sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

FRASES (164)


A MANICURE VEIO ME FALAR DO ECONOMISTA QUE FOI DAR PALESTRA EM SUA IGREJA
Ela esteve em casa ontem fazendo pés e mãos da dileta esposa. Como sempre, conversaram pra dedéu e num certo momento fui o motivo do papo. Vira para a esposa e pergunta:

- Esse Henrique que você diz ser seu marido é esse que escreve todo dia pela internet, aqueles textos longos?

- Sim, ele mesmo. – responde Ana. Por que?

Ela explica.

- Sou católica, frequento a igreja do padre Gilson e lá eles costumam chamar palestrantes para mensalmente ir falar algo diferente pra gente. Levaram um famoso aqui de Bauru, economista que fala na rádio. Ele contou uma longa história de dois caras que se perderam na selva e acabaram dando de cara com uma onça. Saíram correndo, um ia bem mais na frente que o outro. O de trás gritou para o da frente se não era melhor eles se juntarem, ficarem juntos e assim enfrentar a onça com maiores chances de derrota-la. Esse se volta para o de detrás e diz que não, que tudo deve continuar assim, uns na frente, chegando no destino, outros ficando pelo caminho. Muitos riram e bateram palma, eu não. Pensei na hora no que havia lido desse tal de Henrique na internet desdizendo o que diz esse economista e era a exata resposta que queria ter dado pro tal do economista naquele momento. Sempre tive muita vontade de conhecer esse tal de Henrique. O que mais me chateou naquele momento foi o fato dele ter ido lá na igreja, lugar onde todos devem caminhar juntos, unidos, ideal coletivo e pregar exatamente o contrário. O mundo de hoje está doente quando defende a concorrência a todo custo como o melhor para todos.

Ela conta a história e Ana propicia que nos conheçamos. Estava com minha revista semanal nas mãos e li para ela alguns trechos de duas matérias da melhor revista semanal brasileira, a única atuando dentro da verdade fatual dos fatos, a Carta Capital, exatamente versando sobre a atuação de economistas que só enxergam o mercado como único condutor de tudo pela frente. Na primeira, algo de um economista que adoro, Luiz Gonzaga Belluzzo, lúcido e com um pensamento fora dos da lei de mercado: “Encarapitados nos píncaros reservados dos 1% da distribuição de renda e da riqueza, os homens bons lançam mensagens de menosprezo aos que labutam no vale das lágrimas. (...) Os sábios do andar de cima e seus especialistas, eles encarnam a racionalidade, exercida do alto de seus escritórios almofadados. (...) São cada vez mais frequentes as arengas dos economistas, sacerdotes da religião dos mercados, contra as tentativas dos simples cidadãos de barrar a marcha do Moloch insaciável e ávido por expandir o seu poder. (...) Quando um sábio ou magano da finança e da economia saca do coldre a palavra ‘populismo’, meus ouvidos traduzem, ‘é um assalto’. Levanto os braços imediatamente diante das ameaças do agente racional engomado”.

Na segunda, outro economista remando contra essa maré de ficar endeusando o tal do ‘deus mercado’ como a única saída para tudo, Paulo Nogueira Batista Jr, de uma linhagem arejada, no artigo “O economista bufunfeiro”, faz uma fria análise dos que navegam a defender o 1% dos abastados do mundo: “A turma da bufunfa é um agrupamento, razoavelmente estruturado, que se dedica a fomentar, proteger e cultuar o vil metal. O seu núcleo duro é constituído de banqueiros, financistas e rentistas. Na periferia figuram os economistas, jornalistas e outros profissionais. Os economistas são os sacerdotes do culto, encarregados de suprir a fundamentação metafísica para as atividades da turma. (...) O mesmo encadeamento de palavras, sempre o mesmo, e em tom sentencioso produz na opinião pública um efeito quase hipnótico. (...) Um deles, outro dia, seguia de repente tropeçou numa ideia. Recompôs-se rapidamente, olhou para o lado temendo testemunhas e retomou seu caminho, imperturbável”.
Tentei mostrar a ela que, se já havia lido o que escrevi sobre o economista e de todos os que seguem religiosamente só crendo nas leis do mercado como salvação da lavoura, nunca o povo terá condições de conseguir algo auspicioso segundo essa concepção. Se ela entendeu isso interpretando a parábola da competição dos dois perdidos na selva e a transportou para o que escrevi, fico feliz. Imprimi e deixei com ela o texto do amigo Marcão, também repudiando algo sobre o mesmo tema, “Cafeo e a ideologia econômica”, publicado na Tribuna do Leitor, do Jornal da Cidade, 28/12/2017 
(https://www.jcnet.com.br/editorias_noticias.php?codigo=250885), para demonstrar que, nem todos hoje incentivariam o mais lento a ser devorado pela onça.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

CHARGE ESCOLHIDA A DEDO (128)


O HOMEM AINDA PODE CANTAR UMA MULHER?

Essa pergunta é das mais pertinentes nos dias de hoje. Antes que chovam as críticas, explico a que vim e a aonde quero chegar. Primeiro foram as tais divulgações advindas dos EUA dos assédios sexuais no cinema. Um atrás do outro e com histórias escabrosas. Pressionar para fazer sexo com alguém em situação fragilizada é algo horroroso. Depois, com o aumento da divulgação, velhas histórias sendo desencavadas, eis que a atriz francesa, a que protagonizou um filme que assisti há muito tempo atrás, “A Bela da Tarde”, Catherine Deneuve, saiu em defesa dos que passavam cantadas nas mulheres. Li e aqui posto algo sobre a fala dela: http://www.bbc.com/portuguese/geral-42633371. Pelo que entendi, ela não é a favor de nada fora de uma mera cantada, algo que vejo como natural. Pegaram a entrevista dela e transformaram em outra coisa. Chegaram a dizer que ela era a favor do assédio no meio artístico, mas que quando no meio dos ditos comuns, era contra. Exageraram.

Creio que ninguém em sã consciência pode ser contra a cantada. O galanteio é algo natural, mas quando excessivo, acintoso, boçal ou passando dos limites, daí já é merecedor de repúdio. Nada de tocar no outro ou mesmo ficar com gracejos do tipo, “gostosa entra aqui”. Apelar merece escárnio e denúncia. Já tentar chamar a atenção do outro, esboçar um sorriso público com endereço definido, qual o mal disto? Eu entendi desta forma a defesa feita pela atriz. Não foi a favor de nenhuma violência, mas de que a cantada em si não deixa de ser algo de bom tamanho para, dentre outras coisas, conhecer outras pessoas. A intenção pode ser sexo, mas dependendo da reação, nascem amizades do contato. Isto uma coisa. Nesta semana, outra atriz francesa e da mesma geração da primeira, Brigitte Bardot, segue na mesma linha e em outra entrevista, defende a cantada: https://www.dn.pt/…/brigitte-bardot-diz-que-muitas-atrizes-…. Ela foi mais dura, incisiva e feriu algumas suscetibilidades do movimento feminino, principalmente ao tocar na hipocrisia reinante no modo de vida norte-americano.

Não me considero machista e encerro este curto diletantismo com minha visão disto tudo. Não vejo mal nenhum em cantar alguém, desde que nas condições já lembradas no início deste texto. Já assediar, sim. Uma das grandes oportunidades de conhecer alguém diferente surge de cantadas. Separo o joio do trigo. Vejo que ambas as atrizes vieram a público defender a cantada e não o assédio. Reina muita hipocrisia hoje e de qualquer simples comentário fazem um imenso ‘cavalo de batalha’. Fujo disso, mas também não me furto em sair na defesa dos que cantam pela aí. Sabendo diferenciar uma coisa doutra, enaltecerei sempre a boa cantada (confesso, em tempos vindouros já o fiz de forma variada e múltipla, inclusive com torpedos via garçons). Assediar nunca o fiz, daí nunca poderão me denunciar de algo desta natureza, mas por cantadas, não temo em ser relembrado. Promovi algumas das quais me arrependo, mas nada que me penitencie e em algumas outras, conquistei boas e duradouras amizades, muitas resistindo ao tempo. Sem excesso tudo é muito bom e creio eu, não devemos complicar ainda mais essa problemática existência humana. Discuto esse e tudo o mais sem neuras, problemas, pois minha ação e modo de vida não é acintoso com ninguém, muito mais com as mulheres. Era isso, nada mais.
OBS.: As charges são da verve do Miguel Paiva e foram gileteadas via internet (a última é do Angeli). Eu e Ana Bia Andrade nos conhecemos através de uma homérica cantada, uma resultando em estarmos juntos há mais de oito anos. Deu certo.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

AMIGOS DO PEITO (141)


ATRIBUIÇÕES, OU SERIA, ATRIBULAÇÕES

CHEGANDO O DIA DE COLOCAR O BLOCO NA RUA
Carnaval e política se misturam. Impossível a dissociação, pelo menos para mim e todos os tomateiros de plantão, principalmente neste ano quando as liberdades estão por um fio e o país foi duramente golpeado com um bandode insano e cruéis golpistas assumindo o poder no país. O bloco farscesco, burlesco e algumas vezes carnavalesco BAURU SEM TOMATE É MIXTO sempre falou de política. Por decisão de seus integrantes e para não bagunçar o coreto, optamos por descer a lenha mas nos acontecimentos e personagens locais. Assim o fizemos até agora, porém neste ano, mesmo com a letra do bloco versando somente sobre temas locais, impossível passar batido e não descer com nada contra o golpe. Ano passado descemos com faixas contra o golpe e neste ano repetiremos com dose aumentada. Aqui mesmo no Mafuá, sede não oficial do bloco, o estandarte dormita em cima de uma poltrona ao lado de um cartaz anunciando ser também aqui mais um dos milhares de Comitês Populares em Defesa da Democracia e do direito de Lula ser candidato. Estamos todos unidos pelas mesmas causas e esgrimando pelos mesmos temas. Tomate e Defesa do Estado de Direito, tudo a ver.
HPA, pelos tomateiros indignados com o golpe sob nossos costados.

COMEÇA HOJE A SAGA NOROESTINA RUMO A AII DO PAULISTA DE FUTEBOL

20h, estádio Alfredo de Castilho, já com ingresso comprado, vou ver a estréia do time de minha aldeia, o que mora verdadeiramente no meu coração, o glorioso e centenário Esporte Clube NOROESTE, aqui de Bauru SP. Tudo pronto, preparado para mais um campeonato, vou buscar a camiseta para ir ao campo e me dizem que, por decião intempestiva da Federação Paulista de Futebol junto com a Polícia Militar do Estado de SP, aboliram a presença nos estádios paulistas de camisas representando as torcidas organizadas. Aqui pelo interior paulista não existe isso de brigas entre torcidas, pois na imensa maioria das vezes quem vai ao estádio e massissamente são os torcedores do time da casa. Não poderei vestir minhas camisetas da Torcida Sangue Rubro. Vou ao armário e não encontro nenhuma do Noroeste que me sirva. Embarriguei e as que possuo estão muito justas, horríveis. Ufa, encontro uma vermelha e branca e será com ela que comparecerei ao estádio logo mais a noite para vibrar com a estréia contra o Mogi Mirim: a da seleção do PARAGUAY, igualmente com as mesmas cores do Norusca. Ou iria com ela ou com uma do bloco carnavalesco Bauru Sem Tomate é MiXto. Prefri a paraguaia, tão lutadores e de comprovada fibra como nós, noroestinos e deixo a outra para os festejos de Momo que se aproximam..Explicações dadas, aguardamos ansiosos a primeira vitória. Até lá.
HPA, Gilberto Truijo e Roque Ferreira, meus companheiros de hoje logo mais no estádio.

DEPUTADO ESTADUAL CARLOS NEDER PT/SP NO COMITÊ POPULAR DNA PETISTA EM DEFESA DA DEMOCRACIA E DO DIREITO DE LULA SER CANDIDATO
Foi sábado, 12/01 aqui na sede do Mafuá do HPA, agora transformada também em Comitê. Nader possui um verdadeiro mandato de luta, na defesa de uma sociedade justa, democrática e participativa. Aqui fala aos militantes reunidos, num ato supra-partidário ocorrido em Bauru. Ouvir sua fala é entender dos motivos da resistência ser mais que necessária. PT unido e junto de outros partidos numa frente única, solidária e contra os desmandos do atual governo ilegítimo e golpista. Vejam sua fala: https://www.facebook.com/henrique.perazzideaquino/videos/1966422140054452/
HPA

MILITANTE TEM VOZ E VEZ AQUI NO COMITÊ PRÓ-LULA DO DNA
Lulinha é figura histórica em Bauru e no sábado a tarde, reunião de criação dos Comitês em Defesa da Democracia, ele pegou o microfone pouco depois da fala do deputado Carlos Nader e falou o que seu coração sentia, da necessidade de união para o enfrentamento do mal maior, o que destruiu o país e encurralou o trabalhador contra a parede. Que todos coloquem pra fora o latente sentimento e a mais sincera vontade de reconquistar e reconstruir este país. Vamos juntos e unidos, pois a causa é mais do que nobre? Vejam sua fala: https://www.facebook.com/henrique.perazzideaquino/videos/1967793609917305/.
HPA - do Comitê DNA petista Pró-Democracia e Defesa de Lula ser candidato.

GRAVAÇÃO FEITA NO COMITÊ POPULAR EM DEFESA DA DEMOCRACIA E DO DIREITO DE LULA SER CANDIDATO, O DNA PETISTA, COM DARCY RODRIGUES, MILITANTE HISTÓRICO DE BAURU
Da união de todos, nascerá o gigante que vencerá os odientos golpistas, os que estão destruindo o país. Da fala de todos os que resistem, uma certeza, UNIDOS VENCEREMOS. Não existe outra saída. Deusinidos, pode esquecer... Vejam sua fala: https://www.facebook.com/henrique.perazzideaquino/videos/1969458326417500/.
hpa

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

RETRATOS DE BAURU (210)


CONSTRUTOR RICARDÃO É SÓ ALEGRIA NA SUA ALDEIA
Adoro contar histórias alegres e de gente que faz e acontece. Perambulo como um zumbi nesta cidade e nas andanças recolho histórias, conversas e presto muito a atenção nos que se desdobram de fato no construir algo, edificar algo palatável. Domingo passado zanzei pela aí junto dos meus e fui conhecer um lugar dos mais alvissareiros nesta cidade. Seus donos são tão cheios de alto astral, ao ponto de lotarem a casa de comida e shows, recentemente aberta, só por causa do esbanjamento de simpatia. Conseguem agradar gregos e troianos, algo dos mais difíceis nos dias de hoje. A história que conto aqui começou por causa de outra história. Gosto mais ainda de quem sabe reconhecer algo feito por outrem e conta isso sem nenhum despudor. Ouvi deste que aqui traço um breve perfil, algo encantador: “Convide seu irmão, o arquiteto Edson Aquino para vir conhecer minha casa e da Liz, pois não sei se você sabe, mas foi ele que me ensinou a desenhar. Ele foi mais que meu professor e tenho por ele um reconhecimento pra toda vida”. Me encantei como me disse aquilo, me puxando prum canto enquanto ouvíamos sua esposa espalhar boa música pelo lugar. Tive que escrevinhar disso tudo.

RICARDÃO é figura das mais conhecidas nesta cidade, uma dessas pessoas marcantes, com seus quase dois metros de altura e uma finura dessas de causar inveja, pois não engorda nem embarriga de jeito nenhum. Passam-se os anos e lá está o danado com a mesma compleição física. Lembro-me de uns tempos quando chegou a se candidatar a vereador, mas acho que foi algo pelo qual não faz muita questão de ficar lembrando. Foi nesse tempo que atuou junto de meu irmão, ambos projetistas e desenhistas, de um tempo onde o computador não fazia tudo e o cara tinha que saber manusear um esquadro. Ele desenhou muito cidade afora e tempos depois se aquietou quando conheceu alguém a transformar sua vida, Liz Amaral, uma carioca, chegando para trabalhar aqui nas hostes da TV Globo. Ela cantando como poucos, encantou a cidade e foi encantada pelo Ricardo, formando desde então um par desses que a gente sente a felicidade na convivência. O bar deles lá perto do Pátio, numa chácara, onde também moravam, já faz parte do folclore desta cidade. Ali rolou de tudo e mais um pouco no quesito boa música. Ela administrava a casa, cantava, encantava e ele, ia tecendo a parte de construção do lugar, rústico, tudo na medida exata, lugar muito aconchegante. Não tem quem não se sentia bem por lá. Fechou por causa dessas inconsequências da vida, avanços de uma cidade sobre a poesia dos seus cantos mais soberbos. Tempos depois, ela trouxe a mãe para morar aqui, saiu da TV e devagar (mais de um ano de muito suor) criaram um novo espaço, agora na vila Serrão (perto do antigo Tiritam e do Clube de Campo do BTC). Ver o brilho nos olhos dele contando como desmontou a casa lá do antigo Aldeia e transferiu tudo para o novo, tijolo por tijolo, telhado, madeiramento é a história de quem faz, arregaça as mangas e decide ser feliz na vida ao lado da mulher amada. Levantaram juntos o novo Aldeia, iluminado barracão e hoje, quando ele toma sua cervejinha gelada numa das mesas, enquanto Liz canta, vejo ali a certeza de que vale a pena insistir nos sonhos. Eles sonharam juntos e tudo deu sempre certo, mesmo quando deu errado, creio eu, acertaram de novo na sequência. Eu nada sei da vida do Ricardão (nem dela), só isto aqui e o que sei me é suficiente para dizer que gosto dele, do seu jeito e de como toca sua vida. Aliás, gosto muito do casal e de gente despreeendida como eles. Nunca gostei de gente pregada.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

BEIRA DE ESTRADA (88)


FESTA DO TOMATE E ELEIÇÃO PRÊMIO DESATENÇÃO 2018
Esse pessoal, participante deste ajuntamento farsesco, burlesco e algumas vezes carnavalesco, o BAURU SEM TOMATE É MIXTO é mesmo do balacobaco. Não param de querer criar caso com as tais "forças vivas" desta cidade, dita também como "sem limites".

Esse o sexto ano em que se reunem e numa marchinha provocam os que deixaram a desejar nesta cidade. Botam a boca no trombone e escancaram as mazelas desta cidade, aquelas coisinhas que todos ouvem dizer por tudo quanto é canto, mas poucos possuem a coragem de fazê-lo em público. O bloco vem a público e execra tudo com uma picardia, irreverência e galhofa só encontrada naquelkes descomprometidos de fazer parte de ações do tipo, jogar contra op próprio patrimônio, ou seja, a aldeia conde moram.

Além da marchinha, sempre pra lá de picante, deram também de escolher algumas figuras públicas e agraciá-las com uma premiação pra lá de altaneiras, o PRÊMIO DESATENÇÃO, dado a todos os que pisaram no tomate (ui!) ou deixaram a desejar em atitudes variadas e múltiplas. E a eleição é sempre de forma democrática, via direta, feita entre os integrantes do bloco e simpatizantes. Este ano, além do voto presencial instituimos também o voto em trânbsito, ou seja, o sujeito está em outras paragens e nem por isto fica sem exercer o sacrosanto direito de se mostrar atento com as mazelas ocorridas no lugar onde um dia viveu.

De uma coisa tenham a mais absoluta certeza, a eleição promovida pelos tomateiros, regiamente acompoanhada por um instituto confiável, onde são auferidos como autêntico, não só o procedimento, como a tática utilizada. Respaldado por tudo isso, a conclusão mais óbvil é de que todo o processo é muito mais confiável e descomplicado do que o sistema eleitoral norte-americano, aquele onde são utilizados tabelas de todo tipo, sem nexo e lexo e por fim, dão um jeito de eleger quem eles querem. Aqui tudo as claras, sem delongas e disque disque.

Ocorrida a eleição e feita a apuração, eis o resultado dentre tudo o que ocorreu pela aqui em 2017. Os três primeiros receberão a premiação, sendo previamente orientado a todos e todas para não exercerem seu voto para a figura do economista (sic) Reinaldo Cafeo, pois ciente de que seria novamente eleito, foi-lhe instituido a Categoria de Hors Concours, ou seja, imbatível em todos os quesitos, requisitos e desditos. Para não estragar a festa, tornando repetitiva a premiação, ele será motivo de uma fala no dia da premiação e ficará de fora dos pleitos, o que, esperamos, não o magoe, póis é para todos nós, alguém já num patamar de imbatibilidade mais que comprovada.

Dito tudo isto, os três mais votados e, consequentemente, agraciados com a premiação são:

1º Lugar: deputado estadual Pedro Tobias.
2º Lugar: prefeito Clodoaldo Gazzetta
3º Lugar: vereador coronel Meira


Também receberam votos, mas não conseguiram galgar o mais alto posto da Desatenção para com Bauru, os citados abaixo:
vereadora Yasmin, 1ª dama Lazinha Gazzetta, Secretário de Esportes Garrincha, candidato a candidato Eduardo Avallone e o secretário de Saúde Fogolin.

Com um maior esforço alguns destes poderão chegar aos píncaros da glória, dependendo do desempenho neste 2018.

A festa de premiação ocorre sempre pouco antes da saída do bloco, ali na praça Rui Barbosa, do alto do coreto e com a leitura de breve relato dos feitos de cada, motivando ter conseguido tão elevada laúrea em pleito tão isento de incorreções e imperfeições. Será dia 10/2, sábado e todos os agraciados já estão de antemão convidados a comparecerem e levarem pra cada cada um além do prêmio um abacaxi, fruto mórda região.

OBS.: Todas as fotos sao da festa realizada no Mafuá do HPA dia 12/1, sábado, debaixo de alguma chuva e com consumo de alguma cevada, com cantoria do Kananga do Alemão, também com venda das famigeradas camisetas, que quando vendidas, a grana auferida é utilizada para pagar os músicos e despezinhas inconfessáveis.


domingo, 14 de janeiro de 2018

PRECONCEITO AO SAPO BARBUDO (123)


PETISTAS UNIDOS NO MAFUÁ COM NEDER E POR UM PAÍS SOBERANO

Convivo com este partido desde muito tempo. Não sou do seu núcleo criador, cheguei depois, mas mesmo no tempo em que me mantive afastado seguia a risca algo que certa vez disse pessoalmente à Luiza Erundina, quando esta saiu do partido: "Somos como uma rés desgarrada no pasto, sem rumo. Zanzamos e não encontramos outro porto seguro". Voltei a militar num momento onde o partido sofria as mais cruéis estocadas de sua longa trajetória. E o fiz pelo motivo de não ter encontrado nada parecido com ele pela aí. Voltei e, na verdade, nunca sai, pois durante todo tempo em que me mantive desfiliado, fui um dos mais arduos defensores do partido e dos governos de Lula e Dilma. Não só pela figura deles, mas pelo que via sendo contruído de bem pelo país. Muito foi feito e hoje sabemos, diante de tamanhã oposição, o conseguido foi mais que um feito histórico.

Milito sem nenhum tipo de vergonha de aqui estar e hoje, diante de tudo o que ocorreu ao país, a chegada dos golpistas e todo o baú de maldades despejados sob nossos costados, eis um sério e justo motivo para não sair da lida, da luta e de resistir mais e mais. O que vejo sendo feito contra o Lula é motivo não só para estar ao seu lado, mas para me postar como soldado e defender o Estado de Direito e fazer o que for possível e impossível contra a bestialidade em curso. Nunca havia presenciado tamanha perseguição a uma só pessoa, com tamanha crueldade e insanidade. O acusam de tudo e nunca conseguiram provar nada. Inventam coisas dia após adia e tudo cai como um castelo de cartas. A Lava Jato e esse juiz de primeira instância, Sergio Moro, desbragadamente desvirtuaram qualquer sentido de legalidade possível e jogaram na lata do lixo da História a credibilidade de uma das últimas confiáveis instituições brasileiras, o Judiciário. Tudo para pegar Lula e fazer o jogo dos instalados no poder com o golpe e insuflados pelos interesses norte-americanos. Não querendo um país soberano e altaneiro, destruir quem o quer é que fazem.

Combater o golpe é algo que faço desde muito antes dele ocorrer. Coloquei a cara para beter desde sempre, pois sempre entendi a maracutaia em curso com o Golpe, insano e cruel. Hoje, dia 14 de janeiro de 2018, a luta é outra, o golpe já está consolidado e já em curso as transformações que devolveram o país à condição de Colônia e quintal de interesses dos norte-americanos, com uma reforma da Previdência contra o trabalhador e o fim da Justiça do Trabalho e dos direitos trabalhistas. Reverter isso tudo é mais do que necessário. Mas como? Sou adepto de uma lema antigo e sempre útil: a união faz a força. Desunidos não chegaremos a lugar nenhum. Combater o golpe, golpistas e a continuidade deles no poder desunidos é o mesmo que perder tempo, lutar por lutar, mas ciente de que nunca os objetivos serão alcançados. desde que o golpe foi consumado e as forças de direita se uniram e destruiram a nossa soberania e estão no processo de entrega de todas nossas riquesas, vejo pouca união no confronto necessário.

Quando se intensifica a ação contra o ex-presidente Lula e o mais provável vencedor do pleito (se houver e o deixarem ocorrer sem percalços) eleitoral deste ano, o impedindo de concorrer e até o condenando sem provas, algo mais precisa ser feito e pelo bem do futuro deste país e, principalmente de nossos filhos. No PT sempre existiram muitos grupos divergentes, núcleos com procedimentos distintos, porèm com um ideal de luta em comum. Existiram desvios, muitos, mas hoje, quando diante de algo tão danoso para o país, como o golpe a impedir que a oposição dispute o poder com seu candidato e sendo ampliado o aprofundamento das tais reformas, as que destroem o país, se nada for feito, todos os que são contrários ao estado de coisas atual estarão perdendo o bonde da História. Permanecer quieto ou indiferente é fazer o jogo dos que destruiram o país.

Talvez essa venha a ser a última oportunidade de unificação de interesses de luta dentro do PT (e dos demais partidos ditos com cunho de esquerda), quando todos os grupos, núcleo e tendências, numa demonstração de altivez ideológica e política, abrindo mão de interesses pessoais, partem para algo coletivo, único, um centrar fogo contra o mal maior. Não me interesse citar esse ou aquele grupo como o que age mais acertadamente dentro do partido na cidade de Bauru. Isso não levará a nada neste momento. Faço parte de um deles, mas nem o cito neste texto, pois sei que, unidos poderemos até ter possibilidades de vergar esse podre estado de coisas hoje a tomar conta do país. Num impasse sobre um local para reunir militantes e na presença do deputado estadual Carlos Neder, em visita à cidade, no dia de ontem, o Mafuá foi sugerido como local de concentração de militantes. Prontamente aceitei e o que vi ali ocorrer me encheu de esperanças.

Carlos Neder é um deputado como poucos hoje em dia. Tem muito bem definido o que precisa ser feito e como se pode reverter a situação. Possui uma trajetória das mais dignas, um passado comprovadamente de resistência. Sabe o que faz. Falou a todos os presentes e com firmeza transmitiu confiança, ressaltando que sem união, nada feito. Três grupos ali reunidos, sem confrontos e pelo que entendi, prontos para atuarem em conjunto, combatendo não só o que estão a fazer com Lula, mas com o país num todo. Nos proximos dias a resolução sobre a ida para Porto Alegre RS, dia 24 no julgamento imparcial de Lula, ida para São Paulo onde provavelmente Lula estará na avenida Paulista ou mesmo, um ato em Bauru, diante da Justiça Federal, numa clara demonstração do descontentamento com sua atuação e perda de credibilidade, pelas decisões controversas dos últimos tempos. Algo de positivo foi sacramentado na reunião ocorrida no Mafuá e o melhor de tudo é um diálogo entre todos, superando as arestas e fazendo o enfrentamento que se faz necessário, contra o inimigo em comum. Inesquecível dia para uma militância pronta para atuar e só aguardando os sinais de que as lideranças estão decididas a lutar unidas.

Nas fotos um pouco do que pude registrar e nos próximos dias irei postando, dia após dia, as gravações que fiz, não só com o deputado em sua fala, mas com a participação de militantes bauruenses, inflamados e com um discurso dos mais unitários. Essa a contribuição mafuenta para que algo de grandioso possa ter nascido justamente neste local e que os fluídos daqui se irradiem até a vitória final, com a devolução do Brasil aos dignos brasileiros apostando sempre que um outro mundo é sempre mais do que possível.

DICAS (168)


A MORTE DE RUY FARIA, O MPB4 E ALGO DELES NUMA PASSAGEM POR BAURU

Eu sempre adorei o MPB4 e fui comprando ao longo do tempo tudo o que saia deles, o mais importante grupo vocal, musical, político, teatral e de resistência aos desmandos. Eles foram tudo isso e muito mais. Desconheço outra formação que não a tendo Aquiles, Magro, Miltinho e o Ruy Farias. Esses quatro resistiram o quanto puderam a ação do tempo e das intempéries de conviverem coletivamente. Sempre fizeram minha cabeça. Cantei com eles ao longo de, pelo menos, uns trinta anos de minha vida ou mais. Hoje espalhei aqui no chão do mafuá os LPS todos que tenho deles e não me desfaço por nada neste mundo. Quanta saudade. Depois os CDs, uns seis e mais dois do Ruy Farias, um após sair do grupo e cantando junto com Carlinhos Vergueiro.

Já assisti infindáveis shows deles aqui por Bauru e um deles revivi ontem com o amigo Geraldo Bergamo, quando este era secretário da Cultura, administração do Tidei de Lima. Foi no Vitória Régia, aureos tempos quando a MPB frequentava o nosso parque principal. Teve um outro show, onde eles faziam um espetáculo com uma guarda-roupas deesses de impressionar, pois trocavam de rouapa a todo instante. Verdadeira peça teatral musical. Eram bons nisto. Sivaldo Camargo ontem me lembra de outra passagem deles pela cidade, quando ainda da existência do Cine Clube. Foi no SESC e eles pediram pro pessoal da Cultura montar um time de salão e ir bater uma bola com eles lá no ginásio. Foram, mas o time montado para enfrentar o escrete musical foi um fisaco, tinha o Paulo Henrique PH no gol, jogando com meias sociais e uma daqueles tênis de sola fininha, mais o próprio Sivaldo que pouco entende de bola, o Geraldo Bergamo, Ivo Ayres, o Plínio e o Márcio. Quando o escrete do MPB4 viram a formação que enfrentariam, riram e jogo foi uma peça teatral. Coisas inesquecíveis deles e de uma trajetória linda. Os únicos autógrafos deles eu tenho num Cd de 2003, show também no SESC, o "MPB4 e a nova música brasileira", mais precisamente 05/11/2003.

Já havia chorado na morte do primeiro integrante do grupo e agora, renovo as lágrimas com o Ruy. Nem imaginava já ter ele 80 anos. Nossos ídolos também envelhecem e isso é de uma tristeza sem fim. Coloco neste momento os discos com a voz inesquecível do Ruy, sempre muito esperto para fazer brincadeiras, chacotas e cutucões. Irreverente e audaz, fez parte da formação de um grupo musical, desses que me embalaram a vida toda. Me sinto meio órfão, cada vez mais desamparado. Todos meus ídolos estão batendo as botas e não vejo peças de reposição à altura para a substituição. me fecho aqui no mafuá, eu e minhas dores, meus problemas de saúde, ergo o som, viajo no tempo, sonho com algo do passado e no rescaldo, sinto algo de positivo. Estive ao lado de gente de fibra, luta, os persistentes, resistentes, muitos deles colocando o dedo na ferida por nós. Quantas canções deles não foram libelos contra a ditadura e hoje o seriam novamente, diante deste cruel momento vivido pelo país. Ruy e o MPB4 fazem falta, muita falta. Eu tento resistir, tocar o barco adiante, lutar um pouco mais. Vou tentando como dá, ao meu modo e jeito. Vamos ver até onde consigo.

ENQUANTO MUITOS VÃO AOS TEMPLOS, EU VOU PRA FEIRA: MEU DÍZIMO SEMANAL DEIXO COM O "CARIOCA"
Nada contra a reza, mas não rezo mais (e já faz tempo). Deixei de acreditar no poder da orção, preferindo a ação (a qual também não atuo a contento). Pagar dízimo para espertalhões bestializarem a vida humana é coisa que não faço e não recomendo ninguém fazer. Gasto meus minguados caraminguás em outra coisa, na qual boto a maior fé: música e livros. Escolhi meu santo protetor, o Carioca lá da Banca da feira do Rolo. O cara vasculha cidade afora preciosidades e traz para diletos consumidores na feira dominical, a qual frequento e gasto, com o devido louvor, o que ganho na semana. Hoje ele me levou R$ 30 (de R$ 50 que tinha na carteira). Não me arrependo, pois o lucro será maior. Exponho abaixo meu consumo dominical:

- "Jubiabá de Jorge Amado", adaptação e desenhos de Spacca (este é o abe de Antônio Balkduíno, negro valente e brigão, desordeiro sem pureza, mas bom de coração. Conquistador de natureza, furtou mulata bonita e brigou com muito patrão...)
- "O Aspite - Há um jeito pra tudo", Ziraldo Alves Pinto (crônicas para adultos do indefectível Ziraldo, em crônicas semanais publicadas aos domingos num jornalão mineiro, exercendo sua função de aspite - que é tasmbém a minha, ou seja, assessor de palpite. Vim lendo na rua e rindo sózinho, da feira até o mafuá, em pleno deleite).
- "Jornalismo e desinformação", Leão Serva (Hoje a gente recebe muita informação, mas não se aprofunda em nada e quando obtém informação ela chega fragmentada e pulsando a visão do dono do órgão de comunicação, que nos engana que é uma barbaridade. Ler e se desinformar, duas coisas que andam juntas hoje).
- "Astronauta - Canções de Elis"m Joyce (Como gosto da voz e da malemolência da Joyce. Comprei este CD mesmo sabendo já o ter em meu mafuento acervo. E o fiz só para ter o prazer de presentear algum amigo (a) que me disser não conhecer essa cantante divinal).
- "Viva Tim Maia!" - Ivente Sangallo & Criolo (Comprei pelo Tim e por querer ouvir pouco mais a voz do Criolo, ainda pouco conhecido por mim. Da Ivete, confesso, ouço só essas coisas, pois gosto pouco do seu repertório, mesmo sabendo ter um vozeirão, mal aproveitado, pois poderia nos encantar muito mais. E vê-los cantando Tim é ára melar a cueca, como faço neste momento enquanto batuco essas mal traçadas).

Gastei R$ 30 e cumpri minhas obrigações religiosas no dia de hoje. Cada um se influencia do jeito que melhor achar conveniente. Essa a forma como encontrei para ser, fazer e acontecer e não me emburrecer.

HPA - Dominicando a vida sob a garoa bauruense.