sexta-feira, 24 de julho de 2026
DOS MOTIVOS E IMPORTÂNCIA DE SAIR PELA AÍ ENVERGANDO CHE GUEVARA NO PEITO
Sou um velho turrão, ainda longe de ser babão. Envergo diariamente camisetas com estampas dentro do que acredito ainda ser possível lutar neste mundo, acreditando na realização de alguns sonhos não concretizados e em curso. Isso me move e assim, saio com elas para as ruas. Uns me dizem ser provocativo, diante deste mundo manada e seguindo ditames conservadores. O interior paulista é um reduto de alto quilate conservador, vide os 80% de Bolsonaro e os seus por aqui na última eleição. Vide a contituição dessa Câmara de Vereadores, com sua quase totalidade constituída de gente voltada para ideais de extrema-direita. Diante de uma Bauru, que já teve até um prefeito comunista, hoje temos lá no Palácio das Laranjeiras uma fundamentalista, bolsonarista e perversamente religiosa, com toda família encastelada junto dela no poder.
Eu combato isso com minhas parcas armas. Escrevo e vou publicando, reproduzindo, sem medo de ser feliz o que penso e como continuo agindo. É minha forma de se manifestar e continuar vivo. Escrevo, publico e também saio para as ruas envergando estampas sugestivas em minhas camisetas. Nesta quinta mesmo, circulei durante todo o dia e também na ida ao SESC à noite, uma linda, com a cara do CHE GUEVARA ocupando todo o frontal. No SESC fui abordado por três pessoas me felicitando pelo Che e no supermercado Tauste, o da Rio Branco, onde estive à tarde fazendo comprinhas de última hora, um senhor barbudo, do tipo motociclista dessas agremiações e escudos bem definidos como direitosos, cruzando comigo várias vezes pelo corredor, fazia gestos de descontentamento.
Quando isso ocorre, o que posso fazer? Passo a ostentar mais a camiseta e assim, se agia naturalmente, passo também a provocar. A vida nos provoca e quando instigados, por que não agir em resposta? Ainda vivemos num regime onde impera o estado laico e a liberdade de expressão. Sabemos todos que, se alguém com a mentalidade retrógrada de um Flávio Bestial Bolsonaro nos governar, estaremos adentrando num regime teocrático, onde nem sair mais com camisetas ostentando algo ao contrário do pregado pela extrema-direita miliciana será mais possível. Estes fazem uso da tal democracia para chegar ao poder e quando lá, o destroem. Isso é histórico. A única possibilidade que ainda temos de viver em plena liberdade é votando em Lula e Haddad no próximo pleito.
E daí, o cara me olhando de esgueio lá pelos corredores do Tauste e eu, garbosamente me exibindo pra ele, numa espécie de ringue, mas sem as cordas e ainda sem socos e pontapés. Ele ficou só nas intenções e eu só nas provocações. Era o único por lá ostentando algo assim e nada melhor do que, circular por estes lugares - o Confiança Max é outro lugar delicioso para circular com camisetas tendo Che na estampa - desta forma e jeito. Agora mesmo, nos preparativos para mais uma necessária caminhada, com a camiseta do Che já no cesto de roupa suja, cavo outra para circular pelas imediações da Getúlio Vargas - talvez a chuva adie meus planos. É divertido observar a reação das pessoas, num tempo, onde antes, duante vigência da Lava Jato e desGoverno do Seu jair nos atiçavam e admoestavam, mas hoje mais contidos, só viram o rosto e demonstram algo de repulsa. Não sei até quando isso ainda será possível, daí, como também não sei quanto me resta de tempo de sobrevida, continuo minha saga competitiva com os malversadores do sonho de um outro mundo possível.
quinta-feira, 23 de julho de 2026
MEMÓRIA ORAL (334)
ABERTURA DA EXPOSIÇÃO "CONSTELAÇÃO CELESTINA, DE WAGNER CELESTINO, 50 ANOS FOTOGRAFANDO A VELHA GUARDA E O SAMBA PAULISTANO - SÓ PODIA SER NO SESC
Para quem acha que Bauru se encontra fora do circuito das grandes exposições acontecendo por aí, precisa conhecer o trabalho deste paulistano, hoje residindo em Bauru e depois dela, a "CONSTELAÇÃO CELESTINA" rodar por duas unidades do Sesc paulistano, aporta no Sesc Bauru com grande pompa. Wagner Celestino, já passou dos 70 anos e durante 50 anos percorreu todos os cantos do samba paulistano, produzindo belos registros, agora eternizados num livro e nessa exposição, que além de tudo, escancara um registro mais do que histórico, a das entranhas da Grande São Paulo.
Uma exposição como essa só poderia acontecer mesmo no SESC, pois aqui em Bauru, mesmo ainda estando de portas abertas uma Galeria de Arte, mantida pela SMC - Secretaria Municipal de Cultura, quase nada por lá acontece e por pouco não se transformou tempos atrás em salinhas para abrigar cargos em comissão e nada de bom. Se a Cultura de fato é necas de catibiriba por lá, no SESC ela viceja e só confirma ser este o grande espaço cultural não só da cidade, como regional. O que acontece por lá neste momento é mais que grandioso, é incomensurável. Eu confesso aqui minha burrice cultural paulistana, pois até botar os pés no SESC hoje não conhecia nada deste divinal fotógrafo, tipógrafo uma vida inteira, aposentado neste ofício e há um ano e meio residindo em Bauru, sem que ninguém soubesse ou tomasse conhecimento. Ele é um tanto tímido, reservado, mas quando boto os olhos em suas fotos, vejo que com uma câmara na mão, o cara é bamba, batuta, desses que fez das ruas da cidade grande seu habitat.
Eu o conheci naquele momento e o cerco, iniciando uma conversação sem fim ali no recinto da exposição. Fui sugando o que pude e ele abrindo seu coração. A grandiosidade de seus registros reside muito na continuidade, pois quando começou, não mais parou e o reconhecimento vem com exposições como essas. Hoje é fácil fotografar e registar acontecimentos pela aí, mas quando começou a labuta era braba e mesmo assim, insistiu, persistiu e não mais parou. Circular pelos corredores da exposição e ver o resultado em cada foto é para embasbacar curiosos e desatentos. Não há quem não se sinta atraido e absorvido pelo ali exposto. Toda a nata das quebradas do samba paulistano estão ali registrados e também alguns de outras paragens, como dona Ivone Lara e Zé Keti, quando perambularam pela noite paulistana.
Eu já fiquei amigo dele assim de bate pronto. Trocamos telefones e vamos estabelecer contato, pois se o cara fez tudo isso lá em Sampa e hoje reside por aqui, nada como incentivá-lo para que, após quebrar o gelo, adentrar o palco bauruense, ser introduzido com algumas pessoas de responsa por aqui, como as professoras Marizilda e Ana Bia, do Design Unesp e mais o Ivo Presidente, do Coletivo Samba, ali presentes, para dar um pontapé inicial nos registros na cidade. Melhor que tudo, Wagner é dos nossos, um ser que não só circula nestes lugares todos, onde o samba acontece e a vida pulsa de forma acelerada, mas entende tudo e possui um posicionamento dos mais relevantes sobre os rumos deste país.
Enalteço sempre o papel do SESC - ah, se os próceres da Cultura pública bauruense possuissem um pequeno interesse em propagar o que flui das entranhas desta cidade - e depois, ciente de aqui ser um celeiro de gente altaneira e com produção efervecente, porém contida, mas quando pipoca algo novo, talvez uma fagulha nova para que não desistam e coloquem todos seus blocos na rua. Eu me maravilho quando vislumbro algo com essa magnitude, tanto que, já alinhavei com o Wagner de introduzí-lo pela aí, para que conhecendo um bocadinho mais de nossas entranhas, comece o quanto antes a produzir material, criação se sua verve criativa, enaltecendo também algo em curso nestas plagas. Aproveitemos a estada do Wagner junto a nós e com uma a mais se juntando ao time dos reais realizadores desta aldeia, avancemos o sinal, ultrapassando barreiras, impedimentos, não se importando com admoestações, mas se impondo e mostrando para os que insistem em permanecer inertes que, os realizadores irão passar por cima e escancarar a existência de uma fina flor, ainda oculta, porém pronra pra desabrochar. O Wagner está ser juntando ao time dos que fazem e acontecem por aqui. Vamos acolhê-lo com a devida pompa e reconhecimento, pois o danado já deu mostras de que veio pra cá e não quer ficar parado. Parado mesmo na questão Cultura nesta cidade, só os hoje lá encastelados como dirigentes públicos, muitos comissionados, temporários e nada propondo de qualitativo. Visitem a exposição lá no SESC, a "Constelação Constantina" e contatem se é ou não pra ficar comovido com o ali mostrado. E o homem está agora morando por aqui...
MÚSICA (262)
Ao meu ver, a explicação do João Bosco e seu posicionamento contra a patrulha identitária são perfeitas. O que se vê agora é um monte de gente tentando usar um dos maiores compositores do Brasil como escada para fazer vídeos na Internet e lacrar, usando essa divisão para ganhar notoriedade. Aliás, esse debate é igual ao debate da direita que defende a pena de morte: se você se posicionar contra a pena capital, então é automaticamente a favor de bandidos e do crime. Neste caso da música de João Bosco, se você abomina a censura e defende a liberdade de expressão ampla, você esta ao lado dos espancadores de mulheres. Falso dilema, perceberam?
Essa esquerda liberal - que adora censura - acredita que se você não falar de alguma coisa ruim esta coisa desaparece. Basta não falarmos de violência e.... pufff, acabam as guerras, as lutas, as agressões e os ataques covardes. Estamos diante de um real delírio identitário: ao invés de expor a realidade, apresentar os problemas, trazer o pus à flor da pele, escondemos, censuramos, cerceamos, calamos e proibimos palavras e pronomes. João Bosco descreve um personagem em suas músicas!!! Woody Allen também, Machado de Assis e Chico Buarque idem. Como censurar literatura e música baseando-se nessa leitura torta e oportunista dos identitários? Como aceitar que um personagem não seja a imagem exata de um problema social? Como podemos, no século XXI, defender abertamente a censura mais abjeta, que amordaça a arte e detém a transformação social?
Pois quando alguém perguntar as razões do crescimento da extrema direita aqui teremos um bom início de conversa. Sou um sobrevivente dos anos de chumbo e lembro bem do clima da época da ditadura militar. Naquela época gritávamos contra a censura, que usava da violência para nos calar a voz. Se não aceitávamos que milicos grosseiros e ignorantes passassem caneta vermelha nas nossas músicas, por que deveríamos aceitar a censura dos identitários? Por que continuamos a aceitar que o neoliteralismo empobreça nossa literatura? Leiam as justificativas de hoje para calar os artistas: o bem maior, o drama da violência, as ideias que ameaçam a estrutura da família. Estas não passam de ecos tétricos das desculpas de ontem! Tanto antes como agora estas vozes representam as forças conservadoras, a serviço da direita. Enquanto isso, a esquerda está cada vez mais parecida com o que outrora combatia, tornando-se paulativamente mais moralista, antidemocrática, censuradora, oficialista, oportunista, identitária e desconectada dos reais desejos nacionais.
Censurar músicas? Sério? E a literatura? Cinema também? RICARDO HERBERT JONES
Isso é uma coisa. Outra coisa é a entrevista que o João Bosco deu ao Estadão em que critica excessos dos que ele chama de identitários. Esta discussão é gigantesca. Eu, pessoalmente, apoio toda luta por direitos das minorias E o respeito integral às diferenças.
Mas o que trato aqui não é isso, e sim o samba Gol anulado, do João com o Aldir, do álbum Galos de briga, de 1976. Que narra exatamente a situação descrita no primeiro parágrafo: "Quando você gritou Mengo / No segundo gol do Zico / Tirei sem pensar o cinto / E bati até cansar". Que João citou como exemplo de cancelamento. Vou tratar apenas desta canção.
Falei outro dia da praga contemporânea da neoliteralidade ( conceito criado por mim até onde sei), que consiste em não diferenciar autor de obra, eu lírico de autor, personagem de enredo. O viés de leitura que faz com que a representação de um crime seja sempre vista como apologia do crime, nunca como crítica.
Pois bem. Numa narração artística há ao menos três instâncias: o autor, o personagem e o enredo. Eles se imbricam, mas não se confundem, porque, por mais que o autor crie a partir de suas vivências, ele não é o que narra.
Gol anulado narra uma agressão covarde a uma mulher. Muito bem, agora vejamos o contexto: João canta o samba num tom suave que contrasta com a brutalidade do que é narrado, mas também melancólico, triste mesmo.
A melodia perambula entre notas graves - a única exceção é no verso "E ainda é Vasco doente", em que ele nitidamente rememora uma alegria, mas ainda assim sem nenhum entusiasmo. E a harmonia em tom menor acompanha a tristeza.
O eu lírico da canção não vai preso, como deveria. Ele apenas perde a alegria de viver, a ponto de abandonar o futebol que o levou ao ato violento. É pouco? É. Mas não há uma sílaba nessa canção que exalte o feito. Muito pelo contrário, o que há é puro arrependimento.
Não sei de identitarismo. Mas sei um pouco de análise musical. E isso é o que eu tinha a dizer. TULIO VILLACA
quarta-feira, 22 de julho de 2026
RETRATOS DE BAURU (317)
O encontro será exibido ao vivo pela TV Câmara Bauru (Canal 10 da Claro/NET e Canal 35.3 no sinal aberto digital), pelo YouTube e no portal da Casa de Leis. #camarabauru #bauru #audienciapublica #reformadosambodromo #carnaval", este o convite para essa Audiência Pública.
Outras frases famosas do autor:
"Quando o pobre come frango, um dos dois está doente."
"O fígado faz muito mal à bebida."
"Este mundo é redondo, mas está ficando muito chato."
"Anistia é um ato pelo qual o governo resolve perdoar generosamente as injustiças e crimes que ele mesmo cometeu."
domingo, 19 de julho de 2026
AMIGOS DO PEITO (256)
MAIS ALGUMAS CONSIDERAÇÕES DA VIAGEM, NAS HISTORIETAS ARGENTINAS 14.) MANHÃ DE SÁBADO, PASSEIO PELA 25 DE MARÇO/SAARA ARGENTINA, AQUI O "ONCEDois locais, Maria Belén e Adrian Jara nos ciceroneiam pelas calles onde argentinos de todas as partes do país vem efetuar compras, depois revender. Caímos de boca nas andanças, guiados por dois entendidos no assunto. E até fizemos algumas comprinhas. Para mim, observador das calles, nada como andar por um lugar, que anos atrás estava forrado de imigrantes negros, todos africanos, ocupando todas as calçadas, vendendo roupa de griffe, todas falsificadas. A região passou por severa alteração de funcionalidade, com estes todos sendo praticamente expulsos, não só das calçadas, como do país. Não os vendo mais, pergunto ao Adrian e ele me responde: "A Prefeitura os retirou daqui e não os vemos mais em lugar nenhum".
Fui conferir e encontrei isso: "Os vendedores africanos (em sua maioria senegaleses) que trabalhavam como manteros em Once, Buenos Aires, foram dispersados devido a constantes operações de repressão e desalojo do espaço público pelo Governo da Cidade. Muitos migraram para outros bairros e províncias, enquanto outros continuam atuando de forma itinerante e cautelosa. Devido à forte presença policial, abandonaram o modelo de montar barracas fixas nas calçadas. Em vez disso, passaram a operar de maneira móvel (carregando bolsas e mercadorias nas mãos) e fogem rapidamente ao sinal de fiscais ou policiais. Para evitar a perda total de suas mercadorias nas batidas, muitos passaram a alugar pequenos espaços ou guardar estoques em galerias comerciais da região e saem às ruas apenas para vender unidades limitadas".
Para mim, que todo ano, neste mesmo período cá estou, mais do que perceptível a mudança. Antes quase intransitável a região, hoje mais tranquila. Do zelador do prédio onde estamos hospedados, me diz quando saíamos para o passeio: "Tome muiuto cuidado, pois lá costumam sumir coisas de nossas mãos". Não vi nada disso, achei um excesso. Gente sendo ludibriada nas ruas não é exclusividade daqui e sim de todos os lugares do mundo. O fato concreto é que, não presenciei nenhum ato de violência urbana na caminhada, andando e adentrando por todos os lugares, sem nenhum tipo de chateção. No mais, que ótima manhã, circulando pelas lojas deste bairro, recebendo pessoas de todas as partes do país, todos em busca de mercadorias para serem depois revendidas em suas cidades, nada diferente do que acontece no Brasil, em São Paulo na 25 de Março e no Rio, no Saara.
Localizado em Sarmiento 1334, este tradicional restaurante buenarista, o Club Del Progreso, fundado em 1852, foi palco de encontro de todos presidentes argentinos. Localizado nas imediações do Congresso e Senado da Repúbluca, foi por muito tempo um clube exclusivo de cavalheiros, um dos mais antigos da Sudamérica, ícone da história de Buenos Aires. Hoje, recebe frequentadores de várias partes, com imensos pratos compartilhados e em seu salão principal, flâmulas de times da nossa latinidade. Atração turística e preços populares, atendimento receptivo e clima de confraternização. Ao fim, encontro um argentino com camiseta estampada algo do jogo da última quarta, qiando Argentina se classificou para final da Copa: "As Malvinas são argentinas". Comemos muito, preço honesto e quase preciso ser carregado para habitação onde nos encontramos. Vale a pena, também por ter visto lá no salão, flâmula do Flamengo, time que Ana Bia Andrade torce e do Corinthians, time que torço.
Amigos argentinos cientes de nossa despedida da cidade, organizam para este domingo, algo luxuoso, a ida, 8h da manhã, abrir a famosa Confeitaria Ideal, para um sonoro café da manhã. A Ideal fez história na capital portenha, localizada a poucos metros do seu maior ponto turístico, o Obelisco. Foi ponto de encontro, cem anos atrás, da nata da elite local, a que podia desfrutar de lugares tão luxuosos. Reinou aberta e influenciando as decisões políticas até os anos 70. De suas mesas, saiam decisões políticas, direcionando os rumos, inclusive do país. Fechou as portas e sua edificação foi abandonada e esquecida, tornando-se uma chaga a céu aberto.
Eu teria muito mais para descrever do vivenciado nestes poucos dias zanzando por Buenos Aires. Tudo são gratas recordações. Ano após ano, tenho não só o prazer, como um privilégio este poder voltar, rever lugares e pessoas. Procuro conhecer mais e mais lugares, o mesmo servindo para pessoas. Por onde esbarro, me deparo com novas histórias, enfim, tudo vale e merece ser contado. As vezes cometo inconfidências, excesso deste incontrolável desejo de ver registradas histórias, principalmente a de personagens ditos e vistos como menosres. Daí, essa denominação onde me encaixo com maestria, de Historiador das Insignificâncias.
O Bellagamba Bodegón é um dos restaurantes mais tradicionais e econômicos de Buenos Aires, famoso por servir comida caseira farta, preço justo (numa placa dentro do salão, anúncio de prato do dia por 3 mil pesos) e por seu ambiente boêmio e retrô. As porções são generosas, ideais para compartilhar, com pratos clássicos como milanesas, massas, empanadas e bife de chorizo.
Foi neste espaço que, decidimos fazer a despedida de Buenos Aires neste domingo, momentos antesde dirigir-se para o aeroporto e voltar pra vida rotineira em Bauru. Este restaurante é bem avaliado, não só pelo já aqui comentado, mas também pelo seu visual interno. Em suas paredes fotos antigas, dos mais variados temas, ocupando todas suas paredes e no salão, antiguidades de todos tipos e épocas.
Circular por um lugar assim é de uma certa forma respirar algo sobre a história da cidade e de muitos dos seus antigos personagens. Uma viagem no tempo e espaço, aliado com uma comida estilo caseira. Pelo que vi tem duas filiais na cidade, uma próxima do Congresso, na avenida Rivadavia e essa onde estive, em Palermo, na calle Armênia. Saímos de lá satisfeitos e direto para o aeroporto. Dia de voltar para casa.
sábado, 18 de julho de 2026
BEIRA DE ESTRADA (210)
11.) REVENDO OS AMIGOS DO "LA CAVE", DEGUSTANDO UM BOM VINHO ARGENTINOAprendendo a degustar um bom vinho com quem sabe, o casal César e Flávia, ela uma enóloga de responsa, ou seja, estudiosa no assunto, entendida de fato. Não era um dia dos melhores para ir até seu estabelecimento, na calle Rodríguez Peña, pois no mesmo dia, um jogo da Argentina pela Copa. As ruas estavam intransitáveis, mas como gostamos uma muvuca, de rua cheia e também, é claro, de um bom vinho, lá estivemos para a anual degustação.
12.) RUANDO E O PASSEIO PELO MUSEU COLON, JUNTO AO CAMINITOO Teatro Cólon todos conhecem sua grandiosidade, creio eu o mais imponente de toda América Latina.
SÓ POR ISSO, ESTOU RECONFORTADO: TORCI MAIS QUE CERTO, VIVA AMÉRICA LATINA LIVRE
E junto de nossa festa, como todo ano, comemoramos o aniversário de Sérgio Bauer, peluqueiro de cães, companheiro do querido Adrian, um faz tudo do Congresso da UP. Ele traz o bolo,m cada qual um vinho e os brasileiros se juntam e promovem a comilança.
quinta-feira, 16 de julho de 2026
OS QUE FAZEM FALTA e OS QUE SOBRARAM (215)
HISTORIETAS ARGENTINAS
Chego no local, com um "Cristina Livre" bem na frente e lá dentro, caricaturas e fotos dela espalhadas pelo salão. No balcão de entrada, quem ali se encontra é Matias Marucco, jovem dirigente justicialista. Me identifico como petista e a partir daí, iniciando a conversação com ele me falando de Perón e de Cristina Fernandez de Kirchner e eu de Lula, ali permanecemos por aproximadamente uns 40 minutos. Pergunto sobre todas as minhas dúvidas sobre a política local e ele prontamente me responde, dentro dos preceitos peronistas. Não desdiz do que acontece dentro do peronismo hoje, com muitos grupos, de certa forma antagônicos, porém lá na frente, com o mesmo ideal de luta. "Isso não é ruim, pois não nascemos iguais e do confronto, quando o ideal é o mesmo, sempre flui algo de bom".
Pergunto do confronto entre o governador da província de Buenos Aires, Axel Kicillof e Máximo Kirchner, o filho de Cristina, seu sucessor político. Ele me explica que dentro de uns 40% do eleitorado convertendo para o peronismo, Cristina possui o grupo com maior percentual, depois o Kicillof, depois Sergio Massa, o candidato peronista que perdeu a última eleição para Javier Milei. "Tudo vai ser pegado agora, mas quando definir quem vai encabeçar como nosso candidato, estaremos todos unidos", me diz. Digo que, algo parecido acontece no Brasil, onde Lula comanda o PT, mas vários grupos comandados por políticos variados estão sempre em disputa interna.
E assim a prosa prossegue, inclusive com ele me dando sua versão sobre o papel da seleção argentina de futebol, onde somente uns quatro podem ser considerados mais à esquerda. "Os jogadores estão num outro patamar. Os que realmente vieram de classes mais pobres, continuam assim, mas quem é advindo de outra situação, dificilmente se posiciona junto de bandeiras populares". Por fim, no frigir da conversa, ele me diz que, para entender de fato o que venha a ser o peronismo, teria que ler, ao menos dois livros escritos por Péron, o "La Comunidad Organizada" e "Doctrina Peronista". Diz que, os encontro facilmente pelos sebos da cidade. "Foram escritos há mais de 50 anos, mas continuam mais atuais do que nunca", conclui.
Na conversa pela manhã com pessoas ligadas a partidos peronistas, a informação de que, na parte da tarde, por volta das 16h, uma manifestação de apoio para Cristina Kirchner, a ex-presidenta da República, condenada injustamente pelo lawfare político, nova especialidade latinoamericana de prender opositores, hoje reclusa em prisão domiciliar, ocorreria defronte o prédio onde reside na calle San Jose nº 1111. A concentração de populares lhe prestando apoio é constante, diária e praticamente ininterrupta, numa clara demonstração do forte apoio popular que a líder peronista sempre teve. Cristina sucedeu seu marido Nestor Kirchner no poder e a Lava Jato argentina, denominada de Comodoropy, para impedir seu retorno ao poder, invencionou uma questão Cadernos, já desmontada, quando lhe imputaram crimes de corrupção, sem comprovação, só para tirar-lhe o direito de concorrer.
Cristinase mudou a pouco tempo para este novo endereço, mais popular do que o anterior, próximo do Cemitério da Recoleta. EScolhido a dedo, uma ampla sacada permite que ela tenha acesso para seus apoiadores e, desta forma, frequentemente sai na sacada e saúda o conglomerado popular ali presente. Desta feita eu estava ali e vagando dentre os presente, muitos fazendo uso do microfone , rodeados de pequenos comerciantes vendendo souveniers com temas relacionados ao peronismo. Desde botons, adesivos, camisetas, brincos, colares, canecas, chaveiros, cartazes, tudo feito de forma artesanalmente e proporcionando algum ganho para seus idealizadores. A criatividade de quem não desgruda de Cristina é latente e demonstra sua força, perseverança na lida e luta.
Aproximadamente umas cem pessoas estavam ali concentradas, atentas às falas e mais ainda na movimentação na sacada do 2º andar. Quando ocorre uma movimentação de abertura do janelão onde ela reside, as falas se interromperam e no lugar, música com temas ligados à Cristina. Ela permanece no balcão por aproximadamente uns dez minutos, faz gestos para todos, acena, aponta para alguns e monta um coraçãozinho com as mãos, indicando com a mãos alguns. É o momento que todos esperavam. Cristina, pelo que vê e constatei, continua sendo a grande liderança política argentina, a mais expressiva e popular. Foi também uma das que, nos últimos tempos promoveu a concretização de esperança de dias melhores para o povo mais marginalizado, principalmente o trabalhador. Depois dela, o peronismo elegeu Alberto Fernandes, que claudicou na continuidade de um governo popular e na sequência, enfraquecido, perdeu o pleito para JAvier Milei. A desconstrução do país se deu de forma arrasadora, praticamente colocando fim em todas atividades sociais. O país vive um caos social e o alento de uma virada de mesa, ocorre através do peronismo, sendo o nome de Cristina, mesmo proscrito o de maior alcance popular.
Cristina junto de Lula podem ser considerados hoje duas das mais significativas lideranças políticas do Cone-Sul, justamente nos dois países com maior importância no continente. Eu, na qualidade de jornalista, de historiador e de voraz leitor do tema da Pátria Grande latinoamericana, sempre me interessei muito, não só pelo peronismo, mas principalmente por quem pratica essa política mais voltada para os interesses poplares na América Latina. Lula em sua última visita à Argentina a visitou em seu apartamento e as relações entre eles sempre foi das melhores. Conversando com os presente, me descobrindo brasileiro, a primeira coisa que me diziam era a de gostarem muito de Lula. Respondio sempre retribuindo: "Eu também e milhões de brasileiros, entendemos o que se passa aqui e gostamos muito de Cristina e do peronismo".
Cristina não se omite de continuar dando opiniões e influenciado nos rumos do peronismo no país. Ela sabe e tenta de todas as formas reverter sua situação jurídica, porém diante das dificuldades de vergar um Judiciário comprometido dos pés à cabeça com o conservadorismo neoliberal, de gente como ex-presidente Maurício Macri, este ainda apoiando Milei, faz o confronto como pode e uma das possibilidades é essa, a de manter estreito contato popular nas aparições na sacada de seu apartamento. Hoje, por uma felicidade, tive o prazer de vê-la numa dessas saídas na sacada. O contentamento de todos os presentes, percebido por mim, circulando entre os presentes é a certeza de que, o povo não é bobo e mesmo diante de todas as adversidades, sabe muito bem quem pode fazer algo por ele. Cristina é uma dessas, com ação política comprovadamente popular. Aplaudi efusivamente quando saiu no balcão. Fiquei emocionado, como todos os presentes.
quarta-feira, 15 de julho de 2026
PALANQUE - USE SEU MEGAFONE (217)
HISTORIETAS ARGENTINAS
6.) ARGENTINA NA SEMIFINAL DA COPA: FUI PELA MANHÃ REVER A CASA DE LAS MADRES, REDUTO DE LUTA E RESISTÊNCA
E ELES FORAM PARA A FINAL
Naqueles formulários dos EUA, sempre preenchi como "latino" porque "branco" não é cor, é critério de classificação e segregação social. Afinal, até hoje nunca conheci um japonês amarelo e eles seguem classificados assim. Índio só é vermelho quando pinta a pele de urucum e pros primeiros colonizadores, eles eram "negros da terra", mesmo tendo DNA semelhante a de asiáticos "amarelos".
Em resumo, cor, raça, etnia não passam de padrões historicamente construídos para fins socias. Quem ainda não entendeu isso, assista ao filme "Os Deuses devem estar loucos". É curioso quando um negro vê uma loira pela primeira vez, a acha horrível e fica com dó achando que ela está pálida por desnutrição.
Agora vamos ao que interessa. O brasileiro que chama o argentino de racista, está apontando um dedo para o vizinho, mas aponta quatro pra si mesmo.
Realmente, é muito cômodo dizer que os hermanos são racistas e se esquecer de que até outro dia o Brasil tinha um governante que dizia que negros pesavam em arrobas e que não serviam nem pra procriar. Seu vice dizia que era índio, mas que casou com uma branca para purificar a linhagem. Uma deputada do mesmo partido correu atrás de um homem negro com um revólver na véspera da eleição e nem foi esse o motivo de sua condenação.
A Argentina tem racismo? Óbvio que tem. Brasil tem? Tem e muito, mas incomoda falar e é muito mais cômodo jogar esse peso no vizinho.
"Ayn, mas os torcedores argentinos chamam brasileiros de macacos". Ora, quem vocês querem enganar? A vida inteira frequentei estádio e ouvi torcidas de todos os times brasileiros fazer isso. Isso só mudou quando começaram a punir os clubes, mas virando a esquina já continua nas brigas de torcidas.
Da onde surgiu o racismo? Do colonialismo europeu. Como países da América Latina absorveram o racismo? Por que a elite "criolla" nunca se viu como latino-americana, mas sempre sonhou em morar em Londes, Paris ou Miami com o dinheiro da exploração do próprio país.
Então sim, há racismo na Argentina, mas também no Brasil e em todos os países da América Latina. Só que elas não expressam o espírito do povo, senão de suas elites. O povo sem consciência emula suas elites. O nome disso é ideologia. Já dizia um certo velho barbudo alemão."
Texto do Thomas de Toledo
terça-feira, 14 de julho de 2026
ALGO DA INTERNET (239)
HISTORIETAS ARGENTINAS
4 - NÃO SE METAM COM O BOCA, UM DOS MOTIVOS DE TORCER PRA ARGENTINAAna Bia, a esposa, esteve o dia todo participando de atividades junto do Congresso de design, na UP - Universidade de Palermo e fiquei encarregado de levar nossa hóspede, sua aluna, Letícia Gomes Fagundes para conhecer o bairro de La Boca, onde está concentrada a nação azul e amarela, o Boca Juniors. Devo ter executado a missão a contento, pois pelo que senti, ela gostou demais de tudo o que viu, inclusive de minhas observações sobre o local.
Para mim, o reduto onde está encravado o estádio da Bombonera não está ali por acaso, pois o time e sua torcida são muito relevantes dentro do contexto dos aguerridos contestadores do status quo mundial. O bairro de La Boca é um porto de água doce, por onde fluia o comércio via fluvial argentino e junto deste porto, uma imensidão de trabalhadores. A história destes é louvável e demonstra toda a bravura dos que ali resistiram, com poucos recursos, levantando suas moradias com latas e madeiras advindas de sobras do que fluia do trabalho.
Hoje, almoçando no bairro, um jovem garçon me explica em detalhes algo mais dessa linda história. "Essas residências resistiram por mais de uma centena de anos, pois a região da cidade não possui acidentes sísmicos, nem maresia, pois aqui um rio, o da Prata e não o mar. E as cores, cada casinha pintada de uma cor, tudo proveniente do que conseguiam de sobras das empresas onde trabalhavam. Daí, um pintava sua casa de azul, outro de verde, outro de laranja e assim por diante. Pulsa neste local algo da força do trabalhador argentino", nos conta.
E depois o time do Boca, hoje encabeçando com seu presidente, o ex-jogador Juan Román Riquelme, lutando bravamente contra as investidas do ex-presidente do país e também do Boca, Maurício MAcri, neoliberal e junto de Milei e da Fifa, fazendo de tudo para que os clubes argentinos se tornem SAFs. A AFA - Associação de Futebol Argentino, presidida por Chiqui Tapia sofre todo tipo de ataques pelo mesmo motivo, o de resistir as investidas neoliberais. Isso tudo é cara de uma resistência argentina mais do que louvável. Acompanho a luta destes pelo que me diz diriamente Victor Hugo Morales em seu programa na rádio 750AM, reforçando o que já pensava: o Boca é hoje um espaço de resistência ao conservadorismo de gente como Milei, Macri, Infantino e a extrema-direita.
E como andar por este bairro e não ver isso tudo com os próprios olhos sem se emocionar. Impossível. Isso tudo está mais do que latente em todas as equinas. Este um dos motivos de gostar demais desta cidade, povo e nação. Estou do lado destes que lutam, resistem e enfrentam o touro à unha. Dessa união do bairro de La Boca com seu time, o Boca Juniors viceja algo grandioso, exemplo para o mundo todo. Os vejo num posicionamento muito parecido com o que o Corinthians teve com o grupo Democracia Corintiana, Sócrates & Cia. Aliás, Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira e Diego Maradona muito me representam. Hoje, eu e Letícia, andando pelo bairro nos emocionamos com tudo o que vimos. A faixa exposta lá ao lado do estádio, "Boca contra todos", me diz muito e cala fundo quando leio críticas contundentes contra os aregtninos. Se existem os racistas, os preconceituosos, os extremistas de direita, eles também existem entre nós brasileiros, mas também existem os que resistem bravamente, como os moradores do La Boca e dos atuais dirigentes do time do Boca. Estou com eles e não abro.
Nas ruas eu não saio, "daqui ninguém me tira", dizia uma velha música. Sou assim, rueiro e livresco, adorador de livros. Leio ainda pouco em espanhol. Me esforço e não deixo de conhecer novos lugares onde livros estejam presentes. Hoje mesmo, voltei a um lugar que não retornada há pelo menos uns dez anos, a Feira de Livros da Praça Itália, bairro de Palermo Soho. Encravado no meio da praça, uma fileira de barracas, ocupando aproximadamente uns cem metros, uma de costas para outras, ou seja, duas fileiras de barracas,um sebão ao ao livre. Saimos do bairro de La Boca e fomos de ônibus circular, parando bem defronte a ela.
O passeio por lá, para mim é sempre divinal, pois me encontro e também me perco em lugares assim. E o mais importante e legal de tudo, percebi que minha companheira nessa empreitada, o jovem estudante de Design em Bauru, aluna de Ana Bia, Letícia Fagundes, nutre a mesma paixão por livros e assim sendo, mergulhamos de boca no que víamos ali diante de nossos olhos. A perdição é divinal. Logo na entrada, numa placa quase oculta por caixas de livros, uma frase de Adolfo Byoi Casares, "A eternidade é uma das raras virtudes da literatura". Seguindo este lema, de banca em banca, a via separando livros e por fim me disse: "Creio não gastarei nada em livrarias com obras novas. Aqui encontro tudo e por muito menso que a metade do preço".
Trago um do Quino e uma biografia em HQ do cantante uruguaio Zitarrosa e paquerei, o que provavelmente me fará voltar, por mais dois, um com ensaio fotográfico do escritor Ernesto Sábato e outro do chargista Miguel Rep sobre Charly Garcia. Ainda não sei fazer a conversão direito do peso para o real, nem para o dólar, mas sei ter pago muito barato pelos dois que trouxe. Letícia tinha em sua sacolinha uns quatro e assim, como dois perdidos num dia não tão limpo, com algum frio - termômetros marcavam 8º -, saímos de lá, não saciamos, porém satisfeitos. Na saída, na banca de uma senhora, a única que vi comandando um espço por lá, a famosa frase do John William Cooke (1919-1968): "Os pobres que votam na direita são como cães que cuidam de mansões, porém dormem do lado de fora". Melhor impossível.
Livros nos fazem pensar e também agir. Quem lê se renova a cada instante e isso, com osabemos é mais que um perigo, pois um povo mais culto, nunca de deixará enganar por falsos profetas e nem por políticos inexcrupulosos. Daí, leio muito e divulgo livros, a leitura como fonte libertadora. Feira como essa me seduzem e sou arrebatado por elas. Numa outra barraca, outra frase, "Hoje pode ser um grande dia", usada acertadamente para o local, pois para quem lê, sempre o novo dia é mais do que grande.copa do mundo
TORÇO PRA ARGENTINA, ADMIRO MESSI JOGANDO, MAS ELE NUNCA SERÁ UM MARADONA - VIVAS PARA NETO E PENINHA, JUNTOS NA TV BAND, PENSO DA MESMA FORMA E JEITODizem que não dá para misturar política com futebol, mas para mim é inadmissível quando um jogador tem um posicionamento de paparicar líderes da extrema-direita. Não deixarei de torcer pra Argentina nestes jogos da final da Copa, porém a minha posição contrária aos sete jogadores que apóiam Milei e alguns babam ovo pra líderes mundiais da pior espécie, me reservo no direito de gostar de vê-los jogando futebol, mas nunca de paparicá-los. E assim, desta forma e jeito, sigo torcendo pelo futebol, não se esquivando de deixar claro meu posicionamento e onde me encontro no contexto deste mundo.
O RISCO PARA QUEM ACUMULA LIVROS NUM MUNDO ONDE ISSO É MAIS DO QUE UM PERIGO


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