quinta-feira, 6 de agosto de 2026

DICAS (272)


ALGO DA POESIA ENCONTRADA NAS RUAS PAULISTANAS - COMO FUI CONHECER A LIVRARIA PONTA DE LANÇA
São Paulo é a maior megalópolis deste pais. Aqui tem de tudo. Para se estressar um pulo, ainda mais em dias quando diante de uma greve nos trens da CPTM, parte da população padece um bocadinho mais para o seu ir e vir. Eu tento buscar descaminhos com menos agitos estressantes. No último domingo conheci o italiano Cristian, tradutor e marido da Kety, estagiária docente da Ana e ambos morando em Sampa desde muito tempo. Voltei lá do Center Norte, quando fui ver a convenção do PT, homologando Lula presidente e naquelas conversas de apresentação, ele descobriu que gosto muito de conhecer novas livrarias por onde ande. Passeamos todos junto lá pelos lados do Bexiga, na 100ª Festa da Echaropita.

Naquele dia não tivemos tempo de conhecer nenhuma livraria, mas ele me fez anotar algo sobre uma, que gostaria fosse conhecer. Trata-se da singela "PONTA DE LANÇA", encrustrada no meio de um bucólico e delicioso lugar, a vila Buarque e adjacências. Se dentro de Sampa existem lugares gostosos de ficar saracotiando, um destes é a Vila Buarque. Seus pontos comerciais são diferenciados e são a cara mais prazerosa que uma cidade grande pode expor e ter. Desço no metrô Higienópolis/Mackenzie e me enfurno por vielas que vão dar lá na rua Aureliano Coutinho. Quando chego nem acredito, o lugar não tem nada de grandão, mas logo de cara seu proprietário estava dispondo cadeiras na calçada, para quem quisesse pegar livros e ficar lendo debaixo de uma frondosa árvore, sem maiores delongas, tudo devidamente permitido.

Esse a cara da livraria e o clima do lugar. Por ali só livros descolados, todos novos, enfim ali uma livraria e não um sebo. Nos fundos uma mulher, provavelmente a esposa, sócia no pequeno negócio, dava aulas de desenho para uma menina, creio eu, filha deles. Viajei pelas estantes e senti no ar, tudo o que Cristian quis me mostrar quando me falava do lugar. Não tem nada assim de tão especial, mas tem tudo para quem busca um local repleto de paz. Na sequência, desço algumas ruas e dou de cara com um bar dos mais pequeninos, mas com aquilo tudo para se sentar na calçada e tomar uma boa gelada, sem preocupações e traumas existenciais. O Moela é destes lugares que só constam em catálogos de gente como eu, perdidos e loucos para achar um lugar desvairado onde possa desafogar os percalços todos.

E depois continuei andando, rodando em círculos e sem querer saber de horários e compromissos. Queria ir botando os olhos em lugares insólitos e inspiradores. Só quando me acalmei consegui me reposicionar e conseguir sair dali, indo dar com os costados em outros lugares com astral parecido.


EIS PORQUE LEIO SEMANALMENTE CARTA CAPITAL, ELA PERSEGUE A VERDADE DOS FATOS, COMO NA MATÉRIA DE CAPA DESTA SEMANA
Mino Carta, o prócer da revista, já falecido, tinha uma máxima e a usava para tudo: "minha revista segue a verdade factual dos fatos, doa a quem doer". E assim ela prossegue seu caminho, sem anunciantes destes grandões do mundo empresarial brasileiro, mas resistindo como aroeira, envergando, mas não se deixando quebrar. Neste momento, onde até as pedras do reino mineral observam o papel sendo cumprindo pelo ministro do STF André Mendonça, com decisões explicitamente favorecendo o clã Bolsonaro, algo perigoso e contrariando qualquer atitude isenta, no que diz respeito ao próximo pleito, principalmente o presidencial. O jui André Mendonça, todos sabem, possui um lado e dele não se afasta. Daí, pela repetição de seus atos, muito condenáveis, de proteção para Bolsonaro e os seus, o país diante de sério risco de ver essas eleições maculadas e tendo nos seus bastidores, algo a beneficiar um dos lados da questão. Neste caso, o pior de todos. Não existe como passar pano para tudo o que fizeram, fez e farão todos os membros desta nefasata famiglia Bolsonaro. Quem os defende, em primeiro lugar merece a suspeição. O que a revista faz é escancarar de uma vez por todas essas relações, mais do que perigosas e isso quando do início dessa insólita campanha política, talvez os dois meses mais preocupantes de nossas vidas, pois o que virá de fake news daqui por diante, preciusaria merecer uma ação rápida, soberana e totalmente isaenta de favorecimentos, o que se prenuncia, não ocorrerá. Tomemos todo o cuidado do mundo com André Mendonça e Nunes Marques, dois ministros que já demonstraram a que vieram. O país precisa contar, principalmente, com a ação de juízes isentos, pois estamos a um passo da barbárie.

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