domingo, 9 de agosto de 2026

ALFINETADA (268)


ALGO MUITO SENTIDO APÓS UMA SEMANA AUSENTE DO LUGAR ONDE MORO*
* Desabafo pessoal, por situação vivenciada no lugar onde resido e a demonstrar como toco minha vida, meu jeito de ser e de estar.

Eu e a esposa estivemos fora de Bauru e de nosso habitat por oito dias e quando mal pisavámos em Sampa, segunda passada, recebemos a notícia de que no retorno, não mais teríamos a presença diária de nosso jardineiro, na praça defronte onde moramos. Seu trabalho foi possibilitado pelo esforço de todos, reunidos e pagando bocadinho cada, para no frigir dos ovos, possibilitar que a praça pudesse ter um adequado tratamento, pois segundo se ouve, "a Prefeitura não dá conta".

O jardineiro sempre foi uma pessoa das mais agradáveis, além de sua reconhecida eficiência como profissional. Esteve atuando na praça por mais de ininterruptos dez anos. Construímos todos, mais que uma relação profissional, mas uma amizade. Ele, sempre solícito, atuava na praça num dos períodos do dia e nunca se omitiu de também estar presente na vida diária do condomínio. Dizem ser isso perigoso, pois pode gerar futuros problemas trabalhistas. Pensando assim, devemos estão eliminar todo e qualquer relacionamento mais próximo com funcionários, pois estes podem lá na frente agir contra nossos interesses. E quais os tais "nossos interesses"? Eu prezo e primo pelo relacionamento humano. Deste não abro mão. Se algo poderá advir disto, para mim, basta fazer tudo certo, daí problemas futuros não existirão. Eu procuro não agir com ações e atitudes claudicantes, daí sempre me dei muito bem nestes relacionamentos.

Não concordo nem um pouco como se dão hoje esse jeito, dito e visto como profissional, de informar ao trabalhador que a partir de hoje não estará mais trabalhando num determinado lugar. Neste caso, isso ficou constrangedor, pois poderíamos tê-lo preparado, com algo antecipado, demonstrando os prós e contras e por fim, que a mudança poderia até lhe ser favorável. O ruim destes novos tempos é ver o trabalhador chegar para mais um dia de trabalho e deparar com: "a partir de hoje o sr não trrabalha mais aqui e nem pode mais frequentar o lugar". Tudo frio, gélido, de uma insensibilidade bem própria destes tempos atuais. Ouço as justificativas, a de que continuaria empregado, num outro lugar, onde poderia até ganhar mais, exercer outras atividades e dar continuidade profissional ao que faz, porém abomino a forma escolhida por quem executa a ação, embasada por essa tal de praticidade, objetividade e resolutividade.

Muito perceptível isso nos tempos atuais, o da insensibilidade para com o ser humano, principalmente os menos favorecidos, no caso os trabalhadores. Para mim isso tem nome, falta de tato. A ação pode ser bastante profissional, estar resguardada por resoluções prescritas em guias, manuais e mesmo em normas existentes, devidamente prescritas em Estatutos e Regimentos. Na frieza dos atos perpetuamos estarmos nos inserindo, cada vez mais num mundo meio que sem volta, onde olhar para a situação do outro se torna algo abominável. Vamos então seguir regiamente o prescrito no papel e dane-se o resto. E mais acachapante, a constatação: o que virá após a remoção do funcionário? Algo mais barato. Só isso resolve a questão? Vivo por muito mais do que isso.

Pelo visto a remoção e substituição por algo mais "moderno" e adequado às nossas condições já foi implantado. Síndicos possuem este poder, consultando só um pequeno grupo, uma Comissão legalmente constituída, mas creio eu, essas são alterações alterando profundamente o benfasejo de todos, daí, até primando pelo bom senso, sempre se fará necessário uma prévia comunicação e conversas mais reveladoras. Para mim, faltou tato. Deixo isso claro. Penso até, se sentir anuência de outros moradores, dar início a um Abaixo Assinado. Assim me expresso, assim tomo minhas atitudes, sempre abertas, francas e diretas. Ainda não me adaptei com a frieza com que algumas ações são tomadas nestes tempos, tudo para favorecer as ditas Leis do Mercado, também essas, do bom gerenciamento de nossas vidas, porém seguindo padrões, as quais não estou acostumado quando as vejo em prática. Creio eu, com mais moderação aos tais avanços modernizantes, tocaremos melhor nossas vidas. Espero que, tudo isso não seja um preparativo para passarmos a ter, muito em breve, uma portaria remota e sem aquelas pessoas, tão prestativas, no acolhimento para com todos nós, moradores do lugar.

Este meu desbafo neste momento. Não sou dono da verdade e aceito, como deve ser sempre, críticas, sugestões e até admoestações. Um baita abracito para tudo, todas e todos do HPA 


outra coisa e por ocasião do dia dos pais
EU E MEU PAI, EU E MEU FILHO
Quantas histórias reunidas. Ficaria aqui um dia mais que inteiro só revivendo-as. Hoje é daqueles dias onde, passa um filme pela minha cabeça. O filme de minha vida, este onde os dois aí da foto junto comigo, não só marcam presença como são os atores pincipais.

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