quarta-feira, 29 de julho de 2026

O QUE FAZER EM BAURU E NAS REDONDEZAS (200)


REVER O LUIS AURÉLIO APÓS MUITOS ANOS, ALGO DE INCOMENSURÁVEL VALOR E IMPORTÂNCIA - ELE CONTINUA NA LIDA E LUTA
Chego atrasado no evento pro candidatura pra deputada estadual Bebel, na sede da Apeoesp Bauru, na última terça, sento ao fundo e fico prestando a atenção nas falas alternadas ao microfone. Na mesa formada à frente, ladeando Bebel, uma pessoa me chama a atenção. Não o via há muito tempo, creio eu, desde o falecimento de sua esposa, a querida Sueli Lima, assistente social da Prefeitura Municipal e que comigo atuou na última administração Tuga Angerami. Foram tempos auspiciosos no quesito realização e propositura nesta cidade, guardando ótimas recordações de todos que estiveram envolvidos nestes inesquecíveis anos.

Então, lá na mesa, aguardando também seu momento de fala estava o LUIS AURÉLIO, maridão da Sueli, um sujeito destes que, basta um encontro, um esbarrão, uma conversa pra se tornar admirador. Este danado já chegou pronto aqui em Bauru. Um dia aportou por aqui, conheceu a Sueli e juntaram suas vidas num projeto único. Estive algumas vezes na casa deles lá na barte baixa do jardim Beija Flor, perto do Centro Comunitário e de uma pracinha. Fiquei o observando, pois não o via há quase uma década. Ele fez uso do microfone, faliu bonito, defendeu a candidatura de alguém como Bebel, muiuto necessária na Alesp e trocamos olhares. Deu pra notar algo grandioso neste ser humano, o fato de continuar o mesmo, na lida e luta, esgrimando pelas mesmas causas a nos mover. Só por isso, uma admiração profunda. Venero todos os que não abandionam por nada a cancha de luta.

E quando já estava atento em quem seria o próximo a fazer uso do microfone, eis que ele vem até mim, nos cumprimentamos, um forte abraço e aquelas trocas de gentilezas habituais. Diz estar morando no mesmo lugar e por isso, fica entendido que devo aparecer, até para colocar as conversas em dia. O visual do Luis continua o mesmo, com aqueles cabelos longos, brancos e presos num coque, amarrados. Ele é um lutador das causas sociais, desde quando aqui aportou, já com baita currículo nos costados. Esteve envolvido em várias questões edificantes lá pelos lados da Capital e depois, se instalou por aqui, casou e tiveram uma filha, que conheci, mas também perdi o contato. A vida teve prosseguimento, Sueli se foi, muito nova e ele seguiu seu destino.

Desses reencontros, sempre sai algo bom e edificante. Neste, vejo como é grandioso a gente, quando fica um tempo sem reencontrar alguém, quando o faz, se depara com ela ali na mesma trincheira de luta, ao lado das pessoas que nos movem e nos alicerçam, nos dão força e consistência para seguir em frente. Na nossa fisionomia, algo dessa passagem do tempo, rugas estão mais do que instaladas em nossas faces, porém essas não nos fazem esmorecer. O Luis representa isso tudo, a exata fisionomia destes tantos que, não abandonam uma causa e mesmo cansados, continuamos a nos mover, fazendo algo para transformar o estado de coisas prejudicial aos interesses dos trabalhadores. Gente como este Luis me são mais que gratas e demonstram que, desistir é para os fracos. Algo nos move e isso não nos faz parar pelo caminho. Estarei em breve batendo palmas lá no portão dele, para um longa prosa. Rever juntos nossas andanças é sempre revigorante.


ALGO DOS MUITOS VEÍCULOS AMARELOS OCUPANDO NOSSAS RUAS
Na cena de hoje algo que se repete, não só em Bauru, quiçá no país (quase) inteiro, o dos carrinhos amarelos do Mercado Livre rodando para lá e para cá. Observo o aumento deles pelas ruas com muita atenção e aqui compartilho a conversa tida hoje com um comerciante de um dos bairros da cidade. "Estamos passando por um momento muito complicado. As pessoas estão deixando de consumir produtos conosco e o fazem hoje pelas redes sociais. Compram quase tudo através do virtual e mesmo aqui em minha loja, observo algo. O funcionário atende a pessoa, ela escolhe, faz descer caixas, mas não leva e descobri, elas experimentam aqui e depois, compram através do celular, com empresas de fora, na maioria das vezes para redes muito grandes, essas impossíveis de se tentar um preço próximo deles. As lojas fechando no centro e as de bairro são um reflexo disso, que acredito, não ocorra só aqui, mas no país inteiro. Como enfrentar a esses, não sei, mas o que sei é que não aguentaremos mais muito tempo. Temo que nosso antes vistoso comércio vá se transformar num grande deserto de portas fechadas e cada vez mais, muitos carrinhos amarelos rodando pra lá e pra cá", foi o que me disse.

SOBRE A TENTATIVA DE IMPEDIR A RODA DA FEIRA
"A situação é a seguinte: A OAB interviu, e foi feita uma reunião na Cultura. Foi a Bom termos, mas não definitivo. Uma nova reunião deveria ser realizada com Cultura, SAGRA, capoeira e feirantes, pra ajustar todos os ponteiros. Ofício da OAB solicitando e estabelecendo pontos foi protocolado, mas não tem data. A Capoeira vai fazer a Roda, conforme programado primeira quarta-feira de cada mês. ESTAMOS CONVIDANDO A TODOS!!!
Capoeira é PATRIMONIO CULTURAL BRASILEIRO
E dever de todos a sua proteção", Alberto Pereira, pela Casa da Capoeira.

Explico melhor. A RODA DA FEIRA já é uma tradição. Ocorre desde muito tempo em locais públicos de Bauru e sem maiores complicações. Neste ano, administração da fundamentalista Suéllen Rosin, tudo se torna um problema - até com a liberação do coller nos festejos do aniversário da cidade no Recinto Mello Moraes. Com o impedimento, não se sabe se existe por detrás algo de preconceito pelo que representa ou é mesmo uma burra burocracia palaciana, onde tudo precisa ter aval da alcaide. Proibir e impedir a descida da RODA é algo mais do que irracional, algo como barrar a participação popular de ocupar suas praças e ruas livremente. Tudo precisa ser regulamentado, seguir regras, com ofícios e documentos, eis o lado legalizado, este também criando obstáculos para que o povo se manifeste e ocupe livremente as ruas. Ter que discutir essa liberação é uma clara demonstração de como é a cabeça dos burocratas - não seria burrocratas? - hoje detrás das mesas decisórias país afora. Deburocratizar o mundo, eis o que devemos fazer.

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