quinta-feira, 26 de novembro de 2015

COMENDO PELAS BEIRADAS (08)


“QUANTOS MIL GASTARAM E O QUE MUDOU NELA? ESTÁ TUDO IGUAL..."
Essa foi a frase que ouvi da boca de muitos que circulavam pela praça Rui Barbosa, quando hoje pela manhã os funcionários da Prefeitura Municipal retiravam os tapumes e a devolviam para utilização da comunidade. Ufa! A praça é novamente do povo e para o povo, mas... Esse mas é por minha conta e risco. Estava passando por ali hoje justamente no momento em que eram descerradas as tais placas e diante do que ouvia, principalmente por gente acostumada muito mais que eu e com conhecimento de causa para criticar: ambulantes, aposentados, comerciantes e tudo o mais que existe ao redor e no interior de uma praça central, ou seja, o povo. Pelo que deu para sentir, pelo tempo gasto na reforma, pelo alto investimento e pelo alarde do que seria feito, o entregue não deve ter correspondido às expectativas gerais. Querendo entender isso tudo produzo esse texto.

Comento o que vi feito. O coreto todo remodelado, lindo, impecável (foi onde mais detive minha atenção). A área do chafariz idem. Uma linha de azulejos de piso cortando a praça de fora fora, desde a igreja até a rua Primeiro de Agosto, como se fosse um tapete, algo novo, bonito. E margeando a igreja, desde a rua Gustavo Maciel até a Antonio Alves, uma linha demarcatória como piso (estreita, tamanho de um lajota) próprio para guiar cegos. E, por fim, os banheiros, pelo visto ainda não totalmente concluídos, mas gradeados (não entrei no seu interior e isso nem era possível naquele momento). Claro, junto a isso um serviço de jardinagem em algumas partes, não no todo. E os últimos retoques, de devem ser dados a seguir antes da entrega definitiva. Foi isso. Agora, deixo como perguntas, como dúvidas a serem respondidas por quem de direito um algo mais:

1 – Quanto foi gasto no todo para a tal remodelação da praça?

2 – Houveram aditivos pagos para empresa executora da obra?

3- Quando a mesma foi fechada e daí a computação de quanto tempo permaneceu fechada?

4 – Somando o valor investido e o que foi apresentado como resultado, existe de fato o entendimento de que o todo foi um bom investimento?

5 – Para o que foi feito seria de fato necessário todo esse tempo?

6 - Teremos evento de reinauguração ou a entrega será simplesmente feita com o acesso do povo e nada mais?


Deixo isso como porta de entrada para um ampliado e necessário debate, afinal, estamos falando de dinheiro público. Na verdade, ouvi o início de uma espécie de lamurio no local e o repasso da mesma forma, ou seja, repassado como título dessa peça reclamatória e com pedidos de explicação. Percebam que não teço críticas com elevação de voz, nem contesto nada, somente questiono, pergunto e busco maiores informações, para só assim emitir uma opinião mais abalizada. Vejo sim, a princípio, um tempo prolongado demais para obra considerada de pequena monta. No mais, peço a tudo, todas e todos que confiram como o fiz e ampliemos a discussão. Publico todas as dezessete fotos que ali tirei, relatando também que naquele momento, um grupo de funcionários da operadora telefônica Vivo estavam se preparando para descer o calçadão e ali se concentravam, sendo esses o primeiro grupo de pessoas a efetivamente ocuparem o novo espaço. Nada mais.

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