sábado, 6 de abril de 2013

ALGO DA INTERNET (70)

PARA OS QUE NEM SABEM DIREITO O QUE VENHA A SER JORNALISMO CHAPA BRANCA

Existem uns poucos que mesmo sem terem conhecimento de causa intitulam Carta Capital, a melhor revista semanal brasileira de chapa branca. Semana passada na capa da revista um contundente critica ao Governo Federal pela morosidade com que trata a questão da necessária regulação da mídia. Matéria de capa com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo e o título, “O MINISTRO DO PLIM PLIM E DO TRIM TRIM”. Leia matéria aqui: http://www.cartacapital.com.br/destaques_carta_capital/o-ministro-dos-meios-de-comunicacao/ Não bastasse isso, no editorial de Mino Carta, “O ENIGMA” (http://www.cartacapital.com.br/sociedade/o-enigma/?autor=42), um doído desabafo de alguém acostumado a ser cobrado por receber anúncios governamentais, demonstrando ocorrer exatamente o contrário. 


Depois disso tudo entra minha pessoa, um atento leitor que após ler essa última edição, a 742, de 03/04, envia e tem publicada na edição seguinte, essa que sai nas bancas hoje, Nº 743, uma missiva de reconhecimento pelo sincero, objetivo e factual jornalismo ali encontrado, a "O MINISTRO DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO II- Essa última edição de Carta Capital tem a primeira capa do ano com foto de um político brasileiro, após 13 edições em 2013. Nela, Paulo Bernardes, alguém do staff governamental e a constatação que só os que não leem a revista desconhecem o fato de que de chapa branca ela não tem nada. A crítica sempre ocorre em Carta Capital quando necessária, sem estardalhaço e com firmeza de propósitos, por uma boa causa, não por interesses escusos e até inconfessáveis. A mídia de hoje, em sua maioria, faz exatamente o contrário, ganha os tubos de um governo se mostrando fraco, demonstrando certo medo, investindo nos seus algozes, nos que lhe apunhalam não pelas costas, mas a todo instante, pela frente e de todos os meios e maneiras. Minha modesta conclusão é a de que se Dilma descarrega uma “enxurrada de grana” exatamente nesses, o faz por receio de ser desenergizada e esses a mantém num estado letárgico, entre a vida e a morte, ora enfiando-lhe a faca, ora amenizando, mantendo-a viva, pois não seria de nada interessante matar sua “galinha dos ovos de ouro”. Mas ainda dá tempo de agir de forma diferente e arrastar consigo boa parte do país. A pergunta que não quer calar é: Será que ela ainda deseja algo assim? Mais da metade do país adoraria a ver agindo dessa forma”.

E faço uma declaração dessas com absoluta certeza de ainda existIr resquícios de imprensa livre e altaneira nesse país. Não aceito a crítica dos que não a leem, pois pouco sabem e pouco podem avaliar diante de assunto de tamanha envergadura. Estamos diante de um momento onde a grande maioria da mídia nativa pratica
um jornalismo voltado aos seu botões, importando-se cada vez menos com o jornalismo e sim, com um negócio lucrativo diante de si. E faz qualquer coisa para se sair bem, sendo o menos importante, a defesa da verdade factual dos fatos. Leiam isso sobre o tema de sua última capa, ‘A VERDADE AMEAÇADA’ (http://www.cartacapital.com.br/destaques_carta_capital/que-verdade-e-essa/) e também o editorial de Mino Carta, “PAULO BERNARDO, II ATO” (http://www.cartacapital.com.br/politica/paulo-bernardo-ii-ato/?autor=42). Se isso é ser chapa branca, eu não entendo mais nada. Chapa branca do neoliberalismo é praticado pelos demais órgãos, como Folha SP, Estadão, O Globo, Zero Hora, Veja, Época, etc. A palavra exata em Carta Capital é ISENÇÃO e não a vejo ocorrer hoje em nenhum órgão da dita grande imprensa brasileira. A CARTA é única no que faz. ÚNICA.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

CENA BAURUENSE (106)

A QUESTÃO DOS ÔNIBUS URBANOS: MOTORISTAS, COBRADORES E O REAJUSTE DA TARIFA

Na cidade do Rio de Janeiro um acidente com um ônibus coletivo choca a todos. Ele caiu de um viaduto matando sete pessoas. Um motorista alterado e depois, um universitário pulando a catraca e agredindo o condutor do coletivo. Resultado, trágico acidente. Como poderia ter sido evitado? Em primeiro lugar, com a presença de mais um personagem no local, esse primordial, um cobrador. Com a sua quase extinção, foram diminuídos postos de trabalho e aumentada a responsabilidade do motorista, sem que tenha nenhum ganho adicional por isso. Horários deixaram de ser cumpridos e a tensão tem aumentado, pois o motorista teve sua atenção triplicada, tendo que ter praticamente olhos e ouvidos para todos os lados e sentidos. Culpa de quem? Da insensibilidade do modelo acumulativo de capital, que antes de olhar para o ser humano, olha só e tão somente para o seu bolso, o seu lucro. O grande culpado, para mim e em primeiríssimo lugar é o SISTEMA EXCLUDENTE em que vivemos, dos quais os empresários são o elo da corrente.

Posto isso, vamos ao tópico seguinte. Em Porto Alegre a Prefeitura Municipal tentou promover um reajuste no valor das passagens e o povo se mobilizou indo às ruas, principalmente os estudantes. As imagens estão aí para quem quiser ver. Três dias atrás o vereador Roque Ferreira publicou isso no facebook: “MANOBRA INACEITÁVEL EM BAURU - A péssima qualidade do transporte urbano em Bauru é consenso entre seus usuários, e esta política vem sendo mantida e ampliada pelo prefeito Rodrigo Agostinho, consolidando a lógica de o município garantir os lucros das empresas privadas que atuam no setor”. Respondi a ele com um questionamento: “Que o exemplo vindo das ruas gaúchas nos sirvam de lição e aprendizado. Reagir é preciso”. Ele foi direto onde queria chegar: “Lá meu caro Henrique, os sindicatos, associações de bairro, entidades estudantis, religiosas se mobilizaram para colocar o povo na rua. Estas ações é que estão faltando em Bauru”. Por aqui, pelo que entendi sobre um suposto aumento em andamento, quem aprova ou não é o Conselho dos Usuários. O mesmo reuniu-se e não aprovou o reajuste. Depois deles, como são meramente consultivos (e não deliberativos), o prefeito, parece já ter decidido, inclusive com notas já plantadas na imprensa, com algo em torno de 10%.
O facebook em alguns momentos é bom para irmos comparando o que ocorre aqui com outras localidades. Carlos Eduardo Martins, ator e diretor teatral, que morou por aqui durante décadas, hoje em Ilhabela escreveu: “Aqui, em Ilhabela, era R$ 2,50. Antes das eleições o prefeito candidato à reeleição abaixou para R$ 2,20. Eleito, foi para R$ 2,90. E os ônibus não têm mais cobradores, o que tem feito com que estejam sempre atrasados”. Agora junto tudo. O reajuste pelo visto será inevitável, pelo menos se depender do prefeito, faltando decidir o valor e logo a seguir o tipo de reação que ocorrerá em Bauru. Das duas uma, ou teremos gente muito feliz pelas ruas, satisfeitas com as explicações dadas ou a insatisfação poderá fazer surgir uma movimento de resistência. Aposto nesse último. Hoje leio pelos jornais ter o prefeito afirmado que o projeto enviado por ele para a Câmara dos Vereadores, o que regulamentaria a Fundação Regional de Saúde saiu cheio de falhas e precisa ser totalmente revisto. Se errou nisso, pode muito bem estar errando e muito na aprovação das planilhas concedendo os reajustes das passagens. É o que veremos nos próximos dias e lances. RESISTÊNCIA JÁ!!!

quinta-feira, 4 de abril de 2013

CARTAS (102) 

UMA POLÊMICA PELAS PÁGINAS DO JC
Dia 31/03, após minha última missiva publicada no JC  (http://www.jcnet.com.br/editorias_noticias.php?codigo=228037), recebi como resposta isso, ‘ESQUERDOPATA”: http://www.jcnet.com.br/editorias_noticias.php?codigo=228086. Diante disso, escrevinhei algo e enviei para o JC, sendo publicado na Tribuna do Leitor, edição de hoje, 04/04, “DE ESQUERDOPATA, PASTORFÓBICO A PREGADOR DA BOA NOVA”. Abaixo o texto na íntegra:

Eu já fui chamado e taxado de muita coisa. Pelo visto, continuarei o sendo. Provocar e ser provocado, algo mais do que natural, num mundo onde querem enquadrar os desajustados e os “fora da nova ordem mundial”. Vejo-me fora do mundo curral, preferindo os embates, pagando o preço por querer viver desordenadamente e sem nenhuma compostura.

Outro dia aqui nesse espaço preguei contra os religiosos que insistem em seguir atuando dentro de concepções teleguiadas por ideias retrógradas. Um deles criou um termo do qual me aproprio, o “pastorfóbico” e explico. Não sou contra as religiões, sou contra o que fizeram delas. Sou contra esse exército que usam seitas deformadas para obter e manter poder. Sou daqueles enxergando que isso precisa ser contido, o quanto antes. Tudo o que pregam, não sendo fora da lei, deve ser contido dentro dos seus rituais e eventos. Nada mais que isso. Passou disso, o Estado perde seu sentido laico. Tenho uma tese sobre esse tema e a coloco em prática: Por que todo evangélico tem que necessariamente defender alguém como Feliciano? Não tem e os que o fazem erram, pensam igual a ele. Gosto dos de mente arejadas, olhando para o mundo e suas possibilidades voltados para o futuro, entendendo a ciência e delas tirando proveito. Interpretando a bíblia com os olhos de hoje, não de quando foi escrita. E mais, não fazendo uma interpretação da vida de Jesus segundo sua conveniência. Jesus foi um libertador e hoje poderia ser facilmente taxado de subversivo e guerrilheiro, pois não se conformaria com as injustiças, principalmente as pregadas em seu nome. A igreja verdadeira deveria lutar pela libertação do ser humano e não pelo seu aprisionamento. Se ser “pastorfóbico” é ir contra esse bando de preconceituosos, sou um desses e faço disso uma trincheira contra os desmandos que os vejo praticarem.

Ao assumir isso publicamente, tentam te pegar por tudo quando é lado. Uns me chamam de “esquerdopata”, mas podem prestar atenção, todos que assim denominam alguém, também poderiam ser facilmente taxados de “direitopatas”, o piorado oposto. A libertação dos povos, isso é histórico, nunca veio pelos de direita e sim, pelos de esquerda. Assim sendo, a salvação continua ao lado dos de minha linha de pensamento. Existe em alguns “direitopatas” uma mania de patrulhamento, vigiando até o que fazemos profissionalmente, questionando, desqualificando e até ponto em dúvida sua veracidade, usando de termos como o
 “autointitulado”, o “pretenso” ou “jornalista sem jornal”. Eu me divirto, acreditando que alguns devem estar loucos para saberem como faço para ganhar a vida (seria soldo de algum resquício soviético?). Tranquilizando esse e os demais na mesma dúvida, poderia responder como o fez Niemeyer diante de um interrogatório. “Como ganha dinheiro?”, perguntaram-lhe. A resposta o JC não publicaria, mas os interessados a podem ler clicando no http://blogdojuca.uol.com.br/2012/12/niemeyer-e-o-general/.

Diante de tudo, juntei um grupo e iremos criar uma libertadora igreja, ‘JESUS LIBERTADOR – REVOLUÇÃO AQUI E AGORA’, pregando algo extraído dos seus verdadeiros ensinamentos, o da prática de vida, quando enfrentou os dragões da maldade e pregou a libertação popular. Estamos nas definições de como faremos para sobreviver sem os recursos do dízimo, algo abominável para qualquer revolucionário, inclusive o mentor de tudo, o próprio Jesus. Se a saída é pela religião, seja feita a sua vontade.

O TEXTO FOI ESSE, mas hoje teve algo mais na Tribuna do Leitor. Numa outra missiva, escrita por Wellington Anselmo Martins, com o título, “DIREITA, ESQUERDA...”, uma bela reflexão sobre isso tudo: http://www.jcnet.com.br/editorias_noticias.php?codigo=228162

quarta-feira, 3 de abril de 2013

DROPS - HISTÓRIAS REALMENTE ACONTECIDAS (86) 

O VENDEDOR DA NET E O FUSCA CORINTIANO DO BENTO 

CASO 1 –
Aqui na casa do meu pai não quero Net de jeito nenhum. Não existe semana sem ligações de vendedores de TV a cabo e sempre com o mesmo argumento: “Temos uma proposta das mais vantajosas para o senhor e sua esposa. Estamos lhe oferecendo um plano quase de graça, com centenas de canais de TV e seu telefone foi sorteado para receber esse prêmio, pois vimos que ainda não possui nossos serviços”. Sou sempre muito educado, mas minha resposta é clássica e feita sempre da mesma forma: “Vou te contar uma coisa, eu te agradeço imensamente, mas vou recusar, mesmo que fosse de graça mesmo e te explico. Aqui em casa eu e minha esposa somos rueiros, gostamos de sair demais da conta. Vamos sempre ao cinema, teatro, shows, bares e também adoramos ler, revistas e livros. Criamos uma rotina nesse sentido e se assinarmos isso, das duas uma, ficaremos doentes, pois permaneceremos mais em casa e por outro, sabemos que esse negócio de ter um monte de canais à nossa disposição deve ser mesmo gostoso e iremos engordar, ler menos, sair menos e trancados aqui em casa, teremos até mais chances de começarmos a ter desentendimentos. Portanto, já discutimos isso e a decisão é por continuarmos com nossa TV só com os canais normais, esse já mais do que suficientes, pois estamos também decididos a ver cada vez menos TV”. O argumento é fatal, ouço até risos do outro lado da linha e esse último acabou me dizendo: “Puxa, gostaria muito de ser igual ao senhor, mas não consigo”. O cara foi tão simpático que me deu seu endereço e prometi lhe enviar um livro pelo Correio. Não sei se salvei um, mas é o que tento e antes de desligar ainda lhe disse: “E não pense que brinco quando lhe disse isso tudo. É a mais pura verdade. Já me basta esse facebook para reduzir minha leitura, com TV a cabo emburreço de vez”. 


CASO 2 – Sérgio Bento é jornalista e atuou nas hostes do Bom Dia Bauru por um longo período, até sofrer um acidente e voltar para sua Cafelândia. Dos tempos que aqui permaneceu, pessoa jocosa, cheia de malemolência, ficou famoso não só pelos seus textos, mas também pelo corpanzil e por algo mais além disso, seu fusca. O fusca do Bento (não é benzido) tem um algo a mais que os demais, pois nas duas portas laterais tem pintado em imenso tamanho, quase ocupando todo os espaço, o distintivo do seu time do coração (meu também), o Corinthians. Dessa forma é impossível passar despercebido e dificilmente poderá entrar numa errada, pois todos saberão de imediato que aquele meio de transporte, inusitado por natureza é o dele. Deve ter histórias hilariantes vivenciadas com o mesmo, devendo também ter algumas trágicas. Acho até que se algum dia ele acordar inspirado, daria até para escrever algo contundente com a reunião das ocorrências. Hoje fico sabendo que o Fusca está a venda: “VENDO FUSCA DO TIMÃO... Ano 1975, 35.000 km, todo personalizado com imagens do campeão da Libertadores da América, inclusive parte interna, com bancos em couro preto e branco e símbolo do timão bordado. Conta com quatro pneus novos, recém instalados. Mecânica perfeita e a qualquer prova. Um diferencial importante é a ignição eletrônica, adaptada da versão mais moderna e que garante maior desempenho e economia de combustível. Valor: R$ 10 MIL”. Brincando fui lhe lembrar de um domingo, quando o vi parado numa blitz na Nações, caminho de um show lá no Jardim Botânico. Ele assim me respondeu: “Eu vou ter que comprar um carro automático, por causa da fratura que tive no braço, por conta de uma queda de moto em 2005. Até estou modificando minha CNH pra comprar com isenção. (...) Fácil a história e até que foi divertido. Os caras viraram o carro de ponta cabeça. Olharam documentos, motor, chassis, embaixo dos bancos etc. Como estava tudo ok, eu só fui zoando. "Pode até parecer, mas não é do PCC. Paguei com meu próprio dinheiro e em cinco vezes". "Vocês são o que.. palmeirense, são paulinos", se fosse de outro time não paravam etc.... Fiquei meio preocupado em perder o show, mas acabou tudo bem. Essas abordagem as vezes aborrecem, mas são necessárias. Faz parte do trabalho policial. Se souber de algum eventual interessado é só chamar”. Está divulgado e acredito que o Bento não terá dificuldades em desencalhar seu querido e também corintiano Fusca.
Obs.: Todas as fotos publicadas são do Fusca do Bento e gileteadas lá do seu facebook.

terça-feira, 2 de abril de 2013


PERGUNTAR NÃO OFENDE ou QUE SAUDADE DE ERNESTO VARELA (75)

O DINHEIRO ESTÁ NO CAIXA, MAS A OBRA NÃO SAI DO PAPEL NEM COM REZA BRAVA
Ontem, 01/04, Dia da Mentira, ouço pelas ondas do rádio uma entrevista com o prefeito Rodrigo Agostinho e o vejo falando sobre as dificuldades financeiras que sua administração terá para restaurar a Estação da NOB, a nossa mais pomposa construção férrea, comprada pela municipalidade anos atrás por R$ 6 milhões de reais. Desde então tudo parado e um projeto em tramitação, aprovado, segundo ele, recentemente pelo Condephaat, o Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural do Estado de SP. O nosso aqui de Bauru já lhe tinha dado o devido aval para o restauro e agora, o ouço dizer que já pode executar uma obra respeitosa ao lugar e com o devido merecimento que a imponente edificação é merecedora. Mas não o fará. O motivo alegado é a falta de recursos. Com próprios, praticamente impossível, pois existem outras prioridades, com algo advindo do Governo Federal (no estadual ele nem tenta, pois sabe da impossibilidade), talvez, mas para isso terá que registrar um belo de um projeto junto aos órgãos competentes e competentemente ir acompanhando, pressionando, demonstrando sua viabilidade até ser contemplado com a verba. Trabalheira danada, nem sempre rápida. Ufa, isso cansa, mas tentar se faz necessário e é exatamente isso que aguardamos que ele e sua equipe façam. De tudo, a conclusão de que a estação deve permanecer fechada por mais um bom tempo, aguardando a tão salvadora verba pública.

Fico realmente sensibilizado com tudo, pois torço para que essa obra saia e o mais rápido possível. Mas não tenho como me calar e deixar de cobrar publicamente de um outro restauro, o da Estação da Cia Paulista, quase junto da Feira do Rolo, essa com verba já destinada, carimbada e reservada, mas a obra não sai nem com reza brava. A placa está lá fixada quase na esquina das ruas Júlio Prestes e Rio Branco, meio desbotada, pois foi fixada no começo do ano passado e o valor lá bem nítido, exatos R$ 871.683,80. A história dessa verba eu conheço, pois quando ainda atuava nas hostes da Cultura, a única emenda do orçamento proposta por algum deputado para Bauru foi essa, feita pelo Vicentinho PT/SP, conseguida no final do mandato do governo Tuga, após esse conseguir colocar nos eixos a dívida municipal e tirar o nome do município da lista negra do Governo Federal. A emenda previa aproximadamente R$ 200 mil reais, depois sendo juntado a esse mais algumas outras emendas e verbas, totalizando o montante desses quase R$ 1 milhão de reais. Lá tudo está pronto, aprovado, regulamentado, sacramentado e batizado, falta a execução. Só e tão somente gastar o dinheiro que a placa expõem como reservados para essa finalidade.

A placa foi colocada e todos ficaram radiantes com a possibilidade dali serem instalados definitivamente o Museu Histórico Municipal de Bauru e o MIS – Museu da Imagem e do Som, ambos precariamente funcionando em instalações improvisadas nos locais onde a restauração deve ocorrer. E por que não ocorre? Não se sabe. Sei dos esforços do Secretário de Cultura, Elson Reis nesse sentido, mas a burocracia passa longe de sua mesa e se forem lhe perguntar nem ele saberá ao certo dos motivos de tão longa espera. Dizem por aí que o mercado imobiliário por estar aquecido, ninguém se habilita a executar a obra. Outros apregoam que as empreiteiras não querem fazer a obra por não se tratar de reforma e sim de restauro, com rigoroso acompanhamento para não perder suas originais características. Tem também os que dissertam, que com o dinheiro amealhado a obra não será entregue. Nada disso justifica a demora, morosidade inexplicável e inconcebível.

Fica a pergunta: COMO REQUISITAR VERBA NOVA PARA OUTRA OBRA, SE NESSA, COM VERBA NO CAIXA HÁ MAIS DE UM ANO, A OBRA NÃO SAI DO PAPEL? Expliquem isso para nós, mas quem de direito e com convincentes respostas.
CARTAS (101)

CARTA PARA FILIPE SOUZA RINO – EX VICE PRESIDENTE DO ESPORTE CLUBE NOROESTE

Sua passagem pelo nosso querido e centenário Esporte Clube Noroeste está sendo muito rápida e num período cheio de turbulências. Não o conheço pessoalmente, nem me recordo de o ter visto em jogos pelo Alfredão nessas décadas que acompanho o time de minha aldeia e do meu coração, mas isso não vem ao caso. O que vem é que sua saída não pode ocorrer sem algumas explicações, ainda não dadas. Tenho presenciado muitos elogios pelo seu trabalho e não que não queira corroborar com eles, mas por desconhecer os bastidores do Noroeste acredito melhor aguardar um melhor entendimento do que de fato se passou por lá com a chegada da nova administração e só depois emitir uma definitiva opinião. Também não corroboro algo que li ontem que foi o único que assumiu quando nenhum outro o queria fazer. Muitos o quiseram e foram alijados do processo eleitoral e se o presidente o escolheu, foi pela proximidade e confiança na sua pessoa. Mas também não o critico, pois sem entender como se deram os fatos, seria leviandade te criticar ou mesmo elogiar.

Vamos ao que acredito sejam necessárias algumas explicações.

De certa forma, você induziu todos os noroestinos num certo momento a acreditar que algo de muito errado havia ocorrido nas transações com jogadores e valores não computados, que não haviam dado entrada no seu caixa contábil. Foi bastante claro nisso, mostrou documentos, foi à imprensa e isso veio à tona, inclusive com um texto meu de cobrança para esclarecimentos de quem de direito. Após uma reunião com o ex-presidente do Conselho Deliberativo voltou atrás e disse textualmente que tudo estava esclarecido, deixando todos perplexos. Algo ficou no ar e não foi devidamente entendido. Quais as dúvidas existentes e, logo a seguir  totalmente resolvidas, como disse, após a reunião. Assume que foi precipitado ou existe ainda algo não revelado para os que estão de fora do processo? O que te fez mudar de ideia tão rapidamente?

Também ainda não nos foi explicado outro fato levantado por ti, o de que alguém pertencente a antiga diretoria estaria jogando contra a administração atual, inclusive sendo o principal obstáculo para o fechamento de um contrato de publicidade com um grupo supermercadista, que acabava de se instalar na cidade. Por que nada mais foi dito sopre isso? A cidade precisa saber se isso de fato ocorreu e quem seria essa pessoa. Não acha muito confortável sair agora e deixar isso tudo no ar? Foi balão de ensaio ou isso de fato ocorreu?

Nós, torcedores, somos apaixonados e queremos sempre o bem do Noroeste, nada mais que isso, além é claro de transparência no trato com as coisas relacionadas ao mesmo. Confesso nunca ter visto tanta trapalhada numa administração noroestina e em tão pouco tempo. Isso impressionou e você fez parte disso. Nunca vi em minha vida um vice-presidente se desentender em público com tamanho acinte com o presidente, algo totalmente prejudicial para o desempenho do time, pois demonstrava claramente problemas incontornáveis e deixava a todos tensos. Essa falta de relacionamento entre vocês foi algo comprometedor para o time, talvez um dos pontos cruciais da derrocada. Por que esse desentendimento total num momento onde a união seria primordial? E por que, hoje ao sair te vejo citando nome de um ex-funcionário, de uma forma pouco usual, “o presidente prefere trabalhar com esses”, citando até seu nome? Sai por estar sendo preterido por outro ou existem outros motivos?

Para sair sem máculas seria bom nos explicar tudo isso. Talvez seja melhor esperar os resultados dos prováveis últimos jogos do Noroeste esse ano, os da Copa do Brasil e depois fazermos isso tudo, mas de uma coisa tenho certeza, caro Filipe, o Noroeste só caiu para a 3º Divisão por causa desses desencontros todos, falta de tato e de tarimba interna, pois é quase impossível acreditar que de um desempenho tão bom no primeiro turno, o segundo após o início do conhecimento dos desentendimentos internos, tudo tenha decaído tanto. Inexplicável, diria. E isso foi sendo alimentado, mantido, não se enxergando o outro lado, o da intranquilidade gerada. Ontem conversei com dois jogadores e um deles me disse que seu salário está atrasado desde o ano passado, mas que nem seria esse o motivo da desmotivação. Existem salários ainda não quitados da administração passada? Isso está computado aonde? Por que um fala uma coisa e outro o desdiz na sequência?

A torcida e os torcedores fizeram a sua parte, sempre, não podendo ser culpada de nada. Hoje vejo que a imprensa tentou amainar o máximo a divulgação dos graves problemas internos, para não agravar ainda mais o que presenciava internamente, mas com a derrocada e, principalmente com o seu desligamento e do seu irmão, acredito que tenhamos que saber de tudo, pois quem começou a divulgar o que lá ocorria foi você e se começou, nada melhor, terminar. É o que esperamos. Tudo pelo bem do nosso querido Noroeste.

Saudações noroestinas do Henrique Perazzi de Aquino – www.mafuadohpa.blogspot.com (As três primeiras fotos aqui publicadas são do  arquivo do JC e foram retiradas do Blog do Norusca, do Reynaldo Grillo).

segunda-feira, 1 de abril de 2013

UM COMENTÁRIO QUALQUER (111)

PRIMEIRO DE ABRIL É O DIA DA MENTIRA, MAS ESCREVO DE ALGUMAS VERDADES...
PRIMEIRA VERDADE – Hoje, há exatos 49 anos o Brasil amanhecia sob o domínio de uma QUARTELADA militar, insuflada pela sua oligarquia mais cruel e insana, executada pelos militares, instrumento desses primeiros. O horror ainda persiste, pois na mente de muitos ainda persiste uma ideia de que aqueles anos foram melhores que os atuais. Balela de endoidecer os que de fato sabem o que se passou. Hoje, travestidos de bons moços, muitos desses querem ver o país andando para trás, sendo reprodutores de ações retrógradas, homofobias, conservadoras e apostando todas suas fichas num já comprovado falido capitalismo. As mentes mudaram pouco de lá para cá, sendo hoje as maiores reprodutoras do pensamento arcaico as grandes redes de mídia nativa, todas comandadas por grupos familiares e corporações excludentes só pensando nos seus botões, nunca no povo. Gente como Feliciano, Serra, o quase imortal FHC e o colunista Merval Pereira são só a ponta desse iceberg.

SEGUNDA VERDADE – Ontem, 31/03, meu time do coração, o de minha aldeia, o ESPORTE CLUBE NOROESTE caiu fragorosamente e vergonhosamente para a 3º Divisão do Paulista de Futebol. Algo mais do que premeditado, já escrito nas estrelas. Dez rodadas ganhando só dois pontos, quando somente com um a mais escaparia da degola. Nem isso conseguiu. Trapalhadas seguidas de uma administração claudicante, desunião de interesses, muitos jogando contra o próprio patrimônio e a comprovação de que, assim como a vida, o futebol quando não levado a sério, quando administrado diferente de como tocamos nossos negócios, tende a fenecer. Tem muita coisa errada, muita roupa suja para ser lavada, muitos a serem criticados, mas de nada adiantará tudo isso, se algo não partir dos que lá estão hoje, propondo um armistício, uma diálogo coletivo, um grande debate com o tema “SALVAR O NOROESTE” de forma ampla, geral e irrestrita. Do contrário, tenham a mais absoluta certeza, continuaremos sendo como Galvão de Moura profetizou décadas atrás, continuaremos sendo o “ONZE CAMISAS FUTEBOL CLUBE”.

TERCEIRA VERDADE – Um singelo comentário sobre algo local. Ontem li que Pedro Tobias, nosso, infelizmente, único deputado estadual (estaríamos melhores com Clodoaldo Gazetta? Claro que não), deixa claro que a Faculdade de Medicina, acalentada por eles para Bauru não mais se concretizará. Esse senhor é um bonachão e nos engana há muito tempo. Faz que vai, mas nunca vai. Um horror em tudo onde mete a mão. Vide seus indicados na AHB – Associação Hospitalar de Bauru, numa safadeza sem fim, investigados pelo MP e ainda sem culpados definidos. Vive se reelegendo à custa de trabalho sempre mal feito. Outro que tenta fazer o mesmo e não consegue (toc toc toc) é o ex-prefeito de Pederneiras, Rubens Cury, ambos tucanos de empoada plumagem. Esse levou um banho de administração de Ivana Camarinha e tomara não mais se alevante, pois mesmo não admirando o PV (onde ela milita), vejo nela uma boa administradora, com uma excelência comprovada. Fez o melhor que pode para sua cidade e diante desses dois que sempre fizeram pouco, nadou de braçada, foi exemplo estadual de como gastar dinheiro público e merece uma chance de mostrar isso adelante. Seria ótimo uma mulher vencer esses dois, coloca-los no bolso e comprovar mais uma vez que, basta de proselitismo com o eleitor, o que necessitamos é de ação, gente que faz e desinteressadamente.  Ela é um ótimo nome e digo mais, pois sei de sua luta para restaurar a estação férrea, conseguindo os recursos e fazendo de tudo para que a obra saísse. Aqui em Bauru temos grana para executar uma obra na estação Cia Paulista (a placa está lá), mas a obra não sai nem com reza. Ivana poderia nos ensinar como é que se faz.

QUARTA VERDADE – Ainda consigo enxergar algo de diferente no governo Dilma/Lula em relação ao que tivemos antes. É que o PSDB/Serra/FHC são imensamente mais danosos, dentro de uma estrutura onde muitos enxergam tudo parecido, misturado e de idêntica crueldade para a grande coletividade. O que não entendo e ninguém me fará entender é dos motivos do modelo Dilma/Lula ser tão espezinhados pelos órgãos de mídia nativa, mas os afagando, continuando investindo nesses. Espiei esse final de semana os gastos do Governo Federal com essa mídia que o apunhala e me espantei. A TV Globo é detentora de um valor incomensurável de publicidade e pratica um jornalismo não só desrespeitoso, como mentiroso, o que de pior existe em sua grade de atuação. Todos os demais seguem na mesma linha, Folha SP, Estadão, O Globo, Zero Hora, etc. A única explicação para se continuar injetando tanta grana nesses caras e eles continuarem apunhalando tanto todas as ações desse Governo é uma espécie de medo desses. Devem estar acuados, no canto do round e sob ameaça. A mídia deve fazer isso, acreditando piamente que num mover de peças derruba a todos. E continua se beneficiando e estocando, sem matar definitivamente. Se não for isso, esse caras do Governo Federal são mesmo uns babacas para ir deixando cada vez mais gordos os seus algozes.

E MAIS NÃO ESCREVO, POIS TENHO QUE TRABALHAR. TCHAU...