segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

OS QUE FAZEM FALTA e OS QUE SOBRARAM (158)


ESTAMPA TOMATE ESSO MACIEL 2022, TIRANDO A MÁSCARA 
Soco bem dado na hipocrisia dos que nos envergonham com suas atitudes genocidas. O Tomate não perdoa. Sábado tem esquenta do Bloco e abril provável desfile no Calçadão. Camisetas começarão a ser vendidas ainda hoje. Essa será histórica, 10 anos do Bloco e com estampa de ninguém menos que Esso Maciel , com pitacos de Juliana Guido. Você vai ficar de fora dessa?


MOÇÃO DE APLAUSO APROVADA PARA ESSO MACIEL*
* Acaba de ser aprovada por unanimidade na Câmara Municipal de Vereadores de Bauru MOÇÃO DE APLAUSO, reverenciando quem nós já sabÍamos é merecedor de todas pompa, brilho, festa e paparicação, ESSO MACIEL. Eis o texto lido na Câmara com os argumentos para lhe conferir o agrado. Agora, os Tomateiros e seus amigos (as) estão já nos preparativos para moldar o ambiente daquela Casa de Leis e assim, receber pomposamente a ONÇA, que com suas afiadas garras estará urrando algo de sua lavra pelos microfones daquele ambiente. Estaremos todos presentes.
Em tempo: Será que permitem levar um batuque lá dentro, para carnavalizar a entrega da comenda?

"SENHOR PRESIDENTE - ESSO MACIEL é o Sr. Edson Antunes Maciel, nascido em 28/12/1940, bauruense, conhecido de toda Bauru, pois neste momento, quando ultrapassa os 80 anos, acumula além da sapiência de vida, por tudo o que já teve a oportunidade de vivenciar presencialmente, dos poucos nesta cidade, com extenso currículo em várias atividades.

Um cidadão na contramão de muita coisa envolvendo o slogan principal a nortear Bauru, “Cidade Sem Limites”. Esso sempre foi uma pessoa ilimitada e daí seu martírio, orgulho e motivo de ser tão conhecido. Representa a própria cara da resistência, persistência e insistência tão necessária dos seres a tocar suas vidas de forma livre, leve e solta.

Deu muitos murros em ponta de faca, enfrentou moinhos aos borbotões, tudo por causa de suas escolhas. Esso é homossexual assumido e assim tocou sua vida, paparicado por alguns e rejeitado por outros. Chega até aqui com a galhardia peculiar de quem soube traçar uma caminhava eivada de breves vitórias, que quando juntas, formatam o grande cidadão, reconhecido com um baluarte em vários quesitos.

Fez suas escolhas, preferindo depois de muitos quilômetros rodados ter uma vida apartada, meio que de lado de tudo, lá na rua Campos Salles, vila Falcão, seu canto, atrás de um muro com heras por todos os lados e cães também, o amor de sua vida. Escolheu viver com os animais, depois de muitas desilusões e não se arrepende.
Ali detrás do muro que o separa da rua ele faz de tudo ao seu modo e jeito. Esso trabalhou uma vida inteira na Prefeitura Municipal de Bauru, tendo prestado assessoria e acompanhado a vida política de muitos prefeitos. Por décadas, pintou e bordou, o artista plástico reconhecido e dono de um traço peculiar, sua marca registrada em telas e poesia singular. Das andanças de uma vida inteira, reveladas e registradas, segundo sua vontade, algo como uma marca registrada.

Durante tantos Carnavais saiu às ruas em algo quase não mais existente nos dias de hoje, o “Bloco do Eu Sozinho”, quando criava sua própria indumentária, uma fantasia única e assim desfilava só, encantando a todos. Seu personagem mais conhecido continua sendo a “Onça”, quando dela travestido, se insurge alegremente dentro da maior festa popular deste país.

Esse é mais que um resistente, senhor merecedor de reconhecimento público, pois no conjunto da obra, resistiu ao tempo e também soube se preservar. Suas obras fazem parte de acervos espalhados não só país afora, como também no exterior. Hoje, mais do que nunca, continua lá no seu canto, sozinho e dali só sai quando estritamente necessário. Um bravo guerreiro.

Diante do exposto, oferecemos essa
MOÇÃO DE APLAUSO AO Sr. Edson Antunes Maciel
Estela Alexandre Almagro
Vereadora".

SAINDO DO FORNO AS CAMISETAS DO TOMATE 2022, DESMASCARANDO, OU MELHOR, "TIRANDO A MÁSCARA" DOS HIPÓCRITAS, GENOCÍDAS, FUNDAMENTALISTAS, NEGACIONISTAS E PERVERSOS DEFENSORES DA DESTRUIÇÃO DO PAÍS.
Aos dez anos do bloco, uma homenagem mais do que justa para o artista plástico Esso Maciel, 80 anos de irreverência, rebeldia e galhardia, estando imortalizado no coração dos foliões destas plagas e assim sendo, nada melhor do que na estampa dos que gostam muito dele e de tudo o que faz.
Cada camiseta está sendo vendida a R$ 50,00 ou R$ 70,00 (preço de colaborador de todas as horas). Nas costas e mas mangas as cores tradicionais do Tomate, veremelho e verde. Na manga o símbolo LGBT, sempre conosco desde sempre. Tamanhos PP, P, M, G, GG e Híper Gigante.

As reservas podem ser solicitadas aqui e as 30 primeiras serão entregues neste próximo sábado, 26/02, no esquenta do Tomate, em divulgação que será anunciada a partir de amanhã.

Como as vendas se iniciaram somente nester momento e temos a possibilidade de desfilar nas ruas com o belo samba rancho do Maurinho Santos, pelo Calçadão no dia 21/04, estaremos vendendo essa preciosidade até lá.
Ter uma camiseta com estampa do ESSO MACIEL é mais que um luxo.

domingo, 20 de fevereiro de 2022

RETRATOS DE BAURU (261)


HOTEL CARIANI, FOTOS DA ENTÃO ESTUDANTE CLAUDINE GOTTARDO, 1988

"Essa é a fotografia mais “RAIZ” dos registros.
- Foi com KODAK mecânica e FILME de rolo.
- Eu mesma REVELEI no *quartinho escuro, bacia química e varalzinho*: vi ela aparecendo aos poucos no PAPEL feito mágica antiga.
- Foi na PRAÇA Machado de Mello.
- Era um *Trabalho da disciplina de Fotografia do 1º ano de UNESP. - Tinha q fotografar um prédio histórico da cidade e o escolhido foi o Hotel CARIANI 1907, tombado.
- Tem quem jure que é a NICOLE.
- Os ÓCULOS antiguidade (coloquei lente escura ), herança do baú da juventude da bisavó (perdi).
- Era 7:00 hrs da manhã, tínhamos saído as 5:00 do ARMAZÉM , do tempo que tinha um banheiro SÓ vanguarda / quase obsceno kkk
- Ressaca
- Eu era brava
- E com esse CABELO ficava fácil entender pq o apelido era CAPITÃO CAVERNA
- Créditos Luciana Pereira #tbt #fotografiaantigua #hotelcariani #bauru #1988 #fotoraiz", com este texto a hoje conceituada arquiteta Claudine Gottardo publica em sua página nas redes sociais uma foto sua e várias do ilustre hotel, tentando resistir ao tempo encravado no que ainda resta da praça Machado de Mello, centro velho de Bauru.

Quando vi as fotos não resisti e pedi se podia compartilhar e escrever junto algo de minha lavra. Ela não só permitiu como escreveu algo mais: "Nem fale em tristeza … e não só por ele mas por todos os imóveis tombados da cidade: despedaça meu coração de arquitetura e ser humano ! Eu já era apaixonada por ele em 88 … por isso o escolhi. Repare que tem Fotos onde quase dá pra ver os fantasmas kkk Eu tinha essa sensação lá. Muita energia boa e ruim de todos tipo em todo canto : me arrepio só de lembrar ! E olha que se foram 33 anos. Um frisson especial para o sótão e a claraboia heheh".

Assim como com Claudine, eu também me arrepio só de imaginar o contexto destas fotos. Fiz o mesmo, creio que pouco mais de década e meia atrás, quando o craque de bola Neizinho ali morava e trabalhava, fazia um bico de porteiro e aproveitei o ensejo para fotografar o local, com sua permissão. Tirei fotos já digitais e coloridas e quando as achar, publico novamente. Não me canso de falar destes locais, de tudo o que já tivemos, da altivez do lugar e da brutal transformação de hoje, quando além de fechado, o do lado, o Hotel Imperial, passa por um processo de empobrecimento o transformando numa pária viva e ainda em pé. Existia um projeto do Gazzetta transformando o local, mas ele foi abortado pela atual alcaide, a fundamentalista Suéllen Rosim e sabemos, nada virá destes com mentalidade bolsonarista. Eu não vivo de saudade, mas revivo o que já somos e abomino os que rejeitam e repudiam o que já fomos, não lhe dando a devida importância. Estas fotos da Claudine são daquelas de chorar, primeiro de saudade, depois de ódio por terem deixado isso perdido no tempo e no espaço. Quem sabe um dia ainda voltaremos a ter administradores sensíveis e olhando para Bauru com os olhos de que a cidade é mais do que merecedora. Torço e luto todo dia por isso. Basta de insensibilidade, de fundamentalistas, de genocidas e de bolsonristas, pois representam o mais cruel atraso onde poderiam ter nos metido. O Cariani há de resistir!







Em tempo: Fico imaginando como teria o trabalho dos colegas de turma da Claudine, todos feitos com fotos de igual teor e em cima de imóveis considerados por eles como históricos. Resgatar isso tudo seria uó do borogodó, mas creio um tanto impossível, enfim, lá se vão mais de trinta anos. Com o olhar de hoje, a gente observa o quanto poderíamos ter feito e o quanto deixamos de fazer por essa cidade.

O QUE FAZER PARA ATRAIR OS CONFORMADOS PARA A LUTA PELA DEVOLUÇÃO DESTE PAÍS À ALGUMA NORMALIDADE?
Saio agorinha mesmo de uma custa conversa com alguém, considerado por mim, como um intelectual de esquerda desta cidade e percebo em sua ação, algo mais do que necessário nos tempos atuais: ele resiste e põe a cara para bater enfrentando os fundamentalistas e genocidas no poder, quer aqui em Bauru ou lá em Brasília. Falamos exatamente deste tema, o de não se aquietar neste momento. Eu e ele, ambos com mais de 60 anos, já vivenciamos muita coisa nestes tempos e diante de tudo o que já vimos acontecer e quando olhamos para o retrovisor, uma só certeza, não nos falta assim tanto tempo de vida pela frente, daí, se aquietar é para os fracos, os que não possuem passado de luta e de enfrentamento.

Gostei da conversa e na troca de figurinhas, falamos dos tantos que poderiam engrossar este caldo, mas se acovardam e se fecham em copas, isolados por vontade própria e sem coragem para gritar. O grito destes seria de vital importância para fortalecer a luta pela derrubada deste triste momento vivido pela política nacional, quando desde 2016 foi ocupada por uma horda de gente totalmente desqualificada e todos com o intuito de fazer negócio, ganhar os tubos com a transformação que tivemos. O pior momento já passou, "eles", os perversos estão um tanto enfraquecidos, mas ainda no poder e se uma reação não ocorrer a contento, corremos o risco deles até continuarem, pois jogam sujo e farão de tudo e mais um pouco para continuar aprontando das suas. E vamos permanecer calados e vendo a banda passar?

Muitos dos que estão hoje contidos e fechados em copas já foram muito mais atuantes e por que, justamente agora, quando se espera de todos um levante contra a perversidade, estes não reagem? Seria medo nessa altura do campeonato? O que uma pessoa já aposentada, sem aqueles vínculos do passado, sem obrigação de continuar prestando conta para isso ou aquilo, o que movem estes e os fazem verem tudo se perder e não movem uma palha para se juntar aos que se encontram na luta para devolver alguma dignidade ao país? Uma difícil resposta, diante de tantas nuances. Destes, disse ao amigo na conversa de hoje, vejo uma covardia a denotar o quanto não crescemos como nação. Somos realmente um povo ainda fraco, medroso do que outro vai achar de mim se me posicionar contra os perversos. A indiferença é o pior no ser humano. Muitos são obrigados a assim se posicionar, pois vivem sob forte impacto de pressão econômica. Nã osaberiam como fazer sem o que amealham hoje e por causa disto se mantém calados. Entendo estes, mas não os que não possuem mais nada a perder. Na conversa falamos disso, de algo desse conformismo fazendo parte da história deste país. Preferimos não lutar, não sujar nossas vestes e assim deixa-se tudo ir rolando. O que precisa mais acontecer paar estes adentrarem o campo de jogo e lutarem, falarem grosso e mostrarem suas garras? Ou nunca o farão?
OBS.: Me parece que, os mesmo que se omitem à nivel nacional, se omitem a nível municipal.

sábado, 19 de fevereiro de 2022

REGISTROS LADO B (80)


NO 80º LADO B, RAFAEL SANTANA DE LIMA E SUA INQUIETUDE COM A SANDICE ATUAL, ALIADO AO AMOR À FEIRA, MARY DOTA E MÚSICA, ENFIM, SÃO MAIS DE 30 ANOS CANTANDO NA NOITE
Este Rafael que hoje aqui se apresenta é gente de luta e está na lida desde muito tempo. É de gente assim que vive este LADO B – A IMPORTÂNCIA DOS DESIMPORTANTES, chegando com este bate papo no seu 80º encontro, quase sempre semanal – com alguns poucos furos. RAFAEL SANTANA DE LIMA é destes com trajetória que o orgulha muito e hoje, aos 66 anos (27.11.1955), quando lhe pergunto a idade, interrompe o vídeo e vai perguntar pra esposa, pois como disse: “A coisa é tão agitada e algo pelo qual não me preocupo é a idade”. Recém aposentado, encontra mais tempo para seus afazeres de acompanhamento de como se dá o dia a dia desta cidade, adotada desde os 18 anos, vindo de Borborema e Novo Horizonte, aqui construindo sua vida, sendo também um dos pioneiros lá num dos maiores conjuntos habitacionais da América Latina, o Mary Dota. Gosto de conversar não só com gente afinada com minhas ideias de cabo a rabo, mas também com quem navega em outras paragens, mas lá no frigir dos ovos, sempre possuímos afinidades e motivos para conversas amplas e generalizadas, além de respeito mútuo.

O Rafa eu vim a conhecer algumas décadas atrás quando trabalhava no Banco Itaú e tocava na noite. Ele, que acompanhado de seu violão, percorreu a maioria das casas noturnas desta cidade, possui o orgulho de dizer ter dado o pontapé inicial no Jama, aquela casa noturna que movimentava Bauru, desde o posto de combustível nos altos da vila Falcão. Não parou mais e destes 33 anos de labuta e vivência noturna, possui histórias incomensuráveis para relatar. Sentar pra reviver isso tudo é uma delícia, mas este cidadão não consegue viver só relembrando seu passado musical, pois esteve envolvido em várias outras questiúnculas. Neste bate papo tento juntar tudo, seguindo uma certa cronologia e assim, vamos, conhecer um bocadinho mais, não só dele, de seus envolvimentos e o que o move, o que o tornou este ser inquieto e questionador. Rafael já fez jornal lá no Mary Dota, o Zona Leste News, com tiragem de mais de 10 mil exemplares, como também começou tempos atrás a gravar entrevistas com personagens destas plagas, denominadas de “Canal Entrevista”, chegando a marca de 74. Brinquei com ele, pois se parou no 74, hoje ele está aqui no Lado B, num convite redondo, o de nº 80. Isso de conhecer mais das pessoas, sua história e trajetória, temos em comum.

Algo também dos mais interessantes dentro de sua trajetória é o tempo que esteve atuando nas hostes da Prefeitura Municipal, durante alguns governos, como cargo comissionado, na maioria deste tempo na SAGRA – Secretaria de Agricultura, onde acumulou funções e qualificações. Nada melhor do que ouvir dele o que está achando deste novo momento do Recinto da Expo, antes sob o comando da Arco, iniciativa privada e agora, tendo início o da Prefeitura. Boa prosa, pois ele como entendido de feiras municipais, sabe muito bem o que ocorreu com dois banheiros públicos lá no Parque Vitória Régia, destruídos ao invés de restaurados e daí o questionamento que não quer calar: uma administração que não consegue manter dois banheiros públicos em pé conseguirá dar cabo do Recinto da Expo? Ouvi-lo falando das feiras bauruenses, sua história e sua gente é também algo dos mais apreciáveis. Praticante da “feiraterapia”, mote criado pelo feirante Moisés, o da banca dos ovos, vamos desembocar também no sucesso que foi a criação da feira noturna do Vitória Régia. Estes assuntos todos se fundem e tornarão a conversa infindável, portanto, terei que ter muito cuidado para não atravessarmos a noite num papo inesgotável.

Desembocaremos, como não podia deixar de ser, no momento atual brasileiro e ele, assim como eu e tantos outros, fazemos parte do time dos que não se seguram nas calças. A coisa está aí acontecendo nesta cidade, estado ou país e gente como eu e ele, emitindo sua opinião, seu pitaco quase instantâneo. Ele mesmo afirma já ter mais de 300 publicações contrárias ao desgoverno municipal de Suéllen Rosim, mas nelas, segundo ele, estão críticas e também formas de ajudar, como entende poderia ser dada solução, principalmente para onde ele enxerga tudo emperrado e não caminhando. Portanto, a conversa tende a esquentar e assim sendo, todos e todas estão mais do que convidados para estarem por este bat canal, acompanhando o esfrega que teremos juntos, saindo dele sangue, suor e lágrimas, alegrias e agruras, tudo junto e misturado. Eu daqui do meu bunker doméstico e ele, hoje lá nas barrancas do rio Tietê, Marilândia, cercanias de Arealva. Vamos juntos?

CHAMADA PARA O 80º LADO B, COM O MÚSICO, INCENTIVADOR DE FEIRAS E MAIS DO QUE PREOCUPADO COM AS QUESTÕES MUNICIPAIS, RAFAEL SANTANA DE LIMA
Será manhã, sábado, 19/02, 19h30 aqui pelo facebook deste mafuento HPA.

VAI COMEÇAR O 80º LADO B, COM RAFAEL SANTANA DE LIMA, CANTANTE COMO POUCOS, ENTENDIDO DE FEIRAS E INQUIETO COM AS AGRURAS DESTES TEMPO

PITACO FINAL DESTE HPA - Vale muito a pena conhecer um pouco da história de vida do Rafael. Ele é músico dos mais conhecidos por aqui, mas dos dez anos atuando nas hostes da SAGRA - Secretaria de Agricultura da Prefeitura Municipal de Bauru, governos de Rodrigo Agostinho, Clodoaldo Gazzetta e de Suéllen Rosim, nos trouxe revelações das mais interessantes, principalmente sobre a regressão ocorrida desde que teve início o desGoverno de Suéllen Rosim. Faz uma comparação muito triste sobre ver neste momento o Recinto de Exposições, a Expo voltar a ser administrada pela Prefeitura, quando essa não consegue nem resolver a contento a questão dos banheiros do parque Vitória Régia, quanto mais uma estrutura como a existente no local da Expo. E diz que, se tudo for entregue aos cuidados de Suéllen, em breve tudo se transformará no mais novo Country Club. Emite uma forte e contundente opinião sobre as feiras bauruenses e a Feira do Rolo, aliada ao provável Mercadão, se este vingar no prédio defronte ela acontece. É contrário, justifica e o tema é merecedor de melhor análise mais conversas. De opinião forte, contundente e não se omitindo a responder sobre nada, deixa um registro dos mais interessantes. Reafirmo, vale muito a pena assistir.


sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

CHARGE ESCOLHIDA A DEDO (179)


A SITUAÇÃO DE ABANDONO DO MUSEU FERROVIÁRIO, MATO CRESCENDO NAS SUAS INSTALAÇÕES
Escrevi por estes dias sobre o fechamento da Pinacoteca e Museus municipais e hoje volto à carga, pois o assunto além de candente, demonstra como está se dando os tais procedimentos para reabertura. Na verdade, estão todos estes INTERDITADOS pelo Corpo de Bombeiros, sob alegação de estarem em situação inaceitável para funcionamento. O sucateamento do setor é mais do que observável, bastando para tanto dar uma circulada por estes. Os Museus Histórico Municipal e MIS – Imagem e do Som, já funcionavam de forma precarizada, aguardando a entrega em definitivo de restauro da Estação da Cia Paulista, cuja verba já este em poder da Prefeitura Municipal há mais de dois anos e mesmo assim o andamento da obra está também paralisado desde então. A situação por lá é de ruínas e mesmo o telhado da referida estação, todo trocado, encontra-se sem manutenção, praticamente instalado e abandonado. A obra parou e estes dois locais praticamente não existem de fato e de direito. Os funcionários fazem o que podem para manter o acervo longe da deterioração ou mesmo, perda definitiva, pois atuam contra as intempéries e vivem do improviso.

Já do museu considerado a Joia da Coroa, o Museu Ferroviário, este era até bem pouco tempo o único funcionando ou com atendimento ao público. A tal da interdição também fechou suas portas em caráter definitivo, ou até que as providências para sanar o solicitado pelos Bombeiros ocorra. Passei por lá hoje cedo e o mais triste de tudo é que, em mais de trinta anos circulando por ali, nunca vi algo tão desolador. O aspecto é de abandono, lixo nas cercanias, poeira por todos os locais e mato crescendo nas entranhas e beiradas possíveis. Olhar para aquilo tudo e rever o quer ali já ocorreu é para desanimar. Das duas uma, ou existe mesmo uma política de abandono, não dando a importância que os museus merecem ou o desprezo ocorre por completa falta de competência para gerir aquele aparato todo. Conheço o brio dos que ali atuam e sei do que são possíveis, mas sei também que nada podem fazer quando a vontade política dos atuais administradores não desponta e se mostra atuante. Uma mera placa na entrada, informa que algum atendimento ainda pode ocorrer internamente, adentrando o portão ao lado. Visitas impossibilitadas. Converso reservadamente com servidores e ex-servidores e de todos algo: nunca presenciaram até hoje situação tão com aspecto de final de feira como a atual.

Não creio que o Museu Ferroviário passe por situação de difícil solução, pois se suas instalações são antigas, quase ou mais de um século, sempre tiveram acompanhamento de equipes ali atuando e mantendo tudo dentro do solicitado. Neste momento, algo de maior porte em curso, com a também interdição da Estação da NOB e como ela é parede meia com as instalações deste museu, juntaram tudo e estão tratando como se pudesse ser resolvido num único pacote. Creio que não, pois mesmo ligados umbilicalmente, possuem cada qual vida própria e suas particularidades. A Secretaria Municipal de Cultura através de seus atuais administradores se fingem de mortos, pouco ou nada fazem. Não existe projeto ou plano em execução para reverter o quadro, dando a entender ser essa a política em curso, fechar e assim manter a Cultura contida, entre quatro paredes e num preparo para algo pior. Algo de igual teor ocorre por todas as cidades onde foram eleitos prefeitos atuando segundo a linha política bolsonarista. Para estes, a Cultura é algo desprezível e de pouca importância. Passar pela rua Primeiro de Agosto, na curva para a praça Machado de Mello, virar o pescoço e olhar para o lado, ver o Museu Ferroviário no abandono é pra fazer muito barulho. Tento colocar estes temas na pauta do dia de quem toca a nossa Cultura, pois se deixar tudo quieto, tudo permanecerá fechado, trancado e juntando pó, mato crescendo.

A PLACA DIZ TUDO
Na placa fixada ainda em 2021 na porta principal da Pinacoteca, a Casa Ponce Paz, a confirmação do fechamento do espaço cultural, sem data para reabertura. Do texto, algo a pedido da administração da Cultura, sobre provável reforma, só que, desde quando fixada, nenhuma outra providência, ou como sugerido, "ajustes", ou seja, nada existe de concreto ocorrendo. O tempo passa, o tempo voa e à espera somente de providências divinas, aquelas caindo do céu.

RESPONSABILIZAR ALCAIDE POR ACIDENTES EM BURACOS NAS RUAS*
* 51º texto deste HPA para o semanário DEBATE, de Santa Cruz do Rio Pardo SP, edição nas bancas amanhã cedo:

“Motociclista morre em acidente na cratera aberta no prolongamento da Rodrigues Alves - Um motociclista de 36 anos morreu em Bauru na manhã desta sexta-feira (18) após cair dentro de uma cratera na via de acesso Engenheiro Horácio Frederico Pyles, prolongamento da Avenida Rodrigues Alves...”, aqui um trechinho de artigo publicado na Internet no dia de hoje, sexta, 18/02.

Conclusão:
“Ao longo dos séculos, desde a chegada dos europeus no nosso território até os dias atuais, houve muita mudança na atribuição de responsabilidade civil ao Estado por sua ação ou omissão que provoque danos aos cidadãos. Da completa irresponsabilização do período colonial evolui-se para a responsabilização objetiva do nosso tempo, passando pela responsabilização mitigada do período imperial e responsabilidade civil subjetiva no início do período republicano.

Os elementos que configuram a responsabilidade civil do Estado são os mesmos que estão presentes na responsabilidade civil entre os particulares, quais sejam, dano, ação ou omissão e nexo causal. Contudo, quando o Estado é envolvido na demanda, a significação e o alcance destes elementos mudam, porque na seara pública outros princípios norteiam a atividade estatal e sua função garantidora da dignidade humana.

Não se desincumbindo do ônus probatório e não estando o direito de exigir a indenização prescrito, é possível que o Estado, num único acidente de trânsito, tenha que indenizar, cumulativamente, os danos materiais, morais e estéticos, a depender da gravidade do sinistro.

Espera-se que o Estado cumpra efetivamente com o seu dever de prover a segurança do trânsito, priorizando a vida e a integridade física dos jurisdicionados, pois caso falhe nesse compromisso social caberá ao lesado ou quem legalmente o represente, amparar-se nas leis e jurisprudências e exigir judicialmente a indenização devida.

O ideal é simplesmente a não ocorrência do acidente, devendo o Estado ter o zelo de manter a vias públicas em condições a proteger a dignidade humana, pois ainda que o lesado seja indenizado por negligência estatal, dificilmente conseguirá alcançar o mesmo patamar de satisfação antes do sinistro, pois as sequelas físicas e emocionais perduram frequentemente”.

Este histórico é para ilustrar algo bem simples e recorrente aqui em Bauru nos últimos tempos. A quantidade de buracos na cidade é assustadora e diante do desleixo dos atuais mandatários, se fingindo de mortos, como se as ocorrências nada tivessem a ver com eles, nada melhor do que, além da pressão, pedidos de ressarcimento e tendo como réu a Prefeitura. O que todo mandatário público precisa saber desde quando assume é o que nos prescreve leis como a do casamento: “na alegria e na tristeza”. Na Bauru encalacrada com o um desgoverno fundamentalista, um só “venha a nós” e nada de “ao vosso reino”, daí o algo mais precisa também não direcionar tudo só e tão somente para os cofres municipais, mas também dos seus governantes, pois só assim darão a devida importância para todos os meandros do cargo ora ocupado. Bauru com Suéllen Rosim, de terra “sem limites” para terra “dos buracos sem fim”. Que isso sirva de exemplo para outras localidades onde algo assim esteja também ocorrendo.
Henrique Perazzi de Aquino, jornalista e historiador (www.mafuadohpa.blogspot.com).

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

O PRIMEIRO A RIR DAS ÚLTIMAS (114)


EXPERIMENTE DAR UM “ROLEZINHO” NA PRAÇA PORTUGAL E CONFIRA OS RESULTADOS – A QUESTÃO URBANISTICA DE ALGO FEITO SÓ PARA PRIVILEGIADOS

Passo hoje pela Praça Portugal, meu “rolezinho” naquela belezura (sic) lá no alto da Zona Sul, antes reduto de árvores, hoje de descampado e asfalto. Vejo trabalhadores tomando uma atitude, ou seja, plantando árvores, pequenas mudas, muitas delas, dessas que a gente sabe, vai demorar trinta anos para chegar no estágio das que foram arrancadas do local sem dó e piedade. Na verdade, o que ocorreu em Bauru foi privilegiar o modal carro, quatro rodas em detrimento do ser humano, o de duas pernas. Coincidentemente acabo de ler uma curta resenha sobre um antológico livro sobre estes temas, o “São Paulo: o planejamento da desigualdade”, de uma das mais importantes urbanistas deste país, Raquel Rolnik. Na nova edição deste livro, com prefácio do Emicida, algo sobre a crueldade cometida contra a maioria, para beneficiar uma minoria: “a cidade que temos é fruto de uma política urbana que sempre teve como eixo decisório os comportamentos e interesses da classe média, e que, portanto, sempre excluiu do processo a maioria da população”. Alguém ainda tem alguma dúvida do que de fato ocorreu por lá com aquele brutal e insano corte de árvores.

Muito interessante, após o que ocorreu na praça Portugal e comparando o modus de vida de quem vive no entorno da praça e na periferia bauruense, o tratamento dado a um e a outro, entender essas diferenças. A urbanista Raquel nos dá mais do que uma lição sobre o tema: “Vivemos hoje o que eu chamo de um combo de crises – sanitária, ambiental, política, social, hídrica... Por quanto tempo mais gente vai poder ver enchentes e o sistema viário entrando em colapso porque está montado em cima de rios? Como lidaremos com essa grande crise da moradia? Mas eu acredito que todo momento de crise profunda é também um momento para se repensarem caminhos. Acho que este modelo está em seus estertores. Por que nos últimos estertores? Porque a crise sanitária – que, inclusive, tem tudo a ver com a crise climática -, aliada a crise política da gestão das cidades, revelou que este modelo é insustentável. Ele não nos deixa saídas. E por isso tenho alguma esperança de que outro pacto sociopolítico e territorial seja construído”.

Temo por isso, pelo menos enquanto tivermos governos fundamentalistas, genocidas e tacanhos, visão estreita e só com olhos para os da elite rica das cidades. Em Bauru, hoje o agravamento dessa situação, com insensibilidade mais do que demonstrada. Por enquanto, o que ainda é permitido fazer é provocar, instigar e colocar o dedo na ferida, mostrando o quanto de erro ocorre nessas escolhas, como a que transformou a Praça Portugal em Bauru, com corte desmedido de árvores, tudo pensando só e tão somente numa classe social. O pessoal do bloco farsesco, burlesco e algumas vezes carnavalesco, o Bauru Sem Tomate é Mixto, em seu enredo para 2022, “Tirando as Máscaras” e na letra do sambista Maurinho Santos, dá a esticada fatal no resultado apresentado à cidade pela praça: “qué conferí?.. qué-passá-mál?../ dá rolezinho lá na Praça Portugal!../ qué conferí?.. qué-passá-mál?../ dá rolezinho lá na Praça Portugal!”. Dei rolezinho hoje por lá e passei mal...

VÍTIMAS DE ENCHENTES: EM JAÚ DOIS MESES ISENTOS PAGAMENTO CONTA DE ÁGUA, AQUI EM BAURU NEM RECEBEM A GENTE PRA FALAR A RESPEITO
Represento os moradores da quadra 1 da rua Gustavo Maciel, entre as ruas Inconfidência e Aparecida, centro baixo de Bauru, proximidades do rio Bauru. Só neste verão, em menos de dois meses sofremos com quatro enchentes e em outros dias de chuva forte algo bem próximo disto. Vivencio algo da população ribeirinha de Bauru desde que meus pais aqui se mudaram, isso por volta dos anos 70, mais de 50 anos de labuta. Nunca havia ocorrido de quatro enchentes seguidas num só período chuvoso. Todos aqui, sabem que, daqui por diante, o bicho vai pegar com mais intensidade. Queríamos só um pouco de respeito e consideração para conosco e tantos outros que vivenciaram situação idêntica Bauru afora por estes dias. Minha conta de água mês girava em torno de R$ 20 a R$ 23 mês, residencial com pouco uso do precioso líquido. Evidente que, após isso tudo que tivemos por aqui nestes meses, o consumo subiu estratosfericamente. Daquele valor saltou para R$ 45 e R$ 72. Todos os vizinhos gastaram muita água para limpar suas casas, quintais e mesmo a rua, pois a Prefeitura administrada pela incomPrefeita Suéllen Rosim, não veio desde a última enchente, três semanas até agora limpar as ruas. Tudo foi feito com mangueiras dos próprios moradores. Antes ao menos, vinham limpar a rua com caminhão pipa e melhorava a situação. Hoje nem isso. Fui reclamar e ouvi da atendente - que não tem culpa de nada -, não tem nenhuma orientação para tratamento diferenciado por causa deste assunto. Saio de lá mais puto da vida e pelos jornais fico sabendo que, na vizinha Jaú, onde um prefeito também fundamentalista, Ivan Cassaro, porém nascido e criado naquela cidade, já foi decretado que, por dois meses todos os moradores cujas casas sofreram com as enchentes não pagarão suas contas de água e mais, já estudam isenção de pagamento de IPTU e outros benefícios. Por aqui, nadica de nada. Pelo que vejo só nos resta pagar ou ir pra porta da Prefeitura, pois essa alcaide só entende a linguagem da pressão. Do empoado presidente do DAE, também não virá nada, pois não movimenta uma palha sem ter anuência de sua patroa e como ela pouco se interessa pelo tema, reclamo e esperneio por essa via e meio. Assim caminha Bauru. Este só um dos lados da questão, pois pelo visto é desta forma e jeito que são tratados os problemas com os munícipes.

PRÊMIO DESATENÇÃO 2022 DO BLOCO DO TOMATE
O Carnaval presencial está descartado neste momento para a data consagrada da festa, mas pode ocorrer em abril, na mesma data em que desfilarem as Escolas de Samba do Rio e São Paulo. Até lá, o bloco farsesco, burlesco e algumas vezes carnavalesco Bauru Sem Tomate é MiXto estará se preparando, arregaçando as mangas por aqui e algo a ser decidido e sendo divulgado nos próximos dias é quem serão os agraciados com o PRÊMIO DESATENÇÃO 2022. Já tivemos nomes homéricos que caíram logo na boca do bauruense como profanadores da alegria, pois se fazem de dordeiros, sendo veradeiros lobos. A lista é sempre grande e alguns nomes já despontam como imbatíveis e se posicionando ao lado de eternos Hours Concurs, como Reinaldo Cafeo, Alexandre Pittolli, Dr. Raul e Coroné Meira, além dos ex-prefeitos. Os dois últimos prefeitos levaram a pegada do bloco na boa, assim como o médico Raul, mas outros se enfezaram e daí, era tudo o que queríamos. Quando Meira da Tribuna da Câmara se avermelhou, Pittolli cuspiu fogo nos microfones da Velha Klan ou Cafeo até tentou impedir que o bloco cantasse sua marchinha, eles estavam confirmando o acerto do bloco em suas escolhas.

Quando vi na Folha de dias atrás a tira "Viver Dói", da Fabiane Langona e diante de tanta gente concorrendo, achei que sua utilização cairia como uma luva para expressar o sentimento para com os na disputa. Enfim, em quem você vota? Quem merece o prêmio? Quem quiser começar a contenda e já declarar seu voto por aqui, que o faça e em breve estaremos agendando algo contundente para definir e execrar publicamente pela desatenção que derão para Bauru no ano passado e neste começo deste.

A CULTURA MUNICIPAL HOJE VIVE SOMENTE DISSO, POIS AQUI EM BAURU NADA FAZEM
"Silêncio, a Cultura dorme".
Não fosse isso, esperar o que de fundamentalistas? Eles desconhecem o que venha a ser Aldir Blanc ou Luiz Gustavo.
Seguimos de pires nas duas mãos...

ARNALDO JABOR, POR LUIZ CARLOS AZENHA:
"Durante a campanha presidencial de 2006, Arnaldo Jabor comparou Lula, um dos candidatos, ao ditador norte-coreano Kim Jong-il, em comentário no Jornal da Globo. Eu, repórter da emissora na época, observei com um chefete* que tal comentário indicava falta de isonomia da emissora diante dos candidatos, pois críticas do mesmo porte não haviam sido feitas aos demais concorrentes. Resposta: Jabor "é o palhaço da Casa". Terminou assim a conversa. *Chefete é o jornalista que abre mão da profissão para receber promoções -- cargos e salários -- em troca de fazer qualquer coisa que o patrão mandar". 

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

DROPS - HISTÓRIAS REALMENTE ACONTECIDAS (200)


AGUDENDES E BIRIGUIENSES DIVIDEM CARGOS NA ADMINISTRAÇÃO SUÉLLEN - O GOSTO PELOS IMPORTADOS
Sabe aquele que pediu para sair (será mesmo?), o tal do Patric Teixeira, quando era Chefe do Gabinete da incomPrefeita Suéllen Rosim? Pois, bem o danado afirmou pomposamente a intenção de cuidar de assuntos pessoais e fazer vicejar empreendimento pessoal. Pelo visto, nada deu certo e já está atuando desde semana passada novamente ladeando a alcaide no terceiro andar do Palácio das Cerejeiras. Antes era chefe de Gabinete e ele, agudense, quando deixou o cargo, em seu lugar outro da mesma cidade para o preenchimento da vaga, Rafael Fernandes. Dizem, ambos serem da mesma estirpe político partidária, linha de pensamento e ação, uma que muito agrada e preenche as expectativas bauruenses da atual administração. O que será que estes agudenses possuem que os bauruenses não conseguem preencher e assim, encher os olhos da alcaide?

Sei lá, mas ela, como se vê tem queda por importar secretários. Nada contra ter gente experiente de outras paragens em postos chaves, enfim, já tivemos atuando por aqui gente do quilate e gabarito do médico Davi Capistrano, mas pelo que se sabe, nenhum destes consegue se equiparar com este. Enfim, cada prefeito prefere ter ao seu lado o que de melhor concebe dentro do que acredita ser a política, sua movimentação e possibilidades. Patric volta e já dizem que, muito em breve novamente na Chefia do Gabinete e aquele que veio para preencher seu lugar, já estaria com vaga garantida na Emdurb, onde o atual presidente, Luiz Carlos Valle estaria, tão logo volte de férias, com os dias contados. Para o lugar de Valle, um biriguiense, velho conhecido da alcaide e dos seus pais, Flávio Vieira, desconhecido de todos os bauruenses, mas não do clã hoje governando juntos Bauru. Triunvirato no poder.

Movimentações esquisitas, onde prevalece o gosto pelos importados, os de fora. Suéllen, como se percebe não conhece muitos daqui e vai loteando seu mandato com gente pela qual conhece ou tem alguma afinidade, ligação umbilical com sua crença religiosa. Trabalha por indicação de crença, espalhando estes pelos mais diferentes cargos dentro da atual administração, nos tais cargos de confiança. Este o modus operandi dela, algo mais do que já perceptível. Questão de estilo, enquanto Bolsonaro, seu mentor, loteia cargos variados com militares, ela prefere fazê-lo com cristãos de cunho evangélico neopentecostal, a maioria importada. Nisso essa administração é boa demais da conta, pois traz muitos de fora, estes carregando consigo suas experiências, tudo com o intuito de proporcionar maravilhamentos inéditos e inacreditáveis no cenário político intestinal bauruense. E assim ela monta seu próprio COMBO.

NENHUMA POSSIBILIDADE DE REABERTURA DA CASA PONCE PAZ NA NEGACIONISTA ADMINISTRAÇÃO SUELLISTA
Ao postar ontem algo sobre as interdições ocorridas em todos as instalações dos museus e da Pinacoteca Municipal, a Casa Ponce Paz, num dos comentários uma assustadora informação suplementar: a de que a Casa Ponce permanecerá fechada ad eternum, pelo menos dentro dessa atual administração municipal, nenhuma perspectiva de reforma/restauro no local. Vejam o que postou Ronaldo Gifalli, ex-servidor municipal lotado ali por pelo menos cinco anos e hoje aposentado:

"Verdade isso aconteceu em outubro do ano passado. Uma decisão vinda de um promotor (é o que ouvi falar) e que, se a secretaria abrir os espaços recebendo público sem o alvará, pagará uma multa diária. Isso é o que foi passado para os funcionários. É mais fácil fechar tudo do que resolver essas questões. A casa Ponce Paz não foi tombada e os bombeiros exigem alterações nas escadas de madeira. Coisa inviável. Então fechar foi a solução".

Sim, a Casa Ponce não foi tombada e hoje, com o CODEPAC - Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico e Cultural inoperante e sem autonomia, nada ocorrerá, daí nada virá por este intermédio. Com a decisão dos bombeiros de instalar acesso diferenciado nas escadas de madeira, tenho a certeza, nessa administração tudo permanecerá fechado, assim como a Estação da NOB. É algo de uma brutalidade imensa alterar a escada de madeira do local, parte integrante da história do local, que abrigou no passado um Juizado Trabalhista. Quem ali foi juiz classista por bom tempo e conhece bem a casa é o hoje presidente do SinComércio, Walace Sampaio. Dizem que, no período quando a casa foi alugada para a finalidade do juizado, a primeira providência dos novos inquilinos foi pintar de branco as paredes com gravações históricas. Quando sairam, a casa veio para a Prefeitura e depois para a Cultura, mesmo com todo o esforço, nunca foi conseguido recuperação total do estrago feito anteriormente nas paredes. E agora, essa interdição com indicação de alteração nas escadas, com provável imposição de elevador ou escada rolante, tudo diante deste desGoverno negacionista e fundamentalista, a única certeza é de que nada será feito. Para estes hoje administrando a cidade, a Cultura é enxergada como terra arrasada, algo seguindo os moldes do que faz Bolsonaro lá por Brasília. Vide o que ocorre com a Estação da NOB e o ar condicionado do Teatro Municipal.

Vai deixar saudade ver a Casa Ponce Paz, hoje Pinacoteca bauruense permanecer de portas fechadas, criando teia de aranha em suas instalações. Diante de mentalidade tacanha de quem toca hoje a Cultura Municipal, para ser possibilitada alguma alteração no quadro só mesmo com a criação de uma Associação dos Amigos da Casa Ponce Paz. Do contrário, só mesmo contando com o bom senso dos bombeiros para rever a decisão tomada ou pode esquecer, pois a Cultura não possui nenhuma prioridade cultural no desGoverno de Suéllen Rosim e de Tatiana Sá.

Se tiver tempo reveja essa história que publiquei no meu blog em 25.11.2008, com uma algo mais sobre a história dessa casa:
UMA CASA E O RESGATE DE SUA HISTÓRIA
A casa está localizada no cruzamento das ruas Ezequiel Ramos e Antonio Alves. Abrigou durante os últimos anos a Junta do Trabalho. Depois os seus arquivos. Transferido tudo para outro prédio, o mesmo foi cedido para a Secretaria Municipal de Cultura instalar ali o seu Centro de Artes Plásticas. Ao adentrar o local, funcionários se deparam com suas paredes descascando e mostrando afrescos, pintados a décadas atrás. Uma relíquia, resquício da imponência do casarão.

Para reviver sua história nada escrito. Tudo na memória das pessoas. Dois memorialistas, Gabriel Ruiz Pelegrina e Irineu Azevedo Bastos passam as primeiras informações. Havia sido construída para abrigar a residência de seu construtor, Alfredo Fígaro, no começo dos anos 30. Dos afrescos nada, só a certeza de que quem os produziam nesse período era o pintor e escultor Alberto Paulovich. Seu filho, Leonardo vai até o local e fica encantado. Mantém em casa alguns dos moldes e para ter certeza terá que proceder um exame com mais calma.

O trabalho de retirada da casca de tinta continua sendo feito por funcionários. Tudo minucioso e com técnicas recomendáveis. O Meio Ambiente irá restaurar o jardim. O CODEPAC vai abrir um processo do seu tombamento.Os arquivos de plantas antigas da Prefeitura e os do cartório local já foram acionados em busca de mais detalhes. A imprensa divulga tudo no dia de hoje e pede ajuda para mais detalhes. Dois surgem de imediato.
 Uma vizinha durante anos, Joanina Giansante, liga e diz que o jardim da casa era um imenso roseiral, muito lindo e que reviver aquilo será um sonho. Zilda Tavares Rino de Souza, 80 anos, filha de seu Domingos Rino, já falecido, morou na casa durante uns dez anos, por volta dos anos 50. Diz que seu pai “trocou uma fazenda pela casa, de um turco. Já das pinturas, tínhamos todos um cuidado muito grande para não sujar nada. Meu pai falava que era obra de um pintor italiano. Minha irmã, Célia casou na casa. As freiras do Colégio São José vinham buscar rosas todo final de semana para enfeitar a capela deles. Alguns anos atrás, passando em frente, pedi a um guarda para entrar. Precisava de autorização. Quero retornar lá com minhas três irmãs”.

O resgate dessa história, contada dessa forma, com a descoberta de personagens que a vivenciaram é algo desbravador, contagiante. Cada um passa nova informação, uma nova dica, um novo personagem e tudo isso possibilita a reconstrução, pouco a pouco, como a costura feita numa colcha de retalhos. Gosto muito disso, contagia. Queria ter tempo para me envolver em projetos dessa natureza. A Memória Oral é algo inebriante, porém, precisa de dedicação, tempo disponível. Quem me dera...

O BRASIL PRECISA DE UMA "GERINGONÇA" - LULA DEVE COMANDAR A VERSÃO BRASILEIRA
Gertingonça é uma palavra utilizada pelos portugueses para designar um acordo recente em sua história política. Tudo começou há mais de seis anos, nas eleições legislativas de 2015. Quem explica é o ex-primeiro ministro português José Sócrates: "Naquelas eleições, a coligação de direita ficou à frente, mas em minoria no Parlamento, do qual depende o governo. Neste quadro parlamentar, os três partidos de esquerda se uniram num acordo escrito com vista a dar suporte a um governo constituído apenas pelo PS - Partido Socialista, mas com apoio majoritário na Assembléia da República. Assim começou a aventura da geringonça, que ficou a dever o seu nome ao excêntrico tripé político em que assentou - os socialistas, o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista, três legendas com uma cultura histórica de grande hostilidade entre si. Em quatro décadas de democracia, nunca tinham construído um programa em comum. Contra todas as expectativas, a fórmula política revelou-se um sucesso. Primeiro, trouxe para a responsabilidade da governança os partidos de esquerda cuja tradição política estava ligada à retórica de puro protesto. Depois ofereceu uma estabilidade sem sobressaltos durante os quatro anos em que durou a legislatura. Finalmente, resultou em uma gestão bem sucedida, com bons indicadores na economia e no reforço das políticas sociais que procuraram compensar o período de austeridade entre 2011 e 2015".

Já deu para entender do que se trata e onde pretendo chegar. Neste dia, quando Lula parece ter consolidado o acordo com Geraldo Alckmin e sua agremiação política, após tantas divergências, entendo que o fez, pelo pleno conhecimento de como se dará a campanha que está querendo se iniciar e de tuso o que virá pela frente. Lula não é comunista, mas o vejo como de esquerda e pelo que já fez, sua folha corrida em prol do povo, possui credibilidade para construir algo que nos tire deste lodaçal onde nos encontramos. Se tiver que engolir Alckmin, que assim seja. Não é o que queria fazer e onde pretendia estar, mas é o que temos. Ponto final. Sabemos do jogo sujo que virá pela frente e Lula se arma, se escora e assim pretende chegar lá. Mas a Geriongonça portuguesa, poderiam me dizer, foi a união das esquerdas daquele país e não algo com a direita. Sim, sei disso. Mas cada país possui suas particularidades e momentos. Lula precisa muito da união das esquerdas e seus partidos para chegar novamente ao poder, mas também precisa de parte da direita, pois o buraco brasileiro é mais embaixo. Por fim, quem governará será Lula e já o conhecemos suficientemente para dar este voto de confiança a ele. Continuo ao seu lado, pois tudo o que representa Bolsonaro e os seus é imensamente pior do que este acordo e do restauro proposto por um novo governo o tendo como comandante. Daí, reafirmo, precisamos muito de uma GERINGONÇA, talvez diferente da portuguesa, mas geringonça e com a cara brasileira deste momento. Creio ela será possível.