E de Bauru, enviamos também mais que uma mensagem de apoio, consideração e mais que tudo, confirmação por acreditar, não só em Lula, mas em sua proposta e tudo o que já foi feito e, com certeza, irá continuar fazendo enquanto viver. Foram dois ônibus saindo de Bauru e com direção até o estádio 1º de Maio, o de Vila Euclides. No que estive presente, organizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos, dez vagas para gente ligada ao Bar do Genaro e lá fui inserido. Saímos cedo, 23h do sábado, com chegada sendo prevista para 5h30, quando aportaríamos, todos juntos numa padaria e de lá para o estádio. Não deu, o ônibus ao adentrar a rodovia embicou num defeito da pista, declive acentuado e ficou entalado, aproximadamente 9km da chegada. Na demora para conseguir tirá-lo do lugar, todos se deslocaram de Uber, de 4 em 4 e assim chegamos, pulserinha vermelha nos pulsos, assuntamos o local, fizemos as primeiras aproximações, muitas barracas de candidatos e partidos do lado de fora, até atravessarmos as catracas.
domingo, 16 de agosto de 2026
CONSIDERAÇÕES DE UM DIA TODO VOLTADO PARA O RETORNO DE LULA NO VILA EUCLIDES - EU NUMA BARCA, CHEIO DE HISTÓRIAS PARA CONTARComeço aqui compartilhando um texto do professor e escritor bauruense, hoje radicado em Sampa, Gilberto Maringoni, sempre muito crítico de Lula e ao PT, mas neste momento de nossa vida política, tendo que reconhecer da não existência de outro campo de luta e resistência, onde possamos atuar, quer não o de apoiar, acreditar e cerrar fileiras junto de Lula. Eis seu texto, publicado logo após a abertura da campanha de Lula em Vila Euclides: "UM TENTO EM VILA EUCLIDES - A campanha Lula marcou um golaço na manhã deste domingo: lotou o estádio de Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, e fez um comício como há muito não se via entre as forças progressistas. O local escolhido não poderia ser melhor. Trata-se de um símbolo dos trabalhadores e da luta pela democracia no Brasil. Ou seja, o ato, de saída, expressa uma posição de classe, o que contrasta com a aglomeração em torno de Flávio Bolsonaro, na praia de Copacabana. De um lado, a organização e de outro a dispersão domingueira. Lula pronunciou um discurso extremamente hábil, lembrando das greves de 1979-80. Há diferença entre elas, lembrou. Na primeira, diante de uma categoria radicalizada, que não aceitava o acordo com o patronato previamente articulado por ele, Lula não coloca em votação o mérito da questão. Pede apenas um voto de confiança a milhares de trabalhadores para seguir negociando. É aprovado por amplíssima maioria. No ano seguinte, o esquerdismo deu o tom. Depois de 45 dias de paralisação, os trabalhadores saem derrotados. A mensagem é clara para o presente: confiem em mim e não façamos exigências além da conta. É o passaporte para o apoio militante a uma candidatura que coloca como ponto essencial o aprofundamento do aperto fiscal. "Confiem e deixem comigo" é o mote geral. Foi a essência de uma intervenção curta, cuja segunda parte foi preenchida com referências a conquistas passadas e poucas alusões ao futuro. Uma peça lapidar de habilidade e competência política para tentar reconquistar o entusiasmo militante numa disputa que será decidida por margem estreita de votos".
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