quinta-feira, 19 de abril de 2018

UMA MÚSICA (159)


VENDO A BANDA PASSAR E SEM NADA FAZER – A INDIFERENÇA/TRISTEZA NOS RODEANDO
Somos mesmo cagões. Mino Carta, meu jornalista sempre de plantão repete a todo instante: “Falta sangue na História do Brasil”. Uns podem dizer que o povo resiste. Sim, vejo a resistência, sou parte dela, mas a imensa maioria segue bovinamente. Ando pela rua e ontem no Calçadão da Batista sento num banco e me ponho a olhar para a fisionomia das pessoas. O momento atual é ruim para todos, mas não vejo nenhuma expressão de revolta na face das pessoas, tipo querendo virar a mesa. As explicações para essa apatia são muitas, algumas me contentam, outras não. Quem resiste e coloca a cara para bater contra esse estado de coisa, esse ilegítimo desGoverno golpista a nos apunhalar são poucos, muito poucos. Poucos se expõem. O mesmo Mino citado lá no alto voltou a dizer dias atrás: “Estive num evento grandioso antes da prisão de Lula e fiquei observando para os lados. Cheguei a triste constatação, não vai haver resistência, alguns falam, mas poucos estão de fato dispostos a sangrar pela devolução do país como o tínhamos. A maioria dos que que resistem não saem das palavras, nada mais”. Sei disto.

No sinal de trânsito, paro o carro e vejo um senhor cambaleante se aproximar, bem vestido, roupas simples, limpo, mas muito empobrecido e fazendo algo que até então nunca o tinha visto, esmolando nos sinais. Mora no Gasparini, o via varrendo sua calçada, sempre sorridente, cumprimentado a todos. Com a diminuta aposentadoria, diante do desolador quadro atual foi parar nos sinais. Me reconhece, dou o que tenho nos bolsos e sem saber como reagir, ofereço carona. Recusa, agradece e diz precisar de mais para pagar suas contas em atraso, dispensa vazia e permanecerá mais algumas horas por ali. Já era perto das 18h, saio quase em pratos e no jornal o economista à serviço da crueldade diz que tudo está se encaminhando a contento, que o país está sendo reparado. E nós o deixamos mentir descaradamente diante dos fatos comprovados na rua, dia após dia. Nem reagir o fazemos a contento.

A amiga liga, cabelereira conhecida, diz não poder mais gastar, investir em algo sem retorno. Os salões a chamam para trabalhar, mas tem que gastar para ir e voltar, comer no serviço e esperar que os clientes apareçam. E eles não surgem, permanece lá esperando e gastando o que não tem. Diz não querer mais trabalhar neste ramo e na ligação desaba, diz que conheço muita gente e se souber de alguém necessitando de faxineira, que a acione, faz qualquer negócio. Reafirma antes de desligar: “A situação piorou demais, nem os clientes que vinham em casa, esses sumiram de vez. O que aparecem são os querendo fiado, mas não posso mais trabalhar assim, pois alguns me prometeram pagar e hoje, passados meses, ficam bravos quando cobrados”. E na TV, vejo o ilegítimo presidente dizendo fora do país que o país hoje está melhor, tudo encaminhado, situação promissora. E nada fazemos para dizer nas ruas das mentiras repetidas todos os dias como gozação na nossa cara. Calados continuamos. Ruim era o barbudo que um dia fez algo de bom para todos, bons são os que hoje arruinaram o país.

As injustiças dessa vida todas se sucedendo e se repetindo a todo instante. Um quase vizinho chora copiosamente conversando comigo na esquina. Como consigo ser feliz, com ele numa situação desesperadora. Num sentido desabafo diz passar fome e em todos que vai buscar uma palavra amiga, quando o vem no desespero se afastam. “Dizem que nada existe à minha altura, mas a minha altura hoje é minha fome, eu tenho necessidade de comida. Eu nunca antes passei pelos bares da Rodrigues, nas vitrines aqueles salgadinhos e sempre tive dinheiro para compra-los, hoje tenho desejo de um simples salgado, o estômago, a cabeça e tudo em mim dói e nem para isso tenho algum”. Na outra esquina, parece brincadeira, o outro ficou doente e tirou licença, ao voltar, foi comunicado pelo enquadramento da nova legislação trabalhista vigente que estava dispensado e sem muitos direitos. Seu lamento dói fundo: "Onde irei arrumar outra coisa para fazer na vida na minha idade e com portas e mais portas se fechando?".

Como posso querer ir fazer algo com alegria diante de cenas iguais a essa se repetindo a cada virada de esquina. Tem muita gente no total desespero e os que ainda não chegaram neste ponto não estão se dando conta da situação estar só piorando, mais e mais. Como ajudar esses e todos os que clamam pelas ruas se a coisa pega também pro meu lado e se bobear logo mais posso estar na mesma situação? Como reagir e enfrentar o baú de maldades despejado sob nós e o povão com a cabeça a mil, completo parafuso?

Ligo a vitrolinha num velho LP do Chico Buarque de Hollanda, “A BANDA” e ao ouvir pela terceira, quarta vez entendo cada vez mais o que ele queria dizer com aquela banda passando e a gente só assistindo ,abatendo palma, mas ela passa e tudo continua. Entendo e choro. Não tenho vergonha de chorar, choro por todos que não posso estender a mão e ajudar. Choro pela reação que gostaria de ter neste momento contra nossos algozes, mas ainda não tive, aliás, eu também, vendo a banda passar:

“Estava à toa na vida/ O meu amor me chamou/ Pra ver a banda passar/ Cantando coisas de amor./ A minha gente sofrida/ Despediu-se da dor/ Pra ver a banda passar/ Cantando coisas de amor./ O homem sério que contava dinheiro parou/ O faroleiro que contava vantagem parou/ A namorada que contava as estrelas/ Parou para ver, ouvir e dar passagem./ A moça triste que vivia calada sorriu/ A rosa triste que vivia fechada se abriu/ E a meninada toda se assanhou/ Pra ver a banda passar/ Cantando coisas de amor./ Estava à toa na vida/ O meu amor me chamou/ Pra ver a banda passar/ Cantando coisas de amor./ A minha gente sofrida/ Despediu-se da dor/ Pra ver a banda passar/ Cantando coisas de amor./ O velho fraco se esqueceu do cansaço e pensou/ Que ainda era moço pra sair no terraço e dançou/ A moça feia debruçou na janela/ Pensando que a banda tocava pra ela/ A marcha alegre se espalhou na avenida e insistiu/ A lua cheia que vivia escondida surgiu./ Minha cidade toda se enfeitou/ Pra ver a banda passar cantando coisas de amor/ Mas para meu desencanto/ O que era doce acabou/ Tudo tomou seu lugar/ Depois que a banda passou/ E cada qual no seu canto/ Em cada canto uma dor/ Depois da banda passar/ Cantando coisas de amor/ Depois da banda passar/ Cantando coisas de amor”. Eis o link: https://www.youtube.com/watch?v=OBDfWikT34M.

Se possível, não façam como esse contumaz chorão, louco para reagir, mas inerte, prostrado em sua poltrona e vendo a banda passar.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

OS QUE FAZEM FALTA e OS QUE SOBRARAM (110)


O FIM DA UNESP SE APROXIMA E COM ELE, MAIS UM PASSO DOS GOLPISTAS PARA DECRETAR FIM DA UNIVERSIDADE PÚBLICA – UM LACÔNICO COMUNICADO, UMA HISTÓRIA BAURUENSE E MUITOS VENDO A BANDA PASSAR*

* Este texto não serve somente para a situação da Unesp e sim para tudo o mais. Querendo enxergar, abrir os olhos, basta ver o que se passa diante dos olhos. Está tudo tão claro, nítido, transparente...

Primeiro conto a história ouvida semana passada num dos corredores da ainda pública universidade. O magnânimo reitor está para visitar o campus de Bauru e os professores reunidos preparam a recepção para tão importante personagem da vida acadêmica. Versam sobre os salamaleques de praxe para ocasiões como essas, ou seja, tapete vermelho estendido, tudo maquiado e ele vendo algo que na verdade não mais existe, mas os maquiadores de plantão insistem em montar e fingir, enganar, disfarçar, escamotear, tripudiar, regatear... Eis que um professor se alevanta e diz algo mais ou menos assim: “Pera lá, nós aqui estamos comendo o pão que o diabo amassou, eles lá na direção continuam com todas as mordomias, diárias e o escambau, carros com tanque cheio, mas nós sem verba pra mais nada e até o almoxarifado com o básico está vazio e vamos maquiar algo para o chefe. Não acho justo. Temos que recebê-lo sem varrer o chão, servir o café sem açúcar, luzes apagadas, papel reaproveitado para rascunhar o encontro, numa sala sem ar-condicionado e sem nenhum conforto, dizer que se quiser ir almoçar terá que pagar do próprio bolso a sua comida, o transporte será dividido entre todos, inclusive ele e assim por diante. Maquiando ele achará que tudo anda bem. Ele precisa enxergar o que já sabe, mas ver com os próprios olhos e fazer algo lá nas instâncias superiores para reverter o que se passa aqui embaixo, pois do contrário não nos representa condignamente”. E ponto final. Maquiem e se danem (danados todos estarão mesmo), ou corajosamente enfrentem o touro a unha. Assim como tudo neste desgoverno tucano e também golpista, os dos degraus de cima continuam nadando em privilégios e os de baixo estão se lascando. Lido isto, copio algo que vejo sendo espalhado pelos muitos campus da Unesp e acho pertinente se juntar a este meu escrito. Denunciar não produz mais resultados. Daqui por diante sem ação prática, nada mudará e o fim está decretado, selado e ocorrerá mais breve do que possamos imaginar. E em todos os setores públicos.


COMUNICADO
Conforme amplamente divulgado no nosso grupo a situação da UNESP está cada vez mais caótica. Tal fato comprova-se com a insistência na aprovação pela administração da UNESP da PEC denominada “sustentabilidade”, mas, que na verdade é a aceleração da decretação da extinção da UNESP, sem o aval da comunidade. Não podemos aceitar em hipótese alguma a aprovação da referida PEC, sob pena de sermos responsáveis pela falência da UNESP. Lembramos que a UNESP foi construída com muito empenho nosso, muitos de nós perdemos nossa juventude lutando por essa Instituição e agora não podemos nos calar e ficarmos de braços cruzados. Além desse nosso sacrifício que hoje esta sendo “em vão”, devemos salientar que a Universidade é um patrimônio que pertence à população paulista, pois, colaborou e colabora até hoje, pagando seus impostos com sacrifício. É o fim de muitos jovens que hoje são alunos que de um dia para outro ficarão sem a sua Universidade, havendo grande ruptura na relação educação, escola, governo e sociedade. A decantada, mas, real extinção da UNESP nos deixa sem qualquer perspectiva de futuro, pois, hoje é incerto. Gostaríamos de contar com o apoio de todos, divulgando esse comunicado ao maior número de pessoas possíveis, alunos, professores, servidores técnico administrativos, estatutários ou celetistas, e até para sociedade, para que todos se unam contra o término de nossa Instituição. Não podemos ficar imaginando que haverá uma solução positiva se não nos mobilizarmos (greve geral, participação nas assembléias do sindicato em massa, e irmos às ruas, num movimento organizado, ordeiro e dentro de uma cidadania exemplar e invejável, sem vandalismos, sem agressões, só dizendo NÃO à PEC e NÃO a extinção da UNESP. A UNESP é nossa e devemos defendê-la com unhas e dentes.

ANA MARIA GRAVINA ELEONOR A. NARVAS E MARISA ABRANTES

OBS.: Esse lamento pelo que vejo ocorrer com o fim da escola pública serve para todas as demais atividades geridas pelo poder público. Se a situação já era deficitária nos governos de Lula e Dilma, impossível não enxergar que, com o advento da chegada do ilegítimo golpe tudo se precipitou, piorou e o fim se acelerou, está logo ali na curva da esquina. Encontraram o campo que tanto queriam e o serviço sujo está sendo feito em todas as áreas, repito novamente, todas as áreas. Perdição total e vamos permanecer calados, quietos e vendo a banda passar?



E UMA OUTRA VERSÃO POSSÍVEL DIANTE DAS MALDADES DESTE MUNDO...
CUBA, UM DOS PARAÍSOS TERRESTRES DANDO PROSSEGUIMENTO À SUA VIDA E LONGE DO CAPITALISMO PREDATÓRIO E INSANO
https://www.pagina12.com.ar/108889-cambia-el-presidente-no-el-rumbo


Diante deste mundo cada vez mais doente, tornando a vida das pessoas algo instransponível, doloroso, corpos e mentes doentes, necessitamos de um lugar arejado, saudável, onde avida possa rolar tranquila, sem luxo, mas com dignidade, serenidade para prosseguir a caminhada. Olho à volta e vejo Cuba como um dos paraísos terrestres, lugar onde se pode viver dignamente, uma pobreza salutar e com tudo o que o ser humano necessita para viver s em sobressaltos. Cuba é hoje um desses lugares odiados pelos que defendem e só enxergam dinheiro em tudo e qualquer relação, já completamente doentes e domados pelos malefícios das leis do mercado sob suas mentes. Cuba segue sua vida, seus líderes, os que possibilitaram a transformação daquele poaís no paraíso hoje (na comparação com tudo o mais), envelheceram, Fidel Castro morreu, agora Raúl Castro está prestes a deixar o poder, mas o país prossegue na trilha de que não existe outro caminho a seguir. Os exemplos que me vem de lá são mais que salutares. Diante da guerra na Síria, EUA e Europa mancomunados e enviado bombas para lá, apoio para o massacre de boa parte do mundo (o Governo do ilegítimo golpista Temer apóia a ação predatória norte-americana), eis que Cuba, a pequena e pobre ilha do Caribe envia sem cobrar nada, sem pedir nada, sem nenhuma exisgência 2000 (dois mil) médicos para atender a população. O que posso achar de Cuba? Diante de toda imperfeição do mundo hoje, na comparação com tudo o mais, eles são o alvo para quem deseja viver, viver, viver.... A gente quer viver, viver bem e nisso Cuba é mais que um exemplo. Na matéria que leio hoje no melhor jornal da América Latina, o argentino Página 12, algo sobre o momento atual cubano. Sabe para onde gostaria de viajar neste momento e passar uns dias para arejar a cabeça, tronco e membros? Respondam por mim...

terça-feira, 17 de abril de 2018

COMENTÁRIO QUALQUER (174)


JOVEM PAN BAURU, EX-AURI-VERDE – O DESSERVIÇO DE UMA RÁDIO QUE NOS QUER COMO ROBÔS - DESILUSÃO TOTAL COM A MÍDIA MASSIVA

Havia jurado pra mim mesmo não mais ouvir a bestialidade desta rádio, agora transmitindo quase 100% de algo produzido nos seus estúdios paulistanos. Confesso, ainda ouço futebol pela Pan, mas só o Noroeste, nada mais e o fazia pela deficiência da comunitária 87FM em não dar um jeito no que ocorre no seu dial. No restante da programação hoje, pelo menos no que ouvi hoje pela manhã, uma aberração jornalística. A rádio prega de forma intermitente e ininterrupta falas contundentes contra o ex-presidente Lula e em nenhum momento possibilitam outra visão do que ocorre hoje ao país, do que sendo ele o culpado de tudo e sua prisão ser mais do que justificável. Sim, Lula errou e feio ao não promover, quando tinha condições numa reformulação no formato dos meios de comunicação do país. Hoje não temos uma só rádio liberta e fora dos padrões da defesa do neoliberalismo, ou seja, o pensamento único dominante. Pelos meios massivos de comunicação não existe nenhuma a nos contar a verdade dos fatos com isenção. Todas, neste pérfido trabalho de tornar o povo meros robôs, seguidores passivos e aceitando tudo o que ocorre como a normalidade possível.

A Jovem Pan é o que de pior existe hoje no quesito informação confiável. Tudo o que ali é feito tem a concepção de destruição dos interesses populares e atacar os que os defendem. São pérfidos, cruéis, insensíveis, danosos e em muitos casos, verdadeiros criminosos em relação à informação. Constato nas conversas pelas ruas de Bauru o total desânimo da população com o novo formato da rádio. Primeiro porque Bauru foi deixado de lado, com pífia programação oriunda daqui, somente com dois jornalistas e praticamente lendo notícias publicadas no Jornal da cidade ou notas policiais recolhidas nos plantões da cidade. Nada mais. Se a Auri-Verde era muito ruim, a Jovem Pan é muito pior e isso já é consenso. Não seria o momento de algo ser feito para revitalizar a Band AM com algo mais palatável do que a ladainha evangélica religiosa por lá existente? Ou mesmo voltar a incentivar algo mais ousado na 87FM?


Sei que isso é difícil, até por saber quem são seus proprietários (sim, a comunitária de Bauru possui donos), mas vejo esses perdendo uma imensa oportunidade de ocupar o espaço perdido pelo fim da Auri Verde. A Auri Verde, como até as pedras do reino mineral sabem acabou e em seu lugar uma rádio panfletária de direita, a direita mais raivosa e mentirosa que se tem notícia hoje no jornalismo brasileiros. Estamos acéfalos de rádios com informações confiáveis e nem a Unesp FM, que ouço frequentemente para escutar boa música, ainda possível por lá, nos traz informações confiáveis, pois o que se pode esperar de algo bancado pelo Governo estadual, capitaneado há mais de 25 anos por tucanos?

Desligo a partir de hoje definitivamente no dial dos meus rádios a bestialidade e o farei sem tréguas, pois impossível ouvir as falácias todas e se manter indiferente, calado, sem reação. Hoje, infelizmente, se quero ouvir algo palatável ligo em alguma rádio estrangeira, como faço neste exato momento, plugado na 750AM de Buenos Aires, ouvindo Victor Hugo Morales no seu imperdível La Mañana, de segunda a sexta das 9 às 12h, com algo que devia ser seguido por todos, bem simples, sem enrolação, simplesmente a verdade dos fatos sem distorção. Eis algo não mais possível nos meios de comunicação massivos deste país, uma informação confiável. Eu sei que muitos vão me dizer: "Mas você ainda tem alguma esperança de algo vindo desses? Estão aí para fazer exatamente o que fazem e deles não se pode esperar nada além disso".

Tenhamos todos um bom dia, sem nem pensar em ouvir essa tal de Jovem Pan.

A CADA NOVO PROJETO DO PREFEITO ENVIADO PRA CÂMARA, LOGO A SEGUIR ELE CORRE PRA LÁ TENTANDO APAGAR INCÊNDIO
Isso que vejo ocorrer mais uma vez na tarde de ontem está se transformando numa triste e calamitosa rotina. Primeiro o projeto é feito de um jeito que não contempla o leque de alianças que compõe os tais que o elegeram. Favorece uns e esgoela outros. Uns se contentam e outros esperneiam. Quando bate lá embaixo, naquela casa que um dia já foi considerada como Casa das Leis, o furdunço de estabelece e sem acordo plausível, o incêndio toma conta de tudo e as labaredas se aproximam do Palácio das Cerejeiras. Não existe Líder do Prefeito na Câmara que consiga consertar o estrago. Daí, diante da não solução, imagine o que ocorre? Simples, o próprio prefeito desce lá do terceiro andar e vai sentar naquela sala oval da Câmara, ladeado por todos aqueles que um dia foram eleitos pelos votos do bauruenses para defender seus interesses. Ir na Câmara e conversar com os vereadores, algo normal, mas isso se repetir a cada novo projeto e até o convescote ser estendido para um churrasco no Bauru Tênis Clube e lá, ser obrigado a assitir pela TV jogos de basquete e de futebol, deve ser de dar azia. Mas Gazzetta cumpre o papel, pois sabe que seus projetos não são lá aquela maravilha e daí no vai e vem, demonstra em primeiro lugar fraqueza. Ou não faz bem a coisa ou faz, mas não tendo coragem de sustentar o que fez, desce e se redime perante os que o colocaram na parede. E volta atrás. Não tem como fazer a defesa se já vai e volta atrás assim de bate pronto. Então nem desça e já diga que estará pronto para tudo o que for decidido pelos nobres edis. Eis a Bauru e como se dá a aprovação das leis mais recentes. Um intenso e constante sobre e desce ladeira.
Podia ser diferente, mas não é. Ontem foi só mais um capítulo desta novela e nem vale a pena citar aqui qual foi o projeto que ontem fez o alcaide se submeter ao interrogatório da vez, pois semana passada fez a mesma coisa e na próxima deverá estar presente novamente naquela sala onde o ar, dizem, é rarefeito e recomendável levar balão de gás para não sair de lá carregado e direto para uma UTI.

QUERO LULA LIVRE e O BRASIL LIBERTO DOS GOLPISTAS (01)

Comecei dias atrás a série por aqui, a "Tô vendo ele por tudo quanto é lado", quando a imagem do ex-presidente Lula estava pairando sob tudo o mais, como a nos inpirar para tudo o mais que virá pela frente. A idéia é mais que boa e pode fluir com a colaboração expontânea de muita gente, como uma que recebo hoje, comparando o personagem dos quadrinhos Wolverine com ele. Foram exatas sete publicações, dia após dias, mas a partir de hoje ela terá novo formato. Quero ir publicando a foto deste pessoal que não ter medo de declarar a arbitrariedade do momento atual e a insanidade de manter Lula preso, após uma condenação mais do que ilegal. Dia após dia a carinha dos diletos e corajosos brasileiros dispostos a tirar uma foto com a cara do Lula e dizer o que pensa do momento. Começo com a minha e a partir de amanhã, andando com a máscara no enbornal, tiro a foto de quem quiser participar e assim iremos multiplicando a legião dos descontentes e clamando pela devolução de nossa soberania. Resistir é mais do que preciso, diria, necessário, como uma obrigação. A luta principal da resistência não se dá pelas redes sociais, sei disso, e sim nas "ruas e nas lutas", mas algo também pode e deve ser feito por aqui. Eu faço a minha parte.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

RETRATOS DE BAURU (212)


APARECIDA, VIÚVA, FAZ DE SUA VIDA LUTA POR UM PEDAÇO DE CHÃO SÓ SEU

Diante de tudo o que acontece no país hoje, escancaro cada vez mais minha profunda decepção com uns tais de verde-amarelo nas ruas, daqui de Bauru e país afora. A cada nova movimentação destes a mais absoluta certeza de não estarem nas ruas contra a corrupção, mas todos em sua imensa maioria tucanos e a defender os privilégios destes em nos sacanear profundamente. Com a repulsa elevada a picos inenarráveis, me coloco a serviço de resgatar histórias de quem está na lida, quem vive no seio popular e merece ter suas histórias contadas, passadas adiante, resgatadas e imortalizadas. Essa aqui uma brava guerreira desta terra branca.

APARECIDA BENEDITA INÁCIO DE MORAIS, 51 anos, viúva há pouco mais de seis meses, vive hoje da pensão deixada pelo marido e decidiu transformar sua vida numa batalha pela questão da terra, um pedaço de chão para chamar de seu pro resto da vida. Há exatos ano e oito meses está acampada no Assentamento Nova Cannã, perto da rodovia Bauru-Jaú. Nasceu em Domélia, viveu a infância em Agudos, algum tempo em Pederneiras e escolheu Bauru como ponto de chegada, de ancorar seu barco definitivamente. “Finquei a bandeira aqui e aqui quero ficar, junto da família MSLT. Não tem jeito de abandonar o movimento, nem o Márcio, seu coordenador, somos mais que uma família”, diz. Com cinco filhos, dois morando também no acampamento, ela hoje reside sozinha e não quer saber de outra vida. “Sou feliz pelo espaço conquistado, gosto demais do lugar. Tudo o que planto nasce. Já comi plantado por mim pimentão, melancia, batata doce, mandioca, quiabo, berinjela e tomate. Se sair dali vou pra onde? Casa de filho não tem jeito, cada um tem que ter a sua vida e eu tenho a minha aqui, lutando ao lado de gente como eu para ter um pedaço de terra. Escolhi ficar e lutar, pois tenho fé que ali vai ser o meu cantinho”, conclui. Aparecida é também coordenadora de um grupo no assentamento (a cada vinte pessoas uma coordena esse grupo) e tem seu dia tomado na luta constante por dias melhores, com suas plantações e cuidar de sua morada, além é claro, de sair pras manifestações em prol da moradia e ontem, feliz da vida, num em defesa da libertação do ex-presidente Lula. Seu sorriso envolta na bandeira do MSLT diz tudo, esbanja alegria e felicidade no que faz.


LIBERDADE DE LULA EXIGIDA NAS RUAS DE BAURU
Foi ontem, das 15 às 19h, na praça Rui Barbosa, centro de Bauru SP, um ato convocado pelo Núcleo de Base DNA Petista e o Movimento Hip Hop, mais a Casa de Capoeira e todos gritando em alto e bom som: LULA LIVRE. Povo nas ruas e reunidos em locais diferentes a cada semana. O começo foi na praça central da cidade e a movimentação deve se espalhar pelos bairros, semana após semana, inflando a movimentação dos que clamam pela liberdade de Lula e pela normalização do país, hoje judicializado com ações fora da Constiruição. Se na Zona Sul, quem sai às ruas são os batedores de panela, uns que não clamam contra o fim da corrupção, mas a continuidade dos privilégios para os seus, o povão mais simples, a periferia está querendo mostrar a que veio. Veja quem está a defender um país mais justo e sem a perpetuação das desigualdades, latente hoje com o governo do ilegítimo e golpista Michel Temer & sua thurma.

A luta está só começando. Num domingo à tarde, mais de duzentas pessoas sairam de suas casas e foram gritar e deixar bem claro que este país está mais do que avariado e necessitando de voltar a ser soberano. Com os golpistas e seus sórdidos interesses prevalescendo só pioraremos. Resistir é mais do preciso. Nas ruas, demonstrando força e unidade.

domingo, 15 de abril de 2018

ALFINETADA (164)


BAURU TUCANA ESCANCARA SUAS PREFERÊNCIAS

Não quero me alongar muito sobre isso, mas se faz necessário esclarecer algo a respeito dessa dita luta contra a corrupção que os tais travestidos de verde-amarelo fazem regularmente aqui em Bauru na região da avenida Getúlio Vargas, o reduto deles encravado no coração da Zona Sul da cidade. Soltaram até uma montagem pelo facebook com algo mais ou menos assim: "Baixem a poeira da prisão do Lula e se juntem a nós na luta contra a corrupção de....". E citam alguns nomes esporádicos, na exata acepção daquilo que se denomina de "jogar pra torcida".

Tenho claro comigo e certeza tive no último sábado, quando do evento da lançamento da candidatura do João Dória para governador do estado pelo PSDB. O que vi de foto de gente que imaginava ainda ter um pouco de bom senso nas atitudes, todas sorridentes e ao lado de pessoas envolvidas com a corrupção até o último fio de cabelo foi uma verdadeira festa. Sabe aquele cara do Escândalo da Merenda no desGoverno Alckmin, o Capez. Esse é o tipo do cara que o melhor quando com ele num evento é manter certa distância. Os bauruenses tucanos e verde-amarelos fizeram questão de tirar muitas fotos ao lado dele e de todos os outros, muito sorridentes e escancarando pra quem quiser entender: onde está a busca desses pelo fim da corrupção? Nunca existiu.


Eu estava lá na fente da ITE na resistência e no protesto contra tudo o que ocorria lá dentro. Fiz a minha parte e no mais, observei. O entra e sai foi intenso e constatei algo bem simples de ser entendido e sem necessitar de grande esforço filosófico, trabalhos acadêmicos, dissertações ou mesmo arrazoados escritos alongados. A Bauru da Zona Sul (guardadas as devidas exceções) está toda comprometida não com o final da corrupção, mas cumpriram seu papel no script a eles traçados para enlamear o PT, mas na verdade, nunca foram contra a corrupção, pois são todos tucanos até a medula. Não existe liga possível a juntar alguém que se diz contra as malversações do país, mas faz vista grossa para as consistentes denúncias contra o sr Geraldo "Santo" Alckmin e tudo o que ele representa e ali no salão da ITE, todos muito bem representados. Aquela turma é toda tucana, sem tirar nem por.

Não vou perder tempo em ficar citando nomes dos bauruenses ali no salão da ITE, todos pimpões na claque para aplaudir, gritar e espernear pelo pior prefeito que a capital paulista teve nos últimos tempos. Quem entrou lá não questionou nada sobre os ali presentes, foi para referendar. A única conclusão possível do que vi ali é a de que esses lá das cercanias da Getúlio, possuem um lado declarado, escancarado, exposto como fratura mais que exposta e este decididamente não é o da luta contra a corrupção. Inventem outro slogan, outra causa, mas essa nunca colou e agora está mais do que escancarada. São todos vaquinhas de presépio, papagaios de pirata do que de pior temos na política hoje. Nenhum defende uma só vírgula de interesse popular, mas sim, todos eles os interesses da classe mais excludente, a dos privilegiados, de uma elite (que não pertencem) cruel e insana. Que isso fique bem claro daqui por diante.


A máscara desses caiu definitivamente.

sábado, 14 de abril de 2018

CARTAS (187)


ÉRAMOS FELIZES E SABÍAMOS*
* Missiva deste HPA publicada hoje na tribuna do Leitor, Jornal da Cidade – Bauru SP:

Que os tempos atuais vividos pelo País são infinitamente piores dos que os dos tempos de Lula, isso ninguém nem tem a menor dúvida. Inegável a deterioração do País após a deflagração do golpe em 2016, com a destituição da presidente Dilma.

A barafunda se institucionalizou e desde então vivemos num estado geral de bagunça e destruição do País. Os que não enxergam isto ou estão envolvidos com a trama para destituir do povo seus direitos, legislação, instituições e garantias ou, pior, apoiam não por convicção, mas por não ousarem dar o braço a torcer, puro pedantismo.

Preferem continuar no prejuízo, jogando contra o próprio patrimônio e numa nhaca danada. Não seria mais simples esses todos assumirem não ter sido uma boa ideia apoiar o golpe e que um voltar atrás poderia salvar o próprio bolso, inclusive o país da bancarrota.

Comecemos forçando a libertação de quem tanto fez por todos nós e hoje injustamente cumpre pena pelo simples fato de enfrentar os déspotas hoje nos governando. Dói menos capitular agora, amanhã poderá ser tarde demais. É pegar ou largar.

ALGUÉM EM SÃ CONSCIÊNCIA PODE ME EXPLICAR O QUE VEM A SER ISTO?*
* Ontem publiquei no facebook este texto com um questionamento. Foi uma surpresa a participação:
Folheando o Jornal da Cidade de hoje eis que, encartado neste um novo impresso deste senhor no meio dos cadernos do diário. Ontem e anteontem nos sinais de trânsito mais folhetos deste senhor. Coleciono até para saber do que se trata. "Eu quero a cidade limpa" e a cara dele em tamanho descomunal. "Nós aprovamos ..." e a cara dele em tamanho a tomar todo o folheto. Em alguns uma marca, Associação Sem Limites. Não sei se isso é campanha política antecipada, se promoção pessoal dele mesmo, se sei lá o que, mas para mim algo inexplicável, um propósito embutido e não de todo revelado. Tenho comigo que sendo ação de uma Associação a prestar benesses para a população seria salutar ter a ação do que fazem, quem dela participa, seus propósitos e não a cada novo impresso uma foto em tamanho expositiva de uma só pessoa. Fico sem entender o propósito disto.

BAURUENSES AQUI RESIDENTES ORIUNDOS DAQUELA REGIÃO*
* João Dória e Geraldo Alckmin começam campanha por Bauru e uma manifestação contrária agita o local:
Quando uma guerra mundial está com o estopim aceso, no momento em que Trump autoriza os bombardeios contra o povo sírio, eis necessitarmos entender algo que a mídia nativa não nos falará. Os EUA não atacam a Síria por causa dos civis mortos. Eles nunca agem por causa de vidas humanas e sim, por causa dos interesses comerciais em questão. Sendo um importante corredor marítimo petrolífero e ele estando travado no momento, os EUA o querem livres e servindo de passagem aos seus navios carregados de petróleo. Por causa disto eles fazem a guerra e junto da França e de outros países não hesitarão em matar muito mais civis do que já morreram até hoje.

E onde entra Bauru nisto? Na ITE hoje, João “Pinóquio” Dória, acompanhando de Geraldo “Santo” Alckmin vieram lançar suas candidaturas, as mais sórdidas para os interesses populares e lá dentro do auditório da faculdade de Direito uma reunião de tucanos da região, os que se diziam contra a corrupção, mas na verdade, querendo somente criminalizar o PT, para continuar fazendo o que sempre fizeram. Roque Ferreira, ferroviário e ex-vereador em Bauru por duas legislaturas com o microfone nas mãos os coloca nos seu devido lugar e no meio do seu discurso, fala sobre a Guerra ontem iniciada e o papel dos muitos oriundos daquela região do conflito e residentes aqui em Bauru e no entorno. Uma fala contundente sobre quem veio resideir por aqui, sendo muito bem recebidos, mas junto dos trabalhadores muitos lacaios do próprio povo. Na fala de Roque algo sobre esses, muitos deles lá dentro da ITE, cumprindo dois infames papéis nessa manhã de sábado, o de trair o povo paulista e continuar cravando-lhes a faca e para esses oriundos da região em conflito, principalmente sírios, dando seu quinhão para destruir ainda mais seus países de origem. Cruéis em duplicidade.

Bauruenses precisam entender e saber dividir também dentre esses tantos que aqui vieram residir, quem são os defensores dos piores interesses possíveis. A seguir o link da fala do Roque: https://www.facebook.com/henrique.perazzideaquino/videos/2073390159357649/

sexta-feira, 13 de abril de 2018

BEIRA DE ESTRADA (92)


O MÉDICO QUERIA FALAR DO LULA, MAS POR FIM FALAMOS MESMO DOS CASOS ENVOLVENDO BAURUENSES
Eu sou um contador de história. Tenho amigos fugindo de me revelar algo, com medo de ver tudo aqui reproduzido. Não cometeria indelicadezas com amigos. Conto as histórias que vejo acontecendo pela aí, mas na imensa maioria das vezes omito os nomes, como nesta que aqui relatarei.

Ultimamente ando indo muito visitar e ter conversinhas ao pé do ouvido com médicos. Três cirurgias em pouco mais de um mês e mais umas esporádicas consultas. Das duas uma, a idade chegou ou estou mesmo a dobrar o 'cabo da Boa Esperança'. Prefiro ficar com a definição que um amigo disse dias atrás pra Ana: "Você está reformando o Henrique". Será? Tomara que ela consiga.

Conto a história de uma dessas visitas aos médicos e dos desdobramentos. Eu não me considero um cara muito conhecido pela aí, ainda mais entre a classe médica, mas esse deste interregno é um velho conhecido, desses atuando desde muito tempo. Sabe aquilo de um médico conversador? Esse é assim. Ao me ver no consultório, o danado deve pedir pra sua atendente para me deixar por último. Ele quer conversar e me conta histórias pessoais que nunca esperaria ouvir num consultório e de alguém que não comunga comigo dos mesmos gostos. Permaneci por lá bem mais de uma hora jogando conversa fora.

Desta feita ao meu ver entrar, antes mesmo de perguntar o que ali me trazia, o danado puxou conversa:

- E aí, hem prenderam o Lula? Agora a coisa vai, já era tempo.

Senti o gostinho de provocação e retruquei com algo local:

- O caso do Lula já é um escândalo internacional, pois o condenam e prendem por algo não comprovado, mas os fatos comprovados pululam por aí e muitos desses não vão presos nem que a vaca tussa. Veja o senhor o caso aqui de Bauru, onde tivemos um mensalão com dinheirama em larga escala chegando mês após mês para utilidade pública e sendo descaradamente desvidado, gente graúda envolvida, nomes mais do que conhecidos e todos soltos e não vejo ninguém pressionando para que o chefão tenha seu nome exposto e incluído no processo.

- Eu sei de quem você fala e de que processo é esse. É o da Associação Hospitalar de Bauru.

- Então, meu caro doutor, guardadas as devidas proporções, cada cidade tem algo parecido, uns poderosos que aprontaram e tudo sendo jogado pra debaixo do tapete. É muito fácil culpar o Lula de tudo, mesmo sem provas e se fazer de bobo e fingir que aqui nada acontece. E tem mais, veja esse caso da SEPLAN, querem pegar uns peixes pequenos, talvez os funcionários da Secretaria e não os grandões.

- Verdade, tem até o tal famoso corretor de imóveis. Será que desta vez algo vai resvalar nele? Tem muita historia nessa área para ser revelada, mas ficou até agora só nos bastidores e nunca passaram disto - me diz.

Conversamos mais, ele me contou detalhes de tramas que conhecia, pois enfim, como mesmo disse, tudo se encontra nesta cidade não tão grande e os lugares frequentados por gente como ele não são assim tantos, uma hora ou outra eles se trombam e acabam sabendo das histórias uns dos outros. Prosseguimos e quando me dei conta ele nem mais lembrava da prisão do Lula, pois relembramos vários casos bem bauruenses.

Por fim ele me atendeu e saio de lá com mais um remedinho (dos caros) na algibeira. Gostei mesmo é do rumo da conversa. Ele queria me ver assumindo erros lulistas e lhe mostrei outros de teores mais elevados e bem próximos de nós, aqui dentro da aldeia onde moramos. E o que mais tem é gente pra dissecar a história dos outros, nunca as suas, coisas de serpentários. E hoje não é difícil fazer isso, pois ocorrências não faltam, ou seja, "santos" por essas plagas deixaram de existir, ou melhor, nunca existiram. Tá cheio de gente com culpa no cartório.