terça-feira, 25 de agosto de 2026

PERGUNTAR NÃO OFENDE (237)


ALGO DESTES TEMPOS (01)- "PROCURA NA INTERNET"
Sai com Ana Bia procurando pela aí, entrando e saindo de várias lojas especializadas em um produto específico, algo danificado em uma pia de cozinha. Creio ter entrado em mais de cinco e em todas, não achamos nada igual ao que está instalado em nossa pia. Já estava me irritando, pois a peça não é assim tão velha e pelo que vejo, os modelos novos suplantaram o que temos e teríamos que trocar tudo. Não chegamos a tanto.

Sabe como resolvemos? Um senhor com mais idade que a minha, portanto, mais experiente, décadas atuando no ramo, vendo nossa situação, deu a solução para resolver o problema, quando nos disse, sem pestanejar: "Procure na internet". Era o que não queríamos fazer, enfim, tendo várias lojas e profissionais, acreditávamos iríamos encontrar a tal peça com venda presencial.

Fomos procurar a compra pela tal internet e pasmem, tudo foi mais rápido do que imaginávamos. Achamos a tal peça e ela nos veio por um preço muito mais em conta do que qualquer uma similar aqui da terrinha. E daí, a pergunta que não quer carlar: como competir com isso e como manter aberta as tais lojas de um serviço, sendo que, pela internet tudo pode ser encontrado por um preço muito mais em conta, entrega muito rápida? Sinais dos novos tempos, quando passaremos a comprar tudo, talvez de um só fornecedor e fazendo com que, se fechem mais portas e portas.

ALGO DESTES TEMPOS (02) - E POR QUE NÃO ESTAMOS TAMBÉM NA MESMA PEGADA?
Questionava um amigo dias atrás, indignado por ver pelas redes sociais muitos, gente totalmente desconhecida e estes gravando pequenos vídeos, nos mais diferentes lugares públicos, principalmente produzindo conteúdo com a temática da cidade. Perguntava a ele, um tanto indignado, ciente de que, a maioria destes produziam estes vídeos, com o intuito de serem mais conhecidos e daí, tentar galgar, por exemplo, concorrer à vereança na próxima eleição.

- E daí, Henrique. Não os vejo fazendo nada de errado. Eles fazem, estão tentando algo e vejo que esses, pelo menos tentam. Te devolvo a pergunta, observando tudo ao contrário. E nós, os ditos esquerdistas, por que não fazemos o mesmo? Quantos iguais a nós estão ao menos tentando fazer algo? Poderíamos fazer e acontecer, mas estamos vendo a banda passar e quando dermos conta, estes já tomaram a dianteira. O espaço existe, as redes sociais permitem a criação de textos assim e não estamos sabendo aproveitar os instrumentos todos aí disponíveis. Outros estão, por outra vertente, outra pegada, talvez até ruim ou condenável, mas e nós?

Pelo visto, continaremos vendo a tal da banda passar, reclamando e pouco fazendo.

ALGO DESTES TEMPOS (03) - O ANALFABETO INTERNÉTICO FICA PERDIDO NESTE MUNDO
Presenciei o que relato. Estive por algumas vezes neste semana lá no saguão do CDU - Centro Diagnósticos e Remédios da Unimed, na rua Agenor Meira. Bela edificação, tudo unificado, gente aos borbotões, ou seja, valeu o investimento todo. A maioria das consultas que faço hoje são ali centralizadas. Algo me chamou a atenção, o fato dos analfabetos internéticos ficarem perdidinhos com tamanha tecnologia tomando conta de tudo, até para pegar o resultado de uns exames. Não é só mais chegar e enfrentar uma fila, tendo que antes teclar algo, seu nome, códigos e esperar ser depois chamado, ou por voz ou espiando os telões ali defronte. Tudo moderno, eficiente, porém, sem ainda pensar no conglomerado de pessoas em busca do atendimento, os tais ainda com dificuldade de entender algo dessa nova tecnologia.

Espiei, pelo menos umas três pessoas, no pouco tempo ali passado e os vi mais perdidos que cegos em tiroteio. Num dos caso, a moça que ajuda a encaminhar as pessoas aos andares, via elevador, vendo um deles perdido, se dirigiu até ele e foi desvendar o que se passava. Não fosse ela, a pessoa permaneceria ali, olhando para todos os lados, sem definir o que teria que fazer primeiro. São estes os tais desplugados tecnológicos. Isso tudo, não é caso de criticar a Unimed, pois está dissumulado por tudo quanto é canto.

Não se faz mais nada sem essa praticidade, mas ainda vejo uns tantos, muita gente, perdida, cheia de dificuldades e batendo cabeça. Não sei se essa transição está ocorrendo muito rápida e para finalizar, vi uma pessoa dizendo a outra, que só vem em lugares assim, trazendo a tiracolo seu neto, pois este resolve tudo para ela. Ou seja, sózinho estava se vendo numa mato e sem cachorro. E outro, numa fila na padaria Copacabana, da rua Rio Branco, diante de um terminal onde se pode pagar sem necessidade da pessoa do outro lado do balcão: "Fui no Mc Donald's e sem ninguém para me auxiliar, desisti e fui comprar algo para comer em outro lugar".

ESTAMOS DOENTES

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