domingo, 21 de setembro de 2008

ALGO DA INTERNET (08)

TRÊS COISINHAS ENCONTRADAS NA INTERNET (e no Mafuá)
Domingo, dia chuvoso, mafuá com papéis espalhados por tudo quanto é canto. Aproveito para tentar colocar a casa em ordem. Difícil. A bagunça tomou uma dianteira muito grande. Tenho que me enfurnar de corpo e alma para vencer a desordem. E quem disse que assim devo proceder? Prefiro passar o dia lendo e continuo acumulando papéis. Dentro desse clima, consigo indicar três coisinhas que vi esses dias na rede mundial de computadores. Se não tiverem nada de melhor para fazer hoje, venham comigo:

1. Cliquem no Google ou no Cadê. Escrevam no campo da pesquisa: "Oscar Niemeyer Disco Voador" e vejam um vídeo bem no clima do espírito dominical. O nosso imortal arquiteto, que passou dos cem e continua na ativa, fez maravilhas mundo afora, principalmente no quesito solidariedade humana. A homenagem vista aqui é singela, fraterna e com a cara do visionário Niemeyer. O site do youtube é conhecido de todos nós, mas vai lá: http://www.youtube.com/

2. Algo que me acabrunha é o que fizeram com o delegado da Polícia Federal, o Protógenes Queiróz (tentam fazer o mesmo com o juiz Fausto de Santis, o último ainda não punido por incriminar o banqueiro Daniel Dantas). Um cunhado e amigos criaram um blog em sua homenagem e as homenagens não param. Fui conferir e indico, pois o que esse policial fez, poucos tiveram a coragem (e ousadia) de fazer. Enfrentou o Poder Oculto, o Mal Instituído e infelizmente, Consolidado. Acessem: http://www.blogdoprotogenes.com.br/

3. Na semana que adentraremos, falaremos muitos de trens, ferrovias e como o assunto será trilhos, deixo uma dica aqui de Bauru. Um grande evento ocorrerá dias 27 e 28/09, na nossa mais bonita estação férrea, a da Noroeste do Brasil. Nada melhor do que vê-la registrada na internet. Cliquem no http://www.youtube.com/ e na busca escrevem Estação Ferroviária de Bauru. Vai despontar um vídeo de 1988, com uns dez minutos, num dia chuvoso em Bauru, de grande emoção. Rever aquele espaço em movimento é sempre algo que toca fundo. Confiram.

sábado, 20 de setembro de 2008

RETRATOS DE BAURU (37)

MAESTRO ROBERTO VERGÍLIO SOARES

Esse é o cara! Sim, Roberto faz e acontece com a batuta na mão, pois competência é algo constante em sua atuação como maestro da Banda Municipal de Bauru, hoje sediada lá no prédio do Automóvel Clube. Estão sob seu comando mais de 60 adolescentes, todos magistralmente comandados pelo bom senso desse garotão, que soube, em pouco tempo, aliar a pouca idade com bom gosto musical, qualificação e destreza no exercício do comando de um grupo bem homogêneo. Comandar uma banda e fazer dela algo elogiável, de reconhecido valor, não é tarefa das mais fáceis. Roberto tira de letra e isso pode ser comprovado nessa semana, quando a Banda Municipal comemorou mais um aniversário, tendo o Teatro Municipal com casa cheia, aplaudindo seu trabalho e repertório escolhido em pé. Quando da execução de "Mourão", de Guerra Peixe, uma difícil música, bem regional e a cara do Brasil, estava sacramentado, Roberto está deixando sua marca. Uma grande figura humana, com o tempo todo dividido entre a família, a igreja mormon e seu trabalho, respira 24h música e transpira emoção por onde passa. Com o microfone na mão, agradecendo seus pupilos, demonstrou ser Gente, com G maiúsculo, grifado em negrito. Esse cara vai longe... Aqui em dois momentos: na praça Rui Barbosa, num evento no Carnaval e na abertura da Exposição, no Recinto da Arco, ambos em 2008.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

UMA ALFINETADA (38)
DESTINOS LIGADOS PELA EMOÇÃO
Na semana passada um grande amigo e jornalista dos mais conceituados morre aos 68 anos, após uma vida intensa, escrevendo com uma independência muito em falta nos dias de hoje (como é difícil escrever sem qualquer tipo de vinculação ou interesse). Fausto Wolff era seu nome. Ficou famoso nos tempos d'O Pasquim. Não tinha papas na língua e sofreu muito por causa disso. Lia sua coluna diariamente pela internet, no site do Jornal do Brasil RJ. Era o que me fazia clicar no site do jornal. Enviava emails seguidos para ele. Ele respondia alguns, outros publicava em sua coluna. Não nos conhecíamos pessoalmente, mas tínhamos algo em comum: o país precisa sair desse negócio de via única, ser mais justo e olhar mais para o social. Quem pensa dessa forma está sempre próximo um do outro.

Escrevia sempre para elogiar seus escritos. Numa das vezes, sua resposta foi de arrasar quarteirão. Ele doente, ausente por uns dias do jornal, escrevi para saber se havia melhorado. Eis sua resposta: "Obrigado pelos elogios, mas o faça também direcionado à direção do jornal, pois a coisa por aqui continua muito difícil e tenho contas a pagar". Eu me arrepio só de rever aquele momento. Vivo com a mesma angústia e estou constantemente encostado na parede, escrevendo algo que pode me custar o emprego, mas não deixando de fazê-lo. Cutucar o poder tem um preço e "eles" cobram, muitas vezes, pedindo sua cabeça. Fausto sempre desceu a lenha, mas assim como todos nós, tinha contas a pagar e devia perder o sono por causa disso. Isso dói.

Deixamos de fazer um monte de coisa da qual acreditamos, tudo para continuar apegado aos caraminguás que pagam nossas contas. Novamente fui me lembrar disso ontem, quando adentrei um bar da cidade e sou recebido por um amigo de longa data. Sei que ele anda em dificuldades e me abraçou de uma forma calorosa, daquelas suplicando para não o abandonar, ficar ali, ouví-lo e se possível, até ajudar. Eu desmorono nesses momentos. Olho para minha vida, me identifico com o que presencio diante de mim. Se ficasse ali, cairíamos os dois num pranto de dar gosto, tal a semelhança de problemas sem solução. A vida anda mais dura do que nunca e esse amigo, um excelente profissional no que faz, está num péssimo momento, com os negócios estagnados e sem encontrar uma saída. Conversar nessas horas ajuda bastante, mas também não resolve, pois de um duro para outro, as contas vão continuar descobertas.

Outro amigo do peito, alguns meses atrás caiu numa depressão de dar gosto.Deixou todos muito preocupados, quando ameaçou desistir de tudo. Foi uma junção de tudo, grana, coração, emprego, idéias... Com um desfecho tendo a depressão financeira como pano de fundo, passa-se a zanzar como barata tonta. Meus melhores amigos (e eu também) não sabemos fazer "negócio" (e nem queremos), nem ganhar grana, nosso negócio é bem outro. Queremos tocar nossas vidas, nem pensamos em ficar ricos, mas necessitamos de um mínimo, para não entrar em completa insolvência. Viver na corda bamba faz parte de uma rotina já assimilada, o difícil é quando nem um mínimo passa pelas mãos. Sempre convivi com situações de pouca grana, mas nunca com a falta total dela.Querer ajudar os outros, tomar conhecimento do sofrimento alheio e sofrer junto é algo inerente a quem pensa num mundo mais justo e sabe que ele é possível. Mas está tão difícil encontrar a solução.

Henrique Perazzi de Aquino, 48 anos lendo Machado de Assis, que já dizia há cem anos atrás: "O melhor dos bens é o que não se possuiu". Em tempo: os desenhos são do argentino Miguel Rep e foram "subtraídos" do Página 12 (um jornal que faço questão de ler quase diariamente - www.pagina12.com.ar).

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

UMA DICA (25)
UM GRANDE ENCONTRO FÉRREO EM BAURU
Ando envolvido até o pescoço num grande evento aqui em Bauru, o qual recomendo a todos. A Prefeitura Municipal de Bauru, com apoio do Museu Ferroviário Regional e da Associação Ferromodelista de Bauru (AFB), promove, nos dias 27 e 28 de setembro, o I Encontro Histórico Ferroviário e de Ferromodelismo de Bauru, em comemoração aos 102 anos da primeira viagem inaugural férrea na cidade, indo até Jacutinga (hoje, Avaí).

O evento ocupará todo o espaço físico da Estação Central de Bauru e do Museu Ferroviário Regional, na praça Machado de Mello, no centro da cidade, com entrada gratuita, funcionando em ambos os dias, das 9h00 às17h00. O encontro possui caráter exclusivamente cultural, com entrada gratuita, divulgando as origens, a história e o desenvolvimento ferroviário de Bauru e Região, a partir do século XIX e início do século XX, notadamente através das ferrovias Noroeste do Brasil, Estrada de Ferro Sorocabana e Companhia Paulista de Estrada de Ferro, além de suas sucessoras. Também será feita a divulgação e exposição do ferromodelismo, com grande atrativo de público, sem sombras de dúvidas, o mar chamarisco de público.

O evento só foi possível porque os detentores da propriedade da Estação aprovaram a sua realização. A união do evento histórico ferroviário com o de ferromodelismo tem a finalidade de atrair o público e espera-se a visita de mais de duas mil pessoas nos dois dias. "O ferromodelismo está em franca expansão e todos os eventos ligados a esse hobby atraem, cada vez mais, um público cheio de entusiasmo, não medindo esforços para deslocamentos por grandes distâncias. O aficionado por ferrovia participa de listas com grande movimentação na Internet e o evento de Bauru circula com grande interesse de participação em todas elas. Estaremos aqui com mais de oito mesas de trabalho, estandes de venda e troca de peças, palestras sobre o tema e muita coisa ligada ao tema ferroviário. O envolvimento do Museu será para que os ferroviários venham falar do passado e conhecer as perspectivas para o futuro férreo brasileiro", explica um dos organizadores, o engenheiro Ricardo Bagnato, representante da Associação Ferromodelista de Bauru.

A programação abrigará a exposição da composição férrea da Maria Fumaça, do Projeto Ferrovia para Todos, exposição de máquinas e locomotivas da América Latina Logística (ALL), exposição de fotos antigas e de antiguidades ferroviárias, telão com projeção de filmes ferroviários, sala de gravação e reprodução de memória oral, exposição de maquetes e de materiais de ferromodelismo, feira aberta de venda e troca de materiais de ferromodelismo, um telégrafo em pleno funcionamento, exposição de carros antigos, praça de alimentação, visita aberta ao Museu Ferroviário, palestras variadas, estandes de revistas e empresas ferroviárias, dentre outras atividades, além de sorteios de brindes e lembranças alusivas ao evento.

Os brindes serão desde camisetas com o símbolo do evento, vagões originais de ferromodelismo, revistas e livros ferroviárias, além de muitos outros patrocinados pelos expositores. Será efetuado um cadastro na entrada do evento e durante todo o tempo serão feitos sorteios, baseados na numeração que cada um receberá. "Contamos desde o início com importantes e decisivos patrocinadores, como a Microlins, Totvs, Lume Light, ALL, Frateschi Ferromodelismo, Jornal da Cidade, Serra Verde Express, Estação Café Sta Cruz do Rio Pardo, Rio Grande Hobbies, Clube do Carro Antigo de Bauru, Bebidas Fernandes e Primo FIAT, entre outros", conta o Secretário Municipal de Cultura, José Augusto Ribeiro Vinagre. A Microlins estará disponibilizando seus alunos de Turismo para ajudarem no atendimento ao público e os alunos de História daUniversidade do Sagrado Coração (USC) estarão atuando na sala de Memória Oral, resgatando as histórias vivas, diretamente com os ferroviários presentes.

Tínhamos uma expectativa de público, mas após divulgação feita por cartazes espalhados país afora, textos pela internet, a projeção superou as expectativas e aumentou a responsabilidade de todos. Já não existem mais espaços disponíveis para atender as estandes de empresas interessadas em expor produtos férreos, como para expositores com mesas de ferromodelismo. Falar de ferrovia é falar da própria história da cidade e isso sempre atrai grande público. O evento faz parte do calendário de eventos da cidade. Já imaginaram administrar mais de 2.000 pessoas circulando por lá? Pois faremos isso...
Informações: 14-3212-8262 (Museu) e 14. 3232-1949 (Secretaria Municipal deCultura). Cliquem no mapa do evento para sua ampliação.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

UMA HOMENAGEM DE CAIR O QUEIXO
MEU NOME NO ESTAÇÃO KAFÉ, DE SANTA CRUZ DO RIO PARDO
Estive ontem no Estação Kafé, um posto de combustível em Santa Cruz do Rio Pardo, logo depois do famoso Paloma (rodovia Bauru/Ipaussu km 316), na inauguração do lindo projeto férreo, instalado por eles defronte o empreendimento, com locomotiva, vagão de passageiros, réplica de estação que existiu na cidade e um armazém transformado em salão de eventos e museu. O negócio é de encantar a todos que por lá resolvem dar uma paradinha. Fui convidado junto com o pessoal aqui da Cultura de Bauru e quando chego lá, tomo um susto e quase tenho um troço. Uma placa de agradecimento com os nomes das pessoas que contribuiram para o projeto e meu nome lá gravado. Suei frio, me segurei nas calças, aguentei firme e só não sai pulando entre os convidados, pois me dariam como louco. Agradeci pessoalmente os simpáticos e entusiastas proprietários (Antonio, Zezé e Cássia, além do engenheiro Roberval), mas não fiz nada mais do que minha obrigação. Quando vieram até Bauru me pedir alguma ajuda, o fiz desinteressadamente, indiquei pessoas, sugeri nomes, contribui da forma como sempre faço. O que presenciei ontem me fez tomar ciência de que são nesses pequenos detalhes, que são feitas as diferenças dessa vida.

Aproveito para falar um pouco daquele posto com estação de trem. Quem gosta de ferrovia não tem como não se encantar com aquilo tudo. Ali foi ressaltado o café, no desenvolvimento da cidade e a ferrovia, como propulsora do seu progresso. O viajante ali pode andar num pequeno trecho, guiado pela locomotiva Sinha Moça, de 1907, sentar-se nos bancos, imaginar a paisagem pela janela e desfrutar do restaurante ao lado. E mais que isso tudo, tive a rara possibilidade de rever a melhor fotógrafa da região, a Eglea, da Porta Retratos, que continua em plena atividade, cheia de gás e irradiando uma luz própria, como sempre soube muito fazer. Fiquei encantado com tudo e acho que ainda não acordei do sonho. A ficha ainda não caiu. Pudera...
CHARGE ESCOLHIDA A DEDO (08)
PAULO CARUSO
Conheço Paulo desde os meus tempos de moleque. Ele e seu irmão, Chico são mestres do desenho. Ambos possuem traços perfeitos e muita imaginação para irem criando maravilhosas charges, nos mais diferentes órgãos de imprensa nacionais. Paulo já circulou por tudo quanto é lugar. Acho que a primeira que me deparei com algo seu foi n'O Pasquim ou na última página da revista Istó É, no Bar Brasil, que ele hoje faz sózinho lá na revista Domingo, do JB RJ. Poderia ficar enchendo muita linguiça sobre seu trabalho e até sobre música, pois ele também compõem e canta numa Banda, que circula país afora, ironizando com essa canalha toda à nossa volta. Veio várias vezes a Bauru e nas duas últimas fui assistir seu show, o primeiro lá onde é hoje a Primo Fiat, na praça Portugal e o outro no Teatro Municipal. Muito boa praça e com fortes laços aqui em Bauru. Essa charge que saiu dia desses no JB e está lá no http://www.chargeonline.com.br/ é sobre algo que me toca profundamente: a atual situação da Bolívia. Não dá para se segurar e ficar quieto com o que a "direitona braba" está aprontando com o Evo, pelo simples fato dele querer cumprir o que havia prometido fazer. A sitação lá está mais explosiva do que nunca e Paulo captou bem isso. Ele é meu homenageado do mês.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

PRECONCEITO CONTRA O SAPO BARBUDO (07)

Os ataques continuarão "ad eternun", pois Lula parece não ter entendido uma coisa: por mais que queira agradar a "zelite" brasileira, eles nunca o engolirão. Quero refletir aqui duas coisas que li recentemente:

1.) Editorial de Carta Capital, escrito pelo jornalista Mino Carta:
"Será que o presidente Lula se dá conta de sua condição de alvo preferencial? A despeito de todos os seus esforços para agradar o estamento poderoso, este nunca vai digeri-lo. (...) Qualquer pretexto presta-se à tarefa, inpirada pelo pavor da minoria temerosa de perder os privilégios e pela regignação da maioria. O que menos lhes interessa são o Brasil e os brasileiros. Basta-lhes cuidar de si mesmos".

Acrescento: Vide a Bolívia nos dias atuais. Um presidente quer cumprir o que havia prometido em campanha e uma casta, diminuta e reduzida, tenta impor a forceps, a sua vontade, a de um grupo, contra a de toda uma nação. Imaginem aqui. Lula reza na cartilha dos poderosos e lhe caem de pau. Se fizesse o contrário e atendesse os clamores por mudança, como estaríamos ?

2.) Editorial "Lulismo: modo de usar", Fernando de Barros e Silva, Folha de SP, segunda, 15/09:
"O DataFolha registra que Lula é o presidente mais popular da história do país. Perto de completar 3/4 do seu mandato, bateu o próprio record. Só 8% do país o reprova. (...) Lula reza na língua do povo, enquanto a oposição gasta seu latim para denunciar ao vento que tudo não passa de sorte e demagogia. (...) Eis o lulismo de corpo e alma: luta de classes só com o boné e o gogó. Nada além disso. Ainda assim, parte da elite nutre por Lula, apesar da aprovação (ou por causa dela), um misto de desprezo e horror. (...) A elite ainda vai ter saudade deste cabra que venceu na vida. Lula é mais funcional do que imaginam"

Acrescento: Com que dor uteriana (remoendo as próprias entranhas) a nossa mídia é obrigada a assumir isso. Leio, dou risadas e continuo SELECIONANDO (e publicando aqui) a pauleira contínua via internet, uns mais descabidos que os outros, tudo para um público já delimitado e sacramentado. Fora desse circuito viciado, Lula continua nadando de braçada e rindo disso tudo.

Vejam algumas das investidas que seleciono para divertimento de todos nessa segunda...