domingo, 24 de julho de 2022

RELATOS PORTENHOS - LATINOS (105)

ANDANÇAS PLATINAS ou PLATINAS ANDANÇAS

1.) NA ESTRADA, O 96º "LADO B" NÃO OCORRE, MAS ADHAM MARIM, BAURUENSE E ESTUDANTE DE MEDICINA EM LA PLATA COMPLEMENTA ALGO A MIM SOBRE A ARGENTINA DE HOJE

Uma conversa realizada ao vivo no centro velho de Buenos Aires, bairro de SAn Telmo, até hoje reduto popular e concentração de resistência ao avanço do destrambelhado neoliberalismo na América do Sul. O local não foi escolhido por acaso, pois aqui nessas esquinas e calçadas o bicho sempre pegou. O povo daqui resiste bravamente as investidas dos malversadores. Adham percebeu bem as diferenças entre Brasil e Argentina e nos conta algo do que lhe é perceptível. Ouvi-lo, como testemunha ocular da história é vital para entender de fato o que se passa e não somente ficarmos dando ouvido para quem desmerece não só o Brasil, como a luta de nossos vizinhos latinos. Vídeo curto, de uns quinze minutos, com respostas bem claras, límpidas e transparentes deste bauruense que, ao tomar conhecimento de um outro mundo ao seu redor, confessa ao final: "Dificilmente volto para Bauru e o Brasil para ficar. Volto a passeio, mas creio ter descoberto um lugar onde, em primeiro lugar, a relação do país para com o profissional médico é vem diferente. Aqui ele é mais um dos vitais profissionais, não um quase deus, sempre colocado num altar e com benefícios que poucas atividades profissionais possuem. Quero estar num mundo mais igualitário". Enfim, um marcante bate papo, ao estilo deste mafuento escrevinhador das insignificâncias. Compartilhem e espalhem essa conversa...

Eis o link da conversa de rua, pouco mais de quinze minutos: https://www.facebook.com/henrique.perazzideaquino/videos/3198916323694062

2.) PASAGE DE LA DEFENSA - GALERIA CONTINENTAL, EM SAN TELMO - BUENOS AIRES - Por onde eu ando pela aí...
Eu viajo para andar e tomar conhecimento de lugares como este, onde ocorreram importantes embates populares, algo da resistência dos povos diante da amargura de vidas inteiras de muito sofrimento. 

Rica história de luta do povo pobre, morando por décadas entulhado em pequenos quartos, um para cada família, um dos tantos cortiços na região central da cidade, com proximidade do trabalho, o que diminuia o custo diário de despesas de cada um deles. Muito ocorreu até a transformação atual, num centro irradiando conhecimento, cultura e compreensão histórica. 

Entrar num local deste, olhar para os lados e entender muito do que ali já foi vivenciado é para sentir o tempo passar voando diante dos olhos. Em cada parede resquícios e marcas que o tempo não consegue apagar. Todas muito perceptíveis. A história pulsa nestes lugares. HPA

3.) REGISTROS FOTOGRÁFICOS DE QUEM ESTÁ SEM MUITO TEMPO PARA ESCREVINHAR, POIS A RUA É FLAMEJANTE E ME SUGA*
* Escrevinhações mesmo só quando a poeira baixar, pois em dias assim, sobra poucos momentos para a sentada diante do computador e alguma reflexão além da emoção.

sábado, 23 de julho de 2022

CARTAS (244)


IMPRESSÕES DA ALCAIDE BAURUENSE*

* Meu 70º texto para semanário DEBATE, de Santa Cruz do Rio Pardo, edição chegando nas bancas na manhã de hoje.

Viajar é algo indescritível. Gosto muito. Por onde circule, em algum momento a conversa gira pelo interlocutor do outro lado, em querer saber de onde você é. E daí, você acaba declinando sua aldeia de origem, dando início em nova conversação. Nestes dias, passei por algumas pelas quais poderia muito bem não ter escutado. Não pensem ter brigado ou contestado o que ouvi.

Aqui hoje, de onde me encontro, na capital paulista, no momento em que falei ser de Bauru para o dono do restaurante onde almocei, na região do bairro da Saúde, o sujeito deu uma gargalhada. Fiquei sem entender e quis saber do motivo do incontido riso. “É por causa de sua prefeita. Meu, não dá para entender, ela é negra, mas renega até a cor, tudo por causa do seu posicionamento político e religiosidade. Vocês estão mal, cuidado, com bolsonarista não se brinca”, disse e me alertou.

Terminamos rindo juntos, enfim, tudo o que me disse da percepção à distância que tinha da prefeita bauruense, eu comungava de todos. Quis saber como sabia de detalhes da atuação da dita cuja. “Não sei se você sabe, mas a sua Bauru é hoje uma espécie de embaixada paulista do bolsonarismo. Bauru se transformou no epicentro dos abilolados e pode ser, em breve, se vocês não acordarem à tempo, em reduto de vários espalhados por aí, os intransigentes, os tais que ninguém quer em lugar nenhum. Já imaginou Bauru no paraíso destes?

Essas notícias correm e ela é muito conhecida, mas pelo lado negativo, para onde arrastou Bauru, a terra do Pelé”, me diz.
Que faço, quando concordo? Só posso dar vazão e assim ele falou mais e mais. Acabou interrompendo o trabalho no caixa, repassado para outrem e me deu aula sobre como enfrentar estes. Morro de vergonha quando isso acontece, pois não sei existir coisa pior do que, quando longe, ouvir algo de sua cidade estar associada a procedimentos negativos. Mesmo não sabendo onde enfiar a cara, creio que, a única forma de ultrapassarmos o mais rápido possível é ampliar os fatos ocorridos, para assim, alguma providência despontar no horizonte mais rapidamente.

Mas eu me chateio, enfim, é tão chato ser ironizado. Noutro dia o dono de um sebo em Águas da Prata, ao me apresentar como de Bauru, a primeira coisa que me disse: “A terra da prefeita bolsonarista neopentecostal”. Todos sabem, notícia ruim corre muito mais rápido que as boas e como se espalham com o vento, não tendo também como defender a alcaide, acabo entrando no clima e coloco mais lenha na fogueira, com informações adicionais. Em Jaú, semana passada, num velório da mãe de amigo, numa roda de conversa, surge o assunto Bauru e um adentra o mesmo assunto: “Bauru piorou muito, hem! Como conseguiram escolher uma prefeita tão sem noção?”. Nessa eu até me sai bem, respondendo na lata: “Concordo, regredimos, mas Jaú não ficou para trás, pois o Cassaro é tão fundamentalista quanto”.

Nem sempre é assim. Em Arealva no lançamento de um livro histórico sobre a cidade, sou obrigado a ouvir que a prefeita de minha cidade teve não sei quantos pedidos de processantes num curto espaço de tempo. “Ela bate recordes, hem!”, me diz o gaiato e é a mais pura verdade. Que faço? Jogo mais lenha na fogueira. Não tenho um só motivo para render-lhe justas homenagens, daí, endosso tudo, mas confesso, está ficando chato. Não ouvi até agora sequer um mero elogio destes de fora e como a primeira impressão é a que fica, resoluto, aguardo ansioso o tal do “mais dia, menos dia”, quando o povo cairá em si e daí, pra perder logo a paciência um pulo.
Henrique Perazzi de Aquino – jornalista e professor de História (www.mafuadohpa@gmail.com).

CARTA DESTE MAFUENTO HPA PUBLICADA ÚLTIMA EDIÇÃO DE “CARTAS CAPITAIS”
Impossível passar em branco e não fazer um mínimo de comentário para os dois últimos textos do professor Luiz Gonzaga Belluzzo para CC. No primeiro, quando cita Machado de Assis e da voracidade do lucro, quando vender uma "sobrinha" é tão intensamente vil quanto as negociatas atuais. O amor desmedido ao dinheiro está também presente quando lendo a biografia de militar exemplar, general Lott, reforça o que este fez para "de forma enérgica e eficiente impedir os arroubos golpistas da tigrada". Belluzzo sabe, que os interesses de hoje vão muito além do interesse pelo Brasil. Hoje, Lott insistiria em tentar impedir o derramamento de sangue, mas a maioria, mais de 8 mil dentro do desGoverno, pensam e agem prontos para vender a própria "sobrinha". Evidente que, um time de futebol, nas condições atuais do Brasil não iria permitir um presidente com essa postura tão límpida e oxigenante como a de Belluzzo. Talvez num outro momento deste País. Talvez...

Leiam os dois textos, clicando nos links abaixo:
“O soldado da democracia - Homenagem ao general Lott, que entrou para a história por preservar a ordem constitucional”, texto publicado na revista em 15/07/2022: https://www.cartacapital.com.br/.../o-soldado-da-democracia/

“Sobre o amor ao dinheiro em si – De Machado de Assis a Paulo Cunha e a Luiz Inácio”, texto publicado na revista em 07/07/2022: https://www.cartacapital.com.br/.../sobre-o-amor-ao.../

ROMARIA QUE SEMPRE GOSTO DE MARCAR PRESENÇA
Hoje, dia 23/7, acontece nas cercanias de Bauru, mais uma Romaria da Terra e das Águas. Quem a organiza é a comunidade lá do Assentamento Aymorés e todo ano, movimenta o pessoal ligado nas questões da terra. Não poderia ocorrer em melhor lugar, pois ali em Aymorés, o início de algo sólido, um assentamento de fato e de direito. Quando convidado por Maria da Luz, do CPT e Zé Mária, ambos moradores do local, vou e tiro fotos, escrevo deles com o maior gosto. A Pastoral da Terra, da igreja católica, só acontece de fato em Bauru por causa de abnegados como estes dois aqui citados, ambos enfronhados nessas questões uma vida inteira. A romaria vai além da caminhada pelas estradinhas de terra do lugar, pois com ela a possibilidade de discussão dos temas candentes nas grandes questões nacionais. Nossa reforma agrária está mais do que incompleta e se já não era realizada a contento em outros governos, com este do capiroto, deixou de vez de acontecer. Hoje a partir das 9h e com a presença do deputado federal Vicentinho, mais uma edição. Não compareço, pois estou longe de Bauru na data de hoje, mas aguardo as fotos e os comentários para escrevinhar deles, bravos guerreiros e lutando por uma das causas mais justas e dignas deste país.

REPÚDIO TOTAL E ABSOLUTO PARA COM ESSA INDIGNA PESSOA
Se sair de casa para ir ver esse cara é, com toda certeza, para protestar, pois esse cidadão não merece respeito e nenhuma consideração. O que dez de mal ao País no período em que presidiu o Congresso Nacional já é do domínio público, tanto que foi preso e condenado, mas infelizmente, solto e também elegível, o que não é compreensível. o lançamento de seu livro lá na livraria ao lado do Fran's Café da Getúlio, a Empório Cultural, representa a cara de gente como Eduardo. Só podia ser na Getúlio Vargas, o local que foi o redutoi da perversidade golpista verde-amarelo bauruense. Defronte o local onde este senhor estará autorgrafando sua pérfida obra, foi o palco bauruense dos nefastos desfiles dos tais envergando a camisa verde-amarelo da seleção de futebol e de costas viradas contra o Brasil, gerando esse monstro hoje nos governando. Eduardo Cunha tem muita culpa pelo Brasil estar de pernas pro ar, com um desGoverno miliciano no Palácio do Plananto e todos que por ali estiverem para a devidoa bajulação são, irremediavelmente, os tais ainda não arrependidos da perversidade em curso. Eduardo Cunha não vale nada e dizer que não merece o voto do paulista é muito pouco. Na verdade, nem sei como con seguiu legenda para disputar cargo eletivo por São PAulo, quando até as pedras do reino mineral sabem que o perverso nunca residiu por aqui. Esse cidadão é a cara do golpe de 2016.

sexta-feira, 22 de julho de 2022

BAURU POR AÍ (205)


VIAJEI
Não me vanglorio por ainda conseguir fazê-lo. Hoje batendo perna na grande Sampa. Ana Bia me avisa terminantemente: "Não vá falar com celular nas ruas. Até na avenida Paulista estão levando na cara dura e como você não tem mais aquele poder de reação de antes, se aquiete". O perigo, eu sei, não está na Paulista e vindo dos que nos esbarram nas ruas, mas muito mais acintoso e violento pelos olhos dos que nos observam lá do alto de algumas poucas dessas janelas observadas daqui de baixo. Ali do lado da Faria Lima, dizem que, o perigo é maior, pois tramam muito mais. Tramam e executam. O Brasil está muito na merda atual, por causa de investimentos feitos em pessoas danosas e vinda desses lugares. Passo ao largo, pois sou cidadão das calçadas, das ruas. Me negócio é andar e assuntar.

Eu e Ana nos preparamos para essa esticada começando hoje. Estávamos um tanto travados e sem condições de andarilhar muito pela aí. Resolvemos caminhar, dar voltas na praça redonda aqui defronte de casa. Começamos com dez voltas em uma hora e no final nosso tempo já era pela metade no mesmo número de voltas. Creio, conseguiremos dar umas boas voltinhas nos quarteirões da vida se apresentando a partir de hoje, diante de meus pés. A gente se prepara para isso, pois uma das coisas mais dignificantes dessa vida é bater perna livremente pela aí. Eu me recarrego e depois conto algo extraído desse ruar.

Olho para os lados e vejo a perdição no que se transformou, ou quiseram que esse "País Zão", sendo conduzido por um bando de Paizinhos de péssimo alvitre, se transformasse. Nós podíamos ser outros. Não suporto mais ouvir de termos perdido uma oportunidade e tanto lá atrás. Sim, mas ele não se perdeu, pois não se concretizou de fato. Teve bom início com Lula, mas o pessoal lá da da Faria Lima insuflou algo, não deu certo e daí, se pegaram no que tinham, um golpe e tudo o mais. "Com Supremo, com tudo", como profetizou Jucá. Tá tudo diferente. Até na coloração dos carros a gente percebe ter mudado para pior. Mas nem por causa disso devo me aquietar e aceitar tudo calado.

Para quem não me conhece, eu quando viajo, não o faço muito pelos lugares turísticos e points. Viajo mais pelas pessoas e os lugares insólitos encontrados. Eu sou assumido escrevinhador das insignificâncias, que na verdade é o ofício de quem adoraria estar enfurnando nas 24h do dia neste Lado B do mundo. Eu só vou num lugar, se posso também sair do roteiro e ir dar num lugar que, depois não sei nem como sair, mas quero mais é me perder. Quem nunca se perdeu numa cidade pela aí não sabe o que está perdendo. E, pelo menos, nunca poderia ter tido a oportunide de ver, presenciar e participar de coisas se não gostasse e não tivesse esse faro pelo diferente. A tristeza está estampada na face de muitos pelos quais cruzo neste lugares. Foderam com as expectativas populares e nem conseguimos nos unir para inviabilizar a perdição. Consentimos, calados, meio intertes, sem forças, como se tivessemos sido preparados e moldados para exatamente isso: deixar "eles" terem feito tudo o que tiveram a coragem de fazer contra nós. Hoje, não temos mais carteira assinada decente, na verdade, nem emprego com salártio decente temos mais.

Hoje a gente vende algo que tínhamos guardado, tudo para poder viajar. Sorte ainda tenho de ter o que vender, sei disso. Mas aos 62, vendo tudo o que tiver, sem neuras, tudo para continuar podendo botar rodinhas nos pés. Seria modorrento demais eu ser obrigado a permanecer quietinho em Bauru sem ver ainda um pouco disso tudo, olhos nos olhos, frente a frente. Eu venho, faço mea culpa ao vivo e a cores, mas sem remorços, cá estou. Confesso, sou do time do Suassuna, sim, ele mesmo, o Ariano. Ontem, após assistir um futebol na TV, achei o canal Curta! e lá um documentário sobre a vida do poeta. Fiquei ali em pé, de boca aberta até terminar. Só não entendo porque ainda insisto em assistir futebol quando tenho o canal Curta! bem ali diante dos olhos.

Pois bem, falava do Suassuna e um senhor, com voz já embargada pela idade e que, não consegui identificar de jeito nenhum, com certeza algum conterrâneo do poeta, disse dele algo a me calar fundo e na verdade, o que me motivou a escrever este texto. Depois veio isso tudo acima, que não havia nem pensado em escrever. O que queria dizer era isso do velhinho sobre o Suassuna. "Ele queria ficar no canto dele, lendo e escrevendo". Sim, é o que queria fazê-lo e não conseguirei nunca, por uma sucessão de motivos e fatores. Envergonhado diante do que podemos de fato fazer hoje, ainda consigo mijar fora do penico e fugir da perdição bauruense. Cá estou, com um livro na algibeira - outros tanto virão pela frente -, ainda conseguindo botar o bloco na rua, neste momento se recarregando para os embates que virão pela frente neste início de campanha. Por onde vou, levo comigo o "Fora Bolsonaro!" e prego contra, sempre e sempre, contra esses vendilhões hoje bolsonarisando nossas vidas. Uma nhaca. Com a mochilinha nas costas, era isso, agora me despeço e caio de boza nas ruas. De máscara, viu!
Em tempo: Trata-se de Férias. Vou ali e já volto, a grana é curta.

UMA IDEIA
FUNCRAF SEM EIRA NEM BEIRA
Tomei conhecimento pelo JC, pouco antes de viajar que, a àrea da FUNCRAF, hoje sob vigÍlia do movimento social, que havia sido devolvida para Prefeitura Municipal de Bauru, teve essa ação revertida e, como quase sempre decide a Justiça, pelo poder inexível dos tais "Forças Vivas", volta para quem possibitou sua dilapidação. Impossível a Funcraf não ter tido conhecimento daquela área ter sido rapinada por gente daqui desta terra bauruense. Ouvi lá que, um caminhão de empresa famosa da cidade levou móveis para uma instituição recém inaugurada na cidade. Agora, que a àrea foi devolvida para seus "verdadeiros donos" (sic), esse podíam explicar pra gente por que deixaram tudo aquilo ser levado, quando o tempo todo um vigia morava ali e, com certeza, viu tudo e pode testemunhar de como tudo ocorreu. Se alguém foi lá de caminhão, gente influente por trás, impossível não o fazerem sem uma espécie de autorização.

Hoje, mais tardando amanhã ou segunda, o pessoal do movimento social vai ser expulso de lá, pois a tal da Funcraf tem cara de ser implacável nessas questões. Eu vi o zêlo como deixarão todo o arquivo do que fizeram em Bauru se perder, sendo o que restou pelos prédios. O resto fizeram vista grossa e levaram tudo. A Prefeitura, pelo menos essa administração, não faria grande coisa com a área. Os trabalhadores não deviam ter mesmo nenhuma esperança de ali permanecer, mas sabem eles, esse pessoal hoje na prefeitura daria destinação das mais horrorosas e eles todos continuariam sem casa e terra. E nas mãos da Funcraf, hoje terra arrasada, vão é crescer o mato. Ganharam um terreno, deixaram de ter interesse profissional, mas não querem devolvê-lo para ali ser possível outras atividades. Pensam em fazer o que ali? Vender, investir? Mas a área não é originalmente da Prefeitura? Essa Justiça, hem! Bem que podia dar ganho de causa para os trabalhadores e deixar, tanto a Prefeitura como a Funcraf chupando o dedo.

quinta-feira, 21 de julho de 2022

RETRATOS DE BAURU (266)


LUQUITAS KAN OC - MALABARISTA ARGENTINO NAS RUAS DE BAURU
Luquitas é de Banfield, Argentina, um jovem intrépido com rodinhas nos pés, destes não conseguindo permanecer muito tempo no mesmo lugar. Gosta muito de vento no rosto. Outro dia parei no sinal da avenida Nações com Rodrigues Alves, ele havia acabado uma apresentação com fogos e malabares e se aproxima da janela do carro. Leva um susto, pois me pega ouvindo uma rádio argentina, a 750AM, programa La Mañana, do Victor Hugo Morales. Não esperava encontrar ninguém por aqui ouvindo uma rádio argentina. Foi o elo para começar uma conversa e desde então, paro nos sinais e quando o reencontro, a continuação, sempre querendo se estender, mas os minutos passam muito rapidamente quando se espera um sinal abrir. Seu espetáculo dura somente alguns poucos minutos. Fecha e ele se volta a acender o fogo e jogar pra cima seus malabares. Lindo espetáculo. Me encantei não pela arte, mas pelo que pode fluir de uma conversa com pessoa tão viajada e experiente de estradas.

Hoje, o vi quase meio dia, eu na pressa e ele idem. Perguntei se podia voltar mais tarde e o entrevistá-lo. Disse que sim, mas hoje impossível, pois iria passar uns dias em Marília. Iria almoçar voando e bater asas. Decepção, pois queria muito conversar com ele antes da viagem que faço para a Argentina nos próximos dias. Marcamos para quando voltar, depois do dia 2 de agosto. Ele, me passa seu endereço eletrônico, sua página no facebook e pede para ir olhando o que ele posta e depois conversamos sobre tudo. Ele serrá um dos bate papos do Lado B para agosto, onde saberemos algo mais das estradas da vida. Seu endereço eletrônico é: https://www.facebook.com/lucasezequiel.riquelme.31.

Não espere uma pessoa falando mal de seus país ou das agruras do mesmo neste momento. Não foi por isso que saiu de lá. Seus motivos são outros. Gosta de liberdade, de conhecer lugares novos e da vida aventureira. A forma como encontrou para ir tocando a vida adiante foi se aperfeiçoar nos malabares, praticado entre amigos e assim, segue de lugar em aldeia, conhecendo gente nova a cada dia. Tem lugares onde é mal recebido, daí permanece pouco, bate asas e aporta em outros. Sendo bem recebido, ganhando o suficiente para lhe garantir continuar fazendo o que gosta, permanece mais tempo. Assim se deu com Bauru, onde entre idas e vindas, já são alguns meses. Já conhece muita gente por aqui, principalmente outros artistas dos sinais, gente de todos os lugares e nacionalidades das mais diversas. Luquitas é um ótimo papo e vai render uma conversa e tanto. Agora mesmo, já deve estar lá por Marília, com seus instrumentos de trabalho perfilados ao seu lado e esperando algum sinal abrir para dar início para mais uma apresentação. Em breve vai estar por aqui e o ouviremos com toda pompa. Assunto para uma conversa prolongada não nos faltará. Até lá.

A FORCA DO BOTTON DO LULA
Vera Signorini eu só conhecia pelas redes sociais e algo nos aproximou no dia de hoje. A afinidade já existia. Ela, como eu, entendemos que, no momento não existe outra alternativa para este combalido País, do que elegermos Lula presidente. Já não aguentamos mais a desgraceira do que o milicianismo do ex-capitão nos aprontou. Diante dessa certeza, ela queria uns poucos bottons do PT. Ficou sabendo que, este mafuento, dentre outras coisas os revende pela aí. Faz contato, quer três, os com a estrelinha do partido. Marcamos dela vir buscar na porta de casa.

Ela chega, não paramos mais de conversar, como fossemos velhos amigos. Falamos de tudo. Conta do filho morando na Alemanha, muito mais petista e lulista que ela. Havia acabado de ganhar uns livros do Milton Dota e ela já ganha o primeiro. Por fim, pergunta quanto são os bottons. Queria três, lhe entrego quatro e mais um maior, "Estamos com Lula". Como cobrar algo de pessoa tão simpática? Fico sem jeito, enfim, só de vê-la fixando-o na hora na blusa, isso não tem preço. Melhor ainda, já nos convertemos na hora em interneticos amigos e marcamos prosa mais prolongada para os próximos dias. Enfim, a campanha está só começando.

VIERAM ATRÁS DOS BOTTONS DE LULA, AVÓ E NETA
Vontade imensa de passar o dia inteiro escrevinhando só de gente boa, de diletos amigos e destes todos de olhos bem abertos para a realidade deste País, cientes do grande mal hoje tentando tomar de conta de tudo e dessa necessária reação. Bastou escrevinhar que voltei a fazer os tais bottons e essas duas baixaram no meu portão no finalzinho da tarde. Queriam alguns com a estrela do PT, pois dizem querer sair expondo de que lado se encontram nessa intrincada contenta ocorrendo do lado de fora do nosso quintal. São elas, minha grande amiga Rose Barrenha e a linda neta, Ana Clara, que além de ganharem alguns botons, não só do PT, mas outro com a carinha do Lula mostrando a língua, acabarm por me trazer uns mimos. Rose ganhou uns livros e antes de passá-los adiante se lembrou de mim, escolheu alguns e me propôs uma troca com os bottons: "Do monte, selecionei e vi que alguns tem a sua cara, o estilo do Mafuá. Tinha que te trazer, pois sei da vontade que possui de reabrir isso tudo, de revitalizar e este espaço renovado e cheio de gente". Essa a grande maravilha deste mundo, ter amiga deste quilate, pensando na gente até no momento em que recebe lote de livros e antes de repassá-los adiante, seleciona alguns para o mafuento colocar nas estantes do que, ainda sonha um dia reabrir e convidar as pessoas para vir desfrutar do acervo ali guardado, aguardando ansiosamente a reaproximação popular. Ana Clara ficou a brincar com o cão Charles, enquanto proseava com Rose e num certo momento, ciente de que iria viajar, propôs para a avó: "Vó, me traga aqui essses dias todos, pois o Charles vai ficar triste sem o Henrique e assim eu dou umas voltinhas com ele. Ele ao menos vai ficar pouco mais alegrinho". Não são ambas encantadoras? Eu só ando com gente assim, dessa laia.

NA LUTA
Fundamentalismo mata. O assassinato de Arruda, em Foz do IGuaçu foi o ápice de uma sequência de acontecimentos violentos de nítida motivação política. Leio que o golpe em curso já teria até um nome, Operação Selva de Pedra e três fases. A primeira consiste em distúrbios e provocações. É a fase atual. A segunda começaria em setembro e se caracterizaria por tensões institucionais, cuja cereja do bolo seria a comemoração da Independência do Brasil. A última fase seria em outubro, com a adesão de setores bolsonaristas das Forças Armadas, das milícias e do agronegócio a alegar antes mesmo da votação que a eleição será roubada. Não se pode dizer o contrário, o terreno do golpe tem sido preparado a olhos vistos. Daí, como não estamos diante de um processo revolucionário e sim, eleitoral, onde a mudança terá que vir desta forma, o tamanho da derrota do ex-capitão é mais importante do que a vitória de Lula. Se ele perder de forma acachapante no primeiro turno, diminui muito a sua capacidade de tentar qualquer tipo de instabilidade. Não nos esqueçamos que, setores bolsonaristas sonham com, e planejam, uma versão nativa da invasão do Capitólio.

CHARGE ESCOLHIDA A DEDO (184)


UMA GREVE OXIGENANTE PARA A INTROVERTIDA BAURU SUELÍSTA
Vale alimentação é, legalmente falando, UMA LIBERALIDADE DO EMPREGADOR para os seus empregados.

Não há nenhuma lei vigente que mencione essa LIBERALIDADE.

As menções que apareceram depois da vigência do PAT - Plano de Alimentação do Trabalhador - não criaram uma nova natureza jurídica, nem para o Vale Refeição, nem para o Vale Alimentação.

A única inserção jurisdicional sacramentada até agora, foi a decisão judicial do STJ dispondo que os dois FAVORES deverão contribuições ao INSS, QUANDO FOREM PAGOS EM DINHEIRO!

Administrativamente falando, os pagamentos do empregador - não interessa se a EMDURB é autarquia ou empresa público privada - a título de Vale Alimentação, segundo a Receita Federal, devem ser mensalmente contabilizados, normalmente, como DESPESAS!
Simples assim!

Com R$ 100 milhões SOBRANDO EM SEU CAIXA, Suéllen tem todas as condições objetivas e humanitárias para fazer subir, já a partir de agosto, o valor do Vale Alimentação desses extremamente sacrificados trabalhadores, para R$ 1 mil, POR MÊS!
OU, NÃO ?

Viva a GREVE DOS TRABALHADORES DA EMDURB E CEMITÉRIOS! Papo furado deve ser devidamente detonado, expondo quem o profere à execração pública.

DIA DO GARI: A IMPORTÂNCIA DA CLASSE PARA A SOCIEDADE*
* Essa "explicação" da incomPrefeita Suéllen Rosim de que não cabe a equiparação dos R$ 1 mil no Vale Alimentação por conta da natureza jurídica da Emdurb, dá licença! Se ficasse calada, sem abrir a boca, teria feito menos pior sua "resposta" à justíssima reivindicação da categoria, em paralisação pacífica e bem organizada ... Reproduzo texto com título acima, assinado por Crície Sampaio.

"O termo “gari” surgiu em homenagem ao francês Pedro Aleixo Gary, que se destacou no Brasil como o responsável pela fundação da primeira empresa de coleta de lixo nas ruas do Rio de Janeiro, em 1976. Responsáveis por manterem a limpeza das cidades, os garis são profissionais que merecem todo o respeito por parte da população. No Brasil, infelizmente estes trabalhadores ainda não recebem o devido respeito e visibilidade que merecem.
Para evidenciar a importância da classe, o dia 16 de maio foi escolhido para homenagear estes profissionais. O termo “gari” surgiu em homenagem ao francês Pedro Aleixo Gary, que se destacou no Brasil como o responsável pela fundação da primeira empresa de coleta de lixo nas ruas do Rio de Janeiro, em 1976. No início, o trabalho da organização era promover a limpeza nas ruas e praias da cidade do Rio de Janeiro. O trabalho foi dando tão certo que, naturalmente, começou a se expandir para as demais cidades. O trabalho do gari passou por algumas modificações desde que foi criado, como a criação da reciclagem e possibilidade de reciclar alguns materiais descartados no lixo que deu início à coleta seletiva. Vidros, papéis, plásticos e metais agora podem ser separados para que sejam reaproveitados como matéria prima na concepção de outros objetos.

Segundo a dona de casa Maria das Graças, a falta de conscientização e respeito por parte da população é um grande agravo. “Se todos tivessem conscientização, separassem o lixo e respeitassem os garis, acho que essa profissão não seria tão triste como é”, afirma. Além de a profissão precisar de mais reconhecimento, também é necessário ter consciência e facilitar o dia a dia desses profissionais. O que significa não jogar lixo em lugares inadequados, separando vidros em locais adequados, a fim de prevenir o acúmulo de sujeiras que levam a proliferação de doenças e acidentes. Segundo o chefe de comunicação da Companhia de Urbanização de Goiânia. (Comurg), Francis Maia, o trabalho do gari precisa de mais respeito e reconhecimento. “Lamentavelmente no Brasil os garis não recebem o devido respeito e visibilidade que merecem. Graças ao seu trabalho que os cidadãos podem viver em uma cidade mais limpa e bonita. É muito importante cada indivíduo fazer a sua parte e não jogar lixo nas ruas”, disse.

Compreender a importância de cada profissional em sociedade é demonstrar respeito e entender que cada um contribui de diferentes formas para que o cotidiano de todos seja melhor. Por essa razão, o Dia do Gari evidencia a função de uma das profissões fundamentais para a manutenção da limpeza e conservação da cidade".
Eis o link da matéria acima: https://www.dm.com.br/.../dia-do-gari-a-importancia-da...

NÃO CAIA NA EMBROMAÇÃO SUELISTA
Ela desceu lá do terceiro andar onde fica encastelada, pois sabia muito bem que o bicho pegaria se não o fizesse. Desceu, junto dos seus e com um único intuito, engambelar os trabalhadores em greve. Ela promovou uma equiparação do Vale Alimentação do servidor da Prefeitura, só para cutucar o sindicato da categoria. Fez tudo de caso pensado, pois estes haviam negociado com ela meses atrás e nem um centavo conseguiram de reajuste do valor. Ela, com muita grana nos cofres, faz jogadas de caso pensado, jogando muito pra sua torcida. Bolaram o reajuste, bem dentro do que pode pagar atualmente, mas fez tudo pela metade. Pensou em uns e deixou outros de lado. A coberta não cobriu todos e deixa parcela significativa com parte do corpo de fora, ao relento. Pode até ter ocorrido, pela precipitação com que fez o envio para a Câmara. Deveria ter pensado melhor, estudado melhor e feito algo para favorecer a todos. Não o fazendo, mostra despreparo, imediatismo e infantilismo político. Do jeito como fez estabeleceu a discórdia e abriu espaço para a justa reivindicação dos apartados, no caso mais explícito, os servidores da Emdurb. 

Não nos esqueçamos nunca que, ela agiu de forma muito parecida quando comprou nos últimos dias do ano passado os imóveis, com a grana da Educação, a maioria inservível para finalidades práticas necessitadas. Foi uma compra pra lá de estranha, tanto que gerou a desconficança não só da cidade, como dos vereadores, estes conseguindo aprovar uma Comissão Processante, quando ela terá que explicar melhor como seu deu, caso por caso, a decisão pela aquisdição. E ela bateu o martelo, como fez nesse momento com o Vale Alimentação. Enfim, quem ela consultou antes de promover o reajuste? Terá sido, novamente, seu núcleo íntimo de realacionamento e não os reais interessados no assunto? Na compra dos imóveis, fez tudo praticamente sózainha e agora, algo do mesmo jeito. Ela é intuitiva, faz e depois vê o que acontece. Ou é muito mal instruída, ou é mesmo sem noção. Não existe outra opção, ou melhor, existe, mas creio ser melhor não cogitá-la, pois seria o caos para a cidade. Agora, cagada feita, não existe outra opção: ela tem por obrigação equiparar o valor do Vale Alimentação para todos os servidores da Prefeitura, juntando todos, autarquias, departamentos e empresas correlatas. Creio eu, o bicho só está começando a pegar. Ela não vai conseguir continuar agindo dessa forma por muito tempo, pois se já existe uma Processante nos seus calcanhares, creio virá muito mais daqui por diante. No frigir dos ovos, o que se ouve na cidade é algo assim: "A prefeita é ruim de negócio. Sua equipe é ruim, toma decisões precipitadas, não ouve ninguém e assim mete os pés pelas mãos".

* Texto publicado em 21/7, correspondendo ao de 20/7/2022.

terça-feira, 19 de julho de 2022

PALANQUE - USE SEU MEGAFONE (167)


A incomPREFEITA DESCEU DO PALÁCIO E FALOU COM FUNCIONÁRIOS DA EMDURB, DEMONSTRANDO A PRECIPITAÇÃO DE ALGO A PRIVILEGIAR SOMENTE UNS EM DETRIMENTO DOS DEMAIS - COMO METER OS PÉS PELAS MÃOS EM DOIS EXEMPLOS VIVOS
Diante de centenas de funcionários em greve, ela se dignou a deixar o Palácio e falou para os presentes. Depois falou o servidor Valdecir, o advogado Chico, representando o Sinserm, o presidente da Emdurb, outro servidor e o impasse, pois de tudo, nada ficou resolvido e segundo foi dito, a equiparação para estes funcionários não ocorrerá neste momento. Talvez um dia, quando for concluído algo que vem sendo preparado para entrar em funcionamento há décadas, a reestruturação da empresa. No momento não vai ocorrer equiparação do Vale alimentação e assim todos que se contentem com promessas. Se tudo correr bem, se a Processante não vingar, se a prefeita reolver prefeitar daqui para a frente, talvez em novembro, dezembro ou ano que vem, algo pode vir a acontecer. A solução apresentada pelo presidente da Emdurb, competente funcionário de carreira, economista por formação é de que, nas atuais condições, impossível, pois as contas estão todas atrasadas, fornecedores recebem em drops, aos poucos, tudo para manter os salários em dia, mas se o juiz que estiver julgando a legalidade da greve, porventura decretar que os funcionários possuem razão em sua reivindicação, daí a Prefeitura/Emdurb será obrigada a pagar. Só assim, doutra forma, deixaram claro, impossível. Nem se o movimento persistir, resistir e insistir, dizem as autoridades cosntituídas, a equiparação dos vales não ocorrerá e os funcionários da Emdurb continuarão sendo considerrados de segunda categoria. O melhor de tudo veio pela boca do sindicalista Marcão, representante da Regional Apeoesp: "Vamos colocar todo o lixo diante da Prefeitura". De tudo, uma só certeza, a incomPrefeita demonstrou mais uma vez ser autoritária e promotora de ações isoladas, sem consultar os seus, pois elevou o valor do vale para uns, deixando de fora outros e isso, com certeza, sem antes dar ouvidos para quem conhece do assunto dentro das esferas da Prefeitura. Ação parecida ela fez quando adquiriu os imóveis no final do ano passado, em nome da Educação, sem também consultar ninguém, algo que a levou para uma Processante. Ações intempestivas, passando por cima do sindicato da categoria e dos mais experientes, com bagagem e cabedal para lhe orientar, sem que entre em fria ou promova estragos. Ela, Suéllen Rosim está se aperfeiçoando em meter os pés pelas mãos.

OUVI QUE A ARGENTINA ESTÁ O CAOS, DAÍ FUI PERGUNTAR PARA BAURUENSE MORANDO NAS IMEDIAÇÕES DE BUENOS AIRES: ADHAM MARIN – ELE ME DISSE DOS MOTIVOS E MOSTRA O OUTRO LADO DA QUESTÃO
Comentei com o bauruense Adham Marin, hoje morando e estudando nas cercanias de Buenos Aires, sobre o que ouvi de meu médico quando disse iria pra Argentina passar uns dias: “Mas aquilo está pior do que a Venezuela”. Disso que tive que responder a ele: “Aqui está muito pior que a Venezuela. O sr já foi andar no centro da capital paulista? Lá tem mais gente vivendo nas ruas do que a Argentina e a Venezuela juntas. Duvido que Buenos Aires esteja igual ao centro de São Paulo”. O perverso, sem saber o que me responder, veio me dizer que sou muito “fanático”. Claro, que disse na lata: “Fanático, ao meu ver, é quem, depois de tudo o que Bolsonaro fez, ainda continua o apoiando”. Penso em mudar de médico. Quis saber com Adham, que está na Argentina há alguns anos, passou toda a pandemia por lá e podia me dizer algo mais da situação, pois a vivencia in loco. Eis o que me disse:

“Eu moro perto de Buenos Aires, La Plata, coisa de 40 minutos de ônibus, preço risível, R$ 2 reais, passa o tempo todo, pego ali na Nove de Julho, duas quadras do Obelisco. Quero dar a minha opinião para esse pessoal que fala que a Argentina está ruim com o Alberto Fernández e com a Cristina Kirchner, eles não tem noção do que seria com o Maurício Macri e o Larretta, o prefeito de Buenos Aires. Antes de olharem aqui pra Argentina, eles te quem olhar aí pro Brasil e ver o tanto de gente que está passando fome por aí, porque a gente vê um monte de matéria sensacionalista, as pessoas sempre me mandam, dizendo que aqui as pessoas estão comendo lixo. Claro que minha realidade acaba sendo muito regionalizada, porque não sei como está além da província de Buenos Aires, mas tenho atividade o tempo todo como estudante na periferia e as pessoas acabam tendo dificuldade como todos dentro do capitalismo, dificuldade como todo pobre passa, mas não vejo as pessoas passando fome. Vocês vão andar pelas ruas de Buenos Aires, você vão ver, claro, um ou outro pedinte, mas não ver na quantidade que se vê hoje em São Paulo de gente dormindo nas ruas. Eu lembro que quando o Fidel Castro falou, que poderiam falar o que quisessem de Cuba, não sei quantos milhões de crianças iriam dormir naquela noite nas ruas, mas nenhuma naquele país. Aqui tem uma situação bastante parecida, existe pobreza, pois seria impossível não existir pobreza nos moldes de uma sociedade capitalista, mas não existe miséria como estamos acostumados a normalizar no Brasil, numa situação de numa quadra vermos de três a quatro barracas e gente morando nas ruas. Falo de Palermo até La Boca, não vejo isso aqui, do extremo rico, pro extremo pobre aqui de Buenos Aires.

Outra coisa que muitos não entendem e eu só passei a entender morando aqui e conhecendo um ou outro burguês argentino é que a inflação aqui é altíssima, o peso está desvalorizado frente ao dólar porque os ricos aqui fazem poupança em dólar, em cofres em suas casas, não guardam dinheiro nos bancos, porque igual aconteceu com o Collor em 90 e pouco, quando congelou a poupança, aqui teve um congelamento em 2001, na época do Fernando de La Rua, antes do Nestor Kirchner entrar e daí a burguesia meio que desacreditou do sistema bancário e eles fazem poupança em dólar, em cofres. Esse dólar não é declarado, o país acaba ficando com uma balança fiscal desequilibrada porque parece que importa mais do que exporta, mas na verdade é que os ricos estão sonegando bilhões e bilhões de dólares e isso faz a inflação aumentar, porque o país precisa imprimir dinheiro para pagar os benefícios sociais.

Outra coisa é que aí no Brasil, esses pobres de direita reclamam daqui, dizendo que não tem o que comer nos mercados, eles estão comendo ovo como proteína. Aqui o governo proibiu a exportação de carne para pelo menos garantir que o cidadão argentino tenha carne na mesa pra comer. Você vê aqui muito protesto de gente da agropecuária, aqueles caras de caminhonetes importadas, chapéus, fazendo protesto porque querem exportar toda a carne argentina, mas o Alberto e a Cristina tem sido firmes em manter pelo menos para alimentar os argentinos, porque um país não pode continuar sendo submisso e servil para outros países, enquanto seu povo passa fome. Aqui na Argentina, pelo menos carne e vinho estão garantidos em preços que o pobre possa pagar.

A crise está generalizada, li matéria ontem que, na Alemanha, um país de primeiro mundo não tem óleo de soja e tem bar que está aceitando pagamento de cerveja a troco de óleo de soja. Não sei aonde está faltando milho, não sei aonde está faltando feijão. O capitalismo de tempo em tempo se mostra sustentável e cria uma crise de abastecimento. Essa é só mais uma, a Argentina está nela em alguns aspectos. Ouço dizer que aqui vai faltar café, pois o daqui é todo importado, não se produz por aqui, mas dá pra viver sem café, o que não dá é para viver sem comida. Na verdade, eu quero transmitir essa minha experiência aqui para todo mundo que eu puder no Brasil e avisa aí pro seu doutor, que ele pode vir pra cá, que ele vai comer muita carne num preço muito mais barato que no Brasil. A carne aqui não é só pro turista, é também pro cidadão local”.
Ele esteve no centro de Buenos Aires na segunda, 18/07 e me envia uma foto, aqui publicada: “Henrique, olha quem eu encontro aqui na praça diante da Casa Rosada, indo falar com o Alberto Fernández. Nada menos que o nosso Emir Sader”.
Enfim, fiz questão de transcrever o áudio enviado a mim pelo amigo Adham, que nos próximos dias irei rever em terras argentinas, para me esclarecer a todos que me pedem todo cuidado do mundo nas ruas da Grande Buenos Aires, como se algo até pior já não estivesse em curso por aqui. Mentira tem perna curta e ao ouvir o relato de Adham, a certeza de ver o povo argentino lutando com todas suas forças para superar este momento e não retroceder com Macri e os seus novamente no poder.

ADHAM MARIN ME CONTA SOBRE O ARGENTINO RICO QUE GUARDA DÓLARES EM CASA E NÃO NOS BANCOS
Leio isso hoje no diário argentino Página 12 e contato: guardou tanto, acabou na lixeira e nas mãos de muitos - pelo menos isso. A usura é dos males do capitalismo, não pensando nunca no coletivo.

Eis a matéria do diário argentino Página 12:
"INSÓLITO
Um fato inusitado ocorreu na localidade de Las Parejas, província de Santa Fé, quando funcionários municipais encontraram uma bolsa com vários milhares de dólares, no interior de um armário que estava em uma lixeira.
A notícia espalhou-se rapidamente e, no dia seguinte, vários vizinhos se aproximaram para pegar mais dinheiro. E eles encontraram!
Segundo as primeiras versões, alguns conseguiram levar entre 10 mil e 15 mil dólares".

outra coisa
GOSTOSO MESMO É UMA ENTREGA DE MOÇÃO DE APLAUSO COMO A DO "LULA LANCHES" - QUEM É DO POVO QUANDO DIANTE DE UM MICROFONE, APROVEITA E FALA TUDO O QUE ESTÁ POR TANTO TEMPO GUARDADO E ENGASGADO
Eis o vídeo da Moção na Câmara: https://www.youtube.com/watch?v=kDaPriV2cM0
Primeiro digo que, para mim, Moção de Aplauso mesmo são essas, a homenagear os dignos representantes do povo. Lula, o de famoso lanche junto da avenida Rodrigues Alves com Azarias Leite, 27 anos nas ruas é merecedor de todo aplauso e consideração. Seu Íris Ferraz Lacerda labuta e vive com o suor de seu rosto, num pequeno negócio, o que o move e dele tira seu sustento. O Lula já viu de tudo nas noites bauruenses, inclusive alguns poucos políticos, como o que o homenageou, o vereador Lokadora no entorno de seu carrinho de lanches. O mais gostoso de tudo é quando ele começa a falar, quase chorando, pelo reconhecimento, se sentindo valorizado. Pegou o microfone e falou da família do vereador Marcelo Alonso, do pai deste e citou um tal de Djalma, que deve ser lá do bairro e afirma ser esse "ladrão, dá nó nos outros". Só não falou mais porque, quando notaram que algo podia dar errado, o presidente da casa, comandando a entrega, encerrou rapidamente a premiação, tirando o microfone da mão do Lula. Eu adoro premiações deste modo e jeito, as envolvendo e premiando pessoas com este cabedal, vivência das ruas e personalidade palpitante das engtranhas de Bauru. As premiações são muito mais saborosas quando com desfecho fora do usual, com quebra de protocolos e falas inesperadas. Viva o Lula, ou seja, este e o outro, o que vai derrotar o fundamentalismo genocída vigente. Vamos em frente...

segunda-feira, 18 de julho de 2022

O QUE FAZEM FALTA e OS QUE SOBRARAM (165)


ESPEREI TANTO POR ESTE DIA...
Hoje, segunda, os museus normalmente estão fechados, pois a maioria destes abrem nos finais de semana. Os nossos, todos eles estão fechados, sem atendimento de visitas públicas há algum tempo. O MIS - Museu da Imagem e do Som e o Histórico Municipal já há quase uma década. O Ferroviário, a "jóia da coroa" bauruense, enfim, esta aldeia deve muito de seu progresso aos ferroviários, não abre desde antes do início da pandemia. A sua diretoria foi trocada, Orlando Alves se aposentou e hoje, tudo sob nova direção e coordenando algo interno, em publicações que leio regularmente, com atualização do acervo, recomposição interna, algumas exposições externas, empréstimos de acervo e desde um tempo, com placa fixada lá na esquina das ruas Nóbile De Piero com Primeiro de Agosto, a informação do recebimento de verba exclusiva para reparos elétricos e revitalização banheiros, com finalização de data marcada, 17/07/2022. Ufa! Chegamos da citada data e ele deve estar sendo reaberto, o que aguardo ansioso, até para ver as alterações e ver com os próprios olhos, deste algo ferroviário, tão envolvente e mais bauruense, impossível.

Circulei este ano por algumas cidades, após o abrandamento da pandemia e em todas, museus abertos ao público - ontem mesmo, domingo, visitei o Museu do CAfé, área rural de Piratininga e me encantei pela efetiva interatividade dos visitantes no local. Entro em todos e penso em minha aldeia, essa Bauru com três e todos fechados. É para entristecer e endoidecer gente sã. Sei dos percalços do Museu HIstórico - onde era antes a estação da Cia Paulista, ali na Rio Branco -, com grana recebida através de emenda parlamentar, depois incrementada com complementação pública local, aditivos sendo exigidos, mas tudo parado, o telhado ficou descoberto por um tempo, depois retomaram e tudo foi coberto, depois parado novamente e hoje, sem nenhuma movimentação. Agora, com o fim da obra no Ferroviário, aguardo ansioso e a roer as unhas por essa aupiciosa reabertura. A Cultura Municipal, tão vilipendiada hoje na atual administração, merece com essa reabertura, uma amostragem do que o quadro de funcionários, a maioria formada de abnegados profissionais, é possível. Creio não ser somente este mafuento escrevinhador a clamar por essa reabertura. Museu é tudo e vê-los fechados é algo mais do que entristecdor. Que agora, superemos este momento e a seguir lutemos - e muito - pelo fim das obras no Histórico Municipal e no MIS. Museu é tudo de bom!!!

Em tempo e só para lembrar: Nossa atual incomPrefeita é especialista em derrubar banheiros públicos - vide os do parque Vitória Régia - e em seu lugar, locar banheiros ambulantes. Se o problema é banheiro móvel, creio ela ter alguma expertise no assunto e deveria ser consultada, para apressar reabertura.

GREVE POR EQUIPARAÇÃO DOS VALES ALIMENTAÇÃO
A atual administração da Prefeitura Municipal, comandada pela incomPrefeita Suéllen Rosim, anuncia aumento acima da média para o vale alimentação dos funcionários, passando de R$ 600 para R$ 1 mil reais mês. Todos acharam ótimo, mesmo a medida sendo eleitoreira, pura jogada de marketing, tipo bola atirada pra torcida, porém, ela deixa de fora categorias vitais para o bom andamento da coisa, como os da Emdurb, com greve anunciada e deflagrada a partir da data de hoje, como se vê na foto de última manifestação da categoria. E aí, ela irá capitular, pagar o mesmo para todos ou enfrentar o problema numa queda de braços e medição de forças?

PREFEITA MANDOU POLÍCIA INTERVIR NA GREVE
A incomPrefeita Suéllen Rosim, mais bolsonarista e fundamentalista impossível, hoje teria que se deparar com greve dos funcionários da Emdurb. O motivo destes é mais do que justo. Ela concedeu aumento vale alimentação de R$ 600 para R$ 1 mil reais mês para funcionários da Prefeitura e deixou de fora do benefício os servidores da Emdurb. Por que uns merecem e outros não? Daí a justa greve marcada para ter início hoje. Sabe o que ela fez? Primeiro, não equipara os vales, depois chama a Polícia Militar para barrar o movimento. É dessa forma e jeito que a bonitona enfrenta as trapalhadas onde coloca sua assinatura. É exatamente o que Bolsonaro faz e faria. São farinhas do mesmo saco, sem tirar nem por. Assim, com a polícia nos calcanhares dos grevistas, Suéllen estabelece aberto o diálogo e comparece à mesa de negociação. Sete viaturas estacionadas bem no portão de entrada e saída dos funcionários. Mais democrático impossível. Tudo sem nenhum tipo aparente de pressão. Este desGoverno já chegou ao fim, sem nem bem ter começado. Irão tarde.
Obs.: A foto ilustrativa abaixo é de autoria de Rafael Santana de Lima, que também escreve a respeito.

 
FORMAS DE DESPEJAR SUA HISTÓRIA PARA OUTREM E ESTE PASSÁ-LA ADIANTE
Prof. Euclides Garcia Paes de Almeida

Recebo via Messenger do facebook, alguém me postando longo texto: “Li teu comentário na revista Carta Capital de 26 de dezembro de 2018. Espero podermos trocar ideias por aqui. Sou alguém que foi procurado pelas forças da repressão política, no estilo do "vivo ou morto" por uma denúncia! Sem saber de que me acusavam, tive que ficar escondido em diversas cidades e 3 fazendas de parentes por 6 meses, e quando voltei pra Sampa, o advogado que eu constituíra nesse período todo me disse que não encontrara nenhuma denúncia oficial, ou processo e me aconselhou a ir pro exilio "até baixar a poeira". Assim em início de novembro de 1969 fui pra Montevideo. Lá fui morar numa pensão e por coincidência fui parar num quarto com outro brasileiro, estudante gaúcho. Mal cumpria uma semana e quando eu e esse gaúcho voltávamos à noite de uma visita as lojas, fomos presos por policiais uruguaios que procuravam guerrilheiros tupamaros. Fomos presos e passamos por 3 locais de detenção, sem nenhuma acusação. Consegui sair depois de avisar os jornais de lá, e depois o outro também. Passei lá até 1970 e em início de 71 fui pro Chile. Recebi carta de meus pais com 5 atestados de "nada consta" e resolvi voltar. Trabalhei em agências de Propaganda até que em julho de 1973 fui preso pelo Deops e imediatamente torturado nele e depois pelo DOICODI. Após ficar 2 meses e 40 dias preso fui solto sem nenhuma acusação. 33 anos após o meu melhor amigo de Araçatuba me pediu perdão e contou ter sido ele quem me denunciara, pois acreditava que eu estivesse dentro de uma organização clandestina de esquerda e ele era do S.N.I. Sabia esse tempo todo que eu era inocente, mas só agora me contava isso, pois tinha apenas 2 meses de vida, câncer inoperável. Esse é um pequeno exemplo do que eu passei nos meandros de uma ditadura militar. Hoje sou anistiado político pois, fui perseguido, preso, torturado por algo inexistente. Independente desse viés político gostaria de poder trocar ideias contigo, pois creio termos outros pontos convergentes!”.

Assim o respondi: “Conte sobre o comentário lido de minha lavra na Carta Capital. Quero me recordar dele. Sua história de vida é de muita resistência”.

Ele envia texto complementar: “Carta Capital é uma das poucas publicações que resistem bravamente e atuam sempre dentro dos princípios da verdade factual, algo inabalável em sua trajetória. O cerco do governo amplia-se,mas a revista estará, certamente mais operante e implacável. Infelizmente o cerco à existência da imprensa escrita está enorme, pela "disruptura", que é algo que condeno, pois acredito que devemos sempre preservar os princípios de todas as tecnologias. Sempre mostrava isso pros meus alunos, com o caso do filme do naufrago, que ficou numa ilha deserta e tentou fazer fogo pelo princípio que aprendera quando na infância (aliás creio que todos nós). Porem ele apanhou pra chegar ao verdadeiro princípio de como poder fazer o fogo, pois exige uma serie de quesitos, que nossa racionalidade produz. Eu sobrevivi, quando em fins de 1969 fui preso de forma ilegal e clandestina pela polícia uruguaia e usando de alguns critérios de criatividade pude avisar a imprensa o que se passava. E antes disso eu que fui preso junto com um estudante gaúcho, o informei de um modo de podermos conversar e planejar um meio de fuga ou de avisar a imprensa usando apenas um pente e um fio de linha preto simulando fio de cabelo. Era amarrando um fio longo preto no 1º dente dos dentes finos e usando cada dente fino como letras em ordem alfabética ir passando o fio entre os dentes e usando os dentes grossos como números de 0 a 9. Pra minha sorte os policiais suspeitaram de minha mala de viagem, quando nos prenderam dentro da pensão. Acreditavam que minha mala devia ter fundo falso com coisas escondidas nela de organizações de esquerda. Mas lá na prisão rasgaram o forro da mala e descobriram que não tinha nada disso e me devolveram na minha solitária. Essa mala eu usara nos momentos em que estive escondido em fazendas de parentes na região sul do Mato Grosso e na região norte do Mato Grosso. Eram 1 carretel de linha preta e um de linha branca, agulha e botões. Também tinha caderno e caneta. E guardava nos últimos dias notas de dinheiro uruguaio (de 100 pesos), que valiam hoje a 30 reais cada”.

Intrigado, somente aqui cito seu nome e o questiono: “Euclides Garcia Paes de Almeida, posso publicar esse seu depoimento, com as devidas correções no meu blog e facebook. Creio ser um documento interessante sobre procedimentos truculentos daquele período da história brasileira. Henrique”.

Não sabendo direito o que fazer com o material recebido, daí resolvo publicar tudo do mesmo jeito recebido. Eis sua última mensagem: “São tantos os procedimentos truculentos da ditadura que as pessoas nem conhecem, pois muita coisa ainda não foi à luz do dia Claro, eu posso te passar melhor pelo que eu andei escrevendo pra um livro de memorias. São tantas e acho importante editar o livro não por mim, mas pra saberem coisas dessa época que ainda estão encobertas. E o que eu digo, muito disso eu posso provar. (...) depois te explico cada manchete dessas. Vou depois te indicar as origens desses slides todos pela ordem de postagem.”

Pelo mesmo facebook, aceito seu pedido de amizade e descubro ser ele professor de História, residente em Araçatuba. Por que publicar este texto assim sem maior checagem? Vasculho seu facebook e descubro ser ele realmente professor e estar tentando denunciar ou contar sua história há bastante tempo. Dei o pontapé inicial e assim, com ela exposta, conforme sua autorização, tem início o desbravamento de tudo o mais. Quantos não se encontram na mesma situação, à espera de uma brecha para abrir seu baú de memórias? Desabafar, tornar algo público, conversar, encontrar um interlocutor faz um bem danado e assim algo onde já estivemos enfurnados torna-se do conhecimento de maior número de pessoas. Vem mais por aí, enfim, sua história necessita ser passada adiante, ser contada em detalhes. Ela é merecedora de primoroso texto, talvez um livro.