domingo, 7 de outubro de 2018

FRASES (174)


TEREMOS SEGUNDO TURNO - ESPERANÇA SEMPRE

- “Parabéns ao Ciro, pela grande votação. Fez um papel digno e soube se colocar como opção para milhões de brasileiros. Tive algumas críticas pontuais a ele, ao longo deste primeiro turno, mas há de se reconhecer seu papel fundamental no enfrentamento ao fascismo que Bolsonaro representa. O final da entrevista, em que ele fala que vai tomar uma, me representa totalmente. Digo isto porque estou fazendo a mesma coisa neste exato momento, jornalista Rodrigo Ferrari.

- “Brasil muito mais a direita, que triste!”, comerciante Guilherme Reis.

- “SE A CAMPANHA DE HADDAD não buscar emoção e concretude no que fala, terá dificuldades pela frente. Emoção para literalmente seduzir os indecisos e desarmar uma franja do lado de lá. E concretude para explorar coisas do cotidiano, como fim do 13o. salário, a duplicidade de carteiras de trabalho, a porradaria que virá contra os pobres etc. A falta de programa por parte de Bolsonaro sequer é cobrada. Aliás, em sua lógica, programa é blablablá e coisa de intelectual. O candidato tem de olhar no seu olho, ganhar a sua confiança e estamos conversados. Não haverá tempo para se divulgar um telefone destinado a receber denúncias sobre fake news. Teremos dias e noites selvagens pela frente. Há duas línguas que não se conectam nessa guerra. É preciso ser direto, emocional e muito agressivos se quisermos vencer. É preciso abandonar o espírito "saudade não tem idade" dos programas de 1o. turno e falar sobre o futuro, sobre planos, sobre projetos. Há sérios riscos nessas sugestões. O pior deles é dar certo”, escritor e professor Gilberto Maringoni.

- “Não sou PT, mas meu voto é Fernando Haddad no segundo turno. O bóso nunca”, agente cultural Paulo Sá Barreto.

- “Um estado que se diz "orgulhoso do trabalho duro" elegeu com esmagadora maioria dos votos gente que nunca produziu nada na vida. O que mais trabalhou na lista fez filme pornô...Tiririca, Kim, Tiririca, é de cortar os pulsos...depois, nordestino é que é atrasado...”, psicóloga Rosângela Maria Barrenha.


- “Viva os nordestinos!! Salvaram o BRASIL do #Ódio!Lutar contra o machismo, o racismo, misoginia, homofobia, xenofobia, hj encarnados no #Elenao , não é uma questão politica, é uma questão ética e moral”, militante social Rosana Zani.

- “Você vai apresenta dados, pesquisas, literatura, fotos históricas...mas de nada adianta. O lance é crer em vídeo de WhatsApp. Bem vindo a era da verdade rasa”, rapper Renato Bueno.

- “Enquanto o negro votar no capitão do mato; a mulher no machista; o gay no homofóbico; o pobre no rico, não há milagre que nos salve. Se você luta por uma causa que não é a sua, você é o pior escravo que poderia existir”, Aline Rodrigueiro.

- “Eu mulher preta,umbandista, bocuda, que não leva desaforo, neta de baianos e mineiros, consciente do país racista, Jornalista por causa do Prouni, é claro que sou Haddad”, presidenta do Conselho da Comunidade Negra de Bauru Greice Luiz.

- “Feliz, feliz, feliz! Estamos no SEGUNDO TURNO. TRABALHAREMOS SEM PARAR. #HaddadPresidente. Torci por alguns candidatos que não se elegeram. Mas, por outro lado, outros que foram excluídos, EXEMPLARMENTE, nos dão um ânimo muito grande para continuarmos a luta por um Brasil mais justo, mais igualitário, mais humano. Fora Alckmin, Ana Amélia, Cristóvão Buarque, Magno Malta, Romero Jucá e outros”, professora Ana Maria de Carvalho Guedes.


- “47 milhões de fascistas até o momento. Não é à toa que o Brasil é o país que mais mata LGBTs, negros e mulheres no mundo. Força para nós!”, educadora Jéssica Monteiro de Godoy.

- “Quando alguém falar pra vc ir pra Cuba, responda que prefere Pernambuco, Ceará, Maranhão, Bahia, etc, Humberto Capellari.

- “Não tolerem fascistas! Nem no Facebook, nem na vida. Posicionem-se!”, professora Vanessa Santos.


- "Aí vai pra Cuba , vai pra Venezuela , vai pro Nordeste ,tenha paciência né gente qta falta de conhecimento Agora para o Canadá vocês querem ir , acham que e o país dos brancos , ricos e moralista ? Saiba q lá tem kit gay sim, que as pessoas são instruídas desde criança a se aceitarem e decidirem o querem ser. Que fumar maconha por lá e como acender um cigarro comum, que pode haver casamento entre pessoas do mesmo sexo. Que tem auxílio moradia a população, auxílio estudo auxílio há um.monte de coisas. Que porte de armas e super rigoroso. Aí o PT q estragou o universo né. Mas no Canadá pode, só não pode aqui pq aqui vc é rei na senzala, mas a casa grande treme qdo é o negro que ganha bolsa lá no Canadá e não o filho do sinhôzinho", Karen Romano.

"Bauru já foi uma cidade que elegeu prefeito de esquerda, com David Capistrano como Secretário de Saúde, tem bairros e ruas com nomes de democratas. Tem rua Luís Gama na Vila Nipônica. Já votou no Covas contra o Collor e em seguida, no Lula contra o Collor. De uns pra cá, Bauru fica mais careta. Retrógrada. Racista. Um amigo diz que é culpa da pequeno burguesia que vem para as faculdades daqui. É uma boa teoria, principalmente se lembrarmos das pixações racistas na UNESP...", artista plástico Silvio Selva.

- "Bang Bang Cisco Kid do Cerrado.Em qualquer pais do mundo esse cara seria preso, mas no meu Brasil varonil ele elege um presidente. Que lindo vai ser.... É isto que vc se recusa a ver que esta apoiando. E parabéns para a esquerda teimosa , que não se uniu para botar no segundo turno um candidato com menos rejeição. Affe. Oremos!!", bailarina Marcia Nuriah desde a Holanda.
- "Mataram mais gays no Brasil do que soldados americanos na guerra do Irã. Se permitirmos o #elenão ganhar seremos perseguidos até a morte. Pense bem. Depois será tarde. Para eles, LGBT não têm lugar nem no inferno ...", professor universitário João Winck.

- "Esse processo eleitoral foi revelador mesmo. Estou surpreso em saber quantos fascistas existem no Brasil", comerciante Everton Rodrigues de Matos.

- "A Cidade quanto mais Pequena, Mais racista e Preconceituosa!#vergonha e nojo", Maisa Crespa.


- "Será que a grande mídia vai posicionar-se diante da ascensão do fascismo? Ou vai ficar em silêncio, fingindo imparcialidade?", jornalista Alberto Villas.

- "A QUEM INTERESSAR... - Estou disposto a repensar minha opção de voto para o segundo turno. A priori ele será nulo. Estou disposto a repensar minha opção de voto para o segundo turno, mas não estou disposto a um voto no "mal menor", ou um "voto crítico". Nem mesmo um voto "anti-fascista". Este voto seria, antes de tudo, um cheque em branco, que não ajuda em nada para organização dos trabalhadores para enfrentar o que virá.  Estou disposto a repensar minha opção de voto com base num compromisso pautado num programa mínimo (reforma agrária, não privatizar, aumentar orçamento da educação, valorizar o serviço público, algo assim ligado a cada segmento). A adesão pura e simples não tem nada de crítico: sem exigir nada em troca é só capitulação. De qualquer maneira, só lembrando: o fascismo venceu e estão criadas as condições para que ganhe organicidade. O resultado do próximo dia 28 é só um detalhe. Somente as ruas poderão deter seu assalto final. PS.: Só lembrando que, em 2014, deram um cheque em branco para Dilma. No governo ela implementou o programa econômico que deveria ter sido derrotado", professor Almir Ribeiro, do PSTU.


- "Tem tanta coisa triste para falar dos resultados, até o momento, dessa eleição... Mas peço licença para falar de um tema que é tido por muitos como menos importante ou mesmo menos relevante: o fracasso do combate às fake news. Por mais que inúmeras (e até louváveis) iniciativas foram criadas, as notícias falsas seguiram seu curso até o dia da votação – e influenciaram muita, MUITA gente. Pior: agora, notícia que não favorece o meu candidato é "fake news". Não despertamos nas pessoas a real necessidade de estar bem informado. Tem montagens compartilhadas que beiram um absurdo dadaísta – e ouço sobre elas na fila do pão. A desinformação é outra grande derrota da Democracia em 2018", jornalista Thiago Roque.

- "Se não houver luta, luta efetiva, rua, atos de força e resistência por parte do PT, e aqui esperamos que outros partidos venham somar a essa luta contra o fascismo, autoritarismo, extrema-direita, o Brasil cairá de vez no abismo da violência política generalizada e será uma total tragédia social. Acredito na força do HADDAD, Manuela as propostas e somada a força e propostas dos demais partidos democratas, e aguardamos esse apoio a luta para combater essa onda fascista, destrutiva à democracia etc. Costumo dizer que estamos em guerra. Alguns não acreditavam, mas estamos numa guerra. E para ganhar uma guerra, necessário estratégia e muita luta. Alguns ainda não acordaram para a importância da militância de rua, demonstração de força, atuação constante, rebatendo de forma mais organizada as mentiras propagadas, fake News disparados. Por isso dou total importância a criação de escola de formação aos filiados e não filiados, um trabalho constante que vise revolucionar. Pois, nenhum super-herói vem nos salvar, contamos com a luta individual de cada um de nós", advogada Maria Cristina Sant'Anna Zanin.


- "Jair Bolsonaro não é só um capítulo de terror para as mulheres, população LGBT+, negros e índios. Bolsonaro representa uma ameaça para todo sujeito que necessita do apoio do Estado para garantir direitos essenciais à garantia da dignidade humana. Não faz parte de seu projeto individual de poder o olhar sensível para a miséria humana que é condição essencial de quem se propõe a governar um país com tanta desigualdade como o Brasil. E é por isso que Bolsonaro é uma ameaça a todo o espaço público brasileiro, porque ele afronta o que é de todos, afronta o direito da minha ou da sua avó receber atendimento hospitalar pra tratar de um câncer, do meu ou seu filho estudar em uma escola pública. Bolsonaro, mesmo que não fosse machista e homofóbico, ainda assim seria uma ameaça para todos", pedagogo Adham Marim.

sábado, 6 de outubro de 2018

PRECONCEITO AO SAPO BARBUDO (133)


AMANHÃ TEM ELEIÇÃO, HADDAD CONTRA O CAPIROTO - NOTÍCIAS DAS RUAS

1.) SERIA A TV GLOBO TELEPATA?
Ainda tenho alguns considerados dentro da atual estrutura da TV Tem/TV Globo Bauru? Cito dois, Márcio Abecê e Sérgio Pais. Tinha mais, alguns se foram e estão em arejados lugares, labutando pela boa informação. Como é sabido por tudo e todos, a TV Globo hoje pratica um jornalismo de mão única, tendencioso, opressor e na maioria das vezes, excludente e distante da verdade factual dos fatos. Passa não uma informação confiável, mas a permitida pelo patrão. Não diferem em nada da mídia massiva nacional num todo, uma hoje, infelizmente, sem nenhuma voz dissonante. Toda a imprensa massiva brasileira tem por regra defender o 1% dos que infelicitam esse país. Triste ver algo como o presenciado ontem no Calçadão da Batista aqui de Bauru, quando de uma ação da Polícia Civil junto de uma barraquinha do PT, com perigosos panfletos com a cara do sapo barbudo, o Lula. Como a TV Globo consegue estar tão plugada nessas ações, digo isso a nível nacional, a ponto de chegar no mesmo instante de algumas operações? O que se passa nos bastidores de nossas instituições possibilitando isso acontecer? Tem algo de muito estranho no ar e quando sinto o cheiro de informações privilegiadas pulularem de um lugar para outro dessa forma, nítido o entendimento de nossas instituições estarem falidas. Talvez, possa ocorrer algo diferente disso e peço para ambos os amigos citados me explicarem, daí prometo, não cutuco mais nenhum deles. A TV Globo possui alguma conexão sensitiva que a induz a estar nesses atos sem ser acionada por informações privilegiadas? Seria ela paranormal? Telepata? Só assim para me acalentar e devolver um pouco da confiabilidade há tanto tempo perdida.

2.) A DETENÇÃO IRREGULAR DE CLÁUDIO LAGO
Claudio Lago e Lula Livres... Abusos só aumentando e com conivência da Rede Globo.
Numa ação muito bem orquestrada e acontecendo praticamente em todo território nacional, onde parte da mídia massiva grava a ação ao vivo, em algo ainda muito pouco explicado, de como consegue obter a informação do que ocorre, quando ocorre assim num vapt-vupt. Não seria o caso de dizer que isso se trata daquilo que Jucá disse bem lá atrás, o "com tudo junto". Ações dessa natureza tentam intimidar a esquerda há dois dias do pleito e servem não para amedrontar, mas para fortalecer estarmos no caminho e do lado certo da disputa. A gente só quer a libertação do país e o fim do servilismo e da entrega das riquezas nacionais. Com Haddad/Lula até a vitória, que será a povo brasileiro. Nas fotos momentos depois da liração de Claudio Lago, do PT e da documentação de Osmar Brito, do PCO, defronte Delegacia da Polícia Civil, centro de Bauru SP, 17h30.

Campanha Paulo Teixeira 1398 e Carlos Neder 13999 Haddad 13 em Bauru no Calçadão da Batista, sofre repressão policial com material totalmente legal, Ivan Scromov e Cláudio Lago estavam panfletando, quando os policiais chegaram e apreenderam o material e levaram o companheiro Cláudio Lago. Vide Link: https://www.facebook.com/scromov/videos/10210521589355909/

O PROFESSOR GERALDO BERGAMO EXPLICA PARA QUEM AINDA NÃO ENTENDEU O QUE SE PASSA NO BRASIL NESTE EXATO MOMENTO: O GOLPE DE ESTADO E O ESTADO DE EXCEÇÃO EM PLENO FUNCIONAMENTO - PERSEGUIÇÃO PARA A ESQUERDA, SÓ A ELA.
OBS.: Gravação feita por Roque Ferreira na frente da Delegacia de Polícia Civil quando da prisão arbitrária de Claudio Lago com panfletos do PT. Vide link: https://www.facebook.com/henrique.perazzideaquino/posts/2323664730996856

3.) SERVIÇAIS DOS SALÕES REFINADOS E VIVENDO DAS MIGALHAS A ELES DESTINADOS - A VASSALAGEM
Sempre existiu em Bauru uma turba de pessoas, não é novidade para ninguém, vivendo das rebarbas de festas dos poderosos. Fazem uma espécie de jornalismo com as permitidas rebarbas do poder e vivem das migalhas destinadas por esses como paga pelos “serviços prestados” no enaltecer de suas prestimosas atividades. Estão por todas as festas, tiram fotos, escrevem, entrevistam pessoas e passam somente a imagem do bem estar desse lado confortável da sociedade local. Para esses não existe o problema, existe a vassalagem. Espécime de lambe-botas, não tocam em certos assuntos e só estão lá para registrar as andanças do abonados dessa cidade, enaltecer seus feitos, levantar a bola, sem olhar para o outro lado, o de como foi possível, por exemplo, ali estarem e como aquilo tudo foi conquistado. Impensável questionamento esse, pois o importante é ali estar, ter e se esbaldar. Lambem belicosamente os beiços. Se intitulam registradores dos bastidores não empoeirados de Bauru, seus mais agalanados salões. Vez ou outra, muito raramente, algo de política, sempre favorável ao lado dos poderosos, enfim pensam como esses. O contrário, só se por descuido. Neste ano integrantes do bloco Bauru Sem Tomate é Mixto estavam prestes a dar uma entrevista carnavalesca para um programa de TV, mas foram “delicadamente” descartados, pois não “poderiam aceitar política na entrevista”. O que não aceitariam é gente indo lá e falando algo contra tudo aquilo que defendem e pela qual sobrevivem. São representantes do lado de lá do mundo, tão pobres e infelizes como a imensa maioria do povo, mas escolheram atuar na bajulação aos 1%, os que sempre infelicitaram e exploraram o restante da nação. Adoram a convivência com acepipes feitos pela fina-flor e enchendo suas barrigas já (mal) acostumadas. Revistas vivendo do famoso jabá, ou seja, pagou tem seu currículo enaltecido, vira capa. Pesquisas são feitas, festas são produzidas e nelas os melhores, os que pagaram para lá estar. Não pagando, perdem o posto para outro com mais disposição de abrir os bolsos. Existe também o tal do fotógrafo desses eventos, sempre disponível, sorriso de orelha a orelha, sempre pronto a tirar aquela foto na entrada e saída desses eventos. Nada contra o exercício dessa profissão e do que fazem, o triste e condenável é a vassalagem, a subserviência, o tudo fazer para agradar, não só estendendo o tapete vermelho para os vetustos pisarem, mas reforçando a forma como atuam. Registrador dos sorrisos mais amarelos destas plagas. São vassalos loucos para passarem para o lado de lá, sem o poderem e nem sendo convidados, se contentam com pequenas benesses. E num momento como o vivido pelo país, aproveitam para se exibirem como não só prestadores de serviço para os poderosos de plantão, mas fazendo questão de demonstrar publicamente pensarem e agirem igualzinho aos abonados. Tristes figuras, de fácil identificação. Apavonados, exercem e hoje expelem aquela triste sina prescrita por Tim Maia sobre a existência dos pobres de direita. Tolerados por algum tempo, hoje me soam como insuportáveis, detestáveis e totalmente descartáveis, desnecessários, pois enxergam tudo de forma caolha, vil, degradante. Acentuam as diferenças e as enaltecem como necessárias, diria até naturais. Perversos no que fazem, boçais e inúteis. Os entendo e vejo como piores, muito piores que os originais “bobos da corte” da Idade Média. São uma versão piorada desses, sempre prestes ao beija mão. Antes de tudo são covardes, pois renegam sua verdadeira condição, tudo para suposta manutenção de uma pompa sem nenhum valor. Pululam pela aí.

4.) Abomino os cagões...
Pululam por essa via facebookiana posicionamento de muitos mais ou menos assim: "Até votaria no Haddad, mas quando vi sobre sua decisão de nova Constituinte voltei atrás". Bela roba, que cagão. Na verdade, esses que dizem "votariam" é porque já decidiram e não votariam mesmo, só estavam procurando uma desculpa. São os influenciáveis pelo que vem, ouvem e leem na mídia massiva, uma que joga a todo instante contra os interesses deles próprios, o do povo brasileiro, mas como não percebem e fazem questão de estar ao lado dos algozes, dão seus votos para aqueles que nada farão por eles. Quem quer votar naqueles que decididamente farão algo por nós não precisa de nenhuma desculpa ou fato novo para fazê-lo, pois isso já é decisão tomada desde muito tempo. Dá para fazer uma relação desses bestiais, os que ainda tem o descaramento de vir a público e demonstrar estar tomando essa decisão somente agora. Bando de cagões. Que fiquem com os que nos danam a vida e depois não reclamem. Ando de pavio curto, tolerância zero e saco cheio desses sempre em cima do muro. Empedernidos conservadores e se querendo passar por preocupados com o bem estar de todos. Estamos rodeados desses. Quanto ao citado lá no alto como um dos motivos, digo, precisamos mais e mais de uma bela revisão na Constituição (hoje completando 30 anos), para atender os anseios do povo e não de uma minoria. Quem é contra isso, perceba de uma vez por todas são exatamente os representantes dessa minoria que não quer perder os privilégios com as alterações que porventura possam ocorrer.

5.) Edição 1024 de CARTA CAPITAL chegando nas bancas de Bauru nesse sábado, 06/10 com a seguinte capa:
“Trabalho e Lula X Patrões e Ódio - Desenha-se o confronto final... Salvo surpresas de última hora”.

Esse é o momento da leitura do que ainda nos resta de publicações livres, libertárias e dentro da verdade factual dos fatos.

Mino Carta, diretor de redação de CartaCapital, tem uma mensagem importante para você, fala de quarta, antes do fechamento da edição dessa semana, pois estava indo para Curitiba: https://www.youtube.com/watch?v=F5xr3O6mKIA

O diretor de redação de CartaCapital, Mino Carta, foi impedido de visitar o ex-presidente Lula na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, nesta quinta-feira 4/10. Ao lado do jornalista Fernando Morais (Nocaute - Blog do Fernando Morais), ele comentou a proibição. Eis o link: https://www.youtube.com/watch?v=lUtRhY2dkKw
Mais sobre o impedimento da visita a Lula:
1) A fala de Fernando Moraes: https://www.youtube.com/watch?v=7-J_mNDvIHs
2) A fala de Celso Amorim: https://www.youtube.com/watch?v=Yv0QUySQevg

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

RELATOS PORTENHOS / LATINOS (56)


UM SUÍCIDIO, UMA ENTREVISTA NUM PROGRAMA DE RÁDIO E A EXPOSIÇÃO DO QUANTO DE MAL O NEOLIBERALISMO PRODUZ NA VIDA DO SER HUMANO
Tenho por hábito, desde os cueiros de ouvir muito rádio, principalmente as antigas AMs, onde se fala muito. Programas de bate papo, conversa fiada (e outros com muito fio), papo indo e vindo. Os de opinião caem logo na minha preferência. Hoje, pela bestialidade de todas as nossas rádios praticarem a bestialidade do pensamento único, não tenho mais encontrado programas palatáveis, daí, fuço pelo dial (hoje pelas ondas internéticas) a programação em castelhano de diversas rádios latino-americanas. Peguei gosto em ouvir o falatório em castelhano. O programa que mais tenho encantamento no momento é o La Mañana, na 750 AM de Buenos Aires e com a apresentação de Victor Hugo Morales. Tive o prazer de ser recebido por ele por dois anos seguidos, adentrando o estúdio, conhecendo o ambiente em que trabalham, o que resultou num texto para Carta Capital, aqui reproduzido: https://mafuadohpa.blogspot.com/search?q=La+Ma%C3%B1ana.

Virou não só vício, como válvula de escape. Pelas manhãs, ou estou ouvindo MPB na Unesp FM ou, de segunda a sexta, das 9 às 12h plugado no La Manãna. Descobri como faço para plugar o site da rádio ao vivo no celular, daí jogo pelo Bluetooth e fico ouvindo pelo som do carro. Um luxo. Ontem, 04/10, algo me fez literalmente chorar. Leio neste momento um livro comprado também na Argentina, o “Prontuário – No hay neoliberalismo sin traición”, do já amigo Gustavo Campana (ele um dos articulistas do programa) e essa sua frase estampada como título do livro se comprovando em tudo que diga respeito ao neoliberalismo. São cruéis até a medula, não se importando nem um pouco com as agruras do povo. Tudo se confirma numa matéria ouvida ontem pela voz de Victor Hugo e hoje já encontrada reproduzida no site da rádio.

Conto algo do ouvido e me tocando profundamente, ainda mais nesses tempos odientos, onde o ódio cava espaços e quer se estabelecer como norma de conduta entre tudo e todos. A insensibilidade de gente como Maurício Macri, o presidente basura argentino é conhecida por todos, até pelos que ainda o apoiam e o fazem por necessidade, grana, migalhas concedidas em tempos difíceis de conseguir o sustento. Macri é insensível para tudo em relação às relações trabalhistas, toma atitudes insanas, sem notar e se importar que por trás dos atos de gabinete, os favorecendo uma minoria, os grandes prejudicados são o povo, que na imensa maioria das vezes, tendo suas atividades precarizadas vão para as ruas e sem condições de arrumar novos empregos, vivem num estado de mendicância. A situação vivida hoje pela Argentina é calamitosa e estamos muito perto disso, com as reformas das leis trabalhistas e da Previdência. E muitos votam nesses, os que lhe danam as vidas.

Revejo a história me fazendo chorar (Ana me pega em fragrante, em prantos com o rádio do carro ligado). Um professor argentino de 58 anos, perde o emprego quando Macri decide fechar algumas unidades escolares públicas, no meio do ano letivo, deixando professores e funcionários desempregados, alunos sem aulas e num beco sem saída se suicida. Estudantes e funcionários estavam mobilizados, ocupando a escola por meses, resistindo e tentando ser ouvidos, entendidos, mesmo sabendo da insensibilidade neoliberal. Victor Hugo consegue o telefone de um dos líderes estudantis mobilizados dentro da escola e conversa com ele ao vivo durante o programa. Eis o título da matéria no site da rádio: “Se suicidó un docente deprimido tras el cierre de todas las escuelas de Vialidad”. A gravação da entrevista é disponibilizada com a chamada: “Hace un día por Mauro Brunt, presidente del Centro de Estudiantes de la Escuela Técnica Nº 2 de Vialidad de Trelew”. Eis o emocionante diálogo travado no link a seguir: https://750.am/…/2624-se-suicido-un-docente-deprimido-tras-…

São tantas coisas no entorno de algo dessa natureza. Primeiro um jornalismo corajoso por demais da conta, num país com portas praticamente fechadas, alguns conseguem buscar brechas e continuar expondo ao povo o que nossas rádios não mais fazem. As daqui, todas indistintamente defendem o neoliberalismo, são omissas, caladas e preferem falar de trivialidades do que enfrentar o “touro a unha”. Programas como o La Mañana são mais que valorosos e hoje no Brasil, só pelos meios alternativos, transmitidos pela via virtual, ainda com baixa audiência. Nada, mas nada mesmo pelas ondas das rádios disponíveis pela mídia tradicional massiva. Depois, isso que acontece na Argentina, acontece também no Brasil. Basta andar pelas ruas e ver como o povão se vira em inventar seus próprios empregos. O que vem a ser isso? As portas se fecham, se cansam de entregar currículos e não se virando, acabam cometendo loucuras, como furtos e até suicídio. A história contada pelo jovem Mauro Brunt, ainda com esperança de sensibilizar o político neoliberal, no caso o presidente Macri é a mesma dos daqui quanto tentam se fazer ouvir por gente da laia de um Michel Temer, Geraldo Alckmin, Álvaro Dias, Paulo Skaf, Aécio Neves, João Dória, Bolsonaro, Marina Silva... Com esses no poder o povão sempre estará perdendo e cada vez mais num beco sem saída. Daí, como votar nesses quando sabemos que nos cravarão a estaca com a maior crueldade tão logo detenham algum naco de poder. Cegos votam sem perceberem estarem antecipando seu próprio suicídio.

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

O QUE FAZER EM BAURU E NAS REDONDEZAS (106)


AH, ESSAS MARAVILHOSAS E INCANDECENTES MULHERES – AUDREN RUTH E AS DAMAS BAILARINAS
Hoje quero só escrever delas e em dois atos ocorrido ontem, ambos dentro do quadrilátero do prédio da Cultural Municipal.
1 – Audren Ruth Cardoso é uma eterna reconhecida cantante dessa cidade. Tenho por ela a maior admiração. Já a vi cantando pelos mais diferentes redutos dessa cidade e sempre encantando a tudo e todos. Gravei num desses lugares algo bem singelo a demonstrar toda sua magnitude, aqui total improviso, mas quando feito a capela, mais lindo ainda, gravação feita em setembro de 2012: https://mafuadohpa.blogspot.com/search?q=DICAS+%2898%29. Audren exerceu até quando deu o exercício de assessora de imprensa dentro das hostes da Prefeitura Municipal. Durante o governo de Tuga Angerami (2005/2008), esteve lotada no terceiro andar da Praça das Cerejeiras, com Rodrigo Agostinho (2008 até 2016) por lá continuou. No governo do Gazzetta foi deslocada para exerceu a mesma função na Cultura Municipal e desde então estava lotada numa modesta mesa dentro daquela secretaria. Nas horas vagas cantava e encantava. Na Cultura foi responsável pelos releases das atividades acontecendo por aquelas plagas até o exato momento de ser acometida por um cruel AVC, a impedindo de continuar trabalhando. Desde então luta e se supera, dia após dia, com muita dedicação para retornar à normalidade. Uma batalhadora e desde sempre, vencedora.

Ontem mais um lindo capítulo quando envergando a camiseta da SORRI, esteve com aquele grupo se apresentando no palco do Teatro Municipal, dentro de mais uma Mostra de Artes Sem Barreiras. “Uma grande alegria pra todos nós é trabalhar na Mostra De Artes Sem Barreiras. E quando vemos uma pessoa tão querida quanto a Audren de volta aos palcos, passo a passo, lutando. A alegria também vira emoção. Bem-vinda de volta”, palavras de Silvio Selva que teve o imenso prazer de presenciar a primeira volta de Audren aos palcos, ontem e no mais famoso de Bauru, o do Teatro Municipal de Bauru. Eis um vídeo também feito por ele desse retorno: https://www.facebook.com/silviosselva/videos/2289434784404035/. Eu me emociono muito com Audren, pois sempre gostei demais da conta dessa batalhadora e linda cantante desta aldeia bauruense. Ela vence e nos emociona, pois não desiste, insiste e demonstra o quanto é forte, resistente coimo aroeira. Dias atrás li uma frase dela, postada em seu facebook e fui aos prantos por me imaginar o quanto de forças pessoal ali contida em tão poucas palavras: “Tô voltando devagarinho, oi gente amiga!” (10/09/2018). Ela já voltou e quando vence barreiras, mesmo sem saber, ajuda a todos nós vencer também nossas barreiras. Amo essa baita negona!
2 – No mesmo palco da cidade, só que em outro canto, o dedicado para ensaios da Cia Estável de Dança de Bauru, local capitaneado pelo coringa cultural Sivaldo Camargo, dançarino de ótima cepa e agora diretor de uma das atividades que mais dá certo e resultados positivos dentro de todo investimento feito pela Cultura Municipal, esse servidor público municipal faz de uma simples aula da Cia um acontecimento mais que auspicioso. Reúne quatro bailarinas dessas pioneiras, não só na história da dança de Bauru, mas no país, pois todas viajaram muito, fizeram cursos mundo afora, se especializaram e tivemos o prazer delas atuarem nessa aldeia. “A Companhia Estável de Dança de Bauru, teve o privilégio de receber em sua sede, as grandes Damas da Dança de Bauru. Elas plantaram as sementes, que hoje colhemos os frutos. As pioneiras que dedicaram uma vida pelo ensino da Dança em nossa cidade, que formaram gerações e gerações não só de bailarinos, mas de pessoas que até hoje se lembram da disciplina, do palco e do amor pela arte. As Maestras Ruth Nhan, Yola Guimarães, Lucila Teixeira Mendes e Ana Flora, assistiram uma aula de Ballet Clássico da Companhia, na sequencia o ensaio da Coreografia "Carmen" de: Arilton Assunção. Depois o elenco pode ouvir um pouco de suas trajetórias artísticas, foi emocionante para todos, só quem estava presente pode sentir a emoção transmitida por essas grandes professoras e o incentivo que passaram para o jovem elenco. Desde o inicio a Companhia Estável tem um compromisso em resgatar a memória da Dança na cidade de Bauru e hoje foi um dia muito especial. Sentimos muito a falta da querida Dalva Correia Silva, que está morando fora de Bauru, mas que esteve presente em nossos corações. A Companhia está sempre buscando pessoas que se sensibilizam com a arte da Dança e como não falar das presenças de Ana Bia Andrade, Loriza Lacerda de Almeida (responsável pelos registros fotográficos), Doruska Marino, Lucia e o apoio do pessoal do MIS e do Orlando Alves. Obrigado a todos !!!”, postou Sivaldo sobre o ocorrido.

No registro de Loriza, algo da sensibilidade dos que ainda se deixam impressionar por essas pequenas maravilhas da vida: “A arte há de nos redimir! Fazendo uma das coisas que tem me dando enorme alegria: ensaio da Cia de Dança de Bauru. Diretor artístico: Sivaldo Camargo. Aqui o suor é mais amor”. Vejo nisso que Sivaldo faz sem esperar retornos algo grandioso. Ele talvez me reprima por escrever um algo mais de eventos como esse, cada vez mais rotineiro nas atividades da Cia Estável, mas creio ser necessário fazê-lo, até para abrir os olhos de muitos. Eventos como esse tem gastos e diante de um momento onde cada vez menos coisas desse tipo se materializam pelas vias normais, ele não deixa de realiza-los e os faz pagando tudo do próprio bolso. Hoje isso aqui, um café da tarde, amanhã recebendo um coreógrafo famoso e o hospedando num hotel da cidade, amanhã com despesas de viagem desse e tudo o mais. Poucos patrocínios, valorosos os existentes, mas quase tudo se materializando de seu soldo. Tudo para propiciar algo expresso num curto diálogo que tive ontem o prazer de ter com Ruth Nhan, ícone do bailar. Ela, com seus mais de 80 anos, mas ainda mantendo o espírito clássico, refino até no andar, chego com meu jeito sem jeito e lhe digo: “Fiquei sabendo que a senhora quase deu uma dançadinha vendo o ensaio”. Sua resposta foi algo natural, sem nenhuma empáfia, mas com a sapiência do que representa: “Podia ter ido, mas não para dar dançadinha. Eu não dou dançadinhas”. Elas me encantam e encantado me derreto vendo-as reconhecidas e valorizadas. Aqui uma pequena amostra do que foi presenciado ontem, sem grande alarde, sem capa no Caderno Cultural do jornal local, mas um dos acontecimentos mais representivos do bom uso do dinheiro público: https://www.facebook.com/100008267112961/videos/2217594275192788/.

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

CHARGE ESCOLHIDA A DEDO (139)


ELE VAI CHEGANDO DEVAGARINHO E OCUPANDO OS ESPAÇOS - CUIDADO COM ELE
Tem candidato que não se enxerga. Nós devemos enxergar muito bem as intenções de quem nos pede seu voto. Vejo que tem candidato se aproximando de lideranças comunitárias na cidade, assim como não quer nada e pagando algo como uma mensalidade para que esses não só façam campanha pra ele, mas lhe entregue o que mais rico que possuem, a credibilidade de seu território, quase sempre duramente conquistada, décadas de intenso trabalho no lugar onde residem e atuam. E esses o fazem por dinheiro, talvez para suprir uma necessidade momentânea e desta forma, a ajuda chegando em boa hora. Passam a circular com o candidato, promovem reuniões, circulam pelos pontos conhecidos e entram na casa dos mais chegados. Alguns não fazem isso por simplesmente terem aderido ideologicamente na proposta do candidato, por acreditarem no que propõe, mas o fazem por grana. Omitem isso da população, mas existe um acordo de bastidores entre as partes. Um toma lá dá cá e dentro do acordo, está subscrito que, deve também defende-lo dentro do seu espaço na internet e por outros meios.

Dentro da barbaridade dos tempos atuais ouço de um líder comunitário que isso também já ocorre dentro de muitos Conselhos Municipais. O cara chega da mesma forma e jeito, com muita grana no bolso e querendo ser eleito de qualquer jeito e maneira. Vasculha quem são as lideranças dentro de cada Conselho e se aproxima deles, primeiro com a proposta financeira, a de pagar pelo apoio. Pagam e agem da mesma forma feita com os líderes comunitários. Na boca pequena, essa pessoa que me conta disso, pede anonimato, mas diz que o descaramento é tão aviltante, chegando a ponto dessa pessoa já dizer ter nas mãos vários Conselhos Municipais. Qual interesse teria ele em dominar tais Conselhos, ainda antes de ser eleito? Coisa boa não deve ser, pois qualquer tipo de dominação e de ingerência nos destinos de algo ocorrendo naturalmente, moldando-o para defender os seus interesses não se mostra nada sadio.

Nas ruas vejo as bandeiras em cada esquina e isso me assusta. O poder econômico sempre me assustou e quando muito evidente, tudo indica que o melhor caminho é se manter o mais distante possível dessas pessoas e prática. Ver gente nas esquinas balançando bandeiras em época de eleições algo até natural. Eu mesmo o faço por convicção. Na cidade se percebe outro fenômeno e para o mesmo candidato. Nas esquinas do centro da cidade um tipo de pessoa, mais simples, enfim o povão da periferia ali desfraldando as bandeiras em troca de uma diária. Dias atrás ao me entregar um papel, ouço de um deles: "Nem água gelada o cara disponibiliza pra gente". Disse ao mesmo: "Trabalhe, ganhe o seu, mas pense muito bem na hora de votar. Se age assim contigo, imagina depois". Dizia dessas pessoas com bandeiras no centro, mas com um traje diferente nas regiões mais abastadas da cidade, outro visual. Existe o desfraldador de bandeira pra um tipo de eleitor e um mais refinado para outro. Isso merece mais do que uma mera observação.

Não gosto de quem faz campanha acintosamente. Quem mói dinheiro dessa forma e jeito é do tipo que quer ser eleito de qualquer forma. Para tanto paga o que for preciso. Joga o tal jogo em todos os seus detalhes, desde os mais sórdidos, aos singelos. Se faz de bonzinho, mas no sorriso já se mostra lobo em pele de cordeiro. Eu temo isso tudo. Não cito nomes, pois talvez tudo isso venha a ser mera ficção, fruto de um sonho, noite mal dormida, daí fica a dúvida: acontece mesmo por essas plagas?

ALGUNS SINAIS DAS RUAS
Paro no sinal no centro da cidade e logo duas pessoas vem me entregar panfletos políticos. Dois horrorosos candidatos, desses que gastam os tubos, infestam a cidade de papéis, cédulas só com seu nome e tentam vencer o eleitor pelo cansaço, ou seja, por onde andem lá estará folhetos deles. Proponho uma troca com ambos e entrego a eles cédulas de meus candidatos. Ambos ao verem o 13, me dizem: "Nós já íamos votar no 13. Faço questão de guardar". Trocamos os papéis e ainda deu tempo de lhes dizer no pé do ouvido: "Vocês estão trabalhando, ganhando de forma suada uma grana muito bem vinda, mas na hora de votar, pensem bem. Esses dois aí, valem nada, nada irão fazer pelos pobres. Só pensam nos ricos". Uma delas me olha e diz: "Eu percebo como eles nos tratam. Lá nos Altos da cidade pagam mais para outras pessoas fazer o mesmo serviço que fazemnos aqui no centro e nos bairros. Na região dos chiques tem gente muito diferente da gente nas esquinas e ganhando mais que nós. Acha justo isso?". A conversa foi boa depois disso e até o sinal abrir deu para sentir que nem tudo está irremedivelmente perdido. Ainda creio que o povão vai saber dar o troco para esses todos, inclusive para o capiroto. Eu faço a minha parte nas esquinas bauruenses.

terça-feira, 2 de outubro de 2018

FRASES DE UM LIVRO LIDO (132)


AMENIDADES MACHADIANAS E A APLICAÇÃO DA “TEORIA DO MEDALHÃO” – DEDICADO PARA ZÉ CANELLA
Meu dileto amigo Zé Canella lança uma ideia para sobrevivência de tudo e todos nessa insólita semana pré-eleitoral: “Nunca desafio nada e ninguém, e nem gosto de desafios, mas essa semana que antecede uma decisão do nosso futuro me aponta para dias de calúnias, mentiras, desrespeitos, ódio e intolerância aflorada. Por isso tomei uma decisão, ignorar tudo isso, e faço uma proposta (ou desafio!) para todas as pessoas desprovidas de ódio e intolerância, para que postemos todo dia algo (frases, textos, poesias, poemas ou pensamentos próprios!) ligadas ao amor, pois é o que mais precisamos ultimamente, e talvez a maneira mais eficaz de neutralizar esse veneno!”.

Na qualidade de fiel soldado/escudeiro dessa Infantaria da qual fazemos parte, eu também como desiludido, descontente, descompromissado em apoiar o capiroto e conhecido destrambelhado, cumpro a minha parte e venho hoje com algo que nada tem a ver com o pleito nos nossos calcanhares, talvez com o futuro e como seria o melhor procedimento para a navegação sem turbulência. Para um momento como esse, nada melhor que MACHADO DE ASSIS e o destrinchar de um dos seus mais saborosos contos, ‘A TEORIA DO MEDALHÃO’. Eis o que entendo dela, até para tentar compreender de fato o que venha a ser esse brasileiro botando as manguinhas de fora nesse momento, um que até então se achava oculto, calado, contido, reservado e agora, diante do momento, se arvora em expor tudo o que tinha guardado dentro do peito.

Na minha modesta opinião e seguindo o que o conto prescreve, o Brasil está desde muito tempo a serviço do MEDALHÃO. Resumindo: um pai chama o filho num canto e explica a ele que, chegando aos 21 anos, já tem idade para se tornar medalhão. Segundo ele, a idade correta para se tornar medalhão é por volta de 40 anos, mas é bem possível já se tornar um bom medalhão com a tenra idade de uns 25 anos. E qual a receita que o pai lhe passa? Jjamais tenha ideias próprias. Repita exaustivamente as ideias colhidas dos homens de bem. Repita e trabalhe sobre elas fugindo da imaginação e nunca buscando a solidão, porque a solidão é muito propícia para reflexão. A reflexão é sempre muito perigosa, porque dela pode vir uma ideia e não se deve ter ideias próprias. Fuja sistematicamente da imaginação. Use o vocabulário simples, tíbio, acanhado, sem toques de clarim. Isso é fundamental. Agrade a todos sistematicamente e terás grande repercussão e respeito geral. Use as locuções mais triviais, lugares comuns, mais nefandos.

Tento ser fiel ao que escreve Machado. Num certo momento o filho pergunta: Pai, e o riso, posso rir nessas situações? Sim, claro, mas fuja sempre da ironia. A ironia é a feição própria dos séquitos e desabusados. Seja a favor da modernidade, mas nunca a aplique, outro sábio conselho do pai para o filho. Recomendo muito a leitura para quem ainda não a fez. Fui reler por esses dias após assistir uma antiga entrevista do jornalista Mino Carta para o Roda Viva (quando ainda era palatável, em 04/12/2000), onde ele a cita com inolvidável sapiência o conto e daí, me fez ir buscar imediatamente o original. Reli de uma só sentada. A EDUSC aqui de Bauru (ainda existe?) publicou em formato de bolso uma primorosa edição para brinde entre estudantes.
Ri sozinho (rir pra não chorar), pois vi naquilo a saída para meus problemas futuros e de todos nós (não cobrarei nada pela dica dada). Não só publicaremos diariamente poemas de amor, como na prática, no dia a dia profissional, ou seremos todos bons, hábeis e atentos medalhões ou seremos tragados pelo que está por vir, ávidos por nos engolir sem dó e piedade. Felizmente a publicação já é de domínio público e pode ser lida abrindo esse link: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000232.pdf.

O mundo de hoje é bem propício para a procriação de medalhões. Se o capiroto vingar seu maléfico plano de nos governar, creio todos os ainda com espíritos libertos terão que aplicar pessoalmente a tal teoria, até como meio de sobrevivência e "salvação da lavoura". Sendo medalhão diminuiriam grandiosamente as possibilidades de perseguição. Vivemos um período moralmente medíocre, mas a coisa pode piorar. E nada como navegar assim mesmo, fechando os olhos, seguir adiante e tocar o barco. O fecho do conto é o que todos devemos fazer ao colocar nossas ainda livres cabeças sob os travesseiros: “Entras nos teus vinte e dois anos, meu peralta; estás definitivamente maior. Vamos dormir, que é tarde. Rumina bem o que te disse, meu filho. Guardadas as proporções, a conversa desta noite vale o Príncipe de Machiavelli. Vamos dormir”.

Vamos todos dormir, enquanto isso ainda nos é possível de forma tranquila e sem percalços. Quer mais amor que isso, meu caro Canella, salvar a própria pele virando medalhão (ou camaleão).

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

DOCUMENTOS DO FUNDO DO BAÚ (121)


O CIRCO CHEGOU...
Aqui nas barrancas do ribeirão embosteado com o nome desta aldeia, ladinho com a avenida Nuno de Assis, reina a mais incontida alegria. Vez em sempre somos agraciados com a presença de um circo por essas bandas. Algumas vezes baixam no pedaço também alguns parques, o Vitinho um deles, mas desta vez é um circo. O Charles, meu cão está numa latição de dar gosto. Deve estar na fase do estranhamento com os novos visitantes. Eu não padeço de estranhamento nenhum, muito menos preciso passar por fase de adaptações, pois convivo com eles aqui desde a mais tenra idade. Por essas plagas já vieram de tudo, até os hoje não mais existentes circo teatros. Lotaram o terreno aqui em frente e antes de cada espetáculo, a única reclamação que posso fazer de tão estimados vizinhos é por causa da música saindo dos seus alto-falantes. Nada contra a música em si, pois sempre gosto demais dela, mas o gosto dos danados não é lá essas coisas e até agora, só ouço algo desprezível. No mais, anda tudo um maravilhamento de dar gosto por essas bandas. Não fosse a chuva no final de semana estragar parte da bilheteria deles tudo estaria mil maravilhas.

Desse tipo de circo nenhuma reclamação. Sempre gostei muito de circo e de seus operários. No circo, pelo menos nos que aqui aportam, o cara que está no palco, trabalha adoidado nos seus bastidores. Rala até para levantar a lona. E durante o espetáculo, quando não está no palco está atrás do carrinho de pipoca. Trabalham todos intensamente. Eu os observo com a devida atenção aqui do lado de fora. Tem um trailler bem aqui na frente de casa, um pequeno, desses que mal cabem uma cama e fico a imaginar como será a vida desses. Eu tenho tralhas pra caramba e no caso de um dia decidir abandonar tudo e viajar com o circo, quer dizer que não poderia levar nem 10% do que guardo aqui no mafuá? E meus livros onde se encaixariam dentro do pequeno espaço? E se tiver uma parceira com uma tralha maior que a minha? Penso nisso tudo olhando para as andanças do lado de dentro do alambrado separando a vida lá deles com a que levamos aqui do lado de fora. Uma amiga de minha falecida mãe um dia foi convidada para fugir com um cara de um desses circos, isso faz muito tempo, ela não foi e tempos depois a via triste, acabrunhada e falando sózinha pelas ruas. Minha mãe me disse ter ela nunca esquecido do convite e pouco antes de morrer havia lhe confessado: "Eu deveria ter aceito. Minha vida teria sido outra". Ela morreu sem conhecer esse outro lado da vida.

Agora triste mesmo ando com outro circo, um dos horrores, essa bestialidade proporcionada ao país plos admiradores do capiroto. O cara se mostra um banal, boçal, sem saber nada de nada, mas se propondo a resolver tudo e com as piores soluções possíveis. Encontrou um momento propício e foi conquistando adeptos, a coisa foi ganhando corpo, a desesperança desses tempos galopando e as mentes se desvirtuando da realidade, adentrando campos onde a rebeldia agora parece ser dar seu voto para aquele que a gente tem a mais absoluta certeza vai danar com nossas vidas de uma vez por todas. Circo de lona é coisa séria, mas esse circo do capiroto, além de perigoso, está servindo para revelar o que sempre vinha pela mente de muitas pessoas, nunca tiveram coragem de expor a cracoagem mental da qual eram detentores, mas agora expõem tudo com muita facilidade. Não adianta discutir com esses, pois já percebi, não possuem argumentos, só convicções. Fujo de conversas com esses e me espanta alguns até então tão próximos se acolhendo sob essa lona, mais que furada, decrépita apresentação. Faltando poucos dias para o pleito, não quero mais ficar de tititi com ninguém, nem ver debate nenhum pela TV, pois nada mais me acrescentarão.

Prefiro fazer fila diante desse circo aqui defronte o mafuá, pois ali tentarei rir e esquecer um pouco do que se passa do lado de fora desse mundo sem fantasia. O triste espetáculo proporcionado pela ascenção do capiroto deve ter um fim em breve, pois mesmo com todo empenho de uma falida mídia, o povo não está mais indo/caindo de olhos fechados na onda conservadora. Só mesmo os muito fora de órbita adentram um circo onde não se sabe mais se teremos alguma possibilidades de sair quando a coisa cansar ou o carro for jogado ladeira abaixo. Convido a esposa para ir comigo ao circo na noite de hoje, mas ela se diz cansada e com outros compromissos. Será que posso na minha idade, 58 anos, entrar sózinho? Não irão desconfiar de nada? Eu não aguentarei mais uma semana de televisão antes desse pleito. Prefiro que chegue logo o dia, cravarei logo meu voto para o retorno de Lula/Haddad e o PT pra tudo. Se algum de vocês vierem por essas bandas me procurando por esses dias e não conseguirem me encontrar, saibam de antemão, estou pedindo neste momento exílio no circo aqui em frente e só saio depois de consumada a apuração. Estou me aboletando pro lado da distração garantida. Só mesmo um circo de verdade para me fazer esquecer da iniquidade do mundo de hoje.

FINALMENTE DIPLOMADO...
Fui hoje buscar meu Diploma de Mestrado na seção de Pós-Graduação da Unesp Bauru. Agora, definitivamente (ou até prova em contrário) MESTRE em Comunicação, Área de Comunicação Midiática, após concluir o Programa de Pós com a defesa feita em 24/10/2017. O título de minha dissertação foi "O invisível midiático social: Interfaces folkcomunicativas de personagens bauruenses excluídos da mídia hegemônica", sob a coordenação da orientadora Maria Cristina Gobbi. Semana passada tive a confirmação de tudo ter valido a pena. Certa feita, bem antes de escolher o tema, minha orientadora havia me dito algo, que nunca mais esqueci: "Henrique, fazer isso tudo, voltar a estudar, escrever essa dissertação, pesquisar a fundo um tema só tem validade se quando terminar ele de alguma forma causar incomodos e por variados motivos for objeto de consulta. Fazer por fazer e tudo ser esquecido nas estantes da biblioteca da Unesp é o que de pior pode acontecer a qualquer dissertação". Aquilo me calou fundo. Fui abordado na rua por alguém que não revelo o nome, pois seria inconveniente, esse ligado ao Jornal da Cidade e me disse mais ou menos assim:
"Nunca alguém ousou escrever nada contra o que representa o Jornal da Cidade para essa cidade. Alguém fazer isso em Bauru é um bem para eles próprios, pois a maioria dos escritos até hoje são de pura louvação. Eles precisam ler sobre o contraditório, até para verem dos erros e acertos e pensarem a respeito. Fui procurar seu trabalho e vejo algo disso, algo que poderia até se aprofundar. Por que não faz isso?". Não sei. O que sei é que, mesmo deixando a desejar, se já foi objeto de pesquisa, de leitura pormenorizada, algum interesse despertou. Missão cumprida. Assim sendo, o dito cujo, o diploma vai em breve para moldura e estará sendo fixado com quatro baita pregos dos grandes, desses difíceis de serem removidos nas paredes do Mafuá. Na foto pela ordem, Silvio Carlos Decimone, Luiz Augusto Campagnani Ferreira, este HPA e Helder Gelonezi, esses três da Pós Unesp e pacientes comigo esse tempo todo. Grato a tudo, todas e todos envolvidos com essa conquista, em especial para a esposa Ana Bia Andrade.