemos. Vamos em frente.

EU E OS VERMELHOS
Meu negócio é andar junto aos vermelhos, aliás, não só andar como continuar vestindo a cor onde quer que vá. Hoje pela manhã, 10h, eu e mais uns trezentos estávamos lá no Alfredo de Castilho prestigiando a suada vitória do NOROESTE sobre o Tanabi por 3x2 e terminar a primeira fase da competição em primeiro lugar. Ufa! Daqui para frente o bicho começa realmente a pegar. Veja o grupo que iremos enfrentar com São Bernardo, Mantiqueira, Inter de Bebedouro, Lemense e Fernandópolis, esses serão nossos desafios pro acesso rumo a A3. Só os dois primeiros sobem e já vejo muitos preparando e traçando planos para as próximas viagens. Quero ir em algumas, espairecer em alguns domingos, conhecendo novas realidades pela aí. Numa manhã como hoje, o gostoso é sempre, mais e mais ir revendo os conhecidos, estreitando as conversas. Nada melhor do que isso, num ambiente onde reina o diálogo. O jogo de hoje teve uma peculiaridade toda especial, o aniversariante do dia é José Roberto Pavanello Silva, 61 anos. Numa das muitas brincadeiras feitas com ele durante a partida, Markinho Pires passa ao seu lado e diz que desses 61, pelos menos uns 31 Pava teve que aguentá-lo ao longo desses embates noroestinos. Um forte abraço também para o Geraldão (Edneia Pires dê o abraço no véio acamado) pai do Markinho, que dias atrás caiu do alto de um trem e machucou a cervical, saindo ontem do hospital e ouvindo o jogo deitadinho lá em sua casa (passo aí durante a semana para a visita). Do jogo, de algo que poderia ter sido mais fácil, uma dificuldade meio que preocupante, pois o time deles não tem nada além da pancadaria. Estréias acontecerão e todos de dedinhos cruzados e aguardando a tabela, mas já cientes que terminaremos o campeonato em Bauru. Confiantes e crendo que, agora a torcida comparecerá em maior número. Nas minhas fotos um bocadinho do que senti do lado de cá da arquibancada, pois vou no campo com esse intuito: "NO FUTEBOL, O PIOR CEGO É O QUE SÓ VÊ A BOLA". Baita abracito e sempre com muito vermelho no coração, nas ações, atitudes e fazendo questão de envergar sempre essa cor por onde estiver.
obs.: A foto escolhida dentre todas as que tirei no jogo do Noroeste é a do Paulo Roberto Miguel Melleiro fazendo um sinal de positivo, pois mesmo com alguns problemas bateu de frente com eles e venceu.
Vamos ao que nos resta desse domingo!!!

NÃO EXISTE A MÍNIMA CONDIÇÃO DE IR PRA RUAS COM GENTE PENSANDO E AGINDO DESSE JEITO  
A imensa maioria não luta pelo fim da corrupção, mas pela continuidade dos privilégios aos seus. Daí, quero distância desse tal de movimento nas ruas hoje. A vesguice é mais do que uma doença. Nessa não entro de jeito nenhum.

sábado, 15 de agosto de 2015

BAURU POR AÍ (117)


DOIS DESTAQUES DA CIDADE NA MÍDIA NACIONAL

DESTAQUE 1 – O LEPROSÁRIO NA CAROS AMIGOS
Um dos maiores leprosários de Bauru é sem dúvidas o de Bauru, Aymorés, localizado ali dentro da área do Hospital Laudo de Souza Lima. Ninguém conhece melhor esse história do que JAIME PRADO, um marginalizado funcionário público, que pelo seu conhecimento e destempero quando o assunto é o isolamento a que ainda são submetidos os que ali viveram e vivem, vive o estigma como a causa de sua vida. Sabe tudo e mais um pouco de lá. Virou figura folclórica, por muitos até ironizado, mas pelo seu conhecimento é sempre procurado para entrevistas sobre a história do local. No ‘A ÉPOCA DOS LEPROSÁRIOS’, escrito pela jornalista LAÍS MODELLI, minha colega de banco universitário em disciplinas na pós, a junção do belo texto jornalístico, primoroso e preciso, com a sapiência e presteza do velho lobo dos estepes. Dessa junção um texto que li de uma só sentada. E dele um bocadinho mais de uma Bauru que alguns ainda fazem questão de esconder. Por que? Saiba mais lendo a matéria. Aqui só uma pequena amostra grátis, pois a revista Caros Amigos de Agosto ainda está nas bancas: http://www.carosamigos.com.br/…/5185-a-epoca-dos-leprosarios

DESTAQUE 2 - JUAREZ E O ‘MINHA HISTÓRIA’ NA FOLHA SP
A história de Juarez Xavier, a do racismo praticado dentro de banheiros da UNESP Bauru já é do domínio geral. Sua divulgação foi nacional. O professor contou e a recontou para diversos órgãos de mídia. A investigação para desvendar de onde partiu ainda está em andamento e sem previsão, nem de descoberta dos autores, nem de término das perícias. Na sequência apareceu até uma suástica no mesmo banheiro. Mais perplexidade. Ouço por várias vezes algo ainda pouco citado e deixo aqui a pulga atrás da orelha para discussões e outro fio da meada ser devidamente puxado: “Isso não partiu de alunos da universidade”. Será? Pode ser e muitos repetem isso pelos corredores e cidade afora. O fato em si, marcante e com aquela pitada de mais uma punhalada em sua trajetória é a fala contundente do professor sempre que exposto e perguntado. Na Folha de SP, mais uma matéria, 'A CICATRIZ DO RACISMO', numa seção chamada de “Minha História”, assinada por um jornalista, mas com o dito pelo Juarez dominando o texto todo. Coube ao jornalista somente a transcrição da mesma. Eis aqui trecho dela, num momento onde pode externar de forma bem contundente o que sente e os seus:http://www1.folha.uol.com.br/…/1661225-e-uma-cicatriz-que-i…

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

RELATOS PORTENHOS (20)


DIREITOS HUMANOS, EITA BICHINHO COMPLICADO DE ENTRAR NA CACHOLA DE ALGUNS - NA DOS ARGENTINOS NÃO.
Bastou a citação dessas duas palavrinhas, que quando ajuntadas nessa sequência causam rebuliço danado na mente de alguns que a enxergam com toda a distorção desse mundo. Digo isso aqui do Brasil e dessa Bauru, onde vez ou outra vejo gente fazendo questão de interpretações distorcidas, tudo para continuar confundindo incautos. DIREITOS HUMANOS, eis a dita cuja. Tem quem faça questão de repetir que ela é coisa de mão única, que não olha para, por exemplo, parentes de policiais militares atingidos pela ação de confronto nas ruas. Pura balela de quem desconhece, mente ou chuta de bico. Numa outra vertente vejo outros dizendo “Direitos humanos para humanos direitos”. Sim e não, não adianta ficar tentando impingir a uma das mais belas ações desses nossos tempos, restringindo sua ação somente para favorecer certos segmentos. Fazendo jus, a amplitude é mais ampla do que imagina nossa vã filosofia.

Escrevo disso hoje por um simples motivo. Quero reviver aqui e agora uma visita que fiz semana passada lá em Buenos Aires para uma das coisas mais adequadamente resolvidas nessa questão que vejo ocorrer na face desse planeta: Como os argentinos resolveram historicamente essa pendenga do massacre feito pelos militares aos opositores durante seu nefasto período militar. Não tiveram medo nenhum de culpabilizar quem de direito e isso está exposto em repetidos lugares, numa espécie de expiação pública necessária para que aquilo nunca mais possa voltar a acontecer. Nas ruas da cidade, em cada lugar onde foi sequestrado, o local do desparecimento de algum opositor, na calçada existe uma placa citando o caso, nome das pessoas e datas. Existe até um roteiro de visitação disso na cidade. Eu mesmo fotografo elas todas as vezes que por lá volto, pois as encontro pela cidade toda. A repressão militar deles foi mais agressiva que a nossa, que mais branda, só não chegou ao mesmo nível, pelo menos para mim por um único e exclusivo motivo, eles, os militares, não tiveram necessidade de fazê-lo e se tivessem teriam agido da mesmíssima forma. Na Argentina o jogo foi muito violento e eles recontam isso de várias formas.

Fui conhecer um desses lugares junto de Ana Bia. Trata-se de um grande conglomerado, envolvendo a conhecida ESMA - Escola de Oficiais da Marinha, hoje transformado no Espacio Memoria y Derechos HUmanos, na avenida Libertador 8151, junto de muitos outros espaços, como Sítio de Memória ESMA, o Centro Cultural de la Memoria Haroldo Conti, o Abuelas de Plaza de Mayo e o lindo e recém inuagurado Museo Malvinas. Um lugar onde a emoção ocorre do começo ao fim. Impossível tentar manter-se indiferente ao o que ali ocorreu, a forma como se sucedeu e os resquícios que os argentinos fazem questão de contar e recontar, numa riqueza de detalhes dessas de doer até a alma.

O antigo Cassino dos Oficiais foi o centro de tortura da antiga ESMA. Todo o conglomerado festivo foi transformado em centro de tortura, onde presos permaneciam encapuzados e em cubículos, m uitos por alguns anos e na mesma condição, degradante e desumana. Circular, com o acompanhamento de uma rica monitoria, toda cheia de muitos vídeos, com depoimentos e depois, ali ao seu lado as marcas ainda nos locais é como se voce ouvisse a voz e o lamento de uma geração que foi ali violentamente torturada. O argentino quando voce chega num lugar como esse, indo por livre e espontânea vontade, a partir do momento em que chega e está desejando conhecer algo de sua história mais trágica, eles te mostram tudo de forma muita minuciosa e nada da visita ser feita rápida. Eles querem que veja tudo, que sinta o clima e saia de lá horrorisando aquilo tudo, para que passe a ser um porta voz de uma mensagem de que algo como aquilo nunca mais deva acontecer em nenhum lugar desse planeta.
 

Outro lugar comovente é o Museo Malvinas, um lindo espaço, todo reformulado e contando esse episódio não tão distante da história argentina. Para eles é imprencindível que as Malvinas sejam argentinas e daí de forma bem didática tudo é apresentado, principalmente aos estudantes que chegam aos borbotões, numa espécie de excursões, lotando seus espaço, desde os dedicados para as crianças de menor idade, até os jovens. Lá uma sala em 180°, com uma imensa tela circundando a pessoa e no telão imagens da história da ilha, da guerra, do povo nas ruas na Argentina e o hoje. Meio que impossível sair antes de tudo se findar, pois o esmero com que tudo foi ali preparado é para babar. Está lá escrito numa placa ser o museu uma "marco pela paz, a memória e a soberania". Depois nos outros espaço os fragmentos da guerra, ainda bem viva na mente do povo argentino.

Essa foi uma tarde quando passamos totalmente enfronhados com algo bem "caliente" da historiografia do povo hermano. A crueldade da tortura também mancha nossa história, a do nefasto período militar.; São desses lugares que, por tudo o que está ali contido e compreendido, merece um retorno, com maior tempo, para visitar cada detalhe daquilo tudo. A monitoria completa demora mais de tr~es horas, mas percorre todo o espaço. A nossa fizemos no espço da ESMA e no restante fomos no embalo, nos juntamos a grupos de argetinos e junto deles, ouvindo de soslaeio um bocadinho dos comentários deles próprios para algo deles, aprendemos mais. Quando penso em como tratam aqui no BRasil a questão dos Direitos HUmanos, muitos com certo desprezo, vejo que precisam mais e mais conhecer lugares como esse, para não repetirem besteira quando citam inverdades sobre as tais duas palavras.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

PALANQUE - USE SEU MEGAFONE (74)


DESABAFO CUSPIDO DE UMA SÓ VEZ SOBRE ATO DO DIA 16
Tudo isso poderia ser motivo para muito riso, mas a coisa é mais do que séria. Séria e trágica. Vejo que no mesmo dia desse Ato que apregoam ser contra a corrupção, mas até as pedras do reino mineral sabem não o ser, acontecerá outro ato, esse religioso. Uma passeata anual da igreja católica sendo absorvida pelo outro ajuntamento e todos bradando pelos mesmos motivos. Nesse da igreja, vejo e leio sobre o posicionamento do papa, tentando salvar sua prole e pregando exatamente contrário aos motivos pelos quais os daqui saem às ruas. O papa seguindo por uma trilha e o bispo local por outra. Quem lutou por tanta coisa transformadora no passado não pode em hipótese nenhuma estar envolvido com ações que resvalem para o ódio de classe, uma ação única e exclusiva para eliminar um só partido político, quando a imensa maioria deles estão mais do que contaminados, muito menos pensar e desfilar ao lado de quem apoia a volta do regime militar, nefasto e violento, como solução para nossos problemas. Como estar nas ruas junto de gente que menospreza a ação dos dignos movimentos sociais, os únicos ainda com seriedade na cobrança de conquista de direitos, exigindo a parte que lhes cabe nesse latifúndio? Impossível ouvir gente ao seu lado bradando algo contra Cuba, sem ao menos entender de fato o que se passa de fato com o resistente povo cubano. Nem me imagino estar ao lado de gente gritando pelo fim da corrupção, mas ocultando interesses outros, dos grupos que apoia, inclusive se beneficiando da ação de gente como esse Eduardo Cunha e até os apoiando incondicionalmente o judicialização da Justiça, quando um Poder encavala o outro, ocupa espaço que não é o seu e tudo seguindo os preceitos ditos e pregados por uma mídia mentirosa e que só defende os seus próprios interesses. Nunca poderia estar ao lado de gente gritando contra os programas sociais vigentes, todos ainda insipientes diante da tamanha necessidade da classe menos favorecida. Seria intolerável ver gente apoiando o fim dos direitos trabalhistas, pregando que o deus dinheiro é mesmo a única saída para tudo, como se nada mais existisse fazer nessa vida do que dizer amém e aceitar passivamente ser montado pela minoria que nos oprime há mais de 500 anos. Infelizmente a avenida Getúlio Vargas, a cada novo ato lá realizado se mostra o reduto onde desfilam os que combatem um país livre, altaneiro, soberano e justo. Eu não quero um mundo cada vez mais neoliberal e sem saídas, eu quero algo onde o dinheiro perca a sua força e as pessoas possam ser consideradas de fato e de direito. Nesse ato do dia 16 não poderei bradar meu grito contra os desmandos da elite que infelicita esse país, pois eles todos ali estarão, defendendo seus privilégios. Como poderei gritar contra o fim desse regime excludente, se por lá ninguém proporá o novo, algo socializante?
VIVA A PERPETUAÇÃO DAS CAPITANIAS...
Cada vez mais a Getúlio se consolida como espaço dos da Zona Sul e alguns que compram gato por lebre. Quero cada vez mais me enfronhar e estabelecer vínculos com o da Zona Norte e lá firmar meus relacionamentos. Daí nesse domingo, acordo cedo vou para a feira do Rolo, depois assisto jogo do Noroeste, almoço com meu pai, pego um cinema com o filho, namoro com a dileta companheira num parque qualquer, leio meus livros, como meus lanche numa barraquinha de ponta de vila, onde cervejarei com amigos, dançarei o verdadeiro samba e depois dormirei o sono dos justos. Em hipótese nenhuma posso pensar em pisar num ato cujos compromissos, atitudes e pessoas propagam exatamente o contrário de como penso e promovo minha ação de vida. O fim da corrupção lá deles é falácia, conversa para boi dormir, querem é continuar mamando como sempre o fizeram, excluindo um intruso, que também foi cruel, mas não é nem o maior de todos, nem o mais insano. É só mais um, tão ou mais bestial quanto tudo o que continuará vicejando nesse país. Nem na punição desses acertam, pois o fazem só a eles e deixam os piores ladrões desse país isentos. Minha ação e participação sempre estará em lugares e atos bem diferentes desse marcado para ocorrer dia 16. Impossível não ficar cansado desse hipócrita discurso cada vez mais moralista, excludente e reacionário. Marco posição e deixo sempre bem clara minha linha de pensamento e ação. A defendo doa a quem doer.

Não sou o dono da verdade, nunca tive a mera pretensão de um dia o ser, mas coisa que não faço é comprar gato por lebre ou participar de atos onde me conduzem com algo embutido e passando bem distante do que esse país realmente precisa para tornar-se livre e soberano. Era isso. Pronto, tá dito! Ao trabalho...
HPA