sexta-feira, 28 de agosto de 2026

PRECONCEITO AO SAPO BARBUDO (234)


LULA NA COVA DO LEÃO, FOI LÁ E RUGIU FORTE*
* Algumas considerações sobre entrevista do presidente Lula, candidato à sua própria reeleição, ao Jornal Nacional, da Rede Globo de Televisão

1 - UMA GOLEADA NO JORNAL NACIONAL
Lula mostra que, apesar de todas as críticas que se possa dirigir a ele, é um gigante, um líder histórico e de dimensões globais. César Tralli e Renata Vasconcellos começaram a entrevista de 40 minutos no JN num clima de Lava Jato, tensionando o presidente ao extremo. Os 25 minutos iniciais, de espancamento pessoal, só tiveram fim quando Lula jogou no colo da dupla a escandalosa divulgação do power point curitibano e a criação de Sergio Moro e Deltan Dalagnol, duas das mais nefastas figuras da vida pública brasileira da atualidade. A partir daí, o petista pautou a entrevista, colocou-se a cavaleiro da situação e debateu o Brasil, tema no qual não tem para ninguém. Tralli e Renata saíram minúsculos de uma troca de ideias que trataram como um embate. Lula não fica na defensiva nem na cadeia. Levou de goleada!
Gilberto Maringoni

2 - É inacreditável: a Globo entrevistou o Presidente da República em plena maior crise de soberania nacional e simplesmente ignorou o assunto. Nenhuma pergunta sobre Trump. Nenhuma sobre o tarifaço contra o Brasil. Nenhuma sobre interferência externa, ameaças à democracia ou sobre como o país pretende reagir à pressão de uma potência estrangeira. A Globo conduziu a sabatina como se estivéssemos diante de uma eleição absolutamente normal, isolada do cenário internacional e das pressões que o Brasil enfrenta. Talvez aí esteja justamente o problema: para uma parte da nossa imprensa, o golpismo, a pressão estrangeira e as ameaças às instituições parecem ter sido incorporados à paisagem. Isso também diz muito sobre esta eleição. (por George Marques)

3 - NA CARA, NÃO! 
Lula deu na cara da Globo com luva de pelica ao ser questionado sobre as contas públicas. O final foi inesperado!

Durante a sabatina da TV Globo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi cobrado sobre a trajetória das contas públicas e o crescimento da dívida. Em vez de se irritar ou fugir do tema, Lula respondeu com firmeza, mas sem perder a educação — o famoso “com luva de pelica”.

Ele afirmou que a dívida pública não o preocupa e atribuiu o aumento à herança de déficit e aos juros altos. Lula argumentou que, com o crescimento da economia, a relação dívida/PIB tende a cair, e comparou a situação brasileira com a de países como Estados Unidos, Japão e Itália, que convivem com percentuais bem mais elevados.
O final foi inesperado: o presidente declarou que o país deve registrar superávit neste ano e se colocou como exemplo de responsabilidade fiscal. “Se tem alguém nesse país que tem responsabilidade fiscal, sou eu”, afirmou. A resposta educada, mas direta, virou um dos momentos mais comentados da entrevista e mostrou Lula controlando o ritmo da cobrança sem sair do tom. IVAN VIEIRA, Fora do Eixo.

4 - ELEIÇÕES 2026 | Como sabemos, as tradicionais sabatinas da TV Globo com presidenciáveis, realizadas desde 2002 – preferencialmente no Jornal Nacional (JN) –, são uma farsa. Os apresentadores escalados para a entrevista trocam o jornalismo pela inquisição. O interesse público é posto de lado em nome da estratégia de constranger o entrevistado, numa espécie de jornalismo de emboscada. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sabia dessa armadilha e se saiu bem, nesta quinta-feira (27), ao participar da sabatina com César Tralli e Renata Vasconcellos, apresentadores do JN. Lula não passou recibo. Tanto que, quando informaram que a sabatina sairia de escândalos (não comprovados) de corrupção para temas do governo, o presidente soltou uma ironia: “Parecia que eu estava no Ministério Público”. Conforme esperado, Tralli começou a sabatina trazendo à tona acusações decorrentes de vazamentos ilegais contra Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente, e a empresária Roberta Luchsinger. A grande mídia os chama, respectivamente, de “Lulinha” e “lobista”, termos que nem Fábio nem Roberta usam. “Não tem acusações. São ilações, ilações e ilações, tiradas de telefonema”, lembrou Lula. “Se o Fábio cometeu qualquer ilícito, ele terá que pagar como qualquer cidadão brasileiro”, disse o presidente. “Ele não será protegido por ser meu filho. Portanto, ele sabe o que fazer: ele tem que provar a inocência dele – e eu tenho certeza de que ele vai ser inocente.” Mesmo depois da resposta de Lula, a Globo insistiu por mais de 15 minutos numa sequência de acusações e suspeitas que buscavam estabelecer uma associação direta entre supostos escândalos e o presidente.
ANDRÉ CINTRA - Portal Vermelho

OLHA SÓ A CARINHA DELE PRA TUDO O QUE TENTARAM LHE APRONTAR NA GLOBO

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