sexta-feira, 24 de novembro de 2017

MEMÓRIA ORAL (218)


BLACK FRIDAY EM BUSCA DE LIVROS NO CENTRO PAULISTANO

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

RELATOS PORTENHOS / LATINOS (45)


GUMERCINDO E NISMAN, MACARRÃO E BRUNO, GREGÓCIO FORTUNATO E GETÚLIO VARGAS – O SERVO E O SERVIÇO SUJO

Na Argentina neste exato momento algo me surpreende, a história de Gumercindo e Nisman. O fiscal Nisman se suicidou dois anos atrás, pressionado pela infinidade de erros cometidos ao longo de sua vida, ora subordinado ao Estado Argentino, quem lhe pagava o soldo mensal, ora prestando serviços fora do expediente, fruto da ganância pessoal e assim, com benesses oferecidas por interesses externos, alguns vindo diretamente de órgãos obscuros dos EUA, que o bancavam para defender seus interesses. Pressionado, estava para ter seus atos revelados, optando pelo suicídio. O desGoverno criminoso e neoliberal de Maurício Macri, mancomunado com um Judiciário subserviente ao seu poder de mando tentaram incriminar a ex-presidenta Cristina Kirchner, como mandante do crime. A intenção caiu por terra e hoje, quem está encalacrado até o pescoço com a morte do promotor é seu serviçal, um quase escravo, Gumercindo.

Esse fazia todo tipo de serviço para o fiscal, não existindo para isso, nem hora, nem questão. Totalmente subserviente, prestava serviços em tempo integral e de uma paga “X” proveniente de emprego público, arranjado por Nisman, era obrigado a devolver em espécie 50% ao patrão. Dias antes de se matar, liga ao serviçal e lhe impõe: “Me arrume um revolver. Traga carregado”. Sem possibilidades de questionar algo, como sempre agiu e sempre lhe foi imposto pelas condições do trabalho estabelecido entre as partes, o revólver lhe é entregue. De posse dele, Nisman se mata trancado no banheiro de seu apartamento. Como estava atuando em processos contra Cristina, sempre muito bem pago por grana advinda de lugares distintos de sua folha salarial, ela foi envolvida, mas como o absurdo não vingou, alguém precisaria ser culpabilizado por tudo. O Judiciário argentino se recusa a investigar o lado escuso do promotor: para quem prestava continência, muito além de quem lhe pagava o salário, pois isso fere os princípios do neoliberalismo, o que tudo faz para defenestrar qualquer um que ouse defender interesses populares.

Tanto lá na Argentina, como aqui no Brasil, o Judiciário perdeu qualquer resquício de credibilidade e hoje, ambos atuam aliados aos grupos instalados no poder, defensores intransigentes das leis de mercado e do neoliberalismo predatório. Aqui pretendem prender Lula sem provas e lá tentam fazer o mesmo com Cristina. Aqui Lula não pode ser candidato, lá farão o mesmo com Cristina, mesmo ela sendo agora senadora. Vergonhoso papel o do Judiciário, o de lá e o de cá. A tristeza da semelhança das situações se completa se deparando com a situação de Gumercindo. Tantos iguais a ele são serviçais de poderosos, desses pagos para fazer tudo, desde limpar a bota e a bunda do patrão, como fazer qualquer tipo de serviço sujo. Não pensem que pessoas iguais a Gumercindo não existam aqui no Brasil. São muitos. Macarrão, aquele que servia ao goleiro Bruno é um exemplo. Fez o serviço sujo por devoção ao patrão. Desaparecidos daqui e da Argentina, alguns sem aparentes explicações, podem ser creditados a esse tipo de serviçais. Nas sombras e catacumbas dos jogos de poder, além desse inexplicável entrelaçamento do Judiciário com o que de pior temos na política, ainda temos os muitos Gumercindos e Macarrões, prontos para tudo, até por amor ao amo. Seria isso uma das pérfidas partes de mais um ciclo do neoliberalismo? Muito antes disto, outra história, bem brasileira, no relacionamento entre Gregório Fortunato e o então presidente Getúlio Vargas. Ele, sem Getúlio saber, para não ver o patrão sofrer tentou matar um desafeto do presidente e se deu muito mal.

Vejo muita gente em torno de tantos políticos, empresários, figurões com grana e ao vê-los como agem, enxergo e penso qual seria o limite de sua atuação quando o patrão lhe der uma ordem? Cumprir ou cumprir. Como terra sem lei, em momentos onde a Justiça claudica e se mostra favorável aos grupos de poder, surgem de tudo, desde milícias, paramilitares e apaixonados políticos prontos para fazer a cagada em nome dos endinheirados. Tomar cuidado é pouco em tempos assim. Será possível existir gente paga para fiscalizar e legislar no Brasil e pronto para se vender aos interesses externos? E esses teriam Gumercindos ao seu dispor? Penso muito nisso nos últimos tempos.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

FRASES (162)


QUEM NÃO TEVE PROBLEMAS COM VOOS CANCELADOS NO AEROPORTO DE BAURU/AREALVA LEVANTE A MÃO?
Dificilmente numa roda de quem já fez uso do aeroporto de Arealva, o Moussa Tobias, um deixaria de levantar a mão. Existe uma máxima hoje sendo repetida como mantra: “Basta um mero cachorro urinar na pista para voos serem cancelados”. Tudo se deve à precariedade das instalações, pois mesmo com o dito esforço (mental, espiritual e sanitário) das tais “forças vivas” da cidade, para que o “internacional” (sic) aeroporto de cargas, o “mais importante do interior do estado” (sic) fosse levantado no meio do nada (distantes 15 km da área urbana da cidade), nem instrumentos a pista possui. A história deste aeroporto é macabra desde o começo. Reza a lenda que, a aquisição do terreno pelo Estado de SP já foi feita para beneficiar o idealizador da ideia, projeto e àrea da mudança do aeroporto. Tudo foi consumado e até hoje, não se observa pela mídia local nenhuma crítica neste sentido. Nem mesmo com todos os insucessos, saídas e entradas frequentes de companhias aéreas com destino Bauru, o projeto de carga já totalmente inviabilizado e demonstrado inapto, nenhum crítica para o local. Existe um acordo de cavalheiros em Bauru: poderoso não critica ação de outro poderoso, pois o criticado de hoje, pode muito bem dar apoio para obra de outro. Eles se entendem muito bem e dane-se o resto. Algo sério mesmo sobre os motivos deste aeroporto estar onde está só será feito por alguma investigação particular ou acadêmica, pois do contrário é assunto intocável. Vez ou outra surgem os que ainda querem ver o verdadeiro aeroporto de Bauru, o lá entre a Getúlio Vargas e a Octavio Pinheiro Brizolla loteado pela especulação imob iliária. Quer queiram ou não as forças vivíssimas de Bauru, eles mesmo fazem uso dele muito mais do que o de Arealva, enfim, a utilização do velho é muito maior que a do novo. Até o governador Alckmin quando chega em Bauru com jatinho ou helicóptero, adivinhem em qual prefere descer?

Choveu forte esta semana em Bauru e como sempre voos adiados. A novela se repetiu e um voo iniciado em São Paulo arremeteu no meio do caminho e voltou para Sampa, com todos os passageiros vindo de ônibus no meio da madrugada. Motivo: chuva e tempo ruim. Quem dá risada com tudo isto é o Expresso de Prata, que sempre fez das suas para inviabilizar e viabilizar outros meios de transporte que não o rodoviário. Meios aéreo e ferroviário são colocados para escanteio na discussão dos grupos de interesse ligados ao lobby rodoviário. Reproduzo abaixo algo publicado pelas redes sociais, desabafo da professora Ana Bia Andrade, lembrando das varias vezes onde passou pela mesma situação e na defesa de colegas que estavam no tal voo de quarta para quinta:

"Até quando vamos aceitar a piada que é o aeroporto de nossa cidade ? os 'vips' só pousam no aeroclube. o trabalhador, que viaja de avião, não pousa, arremete. volta pra guarulhos, congonhas, campinas e chega sei lá a que horas. se chegar..... pode ter que dormir em uma 'cápsula do tempo' (já me aconteceu). quem vai buscar gasta uma grana de combustível ou de transporte (ônibus circular esquece) e fica 'na pista' depois de atravessar uma estrada perigosa, ruim e mal iluminada. as cias aéreas cobram o preço que querem. se precisar viajar de urgência, paga 2 mil reais pra voar 25 minutos pra sp. af bauru....".

Não teria menos dispendioso para os cofres estaduais, uma bela de uma reforma no Aeroclube de Bauru e não enfiar grana em algo já comprovadamente considerado inútil e de pouca utilidade. Isso sem contar o custo de uma viagem de taxi de Bauru até lá, em certos casos, compensando mais buscar outros meios. Muitos já descartam definitivamente a utilização deste meio de transporte para ir e voltar à Bauru, devido aos constantes cancelamentos de voos. E daí, o que fazer com o elefante branco do tamanho de uma fazenda encravado ali depois das penitenciárias bauruenses?
 
Cão urinou na pista, pode esquecer, não tem vôo subindo ou descendo em Arealva.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

PERGUNTAR NÃO OFENDE ou QUE SAUDADE DE ERNESTO VARELA (129)


A BAURU QUE FAZ POR FAZER E A QUE SE ESQUECE DOS ANTECEDENTES

Vamos por partes, como magistralmente fazia Jack, o Estripador.

Parte 1 – Inauguração da praça da Consciência Negra nos arredores da avenida Nações Unidas. A Semana da Consciência Negra se aproximando, dia de Zumbi dos Palmares, feriado em muitas localidades e nada em Bauru, algo precisava ser feito e pensando desta forma, a laboriosa equipe da Prefeitura Municipal correu para preencher a lacuna. Nada como homenagear os negros bauruenses com uma praça, porém tudo às pressas, algo ainda insipiente, sem nada, grama por nascer, sem bancos, arvores e tudo o mais, só um terrão batido. E assim, no dia de ontem, com ilustres convidados a placa foi descerrada e mais uma praça passou a figurar no rol das existentes na cidade. Uns poucos elogiaram, mas outros, mais sensíveis, chamaram a atenção pra o descalabro. Tatiana Calmon pisou acertadamente no acelerador e tascou: “Me desculpem os companheiros e camaradas do movimento negro, mas, pessoalmente, acho uma afronta reinaugurar um bico de calçada, sem banco, sem árvore, sem água, sem nada, como praça África, como parte importante do calendário da semana da consciência negra. Não é uma praça. Não é sinal de combate ao racismo e ao preconceito, ao contrário. E ver uns e outros que sempre tiveram os negros como seu alvo predileto discursando foi lamentável. Meu estômago não aguenta”. E para descerrar a placa, além do prefeito e de convidados da comunidade negra, escolhem o vereador coronel para o discurso de inauguração. E sem farda, ele hablou pacificamente com todos os sorridentes presentes. Já da praça, nos próximos capítulos serão implementadas as melhorias prometidas. Aguardemos.

Parte 2 – O processo junto ao Iphan – Instituto de Preservação Cultural e Histórico, órgão do Governo Federal, para certificação do sanduíche bauru (neste caso, o correto é em minúscula), tornando-o bem imaterial reconhecido institucionalmente em todo território nacional é algo em curso desde os idos de 2007. Representantes do Iphan estiveram na cidade e na mudança de Governo municipal, de Tuga para Rodrigo, prioridades neste quesito deixaram de ocorrer e tudo passou a correr mais lentamente. Neste momento, ao abrir os jornais, um deputado federal da vizinha Ourinhos assume o papel de levar para as instâncias palacianas de Brasília a velha reivindicação desta cidade. Nada contra se apropriar dos louros, mas se algo for aprovado, salutar relembrar o que já foi feito, até para construção do real histórico, o processo correndo há mais de uma década. E neste exato momento, além do coronel deputado de Ourinhos, o vereador coronel de Bauru também se dizendo proponente da provável certificação.

Parte 3 – Desde que me conheço por gente, áureos tempos que um tal de Batata voava pelos ares bauruenses com seu ousado planador, a cidade já era considerada como “capital nacional do voo à vela”, isto tudo devido em primeiro lugar à localização de nosso aeroporto, o que recebe mais voos do que o oficial, lá no meio do nada, beiradas de Arealva. Vento não falta no lugar e nos hangares levantados pela força braçal dos bravos ferroviários, instalações condizentes para a prática do rico esporte. Ico, o dono do bar Aeroporto vende adesivos, camisetas e outros mimos referentes ao esporte, além das paredes do estabelecimento estarem forradas de fotos comprovando o que já está na boca de tudo e todos. De onde veio? Quem lançou a ideia? Como se propagou? Desde quando se fala disto? São boas perguntas a merecer as respostas adequadas, pois quando algo for institucionalizado, que os louros do feito da cidade ser considerada oficialmente como “Capital do Voo à Vela” não recaia sobre quem a levanta somente neste momento e com visíveis intenções eleitoreiras. A César o que é de César, melhor assim.

Tudo devidamente destrinchado, Jack, o dito Estripador se recolhe aos seus aposentos. Tchau!


UMA  OUTRA COISA
BRASILEIRO ANDA DE ONIBUS, MAS SÓ FORA DO PAÍS
Escrevo de Patrícia Ayala, vice-presidente do vizinho Uruguai. Ela aguarda o ônibus circular para chegar ao seu trabalho. Sem comentários. 

Conto uma história bauruense de um dos tantos dias em que desço de ônibus pro centro da cidade. Estava no ponto defronte o shopping, 7h da manhã e um vizinho ali me vendo, para e quer saber dos motivos de ali estar. "Uai, vou de ônibus, carro guardado. Por que?", respondo. Sua resposta não esqueço jamais: "Faz mais de dez anos que não entro num ônibus em Bauru". 

O que mais existe por essas bandas são os que não podem ser vistos em hipótese nenhuma dentro de um circular. Morreriam de vergonha. Desavergonhados vivem melhor neste mundo insano e doente.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

COMENDO PELAS BEIRADAS (47)


AS AMIZADES FACILITAM A CAMINHADA - O CASO DE REGINÓPOLIS
Caminhar sozinho é uma coisa e em grupo outra. Tem quem prefira continuar insistindo na caminhada sozinho. Os motivos são muitos e vão desde a dificuldade de relacionamento, até o desencanto em tentativas anteriores. O fato é que, mesmo com algumas experiências não muito bem sucedidas, para a obtenção de sucesso em empreitadas variadas, nada melhor do que fazê-las coletivamente. Uso um esdrúxulo exemplo para comprovar meu dito. O ditador do Zimbábue, 93 anos, Robert Mugabe, 37 anos no poder foi defenestrado por um golpe de estado militar e pelo simples fato de ter perdido a noção do autoritarismo e do isolamento político. Não querendo ninguém além de sua esposa (e só ela) na linha sucessória, demite todos os próximos com condições de assumir o poder quando do seu falecimento. Nos preparativos para lhe passar o poder, algo familiar, ao estilo de algumas empresas, do patriarca para a esposa, eis que esses, antes todos se beneficiando das benesses do poder, mas agora alijados de qualquer possibilidades, insuflam os militares para fazer o serviço sujo e desta forma destituir o idoso presidente. Militar faz serviço sujo para civis em variados lugares. Aqui já o fizeram e lá no Zimbábue acabaram de fazer. Se o gajo tivesse mantido suas relações cordiais com os outros se beneficiando das benesses deste pobre estado africano, creio eu, tudo continuaria como dantes. Sairia um, entraria outro, sem eleições no meio. 

Não me recriminem pelo sórdido exemplo. Estou um tanto sórdido e desiludido nos últimos tempos. Queria mesmo com esse texto reforçar algo sobre amizades e isolamentos e o fato de tudo ocorrer com mais tranquilidade quando junto de outros. Eu mesmo, aos 57 sou um assumido dependente dos amigos. Não vivo sem estar rodeado de muitos amigos (as), enfim, eles me conduzem para meus caminhos e também para os descaminhos. Toco minha vida ao lado desses e ontem, quando promovi a exposição de fotos lá na Feira do Rolo, a "O Que Você Veio Buscar na Banca do Carioca na Feira do Rolo?", na verdade, aquilo tudo foi uma imensa reunião de amigos. Fátima Guermandi, uma dileta amiga de Pirajuí me ensinou a repetir uma frase e dela faço uso sempre: "boi preto anda com boi preto". Na manada toda seguindo por uma caminho, nada melhor do que um seleto de grupo de amigos seguindo no sentido oposto. Aquilo lá na feira foi uma saborosa reunião de "bois pretos", os que remam contra a maré diante dessa imensa manada de verde-amarelos esmerdalhando com o que ainda resta deste país. Eu conheço a maioria dos que lá estavam e deles não me separo, aliás, faço coisas para me aproximar mais e mais. Diante deste atual estado predatório neoliberal, se não fosse eles, estaria irremediavelmente danado, desesperançoso de tudo o mais. Aquele conglomerado de gente ajuda a seguir tocando o barco no meio desta tempestade. São energizadores, eles para comigo e eu para com eles.

Escrevo disso e me lembro de algo solicitado a mim, coisa de uns dois meses atrás pelo amigo, o cartunista Fausto Bergocce, reginopolense hoje radicado (exilado seria o termo mais correto) lá em Guarulhos, na grande São Paulo. Ele vive na cidade grande, mas de tempos em tempos não aguenta e volta pra sua Reginópolis, onde reencontra amigos, anda a pé de bar em bar, senta na praça, ouve os passarinhos, põe o pé no rio Batalha, revê antigas namoradas, toma café na padaria da praça, conversa fiado, imita passarinhos e faz algo mais do que saboroso: se reune com amigos. Fausto está entusiasmado por ter descoberto um grupo de amigos, desses que ao menos uma vez por semana deixam suas casas e sentam em bares da cidade, cada vez num diferente e falam mal de tudo e de todos, resolvem os problemas todos da cidade, do estado e do país. Só pelo fato de deixarem seus afazeres, criarem um grupo e se bandearem pra rua já é grande feito. O que discutem eu não sei e nem perguntei isso pro Fausto (não quero me decepcionar). Os grupos onde ainda consigo me relacionar se reunem para propor a transformação deste mundo em algo mais palatável, pois vê o atual falido e crê que outro é possível. Já o grupo de Reginópolis não sei o propósito. Talvez o façam só para cervejar, falar de sexo, drogas e rock and roll, criticar a política local, enfim, escrevo essas besteiras todas pelo simples fato de gostar de quem ainda consegue se reunir em grupos e saracotear pra lá e pra cá. Ruar, no bom sentido do termo. Quando ele me enviou uma charge com eles reunidos, veio com um pedido: "Olá Henrique, taí a arte da Turma das Quintas....com Nando, Nadir, Fernando, Dirceu, Orlando, João Garcia, Reinaldo, Josè Yunes, Polegada, Dário, Reinaldo e Munir...e quem mais vier! Se você puder, faça um belo texto (como é de seu estilo), pra essa bonita confraria de amizade. Como o nome diz “ Turma das Quintas “, ele costumam se reunir em vários bares da cidade, pra trocar boas conversas e tomar muita cerveja!!!".

Eu como me reúno sempre que posso, divulgo o grupo de Reginópolis e cito só um dos muitos onde me encontro, o bloco farsesco, burlesco e algumas vezes carnavalesca, o Bauru Sem Tomate é MiXto. A gente quer barbarizar estruturas falidas e denunciamos isso, mas cada grupo tem lá seus interesses e motivos. O da Turma das Quintas só indo lá pra saber e pelo visto, cerveja não vai faltar. Só como informação: Reginópolis fica 90 km de Bauru.

domingo, 19 de novembro de 2017

AMIGOS DO PEITO (139)


EXPO NA BANCA DO CARIOCA, NIVER MANA HELENA E TIBIRIÇÁ
Foi uma manhã das mais efervescentes. Ferveu logo cedo com a exposição "O QUE VIESTE BUSCAR NA BANCA DO CARIOCA?", onde lá junto da famosa banca de livros, LPs e CDs do Francisco Carlos Jaloto, as fotos das pessoas que desde junho foram por mim fotografas circulando ali pelo local em busca de algo bem suspeito. Muitos estiveram por lá prestigiando a exposição e os fotografei novamente junto das fotos da exposição. A exposição da exposição.

O mais gostoso é você começar o dia com um casal, a Magali Arantes, dentista e fotógrafa, junto do marido Valter, que vieram na feira do rolo só para presenciar a exposição. Que papo gostoso, saboroso e ela entendendo a proposta deste mafuento, que não é fotógrafo (nem nunca será), mas produziu algo com um olhar de quem enxerga as coisas da rua e valoriza suas possibilidades.

Ver Carioca vestir a camiseta igual a minha, que ele havia trazido numa caixa e ao me ver com a "Eu amo a rua", sacou a sua e a envergou pela manhã inteira, algo de amigo pra amigo. Esticamos barbantes, busquei prendedores de roupa, esticamos fios, subimos em banquinhos de plástico e quando demos conta, pronto, a exposição estava pronta, montada ali na parede da Associação dos Aposentados. Foram 68 fotos e ver a cara de satisfação de cada um, principalmente os personagens ali da própria feira, eles ali representados, isto é coisa que não tem preço.

Os amigos e amigas foram chegando depois das 10h30 e foram muitos, gente que nem esperava, mas fazendo questão de estar ao meu lado neste dia. O papo rolou solto e foi uma gostosura. Pelas fotos dá para se perceber o quanto foi instigante ter feito a mesma, dentro da maior simplicidade e notar que o resultado foi mais do que instigante. Diria, emocionante. Já penso numa outra, dentro de moldes mais ou menos parecidos, fotos de minha lavra, sem técnica rebuscada, mas com o olhar de quem tenta entender um pouco das coisas da rua. Já a montei mentalmente e começo os registros tão logo a sogra querida saia do hospital.

A exposição foi até umas 12h30 e a todo instante olhavámos para o ceú e aquelas nuvens escuras, ora ameaçavam, ora o sol dava o ar da graça. Por fim, a chuva não veio e tudo saiu a contento. Saímos de lá e fomos todos para o Bar do Barba, ali na esquina da Gustavo Maciel com a Julio Prestes e, além do chopp gelado, a festa de aniversário da mana Helena Aquino, seus convidados e os meus, todos juntos, comendo quitutes, desfrutando de um longo papo. O que já estava gostoso do lado de lá, no meio da feira, foi transferido a contento pro bar e realizamos a segunda festa de aniversário de amigos ali na feira dominical. O primeiro foi surpresa, da Fatima Brasilia Faria, ano passado.

Para encerrar o dia com chave de ouro, ainda buscamos força e alguns dos nossos nos juntamos com a festança ocorrendo lá em Tibiriçá, em homenagem ao Dia de Zumbi dos Palmares e Semana da Consciência Negra, quando a família Baté, além de uma feijoada para todos os presentes, algo repetido ano após ano, distribui medalhas do Zumbi para personalidades que estiveram ao seu lado durante o ano. Algo mais do que emocionante e depois, o samba, comandando solto, por quem entende do negócio, sob a batutra do mestre Zuza, um que sabe tirar sambas do fundo do baú e com uma memória de assustar gente sã.

O dia não podia ser melhor.

sábado, 18 de novembro de 2017

O PRIMEIRO A RIR DAS ÚLTIMAS (47)


OS QUE ANTES ESTAVAM DE VERDE-AMARELO NAS RUAS, HOJE QUEREM QUE A GENTE, OS QUE ESTÁVAMOS CONTRA O GOLPE DEFENDAM EM NOME DELES A BARAFUNDA DO PAÍS EM QUE FOMOS ENFIADOS POR CAUSA DAQUELA INSENSATEZ COLETIVA

As coisas são engraçadas neste país varonil. Recebo ontem de um dileto amigo internético, um que esteve vestido de verde amarelo até bem pouco tempo e hoje está revoltado com o país que ele ajudou a deixar do jeito que se encontra hoje, o seguinte e revoltado texto:

“IMPOSTO DE RENDA - Decreto que aumenta de 27,5 para 35%, a alíquota do Imposto de Renda. - Este reajuste atinge diretamente a classe média. Sem querer cortar gastos, o governo com sua exuberante incompetência, quer como sempre, repassar para a população. Assim é moleza, roubam, administram mal, e nos dão a conta para pagar. Passe adiante... - Se cada pessoa passar para 10 amigos de setores diferentes, no 6° repasse atingiremos milhões de brasileiros. Vamos tirar 5 minutos para mudar o Brasil e defender nossas famílias e nosso suado dinheiro. Eu fiz minha parte ! Faça a sua! R$6 milhões é o valor que vai receber cada deputado que votar pela Reforma da Previdência que corta sua aposentadoria. Estão querendo tirar o zap do ar pra que essa mensagem nâo viralize até eles tomarem uma providencia! VAMOS VIRALIZAR! MANDE PRA TODOS SEUS CONTATOS! A Globo está tentando esconder a todo custo, mas o zap vai divulgando...”

Respondi de um jeito que deve ter espantado o indignado cidadão:

“Espero que agora, sofrendo na pele a maioria dos brasileiros que foram enganados pela Rede Globo caiam em si e vejam que o grande culpado deste país estar na merda onde nos encontramos não se chama Lula e Dilma, mas o que "eles" (a Globo, Judiciário e políticos sujos) queriam era se ver livres de quem ainda fazia algo pelo povo, para no seu lugar cravar a estaca contra os interesses da maioria. Luta contra o que representa a Globo, meu caro, é devolver o país à normalidade, reestabelecendo o mandato de Dilma até o fim, reconhecendo o golpe que lhe foi dado e repudiando o que vem sendo feito de barbaridades, inclusive pela via do Judiciário. Para este país não acabar de vez, ou lutamos contra quem nos apunhala de verdade, ou eles tomarão conta de tudo. Minha escolha, feita desde lá atrás, não é pelo fim do PT, mas contra o que veio depois dele. Foram esses que estão destruindo com o que resta de Brasil e nada fazemos. Até quando?”.
Não seria o caso de passarem a se utilizar de...

Sua resposta veio com aquela mãozinha em sinal de positivo. Não me dei por vencido e aproveitando a deixa, tasquei algo mais:

“Percebam a cagada que foi apoiar e sair de verde-amarelo nas ruas contra uma provável corrupção, que hoje é imensaqmente maior e ninguém faz mais nada, todos passivos e quietos. Que país é este?”.

A resposta veio na forma de outra mãozinha em forma de positivo e uma frase, repetido como mantra quando alguns dos verdinhos são encostados na parede: “Infelizmente meu caro Aquino , Temer foi eleito junto com Dilma.....”. Claro, não me segurei nas pernas e tasquei isso como resposta:

“Só que foi traída, o povo todo, enfim, a nação quando se aliou aos golpistas, os tais de verde amarelo, que hoje se calam e não tiram a cara da toca nem contra isso que me postou inicialmente. Lembro muito bem de uma frase do Temer ainda quando vice: "Dilma me trata como figura decorativa". Lindo isto, ela sabia quem ele representava e o mantinha contido, à distância das decisões, enfim, todo o PMDB contido. Com o golpe, a traição cometida contra ela, eis o resultado”.

Sua resposta: “Tudo bem onde estão os traídos que não se manifestam ? Não batem panela ? ?????????”. A minha postei a seguir:

“Medo, meu texto fala disto (citava um texto publicado no blog em 16/11). Lhes tiraram tudo, inclusive a capacidade de entender o que se passa. Pensam só em como comer hoje, continuar sobrevivendo amanhã e como vão poder desta forma virar a mesa e sacar esses caras aí instalados, os tais que os verde amarelos, os tais lá da Getúlio Vargas? Esses sim, são coniventes com tudo o que ocorre hoje, pois mais esclarecidos, porém, ainda odiando o PT. A lavagem cerebral foi tão intensa que o ódio não os deixa enxergar e reconhecer o tanto de maldades que hoje vivenciamos. A empáfia desses infelicita o país, pois se fosse com o PT, insuflados por essa mídia que hoje denunciam, esses aumentos de gás e gasolina já tinham dado em muita confusão. Hoje, esses desavergonhados se omitem e fingem nada ser com eles. Uns bostas”.


Encerra a conversa com: “Espero que você esteja certo.... Torço por um Brasil de todos..... Abraços e VAI CORINTHIANS !!!!!!”. Na despedida ainda sacramentei:

“Sim, o Corinthians é nosso alento. Mas não dá mais para jogar a culpa no PT, que ainda fazia algo por esse povão e hoje, ninguém mais faz nada, perdemos todos os benefícios e direitos tão duramente conquistados ao longo de décadas. O desalento se expressa na fisionomia dos desvalidos, dos menos favorecidos, cada vez mais prejudicados e sacrificados. Uma ínfima quantia de pessoas se beneficiando de tudo. Rico não paga imposto, não contribui adequadamente com nada, sonega muito, sacanas em tudo, fortunas criadas e entramos na deles, ainda os defendemos. O problema da Previdência não é o pobre que precisa se aposentar, mas os grandões que não contribuem e ninguém cobra nada. Fazem o que querem deste país”.

Encerrou o papo definitivamente com: “Valeu Aquino... abraços”.


Foi assim. Nada mais a acrescentar.