quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

ALGO DA INTERNET (135)


APOSENTADA ARGENTINA DIANTE DA REDUÇÃO DE SEU SALÁRIO POR MAURÍCIO MACRI SAI ÀS RUAS EM SENTIDO PROTESTO
Diante da inevitável diminuição de seu salário, decisão capitaneada pelo governo do neoliberal ("não existe neoliberalismo sem traição") Maurício Macri, o basura, a aposentada sai às ruas para protestar com as armas que possui. Ela sabe quem lhe crava a estaca. Trabalhou uma vida inteira e, agora, quando mais necessita de seu soldo mensal ele é impiedosamente reduzido. Tanto lá como cá, os cruéis e insanos de hoje colocam a culpada nos governantes anteriores (Cristina Kirchner e Luis Ignácio Lula da Silva), porém o povo não é novo. Os daqui, brasileiros ainda movidos pelo ódio acreditam, os argentinos já saem às ruas. Até quando ainda isentaremos Temer, Alckmin, Meirelles, Aécio, Moro e os golpistas do que fizeram e continuam fazendo com o país? Vamos esperar eles também mecherem na aposentadoria de nossos velhinhos? Falta muito pouco para isso. Na foto nas ruas de Buenos Aires, a crueldade já está mais do que escancarada.
HPA

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

COMENTÁRIO QUALQUER (170)


CADÊ O ESPÍRITO NATALINO? - SECA PIMENTEIRA
Estou como o personagem Lukas, do Miguel Rep, extraído do Página12. Contagiante alegria desses dias onde o golpe avança sobre nossos costados, agora na sua fase violenta de exclusão de liberdades e direitos. Onde encosto e vejo a alegria desses dias onde o consumo é exacerbado, chego com meu jeito e seco tudo. Não dá para ser feliz num país tomando as proporções de entristecer e apunhalar os interesses de seu povo. Resistir e enfrentar tudo o que virá pela frente sem medo de fazer os enfrentamentos necessários.
Espírito natalino nunca foi o meu forte. Essas festas coletivas reverenciando o consumismo sempre me incomodaram, ainda mais porque hoje estamos vivendo sob o constante espectro da desigualdade. Cada dia se acentuando mais e mais as diferenças sociais. Sempre algo me inquietará: Como ser inteiramente feliz quando a maioria não o é? Eu sempre fui um “pronto”. Um duro, para ser mais exato. Isto nunca me envergonhou. Porém, consigo ir me safando. Até hoje, do alto dos meus 57 anos, consegui dar meus pulos, driblar essa merda toda ocorrendo no meu entorno. Eu consigo, mas a maioria não consegue. Eu aprendi uma coisa bem cedo e das mais simples, algo como 2 + 2 são quatro, com as minhas variadas leituras: nunca vai existir uma perfeita distribuição de renda dentro do capitalismo. Nem é esse o objeto de quem está por detrás do manuseio da teoria e da ação capitalista. Quem bolou esse sistema sabia muito bem desde o começo: a conta não fecha. Para alguns ganharem muito, a imensa maioria precisa obrigatoriamente ganhar pouco. O reino do explorador e do explorado. Sou do time dos vivendo com as migalhas permitidas por esse injusto e insano sistema.

Nunca precisei de muito para viver. Gosto das coisas boas, principalmente viajar. Tive sorte até aqui e não tenho do que reclamar. Nunca explorei meu semelhante para ter conseguido o pouco que tenho. Não me arrependo de nada, mas sei poderia (e posso) fazer mais, não para mim, mas para o coletivo. Diante de tantas injustiças, creio fiz pouco. Engoli em seco a maioria das vezes onde poderia ter me exposto mais. São os tais momentos onde nos sentimos meio bananas. E daí, eu hoje aqui num hospital paulistano, rascunhando esse texto num guardanapo e numa sala de espera. A sogra lá dentro em mais um “procedimento” médico e eu aqui do lado de fora, poucos metros de distância nos separam e nada posso fazer por ela. O Natal se aproxima e sinto tudo um pouco mais triste. Não só no meu caso em particular, mas no da imensa maioria do povo brasileiro. Na TV ligada na minha frente falam em presentes. Desconverso do assunto, pois não vou entrar no clima este ano. Quero curtir essa angústia aqui dentro do peito comigo mesmo. Eu queria nos áureos tempos resolver todas as coisas do mundo, mas sei hoje de minha impotência, pois nem as minhas consigo mais resolver. Enquanto penso nisso, desço no hall de entrada do hospital, na lojinha da Kopenhagem, peço um capuchino com chantilly e assim me enveneno mais um pouco (sou diabético). Ao pagar R$ 11 reais, saco como gastamos muito mal o pouco que temos. Com esse valor muitos almoçam e outros nem isso possuem. Penso nisso tudo e dou um tremendo bicudo no espírito natalino. Do Ano Novo também espero pouco, pois se nada fizermos com esses golpistas destruindo tudo o que foi construído ao longo de duras décadas, cada dia tudo piorará mais e mais. E como comemorar alguma coisa num clima desses?

HPA – tentando se safar e continuar tocando o barco adiante, mesmo sem esperança de vento algum no final do túnel.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

O PRIMEIRO A RIR DAS ÚLTIMAS (48)


TARCÍSIO MAZZEI E A HISTÓRIA DO SEU INFARTO


Mesmo estando distante de Bauru por alguns dias, tenho alguns temas instigantes para escrever tendo como pano de fundo a aldeia onde moro, principalmente políticos. Poderia fazê-lo neste momento, mas prefiro algo mais ameno no dia hoje, esparecer, pois é disto que preciso. Dia desses estava na porta do Banco do Brasil lá perto do Shopping Center e dou de cara com uma pessoa das mais alegres que conheço nesta terra, dita como "sem limites". Conto um causo dele. Ando emotivo por esses dias, minha sogra operou do coração e está num demorado reestabelecimento e quando comentei isso com esse amigo, eu do lado de fora e ele dentro de um carro estacionado ali defronte o banco, algo mais acabou acontecendo. Com ele sempre acontece. Primeiro, ele desceu do carro, virou para mim e começou a narrar uma longa história:

- Sabe que enfartei dois anos atrás, né? Coloquei um stent.

- Sabia não, como foi? Pelo visto se recuperou bem.
Foi o suficiente para ele me contar tudo, nos mínimos detalhes como só TARCISIO MAZZEI, o CASCUDO sabe fazer. Você não o conhece? Nem sei se ele é carioca, mas seus filhos moram por lá, ele aportou tempos atrás por aqui e encontrou seu primeiro refúgio ali naquele pombal, umas quitinetes que ficam na curva da rua,bem atrás do prédio do Jornal da Cidade, virando a esquerda do Bar do Português. Se ele não foi síndico dali, deve ter sido presidente ou coisa parecida. o fato é ter ele se transformado num instituição por aquelas bandas. Esse meu amigo sabe ir tocando a vida ao estilo do pregado por Zeca Pagodinho, "deixa a vida me levar". Ele deixa e mesmo nas maiores dificuldades, alguém sempre lhe presta socorro e ele se safa. Num mundo onde todos querem se safar e continuar nas paradas de sucesso, se querem saber a senha para ir tocando o barco, mesmo quando sem vento, o negócio e ir perguntar pro Tarcísio. Não sei se ele irá te contar, mas é expert nesse treco de driblar adversidades e continuar de bem com a vida. Agora mesmo, tentando um novo negócio, dentro da sua especialidade, a culinária, ele me diz irá levar em casa um kit de massas prontas e congeladas. Creio ser coisa fina, pois cozinha bem e como vive ali nas rebarbas de tudo o que acontece com os que ainda possuem algum pra gastar, sei que deve estar vendendo tudo o que faz, ao seu modo, artesanalmente em sua residência atual, que nem sei onde fica.

Falava de uma coisa e já emendei em outra. Volto ao ponto inicial. Na história contada a mim sobre o dia do seu enfarte, algo me chamou a atenção: a galhardia comque trata do tema. No dia do negócio, ele havia acabado de brigar com sua ex e desceu da casa dela já sentindo umas pontadas esquisitas. Diz que a dor do infarto não é dos lado e sim no meio do peito, dentro do osso. Sentiu a dor aumentando e ele descendo pra cidade. Não pensou duas vezes e foi direto pro Pronto Socorro. Entrou de carro até lá na porta, na boca do lobo e quando desceu o segurança o abordou:

- O senhor sabe que não pode parar com o carro aqui. Não vai poder ficar aqui.

Bem ao seu estilo, ele desce do carro já com a dor se intensificando, tira a chave do carro, entrega na mão do cara:

- Desculpa, mas não posso fazer nada, estou infartando e depois a gente vê isso. Se me safar dessa busco depois, estaciona em qualquer lugar aí.

Caiu nos braços do assustado segurança, que o carregou para dentro. Ficou alguns dias ali no Hospital de Base e depois, quando amigos souberam de seu caso, conseguiram o transferir para o Hospital Estadual, onde em ambos os lugares fez amizades com tudo e todos, inclusive todas. Contou outras histórias passadas lá, mas pelo alongado do texto, ficam para outro dia. O fato é que, após uns dias no estaleiro, o danado ficou bom de novo. Diante de tudo o que me contou, algo me intrigou e não resistindo lhe perguntei:

- E o carro, o que foi feito do seu carro?

Ele riu, aquela gargalhada que só os que o conhecem sabem como ela é e me disse:

- Quando dei uma melhoradinha, ainda no primeiro hospital, a minha companheira, que depois se separou de mim mesmo assim, ela foi me visitar e se encarregou de buscar o carro. Nem sei como o estacionaram por lá, mas o fato é que me foi devolvido e com tudo dentro, sem tirar nem por.

E assim, Tarcísio sobreviveu ao seu primeiro e ainda único infarto.

PS.: Consultando os alfarrábios, informo misturar infarto e enfarte, uma hora uso um, noutra outro.  "A palavra enfarte é formada por derivação regressiva do verbo enfartar, ou seja, por redução deste. Segundo os dicionários, ambas podem ser utilizadas para indicar uma lesão causada pela parada da circulação arterial, bem como qualquer tipo de obstrução ou bloqueio no coração".
O danado caiu nas graças até do Jornal do Cidade.
 

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

OS QUE FAZEM FALTA E OS QUE SOBRARAM (106)


EXISTE UM TESOURO ATRÁS DA CATEDRAL DA SÉ
Eu vim para Sampa com o intuito de acompanhar minha sogra no hospital. Cumpro tudo a contento, dou o melhor de mim. Nas horas vagas perambulo pelas redondezas. No finalzinho da tarde de segunda, até para espairecer a cabeça, desci no metrô Sé e caminhei para detrás da famosa igreja e lá me reencontrei com algo onde me sinto realmente em casa: os resistentes sebos. Em dez fotos, um pouco dos indescritíveis momentos ali passados.

Quando a cabeça não está em condições de produzir textos variados e múltiplos, cheios de capricho, atenção e dedicação, o melhor é aproveitar alguns poucos momentos para distrair a mente com algo realmente produtivo. Alguns, em momentos como este preferem ir para alguma igreja, eu fui exatamente para detrás de uma delas, uma das mais famosas deste religioso país, mas não fui rezar. Ou talvez tenha vindo rezar e fazer algo ao meu modo e jeito, mergulhando no meio de um turbilhão de livros e CDs. Viajei e saio de lá, não só renovado, como com as mãos mais que sujas. "Sebo devia ter uma torneira na saída, para o sujeito poder lavar as mãos e voltar pra rua, pelo menos, sem o pó nas mãos", disse a um deles e este me indicou, educadamente, seu banheiro particular.

Num país que lê cada vez menos, mas entende de tudo, como se percebe aqui pelas on das facebookianas, gente como eu continua remando contra a maré e usa as poucas horas vagas para continuar vasculhando e redescobrindo lugares como esses. Eu me sinto muito bem nesses lugares e saio de lá completamente renovado. ontem, por exemplo, de lá voltei para o hospital e fui passar algumas horas ao lado de minha sogra e lhe contei no pé do ouvido onde estive e o que fui fazer, inclusive do lugar. Ela apertou minha mão (já as tinha lavado), num sinal de aprovação. Conteio até dos títulos que trouxe no embornal pendurado no ombro. Foram belos momentos, tanto os ao lado dela, como os ao lado do que existe de precioso dentro desses maravilhosos sebos.

domingo, 10 de dezembro de 2017

BEIRA DE ESTRADA (86)


HISTÓRIAS PARA SEREM JUNTADAS NUM ESCRITO MAIOR


01.) GAÚCHO

Lá no hospital onde minha sogra está internada já há quase 60 dias, a gente vai se familiarizando com tudo no seu entorno. As pessoas já passam a te conhecer e te cumprimentam na passagem. De todos os que lá convivo, um me chama a atenção: o Gaúcho. Um guardador de carros ali das cercanias da Beneficência Portuguesa. Seu horário de atuação é das 16h em diante e ele fica por ali olhando os carros de muitos, enquanto esses vão permanecer horas junto dos seus. Não existe dia que, na saída, ele não se aproxime, para em primeiro lugar, olhando para nossa fisionomia, dizer palavras de incentivo, alegrando o diálogo. Se mostra preocupado quando saímos sorumbático e olhando mais pro chão do que para o alto. Dia desses um de nós chegou atrasado e não encontrando lugar deixou chave do carro, tudo em suas mãos e entrou correndo. Na volta, horas depois, o carro estava num dos melhores lugares, bem defronte a entrada principal e ele ali como cão de guarda zelando por tudo. Sua história igual a de tantos outros, os que moram longe (ele não mora na rua), tem uma família desestruturada e faz dali o seu ganha pão. Virou referência no lugar, pela simpatia, um sotaque gostoso de bater papo. Na saída, todos lhe trazem alimentos, daqueles entregues nos quartos do hospital e ele, quando sua fome já está saciada, distribui entre os demais. O vejo ali e constato, ninguém trabalha de graça nas ruas de qualquer cidades brasileira. Todos os espaços são delimitados e duramente disputados. Para conseguir um espaço como aquele, tenho certeza, ele não foi chegando e ali atuando. O bicho pega nas ruas e olhando para os lados, só de ver que cada pedaço, bem esquadrinhado pelos que ali atuam, tem uma pessoa e nenhum invade o quadrado do outro, enxergo nisso uma extensão de tudo o mais nesse mundo capitalista onde vivemos. Gaúcho é a simpatia em pessoa, mas para ali estar, deve ter passado poucas e boas. E ele, nos reencontros diários não transparece nada disso e quando nos vê já vem de braços abertos e o papo rola, alegrando nossa ida pra casa.

02.) UBER
Por esses dias na capital paulistana, meu meio de locomoção foi quase 80% via UBER. Do lugar onde me encontrava para onde queria ir, tudo rolou dentro dos conformes. Nas viagens, o que rolou mesmo foi o papo com os motoristas. Quase todos me contaram histórias do dia-a-dia do que acontece nas viagens pelas ruas da maior cidade brasileira. Espantoso como cresce o uso deste serviço por aqui e como cresce também as pessoas interessadas em trabalharem para o UBER. Com a vida precarizada, todos sabem que, ganharão uma porcentagem já demarcada e sem direito a mais nada, nenhuma outra garantia. Previdenciária, nem pensar. Tudo ao estilo PJ, ou seja, se tiver grana sobrando recolhe, se não, não recolhe nada e quando deixar de ali atuar, tchau e vida que segue. Como se aposentar nessas condições? Cada vez mais difícil, pois as prioridades de pagar contas e manter a vida estabilizada são as prioridades. De todos os relatos, conto só um, para exemplificar de como o brasileiro burla tudo em sweu benefício. Existe uma forma de baratear o custo da viagem que é chamando ela de foma compartilhada. Quando duas ou três pessoas vão para o mesmo lugar, podem ocupar o mesmo carro e o preço cai para todos. A sacanagem reside no fato de dois amigos combinarem a viagem, o uberista pega um e logo a seguir antes de pegar o outro, recebe uma desconfirmação deste, ou seja, o passageiro descaradamente sugere ao motorista seguir a viagem pelo preço menor, mas só com ele no veículo. Ele me diz, ser isso rotina, daí não aciona mais viagens compartilhadas, pois já deram jeito de burlar o que foi criado para facilitar a vida, mas não beneficiar a somente para um dos lados. Este nosso mundo e ouvir tudo e a todos muito me apetece..
HPA
"Eu cuido de minhas palavras, porém  elas não cuidam de mim...",  Miguel Rep, diário argentino Página 12.

RETRATOS DE BAURU (209)


GREIFO E OS ARTISTAS GANHANDO A VIDA NAS RUAS DE BAURU
A minha preocupação maior não é se os enfeites do Calçadão da Batista vão estar nos trinques, renovados e reluzentes. Sei que nada foi feito, mas como vejo pouca coisa sendo feita entre tantas outras mais necessárias, isso é só mais um dos tantos detalhes de uma questão de ampliado abandono. Neste ano, não por decisão espontânea, mas por necessidade de reduzir gastos, estarei poucas vezes neste local, comparado com os anos anteriores. Presentes, ora presentes, creio ninguém ganhará nenhum de minha pessoa. Darei fartos abracitos (sinceros, necessários e cheios de calor humano), mas ficarei restrito neles. O que me interessa mesmo nas cercanias do centro da cidade, na sua região do comércio mais pujante é ver como se safam os pequenos, aqueles que tentam com todos seus esforços conseguir algo para ter algo digno no Natal e na passagem do ano. Com tudo o que aconteceu ao país, não tenho motivos para sair distribuindo sorrisos, pois ando triste, macambuzio, sorumbático. São tantas coisas. Consegui concluir meu mestrado (ufa!, um alento), o golpe e sua crueldade se amplia, logo a seguir minha sogra adoeceu e continua no hospital, as vendas de meu ganha pão, que insisto em continuar fazendo para pagar minhas contas, miaram e vejo que esse clima triste não é só meu. Mesmo não me faltando nada, continuo numa confortável situação diante de tudo o mais à minha volta, essa degradação dos tempos atuais me incomoda. Ver as pessoas em situação degradante é para mim uma espécie de tortura. Eu não consigo ser feliz vendo tudo no entorno se desmoronando. Saio às ruas hoje à procura de uma pessoa em especial. Queria escrever dele em específico (explico o motivo no final do texto) e ao fazê-lo, falar de todos na mesma situação, dando o seu jeito, dignas tentativas de dar prosseguimento às suas vidas com alguma dignidade, sendo Natal, Ano Novo ou somente tendo que, a cada novo dia, sair à luta para ter o que comer. Na praça mais famosa da cidade, muitos deles e esse, novo por lá, diariamente expõe sua arte como forma de sobrevivência. Valorosa pessoa.

JOSÉ GREIFO, 46 anos é um artista na acepção da palavra, desses que com um lápis, pincel ou caneta colorida nas mãos arrasa e mostra a que veio. Sua história começa no estado do Paraná, onde nasceu, mas veio para Bauru muito cedo, ainda moleque. Pai sapateiro cresceu nas ruas da cidade e foi aluno do Aucione, que o iniciou na arte do desenho. Pessoa por demais conhecida nos meios gráficos e do traço, ilustrador de reconhecida fama, já tendo atuado nas hostes do Jornal da Cidade em duas oportunidades. Tempos depois comandou junto com o amigo Claudinei, tudo o que saia impresso lá na Gráfica Cartões & Cia. Domina as técnicas de editoração e de colorir eletronicamente ilustrações e nos últimos tempos está sempre sentado lá na bancada do ateliê do Leandro Gonçalez, ali na Bandeirantes. Dá aulas, ensina e desenha a quatro mãos muitos do HQs que saem daquele lugar para encantar admiradores. Domina tudo o que tenha o traço como meio de campo, mas como nada é perfeito, deu uma desacertada, descompensada na vida e hoje, tentando se recolocar no mercado, corajosamente, leva diariamente para a praça Rui Barbosa seu aparato e ali faz caricaturas a preços inimagináveis. Senta junto aos artesãos, traz consigo uma pasta com folhas, lápis de várias tonalidades, três banquinhos de plástico e uma placa onde se lê: “Retratos a Lápis”. É seu ganha pão e quando espalha algo já feito, difícil não atrair a atenção e deixa de estar desenhando alguém. O desenho sai muito rápido, em questão de dez minutos a meia hora, dependendo da pressa do freguês e do valor combinado pelo serviço. A força que ele precisa de todos nós é para que, consiga dar logo a volta por cima, pois qualidade e currículo não lhe faltam. Que o cantinho ali ao lado da igreja possa ser algo breve em sua vida e logo volte a desenhar em lugares onde possa ser valorizado a contento.

OBS.: O bloco farsesco, burlesco e algumas vezes carnavalesco, o Bauru Sem Tomate é MiXto escolhe a cada ano um desenhista ligado à Bauru e ele faz a estampa que vai ser a marca, não só da camiseta, mas da festa toda envolvendo a passagem do furdunço pelo Calçadão. Em cinco desfiles já tivemos a honraria de ter ao nosso lado o Leandro Gonçalez, o Fausto Bergocce, o Junião, o Maringoni e neste ano o Fernandão. E o escolhido para fazer a arte em 2018 foi o consagrado JOSÉ GREIFO. Em breve teremos o tema da arruaça e antes do final do ano a arte já estará espalhada cidade afora. De uma coisa tenho certeza e Greifo concorda: vai dar o que falar.

Artistas da Vida - https://www.letras.mus.br/gonzaguinha/46264/
Gonzaguinha
Vozes de um só coração
Igual no riso e no amor
Irmão no pranto e na dor
Na força da mesma velha emoção
Nós vamos levando este barco
Buscando a tal da felicidade
Pois juntos estamos no palco
Das ruas nas grandes cidades
Nós, os milhões de palhaços
Nós, os milhões de arlequins
Somos apenas pessoas
Somos gente, estrelas sem fim

Sim, somos vozes de um só coração
Pedreiros, padeiros, coristas, passistas
Malabaristas da sorte
Todos, João ou José

Sim, nós, esses grandes artistas da vida
Os equilibristas da fé
Pois é!
Sim, nós, esses grandes artistas dessa vida

Bauru SP, sábado, 09 de dezembro de 2017.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

COMENDO PELAS BEIRADAS (48)


A IDÉIA DA ÁRVORE SOLIDÁRIA ESTÁ SE MULTIPLICANDO - DAS MUDAS MAIS SIMPLES VICEJAM GRANDIOSAS FRUTAS
Essa é só uma delas, mas outras tantas podem ir surgindo aqui e ali, vicejando e trazendo a alegria para muita gente que nem pensa em ganhar um presente neste final de ano. A intrépida e desconsertante Tatiana Calmon bolou mais uma modalidade de solidariedade na recepção do Sindicato dos Ferroviários, na rua Cussy Junior nº 3-40, seu local de trabalho. Sua história é sempre recheada de hilariedade, pois viu um galho numa manhã lá nas imediações das Nações, abandonado após poda feita pela Prefeitura. Juntou o mesmo no braço e o trouxe meio que arrastado, segurando fora do carro, desvindo de tudo o mais no caminho, até o local onde está promovendo mais uma de suas maravilhosas aprontações.

A ideia é ótima e vai se concretizando pela divulgação via redes sociais. A árvore está lá, ainda pelada, mas por pouco tempo. Cada um que traz um presente, principalmente brinquedos (em bom estado, viu!), tem direito a uma foto e colocar uma bola na arvore. As entidades ou bairros que receberão os presentes são cadastrados já pelos vários programas sociais onde ela e suas amigas estão inseridas, conhecidos da maioria da comunidades que nos cerca. Eu passei por lá, gostei da ideia e estou dando meu quinhão de contribuição para que, num curto espaço de tempo, um montão de brinquedos possa ser distribuido cidade afora. A grande vantagem é que em campanhas dessa natureza não existe, como se vê por aí, intuíto político, eleitoreiro e de alavancar essa ou aquela pessoa. O negócio lá é bem simples, reto e direto, sem delongas, tudo pela solidariedade.

Eu e Ana já levamos algo, coloquei a bolinha vermelha na arvore e tirei foto. Tatiana promete qapoiar, incentivar e divulgar outras iniciativas similaresq, pois o que é bom deve mesmo ser espalhado com o vento, mais e mais. Essa é daquelas coisas onde faço questão, não só de escrever, mas dizer em alto e bom som: felicidade é ajudar sem buscar nada em troca. Vamos nessa?


OUTRAS COISAS:
1.) O VALOR DO TRABALHO - A gente paga uma fortuna por uma casa nova, mas na hora de pagar o pintor que vai executar um serviço dentro desta casa, daí é um choro só e o pagamento sai remediado. Aqui um chute bem dado no nosso saco. Clique no link a seguir: https://www.facebook.com/canal.brasil/videos/1586004288109026/

2.) APOIAR O QUE AINDA NOS RESTA - O porque da gente estar junto com uma publicação como Carta Capital, exatamente num momento onde a pluralidade de opiniões não é mais respeitada, pois QUASE tudo converge para uma opinião de mão única. Eri Nepomucemo, um jornalista de velha cepa, dá o seu recado a respeito e eu compartilho. Clique no link a seguir: https://www.facebook.com/CartaCapital/videos/1329653247140260/

3.) O MESMO LIVRETO EM TODO LUGAR: HONDURAS, PARAGUAI, ARGENTINA, BRASIL...
Criminalização dos movimentos sociais, perseguição atroz aos povos originais, culminando com um Judiciário á serviço dos donos do poder, do neoliberalismo, do rentismo e das forças conservadoras. A contrução não ocorre só aqui no Brasil, mas por todos os lugares onde exista possibilidade do povo ter seus reclamos atendidos. Tudo à serviço do que de pior temos, uma ínfima e perversa minoria apunhalando todos os que defendem algo para o povo. Detenções irregulares, verdadeiras barb aridades ocorrem por todos os lugares. Uma eleição faudada em Honduras, um núnelo universitário detido aqui no Brasil na forma mais perversa e na Argentina o pedido de prisão de Cristina Kircner, pelo simples fato de ser a voz mais altaneira de uma oposição gritando contra as injustiças. Percebam isso e resitamos...
1.) https://www.pagina12.com.ar/81275-preocupacion-mas-alla-de-…
2.) https://www.pagina12.com.ar/81151-para-cristina-desde-brasil
3.) https://www.cartacapital.com.br/…/a-nova-direita-conservado…
Isso tudo não nasceu e vicejou assim do nada, entendamos como tudo tem uma mãozinha dos EUA, sempre por detrás de impedir qualquer tidpo de avanço da soberania dos países latinos.

4.) CUBA É O PAÍS MAIS INTERESSANTE DO PLANETA
https://www.facebook.com/nocautefernandomorais/videos/513082409078947/
Fernando Morais foi lá palestrar e lançar um livreto. Vê-lo falar da ilha é pra inflar a esperança: "Também quero...".
HPA - aceitando aqueles que propuseram me pagar viagem só de ida. Será que ainda mantém o dito? Iria, com louvor.Clique no link a seguir: https://www.facebook.com/nocautefernandomorais/videos/513082409078947/?fref=mentions

5.) NO EXATO MOMENTO EM QUE ESCOLAS SUGEREM O ENSINO DA "HISTÓRIA" SEGUNDO SUA VERSÃO DOS FATOS, REVERENCIO UM VERDADEIRO HISTORIADOR, FALECIDO RECENTEMENTE: LUIZ ALBERTO MONIZ BANDEIRA
Deu hoje no site do melhor jornal da América Latina, o argentino Página 12, em sua seção Contra Capa.Clique no link a seguir: https://www.pagina12.com.ar/80703-un-maestro-de-la-vida-y-de-la-historia