quarta-feira, 4 de setembro de 2019

RETRATOS DE BAURU (231)


PRIMEIRO AS COISAS BOAS:

A SENSIBILIDADE DAS FOTOS RECEBIDAS DE TRÊS AMIGOS (AS)

Recebo fotos  de três distintos amigos (as) ontem e todas muito me emocionam. A sensibilidade de cada um está presente em cada uma delas e muito bem expressada ao me enviarem, cientes do destino que dou a elas. Misturei todas, ou melhor, embaralhei como num jogo de cartas, mas a sequência é feita para tocar fundo, mesmo fora da ordem (e qual seria a ordem?). A professora Loriza Lacerda de Almeida fotografou o espetáculo Morte e Vida Severina no Teatro Municipal e dentre os registros, todos muito bons, essas me tocaram mais fundo, talvez por gostar demais da personagem ali retratada, a dama do teatro Dulce Lagreca, quando declamou antes do espetáculo. Na sequência Daniel Dalla Valle, volta sempre ao cemitério Cristo Rei e de lá me envia algo atualizado sobre o assentamento urbano recém levantado ali ao lado, em plena ebulição e transformação. São fotos vistas do alto e quando tiradas já mostrando um algo novo no lugar, numa mutação suburbana dessas para enfeitiçar quem consegue entender o que de fato se passa com tudo isso, essas mudanças intempestivas e doentias dentro do sistema político onde vivemos. Por fim, a professora Luciana Dias me faz um surpresa e ao visitar minha exposição de fotos no Poupatempo, envia uma sequência de fotos ali tiradas, ressaltando o interesse dos que circulam no local pelas meus modestos e insipientes registros, nessas expresso por um grupo de freiras. Eu recebo isso tudo e vou guardando, juntando, como num maravilhoso e sempre incompleto álbum de figurinhas, dessas encantando, energizando esse velho e cansado lobo das estepes, mas sempre pronto para ser surpreendido quando tocado no seu Ponto G.
Em Tempo: Recebo várias fotos de cada um, mas neste espaço escolho duas de cada.


DEPOIS ALGO MUITO RUIM:
CENSURA NOS LIVROS DIDÁTICOS E EM BREVE FOGUEIRAS DESSES EM PRAÇAS PÚBLICAS – INCENTIVADOS POR GENTE COMO DÓRIA E BOLSONARO
Nessa sucessão de coisas ruins, uma atrás da outra, rotina das mais aviltantes e entristecedoras, mal tentamos digerir uma, outra já está sendo lançada. Ontem num post do professor de História da rede pública estadual paulista, Tauan Mateus, um desses tristes relatos para chocar e fazer chorar: “Hoje eu vivi algo chocante e inédito dentro da escola. Vi o Estado recolher TODAS as apostilas dos estudantes (até onde eu sei elas não pertenciam mais ao Estado, estou errado?) dos oitavos anos! Ainda sem saber o motivo, já achei aquilo uma ação absurdamente arbitrária. O motivo: as apostilas do oitavo ano estariam tratando da suposta ideologia de gênero. Olha a que ponto chegamos! A histeria e a demagogia de políticos que fizeram da demonização da sexualidade um palanque político, produziram essa situação surreal!
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Podemos esperar por outras situações igualmente absurdas. Os estudantes já receberam o material super-atrasado (só agora no segundo semestre)... se tornou impossível discutir qualquer assunto envolvendo a sexualidade. Enquanto isso recrudescem a LGBTfobia, os casos de feminicídios, os casos de violências sexuais - cometidos em sua maioria dentro de casa, contra crianças de ambos os sexos - aumentam os casos de gravidez precoce. Estamos negando educação (um direito fundamental) à crianças e jovens que estão a cada dia mais vulneráveis”.

O Governo acabando de fazer isso foi o estadual, o de João Dória, esse pária, escória política, do mesmo calibre de Bolsonaro. São os desprezíveis no comando de nossas vidas e só mesmo pela insurreição para dar cabo de tanto maledicência, perversidade explícita nos costados do povo. Fui tentar entender melhor dos motivos e ao fazê-lo lendo os textos censurados, fico prostrado, mais que consternado, pois os atuais governantes deste país de fato, ou enlouqueceram ou estão gozando na cara de todos nós, tentando implantar no país algo ao estilo taliban. Depois fui ler a matéria sobre o assunto no site da revista Carta Capital e mais absurdos. Eis o link: https://www.cartacapital.com.br/…/doria-vai-recolher-mate…/….


É tudo muito simples: estamos a um pequeno passo para ver fogueiras dentro das escolas, sejam as de formação das crianças como as universitárias. Se nada for feito agora para impedir esse avanço dos débeis mentais em postos de comando, fogueiras de livros irão tomar conta deste país muito em breve. O destino desses livros apreendidos já deve ser esse e tudo o que não existir uma concordância com a brutal e boçal linha de pensamento desses deverá ser destruído. A situação é mais do que grave. Da censura, passarão à fogueira dos livros e depois a de pessoas.

A passividade da população brasileira ainda custará muito caro para todos nós, principalmente para as liberdades democráticas, já tão ultrajadas. Quanto mais fingimos tudo estar dentro da normalidade, mais esses truculentos irão se apossando das brechas que cedemos a eles. E eles, sem nenhum escrúpulo, eliminam tudo o que encontram pela frente a confrontar a bestialidade dentro de suas mentes doentias. o ser autoritário é uma nhaca e se não pode ser contido pelo bem, que o seja pelo mal, o fatio é que não pode continuar atuando, pois restringe tudo e quer o mundo moldado ao seu modo e jeito.

Um comentário:

Mafuá do HPA disse...

COMENTÁRIOS FACEBOOK SOBRE FOTOS DE AMIGOS:
Luciana Dias Você Henrique Perazzi de Aquino é um ser humano único, inconfundível. Sua arte eu conheço de longe...🙌

Daniel Dalla Valle Só sonho e tento trabalhar para que alcancemos o momento de cooperação entre os trabalhadores, garantir dignidade aos trabalhadores. Nem isso é garantido para uma grande parcela, comida, água, moradia! Só vamos alcançar isso com a superação do capitalismo!

Dulce Lagreca Henrique me senti uma privilegiada em poder participar de um espetáculo de tamanha grandiosidade como foi o da Companhia Estável. Foi uma honra estar ao lados de pessoas tão talentosas e carismáticas. Gratidão a Ana Bia Andrade e Henrique Perazzi de Aquino pelo convite e Sivaldo Camargo pela acolhida.