domingo, 13 de novembro de 2016

PALANQUE - USE SEU MEGAFONE (92)


UMA FOTO PARA ESQUENTAR O DEBATE DOMINGUEIRO (OU SERIA DOMINICAL?):

ONG ARCA DA FÉ - RESGATE ANIMAL


Nos sinais de Bauru uma turba vestindo camisetas vermelhas e tentando coletar donativos em espécie para uma tal de ONG a favor dos animais, uma com conotação religiosa (evangélica). Dizem que possuem uma chácara e lá estariam esses animais cujos auxílios são obtidos nas esquinas bauruenses. Outro dia fizeram uma manifetsação diante da rodoviária e vi muitos deles ali deitados no asfalto, num ato aumentando a visibilidade sobre o que fazem. Estou me recusando a dar donativos a eles, pois pelo entendimento até agora feito, vejo que os animais são os menos atendidos nisso tudo, mas queria conhecer mais sobre eles. São muitos e ocupam várias esquinas cidade afora. Muito já foi dito sobre eles. Mas na verdade, quem seriam? O que representam? Como seria essa ONG? E esses animais como são tratados? O dinheiro arrecadado é mesmo utilizado dessa forma? Quem souber algo que diga aqui e iremos construindo coletivamente um melhor entendimento sobre quem são e como agem esses que tentam juntar grana para algo em prol dos animais. Como pouco sei sobre eles, peço a ajuda de todos por aqui para ampliação e esclarecimento sobre o assunto???
HPA

sábado, 12 de novembro de 2016

INTERVENÇÕES DO SUPER-HERÓI BAURUENSE (97)


O QUE É UM GOVERNO SEM OPOSIÇÃO E NENHUMA FISCALIZAÇÃO
Clodoaldo Gazzetta conseguiu realizar seu maior sonho e na 5ª tentativa consegue se eleger prefeito de Bauru. Ufa! Diante de tudo o que está sendo comentado, escrito, difundido, vazado, extrapolado e internetado sobre o feito, algo é mais do evidente: de uma composição de 17 vereadores, antes da eleição no 2º turno, dez já estavam alinhados com o novo Governo, sendo que mais alguns se alinharam quando da eleição e hoje, passado somente uma semana da eleição, a triste constatação, talvez tenhamos somente três vereadores atuando em oposição ao mesmo.

E o que Guardião, o super-herói bauruense teria a dizer sobre isso. Fomos (Leandro Gonçalez, o idealizador do traço do super-herói e HPA, com pitacos escrevinhantes) em busca dessa abalizada opinião: "Olhando da forma mais simples possível para uma Câmara Municipal, o seu princípio básico é o de fiscalizar as ações do Executivo. Como isso ocorrerá se todos os vereadores estarão alinhados com o prefeito? Não ocorrerá e isso é péssimo para a cidade. O próprio prefeito,quando sério, altivo e democrata,deve se sentir incomodado com tamanha aceite. Deve se perguntar quando lá com seus travesseiros: Se todos estarão me apoiando, será que nada pedirão em troca? Claro que pedirão e muito, desde cargos a benesses. E como vou governar comalgoassi tão escancarado? Ou aceita e faz o jogo da pior maneira possível ou recusa e entra em confronto com tudo e todos, o que sabemos dificilmente ocorre. Bauru já teve a experiência do trem bala, com uma administração onde tudo era aprovado e sem contestação. A repetição disso, num evidente momento de crise é muito mais prejudicial que benéfica".

São questões para serem não só pensadas, mas discutidas. Mas ele toca num outro ponto e demonstra como o jogo de cena não fará bem ao novo Governo: "Além de toda aproblematática adesista da nova Câmara, eis que o prefeito eleito, Gazzetta anuncia que para composição deseu ministério será necessário possuir currículo. Foi manchete no jornal e cá para mim, vejo dentre todos uma intensa movimentação nesse feriado prolongado, com gente de todas as matizes atualizado os seus, tudo para fazer jus a uma vaga na composição dos quadros alinhados com o prefeito. Tem firma especializada em currículo na cidade e já deve estar ganhando algum para rechear alguns, visando fazerem parte da equipe que atuará sem oposição. Tenho que ser irônico com tudo isso, pois os personagens ao se moverem o são, demonstrando o quando não deve ser edificante dançar num concurso de dança quando já se sabe que os jurados todos estarão ao seu lado e prontos para lhe darem um DEZ, mesmo com pífia dança, onde um pisa no pé do outro no meio do salão". São as concusões de Guardião para o refinado momento possibilitado por essa nova composição de nossa Câmara de Vereadores.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

CHARGE ESCOLHIDA A DEDO (114)


DUAS HOMENAGENS PARA DEIXAR O MAFUENTO DE QUEIXO CAÍDO

CASO 1 - O MAFUENTO É REVISITADO NUM GIBI DE FINAL DE ANO
Esse mafuento do mau agouro, um tal de HPA é mesmo da pá virada e na semana passada foi homenageado pelo amigo João Neto Felix com um bar lá perto do Motel Kibutz (melhor lugar não poderia ser...) , o LADO B, alusão aos personagens publicados ao longo do tempo e já quase alcançando a cifra do milésimo. Quase cai das cadeiras (e olha que aqui no mafuá elas não são nada reforçadas) ao tomar conhecimento da reverência, para mim, muito mais importante do receber um Título de Cidadão Bauruense. Eu, que faço tudo meio despretensiosamente, acabo acertando em algumas vezes e nessa, acabo sendo laureado com a nomenclatura em um bar, que doravante, nem fiado posso fazer. Tenho que fazer tudo à vista, até para fazer jus a homenagem, não lá muito justa.

Pois bem, vou falar no finalzinho da semana passada com meu amigo Gonçalez Leandro para providenciarmos mais um Guardião, o super-herói bauruense e vejo lá em cima de sua bancada de trabalho algo com a minha cara. Era uma surpresa e a desfiz ali naquele momento. Ele me conta tudo. Está finalizando um gibi de final de ano com personagens reais, ou seja, alguns frequentadores de seu ambiente de trabalho, o ateliê do artista do traço. E dentre os personagens, eis que esse mafuento HPA está lá representado comigo mesmo, de carne e osso (ais osso que carne). Conta rapidamente que sou uma espécie de fotógrafo, o registrador das pessoas que estão sendo abordadas e, de uma certa forma, homenageadas.

Babei na fronha, me desmilingui ali mesmo e sai de lá todo mijado, com aquele líquido quente escorrendo pelas pernas. Foi muita emoção e não me contive. Ainda bem que fiquei só na urina e não me borrei todo, pois até poderia fazê-lo tal o contentamento do que vi ali sendo preparado naquela mesa. Gonçalez é um batalhador e faz tudo na maior raça, sem patrocínios e bancando tudo o que lhe vem à cabeça do próprio bolso. Um lunático, sonhador, mas ainda conseguindo, Às duras penas, ir produzindo e publicando. Disse que o gibi sai em dezembro e tem muito mais gente para ser homenageada. Conta em detalhes algo de pessoas simples, dessas que podem passar desapercebidas pela maioria dos mortais, mas não das sensíveis pessoas. Não conto mais dos demais, pois não quero estragar a surpresa do que vi sendo ali preparado.

Escrevo essas mal traçadas movido pela emoção. Não sou mais jovem e a cada novidade desse naipe meu pobre corpo, maltratado por anos a fio de intempéries nos desvios da vida, sofre mais e mais abalos. Os cafunés de dona Ana me reavivam para a vida ainda a ser vivida e caindo na realidade, volto aos meus afazeres diários, não sem antes agradecer ao João Neto Felix e ao Gonçalez Leandro pelo mimo de inestimável valor. Que mais posso pedir a esses meus amigos, muito mais valorosos do que todos os que me subestimam e me arvoram como chato, escrevinhador de besteiras, inapetente na escrita e tudo o mais. A felicidade anda comigo e, pelo visto, não quer me abandonar e nem esse maldito golpe e seus patrocinadores irão conseguir destruir essa minha áurea libertária.

CASO 2 - JOÃO FÉLIX NETO, CONSTRUTOR LADO B E AGORA COM BAR ASSUMINDO ISSO TUDO

Após começar esses escritos mafuentos em 2007, depois de um certo tempo me dei a produzir perfis de pessoas da cidade, mas na maioria das vezes os seus personagens mais simples, todos com belas histórias de vida. Os denominei de Lado B e hoje estou perto dos 900 (ano que vem devo chegar ao milésimo perfil). Não existe reconhecimento maior do recebido nas ruas, quando me sugerem novos nomes, acrescentam algo mais às informações que possuía, apoiam, sugerem, criticam, ou seja, me ajudam a continuar produzindo mais e mais. E de vez em quando ainda me acontece um algo mais, como nessa semana, como um digno Lado B de Bauru me escreve isso: “Henrique. Saudações, Ando sumido , por justa causa. Resolvendo a vida e buscando caminhos alternativos , para um ser que já fez de tudo , venho humildemente solicitar autorização para plagiar um de seus escritos e mais que isso prestar meu apoio se assim desejar. Primeiro , vendi o carro para continuar pagando as contas, e o pouco que restou estou tentando montar um buteco muito simples. Fica na av. G Ferreira , uma quadra abaixo do motel Kibuts, e pretendo utiliza como nome "LADO B". Além disso gostaria que me ajudasse a montar um painel na parede , com suas matérias, incluindo imagens e reportagens. Se tudo correr bem quero começar a funcionar até quarta. Se quiser conhecer o lugar, a gente combina. Como estou nessa correria , tê sem horário fixo. Mas aviso, será simples , em virtude de nossas limitações $$”.

JOÃO FÉLIX NETO é um dos tantos que labutam na vida e não desistem dos seus sonhos, todos construídos coletivamente. Filho de um velho militante bauruense, seu João Félix, cresceu acompanhando o pai, um retinto nordestino enraizado lá na Nova Esperança. Durante quase a vida toda exerceu o ofício de pequeno construtor, aquele que consegue a empreitada e junta uma turma de profissionais e vai executar o serviço. No seu caso, pega no pesado junto aos demais. Toca a vida assim e quando a coisa aperta é obrigado a reinventar um algo novo. Com posições políticas bem definidas, esquerdista consolidado, isso algumas vezes atrapalha na confirmação de novos serviços. Agora mesmo, crise nas ruas, vende o carro e monta um bar, o “Lado B”, algo bem a sua cara. E nisso aposta todas suas fichas e bota fé, coragem e disposição. João possui a coragem dos seus, a vitalidade para resistir às intempéries dessa vida e a ir se safando ao modo e jeito que só quem é do povo sabe fazer. Esse não se deixa vergar e ser levado por ondas outras, não se vende. Isso por si só já o diferencia de tantos outros, mas a altivez com que empreende a luta por onde passe, o torna alguém mais do que especial. Que o uso do Lado B lhe dê bastante sorte e tudo dê muito certo nos planos traçados com o novo empreendimento. Envaidecido, escrevo e deixo meu mais que forte abraço para esse João lutador.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

COMENDO PELAS BEIRADAS (28)


DOIS ESCRITOS JUNTOS E MISTURADOS – TRUMP NOS EUA E FOGOLIN NA SAÚDE

SOBRE TRUMP
Não existe muito o que comentar sobre a eleição de Trump nos EUA. Preferi ler mais do que escrever. Tudo o que está acontecendo com o mundo é reflexo desses tempos atuais com Macri na Argentina, o golpe no Brasil e Temer despejando um baú de maldades atrás de outros e muitos ainda aplaudindo e pedindo bis. Tudo agora deságua com Trump. Nada a estranhar. Quem disse que com Hillary Clinton teríamos algo muito diferente do que teremos com Trump? Mesmo o tal muro proposto pelo agora presidente, na divisa com o México é algo já existente, se não fisicamente, algo bem utilizado no campo diplomático. Olho para os oito anos de Obama e de todo apoio dado por seu Governo para os golpistas e aos retrocessos na América Latina e não vejo nada de bom em seus atos, além daquela carinha de bom sujeito. Ficou nisso. Comentando com meu filho hoje a tarde ele me dizia: “Pai, nenhum presidente dos EUA será bom para o país, pelo menos para o que idealizamos, pois para os no poder hoje, de Alckmin a Temer, sim, para esses é ótimo, pois esses batem continência e se ajoelham todas vezes que cruzam com uma autoridade norte-americana”. Sim, o cara é mais do que perigoso, mas já está mais comportado e não deve acionar o tal botão vermelho e explodir o mundo. Quer é fazer grandes negócios, favorecer mais e mais seu país e danar tudo à sua volta, portanto, nada diferente do que já vivenciamos. Quero só presenciar como será o primeiro encontro entre Trump e Putin. Como será esse primeiro aperto de mão? A cena me interessa e se algo mais elevar o nível da pressão mundial, fujo, me escondo no mato, talvez lá pelos lados de Tibiriçá e fico a esperar até que a radiação me alcance e me leve daqui para sempre. Talvez eles ainda demorem para destruir tudo e a diabetes faça o serviço antes deles.

SOBRE FOGOLIN
Não apoiei Gazzetta e sua coligação maluca com mais de dez partidos e hoje com quase toda a composição da próxima Câmara de Vereadores (não teremos oposição, portanto, não teremos fiscalização) ao seu lado, se administrará sem grana, pelo menos o fará entre amigos. Muitos “muy amigos”, mas todos lhe apoiando. Ontem foi anunciando o primeiro secretário do novo Governo bauruense, o da Saúde, Fogolin. Conversei bastante com ele nos últimos tempos. Primeiro, quando ainda em Brasília e cuidando de algo no Ministério da Saúde, próximo do último ministro sério no setor, Arthur Chioro (que hoje é seu orientador no mestrado). Sempre muito sensível com as agruras do povo, daí bateu desde logo uma empatia. O acompanhei até quando o golpe foi consumado e todos da equipe anterior deixaram o Governo. Voltou para Bauru e logo estava de volta em sua atividade anterior, junto ao SAMU. Voltei a vê-lo algumas vezes e numa última me disse estar se aproximando de Gazzetta, pois mesmo com todo o balaio de gatos, existia algum diálogo e até alguns da esquerda bauruense (PC do B). Guardo bem suas palavras: “Será uma forma de garantirmos o que já está consolidado e não deixarmos que o retrocesso em curso ponha tudo a perder”. Não segui com ele e outros, preferindo me manter onde me encontro, em discreta e honesta oposição. Ele, um ainda petista é o primeiro a assumir uma secretaria do Gazzetta, técnico e competente. Torço por ele e para que consiga, no mínimo, colocar em prática o que me disse nas conversas. Tendo Chioro como mentor, tendo a bagagem construída à seu favor, tendo a convivência obtida em Brasília, mostra-se sensível com a população necessitando de serviços públicos e, de minha parte, terá uma trégua, para implantar algo diferente do que até agora tivemos na Saúde na cidade. Torço para que consiga, mas sei que nos bastidores o bicho deve pegar, pois ao ver os nomes da equipe de transição e também das que ao lado dele construíram a nova proposta de trabalho, vejo muitos ligados a entidades privadas e quase nada de interesse público. Não vai ser fácil, ainda mais com os inevitáveis cortes que, inevitavelmente o Governo Federal produzirá. Ele sabe muito bem tudo o que precisa ser feito para respeitar e atender mais e mais os desvalidos e pouco assistidos de Bauru e, acredito, tenha sido a melhor indicação dentro de todos os nomes gravitando dentre os vitoriosos. Ele bem sabe, muitos estarão atentos em tudo, pois os tempos de Fernando Monti foram muito tristes para a Saúde num todo. Não é desses também a sair cuspindo no prato que comeu. E mais, quando o vi lembrando de Davi Capistrano, lhe dou um voto a mais de confiança e esperança.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

O QUE FAZER EM BAURU E NAS REDONDEZAS (83)


AMARAL DAS CAIXAS DO CEASA E UM ALGO MAIS DESSE TURÍSTICO PEDAÇO DE BAURU
Cada lugar da cidade possui pessoas que o identificam e nem sempre a pessoa que para mim representa um lugar é a mesma para outra. Cada um segue o que lhe vai pela cabeça como regra de conduta (e é assim mesmo que deve ser) para sacar alguém logo de cara num lugar e sair dizendo: é o que melhor representa esse lugar. Por esses dias acabei redescobrindo um magnífico lugar para passeios inusitados e devaneios de grande monta: o espaço físico do CEASA. E lá, aos fundos dos barracões principais, eis um principado, um lugar onde quem reina é uma brilhante pessoa e sempre empunhando seu martelo. Escrevo dela e depois um bocadinho do CEASA.

PAULO CESAR FERREIRA é o AMARAL DAS CAIXAS lá no CEASA Bauru ou também, o MESTRE AMARAL da Capoeira. Esse sorridente entendido em caixarias múltiplas e diversas tem um lugar só seu lá no CEASA, onde há 20 anos atrás foi trabalhar como chapa. Cinco anos depois, após muita observação, começou a montar as caixas onde os feirantes e comerciantes transportam suas mercadorias. Hoje, mais do que experiente no negócio, tem um lugar só seu, aos fundos do bucólico lugar e lá trabalha com todo tipo de caixa e para atender todo tipo de cliente. Negro, 51 anos, sorriso largo e papo agradável, casado, dois filhos (uma de 24 anos, já formada e um com 10 anos), morador do Geisel, logo ali do lado de lá da Nações Unidas, esse evangélico e capoeirista exerce sua profissão, reconhecido por tudo e todos no pedaço. Nas rodas de capoeira, começou na Escola de Capoeira Senhor do Bonfim, hoje Ilha do Bonfim, dando seu quinhão para diminuir os preconceitos dos que dentre sua religião renegam à pratica do esporte. Sujeito muito simples, sempre disposto a uma boa conversa e hoje, mais do que nunca, criando muito com aquele amontoado de caixas ao seu entorno, pois uma nova clientela viceja em busca de peças de decoração e até móveis. E ele vai juntando, conciliando tudo e tocando sua vida, sempre com um martelo na mão e feliz pelo ofício descoberto ali mesmo na labuta diária dentro do CEASA.

UM ALGO MAIS DO CEASA - Por si só, aquela imensa área lá nos altos das Nações, no topo do morro, tendo o Geisel do outro lado é merecedor de um tratado, pois numa cidade onde rareiam pontos turísticos, eis um diferente e cheio de possibilidades mil. Sim, o CEASA de Bauru é um lugar ainda pouco conhecido pelos próprios bauruenses e para quem o conhece, um lugar de possibilidades imensas de passeio, distração, entretenimento e boas compras. O lugar não atende só atacadistas e sim, também a varejo. Ali tem floriculturas, peixarias, distribuidores de legumes e frutas de toda espécie e até de empresas de decoração. A pessoa chega buscando uma coisa e acaba saindo maravilhado, pois vai descobrindo outras e se encantando com o lugar. Cada comerciante tem um jeito só seu de atender, de saber envolver o cliente e na maioria das vezes, quem aporta por ali uma vez, acaba virando freguês e volta e meia está por lá novamente. O cheiro do lugar é bem característico. No meio de tudo os barracões com frutas e legumes e em cada um, aroma diferente, dependendo da especialidade de cada quiosque, ou reservado ou mesmo barracão. Eu prefiro os mais simples, pequenos, aconchegantes e onde flui sempre papos agradabilíssimos. Para quem possui tempo, parar por ali e ficar observando a rotina do lugar é também inebriante, pois quem trabalha com a fragilidade de produtos perecíveis é possuidor de um jeito especial no seu manuseio. O carregar e descarregar de caminhões diversos, pequenos carros, peruas Kombi e até ambulantes que vagueiam por lá com seus carrinhos de mão são todos merecedores de registros inesquecíveis. Tem quem goste de passear pelo Jardim Botânico, pelo Zoológico, pelo Calçadão da Batista, pelo parque Vitória Régia, pelos trilhos de uma ainda energizante ferrovia, conhecer o verdadeiro aeroporto de Bauru, o lá da Octavio Pinheiro Brizola e dentro dessas possibilidades todas, coloco como um dos pontos mais interessantes para visitas o nosso CEASA.
Bater perna por lá é algo ótimo para a pessoa estressada voltar ao normal, pois ele tem a possibilidade de dar uma sonhada além da correria da cidade. Pode também sentar numa das mesas de um famoso bar no lugar e desfrutar de uma gelada, comer algo e viajar na maionese. Eu faço isso com certa frequência, mesmo quando subindo a Nações para outras incursões e passando pela sua frente, mas com outro destino, tente adentrar o lugar, passe pela portaria e mergulhe olhos, ouvidos e boca num lugar onde ainda é possível ficar distante de outros ruídos de uma cidade já cheia de sons atormentadores. Gosto muito e indico não só conhecerem O Amaral da Caixaria, como vários outros personagens mais do que vibrantes do lugar. Quer esquecer das temeridades desse novo (des)Governo? CEASA na veia. Quer nem pensar em Trump presidente dos EUA? Faça como fiz hoje, CEASA na cabeça. Quer fugir da insanidade alckmista e suas atrocidades contra os secundaristas? Proteste muito (é o que nos resta fazer) e depois vá sentir o cheiro das frutas lá no CEASA. Aquilo é também remédio contra estafa e até esse bestial ódio visceral vigente na mente dos paulistas. Vamos ceasear qualquer dia desses? E conspirar...

Com as caixas do Amaral eu ilustro isso tudo que acabei de descrever... O bonito é descobrir pessoas diferentes de nós, recarregantes por natureza, mesmo pensando diferente bem diferente da gente num monte de coisas são ótimos de papo e dependendo da conversa esqueço de tudo o mais.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

CARTAS (167)


O CAPITALISMO BRASILEIRO É BURRO*
* Carta de minha lavra e responsabilidade, publicada na edição de hoje do Jornal da Cidade - Bauru SP, Tribuna do Leitor:

Não só burro, como joga contra os seus próprios interesses, ou seja, os do país. Primeiro deixo claro ser o capitalismo e hoje esse seu modelo dito mais moderno, o neoliberalismo predatório e o "deus" mercado, anomalias inaceitáveis. Louvável seria plena a convivência num mundo onde todos pudessem desfrutar harmoniosamente de tudo, sem essas imensas e bestiais diferenças econômicas. Viveríamos muito mais, menos neuras e sem complicações, mas somos incentivados a agir no campo do individual acumulativo e isso degrada o ser humano, adoece as pessoas. Tem quem incentive a exclusão como norma de conduta e ainda não se enxergue como doente, anormal.


Agora mesmo, derrubaram Dilma para, segundo a falácia do discurso repetido até o convencimento, acabar com a corrupção e dar um jeito no país. Sabe o que fizeram? Estão a vender o país, essa a solução. Já lotearam o que restou da Petrobras e entregaram a preço de banana o pré-sal. Estão a privatizar tudo o que ainda nos resta e tudo nas mãos dos estrangeiros. Repassam tudo, desde hidrelétricas, aeroportos, estatais, educação e até o cafezinho da esquina.
Dizem que isso é a modernidade, Estado Mínimo, mas veja bem, se alguém vendeu, alguém ganhou e tem gente enchendo as burras com tudo isso. E não é o PT, viu! E mais, vejam se o capitalista inglês, norte-americano, australiano, canadense agem dessa forma. Eles não entregam ouro ao bandido, aqui sim e quase de graça.

Para mim o capitalista brasileiro é antes de tudo um cara que não pensa no próprio país, pois seu negócio é entregar tudo. Faz qualquer negócio, sempre subserviente a interesses externos. Que raio de mentalidade é essa com tudo nas mãos dos outros? Que graça tem o cara chegar lá no poder e de cara ir se desfazendo de nossas maiores riquezas e ainda tentar engambelar a nação, dizendo ser isso necessário? Vá enganar trouxas, não a nós. Se não é burrice o que estão a fazer, isso só tem outro nome: sem-vergonhice, safadeza e sacanagem. Como alguém pode pensar em viver e ser feliz num país onde tudo não mais lhe pertence? Desde que a Dilma caiu os caras estão promovendo um desmanche do país, loteando tudo e vejo gente aplaudindo, pedindo bis. Que raio de capitalismo às avessas é esse, a permitir que só o lado de lá aufira lucros? Parece que os caras são mesmo é gerentes de loja de liquidação e não governantes. Estão leiloando até nossos sonhos. E vamos permitir?

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

DROPS - HISTÓRIAS REALMENTE ACONTECIDAS (136)


DIGNIDADE E PREGAS – DIÁLOGO DOMINICAL


Chego para a feira dominical junto do amigo Gilberto Truijo. Estaciono o carro na rua Julio Prestes e somos abordados de cara por uma baita sujeito, grandão, bronzeado, forte e esse até arruma vaga na sombra, raridade dominical. Já chega falante e travamos o seguinte diálogo:

- Posso olhar o carro, doutor? Sabe, estou aqui trabalhando honestamente, prefiro assim, poderia estar roubando, mas não. Fico aqui olhando seu carro enquanto o senhor toma uma na feira e quando voltar tudo estará no mesmo lugar, direitinho como deixou.


- Nada contra você roubar, viu! Diante de tanta sacanagem, até com o Presidente da República com seu nome incluído na Lava Jato, roubar hoje não me parece tão mal negocio assim. Tem uns que se dão muito bem.

- Entro mais nessa não, doutor, já roubei muito na vida. Fiquei preso um bom tempo e cheguei na cadeia com esse jeito malandro, querendo dar uma de esperto e me dei mal lá com os caras. Perdi logo de cara a dignidade e as pregas. O senhor não sabe o que é isso, dez querendo o seu roscofe. Não tem nem como reagir. Perdi tudo, lavei até cueca pra uns, faziam fila e não quero passar por isso de novo. O cara acordava, olhava para mim e dizia: "Hoje você é meu".

- Tem é que fazer como os caras de Brasília, respaldado com amigos importantes.

- Não tenho nenhum amigo importante, daí melhor cuidar do seu carro e não pensar em besteira.

Nos despedimos entre risadas, não sabendo se o que me dizia era verdade ou brincadeira, mais uma forma de conquistar o cliente pela conversa, mas ainda o ouço dizendo lá de longe:

- Vá com Deus e não se esqueça dos meus trocadinhos, pois hoje vou juntar para almoçar legal.

Não esquecemos.