sábado, 25 de julho de 2026

UM LUGAR POR AÍ (213)


O JOGO É JOGADO NAS RUAS
Na Argentina, o canalha do Javier Milei, precisando de muita grana para saldar seus compromissos assumidos e sem lastro para execução, recorrer ao recurso de sempre, o que toda extrema-direita sabe fazer da melhor forma possível, aperta o cinto, arrocho total. E daí, o salafra para conseguir a grana, congela mais uma vez o salário dos jubilados (aposentados), estes já não conseguindo pagar suas contas e endividados até o pescoço na labuta pela sobrevivência. 

Estes, indignados, vão pras ruas e quando o staff governamnetal estava pronto para proporcionar mais uma carnificina nas ruas de Buenos Aires, a capital do país, desta feita, algo mais acontece e um cinturão de proteção é montado, com as centrais sindicais unidas e indo também para as ruas, protegendo os mais idosos, em ocasiões como essas, de literalmente apanhar da polícia governamental em praça pública. Uma descabida vergonha para um país, que um dia já teve alguém como Perón como seu presidente. A repressão foi obrigada a retroceder e assistir a mais uma manifestação, pacífica, porém dura contra a sequência de atos dantescos contra os interesses das classes populares e dos trabalhadores. 

A conclusão é somente uma: nada é tão ou mais poderoso do que a força do povo nas ruas. Quando o povo está unido, fortalecido e consistente, ciente do que precisa ser feito, bem organizado, não existe força que resista muito tempo. Se parte do povo colocou alguém como Milei no governo, será o mesmo povo, consciente de um erro cometido, quem irá destituí-lo e assim, devolver o país vizinho para alguma normalidade. Na minha modesta opinião mero observador como historiador, após verificar como se dá o processo em várias outras circunstâncias históricas, está chegando a hora do povo argentino dar um basta a um desgoverno que só veio para afundar o país de vez. E o nós, brasileiros, pelo menos os que ainda defendem asoberania do território brasileiro, também nos mantermos unidos e coesos, pois como sabemos, o bicho vai pegar nos próximos dias e precisamos estar atentos, fortes e sem digladiar na defesa do que ainda nos restas deste Brasil. Na lida e luta, sempre.

dessas incompreensões que a gente sabe como podem acontecer 
SEM EXPLICAÇÃO E JUSTIFICATIVA CONVINCENTE
Alguém pode explicar a lógica aqui? A América se apresenta como defensora do direito internacional, mas quando Benjamin Netanyahu é acusado de graves violações, Washington o trata como intocável. Mas quando se trata de Nicolás Maduro, a mensagem muda: força, detenção e humilhação se tornam ferramentas aceitáveis.

A justiça realmente se baseia na lei, ou na utilidade política? Por que um líder estrangeiro é bem-vindo, protegido e armado, enquanto outro pode ser apreendido e exibido como um criminoso? Se o direito internacional só se aplica aos inimigos da América, então não é justiça de forma alguma — é poder disfarçado de princípio.

Isto é maior do que Netanyahu ou Maduro. Isso levanta uma questão perturbadora sobre a ordem global: os líderes são julgados pelo que fazem, ou pelo se servem aos interesses de Washington? Porque quando a responsabilidade depende de alianças, o mundo não está observando a lei em ação. Está observando a justiça seletiva, e a justiça seletiva é hipocrisia.
José Majasse Dombe DJ

AMÉRICA LATINA EM DISPUTA, in PÁGINA 12, EDIÇÃO DE HOJE
Guilherme Boulos: “Parte da elite latino-americana ainda pensa com a mentalidade da época da escravidão”.

Em entrevista exclusiva à NEGRX, o chefe da Casa Civil da Presidência da República e líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores da Terra) analisa a visita de Javier Milei a São Paulo para apoiar o movimento de Bolsonaro. Boulos alerta para o avanço do neocolonialismo na América Latina, defende a redução da jornada de trabalho e destaca o papel do movimento negro e da mobilização popular na defesa da democracia.

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