quarta-feira, 7 de novembro de 2018

PALANQUE - USE SEU MICROFONE (118)


NOTAS DISSONANTES DE QUEM DISCORDA DOS QUE ESTÃO CHEGANDO

SOBRE AMAR O BRASIL OU A BRASILIDADE - AME-O OU DEIXE-O DE VOLTA

"Se é ame-o ou deixe-o, quero dizer que já deixei faz muito tempo.Tenho pouquíssimo interesse pessoal no Brasil. Não gosto do Brasil; é mais honesto dizer. Eu gosto é da brasilidade, essa comunidade de sentidos, afetos, sonoridades, rasuras, contradições, naufrágios, ilhas fugidias. identidades inviáveis, subversões cotidianas, voo de arara e picada de maribondo, saravá e samba. Coisas que o Brasil, o estado colonial brasileiro delimitado em marcos territoriais, a burocracia, a República, como a Monarquia, odeiam. Essa arte de viver na síncopa, no drible, na dobra do tambor, na oração dos romeiros, na dança lenta de Oxalufã, nas delicadezas do Reisado, nas rodas de cirandas, nas oferendas do Divino, na suavidade dos sons bonitos, no esporro dos tambores das matas e cidades e na imponência calada das imensas gameleiras. O Brasil tem verdadeiro horror da brasilidade, essa bruma incerta que une os marujos da nau sem rumo, essa filha das putas, dos fodidos, dos lanhados, dos exterminados, dos encantados, contra o vento, contra o rei, contra a lei, contra o altíssimo, contra a foice, o facão, o canhão e o arado. Eu já deixei o Brasil - esse empreendimento horroroso de morte e desencanto - faz tempo e fui morar, arriar padê e cuspir marafo na encruzilhada da brasilidade, a sua maior inimiga", do professor de História, o carioca Luiz Antonio Simas.

COMO A POLÍTICA EXTERNA DO PT ERA MESMO DA PÁ VIRADA
"A política externa "ideológica" do PT era mesmo um desastre.
Ideologicamente, buscou ampliar relações com o mundo todo: desde nossos vizinhos da América Latina, passando pela América do Norte, Europa, Ásia, África, Oceania!
Absurdo!
Bom mesmo é um governo que não se pauta "ideologicamente" a nada e volta a servir aos interesses dos EUA, compra briga com Oriente Médio e encrenca com a China.
Quanto tempo será necessário para sentirem na pele (e no bolso) saudades da "ideologia segregadora" PT?", advogado bauruense Márcio Machado



AGORA É SIMPLES, SEGUNDO MORO, PEDIU DESCULPAS VALE TUDO

"Esse povo não perde tempo... o tal dono da havan, aquele que sonega impostos, paga empresa de fake news, constrange empregados, e etc, a fim de repor a verba gasta para eleger o coiso, aproveitando a morosprudencia em vigor, e o estoque de camisetas verdes que fez pros empregados, amigos e, mandou fazer uma nova estampa para dar vender a preços "promorocionais" (...) Caso seja abordado por um policial, ou quem sabe, oficial, ou mesmo diante de um rigoroso tribunal, use a morosprudencia... Reconheça o fato e peça sinceras desculpas. Serás absolvido mesmo com ampla prova em contrário... Agora, se quiser uma sumária condenação, com direito a inconstitucional prisão, drvlate-se inocente, e mesmo sem provas, valerá a convicção. Novos estudos júridicos.., de inha delita amiga Tatiana Calmon Karnaval.

ESSA FACADA UM DIA AINDA VAI SER DEVIDAMENTE ESCLARECIDA
Hoje, diante do que vem por aí, continuaremos sendo ludibriados. Mas um dia isso tudo virá a tona.


CENA BAURUENSE - PARA ESPAIRECER UM BOCADINHO
Recado para a Cristiane num muro atrás do DER.

terça-feira, 6 de novembro de 2018

DIÁRIO DE CUBA (102) e FRASES DE UM LIVRO LIDO (134)


NOSSAS RELAÇÕES COM CUBA E ALGO DELA NO LIVRO DE GUTIÉRREZ, “ANIMAL TROPICAL” – ME INSTIGA A VIDA NAS REBARBAS DAS CIDADES, AINDA MAIS SENDO HAVANA
O pessoal do Bolsonaro já anuncia provável não relacionamento com CUBA. Era o esperado. Desde a chegada do golpista Temer isso já estava em curso. Com um chancelar do quilate de Aloysio Nunes é impossível relações diplomáticas de qualidade. Nem imagino quem será o interlocutor de Bolsonaro, mas antevejo problemas mil, vide o imbróglio já criado com o Egito no quesito mudança da embaixada para Jerusalém. O fato é um só, CUBA incomoda por ser o que é, isso que muitos consideram como o atual paraíso terrestre (eu um deles). Os motivos são claros, evidentes. Por lá a vida é simples, corre tranquila, calma, sem sobressaltos, as necessidades básicas do povo são supridas, ninguém passa fome. São pobres, não miseráveis. Possuem uma vida cultural intensa, são inteligentes, a educação a eles propiciada permite discernirem muito bem o joio do trigo. Vivem pro coletivo e não pra proposta individual. Daí, gente como esses no comando hoje do planeta, somente interessados nas tais leis do mercado, deus Mamom da riqueza acima de tudo e todos, ver algo vicejando numa pequena ilha do Caribe no contraponto disso, gera mesmo inquietação, pois precisam ser eliminados pelo bem dos seus negócios. Imagina se o povo começar a se inspirar neles e querer ter uma vida saudável como a dos cubanos? Se isso ocorrer, o sistema capitalista rui, cai por terra. No momento procuro um lugar calmo, sem esse stress vivido nas entranhas do capitalismo para terminar meus dias. No nosso atual (que nem adentramos, começa de fato dia 01/01/2019), com gente já propondo eliminação física de opositores, sei que "resistir é preciso", mas quero viver. Cuba é opção em todos os sentidos.


Terminei de ler meses atrás mais um livro sobre a ilha, o “ANIMAL TROPICAL” (edit. Cia das Letras, 344 págs, 2002), do dissidente Pedro Juan Gutierrez. Veja que belezura isso dele ser dissidente, escrevinhar bem e mal da ilha, mas não a abandonar. Teve suas experiências na Europa, mas voltou para a balbúrdia onde construiu sua vida. Adoro isso de relatos sobre cantos desconhecidos de países, situações inusitadas, propostas alternativas de vida, viver na adversidade e na confluência de interesses coletivos. Cuba propicia isso e isso me arrebata. Gutierrez escreve gostoso, comecei e não queria mais parar. Já procuro outros livros dele. Um libertino, gosta de sexo mais que tudo, vive bem, com algum recurso vindo do exterior para lhe complementar sua renda, mas cai de boca no que o país tem de melhor, o viver sem moralismos abestados tolhendo a liberdade humana. Ele teve uma experiência em Estocolmo (uma amante sueca), e disso conta algo: “A única coisa que posso fazer sempre, em Estocolmo, em Havana, onde for, é construir meu próprio espaço. A liberdade tem de ser construída por nós mesmos”. O encanto para mim vem da vivência entre os tipos mais populares dos becos e ruelas de Havana, tocando sua vida entre boêmios, músicos, desempregados, marginais, vizinhos, prostitutas, pequenos marginais e trabalhadores de uma forma geral. Sua visão de vida é machista, recheada de erotismo. Dela estrai algo de bom e a apresento nas frases escolhidas por mim para ressaltar a validade da leitura:

- Adoro as negras. Não vou dizer que os negros são uma raça superior porque isso seria fascismo invertido, mas estou convencido de que é preciso se misturar mais. Provocar a mestiçagem. Fabricar mais mulatos e mulatas. A mestiçagem salva. Por isso gosto das negras”.
- “Quando se vive num lugar como este não se pode escrever lentamente. Aqui tudo se desmancha entre as mãos. Nada perdura. E é preciso procurar mais. Todo dia”.
- “Minha liberdade eu construo escrevendo, pintando, mantendo a minha visão simples do mundo, espreitando na selva como um animal, impedindo as intromissões na minha vida privada. (...) A gente caminha atrás da liberdade e da felicidade. E assim se vive. É só a isso que se pode aspirar”.
- “Gosto muito dela. O que mais me atrai é esse modo de ser livre. Se todas as intenções e convençõe4s da sociedade incomodam a vida, simplesmente as põe de lado. Tranquilamente. Pega todo o monte de obstáculos, afasta-os e segue seu caminho. Ela segue do seu jeito”.
- “Claro que tem de se sentir como animal. Impossível se sentir como uma macieira ou como uma pedra. Nós somos animais. O que acontece é que atualmente não é mais de bom gosto lembrar que somos isso, simples animais. Mamíferos, para ser preciso”.
- “A solidão é terrível. A gente se afeiçoa até por um cachorro ou um gato, que são animais idiotas, como não vou me afeiçoar por essa mulher quente e depravada? O melhor de tudo é isso; a sua depravação, a sua total ausência de decência, de normas. A grande puta”.
- “Xangô, me ajude a escrever um best-seller para ver se eu chego até o uísque. (...) Ama-se uma cidade quando ali se foi feliz e se sofreu. Quando se amou e se odiou. (...) Se não se tem história onde se viver, a gente não é um grão de pó voando no vento”.
- “Deitei para tomar sol e lembrei que trinta anos atrás eu tinha só vinte anos. Era jovem, desinformado e feliz. Acreditava em alguma coisa e tinha aspirações. Não sabia exatamente a quê. Mas nessa época eu acreditava, procurava e aspirava encontrar alguma coisa. (...) As vezes, tento pensar. É isso que se deve fazer. Pensar, refletir serenamente. Sobre o quê? Sobre o nada”.
- “Escrever na primeira pessoa é como se desnudar em público. (...) A maioria dos seres humanos não pensa por si mesma. As pessoas agem por imitação, e chega num momento em que até para respirar precisam de um líder que mostre como fazer. E sempre há um líder por perto”.
- “Definitivamente, eu nunca vi uma puta que seja uma puta a vida inteira. Isso é durante um tempo. E quem não foi, às vezes tem vontade de ser. (...) O homem é um animal de hábitos. (...) os melhores casais são de gente muito diferente. Quando um não tem nada a ver com o outro”.
- “Os poderosos tem medo das ideias e da palavra. Ficam apavorados. (...) Mulher é mais inteligente que a gente, Trucu, mais astutas, mais valentes, mais decididas, mas ágeis de cabeça. (...) me nego a conviver com a burrice. (...) Assim é a vida. Dor e prazer. (...) Sou um exibicionista. Strip-tease. É isso que eu faço; strip-tease. (...) decididamente sou um tipo vulgar e sem-vergonha. Um biscateiro mais. Parece vocação. Não gosto de mulher elegante, aristocrática, perfumada”.
- “As pessoas estão sempre pontas a fazer mal para os outros. (...) Eu gosto de me divertir com os homens. (...) é mentira que os homens gostam de puta. Gostam das putas nas ruas e no puteiro, mas em casa querem uma senhora. Propriedade particular e não pise na grama. (...) Todo homem é igual criança. Todos precisam de uma mulher para cuidar deles. (...) ...assim mantém o macho esgotado e ele não consegue ir com as outras. Encantadora a astúcia feminina. Adoro as mulheres. E aprendo com elas”.
- “A loucura ronda sempre. A perda da razão. O melhor é deixar a mente em branco e não lutar. A distância do local de origem gera às vezes a desordem. Mente em branco. (...) As pessoas se esquecem de tudo e se imbecilizam por dinheiro. Tem medo é acham que o dinheiro é o bálsamo. Metem medo neles para poderem controlar”.
- “Uma boa pingolada resolve muita coisa. Pelo menos tira as enfermidades, o mau humor, a tristeza, a depressão, a tosse, faz esquecer a falta de dinheiro. (...) Gosto de andar sujo, sujo no mercado, vendendo alface, tomate, o que for. Gosto dessa gente. Me sinto bem no meio deles”.
- “Fico velho. Evidentemente. Os jovens não tem nada para relembrar. Eu sim. Tenho memória demais. Às vezes, acho que minha memória é excessiva. Embora eu prefira ver a parte positiva disso: uma grande memória é como uma grande raiz. Fornece seiva ao corpo. E esse suco me inunda e me sustenta”.
- “Ela me deixa em liberdade e eu a deixo em liberdade. Deixar em liberdade o ser amado é um gesto de grandeza espiritual. (...) Ninguém revela gratuitamente a chave para abrir sua caixa-forte. (...) Nessa idade ninguém tem escrúpulos. Escrúpulos são adquiridos. (...) Uma punhetinha de vez em quando é normal. Nessa idade é normal. E agora acho que nas minha idade também. Às vezes, não há outra solução”.
- “Como as pessoas conseguem viver tão entediadas? (...) Adoro mulheres que sabem gastar seu dinheiro. (...) Nenhum homem de negócios é decente. Nenhum político é decente. Ninguém é decente. (...) Não me importa se roubaram de um turista que exibia seu ouro em um país onde as pessoas passam fome. Fome e anemia! Isso sim é indecente. Indecente é o que você vai fazer: usar a sua corrente de ouro na frente dos seus vizinhos famintos”.
- “Nós, gorilas, somos todos selvagens. Alguns parecem domesticados, mas é só um truque para poder viver na cidade. (...) Certas fronteiras só pisando pessoalmente. Quando se tenta repartir com o outro, deixam de existir. (...) Os homens são uns bandidos e aproveitadores. Por isso gosto de acabar com eles e tirar o dinheiro deles (de um boy que sai com turistas). (...) Ninguém sabe o que quer neste mundo. A gente vive no caos e na confusão”.
- “Nos últimos anos têm passado aqui arquitetos alemães, espanhóis, italianos e franceses. Fazem vídeos e tiram fotos. Pressinto que viver no litoral de Havana está se transformando em um luxo. (...) Senão existisse a África e as negras e as mulatas, o que seria da humanidade? (...) Somos todos fdp e todos gostamos de ter alguém abaixo da gente, para acachapar e pisotear. (...) As pessoas não gostam de saber a verdade. (...) Podia ter ficado em vinte países e viver como os outros. Ah, mas não, você, de teimoso e estúpido, volta sempre para a sujeira. (...) Ela não sabe que em Havana tem de pisar em brasa e não se queimar. (...) Nosso papel é lutar pelos pesinhos de cada dia”.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

CHARGE ESCOLHIDA A DEDO (140)


O PERIGO SE APRESENTA NOS PEQUENOS DETALHES - ENFIM, O REI ESTÁ MESMO NU...

Cito a história como vi, li, ouvi, sem tirar nem por, mas não cito nem o nome da artista, cantante de primeira linha, como o nome do estabelecimento, um dos poucos ainda privilegiando cantorias de MPB. Conto com a anuência dos que aqui me leem e peço encarecidamente: comentemos sem identicá-los. Não se faz necessário.

Ela cantava maravilhosamente como sempre o fez algo da lavra de CHICO BUARQUE DE HOLLANDA num dos bares da cidade. Na platéia, entre o belo som irreadiado pela canção e garfadas dadas em comes e bebes, um lá no meio da assistência levanta a voz e desfere uma insólita VAIA.

Isso aconteceu em Bauru, terra onde logo nos primeiros anos do golpe de 1964, alguém de uma dessas famílias ditas como as suas "forças vivas", também se alevanta numa peça de teatro, creio que com Fernanda Montenegro e diante uma cruz no palco, desfere sua ladainha carola e beatizadora. Foi essa a cara estigmatizada de Bauru país afora, pelo menos no mundo artístico, a da intolerância e imbecilidade a todo custo.

Hoje, antes mesmo da posse do novo presidente, alguns já se alevantam e querem se mostrar mais realistas que o REI. Mesmo sem entender que o mesmo encontra- se nu, fazem algo a demonstrar que os novos tempos serão de um ódio mais que latente.


Não sei como foi o desfecho dessa historieta das entranhas bauruenses. Se a artista recebeu apoio, se continuou a canção até o fim, se a interrompeu, se interrompeu o show. Nada sei, mas o que sei é que algo precisa ser feito desde já, até para não deixar prevalescer esse clima intolerante e bestial entre os que ainda se dizem e praticam a liberdade como lema de vida.

Para encerrar esse post, compartilho um comentário feito por meu filho, Henrique Aquino, quando postando algo sobre isso do rei estar nu, após Dilma Rousseff ter postado só isso em seu facebook: "O JUIZ ESTÁ NU". Cairam de pau nela e na sequência lhe questionam. Foi didático: "A gente sabe, é uma referência ao conto A Roupa Nova do Rei. No conto, dois vigaristas enganam o rei dizendo que vão precisar dos fundos reais pra fazer uma roupa luxuosíssima, a melhor roupa do mundo, a mais deslumbrante. Todos olhariam para o rei com inveja, mas tinha um detalhe, a vestimenta era mágica e só poderia ser vista por quem não fosse burro, apenas os mais inteligentes conseguiriam enxergá-la. O rei, pensando no status que isso lhe traria, aceitou o trato, mas quando a roupa finalmente ficou pronta, ele não conseguia ver nada. Isso porque não havia roupa, ele e toda a corte haviam sido enganados pelos vigaristas, mas todos pensaram que isso era o efeito mágico da roupa. O rei não quis se reconhecer um burro, então fingiu que via, os seus servos fizeram o mesmo. Foi aí que o rei decidiu marchar pelas ruas da cidade ostentando a nova roupa. Enquanto ele caminhava nu diante da cidade toda, o povo também ficou calado, todos sabiam que a roupa era mágica e ninguém queria se expor ao ridículo de reconhecer a própria burrice, mas uma criança apareceu e, na sua inocência de criança, gritou: "O rei está nu!". Todos perceberam que era verdade e caíram na risada. O rei correu para o palácio envergonhado, e todos se deram conta de que o reino, afinal, era cheio de burros".

Junto tudo e concluo: Não quero viver num mundo recheado de burros.


CENA BAURUENSE
Barba, o do Bar na Feira do Rolo adaptou a inadequada pixação para algo mais palatável.

domingo, 4 de novembro de 2018

MEMÓRIA ORAL (233)


GERALDINHO - COMENDO PELAS BEIRADAS DA CIDADE
A decisão mais sensata dos últimos tempos é daqui por diante privilegiar as beiradas da cidade para tudo. Esquecer um pouco a Zona Sul, essa que tem sua predilação por regatear com o destino do país, preferindo se agarrar a um fio desemcapado do que seguir pelo caminho da construção libertária (poderia dizer democrática, mas não acredito mais nela). O povo errou na hora do voto, mas entendo os seus motivos, pois corresponde a milhões que não demos escola (sim, também tenho culpa) e com quem não sabemos falar, como apontou Mano Brown. Vítimas não podem carregar essa culpa e daí me enfronho em suas entranhas, no lugar onde estão para vivenciar o outro lado, ver de perto, sentir o que ainda pode ser feito ao longo do tempo para reverter o que foi lhe enfiado goela e cabeça abaixo, martelado diariamente por essa mídia insana. Daí, na hora do almoço dentre tantas possibilidades e querendo comer uma feijoada aceitamos o convite do amigo Sivaldo Camargo e fomos dar lá pelos lados do Redentor.

Eu já conhecia a fama do Geraldinho, uma marmitaria mais que especial, na rua paralela ao início do acesso para sair da cidade. Do outro lado da rodovia o Distrito Industrial e do de cá, o bairro, o segundo mais antigo de Bauru, mais de 50 anos de existência. Desconheço outro bairro com tantas praças no seu interior. E olha que o Redentor não é tão grande, mas é um belo reduto de muitas praças, ruas estreitas e casinhas bem próximas uma das outras. Sivaldo me explica no seu entendimento o que vem a ser isso: "Há 50 anos, quando foi entregue, não se imaginava que o suburbano teria condições de ter seu próprio carro, daí as ruas foram feitas bem estreitas, mais para passarem os carros de coleta de lixo, ônibus são nas vias nas beiradas. São casas com poucos espaços de quintais, tudo bem aproveitado. O lazer eram as praças, o povo sentava nas calçadas e ficava conversando debaixo das árvores". É nesse ambiente que Geraldo, um morador dessa rua ladeando o acesso para a rodovia vê diante de si uma possibilidade de um pequeno empreendimento.

Nasce a marmitaria, que hoje faz o maior sucesso. Ela ferve nos dias de semana, reunindo não só a gana de trabalhadores do Distrito Industrial, mas já trazendo para ali gente de tudo quanto é lugar da cidade. O forte continua sendo a marmitaria, mas na falta de um espaço para atender a crescente clientela, na calçada do outro lado da rua, debaixo de uma sombra das mais frondosas, muitas mesas, em aproximadamente uns 80 metros, todas cheias. Hoje, sábado, dia de feijoada, temperatuara elevada, o lugar ferve. Nem todos pedem para entregar, preferindo comer no local. No calor dessa tarde, batia um ventinho dos mais aprazíveis por lá e quem, como eu, Ana Bia Andrade, Rosangela Maria Barrenha e o Sivaldo Camargo lá estivemos, privilegiados. Sivaldo mora há poucos quarteirões e conhece todo mundo no pedaço (o garçon mais antigo do lugar trabalhou com sua mãe no seu famoso buffet) e ciente de que hoje os lugares mais arejados estão nos confins das cidades, intimou todos para subirem a serra da avenida Rodrigues Alves e dar de cara no Geraldinho.

O Geraldinho é Redentor de quatro costados e descobriu ali um filão dos mais promissores. Não é de hoje sua fama no quesito marmitex. Tem muitos que pedem do outro lado da cidade e a entrega é feita sem maiores problemas. Sabendo aguardar, todos são atendidos. Pergunto ao mesmo garçon, o mais antigo do pedaço, vendo uma foto do Geraldo numa camiseta do time do bairro, no Amador da cidade: " Ele jogou no Redentor?". Ele ri e me explica tudo: "Geraldinho, creio eu nunca jogou bola na vida, mas gostava muito, principalmente do time aqui do bairro, um dos seus maiores incentivadores. Não sou parente dele, mas baita amigo, deixou muita saudade, bebemos esse bairro inteiro juntos e várias vezes. Esse lugar é a continuidade de sua existência". Hoje a especialidade foi uma suculenta feijoada, dessas de fazer o restaurante ser obrigado a entregar o cliente em sua casa, tal a precariedade e o estado que o comilão fica após após o regabofe. A cumbuca vem lotada e numa quantidade de endoidecer gente sã. Tudo por R$ 18 (pedi para embrulhar o que sobrou e vou comer feijoada o resto da semana). Tinham outras opções, como um prato feito de parmegiana, muito cheirosa. Tudo muito bom.

O vento batia em nossa cara, a cerveja estava gelada (lá eles vendem só Brahma), o atendimento foi bom, gente sempre pronta a uma boa conversa e tudo o que um bairro longe do convencional da Zona Sul pode proporcionar. Rose Barrenha não se segurou nas pernas ao ver diante de si um carrinho de raspadinha e não sossegou enquanto não foi ver de perto e matar saudade do barulhinho da raspagem do gelo. A conversa fluiu de uma forma mais que saborosa e todos chegamos ao mesmo entendimento da coisa: o país estará um tanto complicado daqui por diante e nada melhor do que sairmos todos do trivial e nos bandearmos pras beiradas do mundo. De tudo, a última observação fica para a cor das paredes e da vestimenta dos funcionários, o vernelho, essa um tanto estigmatizada nos últimos acontecimentos. Tomara que não invoquem com ela ali nas paredes, pois na enquete feita entre os frequentadores, funcionários e passantes ficou constatado nada ter a ver com ideologia política. Trata-se de simples questão de preferência e gosto de seu idealizador, o saudoso Geraldinho.

sábado, 3 de novembro de 2018

COMENTÁRIO QUALQUER (181)


FINADOS, O DIA DOS MORTOS E A MORTE DE UM PAÍS*

* Escrito ontem, pouco antes de dormir, enquanto não era abatido pelo sono.


Nada melhor do que descrever da morte de um país num dia como o de hoje, Finados, feriado em todo país bolsonarizado e customizado para reverenciar o que vem pela aí como louvável e de grande monta para o país. Os cegos, os incautos, os iludidos e os pobres que preferiram votar do mesmo jeito dos seus patrões que o digam. Em qual lugar do mundo o trabalhador vota no mesmo candidato do patrão? Aqui é demais da conta. Qualquer ser pensante e pulsante pensaria minimamente da impossibilidade do patrão ter o mesmo interesse seu e daí, incompatibilidade em tudo. Ele pode ser bonzinho contigo, mas o que é bom para ele não é para seu funcionário (hoje já visto como serviçal). São mundos irremediavelmente distintos, diferentes e antagônicos. O trabalhador que vota no mesmo cara que o patrão, no mínimo está jogando contra seus próprios interesses e patrimônio. A partir desse voto está decretando sua morte como ser vivo, pois estará tão logo o candidato seja eleito, irremediavelmente num mato sem cachorro. Patrão de um lado, todo pimpão e ele de outro, danado, sem direitos e com um mundão de incertezas e dificuldades pela frente. De sua escolha nasceu a coisa.


O Brasil vive um momento onde o surreal ultrapassou todas as fronteiras e barreiras previsíveis. O trabalhador iludido se deixou levar por onda massiva, despejada sob suas mentes por anos seguidos, barbarizando com quem lhes deu algum tipo de ajuda. De tanta informação distorcida passou a crer que aquele que lhe ajudou estava de fato lhe danando a vida. A lavagem cerebral foi tão intensa, a ponto de passar por cima de todos os benefícios recebidos e enxergando só a tal da corrupção, como sendo a maior de todas. Votou iludido, cego e crendo que, o fazendo no cara desmiolado estaria não só atentando contra o sistema que lhe impede de ter uma vida saudável, mas naquele que lhe salvaria a pele. Quando se der conta que foi enganado, talvez tarde demais, pois para reverter tudo, algo muito mais complicado. O candidato bancado pelo patrão vai fazer o jogo que beneficia os interesses do patrão e nunca os deles, os remediados. Sem querer esses todos deram uma ajuda mais que substancial para colocar no poder aquele que cravará a estaca nos seus interesses de ter direitos e garantias de vida normal de volta. Dias duros para todos, mas muito mais para as massas, necessárias para eleger quem quer que seja nesse país, só que nenhum dos seus pleitos serão atendidos e a danação será ampla, geral e irrestrita. Uma espécie de morte por inanição, sem voz, sem direito a apelação ou reclamação, pois o balcão para essa finalidade estará fechado.

Ouço de muitos que pouco faz proibições e restrições às liberdades individuais. No mínimo não sabem o que falam. Até hoje, mesmo nos governos neoliberais, tivemos liberdade consentida e permitida. Algo louvável e salutar. Até o presente momento ainda se é possível falar, escrever o que quiser, sem medo de represálias por causa disto. A oposição é não só aceitável, como o recomendável, algo prescrito e garantido na Constituição. Porém, estamos adentrando um novo estilo, onde existe um ódio em quem exerça oposição. Mais que isso, pois desse ódio, algo já bem latente, a necessidade de sua eliminação. Ou seja, o que foi permitido até então não mais o será daqui por diante. Não seria isso a morte? Sim. Não existirá mais meios de contestação. Tudo será devidamente vigiado e contido. Tempos sombrios. A morte desse país foi decretada com essa eleição e já na montagem do ministério a certeza da eliminação das massas de qualquer possibilidade de participação. A primeira morte decretada por encurralamento num beco será a da liberdade, depois a dos direitos. Boca calada, sem direito a reagir, estaremos todos fadados a viver como gado, manada seguindo suas vidas sem sentido, sem rumo, desorientadas e contidas. Se isso não é a morte é bem próximo disso.
HPA – Bauru SP, sexta, 02 de novembro de 2018 (Eu escrevendo enquanto ainda é possível).


O PLEITO JÁ PASSOU, MAS SÓ HOJE FUI FAZER AS CONTAS
Eis a conclusão de tudo. 

O cara eleito não é nenhuma unanimidade. Sei que isso não quer dizer muita coisa, pois conhecimento dessa conta eles tem. 
Porém, como chegaram lá, agora já se apossaram do porrete e para tirar o brinquedinho da mão deles não vai fácil. 

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

OS QUE SOBRARAM e OS QUE FAZEM FALTA (119)


ASSENTADOS E SUA PRODUÇÃO NA PRAÇA

Bestas adoram reproduzir baboseiras que desconhecem, como a de que os assentados da reforma agrária nada produzem. O exemplo exatamente ao contrário está mais do que latente em quem já foi na vida em algum assentamento rural. De 01 a 04 de novembro ocorre na Praça Rui Barbosa a FEIRA DA REFORMA AGRÁRIA POPULAR, reunindo artesanato, culinária da terra, alimentos orgânicois e agroecológicos. Realização do MST e HIP HOP, com apoio da Prefeitura Municipal de Bauru, Ponto de Cultura Hip Hop, Casa da Cultura Hip Hop e Conselho Regional de Psicologia, o evento é uma pequena amostra do muito que sai de dentro dos assentamentos para nossas cidades. Na verdade, vejo algo dessa natureza como um "cala-boca" para os a persistirem na bestial e repetitiva ladainha contra algo mais do que necessário nesse país, a reforma agrária. Diante de um momento dos mais preocupantes, quando o próximo governador do estado de SP João Dória e o futuro presidente da República Jair Bolsonaro anunciam perseguição aos movimentos sociais, além do não reconhecimento do trabalho realizado por esses, eis uma amostra valorosa do outro lado, o verdadeiro. Respeito, admiração e valorização da luta empreendida pelos movimentos sociais, eis algo mais que necessário no hoje e, principalmente no amanhã. Valorosas pessoas.

Dentre os produtores na feira uma amostragem da produção de alguns dos assentamentos coordenados pelo MST e representativos da região de Bauru. No de Iaras, talvez o mais famoso e antigo, com excelência de produção, alguns belos exemplos, como o do café embalado e atendendo todos os requisitos de comercialização. O tamanho das goiabas também é para encher os olhos, ainda mais porque todas as plantações estão isentas de agrotóxicos. Feiras desse tipo são para encher os olhos, pois além de demonstrar a eficiência dessas agriculturas de pequeno porte, onde o próprio dono daquele pedaço de chão é quem faz tudo, desde o plantio, acompanhando todo o período de cultivo, até sua fase final que é a comercialização. Vi algo parecido com isso na Itália esse ano, quando os donos das pequenas propriedades se intitulam de "fazendeiros". São de um tamanho até menores que essas dos assentados brasileiros e lá, em cada uma delas, uma casa de bom porte, um local para armazenamento, tudo feito em família. Lá essa distribuição de terras é milenar e a produção é algo feito quase da mesma forma que a desses expositores nessa feira. Imagino a grandiosidade desse trabalho sendo estendido para todas as regiões brasileiras, onde as imensas terras improdutivas brasileiras poderiam ser melhor aproveitadas e uma imensidão de famílias teriam acesso à terra e meios de trabalho saudáveis. Falta bom senso e conscientização para ampliação da reforma agrária no Brasil.

A conversa possibilitada entre os visitantes da feira, também podendo ser considerados como clientes, pois a maioria acaba levando algo é das mais ricas. Isso ocorre também em qualquer feira, dessas todas ocorrendo país afora, mas a possibilidade de tomada de conhecimento da forma de plantio sadio, sem a interferência desses incrementos, que além de danificarem o solo, interferem na vida e saúde de quem manipula é uma tomada de consciência, ou seja, a mudança de um velho hábito de comprar tudo sem saber a procedência. Como é importante e gratificante o papo com quem tem sua vida enfronhada num modo de vida mais simples, trabalhando muito, de sol a sol, sem muitos recursos e trazendo algo de saudável para a mesa do seu semelhante. Bem diferente de quem produz hoje em larga escala e só pensa na produção num todo, sem querer discutir a forma como esse alimento chega às mesas dos consumidores. Eu me admirei e das conversas de hoje, fico cada vez mais determinado a consumir somente produtos advindos de belas experiências como essas. Muitos deles trazem suas produções em seus próprios veículos e tentam revendê-las nas rebarbas das cidades, em carrinhos de mão, bancas espalhadas cidade afora e batendo de casa em casa. Muitos já possuem clientela fixa, dentre restaurantes e supermercados, mas a imensa maioria ainda pena para conseguir vender toda a produção. Faltam cooperativas e locais apropriados para tanto.

Feiras como essas ajudam a diminuir esse preconceito muito forte hoje no país, sobre o que fato ocorre nos assentamentos rurais. Fui, vi, divulgo e sou entusiasta consumidor de produtos oriundos de variados assentamentos na região de Bauru.

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

O PRIMEIRO A RIR DAS ÚLTIMAS (63)


TENTANDO VOLTAR AOS POUCOS PRA ATIVA

1.) EU NÃO QUERO SER ESTRAGA PRAZER, MAS NÃO TEM JEITO...

Chego na padaria quase 20h. Suas portas estão fechando. A atendente está cansada, visível ter trabalhado muito naquele dia. Dias atrás ela estava exaltada e dizia para outro cliente, um de sua proximidade, eu só ouvindo: “Aqui vai dar 100% Bolsonaro”. Comprei meu pão e fui-me embora rápido, mas hoje puxo conversa. “Que foi, trabalhou muito?”. Ela me responde: “Foi um dia e tanto. Trabalho em dois serviços e ainda quando chegar em casa tem mais. Não deito antes das 11h e quando vejo já estou acordando de novo”. Não resisto e solto um: “Você já se aposentou?”. Ela sorri meio que desconsertada e diz: “Que nada, ainda falta um pouco”. Retruquei: “Que pena, pois agora, com as notícias de hoje, se já estava perto agora vai demorar muito mais. Acho que mais uns dez anos, talvez mais”. Entrega os pães e diz: “Isso é coisa desse Temer, né?”. Tive que lhe dizer: “Temer é só instrumento, antes foi dos que derrubaram Dilma, uma que queria muito manter os direitos trabalhistas e agora, esse Bolsonaro, um que nem bem foi eleito já faz pressão para danar com a vida dos trabalhadores. E isso é só o começo, seu vice já disse que 13º é um luxo, licença maternidade idem, férias, hora-extra, vai tudo pra lata do lixo. O povo escolheu entre ter Empregos com Direitos votando em Haddad ou ter Empregos sem nenhum direito, com Bolsonaro. Se assim escolheu é por gostar de viver no aperto, mas muito mais virá por aí, eles estão só começando”. Peguei meu pão, paguei a conta e fui lanchar em casa.

Chego em casa, abro meu facebook e lá num post de Silvio Selva: "O relator da reforma da previdência elevou o teto de 65 para 75 anos Comemora aí pobretão que não tem aposentadoria privada...". Como meu pão com mortadela e penso: "Que posso fazer, eles todos sacramentaram 100% no Bolsonaro?". Agora é tarde.

2.) MORO AGORA É SUPERMINISTRO
Escancarado sua ação parcial contra o ex-presidente Lula, numa condenação política, mantendo-o preso sem provas para que não participasse da eleição, depois assume um opositor e ele aceita um cargo nesse Governo. Não se faz necessário dizer mais nada. Para a mídia local, toda já encralacrada com o novo governo tudo bem, mas para a internacional, a possibilidade de tomar ciência do que de fato ocorre com o país. Desalento com o Judiciário e seus desdobramentos em todos os sentidos. Sem palavras.

3.) Caro deputado federal Rodrigo Agostinho
Dias atrás lhe enviei Carta Aberta sobre o que poderia fazer pela cidade, a destinação da edificação do antigo prédio de atendimento do INSS, localizado na rua Presidente Kennedy, bem debaixo do viaduto Jucelino Kubitscheck. Li sua resposta que estaria verificando algo a respeito. Passo todo dia por ali e vejo belez, imponência e resistência até no telhado, tudo grandioso, ainda impecável e alguns pressionando para demolição do mesmo. Não deixe isso acontecer. Aproveite sua estadia em Brasília junto do prefeito e vejam juntos algo nesse sentido. Acredito seria mamão no mel a assinatura com a direção nacional do INSS para repasse em definitivo do prédio para a Prefeitura Municipal de Bauru. Depois, se o prefeito não tiver interesse, posso ajudar a encaminhar para quem de direito, com muito interesse em atividades comunitárias e sociais no local. Seu papel será fundamental, não só para conseguir em definitivo o prédio, como para encaminhar o recebimento de dinheiro público via Brasília para reforma do local. Seria algo onde todos reconheceriam sua participação e interesse pela destionação dos prédios localizados na área central da cidade, motivo de reunião essa semana, porém ainda desprezando o mesmo. Não entendo dessa preferência pelos administradores em construir tudo novo, quando o já existente ainda pode ter imensa utilidade. Fico eu e parcela significativa dos bauruenses ansiosos em saber dos encaminhamentos já feitos.
Grato pela atenção.

Henrique Perazzi de Aquino

4.) MEUS CAROS DA "CULTURA MUNICIPAL" - COMO ANDAM AS COISAS EM BAURU?
No Jornal da Cidade de ontem algo auspicioso, mas referente à vizinha Botucatu. Eles já se mobilizam para o chamamento público do Carnaval 2019. E daí a pergunta que não quer calar: e aqui em Bauru, como andam as coisas? Se tudo fosse feito com a antecedência necessária, quando diante do momento da maior festa popular brasileira, tudo resolvido de forma antecipada. Aguardo a resposta dos amigos posicionados dentro da estrutura da Prefeitura Municipal de Bauru.
https://www.jcnet.com.br/…/botucatu-abre-chamamento-publico…


Amanhã tem mais, se assim o permitirem.
Enfim, até quando mesmo ainda podemos escrevinhar à vontade por essas plagas?
Até agora não me comunicaram nada.