terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

FRASES DE UM LIVRO LIDO (111)


MIGALHAS DE EUCLIDES DA CUNHA
Um livrinho de bolso só com frases de um dos primeiros grandes jornalistas brasileiros. Grifei algumas e as repasso aqui com o intuito de propiciar o contato com um “Brasil profundo que, embora descrito há mais de um século, ainda não conhecemos muito bem”. Partindo de seus registros, traçaram-se muitos dos ditos novos caminhos, seguidos por gente como Gilberto Freire, Guimarães Rosa e tantos outros. Sintam a força de seus escritos:

- Qualquer noção da realidade deve se basear na experiência.
- Entre a nossa inteligência e o mundo está nosso sistema nervoso.
- A vida resumida do homem é um capítulo instantâneo da vida de sua sociedade.
- Nesta vida, além dos nossos próprios erros, ainda carregamos os que nos inventam.
- A nossa vida é sempre garantida por um ideal, uma aspiração superior a realizar-se.
- Nesta terra são fáceis os juízos temerários.
- Não é invadindo prisões que se castigam criminosos.
- Não é o tempo que nos falta – é a serenidade para pensar noutra coisa além do alarmante assunto de todos os dias.
- Quem fará, um dia, a história da glorificação das mediocridades?...
- O conhecimento verdadeiro não se distingue absolutamente da realidade.
- O 15 de novembro foi uma glorificação exagerada de minúcias.
- O lema de nossa bandeira é uma síntese admirável do que há de mais elevado em política. Precisamos, porém, não invertê-lo, o que seria um desastre.
- Na pior para um revolucionário do que isto – desmoralizar a revolta.
- O Pacífico, ao contrário dos outros mares, é um grande isolador de povos.
- Não é o bárbaro que nos ameaça, é a civilização que nos apavora.
- Iludir-se em política, é errar.
- O sertão é um paraíso. É um vale fértil. É um pomar vastíssimo sem dono.
- Hoje, como há 200 anos, o progresso de São Paulo pode ainda ser o progresso do Brasil.
- O americano do norte é um absorvente e um dominador de civilizações. Suplanta-as, transfigura-as, afeiçoa-as ao seu individualismo robusto e ao seu bom senso incomparável; americaniza-as.

- Os antigos mapas sul-americanos têm às vezes a eloquência de seus próprios erros.
- A exploração capitalista é assombrosamente clara, colocando o trabalhador num nível inferior ao da máquina.
- A revolução não é um meio, é um fim; embora, as vezes, lhe seja mister um meio, a revolta.
- Para abalar a terra inteira, basta que a grande legião em marcha pratique um ato simplíssimo: cruzar os braços...
- Um chefe militar deve ter algo de psicológico.
- Todo progresso, toda evolução humana se traduz afinal como o resultado da ação ativa das minorias ousadas e inteligentes sobre as grandes massas passivas ignorantes.
- Somos, ainda, sobre todos os outros, o povo das esplêndidas frases golpeantes, das imagens e dos símbolos. 

DIÁRIO DE CUBA (83)


CONTO ALGO DE DUAS TROMBADAS CARNAVALESCAS NO SAMBÓDROMO BAURUENSE...*

* O título lá do alto, "Diário de Cuba" é uma necessária provocação a todos os que nos mandar ir pra Cuba. Se ainda não voltei, foi por absoluta falta de grana... E informo: aceito doações para voltar concretizar uma (re)viagem pela ilha.

PAPO FURADO 1 – Isso do Mafuá ter sido processado às vésperas da descida do Calçadão por um economista, cuja citação de seu nome ocorre na marchinha 2017, devido sua folha corrida em prol da intransigente cantilena neoliberal predatória gerou conversas mil. Ontem no Sambódromo paro para conversar com um conhecido empresário da Zona Sul, um que não quer (e nem deve) se identificar. Ele me disse ter lido o processo todo ao baixar a senha disponibilizada pelo Fórum. Achou de uma burrice atroz o pedido, a formatação do processo, inclusive cita algo a me surpreender. “O cara te acusa pelo fato de ser esquerdista, como se isso fosse crime. Veja a que ponto chegamos, por você ter um posicionamento diferente dele, te acusa pela sua linha ideológica. Um absurdo e isso vindo de um professor, um que se diz conceituado economista e também atuando como jornalista. Mereceu a traulitada”, me diz. O papo foi longo e me disse mais, daí me espanto pela sua percepção do ocorrido: “Ele quando viu a cagada que fez, voltou atrás, já instruído e retira o processo. Mas não foi só isso, sua preocupação deve ter ocorrido pelo bolso. Perdendo, ele perderia ainda mais e na continuidade teria que pagar as custas e tudo o mais. Isso seria uma merda para ele, ter que arcar com uma grana pela burrada cometida. Correu e cancelou tudo. O censor pensou como economista e se antecipou. Você já havia pensado nisso?”. Sim, já havia. Mas o que me espanta foi perceber que muitos como esse da conversa em clima carnavalesco adentraram o site do Fórum e o fizeram só para tomar conhecimento dos detalhes do ocorrido. Isso não tem preço. Quantos outros já o fizeram e quem perde não sou eu, nem o mafuá, muito menos o bloco.

PAPO FURADO 2 – O Sambódromo permite trombadas das mais interessantes e instigantes. Entro num camarote de uma escola de samba para cumprimentar conhecidos e sou apresentado a uma pessoa que só conhecia de vista. Ele me surpreende com o que me quer contar. Espera a roda de conversa amainar, me puxa pelo braço e num canto reservado me conta algo, para mim inesperado: “Henrique, eu te conheço de longa data, te leio no jornal faz um tempão. Você me conhece, sabe quem eu sou e eu sei quem você é, estamos cada um em lados opostos na vida, você batalhando por suas questões e causas de um lado e eu de outro. Não te considero adversário, muito menos inimigo. Lutamos em trincheiras distintas, sem guerra. Quis conversar contigo porque queria te confessar algo e nem sei qual será sua reação. Gosto do que escreve e de como escreve. Não existe hipocrisia e nem falsidade no que faz”. Já achei um luxo aquilo tudo, vindo de quem veio. Antes da despedida, ainda veio com um algo mais: “Eu frequento uma roda de amigos, num clube aqui da cidade, muita gente, todos endinheirados e outro dia falávamos de ti e um deles me disse que também gostava do que você escreve, mas não queria que você soubesse quem ele é, nem queria te conhecer, pois tinha receio de que as coisas sofressem alteração. Disse a mim não ver nada raivoso no que escreve, só uma versão fria dos fatos, uma mais plausível do que as que ocorrem nas rodas onde frequenta. Falou da importância da existência de pessoas assim em tempos como os atuais, impedindo que o pensamento único predomine. E te falo isso para te encorajar a não parar, pois muitos do lado de lá, mesmo sem se manifestarem concordam com ti. Siga em frente”. Descubro que sou também tema de conversa em rodas entre os do lado de lá. Devo temer?

Enquanto tem os que me processam, tem os que me paparicam. Ganhei o dia, a noite e festei com mais afinco.
OBS.: As fotos aqui publicadas são de autoria do experiente fotógrafo ZANELO, um expert em fotos de rua e nas ruas.

domingo, 26 de fevereiro de 2017

COMENDO PELAS BEIRADAS (35)


POR ALGUNS TENTAM CENSURAR QUANDO CONTRARIADOS?
Como já é sabido até pelas pedras do reino mineral, ocorreu uma triste tentativa de censura ao bloco burlesco, farsesco e algumas vezes carnavalesco, o Bauru Sem Tomaté É MiXto e ao blog Mafuá do HPA quase às vésperas da abertura do Carnaval. O economista Reinaldo Cafeo, do alto do seu posto de comentarista radiofônico na 94FM e eventual colunista do Jornal da Cidade tentou impedir a cantoria da marchinha "A Casa da Eny ainda é aqui", só porque incrustada no meio da mesma, algo sobre seu nome e com um fechamento chave de ouro: "Cala boca seu Cafeo". Tentou mais, que fosse suprimidas as publicações feitas do Mafuá do HPA onde constasse seu nome e também as futuras, com a singela alegação dele ser pessoa pública e as mesmas estarem causando transtornos para sua vida pessoal, profissional e radiofônica. Levou a devida traulitada do juiz: "Não posso reinstaurar a censura no país, pois a mesma foi abolida", foi o veredicto.

Diante desse fato a constatação mais óbvia. Por que age assim? Cada um possui a personalidade que lhe aprouver. Cafeo tem a dele, bem própria. No frigir dos ovos o que de fato ocorre é algo bem simples. Existia até bem pouco tempo algo assim, o cara escrevia, tinha um espaço cedido por algum órgão da imprensa e nele defendia não só o ponto de vista da órgão, mas o do status quo vigente. Os do lado de cá, liam, viam e ouviam calados. Até tentavam esboçar uma resposta, mas esses órgãos não o permitiam a contento. E predominava o que o cara havia dito como a verdade insofismável dos fatos. Resposta à altura praticamente não acontecia. Essas pessoas perderam um pouco do status adquirido, pois com o advento das redes sociais, o buraco é um pouco mais embaixo e quando expelem algo cheio de aleivosias do lado de lá, o retrucar é imediato do lado de cá, com o instrumento que se tem às mãos, as redes sociais.

É um toma lá da cá antes não existente. Quem antes, do alto de sua soberba, só falava e não tinha divulgado o contraditório pelo que fazia, hoje se sente órfão, desamparado, pois ao dizer algo confuso, o revide vem na lata. Isso dói. Ou seja, se antes o ego permanecia lá no alto, hoje não mais. O que aconteceu nesse e em tantos outros fatos envolvendo a mesma pessoa é exatamente isso. Cansamos de ouví-lo sem se manifestar. Discordar faz parte do negócio e o que ocorre é a mais pura e necessária expressão de como devem ser mesmo as coisas num regime que ainda se diz democrático. Saber receber a crítica, da mesma forma contagiante como recebe o elogio não é pedir demais. O que não pode mais continuar ocorrendo (e ocorreu nesse fato) é a pessoa em foco tentar fazer uso de prerrogativas inexistentes, ou seja, apelar para chutes e bicudos abaixo da linha da cintura.

Cafeo deve ter uma legião de seguidores, mas precisa entender que, do outro lado, pela forma como profere sua fala, sempre abrigada pelos preceitos da lei do mercado e na defesa do neoliberalismo predatório, ele também possui uma outra legião de gente que discorda de tudo o que faz. Principalmente como é feito. Ninguém lhe profere críticas (pelo menos eu não), por causa de sua beleza, tamanho da barriga, corte do cabelo, tamanho da papada, postura de vida, essas coisas, mas sim pelos seus posicionamentos. Na insana tentativa em se transformar num "formador de opinião" deve entender (e parece não ter sacado isso) que, estará sujeito a elogios e também a críticas. E como tenho a certeza de não estar correto na linha que segue, seu traçado econômico é muito enviesado, quero poder continuar criticando, sempre com argumentos.

Da decisão do juiz, um parabéns, foi preciso, curto e grosso. Imaginem os senhores um Renan Calheiros, Michel Temer, João Dória, Aécio Neves e até mesmo Lula e Dilma tentarem barrar as marchinhas rolando pela aí envolvendo seus nomes e atuação? Não vejo ninguém desses tentando impedir nada, mas o seu Cafeo sim, ele tentou censurar a escrita no Mafuá e a cantoria do Tomate. Se quer ficar isento de críticas, como se diz choroso na ação proposta (e depois retirada) contra a liberdade de expressão, deveria deixar de só escrever numa mesma linha contraditória de pensamento, sempre contrário aos interesses da classe trabalhadora, pois do contrário vai continuar sendo algo de críticas (nunca de perseguição), pois deveria de antemão saber não ser o dono da verdade absoluta e definitiva.

Agora, sua história vai ser divulgada nacionalmente e podia muito bem passar sem essa, mas ao se revelar censor, piorou sua situação.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

RELATOS PORTENHOS / LATINOS (35)


O DESFILE DO TOMATE NO CALÇADÃO*

* Aqui no Brasil ainda tem Carnaval, na Argentina, mesmo com Macri está tendo um nesse momento e na Colômbia outro. Na junção deles todos, eis algo da festa bauruense:

Fomos muito felizes na escolha do tema da marchinha 2017, o A CASA DA ENY AINDA É AQUI.

O incomodo foi tanto que não tivemos nem uma só vez a marchinha cantada nas rádios e TV e muito menos a letra divulgada no Jornal da cidade. Muitos órgãos falaram da gente, como festeiros, descreveram os tomateiros como irreverentes, mas tocar no foco principal, a crítica social contra os tais "forças vivas" da cidade. Passar desapercebido é uma coisa, o logo cai no esquecimento, mas quando existe um incomodo, o algo cutucado se revira na cama, não dorme, se sente inquieto, reage, daí a missão estar devidamente cumprida. é o que de fato ocorre nesse momento com tudo o que fizemos esse ano.

Lembro muito bem da crítica feita dois anos atrás com o "Carnaval sem Mixaria", após a famosa frase do médico, então vereador, Raul: "Médico não trabalha por mixaria, que o faz é médico cubano". Descemos o cacete nele e ele quando questionado, acho que pelo Jornal da cidade, saiu no ta na coluna Entrelinhas de sua reação. Algo mais ou menos assim: "É uma crítica divertida. Eu penso do meu jeito, eles do jeito deles". Nada mais, não passou disso. Cantamos e continuamos vendo na postura daquele vereador, que até tentou ser prefeito, algo merecedor de constante crítica.


Delfim Neto, o então ministro da Economia (sempre ela) de governos militares sempre foi alvo de muita crítica e sabem como reagia, com a sua sempre cara de pau? Ele colecionava as charges a seu respeito e algumas delas estão até hoje expostas nas paredes de seu escritório político. Nem por causa disso as críticas diminuíram. E nem por isso ele censurou o que era feito.

O Tomate este ano desceu o Calçadão com uma inconteste alegria. Sentimento de dever cumprido. Dever mais que cumprido. Falar das mazelas bauruenses é coisa para doido, pois são tantas e se repetem a todo instante. Difícil fazer a escolha. Muitas ficam de fora e a cíclica abordagem tenta contemplar uma pá de aberrações do ano anterior. Tentamos ao nosso modo e jeito.


AOS COXINHAS SÓ RESTA ISSO
O bloco farsesco, burlesco e algumas vezes carnavalesco BAURU SEM TOMATE É MIXTO deixa bem claro o que os paneleiros da Getúlio deveriam fazer nesse momento com o instrumento de seus protestos. Com o país na bancarrota golpista, não tendo onde enfiar a cara, a sugestão dada pelo bloco é a mais sensata. Vejam o que fizeram ao país apoiando os piores para nos governarem. Não os perdoaremos jamais.

E O QUE VAMOS CANTAR EM 2018 - ASSUNTO É O QUE NÃO FALTA...
BAURU SEM TOMATE É MIXTO já pensando no que vai cantar em 2018 - E por que não: Terra Sem Limites, a "Springfield Brasileira"? A terra onde os do andar de cima impõem aos do andar de baixo um SEM LIMITES de imposições. Para eles, tudo, para o zé povinho, Uma única opção: cumpre-se. Denunciar esse estado de coisas, a letargia proporcionada por uma tal de "forças vivas" é um tema mais do que instigante, provocante, emocionante e preocupante.

Destrinchar esse slogan criado para dar a impressão de que a pacata cidade interiorana é o paraíso "sem limites" se faz necessário. Contar um bocadinho dos bastidores de como é implantado a fórceps o outro lado desse ilimitado desvario de um grupo muito cruel, só pensando em seus anéis e em nada mais.


Já estamos aceitando sugestões, tanto para o tema, como para o acompanhamento da necessária critica social. Agora mesmo, quando o atual prefeito em sua campanha disse que, seu primeiro ato governamental seria estender o passe idoso para uso do transporte urbano de passageiros, os circulares, de 60 para 65 anos, tudo parece empacado na Câmara de Vereadores e uma das proposta mais ditas na campanha foi a da Bauru estar transformada, ser definitivamente outra até o 100° dia da novíssima administração. O prazo expirando e a cidade aguardando a chegada dos dias de magia.

Daí o questionamento: Seríamos mesmo a versão oficial da Springfield e Terra Sem Limites? Tomateiros não param de pensar no assunto...
Vamos juntos...
Já na praça Machado de Mellho, acabamos todos defronte o posto policial...

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

DOCUMENTOS DO FUNDO DO BAÚ (100)


CAFEO QUERIA CENSURAR O BLOG DO MAFUÁ E ATÉ A MARCHINHA DO TOMATE SÓ PORQUE O CITAMOS COMO ECONOMISTA DE DESVAIRADOS CHUTES E BICUDOS - CHUTA NA DIREÇÃO DO GOL E A BOLA SAI PELA LINHA LATERAL

Roque Ferreira respondeu a ele dessa forma em seu facebook: "REINALDO CAFEO LEVA LAMBADA DA JUSTIÇA DE BAURU
O comentarista radiofônico Reinaldo Cafeo que tem por hábito falar sobre tudo e todos levou uma lambada da Justiça de Bauru. Entrou com ação de cumprimento de obrigação de fazer e não - fazer, com pedido de tutela de urgência, visando a retirada de mensagens em sua opinião com conteúdo ofensivo à sua honra no blog do Mafua do HPA. Solicitou também que a Marchinha do Bloco Sem Tomate é Mixto fosse proibida de ser executada nos desfiles de carnaval de rua. Nenhum de seus pleitos foi acolhido .
Reinaldo Cafeo na FM 94 onde é comentarista do programa INFORMASON, faz jornalismo de campanha. Ancorado num suposto conhecimento científico de economia, virou um exímio pitaqueiro e inoculador de agressões mentirosas contra quem o mesmo considera seus desafetos políticos.
Durante oito anos em que exerci o mandato de vereador, se especializou em diariamente a mentir sobre nossas ações, tentando desqualificar nosso trabalho. Sua postura desqualifica qualquer pratica séria de jornalismo, além do que, é movido por uma postura pernóstica e autoritária, o que o levou a tentar de forma “ditatorial reinstituir a censura prévia”. Lascou-se.
SOBRE OS COMENTÁRIOS NO BLOG DIZ O JUIZ DR ANDRÉ LUÍS BICALHO BUCHIGNANI:
“E no caso dos autos, a meu juízo, conquanto mordazes, os comentários do requerido não violaram os limites da livre manifestação do pensamento. Da leitura das postagens reproduzidas na inicial, não vislumbrei patente "animus injuriandi" ou manifesto abuso do direito de manifestação do pensamento”.
JÁ EM RELAÇÃO A MARCHINHA DO BLOCO DIZ O MAGISTRADO:
“De outra parte, descabe compelir o requerido a não mais criticar autor, assim como impedir que seja utilizada uma composição musical em festejos de carnaval, porquanto tal se trata de censura prévia, repudiada pelo direito constitucional, ou seja, aquela decorrente de intervenção oficial que impede a divulgação da matéria (Silva. José Afonso. Curso de Direito Constitucional Positivo, pág. 225). Com efeito, não há como ser deferido comando normativo com relação a publicações futuras, até porque nem ao menos é possível imaginar conteúdo ofensivo em manifestações sequer emitidas”.
Este fato demonstra que o arremedo de “jornalista” não está preparado para conviver com o diferente. Acha-se no direito de soltar sua matraca por todos os cantos, porém quando contestado que reprimir, calar os que não desacreditam suas charlatanices econômicas e radiofônicas.
ESTE É O TRECHO DA MARCHINHA DO BLOCO BAURU SEM TOMATE É MIXTO QUE IRRITOU O REINALDO CAFEO.
“Faz domingada na Getúlio
Diz que o mundo vai mudar
Não paga água nem impostos
E no rabo vai sentar
Lá no rádio sabe tudo
Pensa que esqueci do seu
Um tomate nunca esquece
Cala boca seu Cafeo!”".

E AGORA LACRO A TAMPA DO CAIXÃO: Ele, que se diz formador de opinião, devia em primeiro lugar estar ciente de que, todos aqui no Bauru Sem Tomaté é MiXto são fiéis seguidores de uma máxima de um dos exímios gurus de plantão tomatista, dono de algumas das frases mais certeiras desse país, o ex-presidente corintiano Vicente Matheus que dizia: "Quem entra na chuva é pra se queimar". Ou seja, muito simples, estamos em exposição, eu com meus diários escritos e ele, com suas diárias radiofonadas. Tem quem goste, quem desgoste, quem faz pouco causo e quem deteste. E como nós, quem repudie e conteste, item por item se for necessário. Ninguém é dono da verdade, muito menos ele, que só emite opiniões contrárias aos interesses populares. Eu adoro quando concordam com o que escrevo, mas aceito a discordância e a entendo como normal. Querer fugir disso, fugir do debate e ainda tentar censurar alguém pelo simples motivo da discordância e do uso da ironia, como o fizemos na marchinha carnavalesca é o mesmo lido hoje, em seu texto quase diário no Jornal da Cidade, quando tece loas à recuperação econômica do país sob o jugo golpista temerista. Onde ele enxerga isso? Só o deus dele deve saber. Daí, continuará ad eternum sendo motivo não de perseguição, mas de crítica. Cafeo precisa se reciclar, pois entrou de cabeça na aprovação do produzido pelos golpistas no poder e com, isso empobrece demais seus comentários. Continuando nesse ritmo ameaça cair não só no descrédito, mas também no ridículo.

Obs.: Ele podia ter muito bem passado sem essa, mas como não se segurou nas calças e quis nos censurar, parece que, dessa vez, nossa marchinha vai ganhar alcance nacional. Espalho ela nesse momento para tudo, todas e todos. A gente já estava se acostumando com a ideia da marchinha ter só divulgação local, mas com essa ajuda, ganharemos o mundo, quiçá o universo.
HPA, com apoio amplo, geral e irrestrito do Tomateiros

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

INTERVENÇÕES DO SUPER-HERÓI BAURUENSE (100)


NOVA VEREANÇA EM AÇÃO - A DIREITA QUANDO ASSUME DEMONSTRA DE CARA SUAS INTENÇÕES
Guardião, o super-herói bauruense assistiu a todas as sessões da renovada (sic) Câmara de Vereadores de Bauru, que segundo dizem e afirmam pela aí, é a mais conservadora de todos os tempos. Diante de afirmação tão contundente e sendo renovada a cada nova legislatura, algo preocupante, primeiro pelo fato de, segundo o entendimento da população, a coisa ir se deteriorando a cada nova eleição. Esse piorar foi analisado pelo nosso intrépido e atento capa e espada da seguinte maneira:
“Quero analisar pelo que vi nas primeiras sessões e algumas audiências públicas. Algumas pessoas já estão se sobressaindo, colocando as manguinhas de fora e fazendo o que tem que ser feito, segundo sua concepção, para não só demarcar posição, mas para conquistarem liderança. O coronel, que tomou posse de fardão militar, engalanado até os dentes, Meira é um deles. Prega algo e de comum acordo, na sequência, vem outro o Segalla, prócer do DEM e lhe dá respaldo. Um morde e outro não assopra, mas crava ainda mais os dentes. Isso está ocorrendo na questão das festas ditas por eles clandestinas, mas que na verdade é algo para rifar ainda mais o entretenimento popular na periferia. Vejo algo parecido na questão da discussão sobre os presídios, principalmente o IPA. Esse, como é sabido, está encravado numa região onde ao lado, parede meia está localizado um Distrito Industrial. No fundo de tudo, a defesa intransigente em favor da especulação imobiliária”, inicia seu relato.
Nota-se que, Guardião ao citar os dois, o faz pelo simples motivo deles estarem mais em evidência nesse início de nova legislatura. Seguindo sua linha de raciocínio, eis algo a mais para ampliar a discussão sobre o tema: “Eles estão errado no que fazem? Não. E explico para que não digam estar eu, o Guardião ao lado da linha obtusa, conservadora, retrograda de pensamento de ambos. Ambos e quase a totalidade da composição da nova Câmara não diferem muito desses dois. Foram eleitos por parcelas do eleitorado que lhe referendaram votos para agirem exatamente como agem nesse momento. Os que pensam como eles os colocaram lá e eles estão só colocando em prática o que todos conhecemos de ambos. Eles não estão enganando ninguém. Foram eleitos para agirem exatamente dessa forma e olhando pelo custo benefício, estão corretos. Vieram para cruelizar as relações, estancar avanços sociais, defender o lado mais abastado da cidade sem limites”.


Perceberam aonde Guardião quer chegar? Não. Pois bem, ele mesmo explica: “Finalizo com uma óbvia conclusão. O sistema eleitoral vigente favorece a eleição de gente assim, as coligações feitas idem. Quando os menos conservadores não se coligam, dificultam sua eleição e o cenário fica dominado pelos da mesma linhagem. Eles todos estarem aliados à situação, ou seja, ao Executivo atual e seus interesses é um sinal mais do que evidente disso. Não existe oposição na Câmara, tudo pende para referendar as proposituras do prefeito. E com isso concluo e digo onde quero chegar. Gente como o coronel vereador Meira, o demista Segalla e tantos outros vieram para executar e colocar em prática não o que lhes veem à mente, mas o que lhes é imposto pelos que estão ao seu lado. E são bons executores, não titubeiam, chegam e fazem o que te quem ser feito. Ditos esquerdistas não agem como eles, pois querem colocar em discussão, debater, por em votação, ver a viabilidade, conciliar e daí deixam de fazer o que tem que ser feito. Esse citados não, chegam e impõem sem dó e piedade sua forma e entendimento de como deve ser a coisa. É o que vejo acontecer e daí, não adianta chorar com o leite derramado. Esperava isso mesmo deles, não enganaram ninguém. Gostar é uma coisa, achar correto idem, mas não ludibriaram ninguém. São cruéis, foram eleitos para o serem e não decepcionam os seus e hoje, como é essa a linha predominante, estamos todos num mato sem cachorro. Não vamos encontrar nada palatável por lá nos próximos anos, daí vamos em busca de outras instâncias, pois por essa nada de bom acontecerá”.
Foi o que disse a respeito e pede para se abra a discussão.
OBS.: A ideia da charge foi gileteada de uma antiga feita pelo falecido Fortuna, idos tempos da ditadura militar.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

OS QUE FAZEM FALTA E OS QUE SOBRARAM (96)


ELA VEIO BUSCAR SUA CAMISETA DO BLOCO
Hoje, nem completado um dia após o país tomar conhecimento de que teremos uma pessoa totalmente inadequada para ocupar função de juiz do STF - Supremo Tribunal Federal, um tal de Moraes Kojak lex Luthor Alexandre, tudo para livrar a cara do (des)Governo golpista, nenhuma panela é batida lá pelos lados da avenida Getúlio Vargas, mas eis, exatamente quando pensava no assunto, toca a campainha do mafuá aqui no meio dessa calorenta tarde. Demoro para me levantar, pois o ventilador me fazia um bem danado de bom, voltado para os meus costados. Pergunto quem é e ninguém responde. O jeito é levantar e para minha surpresa uma figura das mais conhecidas, muito sorridente e a me dizer:

- Vim buscar minha camiseta. Quero sair no Bauru Sem Tomate é MiXto. Ainda tem?

Atônito com a inesperada visita, quase me mijo todo nas calças, tomado de tamanha surpresa e ainda tomado pela surpresa me demoro a encontrar as chaves da porta. Ela diz não ter pressa nenhuma, pois diante de tanta iniquidade, fez questão de se abrigar em lugar onde sabe terá boa receptividade e poderá festar sem se resguardar.

Ela adentra o mafuá e escolhe sentar numa relés cadeira em meus acanhados aposentos. Escolhe o tamanho mais adequado para seu novo corpicho e pede para que me retire por instantes. Saio e quando retorno ela já está vestindo a camiseta e rindo me diz:

- Como é bom ir tomando conhecimento de boas iniciativas como a de vocês, ainda com coragem de botar não só o bloco na rua, como dizer o que precisa ser dito nesse momento. Quando muitos se omite, fazem igual ao avestruz e colocam a cabeça num buraco e fingem não ser com eles, vocês enfrentam os poderosos aqui de Bauru com a cara e a coragem. Quando vi que junto a vocês não tem lugar para a intolerância, disse comigo mesmo: tô dentro.

Dilma está nos trinques, uma baita sorriso no rosto, não de felicidade, mas por entender ter tentado ao máximo evitar o que hoje viceja no país, essa bestialidade que aplaude os golpistas e apunhala o povo em todas suas conquistas. Fico sem ação, sem palavras,querendo dizer um monte de coisas, mas as palavras me faltaram no momento e por fim, solto algo de minha lavra:

- Mas como ficou sabendo da gente?

- Coisa boa a gente sempre descobre. Vasculhando sobre os blocos protestando contra desmandos variados, já comprei camiseta de muitos e hoje, fiz questão de voltar em Bauru e levar a de vocês. Quando vi que outros blocos na cidade já levaram uma quantidade considerável de pessoas nas ruas da cidade e nenhum deles cutucava nada, vi que precisava dar uma força para os que até "processos" levam nos costados, tudo por incomodar. O que seria do mundo sem gente como vocês? Quando um figurão se mostra incomodado e reage perdendo a compostura é sinal de que o caminho é o correto. Vim para dar aquela força.

Sua visita foi rápida. Não demorou muito tempo. Queria dar a camiseta de presente para ela, mas me lembrei da nossa tesoureira mão fechada, a Turca Louca e de sua partner, Tati Quebra Barraco e quando a ilustre visitante abriu a carteira, recebi e dei entrada do valor nos cofres da organização Tomatista.

Quando ela se foi e a calmaria voltou a reinar pelos lados do mafuá, o suor me escorria pelo corpo. Voltei para defronte o ventilador e matutei um pouco sobre o ocorrido. Minha conclusão: Nesse bloco cabem pessoas desprovidas de ódio nas ventas e interesses escusos. A visitante é bem vinda e afirmou voltará no sábado para o desfile baguncista onde levou a letra da marchinha A CASA DA ENY AINDA É AQUI e até lá promete decorar a letra:

- Muito tempero, picante e provocante. Gritem em alto e bom som, pois diante do que está vindo pela aí, nem sabemos mais quanto tempo isso tudo ainda nos será permitido. Eu nunca impedi um só ato do povo nas ruas, mas hoje, por qualquer coisa já descem o sarrafo. E depois, a ruim era a titia aqui. Se desdiziam do meu puteiro, vejam só como a coisa anda e os paneleiros todos caladinhos.

Quando me dei conta já havia desaparecido.

HPA - Só eu dentre os tomateiros estive com ela hoje, ninguém mais, baita privilégio.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

O PRIMEIRO A RIR DAS ÚLTIMAS (36)


CENAS EXPLÍCITAS DE RACISMO NUMA CIDADE, ESTADO E PAÍS QUE NÃO SE DIZEM RACISTAS

A cena é bem bauruense. Ocorreu lá no salão de cabeleireiro num conhecido supermercado. Manhã de segunda passada, muitos por ali, eis que adentra o local uma distinta senhora, provavelmente residente nas redondezas e assim do nada, para todos ouvirem, fala em alto e bom:

- “Esse mundo é dos pretos e dos viados. Eu que sou branca e estudada não tenho mais espaço”.

Por azar (da dita senhora), quem estava por lá tingindo o cabelo era uma negra. Tira a tolha do rosto, olha para os funcionários à sua volta, dá outro olhar para o dono do salão, que fica com uma cara de não saber o que fazer.

Essa faz. Não diz uma palavra em desagravo, simplesmente pega seu celular na bolsa e disca para o número da Polícia Militar.

Explica em voz baixa o ocorrido e mesmo com o burburinho que a cena causa, pede para prosseguir seu atendimento.

A normalidade não é mais possível, pois a expectativa do que poderá acontecer na sequência deixa todos apreensivos.

A PM chega, a negra se levanta e faz um breve relato do ocorrido, aponta quem proferiu a tal frase e pede providências.

Elas ocorrem. A dita senhora se exalta, esperneia e profere a frase: "Não estou nem aí por ser presa". Por fim, é levada para a delegacia onde prestará depoimento.

O desenrolar dos fatos não é do conhecimento deste escriba e, provavelmente nem da negra em questão, mas a solução dada para resolver a pendenga merece todo aplauso.

Racismo ainda é considerado crime nesse país, não se sabe até quando, mas enquanto perdurar essa lei, ninguém precisa levar um tapa desses na cara e ficar quieto. Essa reagiu e devolveu tudo ao seu devido lugar na manhã de uma segunda feira, num salão nos Altos da Cidade.

A negra em questão, por coincidência é muito minha amiga, ANA BIA ANDRADE.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

PRECONCEITO AO SAPO BARBUDO (111)


O MUNDO PIORA A OLHOS VISTOS

1.) MAIS UM BAURUENSE ENVOLVIDO NA TRAMA LAVAJATIANA JUNTO DOS GOLPÍSTAS TEMER & CIA

Vejam o link com a citação do bauruense: http://epoca.globo.com/…/em-caso-do-fi-fgts-cunha-questiona…

Leiam a matéria acima e nela um nome ainda lembrado por muitos bauruense, ANDRÉ DE SOUZA. Se minha memória não está falhando esse André de Souza trabalhou, dentre outros tantos lugares, na primeira administração do Tuga lá pelos lados da COHAB. Figurinha conhecida por aqui, depois bateu asas e hoje caiu, ou seja, está envolvido nessa trama cheia de milhões de dólares, junto de Temer e de Moreira Franco.

Alguém se lembra dele e pode me dar mais detalhes? Seria ele o mesmo bauruense de décadas atrás, um que sonhava com a possibilidade de outro mundo junto da gente? Seria a mesma pessoa e seu sonho teria extrapolado e chegado ao nível do que nos sugere a matéria?

Se for, desde já, antecipo meu vaticínio: Andrezinho, quem te viu e quem te vê... A conferir.

2.) “VAIDADES E ENTREVISTAS: O EXEMPLO DE UM PE
TISTA ADMIRÁVEL
Tenho deplorado aqui o impulso de alguns ativistas de esquerda em falar à "Veja". A esse respeito, quero relembrar uma historinha singela. Em novembro de 2008, Diogo Mainardi - o enfant terrible da terceira idade reaça, cronista de Veja e de Manhattan Conection - solicitou uma entrevista para seu blog da “Veja” com o então assessor especial da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia. A resposta de Garcia – um petista admirável pela coragem e coerência, além de grande companheiro e amigo – deveria entrar para os anais históricos do jornalismo brasileiro. Ao contrário de várias personalidades da esquerda - independentemente da sigla partidária -, Garcia deu ali o exemplo de que uma tonelada de vaidade não vale meia arroba de espaço num órgão de extrema direita. A troca de mensagens entre os dois segue abaixo:


DIOGO MAINARDI
Prezado Marco Aurélio Garcia,
Eu gostaria de entrevistá-lo por cerca de quatro minutos para um podcast da Veja. O assunto é a imprensa. Eu me comprometo a não cortar a entrevista. Ela será apresentada integralmente.
Muito obrigado, Diogo Mainardi
MARCO AURÉLIO GARCIA
Sr. Diogo Mainardi,
Há alguns anos - da data não me lembro - o senhor dedicou-me uma coluna com fortes críticas.
Minha resposta não foi publicada pela VEJA, mas sim, sua resposta à minha resposta que, aliás, foi republicada em um de seus livros.
Desde então decidi não mais falar com sua revista.
Seu sintomático compromisso em não cortar minhas declarações não é confiável.
Meu infinito apreço pela liberdade de imprensa não vai ao ponto de conceder-lhe uma entrevista.
Marco Aurélio Garcia”


REAÇÃO DO HPA: Reproduzo algo publicado ontem nas redes sociais por Maringoni Gilberto sobre a última entrevista nas tais Páginas Amarelas da repugnante revista 'Veja', desta feita com o senador petista Humberto Costa. Diante de tudo, isso me faz lembrar GILBERTO TRUIJO em Bauru, convidado por um dos apresentadores da TV FIB Bauru para falar sobre Direitos Humanos, sua resposta ao apresentador que o convidava foi mais ou menos a mesma do digno Marco Aurélio Garcia: “Não dou entrevista para vocês”. Ponto. Ponto final. Diante de todos os golpes baixos desferidos por ‘Veja’ em cima das questões sociais, com que intuito um senador da República ligado ao PT, golpeado que foram sem dó e piedade desde sempre pelos que queriam a todo custo defenestrar Dilma do poder, dá uma entrevista e ainda tem o disparate de fazer uma mea culpa justamente para seu algoz? Que merda é essa...

Ainda sobre Gilberto Truijo: Eis um dos motivos pelos quais ele foi escolhido para ser Muso do bloco farsesco, burlesco e algumas vezes carnavalesco BAURU SEM TOMATE É MIXTO.

3.) UM "NÃO" CONTRA O PODERIO DA TV GLOBO: ATLÉTICO PR E CORITIBA NÃO JOGAM O CLÁSSICO PARANAENSE NO DIA DE ONTEM E PEITAM O DRAGÃO DA MALDADE

https://www.facebook.com/KarlMarx2017/videos/810246255815722/?pnref=story
Algo inédito, pioneiro e um marco esse NÃO para o poder da TV Globo dito por dois grandes clubes paranaenses. Ouçam tudo do começo ao fim e entendam dos jogos de poder nos bastidores. Não se deixe levar por algo que ouvi na explicação dita por um jornalista da TV Globo na hora do almoço. A verdade foi bem outra e o presidente do Atlético é bem didático, cita até Darcy Ribeiro para demonstrar o ocorrido. Isso precisa seguir adiante, vergar o poderoso dessa forma, maneira e jeito. Parabéns pela coragem do que vi acontecer. é dessa forma que se quebram monopólios. Algo bem destoante do Brasil golpista de hoje, talvez um caminho de desobediência despontando pela aí. Só assim voltaremos a ser verdadeiramente uma nação.

4.) QUANDO A XENOFOBIA TOMA CONTA DA INSANA E ODIENTA MENTE DE PARCELA DA POPULAÇÃO DE UM PAÍS
https://www.facebook.com/ajplusespanol/videos/1414887445230267/?pnref=story
Esse vídeo foi gravado numa farmácia no Chile, quando uma, que se diz chilena nata, se indispõe de forma vil, ultrajante, racista, fascista e repugnante contra uma caixa de origem venezuelana. Como se culpa dos problemas da dita senhora fosse da atendente... Como se qualquer dos problemas pelos quais nossos países estão passando são por causa dos imigrantes... Assistam e se indignem com algo acontecendo por todos os lugares, inclusive aqui no nosso quintal. Não iremos a lugar nenhum com tristes atitudes de uma gente mais do que despirocada, decrépita e só pensando em seus anéis.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

DICAS (157)


VEM AÍ O BAURU SEM TOMATE É MIXTO REVIVENDO GARBOSAMENTE A "MARCHA DO POVO DOIDO" DO GONZAGUINHA, CUJO SLOGAN PODERIA SER O MESMO: "EU CONFESSO, NÃO PRECISA NEM BATER..."
Gonzaguinha foi um dos nossos melhores compositores da linhagem de protesto dentro da MPB. Suas canções são clássicos e cantados ad eternum por gente com o mesmo espírito dos tomateiros, o da liberdade e sem o ranço odiento dos a danarem com o país e entregando tudo de bandeja para interesses neoliberais, imobiliários predatórios, ganância que não se acaba mais. Doidos seremos sempre contra esses predadores da paz coletiva.

"A MARCHA DO POVO DOIDO"
é um clássico, desses que deveria ser cantado em todas as igrejas brasileiras. Quando vejo o poder de aglutinação existente nas igrejas brasileiras, imagino como faríamos desse país um lugar bem mais palatável, se ao invés de sermos enganados, fossemos levados para transformar tudo à nossa volta num objeto coletivo, transformador. Se ainda não é cantado nos púlpitos, o Tomate canta aqui e relembra da importância de endoidecermos os ditos "forças vivas" de uma cidade, ou seja, os que só jogam, a favor de seus interesses pessoais e nunca para os da coletividade. Nossa proposta e clara e lúcida: endoidecer eles todos, mais, muito mais do que o fazem conosco.

Vejam a pureza da letra do mestre Gonzaguinha, que se vivo fosse, seria um baita de um velhinho maluco, como nós, esperneando contra a bestialidade desse golpe a judiar e querendo deixar o Brasil de quatro. Primeiro vejam o link encontrado do youtube, aumentem o som para essa música prencher todo o espaço de sua casa: https://www.youtube.com/watch?v=4GUiNMdOJo8

E agora a letra seguindo o exemplo do Samba do Crioulo Doido feito por Stanislaw Ponte Preta:

"Esta é a Marcha do Povo Doido
Seguindo o exemplo do Samba do Crioulo Doido feito por Stanislaw Ponte Preta.
Lá o crioulo ficou doido por ter que fazer o seu samba-enredo com todos os personagens da História do Brasil.
Aqui quem está doido é o povo,
Que parece ser o grande culpado pela crise de energia, pela caristia, pela policia e pelo mistério de uma coisa chama Anistia,
Que se você não sabe, não permitiu ao anistiado ser reintegrado a seu trabalho.
A não ser que passasse de novo por um novo júri, uma nova censura de modo que não atrapalhasse uma coisa chamada Abertura"

Confesso
Matei a Dana de Teffé
E muitos mais se você quisé
Eu sou qualquer dos José Mané
Dos Santos, da Silva, da Vida

Confesso
A culpa pela caristia
E pela crise de energia
Eu sou o dono da OPEP
Ou Pepsi, ou pop ou Coca

Confesso
(E nem precisa bater)
E confessar me alivia
Vem meu bem
Me condena com aquela anistia
Me manda logo pra cadeia

Garanta
Um pouco a minha poupança
Pois tando em cana a minha pança
Vai ter um pouco de aveia
Ou feijão com areia

Nós, somos todos muito disso tudo cantando pelo Gonzaguinha. O Tomate possui esse espírito e vamos para a rua por causa disso, para protestar, carnavalizar e demonstrar, além do encanto pelo Carnaval, que não estamos contentes como muita coisa conduzida hoje em dia pelas mãos de nossos algozes, os que jogam contra nossos interesses. 

Não somos donos da verdade, nem arrogantes, pretensiosos ou algo do gênero, só estamos aqui para criar problemas para uns e outros insistindo em bestializar com a coletividade. Nessa semana, o Tomate vai esquentar não só os tamborins como aprontar das suas. E você vai perder essa? Se perder, depois só ano que vem... 

E não se esqueça antes da descida no Calçadão, no próximo sábado, 25/02, lá pelas 11h na praça Rui Barbosa, a entrega do Prêmio Desatenção onde execraremos os quatro escolhidos do ano de 2016.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

PALANQUE - USE SEU MEGAFONE (96)


BAILARINO MARCOS ARANTES VAI DO ASSENTAMENTO PARA O CANADÁ - MAS AINDA FALTA ALGO...
Toda bela história tem o outro lado. Querer recontar a história desse bailarino bauruense, proveniente da Cia Estável de Dança é chover no molhado. Ele é o assunto do momento das hostes culturais bauruenses. Sua história está na boca do povo e também da mídia. Desde que a sua história foi revelada, após ter ganho a bolsa para continuar estudando ballet em Vancouver, no Canadá, deu até na grandiloquente TV Globo. 

Sim, sua história foi contada em prosa e verso e daqui a pouco mais de uma semana estará abrindo o programa dominical Fantástico. Conto aqui, primeiro algo dele e depois, depois de tanta fama, um apelo coletivo para Bauru e tudo o mais. Antes leiam o que saiu no JC: http://www.jcnet.com.br/…/bailarino-bauruense-ganha-bolsa-d….

MARCOS ARANTES é um dedicado bailarino, que um dia já foi florista e garçom, 19 anos e prestes a realizar o sonho de sua vida. Por dois anos esteve atuando junto da Cia Estável de Dança de Bauru, comandada pelo experiente bailarino e mestre de dança Sivaldo Camargo. Esse bauruense dançava pela aí desde muito cedo, primeiro nos passos do hip hop, depois o street dance e, por fim, a Divisão de Estudo as Artes na Cultura bauruense. Deu no que deu, com dedicação, amor e aquela vontade de vencer, seguir adiante, aproveitar a oportunidade. 

Toda sua família ainda reside num acampamento, ocupação da FNL – Frente Nacional de Luta, junto com mais 120 famílias, de onde saiu, conquistou um canto bauruense, porém nunca se esquece de onde veio. Sabe muito bem valorizar a luta de todos os que estão por lá, algo também a motivá-lo ainda mais. A bolsa canadense veio quanto participou de um curso de férias em Salto e agora já tem até a data da viagem para o exterior, 20 de março. Passaporte pronto, mala idem, toma conhecimento da bolsa, mas algo o aflige: não tem a grana para comprar a passagem aérea.
 
Sabem o que faz para conseguir? Conta com a ajuda dos seus amigos e colegas, principalmente os lá do ballet. Fazem de tudo e o principal são as rifas circulando, com preço de R$ 5 reais cada número, totalizando R$ 500 reais cada. Está numa luta contra o tempo e daí, conta com aquele algo mais além de toda divulgação feita pela mídia (se ela fizesse esse algo mais agora, seria o uó do borogodó). Lindo ver a forma como os assentados o receberam quando lá esteve para mostrar seu trabalho. Dançou na grama, descalço, sem nenhuma iluminação, ele e uma colega. Viajar ele vai, pois nem dorme em busca da venda dessas rifas. 

Quer ajudar?
 
O faça falando diretamente com ele, número para doações 14.997274764.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

COMENTÁRIO QUALQUER (160)


BENEDITO REQUENA – NÓS NA FEIRA...
Requena, Laranjeira e este HPA.
Laranjeira e Requena.
Duas ou três palavrinhas sobre ele. Seu currículo eu deixo para o jornal. Discorro aqui sobre algo mais, dessas coisas que valem a pena serem lembradas em dias como o de hoje. E o que sei dele? Minhas primeiras lembranças são dele no Jornal da Cidade, quando dava conta da seção Internacional. Ele vasculhava de verdade as notícias, pois na sua época não existia Google, muito menos redes sociais. É da turma fundadora o jornal.

Meu reencontro com ele se deu muito tempo depois. Todo santo domingo ele e eu temos por hábito bater cartão na Feira do Rolo, banca de livros do Carioca, nosso ponto de encontro, oásis no meio do deserto bauruense. Lá, nossa terapia dominical. A diferença eram nossos horários. Ele chegava sempre no horário em que nos preparávamos para ir embora, por volta das 12h. Ele acordava mais tarde, hábitos noturnos de escrita e leitura. Quando perguntei sobre isso de chegar tarde, ele, com seu jeito quieto, contido, contemplativo disse: “Eu não chego tarde. Chego é cedo, já para o próximo domingo”.
O juiz futebol Tonhão e Requena.

Uma delícia as rodas de bate papo por ali e cidade afora. Ele participava de todas, independente se pensava da mesma forma dos debatedores. Emitia opinião sobre tudo, ao seu jeito, sem provocar, sem exageros, porém decidido. Até hoje, por todo o tempo em que nos encontrávamos na feira, não sei se era de direita ou de esquerda. Isso pouco importa nesse momento. Vale muito a maneira de debater, sabendo entrar num debate, sem neura, agressividade ou impondo a sua opinião como a definitiva.

Reafirmo, era um sujeito contido. Gostava mesmo era do ex-prefeito, seu amigo pessoal de longa data, o também jornalista Nilson Costa. A sua reclamação era a mesma do Nilson: “Continuo escrevendo, mas me conte, cadê os lugares para abrigar nossos textos?”. De todas às vezes em que estive com ele em seu portão, lá perto do distrital Padilhão, sempre me recebeu no portão. Longos papos, sem nunca me convidar para entrar. Dificilmente levaria alguém para dentro de sua casa.
Carioca, Rose Barrenha, HPA e Requena.

Relembro uma história me contada pelo Cláudio Amantini. Sabe aquele calhamaço de documentos que o Amantini levava debaixo do braço e entregava para tudo e todos que nos visitavam contando a história do Noroeste, ele tentando ficar em definitivo com o estádio Alfredo de Castilho? Foi algo montado por Requena e a pedido do então presidente do Noroeste. Eram recortes e jornais, todos copiados e entregues aos ilustres visitantes, pesquisa pessoal de sua lavra.

Parte de seus escritos, ele deixou registrado no belo livro de memórias de sua família, algo muito bem escrito, pesquisa de longuíssima data. Era meticuloso, cuidadoso com os detalhes e também indicador de temas de leituras e pesquisa para amigos. Não tenho mais nada a dizer. Perdemos um sujeito bom de conversa, calado, mas conversador (entenderam?). Todos os que gostam de vagar sem rumo em feiras, vasculhar quinquilharias nesses lugares, procurar gente pra prosear, todos são “tutti buona gente”. Ele era, e dessa forma, a feira perde mais um dos seus personagens. Sim, ele já era uma espécie de instituição no lugar. Tristeza dentre os que ficam para continuar contando e registrando a história dos de baixo. Um a menos na roda dos rueiros.

OBS.: Todas as fotos do Requena foram tiradas na Feira do Rolo, seu habitat dominical. As duas primeiras fotos são as últimas dele tiradas por mim, num dos últimos domingos de janeiro, junto do professor José Laranjeira. As demais, devo ter umas vinte com ele, foram sendo tiradas ao longo desses últimos anos (ou já seriam algumas décadas e nem percebi?). Nosso último encontro na feira, lembro bem, foi já depois da meio dia, agora em fevereiro, diante de uma barraca de pastel lá na rua Julio Prestes. Ali estavam eu, Sivaldo Camargo, Kyn Junior, Milton Dota e, acredito Manoel Carlos Rubira. Falávamos de tudo, como sempre, acalorada discussão. Ele se juntou a nós, ali debaixo do inclemente sol da manhã e se me perguntarem, sei, a discussão foi boa, mas nem sei mais do que tratávamos. São tantos os assuntos. Somos todos muito conversadores...
Quicão, HPA, Manoel Rubira e Benedito Requena.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

DROPS - HISTÓRIAS REALMENTE ACONTECIDAS (139)


ELIANA E FÁBIO SÃO OS MAIORES VENDEDORES DE “CHITA” EM BAURU E REGIÃO
A história do comércio central de Bauru reserva alguns capítulos com algo carregado de uma baita emoção. Conto a história desse casal, que na verdade são amigos e sócios (e só) e, assim, de um dia para o outro se transformaram em donos de um estabelecimentos comercial, após muitos anos atuando como comerciários. O estabelecimento é a famosa Casa São Jorge, especializada em tecidos, desde os mais nobres, como os mais populares. Propriedade de um dos primeiros imigrantes vindos lá do Oriente Médio para Bauru, o sr Jorge Elias Salomão, falecido décadas atrás, aos 89 anos, mascate e depois comerciante de tecidos. Sua casa deitou fama na cidade. Ele envelheceu e seus filhos foram se encaminhando para outros ofícios. Ao invés de fecharem a loja ou vender, eles se reuniram e a decisão foi a mais sensata de todas. Tudo ficaria para seus dois funcionários. Foi uma venda com uma facilitação de compra, dessas feitas como se fosse de pai para filho. Eles não tem do que reclamar e hoje, alegres, não só sobrevivem, como ampliaram o negócio.

ELIANA GARRUCHO, 47 anos e FÁBIO GONÇALVES, 46 anos são esses dois ex-funcionários. A Casa São Jorge continua incrustada ali na rua Azarias Leite, coração do comércio local, entre a Batista e a 1º de Agosto. Eles, mesmo não sendo os naturais herdeiros do velho Salomão, foram quem praticamente herdaram o negócio. Atuaram ao lado do velho comerciante até onde ele conseguiu permanecer atrás do balcão e continuam por ali. A loja teve seus altos e baixos, mas está estabilizada e cheia de gente, principalmente por esses dias que antecedem o Carnaval, pois falou em panos coloridos, é com eles mesmos. Entendem disso como o diabo entende da cruz. Logo na entrada, uma armação com bobinas de chita, um dos tecidos mais baratos da loja (em média R$ 4,50 o metro dobrado) chama a atenção de quem passa na rua. Adentrando o local, além deles, mais 4 funcionários, ou seja, o negócio deu uma expandida. Nem por isso eles deixaram de pegar no pesado. ”Continuamos trabalhando igual empregados”, me diz Eliana, sob a aprovação do Fábio. Sim, isso qualquer um que por lá circule percebe logo de cara. Eles fazem de tudo, conseguem o escanteio, batem o mesmo e ainda correm para fazer o gol. Uma dupla entrosada, batendo um bolão e sabendo tudo sobre o tema: tecidos. Dessas lojas todas revendendo produtos carnavalescos por esses dias, ressalto essa, com os tais panos coloridos para fantasias diversas e uma turma que te atende com um carinho tirado lá do fundo do baú. Do baú do seu Salomão.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

CHARGES ESCOLHIDAS A DEDO (117)


'FORTUNA' E AS CHARGES DA DITADURA VALENDO PARA DOIS FATOS DE AGORA...

1.) A CENSURA ESTÁ DE VOLTA...

Michel Temer, o golpista no poder é um censor. De fácil entendimento. Ao tentar barrar algo a envolver sua digníssima esposa, encalacrada às voltas com um sujeito tentando lhe extorquir grana fácil e diante de algo que pudesse comprometer ainda mais sua reputação, já estraçalhada dia após dia pelas ações desconexas de seu anti-Governo, eis que aciona o que lhe está a mão e decreta: "Ninguém vai ficar sabendo de nada". Aqui um parenteses: parece existirem fotos comprometedoras de suas esposa. Ninguém quer vê-las, isso não interessa. Foto de mulher nua e de figurões encontro aos borbotões pelas redes sociais e revistas do tipo Caras. O buraco é mais embaixo e o que está sendo impedido da nação ter acesso são informações que, certamente levariam a mais um percalço na já conturbada vida desse, agora comprovado, ditador de plantão. Diante dos fatos, outra vez vou em busca de uma velha charge, dos tempos da ditadura militar, final dos anos 60 e novamente FORTUNA, um dos nossos chargistas que, na época, melhor relatou aquele truculento momento político. Temer nos faz ler o jornal do dia e ele já chegando com um buraco, justamente da matéria contento o texto vetado pessoalmente pelo Grão Vizir de plantão. Se começou assim, esperem um bocadinho só a mais e daqui pra frente, censura prévia tomando conta de nossas vidas. Imagina se um dia Lula e Dilma pensassem em quer fazer algo dessa natureza. Batam panelas à vontade e apoiem mesmo, aplaudam com louvor essas bestas feras que nos comandam. Tem mais, em poucos dias, após Moreira Franco ser efetivado com louvor no Ministério do temerário, agora teremos o Alexandre Kojak Lex Luthor Moraes no STF. Viu no que está dando o golpe!


2.) O CORONÉ TÁ COLOCANDO AS MANGUINHAS DE FORA
Pelo visto teremos um baita de um coroné dentro da Câmara Municipal de Bauru e pela fala de ontem, na 2ª sessão do ano, já propôs sua querência em reativar a Associação dos Donos de Lojas Legalizadas do Centro Bauru e de suas ações no passado na região. Prevejo problemas para desfiles futuros do bloco Bauru Sem Tomate é MiXto no Calçadão da Batista e de todas as ações hoje ocorrendo (ainda) livremente na região. Será que, as praças e ruas bauruenses continuarão sendo do POVO? Impossível não associar o que virá pela frente com uma charge do ótimo chargista, já falecido FORTUNA, dos tempos do Pif-Paf, final dos anos 60, plena ditadura militar. Guardião já se revolvendo para rebater a propositura de andarmos para trás, como carangueiros. Por enquanto deixo todos refletindo diante da antiga charge e a comparando com as proposituras do coroné. Será o Benedito? Se pior está, diante do que vemos, pior deverá ficar.


3.) A CHARGE DO FERNANDÃO, HOJE NO JORNAL DA CIDADE BAURU É DE UMA PRECISÃO CIRÚRGICA
Queria escrevinhar sobre as belezuras do Fortuna, mas aqui em Bauru tem um cara dos mais antenados (dentre alguns outros), desses que saca de longe e com a verve afiada de sua pena, produz peças de alto teor questionativo. Falei da cara de pau do presidente em botar alguns de seus ministros na baila e tentar sair pela tangente. Fernandão foi na veia.


terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

BEIRA DE ESTRADA (74)


O POVO NÃO É BOBO – COMO VOU PERCEBENDO ISSO NAS REAÇÕES AQUI E ALI
Abro o jornal de hoje e lá estampado algo pelo qual todos sabemos não vai acontecer nem que a vaca tussa: “Temer: réus da Lava Jato não continuarão ministros. ‘O Governo não vai blindar ninguém’, diz Temer”. Pura cara de pau. Se ele, o próprio, está envolvidíssimo, com citações escabrosas, como pode querer barrar seus ministros e se fazer de isento. Ou seja, alguns bois serão jogados às piranhas, para no frigir dos ovos, ele e os mais graúdos se salvarem. Impolutos, santos do pau oco. Golpistas cruéis e insanos. País à deriva e uns e outros, parte considerável da mídia e Judiciário lhe dando corda e guarida. Nem todos estão desatentos a tudo isso. Colhi um exemplo ao vivo e a cores no dia de ontem e aqui vos conto com algum detalhamento.

Defronte onde está o mafuá, um campo aberto, barrancas do rio bostento Bauru (aguardando processo de drenagem e purificação de suas águas) e nele um casal, muito simpático, ambos recicladores urbanos. Ambos residem na vila Quaggio e com uma Brasília bem antiga, acoplada com uma surrada carretinha vicejam por essa Bauru bem que inteira, juntando desde latas de alumínio, caixas de papelão, papéis, garrafas de vidro e tudo o mais que possam lhes garantir alguma renda. Deixavam até dias atrás, presa numa grossa corrente um carrinho de catar papel, desses empurrados á mão, atado numa árvore no local. Levaram, mas foi reencontrado e devolvido aos donos. Estão providenciando os reparos e será devidamente reincorporado ao espaço do campo. Ambos auxiliam e muito na manutenção do lugar com tudo limpo e asseado. São parceiros, companheiros, quase vizinhos de todos. Bons de papo e até fazem pequenas remoções, fretes quando necessitamos. Estão devidamente integrados na região.

Ontem, a esposa do casal, dona Maria me procurou ao me ver chegando de carro. Viu o “Fora Temer” na área de casa e outro no vidro do carro e já veio me dizendo: “Vizinho, queria tanto um desses aqui no carrinho. Esse danado está acabando com o país. Tudo o que tínhamos ele está botando abaixo. Se antes ganhava mais com os reciclados, hoje tudo caiu pela metade. Que dificuldade e ligo a TV, ele só prejudicando a gente. Quero deixar claro que eu e meu marido, o Douglas não estamos nem um pouco contentes com o que ele está fazendo com o país. Preferia muito mais como estava, onde vivíamos na dificuldade, mas tínhamos muito mais que hoje. Que vai ser de nós, vizinho?”, me disse.

A resposta eu tento dar indicando um só caminho. “Temos que tirar esse Temer e e seus amiguinhos de lá, nem que seja na força”. No mais, corro para dentro de casa, imprimo uma Mafalda gritando “Fora Temer” no que computador, coloco dentro de um plástico transparente (para durar mais e não molhar) e ajudo eles a colar no carrinho com o qual circulam pelas ruas. Digo mais: “Achei pequeno. Vou providenciar um bem maior”. Sei que o adesivo por si só não resolve muita coisa e ainda pode lhe causar problemas com os inconsequentes dessa cidade, estado e país, mas já é um começo. Desse povão, do qual adoro estar no meio, encarafunchado uns com os outros nossos atávicos problemas, pouca decepção, pois possuem uma boa percepção de tudo o que de fato está se sucedendo ao país, a destruição do pouco que haviam conquistado. Daí, fiz questão de ajudar esses meus PARCEIROS nas ações contra a bestialidade em curso.

De agora em diante, dois adesivos desses circulam pela cidade, um no meu carro e outro no do casal Douglas e Maria. Estamos pensando em abrir uma franquia e expandir os negócios adesivisticos cidade afora. Quem quer mais um?

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

CENA BAURUENSE (157)


SAMBÓDROMO SÁBADO À NOITE – O PRINCIPAL SÃO AS PESSOAS

Sábado á noite, eleição do Rei Momo e Rainha do Carnaval Bauru 2017, lá no Sambódromo do Geisel e dentre os presentes, este mafuento registrado. Um que, além de escrevinhar, ainda se dá ao luxo de sair pela aí registrando as pessoas dessa cidade. E o faz não naqueles que saem diariamente nas colunas sociais, os que pagam até jabá para terem suas caras estampadas em publicações variadas e múltiplas. Para mim, o melhor de tudo em eventos periféricos e ir fotografando e depois expondo de uma forma bem generosa, espontânea e, porque não, entusiasta, esses tantos movendo verdadeiramente esta Bauru para a frente.

Escolhi dez momentos e com uma pequena legenda, sem a identificação das pessoas nela contidas, algo do que rola nos bastidores não só do Carnaval, mas da vida que pulsa e impulsiona todos nós para a frente. Fotografo por causa deles todos.

Foto 1: Quando uma das deusas do carnaval, com muito samba no pé está, por algum erro de avaliação, do outro lado do alambrado


Foto 2: A matriarca da escola, aquela que pega no pesado, vigia tudo e até na festa está em estado de alerta

Foto 3: O guardador de carros de uma famosa casa noturna te reconhece e faz questão de lhe dizer que irá sair na escola que mais lhe apetece.
Foto 4: O menino enverga a camisa do time da sua aldeia e me puxa pela camisa como a dizer: "Estou aqui, viu!"
Foto 5: Dois renomados professores de balé, o primeiro e o atual, falando sobre um menino dançarino indo como bolsista para o Canadá.
Foto 6: Dos reencontros da festa, dois velhos sambistas, um em cada lado, agremiações diferentes, unidos pelo amor ao samba.
Foto 7: O menino cansado e sentadinho na sarjeta, sendo acolhido pela mãe e daí ambos sorriem e continuam a festa.

Foto 8: Sou puxado pela manga da camisa e o autor me diz: "Me fotografa também". E me leva até sua companheira. 
Foto 9: Dois sambistas encostados no alambrado após a apresentação diante do jurados e sorrindo para a foto.
Foto10: Da foto que era inicialmente para ser feita com um, mas outros foram se achegando e resultou no alegre ajuntamento de tantos quanto couberam na foto.