quinta-feira, 10 de novembro de 2016

COMENDO PELAS BEIRADAS (28)


DOIS ESCRITOS JUNTOS E MISTURADOS – TRUMP NOS EUA E FOGOLIN NA SAÚDE

SOBRE TRUMP
Não existe muito o que comentar sobre a eleição de Trump nos EUA. Preferi ler mais do que escrever. Tudo o que está acontecendo com o mundo é reflexo desses tempos atuais com Macri na Argentina, o golpe no Brasil e Temer despejando um baú de maldades atrás de outros e muitos ainda aplaudindo e pedindo bis. Tudo agora deságua com Trump. Nada a estranhar. Quem disse que com Hillary Clinton teríamos algo muito diferente do que teremos com Trump? Mesmo o tal muro proposto pelo agora presidente, na divisa com o México é algo já existente, se não fisicamente, algo bem utilizado no campo diplomático. Olho para os oito anos de Obama e de todo apoio dado por seu Governo para os golpistas e aos retrocessos na América Latina e não vejo nada de bom em seus atos, além daquela carinha de bom sujeito. Ficou nisso. Comentando com meu filho hoje a tarde ele me dizia: “Pai, nenhum presidente dos EUA será bom para o país, pelo menos para o que idealizamos, pois para os no poder hoje, de Alckmin a Temer, sim, para esses é ótimo, pois esses batem continência e se ajoelham todas vezes que cruzam com uma autoridade norte-americana”. Sim, o cara é mais do que perigoso, mas já está mais comportado e não deve acionar o tal botão vermelho e explodir o mundo. Quer é fazer grandes negócios, favorecer mais e mais seu país e danar tudo à sua volta, portanto, nada diferente do que já vivenciamos. Quero só presenciar como será o primeiro encontro entre Trump e Putin. Como será esse primeiro aperto de mão? A cena me interessa e se algo mais elevar o nível da pressão mundial, fujo, me escondo no mato, talvez lá pelos lados de Tibiriçá e fico a esperar até que a radiação me alcance e me leve daqui para sempre. Talvez eles ainda demorem para destruir tudo e a diabetes faça o serviço antes deles.

SOBRE FOGOLIN
Não apoiei Gazzetta e sua coligação maluca com mais de dez partidos e hoje com quase toda a composição da próxima Câmara de Vereadores (não teremos oposição, portanto, não teremos fiscalização) ao seu lado, se administrará sem grana, pelo menos o fará entre amigos. Muitos “muy amigos”, mas todos lhe apoiando. Ontem foi anunciando o primeiro secretário do novo Governo bauruense, o da Saúde, Fogolin. Conversei bastante com ele nos últimos tempos. Primeiro, quando ainda em Brasília e cuidando de algo no Ministério da Saúde, próximo do último ministro sério no setor, Arthur Chioro (que hoje é seu orientador no mestrado). Sempre muito sensível com as agruras do povo, daí bateu desde logo uma empatia. O acompanhei até quando o golpe foi consumado e todos da equipe anterior deixaram o Governo. Voltou para Bauru e logo estava de volta em sua atividade anterior, junto ao SAMU. Voltei a vê-lo algumas vezes e numa última me disse estar se aproximando de Gazzetta, pois mesmo com todo o balaio de gatos, existia algum diálogo e até alguns da esquerda bauruense (PC do B). Guardo bem suas palavras: “Será uma forma de garantirmos o que já está consolidado e não deixarmos que o retrocesso em curso ponha tudo a perder”. Não segui com ele e outros, preferindo me manter onde me encontro, em discreta e honesta oposição. Ele, um ainda petista é o primeiro a assumir uma secretaria do Gazzetta, técnico e competente. Torço por ele e para que consiga, no mínimo, colocar em prática o que me disse nas conversas. Tendo Chioro como mentor, tendo a bagagem construída à seu favor, tendo a convivência obtida em Brasília, mostra-se sensível com a população necessitando de serviços públicos e, de minha parte, terá uma trégua, para implantar algo diferente do que até agora tivemos na Saúde na cidade. Torço para que consiga, mas sei que nos bastidores o bicho deve pegar, pois ao ver os nomes da equipe de transição e também das que ao lado dele construíram a nova proposta de trabalho, vejo muitos ligados a entidades privadas e quase nada de interesse público. Não vai ser fácil, ainda mais com os inevitáveis cortes que, inevitavelmente o Governo Federal produzirá. Ele sabe muito bem tudo o que precisa ser feito para respeitar e atender mais e mais os desvalidos e pouco assistidos de Bauru e, acredito, tenha sido a melhor indicação dentro de todos os nomes gravitando dentre os vitoriosos. Ele bem sabe, muitos estarão atentos em tudo, pois os tempos de Fernando Monti foram muito tristes para a Saúde num todo. Não é desses também a sair cuspindo no prato que comeu. E mais, quando o vi lembrando de Davi Capistrano, lhe dou um voto a mais de confiança e esperança.

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