O TOMATE ME ACOMPANHA ONDE ESTIVER
Acordo onde me encontro neste momento, Milão Itália, café da manhã tomado num dos Íbis pelo caminho e ao me preparar para mais uma viagem, a que nos levará para a última estada desta longa viagem anual, Paris França, sento a bunda diante do meu computador e reflito sobre algo me embalando neste exato momento, a 14ª aparição em praça pública do bloco farsesco, burlesco e algumas vezes carnavalesco, o BAURU SEM TOMATE É MIXTO. Por sorte, este bloco é mais coletivo do que possam imaginar, pois eu cá distante, pouco posso fazer pelos encaminhamentos dessa saída e outros o fazem a contento, como idealizado desde o princípio. Lindo carnavalizar e ir sendo levado por algo coletivo, uma motivação festeira e, ao mesmo tempo, com essa nossa inegável e indelével pegada social.
Fausto Bergocce nos presnteou com a estampa da camiseta. Tobias Terceiro descerrá conosco, com músicos da Estação Primeiro de Agosto, cantando e fazendo baurulho, Mauricio Dos Passos, lá de Pederneiras contratou quem vai cuidar do som, Nel Marques e Cátia Machado fizeram a letra da marchinha destes 14 anos, a "Desde 2013 chinelando quem pisa no tomate", gravando e espalhando nosso hino paar este ano. Tem mais, Valquiria Correa, faz um trabalho esplêndido, organizando a venda das tais camisetas, contando com apoio de outros tantos. Rose Barrenha organiza os convites para outros grupos a nós se juntarem. E junto destes, tomateiros despontam de todos os lados, modos e maneiras. Lá no Bar do Genaro, o Fabrício, nosso quartel general para desfilar e depois se reabastecer - algo que deve ser feito também antes. E assim, um convidando o outro, surgem gente advinda das mais diferentes localizações. O importante é estarmos juntos, coesos e cientes do papel a ser cumprido. Temos também um lema, seguido ano após ano, o do "fazemos festa, mas estamos putos da vida". Festemops, enfim é carnaval, a maior festa popular brasileira, mas se faz necessário gritar bem alto com os que "pisam no tomate".
E na junção disto tudo, eu cá do outro lado do oceano, penso em tudo e vejo tudo caminhando, chegando o dia. A Prefeitura exige novos procedimentos, estes sendo finalizados. No nosso caso, somos e continuaremos sendo ad aternum, um bloco de rua, onde alguém diz que o furdunço deve acontecer no sábado de Carnaval, 14/02, 12h e assim as pessoas surgem e o agrupamento desce o Calçadão. A organização é para ter um mínimo de condições, um barulho alto, no mais desorganizados seremos. Somos rueiros, barulhentos, como me disse certa feita um policial, "você parecem siri na lata". Podemos ser, porém, temos ideal, sabemos muito bem dos motivos de nos reunirmos anualmente. Para os próximos, sempre idealizamos, algo mais sólido, com atividades o ano todo, mais incisivos com os tantos merecedores do Prêmio Desatenção. Neste ano, a Família Rosin num todo está recebendo a comenda, pelo conjunto da obra e nosso MUSO é uma justa homenagem a quem desde sempre chinelava estes, o Antonio Pedroso Jr, o popular Chinelo. Para as artes do Prêmio Desatenção, contamos com a colaboração de Fernando Redondo e para a do Muso, com a de Dirceu Mosquette Mjunior, cada qual dando seu quinhão para, no conjunto da obra, tudo dar muito certo. E muitos outros colaboradores que, neste momento, me escapam o nome. Na verdade, por ser tudo coletivo, cada qual cumpre um papel.
Eu adoro ficar escrevinhando do Tomate. É isso tudo aqui dito e muito mais. E este algo mais irei postando, junto com outros fazendo a mesma coisa, para ampliar a adesão, fazer com que estejamos, como em todos os anos, bem representativos. Jogo que segue, chegando o dia, faltando uma semana e todos se energizando para chinelar com força neste ano. Vamos juntos?

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