segunda-feira, 31 de maio de 2010

PRECONCEITO AO SAPO BARBUDO (24)

“SERRA”, "ALCKMIN" E O “TUCANATO” DESMASCARADOS e UM BLOG CULTURAL, MAS EM OURINHOS
Recebo aos borbotões algo muito difundido nesse período pré-eleitoral. Existe uma verdadeira rede (legião de pessoas regiamente remuneradas) de fomento à levantar a já combalida candidatura do tucano José Serra à presidência da República. Fazem de tudo (e mais um pouco) para mostrar-lhe como santo (do pau oco) e incutir na adversária, Dilma Rousseff, o lado criminoso, vergonhoso e catastrófico da nação. Um é colocado como o primogênito dos céus, outro como a encarnação terrestre do diabo (ou o próprio). Algo que repudio ou dou sonoras gargalhadas é nas tentativas de mostrar Dilma como sanguinária guerrilheira (enalteço ela por ter sido), terrorista pronta para explodir o país (quisera ter sido), tudo para fomentar o medo tucano de perder mais essa eleição. Aqui eu me recuso a mostrar essas verdadeiras obscenidades. Quando o faço é para demonstrar a insanidade preconceitual de gente a defender o que de pior existe nesse país, ou seja, o retorno do modelo privacionista, entreguista e de dependência externa regido pelo PSDB. Podem até me acusar de parcialidade, mas nesse caso sou mesmo excludente, pois me recuso a promover algo em prol dessa desajustada forma de fazer política.

O intuito desse último post do mês de maio foi o de juntar os muitos vídeos do Youtube onde ocorre exatamente o contrário, ou seja, o desmascaramento do que já foi um governo do PSDB no país, do que é nos estados onde são Governo e no que poderá vir a ser se por ventura (toc toc toc) ganharem a eleição. Espalham um desmedido besteirol sobre Lula e se dizem feridos quando o mesmo ocorre no fogo contrário (que dó!). Sintam o clima:
Serra e os problemas com os números: http://www.youtube.com/watch?v=HGcY0X6n91w
Xuxa responde a crítica Serra: http://www.youtube.com/watch?v=FI7khlJEdxU&feature=related
Mano Brown sobre José Serra: http://www.youtube.com/watch?v=K4KX5wCzAoY&feature=related
Serra sempre escondeu esse vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=A9bHU7zW5X4&feature=related
Isto é José Serra: http://www.youtube.com/watch?v=ZknMGqTPc_Y&feature=related
Serra e os carecas – Vote em um e ganhe dois: http://www.youtube.com/watch?v=CRVBdRYgILg&feature=related
Quem é Jose Serra do PSDB: http://www.youtube.com/watch?v=xkg-ohOLBcw&feature=relatedohOLBcw&feature=related
Quem foi Geraldo Alckim: http://www.youtube.com/watch?v=tw2KeCy1Wpo&feature=related


Quero também mostrar a todos algo bem simples. Um blog cultural de uma cidade vizinha, onde a atuação cultural pública se faz presente. Ourinhos mantém um belo blog, o VivOurinhos (http://www.curtaourinhos.blogspot.com/). Ali a própria Secretaria divulga e debate o fomento da cultura no município. Simples e contundente. Exeqüível lá, mas não aqui e explico os motivos. Lá a Cultura municipal flui, eventos se sucedem e ela não é interrompida de forma generalizada como aqui em Bauru. Aqui não teria sentido um blog sobre a Cultura municipal, se ela deixa de ocorrer em vários Departamentos dentro do Centro Cultural, se funcionários são menosprezados, afastados e as atividades existentes há anos são barradas. Diante de uma paradeira o que se teria para postar num blog? Melhor ficar quietinho e nada expor. Imagine um blog cultural da Secretaria Municipal de Cultura de Bauru para divulgar eventos que não mais ocorrem, mostras inexistentes, cursos paralisados, paradeira a persistir e ainda permitindo o livre comentário dos munícipes? Seria decretar a própria ineficiência. Calar-se é o melhor. Já Ourinhos fala de tudo, discute, promove, clama cultura, debate e expõe, põe a cara para bater. Situações antagônicas e a demonstrar um caminho a ser seguido e outro a ser esquecido, porém o de Bauru ainda vigora, está em curso (a caminho do abismo). Hoje, segunda, 31/05, talvez venha a se tornar um dia histórico, pois algo de novo está prestes a acontecer, uma ampla movimentação em direção ao Gabinete do Sr Prefeito Municipal. Uma luz no fim do túnel. Sigo essa luz.

domingo, 30 de maio de 2010

RETRATOS DE BAURU (80)

O GUARDADOR DE CARROS DO SESC
Quem freqüenta o SESC conhece esse verdadeiro personagem das ruas de Bauru. Não saio de lá e em todas as vezes, só deixo meu meio de locomoção aos seus cuidados. Algo a identificá-lo de longe, (quase) sempre ostenta no peito uma surrada camisa do Corinthians, um dos motivos de nossos papos. Difícil encontrá-lo sem os efeitos de uma cachaça. Pudera, como deveria sê-lo para suportar as agruras da noite? Boa praça, faz questão de não deixar cada conhecido (ou seria cliente?) adentrar o SESC sem um forte aperto de mão. Onde mora, ninguém sabe? Quando questionado, diz que mora por aí. E assim deve ser. É um morador das ruas de Bauru, um que sobrevive mal e porcamente com os caraminguás conseguidos na porta de casas noturnas. Dia desses me disse que quando acaba o show do SESC parte para outra casa, ficando por lá até clarear o dia. E para suportar madrugadas frias e violentas, a cachaça é sua saída. Seu nome não sei. Nem deveria constar aqui, pois esse conhecido corintiano, guardador de carros é mais um dos tantos invisíveis a perambular pela cidade. Publico essas fotos para constatar que seu aspecto se deteriora a cada retorno. Das primeiras tiradas, poucos meses atrás, estava mais saudável, hoje a barba cresce desmedidamente, os cabelos estão duros, a mão grossa e o cheiro cada vez mais forte. Efeitos da rua e de uma situação que vivenciamos e pouco se dá atenção. Assim como ele, outros tantos na mesma situação. Na quadra defronte o SESC, outros, com histórias e visual parecidos. De onde vem, para onde irão, o que comem, como sobrevivem, um incógnita, que poucos se interessam em ao menos conhecer. Semana que vem, volto a vê-lo e além do combinado para olhar meu carro, me pede cigarros e balas. E fica lá fora até eu voltar de mais um show. E o que fazer para minimizar isso? Sinceramente, não sei.

MAIS UM SHOW DO SESC, O DO “MÓVEIS COLONIAS DE ACAJU”
Escrevo do corintiano guardador de carros do SESC e naquele dia das últimas fotos com ele, quinta, 27/05, quem lá se apresentava era a banda brasiliense “Móveis Coloniais de Acaju”, com nove integrantes. De um show marcado para acontecer na área de convivência, uma sábia transferência para o Ginásio de Esportes, que lotou e bombou. Fui com o amigo Ademir Elias e quem também lá estava era o prefeito Rodrigo, além dos muitos, que como eu, batemos cartão naquelas plagas. De uma coisa deu para perceber logo de cara, eles são agitados e movimentam a massa com sabedoria. No palco não param de produzir uma movimentação irreverente e cheia de ginga, circulam o palco todo, dançando com seus instrumentos. Num dado momento abriram um clarão no meio da massa, no centro do ginásio e para lá se transferiam. O som é bom, gostoso e os meninos idem. De tudo só uma coisa a lamentar. Em shows desse estilo mais agitado, fica inaudível a voz deles. problemas de acústica. No do Tom Zé, mais maneiro, entendi-se tudo. Neste nem a pau. No fim, eles todos nem bem saíram do palco e foram para a entrada do SESC, onde numa larga mesa montaram um ponto de venda e bate papo. Vendiam CDs e camisetas a preços legais. Devem ter voltado com o estoque zerado. No site, algo mais sobre eles (http://www.moveiscoloniaisdeacaju.com.br/) e um vídeo que gravei dos últimos momentos do show. Gostei muito, pois além da irreverência e criatividade, possuem um discurso dos mais antenados. Fogem do trivial e das letras, um saldo mais do que positivo. Daí o motivo do crescente sucesso. E do lado de fora, a nos esperar sempre sorridente, o corintiano guardador de carros.
Em tempo: Junho o SESC arrasa quarteirão trazendo Elba Ramalho, Zé Geraldo e Zeca Balleiro. Além disso, o Festival ITINERÂNCIA - Melhores Filmes 2010: 01/06 - É Proibido Fumar (Brasil 2009), 02/06 - Ervas Daninhas (França 2009), 03/06 - A Festa da menina Morta (Brasil 2008), 04/06 - Se nada mais der certo (Brasil 2008), 05/06 - 500 Dias com Ela (EUA 2009) e 06/06 - Deixa ela entrar (Suécia 2008). Os filmes são todos com entrada gratuita. Vou levar um colchão e meu travesseiro para lá nesta semana.
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sábado, 29 de maio de 2010

DOCUMENTOS DO FUNDO DO BAÚ (10)

REVIVENDO A CAMPANHA "FORMIGUINHA", DUÍLIO DUKA 1999/2000
Corria os anos de 1999/2000... (bela forma de começar um texto). Dia desses lá no Proença Design, do amigo Daniel Proença, ele fazendo uma faxina em seu mafuá (sim, muitos possuem o seu), me fez lembrar de algo que fizemos juntos naqueles anos. Duílio Duka de Souza, o sindicalista/idealista, militando no PT no sindicato de sua categoria, a APEOESP, tinha em mente ser vereador. Um projeto que foi pensado coletivamente, lindo do começo ao fim. Juntou amigos e começamos uma campanha, insipiente do começo ao fim, tendo como comitê a garagem da sua então residência, no começo da rua Rio Branco, defronte onde está hoje localizado o Banco Sudameris (ex-América do Sul). Criei algo em cima de uma personagem das mais conhecidas, a formiguinha da Ciça, que saia em tirinhas mil nos jornais brasileiros (ela esposa do Zélio, cunhada do Ziraldo). Aquela formiguinha fácil de desenhar caia como uma luva para expressar o que sempre foi a vida do amigo Duka, um trabalho extenuante, tudo feito à duras penas e de grão em grão. Bolávamos textos e ia para a casa do Daniel, onde ele mantinha seu estúdio. De lá saiu tudo o que foi para as ruas com a cara da campanha do Duka.

Daniel reencontrou nos seus papéis um folheto amarelo (não pela idade, mas essa sua cor mesmo), com um dos informes de campanha. Fizemos vários, esse o de nº 4, de julho de 1999. Os desenhos eram meus, mas todos com a cara da formiga da Ciça. E assim foi feito nos adesivos, santinhos e na propaganda que o partido distribuiu. Fiz ele entender que numa cor diferente das demais, no caso o amarelo, sua campanha teria maior visibilidade. Fomos até o fim, de forma precária, nem sei direito como, fazendo eventos para arrecadar fundos, marcando reuniões aqui e ali e por fim, mesmo conseguindo uma boa votação, acabou não sendo eleito. Acabou boicotado pelo próprio partido, que o preteriu a outro candidato. No mesmo ano, mais um briga interna contra algo que despontava para assustar a todos da forma mais negativa possível (querem que conte os motivos?), o poderio interno do casal Batata/Estela. Duka acabará informando quantos votos teve, pois disso não se esquece jamais.

O que queria relembrar aqui foi a forma nostálgica, amadora e cheia de paixão com que um abnegado grupo de pessoas realizou aquela campanha. Daniel me reavivou isso tudo na memória e começo a me lembrar de tudo. Duka, Rosana, Lu Quineze, Márcia, Paulinho, Zé Augusto, Malu, Miguel e tantos outros que me fogem da memória. Éramos todos amigos do Duka, tinhamos certeza de que daria um bom vereador e fazíamos força para que chegasse lá, pois bateria de frente com o que vemos até hoje dentro do parlamento bauruense, um monte de gente que finge fazer política, mas o que fazem mesmo é promoção pessoal, quando não algo pior (salvo raras exceções). Posto aqui uma pequena amostra de tudo aquilo e quando for localizando mais, prometo ir mostrando (como é difícil encontrar o que quero aqui nesse desorganizado mafuá). Por hoje é isso, uma bruta saudade de uma campanha feita com sangue, suor e lágrimas, de alguém que desde aquele tempo e pelo jeito ad eternum, continuará sendo o meu melhor amigo (Daniel também o é, e isso já tem mais de 20 anos).

sexta-feira, 28 de maio de 2010

ALGO DA INTERNET (31)

"TERRA DA CONFUSÃO", CANÇÃO DO GENESIS E HOJE DO DISTURBED
Hoje quero postar aqui algo descoberto por acaso. Meu filho, Henrique Aquino, 16 anos, estava fuçando a internet em meu computador, baixando vídeos do Youtube e lendo algo que gosta muito, os mangás. Pediu para dar uma espiada nuns vídeos que havia descoberto. Dei uma olhada, achei de início o negócio meio violento, mas como faço sempre com ele, assisti até o fim, para podermos dialogar depois. E acabei me interessando pelo vídeo e pela banda. Sou MPB dos cabelos até os pés, mas não me recuso a ouvir outras coisas. Tenho minhas preferências entre os internacionais e os variados estilos. Desse, não gosto, mas a letra é profunda, "Terra da Confusão". Ele me disse tratar-se da banda norte-americana Disturbed, de Heavy Metal. Os sites de busca estão aí para quem se interessar por algo mais sobre eles. Deles fico só nisso, pois logo a seguir descobrimos que essa canção originalmente foi escrita pela banda Genesis, para seu álbum “Invisible Touch”, de 1986. A canção visava denunciar a ganância e a incerteza da Guerra Fria, mas invocando também um sentimento de esperança para o futuro. Fez muito sucesso naqueles anos e hoje, na versão mais heavy voltou a fazê-lo. Achei interessante a forma como ele a descobriu e a grande possibilidade de um alongado diálogo que tivemos, sobre o que vimos. Isso aconteceu semanas atrás e até hoje rende uma debate prolongado, que não acabará tão cedo.

Confiram abaixo a letra e o vídeo do Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=YV4oYkIeGJcv=YV4oYkIeGJc

Land Of Confusion (Terra da Confusão)
"Devo ter sonhado mil sonhos/ E ter sido assombrado por milhões de gritos/ Mas consigo ouvir o passo de marcha/ Eles estão indo para as ruas.
Agora, você leu o jornal hoje?/ Eles dizem que o perigo se foi/ Mas eu posso ver o fogo ainda aceso/ Eles estão queimando noite adentro.
Há homens demais, pessoas demais/ Fazendo muitos problemas/ E não há amor suficiente para inverter isso/ Você não vê que esta é a terra da confusão?
Este é o mundo em que vivemos/ E estas são as mãos que nos são dadas/ Use-as e vamos começar a tentar/ Fazer deste um lugar no qual valha a pena viver.
Oh Superhomem, onde está você agora?/ Quando tudo parece estar errado de alguma forma?/ O homem de aço, este homem poderoso/ Está perdendo o controle pela hora.
Esta é a hora, este é o lugar/ Então olhemos para o futuro/ Mas não há amor suficiente para inverter isso/ Me diga porque esta é a terra da confusão.
Este é o mundo em que vivemos/ E estas são as mãos que nos são dadas/ Use-as e vamos começar a tentar/ Fazer deste um lugar em que valha a pena viver.
Eu lembro tempos atrás/ Quando o sol brilhava/ E todas as estrelas eram brilhantes a noite inteira/ No despertar desta loucura, enquanto segura você firme/ Tanto tempo atrás.
Não voltarei para casa hoje à noite/ Minha geração deixará tudo certo/ Não estamos apenas fazendo promessas/ As quais sabemos que não vamos cumprir.
Há homens demais, pessoas demais/ Fazendo muitos problemas/ E não há amor suficiente para inverter isso/ Você não vê que esta é a terra da confusão?
Agora, este é o mundo em que vivemos/ E estas são as mãos que nos são dadas/ Use-as e vamos começar a tentar/ Fazer deste um lugar pelo qual valha a pena lutar.
Este é o mundo em que vivemos/ E estes são os nomes que nos são dados/ Levante-se e vamos começar a mostrar/ Para onde nossas vidas estão indo".

quinta-feira, 27 de maio de 2010

BAURU POR AÍ (39)

TRÊS COISAS SOBRE O JORNALISMO DA TERRINHA
1. Essa aconteceu aqui no blog. A assessora de imprensa da Secretaria Municipal de Cultura, Vera Lucia Andrade Mazzoni postou um Comentário no texto sobre o caso ocorrido no show do Ultraje a Rigor. Nele havia assumido toda a culpa pelo ocorrido, afirmando ter sido só dela a idéia de instigar Roger, o vocalista do grupo a chamar o prefeito ao microfone no final do show. Dias depois, talvez seguindo orientação superior o texto foi retirado do blog. Como foi feito com identificação do remetente, pode ser retirado por este (só ela e eu poderíamos fazer isso). Ela o fez. E o texto saiu do ar. O tenho guardado aqui pata evitar aborrecimentos, em caso de instigamentos outros, do contrário, respeito a vontade da mesma e não o publico novamente. A explicação se faz necessária, primeiro em resposta a todos que o leram e hoje não mais o encontram postado. Segundo, demonstra a atitude de um segmento jornalístico hoje em dia, que prefiro não comentar. Tirem suas conclusões.

2. Bauru possui dois jornais e em ambos, cadernos exclusivamente para a Cultura, ou seja, o tema está sendo exposto à exaustão. E em ambos, todas as manifestações culturais deveriam merecer um destaque igualitário, ou seja, guardadas as devidas proporções, o que não deve ocorrer é algum evento ser menosprezado, ou tratado com desdém. Escrevo isso, pois noto em ambos os cadernos algo singular, existe um lugar em Bauru tratado sem a devida atenção. Mas como? Explico. Estive por duas vezes seguidas nesta semana no Templo Bar. Assisti dois belíssimos shows, no primeiro, terça (aqui já comentado), um com Arismar do Espírito Santo e no segundo, quarta, um com Levi Ramiro (junto de Norba). Em ambos uma constatação, primorosos, podendo atrair bons públicos e promovendo algo cada vez mais raro no empresariado local, a execução de uma cultura, verdadeira e autêntica, com um bom gosto de babar. Babei na terça e na quarta. Pego os dois cadernos culturais, de terça e quarta dos dois jornais e por lá, nada. Num deles, uma mera linha informativa. O que acontece com o Templo e os cadernos culturais da cidade? Fernando, o proprietário do Templo, instigado sobre o assunto me diz: “Acho que não gostam de mim”. Isso até pode ser verdade, mas o que produz é da mais alta qualidade e merecedor de divulgação de página até inteira. Fica o registro e o questionamento provocador.

3. Ouvia diariamente o “Plantão das Seis”, jornalismo da rádio Auri-Verde, 18h. Deixei de fazê-lo pelo texto tendencioso lá encontrado, críticas a Lula de forma até preconceituosa, demonstrando algo mais do que claro, escolheram um lado e o enaltecem, vendo todos os males do mundo no outro. Cai fora. Passei a escutar o jornalismo da Unesp Fm (www.radio.unesp.br), 18h30. Achava que encontraria algo valioso por ali. Pelo contrário. Presencio algo ainda mais perigoso. O que ouço ali é um jornalismo a enfatizar o posicionamento da nova direita brasileira, contra todos os movimentos sociais, presidentes latino-americanos e a favor do lado predatório do país, o de sua elite dominante. Não que quisesse encontrar um jornalismo de esquerda por lá. Algo dentro da verdade factual, sim. É o mínimo. Um exemplo do que ouvi essa semana: a reprodução do pensamento de um grupo perigosíssimo, o Endireita Brasil (http://www.endireitabrasil.com.br/ ). Abram o site e vejam como pensa e age esse pessoal que a Unesp FM faz questão de divulgar. Essa é a linha de pensamento da rádio Unesp FM? Desculpe os amigos e conhecidos que lá tenho, como Vagner Silvestre, Pedro Norberto, Wellington Leite, Eneide Bérgamo, Mário Moraes e Fábio Fleury, entre outros. São funcionários e credito a linha perigosa e mais do que tendenciosa, a sua direção, hoje sob o tacão de Liene Castro (peço algo simples: busquem exemplo em Maria Dalva, a grande dama do rádio bauruense). Esperava encontrar isso em outras rádios, nunca na rádio pública estadual. E o que vem a ser isso? Sinal dos tempos, o apocalipse chegou, estamos todos num mato sem cachorro ou dizer simplesmente a verdade já não é mais mesmo possível. Pior impossível, desalento total. Vou escutar o que agora nos meus fins de tarde? Escrevi isso agora, pois amanhã, 28/05, eles comemoram 19 anos e fui convidado para assistir ao vivo, 17h, no pátio da rádio uma apresentação de um Trio de Violões. Irei mais em respeito a tudo o que essa rádio já me proporcionou de bom. Já não faço mais questão de indicá-la, pois nem ouvinte sei se sou mais. Mas posso voltar a sê-lo, basta reencontrar o caminho da verdade factual dos fatos.

Seria eu um chato, estaria vendo coisas, alucinações mentais ou isso tudo está mesmo a acontecer. Será que um Lexotan resolveria meu problema?

quarta-feira, 26 de maio de 2010

DROPS - HISTÓRIAS REALMENTE ACONTECIDAS (31)

UM BATUQUEIRO NA NOITE DE TERÇA e UM BICENTENÁRIO NO PAÍS VIZINHO
Quase bom de uma encruada gripe (a garganta ainda raspa, rec rec), saio na noite de terça. A falta de grana não é motivo para resignações. Juntamos os trocadinhos e partimos, eu e Ana Bia, a fazer algo que gostamos muito, ver e ouvir a boa e insubstituível música brasileira de qualidade comprovada. Antes repasso a todos uma frase lida na revista Brasileiros, tirada de uma entrevista com o Paulo César Pereio, um ator peralta e sapeca (como eu), do alto dos seus 69 anos, sobre esse meu momento (e o dele): “Eu tenho um nome a zerar... alguns caras tem um nome a zelar, eu tenho um nome a zerar... Estou devendo no banco, estou com o cheque especial estourado, então eu tenho um nome a zerar. Como o dia tem 24 horas, uma hora eu não penso em nada, em problema nenhum, em conta de banco... eu vou zerar essa hora. Tchau!”. Fui zerar umas horas na noite de ontem. E as zerei da melhor forma possível.

Um show pouquíssimo divulgado, o “BATUQUEIRO”, no bar Templo (do amigo Fernandão), com nada menos que o monstro sagrado das baquetas ARISMAR DO ESPÍRITO SANTO na bateria, seu filho Thiago Espírito Santo no contrabaixo e Michel Leme na guitarra (esses dois são feras). Couvert de meros R$ 10 paus. Imperdível. Na mesa, junto a nós, Valéria Villaça (confirmamos por lá o evento para homenagear o amigo Percy Coppieters) e Zequinha de Agudos, dos Correios daqui, uma fera cervejeira, que me impediu de tomar cerveja da forma errada. Insistia em inclinar o copo, levei um esfrega e capitulei, passando a tomar com um vetusto colarinho. Foi uma aula, que aos quase 50 anos, resignado, como bom e eterno estudante, fiz questão de aprender direitinho.
Do show só elogios. Arismar faz o que quer das baquetas de sua bateria. Um monstro sagrado, tocando num lugar que gosta muito, tendo o amigo Fernando como contratante. Tinha uma galerinha de músicos em estado de êxtase na boca do gargarejo, que nem respiravam direito e quase ao fim, Arismar cedeu seu lugar para dois deles e ficou a observá-los do balcão, bebericando algo e papeando com o dono do estabelecimento. Foram horas de puro contentamento, um desestressante magnífico. Nunca é demais rever Arismar e seu refinado som e ele encarna maravilhosamente o batuqueiro que dá nome ao show. Áliás, é o próprio.

Minhas contas continuam do mesmo jeito que entrei (do jeito que o diabo gosta), mas a mente e o corpo cinqüentão saíram revitalizados. É disso que gosto, é isso que faço, sempre ao lado das pessoas que gosto e que me fazem bem. E assim vou vivendo.
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UMA OUTRA COISA: Ontem foi uma data mais do que histórica para a vizinha Argentina. Duzentos anos de sua Independência (www.bicentenario.argentina.ar/) e nos festejos lá ocorridos, quase todos os presidentes latinos americanos. Inauguraram juntos o Salão dos Patriotas Latino-americanos. Foi uma festa de bicentenário com o povo nas ruas. Sabe quem foram os mais aplaudidos na noite? Chávez, Evo e Correa. Ao fundo, uma imensa foto de Che, do Korda, a famosa, dele com os cabelos esvoaçantes. Escrevo isso para demonstrar meu apreço pelo país vizinho. E o faço também para demonstrar minha ojeriza pelas propagandas vistas na TV, quando nos rivalizamos com nossos irmãos do sul. Enquanto povo, admiro muito todos eles, pois vibram muito mais que nós, estão constantemente nas ruas, batendo seus panelaços e expondo mais livremente uma forma de fazer política que perdemos ao longo dos anos. E como lêem. Só a avenida Corrientes possui mais livrarias que todo o Brasil. E o Colón, defronte o Obelisco ficou lindo, não? Que besteira ficar batendo numa cansativa tecla de rivalidade no futebol, fazendo com que o brasileiro pegue um ódio gratuito dos argentinos. Quando vejo aquele comercial da Skol na TV, nem penso em rir. Fico é triste. Mas hoje estou feliz, por todos eles, comemorando um bicentenário, num momento em que o país tenta sair de eternas crises. Segue “adelante” ao lado dos novos rumos latinos, tendo ao lado Mujica, Lugo, Lula, Cháves, Correia e Evo. Na tal Galeria inaugurada, uma lista de nomes mais do respeitados, todos homenageados: Che, Farabundo Martí, Augusto César Sandino, Prestes, Túpac Amaru, Solano López, Allende, Belgrano, San Martín, Rosas, Yrigoyen e para eles, não podendo faltar, Perón e Eva. E aqui cai como uma luva a frase do poeta caipira bauruense, Lázaro Carneiro: "Meu pan-americanismo não permeia toda a América, só vai até o México". Se tempo tivesse ficaria horas vendo as imagens do evento já postadas no Youtube. São vibrantes, mas o trabalho me chama.

terça-feira, 25 de maio de 2010

PERGUNTAR NÃO OFENDE ou QUE SAUDADE DE ERNESTO VARELA (12)

UM PASTOR A ELOGIAR SÓ OS DE SEU REBANHO e OUTRO NOS FAZENDO OUVIR XUXA
Pastor Sakai é um, como o próprio nome diz, pastor de alguma igreja evangélica de Bauru (não me perguntem qual, que não sei) e foi eleito vereador pelos seus fiéis seguidores. Estava no Museu Ferroviário quando foi anunciado a lista dos eleitos (após eleição de 2008) e o vi rodeado dos seus, numa alegria incontida e dando graças aos céus. Meses depois já eleito foi convidado a fazer parte do SOS Cerrado. O vi numa saia justa. Ele acabou por levar sua esposa numa das reuniões e acabou encontrando uma saída, que deve ter achado honrosa. Pulou fora de algo que o constrangeria. Hoje, o vejo ao lado de outros vereadores favoráveis ao desmatamento incontrolado do cerrado. Como poderia permanecer no grupo que defende o cerrado pensando o oposto? O vejo também com os bofes de fora quando contrariado nos seus interesses, reclamando mais atenção por parte do prefeito aos seus pedidos (seriam clamores?). Faz pressão, afinal seu voto pode ir para o lado oposto. Mas não é nada disso que quero escrevinhar aqui.

Ouço no rádio e isso fica no meu inconsciente. Preciso por para fora, dividir com alguém. E o faço aqui. O vereador pastor Sakai está a incomodar os seus pares, ou seja, seus colegas de trabalho lá na Câmara Municipal, pois a cada sessão semanal, faz uso da tribuna, nos disputados dez minutos de fala nos microfones para enaltecer algo, de forma repetitiva e constante. Toda semana, bate na mesma tecla. Sobe no púlpito (lá na Câmara também seria púlpito?) e faz uma Moção de Aplauso para um novo pastor. Já foram vários os homenageados e outros tanto estão na fila de espera de serem agraciados com o louvor do pastor vereador. Tem quem já está com a paciência nos limites lá na nossa Casa de Leis. Na choça ouvida na rádio, o locutor brinca: “Ô, pastor, somos 350 mil habitantes e nas suas moções só visualiza os de sua crença. Só eles a merecer os píncaros da glória?”.

Ernesto Varela, o intrépido repórter, extinto, diga-se de passagem, encurralaria o vetusto vereador num apertado corredor da Câmara e lhe questionaria com um microfone a lhe encostando na guela:
- “Posso fazer uma sugestão, peça também uma para Moção de Aplauso para o maior de todos, Jim Jones. Esse foi grande, não? Levou todos seus seguidores diretamente para os céus, sem intermediários. Vapt-vupt. Diga-me, deve ser mesmo mais fácil usar o tempo com esses elogios do que fincar o pé nos problemas dos bairros de cada fiel e bom eleitor, não?”

Lindo também foi ouvir e ver Xuxa cantando suas músicas tendo ao fundo uma passeata de carrinhos de bebê, filme documentário produzido pelo vereador Mantovani, do PSDB, mostrado na penúltima sessão (muitos chegaram às lágrimas). Muito afeito a manifestações na Zona Sul da cidade (a mais abastada), o vereador é campeão em produzir pinturas em asfalto, como se fossem corredores de pedestrianismo. Disso, Varela seria curto e grosso:
- “Sujar os pés na lama dos bairros nem pensar, né vereador? É fácil trabalhar com temas menos polêmicos. Brincando se chega mais fácil aonde se quer. Toma uma Barbie de presente”. E o deixaria sozinho com a boneca na mão.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

UMA FRASE (51)

A VIRADA CULTURAL EM BAURU, JORNALISTAS E ROGER DO ULTRAJE
Tinha outro texto preparado para o dia de hoje. Queria cutucar alguns vereadores que fazem um teatro, ao estilo “stand up” humorístico na Tribuna de nossa Câmara, ao invés de “verear” de fato e de direito. Deixo isso para amanhã. Repercuto algo mais sobre a Virada Cultural 2010 em Bauru. Meu dia começa com a leitura de alguns blogs de minha preferência. O Buteco do Edu (http://www.butecodoedu.blogspot.com/ ) é um desses. Ao abri-lo, logo de cara, mais um vídeo da deputada carioca Cidinha Campos. Fui conferir. Ela me deixa com a carga recarregada para os embates do dia-a-dia. Vejam se não tenho razão: http://www.cidinhacampos.com.br/0,,VID325-142,00.html . O Eduardo Golbenberg, do Buteco é uma espécie de meu chapa carioca. Temos algo em comum, uma admiração eterna por LEONEL DE MOURA BRIZOLA. Isso me basta, deve ser um baita de um cara, assim com a Cidinha, uma a enfrentar vários leões por dia. Lá no vídeo da Cidinha, uma citação de uma frase que ela leu num site internacional e faço questão de repassar para meus poucos leitores: “JORNALISMO É PUBLICAR ALGUMA COISA QUE ALGUÉM NÃO QUER QUE SEJA PUBLICADO. O RESTO É CUMPLICIDADE”. Lembrei-me de outra, essa do Millôr, já citada outras vezes por este Mafuá: “JORNALISMO É OPOSIÇÃO, O RESTO É ARMAZÉM DE SECOS E MOLHADOS”. Ambos da mesma cepa.
Tudo isso para falar da repercussão do meu texto de ontem. Passou dos 30 comentários e num deles, até o ROGER, o vocalista da banda Ultraje a Rigor adentra este Mafuá para dar a sua versão sobre a lamentável ocorrência (foi feito um B.O.?) no palco da Virada, quando a apresentadora do show quer que o vocalista anuncie o prefeito para fazer uso do microfone. Educado, Roger lhe diz que já fez a citação do nome do prefeito, mas isso não contenta a "senhora" do microfone. Repito aqui o comentário do Roger: “Só para esclarecer, pediram discretamente para eu citar o prefeito, que eu não conheço. Não sou obrigado a fazer isso, inclusive por contrato. Mas, como é de praxe, citei seu nome entre os agradecimentos, mesmo sabendo que a Virada Cultural é uma iniciativa do governo estadual. Quando aquela moça, que fosse quem fosse não deveria estar no palco, veio insistir no assunto, perguntei quem ela era e a resposta foi que era "a apresentadora". nesse momento então eu disse que não tinha obrigação de citar ninguém (mas não achincalhei o prefeito em momento nenhum)e que no palco mando eu. O que é verdade”. Além disso, novos detalhes me são passados via e-mail. Do pessoal que acompanhou o show dos bastidores, chega um e-mail com algo mais. Não me acho no direito de publicar tudo, mas uma pitadinha a mais nesse molho cai bem: “Com relação ao show do Ultraje estávamos perto do palco. Na hora do bis, a apresentadora pediu para que o Roger falasse o nome do prefeito e insinuou que o Rodrigo pudesse dar 'um alô' ao público. O cantor irritado disse que já tinha falado o nome do prefeito, mesmo assim repetiu, mas reclamou que tinha levado 'um pito' em frente à multidão. Na saída é que a coisa ficou pior... Roger disse textualmente: "Estão pensando que é o cú da Maria Joana???? Eu não sou obrigado a falar o nome do prefeito...agora vem me dar um pito na frente do público...vá tomar no cu...porra. Eu não preciso passar por isso!!!!”. Por sorte falou isso fora do microfone.

Nos Comentários do texto de ontem, além de mais detalhes, um algo mais: está servindo para desnudar algo a se repetir com freqüência pelos lados da Cultura Municipal e que até me cansei de repercutir por aqui. Acreditava estar chovendo no molhado (ainda acho), mas não custa tocar novamente na mesma tecla. Talvez sirva de alerta antes que um mal maior aconteça. E para não dizer que citei a frase lá em cima sem sentido com o que publico hoje, lá vai a explicação. Tem gente que não quer tocar neste e em outros assuntos. Eu, que não sou nada, sou um mero e chinfrim escrevinhador, toco e continuo comprando minhas gratuitas brigas. Não precisa necessariamente ser oposição para citar erros. Amigos costumam fazer isso. Só que tem gente que faz questão de nada publicar/falar. O vídeo da deputada Cidinha versa sobre isso. Escrevo com a intenção de ver dias melhores pelos lados da Nações Unidas, local também conhecido como Centro Cultural, sede do reinado da Dinamarca.
OBS.: Nas fotos, algo mais sobre a Virada, um show cancelado, o saiote do Tom Zé (mais dele nos Comentários do texto de ontem), o gaúcho Wildner e até o Diogo Nogueira. Em tempo: Para este nada pediram (nem bilhetinho entregaram) e ele voltou ao palco, cantou mais três e só depois, adentra o palco a apresentadora, para dizer que a festa tinha acabado. E mais nada arriscou a falar. A noite caia sob a cidade.