terça-feira, 19 de julho de 2022

PALANQUE - USE SEU MEGAFONE (167)


A incomPREFEITA DESCEU DO PALÁCIO E FALOU COM FUNCIONÁRIOS DA EMDURB, DEMONSTRANDO A PRECIPITAÇÃO DE ALGO A PRIVILEGIAR SOMENTE UNS EM DETRIMENTO DOS DEMAIS - COMO METER OS PÉS PELAS MÃOS EM DOIS EXEMPLOS VIVOS
Diante de centenas de funcionários em greve, ela se dignou a deixar o Palácio e falou para os presentes. Depois falou o servidor Valdecir, o advogado Chico, representando o Sinserm, o presidente da Emdurb, outro servidor e o impasse, pois de tudo, nada ficou resolvido e segundo foi dito, a equiparação para estes funcionários não ocorrerá neste momento. Talvez um dia, quando for concluído algo que vem sendo preparado para entrar em funcionamento há décadas, a reestruturação da empresa. No momento não vai ocorrer equiparação do Vale alimentação e assim todos que se contentem com promessas. Se tudo correr bem, se a Processante não vingar, se a prefeita reolver prefeitar daqui para a frente, talvez em novembro, dezembro ou ano que vem, algo pode vir a acontecer. A solução apresentada pelo presidente da Emdurb, competente funcionário de carreira, economista por formação é de que, nas atuais condições, impossível, pois as contas estão todas atrasadas, fornecedores recebem em drops, aos poucos, tudo para manter os salários em dia, mas se o juiz que estiver julgando a legalidade da greve, porventura decretar que os funcionários possuem razão em sua reivindicação, daí a Prefeitura/Emdurb será obrigada a pagar. Só assim, doutra forma, deixaram claro, impossível. Nem se o movimento persistir, resistir e insistir, dizem as autoridades cosntituídas, a equiparação dos vales não ocorrerá e os funcionários da Emdurb continuarão sendo considerrados de segunda categoria. O melhor de tudo veio pela boca do sindicalista Marcão, representante da Regional Apeoesp: "Vamos colocar todo o lixo diante da Prefeitura". De tudo, uma só certeza, a incomPrefeita demonstrou mais uma vez ser autoritária e promotora de ações isoladas, sem consultar os seus, pois elevou o valor do vale para uns, deixando de fora outros e isso, com certeza, sem antes dar ouvidos para quem conhece do assunto dentro das esferas da Prefeitura. Ação parecida ela fez quando adquiriu os imóveis no final do ano passado, em nome da Educação, sem também consultar ninguém, algo que a levou para uma Processante. Ações intempestivas, passando por cima do sindicato da categoria e dos mais experientes, com bagagem e cabedal para lhe orientar, sem que entre em fria ou promova estragos. Ela, Suéllen Rosim está se aperfeiçoando em meter os pés pelas mãos.

OUVI QUE A ARGENTINA ESTÁ O CAOS, DAÍ FUI PERGUNTAR PARA BAURUENSE MORANDO NAS IMEDIAÇÕES DE BUENOS AIRES: ADHAM MARIN – ELE ME DISSE DOS MOTIVOS E MOSTRA O OUTRO LADO DA QUESTÃO
Comentei com o bauruense Adham Marin, hoje morando e estudando nas cercanias de Buenos Aires, sobre o que ouvi de meu médico quando disse iria pra Argentina passar uns dias: “Mas aquilo está pior do que a Venezuela”. Disso que tive que responder a ele: “Aqui está muito pior que a Venezuela. O sr já foi andar no centro da capital paulista? Lá tem mais gente vivendo nas ruas do que a Argentina e a Venezuela juntas. Duvido que Buenos Aires esteja igual ao centro de São Paulo”. O perverso, sem saber o que me responder, veio me dizer que sou muito “fanático”. Claro, que disse na lata: “Fanático, ao meu ver, é quem, depois de tudo o que Bolsonaro fez, ainda continua o apoiando”. Penso em mudar de médico. Quis saber com Adham, que está na Argentina há alguns anos, passou toda a pandemia por lá e podia me dizer algo mais da situação, pois a vivencia in loco. Eis o que me disse:

“Eu moro perto de Buenos Aires, La Plata, coisa de 40 minutos de ônibus, preço risível, R$ 2 reais, passa o tempo todo, pego ali na Nove de Julho, duas quadras do Obelisco. Quero dar a minha opinião para esse pessoal que fala que a Argentina está ruim com o Alberto Fernández e com a Cristina Kirchner, eles não tem noção do que seria com o Maurício Macri e o Larretta, o prefeito de Buenos Aires. Antes de olharem aqui pra Argentina, eles te quem olhar aí pro Brasil e ver o tanto de gente que está passando fome por aí, porque a gente vê um monte de matéria sensacionalista, as pessoas sempre me mandam, dizendo que aqui as pessoas estão comendo lixo. Claro que minha realidade acaba sendo muito regionalizada, porque não sei como está além da província de Buenos Aires, mas tenho atividade o tempo todo como estudante na periferia e as pessoas acabam tendo dificuldade como todos dentro do capitalismo, dificuldade como todo pobre passa, mas não vejo as pessoas passando fome. Vocês vão andar pelas ruas de Buenos Aires, você vão ver, claro, um ou outro pedinte, mas não ver na quantidade que se vê hoje em São Paulo de gente dormindo nas ruas. Eu lembro que quando o Fidel Castro falou, que poderiam falar o que quisessem de Cuba, não sei quantos milhões de crianças iriam dormir naquela noite nas ruas, mas nenhuma naquele país. Aqui tem uma situação bastante parecida, existe pobreza, pois seria impossível não existir pobreza nos moldes de uma sociedade capitalista, mas não existe miséria como estamos acostumados a normalizar no Brasil, numa situação de numa quadra vermos de três a quatro barracas e gente morando nas ruas. Falo de Palermo até La Boca, não vejo isso aqui, do extremo rico, pro extremo pobre aqui de Buenos Aires.

Outra coisa que muitos não entendem e eu só passei a entender morando aqui e conhecendo um ou outro burguês argentino é que a inflação aqui é altíssima, o peso está desvalorizado frente ao dólar porque os ricos aqui fazem poupança em dólar, em cofres em suas casas, não guardam dinheiro nos bancos, porque igual aconteceu com o Collor em 90 e pouco, quando congelou a poupança, aqui teve um congelamento em 2001, na época do Fernando de La Rua, antes do Nestor Kirchner entrar e daí a burguesia meio que desacreditou do sistema bancário e eles fazem poupança em dólar, em cofres. Esse dólar não é declarado, o país acaba ficando com uma balança fiscal desequilibrada porque parece que importa mais do que exporta, mas na verdade é que os ricos estão sonegando bilhões e bilhões de dólares e isso faz a inflação aumentar, porque o país precisa imprimir dinheiro para pagar os benefícios sociais.

Outra coisa é que aí no Brasil, esses pobres de direita reclamam daqui, dizendo que não tem o que comer nos mercados, eles estão comendo ovo como proteína. Aqui o governo proibiu a exportação de carne para pelo menos garantir que o cidadão argentino tenha carne na mesa pra comer. Você vê aqui muito protesto de gente da agropecuária, aqueles caras de caminhonetes importadas, chapéus, fazendo protesto porque querem exportar toda a carne argentina, mas o Alberto e a Cristina tem sido firmes em manter pelo menos para alimentar os argentinos, porque um país não pode continuar sendo submisso e servil para outros países, enquanto seu povo passa fome. Aqui na Argentina, pelo menos carne e vinho estão garantidos em preços que o pobre possa pagar.

A crise está generalizada, li matéria ontem que, na Alemanha, um país de primeiro mundo não tem óleo de soja e tem bar que está aceitando pagamento de cerveja a troco de óleo de soja. Não sei aonde está faltando milho, não sei aonde está faltando feijão. O capitalismo de tempo em tempo se mostra sustentável e cria uma crise de abastecimento. Essa é só mais uma, a Argentina está nela em alguns aspectos. Ouço dizer que aqui vai faltar café, pois o daqui é todo importado, não se produz por aqui, mas dá pra viver sem café, o que não dá é para viver sem comida. Na verdade, eu quero transmitir essa minha experiência aqui para todo mundo que eu puder no Brasil e avisa aí pro seu doutor, que ele pode vir pra cá, que ele vai comer muita carne num preço muito mais barato que no Brasil. A carne aqui não é só pro turista, é também pro cidadão local”.
Ele esteve no centro de Buenos Aires na segunda, 18/07 e me envia uma foto, aqui publicada: “Henrique, olha quem eu encontro aqui na praça diante da Casa Rosada, indo falar com o Alberto Fernández. Nada menos que o nosso Emir Sader”.
Enfim, fiz questão de transcrever o áudio enviado a mim pelo amigo Adham, que nos próximos dias irei rever em terras argentinas, para me esclarecer a todos que me pedem todo cuidado do mundo nas ruas da Grande Buenos Aires, como se algo até pior já não estivesse em curso por aqui. Mentira tem perna curta e ao ouvir o relato de Adham, a certeza de ver o povo argentino lutando com todas suas forças para superar este momento e não retroceder com Macri e os seus novamente no poder.

ADHAM MARIN ME CONTA SOBRE O ARGENTINO RICO QUE GUARDA DÓLARES EM CASA E NÃO NOS BANCOS
Leio isso hoje no diário argentino Página 12 e contato: guardou tanto, acabou na lixeira e nas mãos de muitos - pelo menos isso. A usura é dos males do capitalismo, não pensando nunca no coletivo.

Eis a matéria do diário argentino Página 12:
"INSÓLITO
Um fato inusitado ocorreu na localidade de Las Parejas, província de Santa Fé, quando funcionários municipais encontraram uma bolsa com vários milhares de dólares, no interior de um armário que estava em uma lixeira.
A notícia espalhou-se rapidamente e, no dia seguinte, vários vizinhos se aproximaram para pegar mais dinheiro. E eles encontraram!
Segundo as primeiras versões, alguns conseguiram levar entre 10 mil e 15 mil dólares".

outra coisa
GOSTOSO MESMO É UMA ENTREGA DE MOÇÃO DE APLAUSO COMO A DO "LULA LANCHES" - QUEM É DO POVO QUANDO DIANTE DE UM MICROFONE, APROVEITA E FALA TUDO O QUE ESTÁ POR TANTO TEMPO GUARDADO E ENGASGADO
Eis o vídeo da Moção na Câmara: https://www.youtube.com/watch?v=kDaPriV2cM0
Primeiro digo que, para mim, Moção de Aplauso mesmo são essas, a homenagear os dignos representantes do povo. Lula, o de famoso lanche junto da avenida Rodrigues Alves com Azarias Leite, 27 anos nas ruas é merecedor de todo aplauso e consideração. Seu Íris Ferraz Lacerda labuta e vive com o suor de seu rosto, num pequeno negócio, o que o move e dele tira seu sustento. O Lula já viu de tudo nas noites bauruenses, inclusive alguns poucos políticos, como o que o homenageou, o vereador Lokadora no entorno de seu carrinho de lanches. O mais gostoso de tudo é quando ele começa a falar, quase chorando, pelo reconhecimento, se sentindo valorizado. Pegou o microfone e falou da família do vereador Marcelo Alonso, do pai deste e citou um tal de Djalma, que deve ser lá do bairro e afirma ser esse "ladrão, dá nó nos outros". Só não falou mais porque, quando notaram que algo podia dar errado, o presidente da casa, comandando a entrega, encerrou rapidamente a premiação, tirando o microfone da mão do Lula. Eu adoro premiações deste modo e jeito, as envolvendo e premiando pessoas com este cabedal, vivência das ruas e personalidade palpitante das engtranhas de Bauru. As premiações são muito mais saborosas quando com desfecho fora do usual, com quebra de protocolos e falas inesperadas. Viva o Lula, ou seja, este e o outro, o que vai derrotar o fundamentalismo genocída vigente. Vamos em frente...

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